Brasil é importante demais para se alinhar à política externa de outros países

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Prestígio da diplomacia brasileira é reconhecido e indiscutível

Roberto Nascimento

O Brasil tem um conceito de país conciliador no cenário das nações. Mantém relações diplomáticas baseadas no respeito as diferenças e na soberania das nações. Os diplomatas e militares brasileiros são considerados os melhores conciliadores dentre a elite das nações, tanto assim o é que foram enviados em missões de paz no Iraque, no Oriente Médio, na Ásia e nas Américas, em missões de paz, sempre com êxito.

Há quase 70 anos, o Brasil vem desempenhando um importante papel na história das operações de paz. Entre 1948 a 2015, o país participou de 50 missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), o que corresponde a 70% de todas as missões aprovadas.

DIPLOMACIA – Os presidentes brasileiros discursam em primeiro lugar na abertura dos trabalhos da Assembléia-Geral das Nações Unidas no mês de setembro. O presidente dos EUA discursa em segundo lugar. Os capacetes azuis brasileiros são respeitadíssimos quando enviados para mediar conflitos ao redor do mundo. Enfim, trata-se de um legado importantíssimo, o qual devemos manter, pois é uma tradição brasileira e motivo de orgulho para o nosso povo.

São tantos os luminares da diplomacia, que vou citar alguns de memória, como Barão do Rio Branco, Oswaldo Aranha, Afonso Arinos de Mello Franco, Gibson Barbosa, Azeredo da Silveira, Sérgio Amaral, dentre outros. O pragmatismo em política externa foi a tônica no Império, na República Velha e na Nova República, o que tem garantido uma boa relação com praticamente todos os demais países.

Nessa toada, o Brasil é grande o suficiente para seguir sua própria política externa sem alinhamento automático com nenhuma nação, principalmente os Estados Unidos de Trump ou qualquer que seja o presidente, Democrata ou Republicano.

QUADRO ATUAL – Por exemplo, o atual governo dos EUA vem implementando uma política de confronto econômico com a China, sobretaxando produtos chineses e impondo sanções aos governos da Rússia e do Irã. Ora, o Brasil tem sido contemplado com investimentos do governo chinês em variadas áreas da infraestrutura nacional, na área do petróleo, do agronegócio, da siderurgia, portos e aeroportos. A China importa soja, carne de boi, carne de frango e carne suína, além de ser o nosso maior importador de minério de ferro. Hoje temos superávit comercial com os chineses e déficit comercial com os americanos. Então pergunto: Qual a vantagem de se alinhar com Trump em detrimento do líder máximo da China, Xi Jinping?

PRAGMATISMO, SEMPRE – O ideal é a manutenção do relacionamento cordial e empresarial com as duas potências econômicas e militares do globo terrestre, em favor do Brasil.

O mesmo raciocínio serve para o Oriente Médio, mantendo-se as boas relações com Israel e com todos os países árabes. É o que a diplomacia americana e europeia vem fazendo ao longo dos séculos. Vejam o caso emblemático da Líbia e da Arábia Saudita: Duas ditaduras reconhecidas por gregos e troianos. Pois bem, liderados pelos EUA de Obama e com apoio da França, da Inglaterra, da Itália e da Holanda, fomentaram a insurreição dos rebeldes líbios, através do envio de armas e do apoio logístico dos drones assassinos, até derrubarem e matarem o ditador Kadaffi e seu filho no deserto, em fuga para o Sudão.

Porém, em relação ao reino saudita, os EUA e os países europeus quedam-se inertes, pois são dependentes do petróleo da Arábia Saudita e da exportação de armas e aviões de guerra para os sauditas. São pragmáticos ou não?

ERRO DE DILMA – Não podemos cometer agora o mesmo erro da presidente Dilma, que se intrometeu nos assuntos internos do Paraguai, quando do impeachment do presidente “bispo Lugo”, a ponto de suspender o Paraguai do Mercosul, com o apoio da Cristina Kirchner. Uma incomensurável bola fora da bacia.

Trazer para o nosso colo os problemas internos de outros países só prejudicará os negócios comerciais, que temos com todas as nações, gerando desemprego e déficits comerciais.

18 thoughts on “Brasil é importante demais para se alinhar à política externa de outros países

    • Belo artigo.
      Sr Pedro, uma breve explicação.
      “Um Israelita (português europeu) ou israelense (português brasileiro) (em hebraico: ישראלי; transl.: Israeli, plur. Israelim) é um cidadão do moderno Estado de Israel, independentemente da sua origem étnica ou credo religioso. O Estado de Israel compreende principalmente Judeus e Árabes, muçulmanos e cristãos, assim como Drusos, Circassianos, e outros. [1]

      Atualmente, vive em Israel uma população de mais de 8 milhões de habitantes, a grande maioria é urbana, e a área mais povoada é o centro do país.[2] Há pelo menos outros meio milhão de cidadãos de Israel vivendo no exterior.[3][nota 1]

      Entre os cidadãos de origem judaica, há uma enorme diversidade de origens étnicas e procedências, sendo hoje a maioria já de sabras (nascidos em Israel), mais de 70%. [4] Os outros tendem a identificar-se como ashkenazim, sefaradim ou mizrahim. O hebraico é o idioma dos judeus, e o árabe é a língua da minoria árabe; há ainda outros idiomas falados, principalmente entre os judeus que não são sabras e provém de uma infinidade de países, porém a tendência é o desaparecimento gradual dessas línguas minoritárias, que perdem espaço para o hebraico, que é a única língua usada no quotidiano dos judeus nascidos no país (a não ser os ultra-ortodoxos, que não reconhecem o Estado de Israel e conservam o uso do iídiche.”
      WIKI

      • Obrigado Jaco. Sou um admirador do povo Israelense. E tenho certeza que todos desejam a Paz. O Brasil ganhará muito se investir nesta amizade. Por outro lado não tenho nada contra os Árabes ou Persas . Acredito que todos querem a Paz. Parece que os políticos é que complicam as coisas. Shalom.

