Bolsonaro precisa tomar juízo porque os militares estão com Mourão e não abrem…

Esse é o Mourão, morou?!!!

Charge do Kacio (site Metrópoles)

Carlos Newton

No sábado, publicamos um artigo aqui na Tribuna da Internet assinalando que o presidente Jair Bolsonaro conseguiu comprar alguns militares, mas as Forças Armadas não estão à venda… Alguns comentaristas acharam muito forte o uso da expressão “comprar”, mas foi justamente o que pretendemos dizer, pois desde o início o objetivo do chefe do governo era cooptar os militares, no sentido de aliciar, seduzir. Ou seja, comprar as consciências deles.

O fato concreto é que levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) já identificou 6.157 militares da ativa e da reserva em cargos civis no governo Bolsonaro, algo jamais imaginado nem mesmo durante os 21 anos de regime militar.

ATIVA E RESERVA – O resultado da pesquisa, anunciado em julho, não foi surpresa. O Ministério da Defesa informou que iria comentar o levantamento do TCU no que se refere a militares da ativa, alegando que os 3.128 oficiais da reserva são livres para exercer qualquer atividade.

Segundo a Defesa, em julho já havia 3.029 militares no governo (1.832 do Exército; 688 da Aeronáutica; e 509 da Marinha), a maioria em cargos de natureza militar no Ministério da Defesa e no Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Está claro que Bolsonaro fez o possível e o impossível para agradar os militares. Manteve os direitos privilegiados que eles conquistaram na ativa e na reserva, aumentou os soldos e contratou mais de 3 mil oficiais para integrar o governo, fazendo com que passassem a ter salários em dobro. Criou, assim, um governo paramilitar.

GOLPE MILITAR – Na sua ignorância cavalar (para acompanhar o apelido na caserna), Bolsonaro pensou que as Forças Armadas iriam apoiá-lo na aventura do golpe militar, que culminou na manifestação diante do Forte Apache, em abril, na mesma época em que estava provocando  demissão do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

As Forças Armadas – não confundir com os militares – não ofereceram o menor apoio ao presidente e deixaram claro que não aceitariam nenhum golpe militar.

De lá para cá, Bolsonaro desandou de vez e está ficando evidente que seu governo é uma ameaça concreta à estabilidade institucional. Por isso, não causou surpresa essa avalanche de noticias sobre a insatisfação das cúpulas da Forças Armadas com o governo supostamente paramilitar do capitão. Os comandantes militares dizem que cabe aos civis resolver a crise.  

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P.S.
– No desespero, Bolsonaro não perde oportunidade para ofender o vice Hamilton Mourão, que foi um dos fiadores da candidatura dele, junto com o então comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas. Ao perseguir e humilhar seu vice, o presidente estão provocando a cúpula militar, e ninguém sabe aonde essa crise vai parar, se o capitão não ter uma recueta e voltar a respeitar o general. Os militares estão com Mourão e não   abrem, como se dizia antigamente. (C.N.)

19 thoughts on “Bolsonaro precisa tomar juízo porque os militares estão com Mourão e não abrem…

    • Ronaldo,

      Respeitosamente, mas enches o saco com essa história de golpe prá cá, golpe prá lá, que todos são golpistas!

      Pô, e o PT no governo foi o quê??!!
      Um baita partido de meliantes, de ladrões, que dilapidaram o erário e o patrimônio nacional!

      Assim, de acordo com a tua ótica, Lula e cúmplices nos deram o golpe do voto, o golpe da honestidade, o golpe do partido que não era corrupto e não se deixava corromper, o golpe da mentira … e por aí vai o PT de golpe em golpe.

      • Bom dia, Chicão, deixa eu reforçar tua crítica à viúva do Lula de plantão.
        Nunca entrei no mérito dos ideais da esquerda ou do PT, pois as ideologias assim como as religiões são majoritariamente positivas, o que atrapalha sempre é o perfil moral e as intenções de seus operadores e o método de implantá-las ou disseminá-las.
        No caso do PT, um projeto político de justiça social oportuno e vital para o país, foi transformado pelo Lula, um sindicalista espertalhão e amoral, num grande projeto de poder e enriquecimento pessoal.
        Os primeiros ensaios operacionais foram realizados nas prefeituras de Santo André e Ribeirão Preto (política de preços das passagens dos coletivos e parceria nos contratos para adjudicação dos serviços de limpeza pública), ambos um sucesso que levaria a voos mais altos com as negociatas nas estatais, bancos e empreiteiras.
        Sinto muito comunicar às suas viúvas, que Lula sempre foi e sempre será desonesto por natureza e afirmo isso apoiado em relatos e testemunhos de meu sogro que no início dos anos sessenta foi motorista e vogal do sindicato da CMTC e conviveu com o indivíduo e no meu conhecimento próprio de relacionamento funcional na Câmara dos Deputados.
        Abraço

        • Moreno, meu caro,

          Bom dia,

          Comentário brilhante, incisivo, irrepreensível.

          Colocaste o dedo na ferida petista, então percebeste que a desonestidade de seu líder maior não tem cura, pois crônica, encontra-se no seu DNA!

          Um forte abraço.
          Excelente semana que ora inicia.
          Saúde e paz.

  1. Os canhotos ainda não perdoaram a surra ao poste do lularápio.
    Está difícil de engolir porém a reeleição irá sepultar os anseios deste pessoal.

    Doar nossas economias para Cuba, Venezuela, etc. etc. foi a tônica do governo anterior. Só prejuízo aos Brasileiros.

  2. A receita do desastre:

    Falta de reflexão
    +Falta de interesse para o trabalho
    +Falta de moral / cultura /intelectualidade
    e espiritualidade
    +imediatismo
    +projeto de poder pessoal/familiar
    +ausência total de projeto de nação
    +procedimento moral ralé
    +mediocridade governamental
    +personalidade atormentada e atormentante
    +gerador de novas crises desnecessárias
    +falta de empatia (psicopatia?)
    +falta de autocrítica
    +obsessão golpista
    (…)

    PS-O personagem dessa receita,evidentemente,
    é Bolsonaro Zero Zero.

  3. O boçal acreditou que foi mesmo escolhido para nos governar por Deus. Depois disto começou a acreditar que o Messias que leva no nome o faz meio divino, agora só está faltando tratar Deus de papai. Como o boçal não tem desconfiômetro, nem um pingo de semancol, se acredita um verdadeiro líder, o duce que conduz as massas, um condottiero, não consegue enxergar o que se passa a sua volta. Em 2022 teremos os militares de um lado e o Bolsonero do outro.

    • Ditado do Antigo Egito:

      “Todo(a) aquele(a) que ultrapassar os limites do destino e não entender sua missão nesta vida,terá um porvir trágico”.

      PS-Bolsonaro Zero Zero entendeu isso?
      NÃO!

  4. O célebre filósofo Kant (1724-1804) tinha no seu Imperativo Categórico um de seus principais conceitos sobre filosofia, ou seja, em suas obras, Kant afirma que é necessário tomar decisões como um ato moral, sem agredir ou afetar outras pessoas.

    O Imperativo Categórico é enunciado em três fases:
    1 Lei Universal: “Aja como se a máxima de tua ação devesse tornar-se, através da tua vontade, uma lei universal.” Variante: “Age como se a máxima da tua ação fosse para ser transformada, através da tua vontade, em uma lei universal da natureza.”
    2 Fim em si mesmo: “Aja de tal forma que uses a humanidade, tanto na tua pessoa, como na pessoa de qualquer outro, sempre e ao mesmo tempo como fim e nunca simplesmente como meio.”
    3 Legislador Universal (ou da Autonomia): “Aja de tal maneira que tua vontade possa encarar a si mesma, ao mesmo tempo, como um legislador universal através de suas máximas.” Variante: “Age como se fosses, através de suas máximas, sempre um membro legislador no reino universal dos fins.”

    O objetivo de Kant era definir uma forma de avaliar as motivações para a ação humana em todos os momentos da vida. Um imperativo seria qualquer proposição que declara uma determinada ação como necessária, a partir desta noção Kant divide os imperativos em duas categorias: categóricos e hipotéticos

    Um imperativo hipotético afirma o seguinte: se quiseres atingir determinado fim, age desta ou daquela maneira.
    O imperativo categórico diz o seguinte: independentemente do fim que desejamos atingir, age desta ou daquela maneira.

    Dito isso, quando resgatei essa parte da filosofia Kantiana, a minha intenção foi compará-la às medidas dos nossos presidentes quanto ao povo e país.
    Vejamos:

    O Imperativo Categórico de todos os governos e em todos os níveis é ROUBAR.

    Essa intenção pode também ser colocada dentro de três etapas:
    Lei Universal – Não existem no Brasil governantes que não sejam corruptos e desonestos;
    Fim em si mesmo – O lema de cada governante brasileiro é que o país começa quando ele é eleito, e termina quando sai do poder;
    Legislador Universal – as leis são feitas para cada vez mais dar poderes aos governantes, aumentar os privilégios, manter as mordomias, possibilitar o incremento de penduricalhos salariais, e leis que que preservem e protejam a impunidade dos governantes (leia-se poderes constituídos).

    O Imperativo categórico, portanto, estabelece a obrigação de todo o governante ser ladrão, conforme o sistema elaborado;
    O Imperativo hipotético, então, diz respeito à possibilidade extremamente difícil de, sabe-se lá quando, o país e povo terem governantes honestos e competentes!

    Filósofo algum conseguiria definir o povo brasileiro e seus governantes,
    Literalmente somos um caso para as religiões!

    • Gratíssimo por suas palavras de incentivo, Werneck. Significam um grande elogio, porque você conhece como poucos os bastidores do poder em Brasília.

      Abs.

      CN

  5. Pra falar a verdade, somente a verdade e nada mais que a verdade, os militares perderam a fama relativa á integridade insuspeitável e ao patriotismo. Pelos fatos constatados no dia a dia, eles se portam como paus-mandados do presidente. Um exemplo para provar a tese: a submissão inaceitável do min Pazuello.

  6. Carlos Newton, Muito bom artigo.

    Aos quase 80 anos de idade me fez lembrar que em nossas densas e indevassáveis florestas verdes o perigo não existe quando há barulho e, sim, quando impera profundo silêncio.

  7. Vamos ser realistas, Mourão e Bolsonaro gostam mesmo é de boa vida.
    Talvez, Bolsonaro seja pior, porque mostra mais despreparo, e mais ainda, falta de seriedade porque todos sabemos que vida publica de um presidente não é palanque para se pronunciar provocações descabidas principalmente contra a nação mais poderosa do mundo.
    Ao fazer isso, e não receber uma seríssima repreensão do seu vice porque aí, para livrar o Brasil de uma encrenca, cabe esse tipo de reprimenda.
    Esses dois não merecem a nossa confianaça, e do jeito que estão conduzindo a economia e os demais interesses do país, é certo que vamos dar com ps birros n”água.

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