Bolsonaro recuou porque recebeu um “tranco” do Estado Maior do Exército, acredite se quiser

Iotti: cercadinho | GZH

Charge do Iotti (Gaúcha/Zero Hora)

Carlos Newton

Circulam várias versões sobre o vexaminoso recuo do presidente Jair Bolsonaro, que fez ameaças pesadíssimas no Sete de Setembro, mas teve de pedir arreglo 48 horas depois, quando foi obrigado a cair na real. Uma das versões é do Planalto e elenca uma série de justificativas, que teriam se acumulado, levando o chefe do governo a essa surpreendente recueta, que verdadeiramente ninguém esperava.

Vamos então conferir os diversos fatores elencados pelo chamado núcleo duro do Planalto, que nos últimos tempos está amolecido e praticamente sem rumo, em meio à tempestade que não cessa:

1 ) Debandada. Uma das justificativas do Planalto alega que a crise institucional provocada por Bolsonaro, com os repetidos ataques a integrantes do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, poderia provocar uma debandada de sua base parlamentar.

2 ) Discurso de Fux. O segundo fator teria sido o discurso do presidente do STF, ministro Luiz Fux, no dia seguinte às manifestações golpistas do 7 de Setembro. O ministro disse que a ameaça de descumprir decisões judiciais de Alexandre de Moraes, se confirmada, configura “crime de responsabilidade, a ser analisado pelo Congresso Nacional”.

3 ) Caminhoneiros. A paralisação dos caminhoneiros alinhados ao presidente também foi um dos fatores da pressão, mencionados por auxiliares do Planalto, para levar Bolsonaro a redigir a nota.

Esses três argumentos são oferecidos na desesperada tentativa de explicar uma atitude vergonhosa de Bolsonaro, que nem mesmo os filhos 01, 02 e 03 tentaram justificar, apesar de contarem com a ajuda do guru virginiano Olavo de Carvalho, agora morando no Brasil e que a todo momento é consultado.

VERSÃO VERDADEIRA – Os gênios que circundam Bolsonaro no palácio e na família acreditam na velha falácia de que os atos devem ser desprezados, porque só interessa manipular as versões. Ou seja, embora tentem parecer que são terrivelmente evangélicos, não seguem o ensinamento cristalino da Bíblia “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8:32).

Neste caso do arreglo diante do ministro Alexandre de Moraes, que atendeu ao telefonema de Michel Temer mas exigiu desculpas claras e públicas, nenhuma das versões do Planalto se sustenta.

A explicação verdadeira, que fez ruir o castelo golpista de Bolsonaro, foi o recado transmitido a ele pelo Estado Maior do Exército, que detém o poder moderador neste país altamente surrealista.

FOI UMA SURPRESA – Detalhe importante: Bolsonaro foi surpreendido, porque havia tomado medidas preventivas quanto ao Alto Comando. Lá atrás, em julho de 2019, quando o governo sofreu as primeiras crises com as saídas dos ministros Gustavo Bebianno e Santos Cruz, o presidente começou a estruturar o futuro golpe e convocou para o Ministério o general Luiz Eduardo Ramos, que era chefe do Alto Comando do Exército.

Mais adiante, em fevereiro de 2020, resolveu militarizar o governo para valer e nomeou para a Casa Civil o general Walter Braga Netto, que, por coincidência, também era chefe do Estado Maior.

Com isso, Bolsonaro julgava que estaria blindado e poderia fazer o que bem entendesse, mas não é assim que a banda toca, porque o Exército é muito maior do que seus oficiais-generais. Assim, em março de 2021 o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, recusou-se a agir politicamente nas Forças Armadas e acabou sendo demitido pelo presidente, junto com os três comandantes militares.

ESTOCADA FINAL – Resumindo os fatos (e não as versões): na campanha, Bolsonaro escapou da facada de Adélio Bispo. Três anos depois, acaba de receber nova estocada, desta vez desferida pelo Alto Comando do Exército, que cortou abruptamente seus poderes e lhe mostrou que a função de comandante-em-chefe das Forças Armadas só vale quando ele agir dentro das quatro linhas.

Quando souberam que caminhoneiros de transportadoras estavam fazendo uma greve fake e interrompendo algumas rodovias, a pedido de Bolsonaro, o Alto Comando mandou que ele liberasse “imediatamente” as rodovias. Desorientado, na mesma hora Bolsonaro gravou o áudio e enviou aos falsos grevistas, que nem acreditaram e até resistiram antes de sair de cena. Assim, Bolsonaro esteve perto de ser derrubado, antes da Hora H e do Dia D.

Seu vice Mourão chegou a mandar engomar o terno da posse. Mas Bolsonaro se salvou porque lembrou a frase do general Eduardo Pazuello:  “É simples assim: um manda e o outro obedece”.  

