Brasil precisa de um governo desenvolvimentista, que acelere a industrialização

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Charge do Newton Silva (newtonsilva.com)

Flávio José Bortolotto

A nosso ver, esta eleição precisa ser vencida por um candidato desenvolvimentista, que faça o resto das reformas, que infelizmente são necessárias, mas não exatamente como pretende o governo Temer, porque devem ser reformas transparentes, baseadas em auditorias e debatidas abertamente no Congresso, pois tudo isso pode fazer em apenas seis meses. Depois disso, o Brasil abre cancha para crescer sustentadamente de 4% a 6% ao ano e talvez até mais, por longo tempo, como aconteceu nos anos 70, já que possui grande desemprego e capacidade ociosa.

O Brasil é um país jovem, que tem tudo ainda por fazer, e isso gera muito emprego, produção e renda. Mas precisa de um projeto que privilegie a industrialização, único caminho para diminuir a desigualdade de renda.

ESTATAIS – É compreensível a indignação com abusos praticados em nossas empresas estatais e mistas. Realmente tem horas que dá vontade de “jogar fora a água suja do banho com bebê e tudo”. Mas não devemos de jeito nenhum “jogar fora o bebê”, apenas a água suja do banho.
O fato é que países agrários e fornecedores de matéria-prima vegetal/animal/mineral, produzem uma renda per capita máxima de US$ 6 mil por ano. Países Industrializados, que abrigam subsidiárias de empresas transnacionais, são dependentes, mas melhoram, chegando no máximo a uma renda per capita de US$ 20 mil.

O Brasil está a meio caminho, com renda per capita de US$ 11 mil. Para haver o “pulo do gato”, só se industrializando com criação de maior número de grandes empresas com matriz no Brasil. Aí chegamos a uma renda per capita como os EUA (US$ 60 mil) e até mesmo como os países escandinavos (US$ 90 mil).

SÃO FATOS – Não se trata de palpite. A História Econômica nos mostra isso. Portanto, fica claro que precisamos nos preocupar em produzir capital e indústrias aqui no Brasil, e visar a uma renda per capita próxima da dos EUA. A participação do governo esta empreitada é fundamental, não operando como Empresário, mas protegendo, criando infra-estrutura, planificando, etc.
Ninguém carrega o piano para os outros. Nós mesmos temos que carregar nosso piano e fazer nossa industrialização. Em determinados setores monopolistas e estratégicos, devemos fazer como outros grandes países e preservar estatais sem influências políticas, que realmente funcionem.

EXEMPLOS – O conglomerado Ambev, hoje Anheuser-Busch-InBev é o que proponho fazermos. A liderança do grupo é de três brasileiros: Jorge Paulo Lehmann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Hermann Telles, que se expandiram para o mundo, e a maior parte do capital está em mãos de brasileiros.

A nosso ver, a JBS, que virou uma transnacional com matriz no Brasil, só agrega riquezas para a economia brasileira. Seu lucro de lá fora, com as subsidiárias no exterior, cedo ou tarde vem para o Brasil, e no dia que venderem aquelas filiais, o capital retorna ao Brasil. O importante é a Matriz ser do Brasil.

Mas é claro que isso não quer dizer que os métodos empregados para a JBS se expandir rapidamente, com capital subsidiado pelo governo, tenha sido os mais produtivos e justos em relação a outras empresas do setor. 

42 thoughts on “Brasil precisa de um governo desenvolvimentista, que acelere a industrialização

  1. “O Brasil é um país jovem, que tem tudo ainda por fazer, e isso gera muito emprego, produção e renda.”

    Esta é uma afirmação dos brasileiros ou do mercado?

    O Brasil deixou de ser jovem.
    Omitiu-se do povo que o tempo que tínhamos para construir este Brasil do futuro passou, os habitantes do Brasil na faixa etária ideal para realizar o que o texto propõe foram ROUBADOS do seu tempo e de todas as oportunidades….

