Bolsonaro se refere a si mesmo como ‘doutor’ e faz propaganda da cloroquina na posse de Pazuello

Irresponsável, “dotô” Bolsonaro continua a repetir o seu único discurso

Por Gustavo Garcia
G1

O presidente Jair Bolsonaro se referiu a si mesmo nesta quarta-feira, dia 16, como “doutor Bolsonaro” em uma cerimônia no Palácio do Planalto na qual exibiu uma caixa de hidroxicloroquina à plateia, remédio defendido por ele como forma de tratamento, mas sem comprovação científica sobre a eficácia contra a Covid-19.

Bolsonaro discursou durante a cerimônia de posse do ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, como ministro efetivo da pasta. Pazuello assumiu o ministério em 15 de maio, quando o médico Nelson Teich deixou a pasta. O salão onde foi realizado a cerimônia estava lotado. A maioria dos presentes usava máscaras.

“DOUTOR” – Na cerimônia, Bolsonaro se dirigiu ao presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que contraiu Covid-19, e disse: “Prezado Davi, como o senhor não procurou o doutor Bolsonaro, você não tomou a cloroquina. Mas, com toda a certeza, você ficou preocupado com o vírus, né?” Na opinião de Bolsonaro, a administração precoce de cloroquina evitou o agravamento da doença em servidores do Planalto que contraíram o vírus.

“Neste prédio, aqui, aproximadamente, 200 pessoas foram acometidas pelo vírus. Não tive informação de nenhuma que foi sequer hospitalizada, porque, em grande parte, tomaram, não o ‘remédio do Bolsonaro’, mas o remédio que tinham”, acrescentou o presidente, com uma caixa da cloroquina na mão.

Eduardo Pazuello é o terceiro ministro da Saúde no governo Bolsonaro. Os antecessores dele, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, médicos, deixaram a pasta após divergências com o presidente da República justamente sobre o uso da cloroquina e sobre as medidas de isolamento social.

“PALPITEIRO” – Ao se dirigir a Pazuello nesta quarta-feira, Bolsonaro afirmou que “é menos complicado ser presidente da República do que ministro da Saúde”. O presidente disse ainda que não é “palpiteiro”, mas gosta de conversar com os ministros, “na maioria das vezes de forma reservada”, para que eles possam se acertar.

Bolsonaro costuma criticar com frequência a política de isolamento social, adotada por governadores e prefeitos em razão da pandemia. A Organização Mundial de Saúde (OMS) orienta o isolamento como uma das formas de prevenção à disseminação do novo coronavírus. Para o presidente da República, no entanto, os governadores foram “tomados pelo pânico”, causado, segundo o presidente, pela “mídia catastrófica”.

“Essa questão poderia ter sido tratada de forma um pouco diferente. Entendo que alguns governadores foram tomados pelo pânico, proporcionado por essa mídia catastrófica. Não é uma critica, é uma constatação”, declarou. O Supremo Tribunal Federal reconheceu a autonomia de prefeitos e governadores para a adoção de medidas locais de isolamento.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
As asneiras de Bolsonaro, em plena posse de um ministro da Saúde, em época de pandemia, são tratadas como anedotas, mas retratam toda a ironia presidencial a respeito do vírus que já matou milhares de pessoas no país. O ex-capitão que pensa (?) ser presidente e “dotô”, continua impune ao fazer propaganda de um remédio sem comprovação diante de uma grande parcela da população que não vê norte para se orientar ou uma rota de fuga em meio à turbulência sanitária e econômica. Bolsonaro debocha das mortes, pisoteia sobre a responsabilidade que a cadeira que ainda ocupa impõe e rubrica com suas ferraduras o quão incapaz é para administrar um mero condomínio. Quatro anos da administração pública desperdiçados. (Marcelo Copelli)

13 thoughts on “Bolsonaro se refere a si mesmo como ‘doutor’ e faz propaganda da cloroquina na posse de Pazuello

  1. E o incendio no pantanal é motivo de deboche, piadas e gargalhadas!

    Como bem disse o ministro Salles, tem mais que passar a boiada. Bota fogo no mato e depois planta pasto, muito pasto prá boiada. Muito pasto prá boiada, pro presidente e para ministros como o Salles. Aliás gente como Bolsonaro e Salles, prá burros só faltam as penas! Como burros não tem penas então não falta nada. E também não há de faltar cloroquina e muito menos pasto para estes 2 quadrupedes!