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P.S.
A novela não acabou, é claro. Bolsonaro vai continuar com as provocações ao ministro Luís Roberto Barroso, voto impresso etc. Mas nem pensar em golpe militar. O pior é que passou a ser a bola da vez. Em caso de crise, o primeiro e único a ser derrubado será ele. O vice Mourão assumirá o resto do mandato, e vida que segue, como diria o grande João Saldanha, cuja casa em Maricá já foi tombada, junto com as residências de Darcy Ribeiro e de Maysa. (C.N.)

18 thoughts on “Bolsonaro recuou porque recebeu um “tranco” do Estado Maior do Exército, acredite se quiser

  1. Bom dia, CN!
    Anexo mais uma versão ou tentativa de explicar o ocorrido:

    Análise de Fernando Horta

    Bolsonaro tentou o golpe, e ele não aconteceu. O que teria dado errado? O que efetivamente aconteceu para que os planos golpistas fossem frustrados? Seria apenas um erro de cálculo de Bolsonaro? Seria o fato de o Brasil ter “instituições fortes”?
    É completo consenso que o que ocorreu no dia 07 de setembro foi uma tentativa de golpe. Por isso, todos os jornais e todos os partidos falam que “Bolsonaro acabou”. Sabem todos que a tentativa falha não faz com que Bolsonaro pare de tentar. E esse é todo o problema de Arthur Lyra.
    Para entender o que aconteceu precisamos olhar para o dia 06 de setembro e não para o dia 7. Em especial para o final do dia. O que sabemos até agora já nos permite algumas interessantes explicações.
    Desde o início da semana, os hotéis de Brasília foram sendo tomados. Especialmente os hotéis de menores preços. Isso indicava o deslocamento antecipado de um bom número de pessoas com alguma capacidade financeira ou que estavam sendo financiados.
    No dia 06, quase todos os hotéis mais baratos de Brasília estavam lotados. Esse movimento não passou despercebido pelo STF e todo o aparato de inteligência por ele montado (já que a PF e a ABIN são tributárias de Bolsonaro).
    A partir das 12 horas do dia 06 a PM do Distrito Federal iniciou os planos de isolamento da região central da cidade (a esplanada dos ministérios) como parte do plano de segurança que é SEMPRE imposto em caso de manifestações.
    Da forma como foi planejada, Brasília fecha a entrada do povo nos locais de poder de forma muito fácil e efetiva. Apesar de planejada por um comunista, essa é uma característica urbana de Brasília muito útil aos poderes constituídos. Basta que a PM coloque barreiras no lugar.
    Por volta das 18 horas, numa ação claramente planejada aos moldes militares, bolsonaristas resolveram “testar a água”. Um grupo de cerca de 600 pessoas passou a retirar as barreiras e os isolamentos e abrir espaço para os grandes caminhões que já estavam na cidade.
    Esse “destacamento avançado” com missão de reconhecimento foi abrindo espaço SEM A OPOSIÇÃO DA PM DO DF. A PM do DF é talvez uma das mais bolsonaristas do país. Aqui, 7 em cada dez homens votaram em Bolsonaro. As PM aplaudiam literalmente os manifestantes contra Dilma.
    Ibaneis, o governador, além também de bolsonarista, está envolvido até o talo com as maracutaias da saúde juntamente com Precisa e Ricardo Barros. Para saber mais acompanha o Deputado @leandrograss. Ocorre que o governador convenientemente NÃO ESTAVA NO DF.
    Estava tudo arrumado para uma “pequena” indisciplina da PM de Brasília que seria o aviso para que o movimento incendiasse no país inteiro. Tudo passaria como uma azarada “falta de ordenamento” porque o governador não estava no seu lugar. Brasília, pela manhã, daria o tom do golpe.
    Caso as mobilizações prometidas em número chegassem a Brasília, Bolsonaro faria da Paulista apenas seu palco de completo sucesso. O presidente contava com pelo menos 1 milhão de pessoas em Brasília e, com isso, a pressão sobre as outras polícias dos Estados seria insustentável.
    Para entender o que deu errado precisamos voltar à noite e madrugada do dia 06. Percebendo a fúria com que os bolsonaristas progrediram destruindo as barreiras na esplanada e a complacência inicial da PM, vários atores políticos (como o @DeputadoFederal e o @BlogdoNoblat) passaram a ligar incessamente para o governador Ibaneis, e usar suas redes para denunciar o estopim do golpe. Essa “gritaria” inicial chegou ao presidente do Supremo que, com a corte em uníssono, entrou em contato direito com a PM do DF exigindo providências.