    O Globo Repórter desta semana mostrou o Rio Tiete de Seul, os coreanos tiraram o viaduto e revitalizaram o Tiete deles no coração da cidade.
    Dava pra ter feito o mesmo aqui, sem piscinão do Maluf , sem o messianismo do Alckmin, sem essa bucha de anus de ovelha que será o Dória…

    Infelizmente, a televisão deixou todo mundo burro demais! O bozó numero 1 repete, todo domingo o mantra da imbecilização em todos os lares, via TV: Ô LOCO, MEU!

    Inclusive, sem desmerecer o pensamento do autor, ate mesmo o tempo das Indústrias, como geradoras de renda e empregos, já foi por agua abaixo…
    Hoje, no Brasil, pilotar uma maquina que corta soja da mais dinheiro, ser pastor da mais dinheiro, roubar dar mais dinheiro, dirigir uber da mais dinheiro que trabalhar em indústria…

    • E nem daqui a 50 anos conseguiremos fazer maquinas agrícolas,, carros, taxis, nem mesmo armas, mais barato que a China…
      Sobrou pastor evangelico, dá?

        • André postou:

          “Hoje, no Brasil, pilotar uma maquina que corta soja da mais dinheiro, ser pastor da mais dinheiro, roubar dar mais dinheiro, dirigir uber da mais dinheiro que trabalhar em indústria…”

          Logo em seguida:

          “E nem daqui a 50 anos conseguiremos fazer maquinas agrícolas,, carros, taxis, nem mesmo armas, mais barato que a China…”

          Resposta de Bertolotto:

          “Se aplicarmos uma Tarifa à la TRUMP, podemos sim, ou Quotas.”

          [1]. Para o ilustre articulista, a solução é tarifa com quotas;
          [2]. Será que os ‘desenvolvimentistas-nacionalistas’ de atualização econômica getulista não aprendem nunca que tarifas e quotas é o caminho mais curto para o desastre?

          [3]. Pensem em três produtos de ampla aceitação no mercado e tentem aplicar tarifas e cotas.

          [4]. Nem a UNICAMP seria capaz de aprovar uma loucura dessas.

          [5]. E tem mais, quando é que as tarifas e as cotas serão retiradas? Será que o mercado vai funcionar com essa de tarifas e cotas e não vão, como está fazendo a Riachuelo, fechando aos poucos sua fábrica em Natal e produzindo nas novas instalações no Paraguai?

  2. …que faça o resto das reformas, que infelizmente são necessárias, mas não exatamente como pretende o governo Temer, porque devem ser reformas transparentes…

    O texto é bom, mas tem algumas incoerências como esta acima.

    Primeiro a transparência e depois decidir se haverá reformas ou não, como afirmar que elas são necessárias sem auditoria.

    Por exemplo: onde estão os empregos gerados com a reforma trabalhista, nem se fala mais.

  3. Plagiando a Bjork:

    “Todas as coisas modernas, como os robôs e tal, sempre existiram.
    Estiveram esperando pelo momento certo,
    Ouvindo os ruídos irritantes dos dinossauros, e das pessoas.

    De longe, estiveram esperando, para poderem sair,
    e multiplicarem-se, e assumirem.
    Agora é a vez deles.”

  4. “BRASIL NÃO É MAIS UM PAÍS DE JOVENS
    Em 2025 seremos o sexto país em população idosa no mundo.

    Há poucos anos, o Brasil era um país de jovens, cuja população concentrava-se na faixa etária entre zero e 14 anos. Mas essa é uma história do passado, do já quase longínquo século 20.
    Tudo está mudando, e no ano 2050 – portanto, ali mesmo, numa curva do tempo – contabilizaremos nada menos que 58 milhões de cidadãos acima dos 60 anos.
    Desses, 10 milhões terão 80 anos ou mais, e cerca de 55 mil serão centenários.

    E antes que alguém pense que estamos tratando de um futuro distante, é bom lembrar que em 2050 terão 60 anos todos os cidadãos nascidos em 1990, ano em que Fernando Collor tornou-se presidente do Brasil.

