Bolsonaro volta a defender o uso da cloroquina: “Cada vez mais se apresenta como algo eficaz”

Substância ainda não tem eficácia comprovada no combate à pandemia

Daniel Gullino
O Globo

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, dia 8, que “cada vez mais o uso da cloroquina se apresenta como algo eficaz” no combate ao novo coronavírus. A substância, no entanto, não tem eficácia comprovada no combate à Covid-19, como o próprio Bolsonaro admitiu na semana passada durante pronunciamento.

Bolsonaro também voltou a questionar se coordenador do Centro de Contingência de coronavírus no estado de São Paulo, David Uip, utilizou a substância para se tratar da doença. Bolsonaro é um entusiasta da utilização da cloroquina e da hidroxicloroquina.

RESISTÊNCIA – No Ministério da Saúde, por outro lado, há uma resistência ao uso antes da realização de mais estudos sobre sua eficácia. Na terça-feira, o ministro Luiz Henrique Mandetta afirmou que médicos podem prescrever cloroquina se assumirem os riscos.

Bolsonaro diz que fala da cloroquina “há 40 dias”. Sua primeira declaração pública sobre o assunto, no entanto, foi no dia 21 de março, há menos de 20 dias. Ele também ressaltou ter conversado sobre isso com “dezenas médicos e alguns chefes de estados”, entre ele o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

“Há 40 dias venho falando do uso da Hidroxicloroquina no tratamento do COVID-19. Sempre busquei tratar da vida das pessoas em 1° lugar, mas também se preocupando em preservar empregos. Fiz, ao longo desse tempo, contato com dezenas médicos e alguns chefes de estados de outros países. Cada vez mais o uso da Cloroquina se apresenta como algo eficaz”, escreveu o presidente em redes sociais.


“QUESTÕES POLÍTICAS” – Bolsonaro ainda afirmou que “dois renomados médicos no Brasil se recusaram a divulgar o que os curou da COVID-19”, e questionou: “seriam questões políticas, já que um pertence a equipe do Governador de SP?”. Na noite de segunda-feira, Bolsonaro já havia compartilhado o trecho de uma entrevista em que David Uip não responde se utilizou a hidroxicloroquina para se curar do coronavírus.

“Acredito que eles falem brevemente, pois esse segredo não combina com o Juramento de Hipócrates que fizeram. Que Deus ilumine esses dois profissionais, de modo que revelem para o mundo que existe um promissor remédio no Brasil”, completou, fazendo referência ao juramento que todos os médicos devem fazer.

26 thoughts on “Bolsonaro volta a defender o uso da cloroquina: “Cada vez mais se apresenta como algo eficaz”

  1. Doria prefere confinar os paulistas a reconhecer que a cloroquina dá certo.
    É um político inimigo do povo.
    Não ganha mais para prefeito ou governador SP.
    Voltará para a lide aonde sabe explorar lobbies.

    • Agora você acabou com o meu dia.
      Esse margarina, está fazendo campanha para derrubar e substituir o Bolsonaro; fica tirando selfie com os chineses, enquanto os profissionais de saúde de são Paulo estão sem o mínimo de higiene.

      Fico triste; porque nem aqui, nem em site nenhum (com pequena exceção para o alerta total) se debate verdadeiras mudanças a serem cobradas do Bolsonaro e/ou congressistas.

      Como eu estou trabalhando dobrado (para receber a metade), posso me confortar, por não ser responsável, como os que estão em casa, sem produzir nem sugerir nada de edificante.

      Agora é só o Doriana, esperar as próximas eleições; e contrariamente ao que você disse, ele vai sim ser reeleito; pois, SEM CANDITATURA AVULSA, eles vão colocar outro malandro igual a ele para você VOTAR EM BRANCO, e ele ganhar por W.O.

    • Francamente, é péssimo que “populismo” tenha virado palavrão no jargão político. O fato de que hoje a pior coisa de que se pode acusar um político é de ser “populista” significa que o povo não tem mais o direito de ver suas necessidades e aspirações ouvidas, quanto mais atendidas pelo sistema político. Um governante eleito pode governar para atender os interesses dos bancos, das grandes empresas, dos especuladores nacionais e estrangeiros, da mídia, dos latifundiários, ou até de camarilhas corruptas. Mas nunca deve governar em atenção à voz das massas, ou seja, ser “populista”. No máximo deve falar no interesse de um povo abstrato, que na prática equivale a ninguém. Depois estranham quando “populistas” ganham eleições. Os que falam por ninguém tem dificuldade de captar eleitores.

  2. Foi só o Trump, seguido de Bolsonaro falar sobre a cloroquina, que a esquerdinhas e os simplórios se colocaram contra ela extraindo informações de links duvidosos e tá de notícias fakes que ouvem por aí. Apenas especulações sobre o medicamento sem fatos concretos que possam sustentá-las. Aí embaixo está um link confiável em que a verdade se mostra irrefutável.

    https://www.youtube.com/watch?v=VjcdJp2Kr4Y&fbclid=IwAR3Y3-uG_myTwwd8hG05QAukijpvLsKDLDtZ_l36YYvcsl2QBcMkPJYF86A

        • Os fatos falam por si, Vidal. Só coloco aqui o que eles falam.

