Brasil atinge 100 mil mortes pela pandemia e Secom exalta ‘um dos menores índices de óbitos por milhão’

Bolsonaro nada disse sobre marca de mortos atingida na pandemia

Deu no G1

Neste sábado, dia 8, em que o Brasil atingiu a marca de mais de 100 mil vidas perdidas pela Covid-19, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) publicou em uma rede social uma série de mensagens sobre o que o governo federal tem feito para combater a pandemia do novo coronavírus.

As postagens começaram em resposta a uma publicação do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro. “Não podemos nos conformar, nem apenas dizer #CemMilEdaí. São mais de 100 mil mortos; 100 mil famílias que perderam entes para a Covid. Que a ciência nos aponte caminhos e que a fé nos dê esperança”, disse Moro na postagem.


“INCANSÁVEIS” – A Secom, então, afirma que “Para um Governo, muito mais do que palavras bonitas, a melhor forma de mostrar que se importa é trabalhando” E acrescenta: “Estamos todos do mesmo lado da trincheira na guerra que foi imposta ao mundo todo. E o Governo do Brasil tem trabalhado sem descanso desde o começo”.

Até a última atualização desta reportagem, o presidente Jair Bolsonaro não tinha se manifestado sobre a marca de mortos atingida na pandemia. Na última quinta-feira, dia 6, ao comentar a proximidade de o país atingir o número de 100 mil vidas perdidas, ele afirmou ser preciso “tocar a vida”.

Na sequência de postagens, a Secom afirma: “Cada vida importa. Todas as vidas importam. Lamentamos cada uma das vítimas da Covid-19, e de todas as outras doenças. Nosso lamento e nossas orações às vítimas. E para toda a nação, nosso trabalho, nossos esforços, nossos cuidados”. A secretaria afirma que o Brasil é o segundo país que mais cura doentes de Covid-19 e “o que menos registra óbitos por milhão de habitantes entre as grandes nações”.

NÚMEROS – Os dados da Universidade de Oxford mostram o Brasil em 10º lugar entre os países com o maior número de mortes por milhão – taxa de 468,44 por milhão de habitantes. O país está atrás de Estados Unidos, Suécia, Chile, Reino Unido, entre outros. Porém, esse formato de contagem não é o mais preciso por considerar o número total da população.

No caso da Covid-19, as crianças, adolescentes e jovens adultos têm uma chance menor de morrer por infecção do Sars CoV-2. Além disso, muitos casos não chegaram a ser contabilizados, principalmente no início da pandemia devido a uma escassez dos testes, e já foi constatada uma forte subnotificação de mortes pela doença no país.

EXALTAÇÃO – Nas postagens, o a Presidência da República destaca medidas anunciadas ao longo da pandemia e diz que o governo federal “reagiu à pandemia desde o início, e de modo incomparável em diversos aspectos”.

Entre as ações citadas pela Secom estão: repasses a estados e municípios; medidas adotadas em portos, aeroportos e fronteiras;
ações de preservação de empregos e socorro às empresas; compra de equipamentos médicos, de proteção individual e de testes para detecção da Covid-19; criação do auxílio emergencial. A Secom afirma que ao longo da pandemia a autonomia de estados e municípios foi respeitada, “mas o Governo Federal não deixou de socorrer o quanto pôde”.

13 thoughts on “Brasil atinge 100 mil mortes pela pandemia e Secom exalta ‘um dos menores índices de óbitos por milhão’

  1. Mandetta diz que Bolsonaro foi ‘preponderante’ para o Brasil atingir 100 mil mortes por COVID-19
    BRASIL

    Brasil na pandemia de coronavírus no início de
    O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que deixou o cargo em abril, disse neste sábado (8) que a postura do presidente Jair Bolsonaro foi um fator “preponderante” para o Brasil atingir a marca de 100 mil mortes por COVID-19.

    A declaração de Mandetta foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo.

    https://br.sputniknews.com/brasil/2020080915927675-mandetta-diz-que-bolsonaro-foi-preponderante-para-o-brasil-atingir-100-mil-mortes-por-covid-19/

  2. A Secom, então, afirma que “Para um Governo, muito mais do que palavras bonitas, a melhor forma de mostrar que se importa é trabalhando”
    —-
    É verdade, só que não adianta força bruta quando o que se exige para a tarefa é preparo, competência. O atual presidente não tem palavras bonitas (bosta, estrume, cocô não são galanteios, no entanto é o que Jair Padeiro mais usa para se expressar); some-se á sua deselegância o desrespeito que ele tem demonstrado pelo país. O Jair poderia ser coveiro porque defunto não cheira nem ouve.

  3. A imagem do Jair Padeiro (adorei! Sapo) diz tudo. O formato da boca exala prepotência, esta leitura é facilmente observável. Acrescente ignorância e temos este molho pastoso na presidência. Um gênio. Vamos colocá-lo de volta dentro da garrafa e lançá-lo ao mar. Bom domingo a todos.

  4. Número de infecções por dia (atualizado em Ago/7):

    Spain 1
    Belgium 2
    Italy 6
    Sweden 6
    France² 11
    Panama 21
    Chile 97
    Peru 196
    United Kingdom² 203
    Mexico 819
    Brazil 1,237
    USA² 1,835

    Taí a estatística que o governo esconde: o covid está crescendo no Brasil de forma assustante. Somos o pior país juntamente com o USA, que é criticado por sofrer do mesmo mal que o Brasil: uma péssima liderança.

  5. Eu tenho confiança total em Deus. Sei que se ele permite o mal é para que entendamos e pratiquemos o bem; deste modo aceito o “tosco” como um messias para nos ensinar a importância de olharmos para nossos irmãos.
    E enquanto existir doença em parte do meu corpo eu não serei são.
    Eu não passo de um pedacinho da sociedade humana.

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