    A humanidade atravessa um ciclo chamado transição demográfica, que se caracteriza pela queda acentuada das taxas de mortalidade e de fertilidade.

    A soma desses dois fatores – as pessoas vivendo mais, ao mesmo tempo em que menos nascimentos ocorrem – resulta no envelhecimento global.

    Em 2050, haverá 379 milhões de idosos em todo o mundo. Desse total, 61,4 milhões serão nonagenários e 3,2 milhões, centenários. O Brasil, que estará entre os seis países mais populosos do mundo em 2050, deterá a nona maior população de centenários.

    Os dados estatísticos do Desa – Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU revelam outras particularidades sobre o envelhecimento da população:

    – Uma em cada 10 pessoas tem 60 anos ou mais. Em 2050, essa relação cairá para uma pessoa em cinco, e em 2150, um habitante da Terra em cada grupo de três terá mais de 60 anos de idade;

    – O desequilíbrio populacional no mundo levará a uma concentração de idosos nos países menos desenvolvidos. Em 2025, 57% da população acima dos 80 anos estarão vivendo nas regiões mais pobres, e em 2050 essa proporção aumentará para 70%.

    O Brasil passou de um perfil de morbi-mortalidade típico de uma população jovem, isto é, integrado por doenças infecciosas e parasitárias na década de 50, quando as mesmas perfaziam um total de 40% dos óbitos, para um, caracterizado por doenças crônicas, próprio das faixas etárias mais avançadas. Estas, que constituíam 11,8% dos óbitos, passaram a ser responsáveis por 31,3%, contra apenas 5,9% das doenças infecto-parasitárias.”

    Dr Deo de Freitas, em:
    http://deodefreitas.blogspot.co.uk/2010/09/brasil-nao-e-mais-um-pais-de-jovens.html

    • Quer dizer que se eu tiver um número ‘x’ de jovens a política ‘desenvolvimentista’ seria o remédio adequado?

      Qual a relação entre causa e efeito? Zero.

      É o tipo do raciocínio onde a conclusão não decorre nadinha das premissas.

      • Com esta imagem ao lado de seu nome logo se vê que seu candidato foi derrotado em 2014.

        Como vocês mesmo dizem: para um poste.

        Sua análise sobre população e desenvolvimento é muito RASA.

        Não é por que temos muitos jovens devemos fazer politica desenvolvimentista.

        A política desenvolviimentista é que necessita de jovens, com população até 40 anos bem elevada, como é o caso do Brasil.

        Aliás, essa política recessiva vai fazer o exército ficar no RJ por muito tempo.

  5. Sr. CN, boa esta iniciativa de colocar temas econômicos.

    Não seria bom continuar com isso já que aproximam-se as eleições e os candidatos ainda não falaram sobre esse tema??

    Tem um que só fala em segurança.

  6. Desenvolvimentismo?! Industrialização?!

    Por acado a Suiça é uma nação industrializada? O Chile é uma nação industrializada? A Nova Zelândia é uma nação industrializada?

    Essa conversa de que um país é rico por ser industrializado é conversa de economista que sempre tem a velha ideia de querer no futura mais interversão estatal e leis burocráticas.

  7. Prezado Sr. RENATO,

    A nossa tese é de que um País Industrializado é RICO. ( Inglaterra, USA, Países Baixos, Alemanha, Japão, Escandinavos, etc. Nós não conhecemos exemplo de Pais Industrializado, principalmente se for de maioria de Empresas com Matriz no País, que seja pobre.
    E por que que a CHINA faz todo esse esforço de Industrialização?
    Porque quer ENRIQUECER, podes apostar.

