Bolsonaro tenta conquistar apoio no exterior para sua teoria contra urna eletrônica

Presidente Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro tenta propagar mais uma teoria conspiratória

Bruno Boghossian
Folha

Em sua campanha para melar as próximas eleições, Jair Bolsonaro insinuou que há envolvimento estrangeiro numa conspiração fantasiosa para fraudar as urnas eletrônicas no ano que vem. “Outros países têm interesse em ter gente na Presidência, à frente de governo de estado, à frente de grandes cidades, pessoas mais simpáticas a esse governo de fora”, declarou, há cerca de dez dias.

Esses inimigos externos misteriosos são um elemento adicional do discurso batido de que haveria uma trama poderosa para tirar Bolsonaro do cargo.

TEORIA CONSPIRATÓRIA – Até agora, no entanto, os únicos personagens que parecem conspirar com atores políticos de outros países são o próprio presidente brasileiro e seus aliados.

Bolsonaro levou o golpismo para uma turnê internacional. No dia 5, uma semana depois de admitir não ter provas de fraude nas urnas eletrônicas, ele sugeriu ter mencionado as falsas suspeitas para o presidente do Paraguai. Para piorar, disse que Mario Abdo Benítez ofereceu “alguns de seus servidores da Justiça Eleitoral, com a urna do Paraguai”.

Alguém deveria avisar ao brasileiro que nem ele nem governos estrangeiros têm poder para apitar na organização das eleições por aqui.

FALSAS SUSPEITAS – Naquela mesma data, o presidente citou as falsas suspeitas numa reunião com o assessor de Segurança Nacional americano, Jake Sullivan. O auxiliar de Joe Biden não comprou o besteirol: manifestou preocupação com a tentativa do governo de desacreditar o sistema de votação e disse crer que as eleições de 2022 no Brasil serão justas.

Nos últimos dias, o bolsonarismo lançou a semente da insurreição para personagens marginais da política dos EUA. Num evento organizado pelo estrategista Steve Bannon e pelo empresário Mike Lindell, Eduardo Bolsonaro repetiu a ladainha do pai e foi aplaudido pelos trumpistas.

O presidente e sua turma já começaram a preparar o terreno internacional para contestar uma eventual derrota nas urnas em 2022. A sorte é que nenhum governo sério vai apoiar a aventura golpista de Bolsonaro.

16 thoughts on “Bolsonaro tenta conquistar apoio no exterior para sua teoria contra urna eletrônica

  1. Todo governante que esteja com propósito, segundas intenções, de continuar no poder independente de ter maioria e satisfação ampla dos eleitores precisa de uma legislação que permita a Reeleição (ao menos para tentar) e continue competitivo para obtenção da maioria dos votos válidos.
    Se percebe que não tem chances começa a fazer de tudo para influir. É dinheiro público desviado para finalidades questionáveis que garantam apoio, com endividamento do Estado, inclusive – que estamos vendo…
    Já uma outra mais drástica seria se as eleições ficassem a cargo de um órgão de governo, ou legislativo, para fraudar as eleições ao seu bel prazer e das forças políticas dominantes…
    Como no nosso Sistema as Eleições são operadas por um Poder da República Independente, o Judiciário, com participação do Ministério Público Eleitoral, então resta (ao aspirante a ditador e às forças políticas no poder) arrumar algo que possa sabotá-lo…

  2. Está fórmula foi usada com sucesso nas eleições Bolivianas que elegeram Evo Morales.
    A OEA pronunciou se oficialmente duvidando da Lisura do pleito.
    Mesmo sem provas (como muitas condenações aqui no Brasil) o exército acatou tal interferência obrigando Evo Morales asilar se no México.
    Mas a farsa da OEA foi descoberta. A Bolívia fez vista grossa e nova eleição.
    Como podemos ver Trump tinha poder de manipular.
    Agora o cenário é outro principalmente porque o mesmo golpe não deu certo lá nos USA.

  3. Só se for com a IURD de Edir Macedo e o gal. Mourão, gastar este dinheiro do contribuinte para isso, que vergonha gal. Mourão, que papelão, representante do Brasil, dando uma de pastor diplomata ?

  4. Ô cara chato do cacete!!

    Olha até aceito os milicianos. rsrs

    Agora miliciano chato é insuportável!!

    Mas que cara cafona!

    Vira o disco seu demônio do cacete!

    Toma o teu rumo e nos deixa em paz!!

    Bangu oito espera de braços abertos toda a famílicia!!

    Esse satã faz mal a saúde!
    Se não te matar de covid te mata do coração!!

    Alguém me empreste um balde, estou com ânsias de vômito.

    Obrigado,
    JL

  5. Vimos por esses dias como o Titio Sam trata os seus “aliados”, que na verdade são capachos.

    Aquelas pessoas que caíram do avião não eram cidadãos comuns, os cidadãos comuns apoiaram a entrada do taleban. Aqueles que caíram do avião eram aqueles que acreditaram na lábia dos norteamericanos que eles teriam tudo se os ajudassem nos assuntos do país (dominação).

    O Bozo e os seus bozinhos (filhos) serão tratados da mesma forma.

    Os Bozos que vão achando mesmo que terão tapete vermelho para recebe-los lá nos States…

    Vão achando!!!

  6. O único apoio que poderia ter valor é o dos americanos. Mas com eles o Bozo tem chance zero de ter apoio, ao contrãrio: nem vão dar bola pra ele ou vai levar um puxão de orelhas.

    • Pior que não vejo tão assim. O governo eleito dos EUA tem seu interesse acima de tudo. Se o 2º turno for Lula vs Bolsonaro não tenha dúvida da preferência dos norte-americanos em manter o atual mandatário brasileiro.

  7. Bolsonaro já era. Temos que derrotar Luiz Inácio e sua gangue que se eleitos darão cabo do país.

    O genocida nada fez para reparar os prejuízos do petrolão, ao contrário, deu continuidade ao regime petista, implementando outras práticas deletérias, onde as rachadinhas são apenas detalhes da roubalheira institucionalizada.

    Agora, é hora de dar uma resposta aos dois salafrarios que devem ser lançados na sarjeta da história e sumirem da vida pública, é serem confiscados com justiça.

  8. A julgar pelas trevas filosóficas que moureja neste vale de lágrimas, Bolsonaro roubou mais que todos os lideres comunistas que vieram a furo nessa parte da galáxia.
    Há que se rir para não perder a ternura, o ato de excomunhão de Baruch Spinoza perto do que é divulgado aqui, é pinto.
    O Flagelo de Deus não era o Átila, é o Bolsonaro.

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