  1. Sabichão Jaco:
    Vc não disse nada..mesmo escrevendo em hebraico.
    Aprenda:
    IsraeLITA é aquele(a) que professa a fé judaica.
    IsraelENSE é o(a) que possui cidadania do Estado de Israel.
    Precisa que desenhe…??

  2. Só destacando novamente o motivo pelo qual o Brasil é sempre o Primeiro a discursar na abertura dos trabalhos da Assembléia-Geral da ONU:

    Porque o brasileiro Oswaldo Aranha presidiu a sessão especial da Assembleia-Geral da ONU e apoiou a partição da Palestina britânica, evento que levou à criação do Estado de Israel, em 1948.

    Por ter presidido essa sessão, Oswaldo Aranha inaugurou também a tradição seguida até hoje pelas Nações Unidas: a de que o chefe da delegação brasileira seja o primeiro a discursar na reunião.

  3. A embaixada brasileira vai ficar na capital dos paises, se é Jerusalem, então a embaixada vai para lá. Se o Brasil mudasse a capital para o Rio de Janeiro, os outros paises mudariam a embaixada para o Rio.

  4. Um jornalista americano fez uma breve visita para Israel e descobriu que evangélicos apoiam e financiam o estado de Israel porque acreditam numa profecia-dispensação que prega que Israel precisa controlar todo o território da Palestina histórica para acionar o Armagedom-Apocalipse-Fim do Mundo-Arrebatamento, onde Jesus voltará. Os judeus morrerão ou serão convertidos. Os únicos que se salvarão serão aqueles cristãos que forem “nascidos de novo” – ou seja, evangélicos. Os cristãos da palestina, que fazem parte da população nativa daquela terra, também estão sendo lentamente cerceados e expulsos de suas terras pelo estado israelense, mas os evangélicos recomendam que eles aceitem tudo e se resignem a se preparar para o Fim do Mundo. Os evangélicos são a maior base de apoio político de Israel nos Estados Unidos e no mundo, assim como de forte apoio financeiro.

    https://www.youtube.com/watch?v=KCg6aJGyeoA

    • Obrigado pelas palavras cordiais, colega Francisco Vieira. A fome é a pior conselheira em qualquer situação, que se apresente. Sem esse combustível do corpo, não nos mantemos de pé.
      A exportação de commodities agrícolas não gera desemprego pelo contrário, estimula os negócios no campo e ao mesmo tempo melhora a balança comercial.
      No entanto, as commodities minerais, sim não são um bom negócio. Por exemplo: A exportação de minério de ferro, nióbio, manganês, enfim os minerais raros, abundantes no território brasileiro. Deveríamos usá-los no beneficiamento dos produtos industriais, as denominadas manufaturas, que têm um alto valor agregado. Entretanto, há décadas não incrementam uma política industrial de peso no Brasil. O governo Collor destruiu a planta industrial brasileira iniciada no governo Vargas. Collor entregou/privatizou todo nosso parque siderúrgico incentivado pelos governos militares, para empresas privadas internacionais. Colocou a raposa para comer a galinha industrial do Brasil. Essa desastrada política colorida nos levou ao maior índice de desemprego na indústria, praticamente sucateada e dependente dos produtos manufaturados chineses, americanos e europeus.
      No que concerne aos investimentos chineses, por mais que consideremos a questão de que é uma potência e portanto, ávida por lucros até predatórios como todos os outros países que aqui vieram para sugar nossas energias e nosso trabalho, os chineses estão reativando o Complexo Petroquímico de Itaboraí abandonado pela Petrobrás em crise financeira e reativando o complexo portuário de Campos no Noroeste fluminense, deixado de lado por Eike Batista. Na crise instalada desde a queda das Bolsas americanas em 2008, que afetou a economia global, não podemos escolher a cor do gato, o que importa é que possa engolir o rato.

  5. A China não é um país democrático, lá não há eleições livres, portanto, se não há democracia é realmente uma ditadura. No entanto, na economia, a China é um país capitalista, e não é de agora. Com a morte de Mao Tsé Tung, assumiu o poder o pragmático Deng Chiao Ping, depois de um breve interstício no Politiburo, do grupo dos Quatro liderados pela viúva de Mao. Deng levou a China para o caminho do capitalismo, elevando-a para o grupo das maiores potências militares e econômicas.
    Hoje, a influência dos chineses e o fluxo de capitais que investem ao redor do mundo está assustando os americanos, que vão perdendo o alinhamento automático, que tinha nos seus quintais (currais econômicos), na Ásia, na América Latina e na África. Falta aos chineses entrarem com seus capitais na Europa. Quando isso acontecer, de fato estará declarada a guerra econômica, mãe de todas as guerras mundiais.
    Os Estados Unidos perderam a capacidade de investir nos países periféricos e assim também perderam a capacidade de influenciar e impor as empresas americanas, garantindo em consequência a tão sonhada remessa de lucros para a maior nação capitalista do mundo.

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