    Agradecido por todos os Colegas que me honraram com Comentários, e sem criar polêmica com o senhor que me honra com Comentário, mas vejamos:

    Googlei e achei o seguinte:

    SUÍÇA Renda perCapita US$ 80.000 Alta.
    Setor Agro-Pecuário…………………….3%
    Setor Industrial…………………………..30%
    Setor Serviços ( princ. Bancos)…….67%

    CHILE
    Renda perCapita US$ 20.000 Média
    Setor Agro-Pecuária……………………4%
    Setor Industrial…………………………..32%
    Setor Serviços……………………………67%

    NOVA ZELÂNDIA
    Renda perCapita US$ 40.000 Alta
    Setor Agro-Pecuária……………………..7%
    Setor Industrial…………………………….26%
    Setor Serviços……………………………..67%

    BRASIL
    Passou por um pico de Setor Industrial de 22% do PIB em 1980, e decaiu para 11% do PIB, hoje ( dados do IBRE).
    Os 3 Paíse que o senhor citou são bem mais |Industrializados do que o Brasil, principalmente SUÍÇA ( Relógios, Armamentos, Equipamentos pesados Energia Elétrica ABB-Zurich, Indústria Química, Industria Bio-Química, Farmacêutica, Ind de Alimentos NESTLÉ, etc,etc.
    Há, se nós tivéssemos a Indústria da SUÌÇA no Brasil. Suíça não é só queijo, não.

    Abusos no Protecionismo, Planificação, interferência Política em Empresas Estatais e Mistas, etc, não invalidam a Tese.

    De qualquer forma, o que importa mesmo é ter a maioria das grandes Empresas COM MATRIZ NO BRASIL.
    Abração.

    • Discordo dos dados do Sr. Bertolotto. Sobretudo porque ele não informa a fonte.

      Por outro lado, mesmo que fossem dados verdadeiros, o que não é, até prova em contrário (fontes), isso nada tem a ver com ‘desenvolvimentismo-nacionalista-de-matriz-getulista’.

      Alguém imagina uma Nestlé no Brasil? Em Ituiutaba. MG. tem uma fábrica que conheci. O gerente também. Ele gastava mais tempo brigando com a burocracia do que qualquer outra coisa.

  8. Parabens, metre Bortolotto.

    -Diuturnamente são apresentados os problemas crônicos do Brasil na Tribuna da Internet. Todos nós já os conhecemos de cór e salteados.
    -Quem bom que, vez em quando, aparece alguém apresentando soluções, apresentando um rumo!

  9. Do ponto de vista demográfico o Brasil já não pode mais se considerar um país jovem, mas um país adulto.

    A representação gráfica da distribuição etária da nossa população já não é mais a “pirâmide” etária, pode ser descrita como um vaso bojudo.

    A taxa de natalidade caiu vertiginosamente de 4,1 filho por mulher em 1980 para 1,7 em 2017, abaixo da taxa de reposição de 2,1.

    Do ponto de vista da economia o dado fundamental é o seguinte:

    Com o aumento da expectativa de vida o Brasil está passando, de 2010 até 2020 por uma fase de transição de uma população jovem para velha, o chamado “bônus demográfico”: a concentração da população na faixa economicamente ativa (até 64 anos), quando em tese haveria mais gente produzindo, consumindo, gerando riqueza e poupando (contribuindo para a previdência).

    Só que não: mais de 20% dos jovens de 19 a 24 anos integram hoje a geração “nem-nem”: nem trabalham nem estudam, e o “bônus demográfico”, pelo qual os países passam uma vez na história foi pro ralo.

    A própria ONU alerta para isso e considera que a única forma de superarmos essa perda da oportunidade é com um acentuado crescimento da produtividade.

    Os países asiáticos, por exemplo, viveram na década de 80 um acelerado processo de bônus demográfico, investiram na educação dos jovens e deram um grande salto econômico, quando foram chamados de “tigres asiáticos”: Japão, China, Singapura e Coréia do Sul.

    Só com muito esforço e superação poderemos descontar esse atraso, um gap histórico e uma dívida imensa com os nossos jovens.

  10. “A nosso ver, esta eleição precisa ser vencida por um candidato desenvolvimentista, que faça o resto das reformas”. (Bortolotto).