    A resposta da PM, pelo que apurei, foi puramente protocolar. O STF não é a autoridade imediata a que a PM precise dar satisfação. No fim, a constituição fala que as PM’s estão subordinadas ao Exército e aí veio o segundo golpe de mestre do STF.
    Fux ligou direto para os comandantes militares, ainda durante a madrugada, avisando que caso as PM’s seguissem o comportamento leniente ele (Fux) chamaria a GLO e convocaria as forças armadas para deter os manifestantes. É preciso compreender este ato para entender o dia 07.
    O que o STF fez foi adiantar uma tomada de decisão do Exército Brasileiro. As Forças Armadas esperavam PRIMEIRO a mobilização popular prometida, para ENTÃO apoiarem o levante. Estavam naquela madrugada, portanto, aguardando. O STF, contudo, exige uma posição imediata do exército.
    Do ponto de vista do STF a ação era simples. Negasse o exército a ordem de Fux e o golpe estava consumado. Não haveria necessidade da pantomina do 7 de setembro. Por outro lado, ao adiantar a tomada de decisão o STF elevava exponencialmente o custo desta ação para os militares.
    Na prática, tivessem os militares desobedecido Fux e no dia 7 as manifestações “flopassem” e os comandantes militares seriam processados por insubordinação e sairiam culpados de sedição. O preço era alto demais. A exigência da decisão ainda no dia 06 quebrava o plano bolsonarista.
    No meio deste imbroglio todo duas figuras trabalhavam. Por um lado Alexandre de Morais de posse das informações de inteligência mapeava o financiamento dos movimentos e bloqueando as contas certas e as chave-pix asfixiava os financiadores de bolsonaro.
    Muitas “caravanas” de locais perto de Brasília não puderam sair por conta do dinheiro. O resultado foi o pífio número de apoiadores para que Bolsonaro fizesse o que estava planejado. Como era possível ver em Brasília, tinha muito mais “carro do que gente” segundo o @RODRIGOPILHA.
    O outro ator que em silêncio que agia era o vice-governador do DF atuando diretamente com as PM’s. Na falta de Ibaneis a desculpa das PM’s para a inação não seria mais possível. O comportamento dual do governo (ora apoiando bolsonaro, ora obedecendo o STF) já é em si golpista . Mas o vice governador compreendeu que recairia sobre ele toda a culpa de uma malfadada sedição que ocorresse nas PM’s de Brasília. Novamente, o STF aumentava o custo da tomada de decisão e o vice precisou garantir as PM’s na linha.
    Com a recomposição das linhas hierárquicas do Exército – a partir da cobrança do STF na madrugada do dia 06 – e com a lealdade das PM’s (ainda que a contragosto) garantidas, a margem de sucesso do golpe de Bolsonaro era pequena.
    No final do dia 06, percebendo seus planos diminuírem a possibilidade de se realizar, os filhos do presidente foram até os manifestantes que faziam a “frente” para o movimento na tentativa de insuflar o apoio necessário para a sedição no dia seguinte e também para impactar a PM
    Não funcionou. Tirando os apoiadores do fascismo de Bolsonaro, os outros agentes são o que chamamos de “atores racionais” e fazem um cálculo de custo e benefício das suas ações. Precisam, contudo, de informações completas e corretas para esse cálculo. E isso eles não tiveram.
    A tensa madrugada do dia 06 de setembro, que virou com fogos de artifício o tempo todo, determinou o fracasso do golpe do dia 07. O STF subiu o custo das ações políticas dos outros agentes e diminuiu o acesso destes agentes às informações que precisavam para a tomada de decisão.
    As ações não foram coordenadas entre os atores políticos que saíram denunciando a posição claudicante da PM no dia 06 e o STF que colocou “a faca nos peitos” dos comandantes militares, mas, de alguma forma, elas foram complementares. O golpe naufragou.
    Não podemos, contudo, achar que ele não foi dado. Que Bolsonaro não cometeu crime porque “o resultado não foi alcançado” como é o argumento dos defensores do governo na CPI. Se deixarem Bolsonaro solto, ele tem mais um 7 de setembro para tentar. E mais um ano para planejar.