          Minha opinião guardo para mim, mesmo porque não acredito nem nela.

          Faça como eu Vidal.
          Seja cético.
          Só se atenha a fatos.

          • No caso aí em em cima, a respeito de efeitos colaterais, todos os remédios as possuem. Já coloquei isso aqui.

            No caso da cloroquina , que vc é contra por razões políticas, ela os tem também, mas são raríssimas. Praticamente zero.

          • Vidal,

            Tu não sabias que eu e tu somos contra a cloriquina por razões políticas?

            Que não queremos o bem do povo e nosso, por consequência?!

            Que torcemos contra a cura do COVID-19?!

            Não sabias disso?!

            Tu também não sabias que o ceticismo pode ser relativo??!!

            Que o cético pode tomar como verdade o que lhe interessa e repudiar o que lhe desagrada??!!

            Vidal, eu e tu não sabemos de nada!

            Abração.
            Te cuida!
            (Se não do COVID-19, das asneiras que são publicadas impunemente)

          • Seu caso BLend, é que vc é escravo de suas convicções e as convicções podem mais perigosas que as mentiras conforme constatação de Nietzsche.

            Assim, vc que não lê e nem busca informação séria, de várias fontes de especialistas que existe aos montes na net, quando ouve alguma coisa baseada em opiniões de jornalistas de nossa imprensa nos jornais da TV, junta -as às sua convicções, agravando ainda mais sua condição psicológica e cultural demonstrado aqui na maioria daquilo que posta.

          • Caro Mario Jr.,
            não sou contra nenhum medicamento. Muito menos por razões políticas. Acontece que sou cético. Gosto de que hajam provas científicas. Estou acompanhando e torcendo para que seja seja encontrado algum medicamento que comprove sua eficácia. Agora mesmo estou lendo um artigo a respeito.

            “TRATAMENTO
            Geral

            Cuidados de suporte, incluindo oxigênio, ventilação mecânica, se necessário.
            O posicionamento prono parece útil se piorar, apesar da intubação e ventilação.
            O Documento de Orientação da Instituição Médica Johns Hopkins (documento PDF) está disponível com atualizações frequentes para uma discussão mais completa dos riscos / benefícios do uso de medicamentos off label para o COVID-19.
            Dependendo das capacidades dos sistemas de saúde locais, as autoridades de saúde pública podem recomendar aqueles com sintomas menores para ficar em casa e não procurar atendimento em clínicas ou hospitais.
            Limite o atendimento médico àqueles com falta de ar, com sintomas graves ou que requeiram oxigênio e atendimento de suporte disponível apenas em um hospital.
            Nenhuma eficácia comprovada de qualquer medicamento para seres humanos em 8 de abril de 2020.”

            https://www.hopkinsguides.com/hopkins/view/Johns_Hopkins_ABX_Guide/540747/all/Coronavirus_COVID_19__SARS_CoV_2_

          • “Antivirais

            Recomenda-se cautela quanto à eficácia ou segurança de qualquer COVID-19.

            Um grande número de antivirais e imunomoduladores estão sendo investigados para tratamento ou profilaxia.
            Se houver um ensaio clínico disponível, considere a inscrição de pacientes em vez de prescrever o uso de medicamentos off label para ajudar a entender se a intervenção é eficaz para o COVID-19.
            Se considerar o uso off-line de medicamentos disponíveis, considere dados conhecidos, riscos da terapia medicamentosa. Muitas limitam considerações apenas para pacientes com alto risco de doença grave de COVID-19.
            Muitos tipos de medicamentos sob investigação incluem antivirais (inibidores de protease, medicamentos para influenza, análogos de nucleosídeos), antiinflamatórios, antagonistas de proteínas de superfície, como as lecitinas. [25]
            Muito parecido com a gripe, os medicamentos antivirais, se eficazes, provavelmente precisam ser iniciados precocemente no curso da infecção ou usados ​​como preventivos.
            Terapias candidatas : apenas medicamentos amplamente discutidos listados abaixo.