    Quais seriam? Em princípio seriam reformas que expressassem transparência, fundadas em auditorias e debatidas no Congresso Nacional. Seria o começo para o crescimento entre 4% a 6%. Senão o modelo, pelo menos a lembrança de que seria algo que espelharia a década de 70% com o Delfim Neto.

    Uma juventude pujante que geraria emprego, produção e renda, alimentando projetos de industrialização capaz de diminuir a desigualdade de renda, é o caminho.

    E as estatais? Estas são bebês que devem ser preservados a todo custo. São, pela própria natureza, coisas boas, apenas a água suja da corrupção, de planos que não deram certo, antro de partidos políticos, isso tudo é água suja que deve ser jogado fora, preservando as ‘brás’.

    “O fato é que países agrários e fornecedores de matéria-prima vegetal/animal/mineral, produzem uma renda per capita máxima de US$ 6 mil por ano. Países Industrializados, que abrigam subsidiárias de empresas transnacionais, são dependentes, mas melhoram, chegando no máximo a uma renda per capita de US$ 20 mil.” (Bortolotto).

    Quanta bobagem, além de uma construção estranha. Pouco se sabe de onde vieram tais dados, mas digamos que tenha alguma valor. Ela implica, certamente, a ideia de ‘valores agregados’. Em vez de exportar o boi em pé, sai o produto pronto e selecionado para países consumidores.

    Corrigindo, a renda per capita no Brasil, segundo o Banco Mundial, é de US$ 8.649,95 para 2016. A da Coreia do Sul, referência por termos sido igual a ela na década de 90, é de US$ 27.538,81 para o mesmo ano, idem Banco Mundial. Não vai dar, claro. Ou melhor, dará, com esforço de imaginação.

    Quanto à afirmação de que “O Brasil está a meio caminho, com renda per capita de US$ 11 mil, para haver o “pulo do gato”, só se industrializando com criação de maior número de grandes empresas com matriz no Brasil. Aí chegamos a uma renda per capita como os EUA (US$ 60 mil) e até mesmo como os países escandinavos (US$ 90 mil).”

    Minha lupa indica que há uma ‘pegadinha’ aí no meio dessa lorota: saltar de US$ 11 mil para US$ 60 ou US$ 90, por meio de industrialização com matriz nacional, será preciso mais do que um ‘gato que pula’, mas um foguete interplanetário, afinal, como é que seria possível empresas de matriz nacional produzir um resultado desses cujo montante de recursos seriam estratosférico, e o autor do artigo querendo alcançar a lula com recursos de ‘matriz’?

    O artigo do Bortolotto é puro delírio ideológico. E Ciro Gomes o canto de sereia da hora. É a expressão do ‘desenvolvimentismo nacionalista’.

    Noto sua expressão recorrente, ‘matriz nacional’.

    Em nenhum momento Bortolotto injeta o capital estrangeiro (mesmo sabendo que não há capital ‘nacional’ capaz de alavancar tudo o que ele sonha para o Brasil, chamo isso de ‘nacionalismo atávico rancoroso’) para viabilizar os grandes projetos de infraestrutura, e olha que ele nem fala de controle de inflação via manejo da base monetária e da política fiscal pelo estado.

    Este artigo é puro lirismo econômico. E há quem gosta e tem político por aí para vender essa ideia tosca.

    E se não der certo? Ora, pior para os fatos. A esquerda nunca deu bola para a história.

    Na próxima eleição eles bolarão outra estratégia de convencimento e venderão a mesma ideia com outro nome.

    A esquerda desenvolvimentista rançosa atávica não aprende nunca, é da natureza.

    • Perfeito, Eduardo. Eles sabem que não dará certo, mas vão ganhar muito dinheiro e poder na tentativa, e ao mesmo tempo, já vão preparando os culpados de sempre e a nova roupagem das mesmas ideias.

      • Leia o título do articulista Bortolotto: “Brasil precisa de um governo desenvolvimentista, que acelere a industrialização.”

        Isto é, a industrialização ocorreria se o governo fosse desenvolvimentista. O denominador comum, o fiel da industrialização seria o desenvolvimentismo.