  2. Repito uma pergunta que eu agradeceria antecipadamente, se um especialista em Direito me respondesse, caso entender que mereço a sua manifestação:

    Se Bolsonaro não é médico, e faz propaganda da cloroquina indicando que as pessoas contaminadas com o coronavírus a ingiram, o presidente não estaria cometendo o crime de falsidade ideológica??!!

    Obrigado pela atenção.

  3. Se a possível resposta, afirmar que o presidente está, sim, infringindo a lei, completo:

    Qual seria o órgão específico, e com a devida autoridade, para denunciar o presidente à Justiça??!!

    Meu reconhecimento à pessoa que me esclarecer o postado acima e neste comentário.

    • Sem ser advogado, posso te informar que a pratica do PR se enquadra perfeitamente no crime de “charlatanismo” definido no art. 283 do Código Penal e a autoridade para a autuação, prisão e denuncia, seria o Delegado de Polícia, mas entendo eu, que de acordo com os princípios gerais do Direito Criminal e visto o alcance dos efeitos criminais do caso, qualquer pessoa do povo seria parte legítima para apresentar Notícia Crime na Polícia ou Justiça Federal.
      Com a palavra os juristas tribunários.

    • Amigo Bendfl, quando li a matéria acima, dois minutos se passaram, me veio a mesma questão: exercício ilegal de profissão!
      Por experiência, acredito que, em primeiríssimo lugar, as ditas “entidades médicas” é que deveriam tomar a frente e, em seguida, por provocação, o MPF.
      Somente após, em cada de esquivas ou desinteresse, é que deveria procurar outros medicamentos.
      É o que receito!
      Abraço
      Fallavena

  4. Depois dessa minha postagem e em outras páginas, vou me recolher.

    https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2020/09/fome-aumenta-437-em-cinco-anos-no-brasil-segundo-ibge-ckf6vb5aw002v01g8cb85mxmu.html

    “Mais de um terço da população brasileira apresentou algum grau de insegurança alimentar no biênio 2017-2018.
    Esse é o maior índice registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 2004, quando o levantamento foi feito pela primeira vez.
    A pior situação está no Norte e no Nordeste, onde menos da metade das casas tinha garantia de alimento.
    Segundo o estudo, 84,9 milhões de brasileiros — de uma população estimada em 207,1 milhões — moravam em domicílios com algum grau de insegurança alimentar em 2017 e 2018.
    Do total, 10,3 milhões enfrentavam insegurança alimentar grave, ou seja, não tinham acesso suficiente a alimentos e passavam fome, incluindo crianças. O aumento foi de 43,7% desde a pesquisa anterior, em 2013.”

    Com extrema tristeza constato que meus comentários nos últimos anos abordam a pobreza e a miséria, agora devidamente comprovados por esses dados infelizes e graves!!!

    Enquanto quase cem milhões de brasileiros PASSAM FOME, os membros dos três poderes se locupletam com salários milionários, e se omitem CRIMINOSAMENTE NÃO EM AMENIZAR, PELO MENOS, a fome, que se amplia nesta republiqueta governada por ladrões, exploradores e manipuladores!!

    DESGRAÇADOS, mil vezes DESGRAÇADOS!!!

  5. Confesso que a reportagem que postei sobre o aumento da fome no Brasil me causou um ódio que sempre consegui mantê-lo aprisionado.

    Não deu mais para segurar a revolta, a ira, a raiva, diante dessa injustiça indescritível que a informação do IBGE confirma:
    Quase cem milhões de pessoas passam fome, incluindo crianças, nesta republiqueta!

    Vem à tona, através de minhas lembranças, aquela licitação do STF adquirindo lagostas, camarões, bebidas finas, embalagens apropriadas em barris de carvalho, onde cada refeição para os onze abonados não sairia por menos de dois salários mínimos e meio!!!

    Igualmente os banquetes que Bolsonaro ofereceu aos deputados em duas ou três ocasiões, composta de iguarias e bebidas finas.

    Da mesma forma me recordo das notas fiscais dos parlamentares cobrando do erário suas refeições caríssimas, enquanto o povo fica alegre se consegue encontrar restos de comida nos lixões para se alimentar no dia.

    Se existe uma injustiça, e esta é a mais cruel, hedionda, inaceitável, diz respeito à fome, à dor da falta de comida, o desespero em ver os filhos chorando por um pedaço de pão mas, os membros dos poderes constituídos, se fartam, se empanturram, afora saborearem refeições sofisticadas no exterior e pagas com a miséria do povo, dinheiro entregue no caixa do restaurante que foi extraído do sofrimento, do padecimento, do crime que praticam em tirar da boca do necessitado um mínimo que fosse para se alimentar, pelo menos.