            Lopinavir / ritonavir (LPV / RTV) amplamente utilizado na China e em outros lugares; no entanto, o ECR-COVID-19 em pacientes hospitalizados que também receberam outros medicamentos não apresentou benefício, mas foi administrado relativamente tarde no curso da doença. [6]
            Cloroquina (CQ) ou hidroxicloroquina (HCQ)
            Relatado como tendo alguma eficácia in vitro e em evidências limitadas e de qualidade muito baixa para a pneumonia por COVID-19, o mecanismo pode estar interferindo na acidificação celular no fagolisossomo. [18] , [19]
            Muito hype e relatórios preliminares de eficácia são provenientes de comunicados de imprensa ou de pequenos estudos.
            Gautret et al. sugerem diminuição do derramamento de SARS-CoV-2 em não ECR de 36 pacientes; 6 pacientes em uma análise post-hoc que receberam HCQ combinado com azitromicina tiveram uma redução adicional no transporte viral. [10]
            O periódico original que aceitou este artigo o retirou de consideração devido ao fato de o papel não ser das características e padrões do periódico.
            O tamanho pequeno da amostra, falta de resultados clínicos, exclusão de pacientes que morreram ou foram à UTI, falta de comparação estatística gradual pareada significa que os médicos não devem basear decisões nesses resultados limitados, apesar da conclusão amplamente interpretada de que o HCQ + AZ é um combinação eficaz.
            Chen e cols. Em um ECR não publicado de 30 pacientes não encontraram benefício fornecido pelo HCQ. [31]
            O estudo sugere que, se o HCQ tiver um impacto, provavelmente será pequeno.
            A cloroquina geralmente não está disponível nos EUA, muitos relatam escassez de hidroxicloroquina.
            O HCQ pode causar QT prolongado e deve-se ter cautela em pacientes com COVID-19 gravemente enfermos que possam ter disfunção cardíaca ou se combinados com outros medicamentos que causam prolongamento do QT.
            Remdesivir (Gilead; usado para tratar o Ebola )
            Atualmente, em ensaios em Wuhan e EUA; A atividade é observada in vitro com SARS-2-CoV, MERS-CoV (também incluindo estudos sobre primatas MERS-CoV ).
            Provavelmente a droga mais promissora.
            A droga tem sido usada nos EUA sob uso compassivo, agora limitado apenas a gravidez e crianças com menos de 18 anos.
            Oseltamivir
            Frequentemente prescrito devido à preocupação com a gripe, que é clinicamente semelhante ao COVID-19. Nenhuma eficácia conhecida contra SARS-CoV-2.
            Baloxivir
            Nenhuma atividade conhecida.
            Favipiravir (também conhecido como T-705, Avigan ou favilavir)
            Medicamento anti-influenza disponível na China e no Japão; em ensaios clínicos.
            Ribavirina
            Muitas vezes proposto junto com um produto de interferon para tratar vírus RNA, em ensaios clínicos.”

          • “Imunomoduladores

            Muitos agentes sob consideração em ensaios clínicos ou papéis propostos.
            O maior interesse inicial diz respeito aos agentes anti-IL6, para interromper as respostas hiperinflamatórias que se assemelham às síndromes de liberação de citocinas e causam lesão pulmonar.
            ECRs em andamento para examinar o impacto no uso precoce e tardio desses medicamentos.
            Tocilizumab : um agente anti-IL6R aprovado pela FDA para a síndrome de liberação de citocinas de células CAR-T. Suprimentos limitados nos EUA
            Estudo não publicado da China [32]
            21 pacientes no total, 17 COVID-19 “grave”, 4 doença crítica
            Menor necessidade de O 2 em 1 semana e melhores achados na TC
            Todos sobreviveram
            Relatos anedóticos de grandes centros com experiência sugerindo alguns com rápida melhora com oxigenação aprimorada, geralmente entre 24 e 48 horas após a administração.
            Alguns sugerem que pode ser mais eficaz mais cedo no curso da doença (piora do estado pulmonar, peri-intubação) do que a SDRA (muitos dias no ventilador), com lesões nos órgãos e pulmões mais avançadas.
            Dosagem tipicamente 8 mg / kg x dose única.
            Outras drogas em potencial em discussão ou estudo; alguns usam relatos anedóticos.
            Sarilumabe (anti-IL6R)
            Siltuximabe (anti-IL6)
            11 mg / kg IV x dose única
            Anakinra (anti-IL1)
            anti-GM-CSF
            Anticorpos monoclonais, específicos para SARS-CoV-2, em desenvolvimento.”

  3. O cardiologista Roberto Kalil Filho, do hospital Sírio-Libanês, admite que tomou cloroquina para se salvar de Covid-19.
    E mais: ele defende que a droga seja ministrada em pacientes que estão hospitalizados.
    “Tomei a cloroquina com corticóide, antibiótico. Ela é um anti-inflamatório. Se há uma chance de que o paciente melhore, se pode salvar vidas, tem que ser ministrada”, diz ele.
    Kalil afirma que já tratou vários pacientes com cloroquina.
    “Eles vão dar a resposta definitiva. Mas, se existe alguma chance, temos que começar a usá-la já”, diz.

    Noooooossa! Matéria da Monica Bergamo. Até ela está cedendo aos encantos da hidroxicloroquina?

  4. Renato, o tic-tac do mito vai até 2026. Chora não, aceita que perdeu a boquinha e volta trabalhar, se é que você já fez isso na vida um dia. Ah, e depois até 2034 vai ser o Moro. Um verdadeiro deleite.

  5. -Tô vendo gente que acreditava no JOÃO DE DEUS e na inútil FOSFOETANOLAMINA e que agora condena a CLOROQUINA…
    -Quanta “coerência”!

    -Mas cloroquina é coisa de FASCISTA!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *