Bolsonaro volta a defender a tortura e diz que Herzog era “colaborador”

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Bolsonaro prometeu que participará de todos os debates

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

O deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto, voltou a fazer um aceno ao PR, na esperança de amarrar uma aliança com a legenda para a corrida presidencial. Ao participar do programa Mariana Godoy Entrevista, na Rede TV, o parlamentar disse que ainda sonha em ter o senador Magno Malta (PR-ES) como vice.

“Meu noivo chama-se Magno Malta”, disse Bolsonaro. A afirmação foi feita em resposta à pergunta sobre se aceitaria ter um quadro como companheira de chapa a advogada Janaína Paschoal, que declarou apoio ao parlamentar na corrida presidencial.

CRÍTICAS AO PT – Bolsonaro aproveitou a entrevista para retomar críticas ao PT, a movimentos de sem-terra, às restrições ao porte de armas, à urna eletrônica e às restrições à obtenção de licenças ambientais.

Ao mencionar especificamente a dificuldade de obtenção de licenciamento ambiental para grandes projetos, o deputado disparou: “Em certas coisaS você tem que beirar a da informalidade.”

Sobre como pretende lidar com Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) caso seja eleito, Bolsonaro prometeu coibir ao máximo as atividades do grupo. “Ações do MST têm que ser tipificadas como atos de terrorismo.”

NOS DEBATES – Bolsonaro aproveitou para avisar que pretende participar de todos os debates na televisão. De acordo com ele, esta será, inclusive, uma maneira de compensar a falta de tempo que terá no horário eleitoral gratuito.

O parlamentar defendeu uma desburocratização do País, que não dependa se aumento de impostos. Questionado sobre a montagem da equipe de campanha e de um eventual governo, ele disse haver “muita gente boa” aderindo ao projeto liderado por ele.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Na entrevista, Jair Bolsonaro defendeu a tortura. “É preciso parar de dar tratamento humano para quem não é ser humano”, disse ele. A respeito da condenação do Brasil pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, por negligência na investigação do assassinato de Vladimir Herzog, disse: “Alguns inocentes acabaram tendo um fim que não mereciam, no meu entender. O caso Vladimir Herzog, muitos falam que ele praticou o suicídio”, declarou. “Lamento a morte dele, em que circunstância, se foi suicídio ou morreu torturado. Suicídio acontece, pessoal pratica suicídio”, afirmou. Herzog era “um colaborador”, segundo o candidato, e o pessoal se “vitimiza”. “A Anistia já resolveu tudo, essa é uma história que passou”, disse Bolsonaro, segundo o noticiário da Rede TV. Além disso, previu que a maioria dos gays vai votar nele, acredite se quiser. (C.N.)

 

14 thoughts on “Bolsonaro volta a defender a tortura e diz que Herzog era “colaborador”

  1. Só por esta entrevista, Bolsonaro exponencia seu total despreparo e pior, sua crueldade e frieza. Colocar um jornalista como Herzog, um parlamentar como Rubens Paiva, ou um educador como Anísio Teixeira, barbaramente assassinados, ou “suicidados” pelo Regime Militar, no mesmo rol dos que pegaram em armas contra o regime, que claro, mereceriam julgamento etc., se penalizados, já que não há pena de morte, evidencia que não há reconhecimento dos erros e crimes, como o atentado do RioCentro, agora divulgados até no exterior, e não há arrependimento, o que pode levar à repetição dos mesmos erros. Incrível que um canalha incompetente como ele tenha tantos supostos eleitores.

  2. To esperando a mídia tradicional começar a questionar os guerrilheiros pró ditadura comunista. da década de 60 a 80. Guerrilheiros esses que agora fazem parte da política nacional e continuam na empreitada de destruir o país e instaurar um regime de dominação completa sobre o povo. Admiram a Venezuela, veem Kim Jon Un como um líder forte e consideram Lenin/Stalin exemplo de líderes.

  3. Aconselho o candidato Bolsonaro a pegar mais leve. Inclusive pode dizer que foi o próprio regime através do Presidente Geisel que teve coragem de enfrentar os radicais. Uma das consequencias da morte de Herzog foi a demissão do general responsável pela então 2a. região militar e a instauração da abertura lenta e gradual. è melhor dizer que é melhor olhar para o futuro e parar de se ficar cavando o passado .

  4. “Dilma nomeou terroristas para ministro e ninguém disse nada”.
    Bolsonaro é o cara a ser abatido nesta eleição. Afinal, vai que com ele o Brasil comece a dar certo?! Com os outros candidatos ao menos, sabemos de ante mão, que tudo continuará a ser como está.

  5. Segundo a Anistia Internacional e até a ONU, as polícias brasileiras figuram dentre as mais tiranas do mundo. Agora imaginem a presidência da República sob o comando de um apoiador e incitador à prática de torturas? Não existe crime mais covarde na face da terra: o coitado é humilhado por uma estrutura monstruosa, com toda uma parafernália mortífera, diante da qual a vítima representa uma gota no oceano -o Estado.
    Se bem que, no Brasil, quando se refere à tortura, não se está incluindo aquela prática crônica e corriqueira, cometida pelas policiais estaduais e mesmo pelas guardas municipais e jagunços de segurança privada. Por aqui, ela só produz clamor, quando perpetrada em lombo de intelectuais, aí já sugere a participação de agentes de repressão atrelados à União.
    Quanto aos pobres, suas próprias existências já constituem um martírio, até que morte os aliviam.

    • Já que Bolsonaro tem sadismo e vocação de opressor, atualmente, há uma praga em curso, que, se não for logo debelada, poderá vir a se alastrar como uma desgraça
      pior. Refiro-me aos crimes de intolerância religiosa. Nenhum desses vagabundos e covardes, autointitulados, presidênciáveis, apresentaram, durante as suas falácias, a criação de uma força-tarefa, integrada; objetivando a idêntica cão e punição dos iconoclastas e piro maníacos, os quais se têm dedicados à destruição de Centros Religiosos pelo Brasil adentro.

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