    • Novela com plot de Hitchcock, mas levaram o cock do STF na traseira para aprenderem a ser bons cidadãos. Espero que não pare por aí, embora com um frouxo Lira na casa do povo coitado, podemos contar como tudo por dado.

      • Estou voltando para uma elocubração: acho que seria mais factível suspeitar de uma ação direta dos USA através de uma autoridade de estado para aplacar o faniquito do presidente. Ora, o Biden está por aqui de problemas na sua terra, outros na Venezuela e Cuba e certamente não gostaria de se ver envolvido em outro aqui no nosso brasil verde-amarelo.
        Assim, construindo o plot, o seu Departamento de Estado, através da CIA, contactou o comandante do exército e o resto é o resto.
        What about that?

        • Se for isso, daqui a alguns meses teremos confirmação.
          O que parte do grande irmão do Norte é mais fácil de ser checado que o que acontece por baixo dos panos aqui na filial.

    • Bastante detalhada e plausível sua cronologia do dia 6. O tempo poderá confirmar.
      Há que se levar em conta que Bolsonaro também não entende de golpes desde que era Tenente!

  2. Não foi tranco que ele levou – foi uma chupada!
    Imagine o mundo rememorando o nine eleven, a triste lembrança das torres gêmeas destroçadas, clamando por igualdade e liberdade, e um babaca metido a mandão a perturbar as nossas vidas, como se fosse um machão. Não passa de um scumbag.

  3. Esse articulista parece estar participando de um concurso de contos fantásticos, narrativa (palavra horrível, prefiro narração) que a esquerda esquálida sonha que possa acontecer.
    Bolsonaro foi eleito por 57 milhões de votos, está no Poder, por que golpe militar.
    Ele deve estar lendo somente Jorge Luiz Borges autor de obras magníficas mas fabulosas.

    • Hitler tinha o apoio de quase a totalidade da Alemanha. O povo se engana. Eu me enganei com o Zé Ruela do Bolsonaro, com o seu ajudante da reserva Heleno, com o Onyx. Quem não se lembra da pose de seriedade deste último durante o impeachment da Dilma – parecia um justo revoltado. Hoje, como político não vale um cágado sentado.

    • Estou aprendendo português para codificar comunicação oral em caso de guerra entre USA e China ou Russia. Por isso me permito uma sugestão:

      O arreglo do seu texto está mais para acordo, resolução; arrego, entretanto, seria mais próprio por significar “Ação de desistir ou de se render”.

  4. As versões aqui relatadas são lógicas e verosímeis, se comprovadas.
    Eu continuo adicto à minha, já exposta lá atrás, em comentário ao artigo de José Carlos Werneck “Agora essa crise é…” onde aponto as atuações exemplares das PMs dos estados, talvez, até por insegurança de uma cobertura funcional e hierárquica, e o ensurdecedor silencio das FFAA, na hora H, como o sinal de interrogação que freou o golpista, quando os avisos da Faria de Lima, a reação da mídia e opinião pública, a ameaça de um simpósio de partidos para tratar de possível impeachment, ainda com o concurso do PMDB, e os petardos de Luiz Fux e Barroso, conseguiram o impossível, um estímulo elétrico no Tico, que passou a seguinte mensagem “o tiro saiu pela culatra”
    Aí, fazer o que? Uma pausa para meditação e um lugar na minha janela para esperar e ver como fica.

  5. Radiografia e diagnósticos perfeitos de Carlos Newton. Sem estar lá e sem precisar de “fonte”, a experiência do veterano Jornalista nos dá o que verdadeiramente se passou.

    Jair sempre foi incendiário, quando paraquedista, quando deputado federal e agora como presidente do Brasil, eleito pelos estragos da corrupção que marcaram os governos petistas.

    Foi quando aproveitou o brecha e se candidatou. Está na internet o discurso de posse de Jair ao ser diplomado em 2018 no TSE. Tudo que disse, tudo que jurou fazer, tudo que prometeu, não cumpriu, não fez e agiu em sentido contrário. Vê-se que foi um discurso que alguém que sabe redigir fez para ele e para a ocasião.

    Jair, não demorará muito, voltará ao seu estilo e comportamento belicoso. Jair desconhece a paz, a harmonia, a solidariedade, fraternidade. Jair desconhece o sentimento do povo. Jair é de briga e vive de briga. Certeiro artigo, este de Carlos Newton. Quem tem experiência sabe o que diz e o que escreve.

  6. O mito contava com o apoio do cabo Rusty e do Rin tin tin mas eles disseram que não estavam para brincadeira. Todo mundo sabe que golpe de estado sem o apoio das Forças Armadas é impossível. Como o sentinela do Forte Apache não abriu a porta para o “chefe” de nada adiantou ficar gritando e fazendo ameaças, o pessoal do forte sabe que quem manda é ele.

  7. Com a vênia dos ilustres membros desta tertúlia política ou, melhor, mesa espírita, este velho abandonado numa janela (sic Eliel) gostaria de dar mais um pitaco no caso “arrego/Temer/motivos”
    Mas não mais na loteria dos palpites sobre a causa mater da Carta à Nação e sim sobre o futuro papel do Mito no tão propalado futuro golpe de estado.
    Dizem meus guias que, em hipótese alguma, nem que o elemento Jair vire um gentleman, nem que a vaca tussa, Jair Messias Bolsonaro chefiará um governo resultante de um golpe militar.
    Eu acredito nos meus guias, nas minhas informações de cocheira e mais, nos meus anos de janela, que permitem conhecer o interior das muitas personagens que passaram na frente dela, inclusive, bastantes generais.
    Se um dia meu prognóstico falhar, aceitarei humildemente gozação e cobrança, inclusive, apostas a partir de hoje, sem limite!

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