Brasil é o país do G20 com maior disparidade social, quesito no qual Brasília se mostra imbatível

Carlos Newton

Sexta potência no ranking da economia mundial, o Brasil ainda tem de mudar muito até ser considerado um país em que realmente exista justiça social. Aqui, a miséria absoluta continua convivendo com a riqueza total, basta verificar as estatísticas;

O Brasil é o segundo país com maior desigualdade do G20, de acordo com um estudo realizado nos países que compõem o grupo. De acordo com a pesquisa realizada pela Oxfam (entidade de combate à pobreza e a injustiça social presente em 92 países), apenas a África do Sul fica atrás do Brasil em termos de desigualdade, neste grupo dos principais países do mundo.

Em meio a esse quadro,  Brasília, chamada de capital da esperança, continua mais parecida com a ilha da fantasia. Suas estatísticas são altamente negativas e mostram que a capital federal tornou-se a cidade com maior desigualdade social do Brasil.

No caso da pesquisa da Oxfam, referente aos países do G 20, como base de comparação o levantamento também examina a participação na renda nacional dos 10% mais pobres da população de outro subgrupo de 12 países, de acordo com dados do Banco Mundial. Neste quesito, o Brasil apresenta o pior desempenho de todos, com a África do Sul logo acima.

A pesquisa demonstra que os países mais desiguais do G20 são economias emergentes. Além de Brasil e África do Sul, México, Rússia, Argentina, China e Turquia têm os piores resultados. Já as nações com maior igualdade, segundo a Oxfam, são economias desenvolvidas com uma renda maior, como França (país com melhor resultado geral), Alemanha, Canadá, Itália e Austrália.

No caso da desigualdade social em Brasília, a pesquisa é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do próprio governo federa. Os dados comprovam que o Distrito Federal é a unidade da federação com maior renda e uma das regiões com maior escolaridade do país. Ao contrário do que acontece na maioria dos estados, a pobreza extrema no Distrito Federal cresceu e a desigualdade também.

Outro indicador que chamou a atenção dos pesquisadores do Ipea foi a taxa de homicídios masculina, que reflete o número de mortes por 100 mil habitantes. Enquanto no Brasil esse índice é de 94,3, no DF a taxa é de 120,9.

O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão de Castro, comentou os dados durante uma entrevista coletiva. “O maior desafio do Distrito Federal é superar a pobreza extrema, para fazer com que a desigualdade social diminua”, explicou Castro, denunciando a triste  realidade da ilha da fantasia.

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