        O substantivo aí vem envelopado no formato ‘desenvolvimentismo-nacionalista-getulista (novo)’ de matriz local.

        O olhar é para o próprio umbigo. Chama-se como testemunho empresas do porte da VOTORANTIM, WEG e TRAMONTINA.

        Trata-se da tentativa de gerar uma produção industrial e ampliar a infraestrutura, trazendo a participação ativa do estado (BNDES?), e levando a economia a aumentar o consumo.

        Quem tentou isso no Brasil?
        Os regimes autoritários, como a ditadura militar (depois que Roberto Campos pediu demissão do cargo de ministro do planejamento). Foi o auge do ‘milagre econômico’ com Delfim, em ambos os sentidos da palavra.

        No Brasil, foi aplicado tanto por regimes autoritários —como na ditadura militar do Brasil (quando houve o “milagre econômico”) e no governo de JK também, o ‘gastador da república’, — mas este presente nos primórdios do Estado Novo.

        Finalmente a mesma ideia apareceu mais tarde com a chamada ‘matriz econômica’ de Guido Mantega, durante o o governo Dilma Rousseff.

        O mundo gira e a Luzitana roda, mas a esquerda desenvolvimentista só consegue, no máximo tirar um pouco da poeira de suas ideias antiquadas.

        O mundo é outro, mas a peça da entrada do museu da economia quer sair do amparo do museu de cera de Madame Taussauds para a realidade.

        Vai derreter ao primeiro sol da modernidade.

  11. Prezado Sr. EDUARDO,

    Que bom que o senhor nos faz uma crítica que nos faz pensar.
    Se o senhor diz que o Desenvolvimentismo, Nacional-Desenvolvimentista, com a predominância de Empresas Estatais como foi o VARGUISTA, ou com abertura ao Capital Internacional como foi o do Presid. JUSCELINO KUBITSCHEK, ou do Período Autoritário da Revolução de 64 sob coordenação do brilhante Econ. DELFIM NETTO, ( principalmente Governos COSTA E SILVA e MÉDICI), então suponho que o senhor considera mais produtivo o Modelo Neo-Liberal Laissez-Faire, que vigorou no Brasil em todo o Século XIX e até 1930 do XX, e que nunca nos tirou de ser uma grande Roça de Café, Cana de Açúcar e criação de gado, com Analfabetismo de mais de 60% – 70%, e baixíssimo Padrão de Vida. É claro que não, né.

    O último Governo Neo-Liberal Laissez-Faire foi o do PSDB ( Presid. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO), ( A Era VARGAS ACABOU), e a prática mostrou que foi um “retrocesso de 80 em 8 Anos “,como diz com pouco de exagero o grande Jornalista Sr. HÉLIO FERNANDES. Tanto é que depois disso já perdeu 4 Eleições Presidenciais e não ganhará mais nenhuma.

    Eu me defino como NACIONAL-DESENVOLVIMENTISTA PRIVATISTA de Matriz no Brasil ( As principais Empresas devem ter Matriz no Brasil) em suma, um DIREITISTA ” LACERDISTA”, Filosofia Econômica que a nosso ver, corrige os defeitos do Estatismo VARGUISTA.

    Mas entre o Estatismo VARGUISTA ( Nacional-Desenvolvimentismo), mesmo com os seus Defeitos de interferência Política nas Estatais e Mistas, excesso de Protecionismo e falta de concorrência INTERNA, etc, etc, e o NEO-LIBERALISMO LAISSEZ-FAIRE, eu fico com o primeiro, o Nacional Desenvolvimentismo de predominância Estatal VARGUISTA, mesmo com seus defeitos.

    Claro que o que escrevi acima, de visarmos a Renda PerCapita dos EUA (US$ 60.000) é um ideal. Dificílimo de atingir, mas não impossível.

    Abração.

    Abração.

