Bolsonaro volta a defender o voto impresso e questionar a segurança da urna eletrônica

Bolsonaro repetiu a sua ladainha em defesa do uso da cloroquina

Ana Luiza Albuquerque
Folha

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a sugerir neste domingo, dia 29, sem provas, que o voto eletrônico no país não é confiável. Ele votou na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, Zona Oeste do Rio, por volta das 10h40.

Bolsonaro ficou por cerca de 15 minutos no interior do colégio e, na saída, falou cerca de meia hora com a imprensa. Ele defendeu o voto impresso e disse que tem conversado com lideranças do Congresso sobre o tema, acrescentando que essas mudanças dependem somente do Executivo e do Legislativo. Bolsonaro também disse que a apuração dos votos tem que ser pública.

“RECLAMAÇÕES” – “A minha eleição em 2018 só entendo que fui eleito porque tive muito, mas muito voto. Tinha reclamações que o cara queria votar no 17 e não conseguia. O que aconteceu em muitas sessões. Vão querer que eu prove. É sempre assim. O cara botava um pingo de cola na tecla 7, um tipo de adulteração”, afirmou, sem apresentar provas para a acusação de fraude.

Ele também disse que pediu oficialmente a relação de todas as seções eleitorais e respectivas votações. Afirmou que, no caso de indício de irregularidades, em qualquer área, repassa a informação ao chefe da Polícia Federal.

ACUSAÇÃO Á IMPRENSA Depois de comparar em pronunciamento oficial a Covid-19 com uma gripezinha, o presidente também voltou a afirmar que nunca fez essa comparação. Bolsonaro disse que a imprensa distorceu sua fala, e que afirmou, na verdade, que a Covid seria uma gripezinha para ele, e não para todos. “Falei que era para mim. Para mim, pelo meu passado atlético, pela vida que levo, não passará de uma gripezinha. Vocês deturparam, para variar.”

Ainda sobre a pandemia, Bolsonaro afirmou que foi no meio do povo sem máscara e que é “um general na frente da batalha com o povo brasileiro”. Disse que o Brasil não vive uma segunda onda, e que o aumento de casos acontece pela circulação das pessoas que antes estavam isoladas em casa.

CLOROQUINA – “Se fechar tudo novamente não sei como podemos reagir. O auxílio não foi dinheiro que estava no cofre, foi endividamento. O Brasil aguenta outra dessa?”, disse. Bolsonaro também voltou a defender o uso da cloroquina, cuja eficácia já foi descartada por diversos estudos. “Quem critica apresente uma alternativa, é simples.”

De máscara, o presidente chegou acompanhado por seguranças, conversou e tirou fotos com cerca de 20 apoiadores que o aguardavam no local de votação.

O apoio de Bolsonaro ao prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) não foi o bastante para alavancar sua candidatura, conforme indicam as pesquisas eleitorais. Na véspera do segundo turno, segundo o Datafolha, Crivella tinha 32% dos votos válidos, contra 68% de seu adversário, o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM). Neste domingo, Bolsonaro sugeriu que a relação com Paes, se eleito, será normal. “Você nunca encontrou alguém que não conseguiu falar comigo, que não foi atendido.

8 thoughts on “Bolsonaro volta a defender o voto impresso e questionar a segurança da urna eletrônica

  1. Mais uma vez,repito que sou crítico De Bolsonaro zero Zero,mas quando acerta tem que aplaudir.

    PS-É evidente que as urnas eletrônicas devem ser auditadas.
    E a comprovação do voto (impresso eletronicamente) é determinante para isso.

    PS2-E assim encerra de uma vez por todas qualquer questionamento de fraude eleitoral.

    PS3-E,também,a usina das pesquisas furadas.

    • Malandro e dissimulado! Finge não acreditar no sistema de urnas eletrônicas agora para tentar “melar” o pleito em 2022 numa eventual derrota sua. Não presta! Joga baixo.

  2. TUDO no Brasil pode ser fraudado e não apenas as urnas eletrônicas porém nunca conseguiram violar uma sequer (hackers profissionais) e a impressão é ABSURDAMENTE cara!

  3. Resolvam logo essa polémica do sistema de votação, entreguem para Wuawei periciar ou desenvolver um novo sistema, afinal, votação confiável nunca foi típica do Brasil.

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