Bolsonaro quer pôr fim à briga de Carlos e Mourão, mas segue dando força ao filho

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O porta-voz Rego Barros fica no meio, tentando dar “explicações”

Jussara Soares
O Globo

Após os ataques diretos do vereador Carlos Bolsonaro ao vice-presidente Hamilton Mourão , o porta-voz Otávio do Rêgo Barros disse que  o presidente Jair Bolsonaro quer colocar um “ponto final” naquilo que o Planalto classificou como uma “pretensa discussão” entre os dois. Na declaração lida para a imprensa nesta terça-feira, Bolsonaro reforçou que o filho estará sempre ao seu lado. “É sangue do meu sangue” — disse o presidente, em mensagem lida pelo porta-voz.

Como fez em outras ocasiões, Bolsonaro, por meio do pronunciamento de seu porta-voz, voltou a elogiar a participação do filho na sua eleição.

REPETIÇÃO — “De uma vez por todas o presidente gostaria de deixar claro o seguinte: quanto a seus filhos, em particular ao Carlos, o presidente enfatiza que ele sempre estará a seu lado. O filho foi um dos grandes responsáveis pela vitória nas urnas, contra tudo e contra todos” — disse o porta-voz.

Em uma tentativa de apaziguar os ânimos, Bolsonaro, na mensagem, fez uma menção protocolar ao seu vice. “O  presidente destacou que o general  é subcomandante do governo. Ele topou o desafio das eleições e terá a consideração e o apreço do senhor presidente” — disse Rêgo Barros.

Sem mencionar diretamente as menções do filho contra Mourão, Bolsonaro, segundo o porta-voz, destacou “que declarações individuais publicadas em mais diversas mídias são de exclusiva responsabilidade daquele que as emite.”

INFLUÊNCIAS EXTERNAS – Ainda de acordo com o porta-voz, o  presidente ressaltou também serão bem-vindas “influências externas ao governo que venham a contribuir para as mudanças propostas para o Brasil.”

Minutos após o pronunciamento do porta-voz, o vereador voltou ao ataque. Em uma nova publicação no Twitter, Carlos acusou o vice, chamado por ele de “o tal de Mourão”, de ter dito que a facada sofrida por Bolsonaro durante a campanha era uma “vitimização.”

“Naquele fatídico dia em que meu pai foi esfaqueado por ex-integrante do PSOL e o tal de Mourão em uma de suas falas disse que aquilo tudo era vitimização. Enquanto um homem lutava pela vida e tentava impedir que o Brasil caísse nas garras do PT, queridinhos da imprensa opinavam”, escreveu Carlos, reproduzindo um print de uma reportagem do G1.

NO DIA ERRADO – A reportagem citada por Carlos, no entanto, não é do mesmo em que o presidente sofreu o atentado durante ato de campanha. Bolsonaro foi golpeado por Adélio Bispo dos Santos no dia 6 de setembro. A declaração de Mourão à imprensa foi dada cinco dias depois, em 11 de setembro, em Brasília, ao defender que a campanha não explorasse o atentado.

“Esse troço já deu o que tinha que dar. É uma exposição que eu julgo que já cumpriu sua tarefa. Ele [Bolsonaro] vai gravar vídeo do hospital, mas não naquela situação, não propaganda. Vamos acabar com a vitimização, chega”, afirmou Mourão, na ocasião.

Na segunda-feira, em outra nota, Bolsonaro havia declarado que as críticas do escritor Olavo de Carvalho não contribuem com o governo, mas disse que o ideólogo de direta, considerado guru dos filhos do presidente, tenta contribuir com o país com seu “espírito patriótico.”

CRÍTICAS AOS MILITARES – A nova crise no Planalto, envolvendo Carlos e Mourão, ganhou força no último fim de semana após  um vídeo de Olavo de Carvalho com críticas a militares ter sido publicado no canal do Youtube do próprio presidente .

Carlos compartilhou o vídeo às 10h40 de domingo e recebeu 4,3 mil curtidas em seu perfil no Twitter. No fim da tarde, o filme foi apagado do canal de Bolsonaro. O presidente vinha sendo por militares para se posicionar e desautorizar Carvalho.

Na tentativa de não contrariar o filho Carlos, responsável por gerenciar suas mídias sociais, o presidente teria optado apenas por “discretamente” apagar o vídeo.  A pressão dos generais por um posicionamento seguiu, e Bolsonaro se manifestou por meio de nota.  Irritado, Carlos saiu em defesa do guru e passou a reagir na internet com ataques direcionados ao vice.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Fica claro que o filho 02 se dedica a procurar “motivos” para esculachar Mourão, mesmo que para tanto envolva os militares como um todo. Acontece que o governo só existe por causa dos militares. Portanto, o filho Carlos está dedicado a bagunçar o governo como um todo, enquanto o dedicado pai passa a mão sobre a cabeça dele, dizendo que é “sangue do meu sangue”, como se isso fosse desculpa para tudo. É triste constatar que Bolsonaro é despreparado para governar e para cuidar da própria família. (C.N.)

9 thoughts on “Bolsonaro quer pôr fim à briga de Carlos e Mourão, mas segue dando força ao filho

  1. O Barros fica no meio, e os Bolsonaro jogando barro à beça. Eita Brasilzão, sem juízo. É difícil constatar que este país sofre de amnésia, e que que na política só tem olhos para a picaretagem que ama de paixão, ao que parece. Já, já, eles tocam o pé na bunda do Bolsonaro para fora do poder, desta feita com a patente de presidente, como já fizeram na época da ditadura dando-lhe a patente de capitão, jogando-o para fora dos quartéis, nos braços dos milicianos, à moda sapo n’água. Na concepção deles, nem o vice eles souberam escolher. Ninguém merece.

  2. Olha a diferença : Aqui os Bolsonaros pai e filho estão sendo escorraçados por causa de liberdade de expressão garantida constitucionalmente ao filho Carlos de expor seus pensamentos, sejam eles bons ou ruins dependendo do ponto de vista. Não vi Lula sequer dando uma bronca em seu filho, limpador de bosta de elefante, que ficou bilhonário da noite pro dia, por conta de muitos roubos ao dinheiro público! Nem uma bronquinha? Cadê a imprensa?

  3. NR acendeu o farol, chego a conclusão: “que nasce para capítão não chega a General, Bolsonaro recebeu junto com Mourão 57 milhões de votos de confiança, para construir um Brasil Soberano e justo para seu povo. Esse seu filho, pateta trapalhão, bem como os outros 2, receberam maioria de votos do militares.O maior cabo eleitoral do Bolsonaro, foi a faca que quase o levou a morte. É BOM o Presidente meditar um pouco, que ele foi eleito para uma Nação Soberana, dos brasileiros trabalhadores que sofrem com os desmandos governamentais. Acorda Bolsonaro, rogue a DEUS-PAI a Luz necessária para compreender, que, essa é uma Missão espinhosa, a serviço do povo brasileiro, e não para atender filhos imaturos sobre a responsabilidade de um Governo Republicano Democrático, e não uma republiqueta democradura. Que a tua seita religiosa, te lembre: “A Cada um segundo suas Obras e Pagarás até o último ceitil”, após túmulo, nosso destino final, da presente encarnação (Reencarnação) de nossas Almas eternas.

  4. Se continuar fazendo trapalhadas e permitindo que seus filhos façam ainda mais trapalhadas, em seu nome, Bolsonaro sofrerá um impeachment branco nos próximos meses!

    Portanto tornar-se-á um “rei sem trono”, título de um samba do Nelson Cavaquinho! Ou seja, não conseguirá mais governar, porque não conseguirá NADA no Congresso!

    Carlos Bolsonaro já foi até apelidado na internet de “Tonho da Lua”. Seria cômico se não fosse trágico…

    Aonde vamos parar???

  5. Bolsonaro demonstra gratidão ao Olavo de Carvalho por ter delineado o único caminho possível para ser eleito: as redes sociais e bater no moribundo e corrupto Lula. Considerando-se que a maioria do povo brasileiro é alheio a política, deu certo.
    No início do seu governo, Bolsonaro ia seguir a linha da direita radical do Olavo de Carvalho nomeando os indicados por ele e ser mais subserviente aos EUA. Se não fosse os militares do governo contornar vários erros do presidente, certamente o Brasil correria o risco de afundar ainda mais na crise e o resultado, não seria nada bom.
    Os militares vem dando um freio na linha de Olavo, o que vem gerando o desentendimento entre Bolsonaro, seus dois filhos e o militares, principalmente o general Mourão. que tem cultura,é equilibrado e conhece os problemas nacionais, diferentemente do Bolsonaro, que ao ser perguntado sobre qualquer projeto do governo, mandava perguntar ao posto Ipiranga.
    A desenvoltura política e cultural do general Mourão. mete medo ao Bolsonaro e seus dois filhos.
    Não vai demorar muito vai começar o fora Bolsonaro..

  6. O Mourão defende posicionamentos de esquerda e antagônicos ao Presidente da República, a imprensa o apoia, pois entende que ele é canhoto mesmo. Conclusão: O Carlos esta expondo uma verdade, Mourão e a Imprensa caem na armadilha ao se apoiarem mutuamente e assim o Bolsonaro vai se convencendo de que o quadro é esse mesmo.

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