    • Não é a primeira vez que esse parágrafo aparece em seus textos, “então suponho que o senhor considera mais produtivo o Modelo Neo-Liberal Laissez-Faire, que vigorou no Brasil em todo o Século XIX e até 1930 do XX, e que nunca nos tirou de ser uma grande Roça de Café, Cana de Açúcar e criação de gado, com Analfabetismo de mais de 60% – 70%, e baixíssimo Padrão de Vida.”

      Só que ele não tem fundamento. É uma espécie de grito rouco da esquerda. Fica muito bonito em uma bandeira na Candelária.

      Talvez alguns economistas da UNICAMP arriscariam, ainda que meio acanhados, levanta-la.

      Mas é uma bandeira, melhor ainda, um banner.

    • “Claro que o que escrevi acima, de visarmos a Renda PerCapita dos EUA (US$ 60.000) é um ideal. Dificílimo de atingir, mas não impossível.”

      Se você afirma, agora sim, com clareza mediana, que é um ideal, em economia opera-se com ideal? Não conheço nenhum idealista, exceto os da esquerda festiva, que viriam a pública abonar idealismos à custa de dinheiro alheio, impostos alheios, e políticas que as ‘brás’ já demonstraram falidas e vão continuar falindo o país porque seus autores, mentores e gestores não conseguem pensar em outra coisa.

      Eu jamais brincaria de idealismo, se economista fosse, com o orçamento do estado.

      Ou você acha que o Dr. Ilan Goldfajn, atual presidente do Banco Central do Brasil, é figura que acorda com alguma ideia maluca na cabeça e julga experimenta-la no Brasil via BC?

    • “Eu me defino como NACIONAL-DESENVOLVIMENTISTA PRIVATISTA de Matriz no Brasil ( As principais Empresas devem ter Matriz no Brasil) em suma, um DIREITISTA ” LACERDISTA”, Filosofia Econômica que a nosso ver, corrige os defeitos do Estatismo VARGUISTA.”

      Matriz no Brasil? Faça uma lista, vamos ver. Que tal começar com a indústria automobilística. Dê uma passadinha pela siderúrgica. A EMBRAER, que a esquerda-nacionalista-desenvolvimentista teima em traze-la de volta ao redil estatal (Santo Deus!) não querem nem saber do acordo com a EMBRAER.

      O petróleo? Você acha mesmo que seria possível a Petrossauro colocar 30% em cada poço furado? Você tem noção do montante disso?

      Vou aos EUA todos os anos. Na mão dos empresários é menos da metade do valor da Petrossauro aqui! E olha que a Petrossauro é chamada de nacional! Se eu morasse ao lado de Cidade Del Este, eu compraria a mesma por metade do preço.

      Tudo que o estado põe a mão é fria. Deveria cuidar de saúde e educação e com reservas.

    • “O último Governo Neo-Liberal Laissez-Faire foi o do PSDB”.

      Não há governo liberal nem nunca houve governo liberal no Brasil. O que existe aqui e sempre existiu, foi mercantilismo de Estado que a esquerda quer manter com o nacional-desenvolvimentismo.

      Aliás, o Laissez-faire é muito bom. Aquele que simboliza o liberalismo econômico (o Brasil nunca conheceu liberalismo econômico, nunca), na versão mais pura de capitalismo (nem capitalismo existe por aqui) de que o mercado deve funcionar livremente.

      Em um país onde o Estado manda em tudo, determina tudo, mexe em tudo, altera tudo, impõe regras as mais estúpidas, onde a política é aquela feita de balcão e o PT é o mestre alas, você acha que pode falar em governo liberal?

      Escreva aí, Bortolotto, se a esquerda ganhar essas eleições, teremos mais ingerência estatal para não botar defeito.

      O ‘desenvolvimentismo’ de que você é adepto, é, como disse certa ocasião Roberto Campos, igual mamilo de homem, não serve para nada e ainda não tem nem beleza estética.

