Bolsonaro veta o modelo de capitalização, uma derrota para Paulo Guedes

Resultado de imagem para capitalização chargesPedro do Coutto     /      Charge do Kayser (Arquivo  Google)

No café da manhã com jornalistas na sexta-feira, o Presidente Jair Bolsonaro afirmou que o regime de capitalização que se encontra no projeto de emenda constitucional elaborado pelo ministro Paulo Guedes pode não ser votado quando a matéria chegar ao Plenário da Câmara dos Deputados. Esse assunto foi publicado com destaque na edições de ontem de O Globo, Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo significando uma derrota do ministro Paulo Guedes, para ele o ponto principal da reforma elaborada por sua equipe.

A reportagem mais ampla foi a de Alan Gripp, Paulo Celso Pereira, Geralda Doca e Daiane Costa publicada em O Globo.

RESISTÊNCIA – O deputado Rodrigo Maia havia dito ao presidente que a capitalização era um dispositivo contra o qual havia e há forte resistência. O reflexo da opinião pública foi assinalado, segundo Maia nas redes sociais da Internet.

De fato, a questão é difícil em si mesma porque a ideia de Paulo Guedes era de desonerar a folha de pagamento das empresas para com o INSS. Portanto, os empresários e empregadores torciam para que o regime de capitalização fosse aprovado. Claro. As pessoas praticamente sempre são favoráveis a que se retire da legislação o recolhimento mensal para com o INSS.

A ideia da capitalização era, pode se dizer, a pedra de toque do projeto do governo, mas se mostrou inviável, na minha opinião, porque estabelecia que apenas os empregados recolhessem a parte que desejassem, enquanto as empresas ficariam isentas. Tal solução transformaria a Previdencia Social numa abstração. Pelos seguintes motivos: os empregados dificilmente aceitariam o regime previsto pelo ministro da Economia; e a receita previdenciária desabaria. Guedes não levou em consideração que dos recursos que convergem para a arrecadação da Previdência a maior parte é fornecida pelos empresários empregadores.

IMPACTO – É fácil calcular o impacto negativo que seria causado pela ideia colocada pelo governo na mensagem que enviou e que agora pode ser apagada no Poder Legislativo.

Enquanto os empregados contribuem com 11% até o teto de 5.800 reais, as empresas contribuem com 20% sobre a folha de salários.  Acredito que dos 600 milhões recolhidos por ano, pelo menos 2/3 provêm da contribuição empresarial.

Basta fazer as contas e levar em consideração o aspecto social da questão.

6 thoughts on “Bolsonaro veta o modelo de capitalização, uma derrota para Paulo Guedes

  1. O posto Ipiranga não é tão Ipiranga assim.
    Talvez seja no máximo, um postinho com uma bomba de gasolina só, instalado em alguma estrada rural nos cafundo do país. Este golpe contra a previdência é tão sórdido, que até mesmo partidos historicamente reconhecidos como os mais corruptos do país, possuem reticências em apoia-la Este desgoverno em (sem) dias de mandato , consegue apenas colher escândalos, desmandos, vexames e baterem cabeça. Não é atoa , que já é o mais impopular em início de governo de todos os tempos. Sem projeto e sem rumo, este governo certamente está com os dias contados. Enquanto Bolsonaro desaba na opinião pública, Lula, mesmo preso sobe cada dia . Nível de desemprego assustador, baixa atividade industrial, a saúde um caos, poder aquisitivo em baixa, e twitteiro se preocupando em fazer picuinhas e se exibir. A única coisa certa e verdadeira que Bolsonaro falou durantes todo este tempo foi; Não nasci para ser Presidente.

    Obs: Não sou e nem voto no PT.

  2. É impressionante como o capital velhaco não tem mesmo nenhum pingo de vergonha na cara, e na sua demência pelo lucro fácil não se importa em triturar até os ossos do otário apelidado de contribuinte. Aliás, só otários não sabem quais são as segundas intenções do Guedes no caso.

  3. Vamos aos números. Um Funcionário tem salário nominal de R$10.000,00. Desconta 10% para sua aposentadoria. Seriam R$1.000,00. Mas como o teto é de R$5.000,00, só desconta R$500,00 do Empregado.
    Porém, a Empresa recolhe os 20% sobre o total, ou seja, recolhe R$2.000,00 para o INSS. É um subsídio para o sistema. Como não tem patrão bonzinho, o Empregado tem que produzir este adicional . Então é o Empregado que subsidia este sistema ( pensando bem, é mais um imposto de renda sobre o Funcionário).

  4. Extato P. Couto! Absurdo se importar modelos e, especialmente, criminoso se acumpliciar com empresários e banqueiros (estes últimos que veem oportunidades de negócios futuros) contra o povo.

    Quais são os maiores devedores da Previdência?São os grandes empregadores
    – e o Governo, inclusive.
    Vamos rememorar que o RJ deixou de recolher mais de 15 bilhões.
    Até o TRT da 1ª Região (Estado do RJ), no passado (década de 90) deixou de repassar por 1 ano.

    É esse o grande problema da Previdência juntamente com as Pensões! – que oneram muito mais que as grandes aposentadorias.

    As pensões por morte deveriam ser remodeladas, com contribuição obrigatória e progressiva à medida que passam-se os anos que os beneficiários recebem e proporcional segundo o tempo de relação (no caso dos cônjuges) e existência de menores/incapazes dependentes.

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