Bolsonaro se sente prestigiado, porque vários partidos estão disputando sua filiação

Charge do Nani (nanihumor.com)

Vicente Limongi Netto

Engana-se quem pensa que Bolsonaro ficará inelegível por falta de partido. Novas e atraentes siglas partidárias pretendem entrar na saudável e democrática disputa presidencial. Para tanto, formalizaram autorização no TSE para participar das eleições de 2022. São agremiações fortes e agregadoras. 

Sonham entrar na rinha para valorizar a extensa lista dos 33 partidos já existentes. Todos interessados em servir à pátria. 

OPÇÕES MÚLTIPLAS – Nessa linha, as opções são fascinantes e múltiplas. Bolsonaro poderá escolher o PDD (Partido dos Destrambelhados), o PDE (Partido dos Estúpidos), quem sabe o PDP (Partido dos Psicopatas). 

As opções não param por ai. Há o PDB (Partido da Bagunça) ou o PDB (Partido da Baixaria). Todavia, segundo os notáveis auxiliares mais chegados do chefe da nação, o partido ideal para Bolsonaro filiar-se seria o PDC (Partido da Cloroquina). A disputa presidencial promete.

O peçonhento líder do governo na Câmara Federal, deputado Ricardo Barros (PP-PR), foi mais um serviçal engravatado do governo que compareceu à CPI da Covid para tumultuar os trabalhos. Mentindo e dissimulando fatos.

MUITA CORAGEM – O finório e arrogante parlamentar deveria patentear o rosário torpe de sandices e mentiras que, cínica e descaradamente, apregoou aos senadores. Sob o protestos da maioria do colegiado, Barros culpou a CPI pela falta de vacinas.

O melancólico papel do líder de Bolsonaro estava dentro do script ordenado pelo Palácio do Planalto: provocar e debochar dos senadores. Pior para o insolente Ricardo Barros que terá que voltar a depor na CPI, agora como convocado. Barros, a exemplo dos demais patetas da tropa sem choque de Bolsonaro, enquadrasse no perfil traçado pelo jornalista Sérgio Augusto: “É preciso muita coragem para ser tão subserviente”.

TEMPO PRECIOSO – Escarcéu tolo na mídia de Brasília. Tempestade em copo d’água. Falta do que fazer. Forte indício mostrando como a feroz pandemia perturba alguns cérebros. Motivo da pantomima, com açodada e injustificável ação popular, já rejeitada pela justiça:  a inauguração de uma academia de ginástica nos altos de um supermercado, já funcionando, regularmente, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.

A intempestiva e atabalhoada queixa judicial foi conduzida por um cidadão que parece ter pesadelos com a concorrência por perto, já que também é proprietário de outra academia. Com isso, faz a Justiça perder um tempo precioso. Francamente. 

 

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