    O Estado brasileiro faliu ética e moralmente; Nossas autoridades não valem nada!
    Os Três Poderes são corruptos, desonestos, ladrões e, agora, mais do que nunca, posso denominá-los de ASSASSINOS, de GENOCIDAS!!!

    O Brasil está precisando de uma intervenção internacional, a verdade é esta!

    Se o povo não tem condições de lutar por si, em razão do seu estado de fraqueza e fragilidade, então que países mais poderosos nos salvem, impeçam essa matança abominável que estão fazendo com o cidadão brasileiro!

    Digo mais, mandando a direita e nossos poderes para o inferno ou …
    Guevara escreveu certa feita uma verdade:
    “Se você treme de indignação perante uma injustiça, então somos companheiros”.

    Paulo Freire, outro que Bolsonaro e seus miquinhos amestrados detestam, diz assim:
    “Não é na resignação, mas na rebeldia em face das injustiças que nos afirmaremos”.

    Ariano Suassuna, paraibano imortal, escreveu:
    “É muito difícil você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos”.

    Atingimos a barbárie; Voltamos à Idade das Trevas; cultuar uma religião nesse país é ofensa a Deus, se os fiéis preferem enriquecer os donos das igrejas e permitem que milhões passem fome.
    Hipócritas, cínicos, gente da má fé, covardes!

    Diante de tantas injustiças em nossas caras, diante de nossos narizes, de nada adianta queremos pedir por justiça. E quando essa justiça é injusta como essa brasileira, a quem recorrer?!

    Júlio Assange, que demonstrou ao mundo como somos tratados pelos poderosos, disse o seguinte:
    “Cada vez que presenciamos uma injustiça e não agimos, treinamos nosso caráter para ser passivo na presença dessa injustiça e, assim, eventualmente, perdemos a nossa habilidade de nos defender e de defender aqueles que amamos”.

    Se, na condição de cidadãos brasileiros existem momentos em que somos impotentes para evitar esse tipo de injustiça – a fome-, somos obrigados a considerar que, em momento algum, seremos impedidos de protestar, reclamar, acusar, e responsabilizar seus autores!

    O gongórico Ruy Barbosa deixou impresso:
    “ … os tiranos e bárbaros antigos tinham por vezes mais compreensão real da justiça, que os civilizados e democratas de hoje”.

    Em tempo algum nesses dez anos que frequento a TI, jamais afirmei:
    Tenho vergonha de ser brasileiro.
    No dia de hoje, depois dessa reportagem estarrecedora, registro:
    Tenho vergonha de pertencer à espécie humana porque sou brasileiro!

    ÀS ARMAS!

    • estimado amigo Bendl
      Tua indignação é justa e se une, certamente, a todos que desejam melhores atenções e cuidados aos que necessitam.
      Mas reitero e chamo a atenção para dois aspectos:
      – não acredito nos dados. Ou melhor, acredito que estejam mal distribuídos. Nada funciona no país, a não ser a corrupção, o tráfico de drogas e a sacanagem.
      – Acabo de assitir boa parte da sessão da ALERJ e recolhi uma centenas de comentários do chat. É uma vergonha, uma indecência, as opiniões dos que acompanharam a sessão pelo chat.

      Assim tomo a liberdade de reiterar, com todo respeito que o amigo merece.

      Tudo que é público passa pela política, isto na democracia. É pelo voto que tudo acontece e deve acontecer. Pessoas com tantas precariedades, necessidades e dependências, não podem, não tem condições de decidir seu futuro e muito menos o do país! Não é feio não votar. O que é não pode é votar sem saber nada, sem consciência do que está fazendo! Irmãos nossos que vivem a margem de tudo, não podem ser usados por canalhas para atingirem os fins dos exploradores.
      Se a classe média assumir sua condição, ela poderá ajudar os irmãos pobres, escolhendo melhor do que eles têm feito!

      Abraço fraterno.
      Fallavena

    • Amigo Sapo de Toga, menos! O Lulla continua burro, ladrão e corrupto. Nada mudou para que ele mudasse. Isto não impede que outros iguais ou maiores, também sejam burros! Um burro maior nunca anulará um burro menor!
      Abraço
      Fallavena

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