  12. Caro Flávio José Botolotto,
    Se não me engano, uma multinacional, instalada nos EUA, para mandar o lucro para sua matrix, paga um imposto de 30%%, o que não acontece no Brasil, podendo mandar 100% do seu lucro.
    Um abrraço

  13. Prezado Sr. NÉLIO JACOB,

    Eu não estou bem por dentro da Tributação Americana, mas é bom possível que seja isso mesmo, lá eles exigem mais na Remessa de Lucros para a Matriz, do que Nós.

    Por outro lado, tem uma certa lógica, porque os EUA são disparado ainda o maior Mercado do Mundo, tem a Moeda Internacional o US$ Dollar, uma Estabilidade Jurídica a toda prova e podem exigir bem mais do que Nós.

    Se Nós exigirmos muito, não vem Ninguém.

    De qualquer forma, repito, o mais importante de tudo é o Governo e a Sociedade fazer de tudo para o Brasil ter o máximo de Empresas com Matriz no Brasil.

    Abração.

    • “De qualquer forma, repito, o mais importante de tudo é o Governo e a Sociedade fazer de tudo para o Brasil ter o máximo de Empresas com Matriz no Brasil.”

      Meu caro Bortolotto,
      Seu equívoco espelha-se aqui. ‘fazer de tudo’ e o ‘mais importante’ seria empresas de ‘matriz’ no Brasil, você não consegue montar uma lista, de quem arriscaria um amadorismo econômico desses.

      Pense em 10 empresas, use o critério da revista FORBES. Dentre as 20 primeiras da lista, escolhi estas:

      ICBC China
      China Construction Bank
      Berkshire Hathaway
      JPMorgan Chase
      Wells Fargo
      Agricultural Bank of China
      Bank of America
      Apple
      Toyota Motor
      AT&T
      Citigroup
      ExxonMobil
      General Electric United
      Samsung Electronics

      Não tem uma única brasileira. Você acha mesmo, Bortolotto, tirando seus sonhos e devaneios ‘desenvolvimentistas’, que estas companhias cujo valor de capital é maior do que o PIB nacional, estariam interessadas em submeter a um governo brasileiro que amanhã mudará as regras do jogo?

      É muito sonho e devaneio seu. A ideia de ‘matriz’ é algo que não existe mais no mundo moderno.

      Não canso de lembrar aos meus alunos que o computador que usam é uma tremenda de uma conquista graças ao desaparecimento de uma ‘matriz’, que eu chamo de burrice nacional.

      Essa lei, 8.248/91, concedia incentivos fiscais para empresas do setor de tecnologia (áreas de hardware e automação), para que investissem em pesquisa e desenvolvimento. Era a tentativa burra de criar uma inteligência nacional. Alguém lembra da COBRA? Ainda hoje, com toda a parafernália informática ainda tem tente que acredita que nós perdemos a grande ‘matriz’ nacional abolindo essa lei. O meu computador é um Mac. Quantos anos levaríamos para produzir um computador com a marca ‘brás’ desses? E em chegando lá, a Apple estaria onde?

      Eu desconfio que os ‘desenvolvimentistas’ carregam com eles o ranço do medo, o pavor de ‘alguém vir e tomar’.

      Roberto Campos certa vez escreveu, referindo-se ao petróleo:
      “Petróleo é apenas um hidrocarboneto e não ideologia”.

      Se deixar lá no fundo do mar com medo da Exxon vir e os EUA ‘tomar’, vai continuar uma riqueza enterrada para sempre.

      A verdadeira riqueza é aquela que gera dividendos para seus beneficiários brasileiros, e não amparo a algum modelo ideológico.

      Pouco importa de onde o dinheiro vem, desde que me traga o produto da riqueza que ele gera.

      A esquerda é um atraso no Brasil, e sua ideologia fere de morte a nação.

      E corremos o risco de Ciro ganhar, Bolsonaro levar, e outros idiotas de plantão.

      • Prezado Sr. EDUARDO,

        O senhor insiste em me classificar como Esquerdista, defensor do Modelo Nacional-Desenvolvimentista ESTATISTA do grande Presidente VARGAS (1930-1945) (1951-1954).

        Reafirmo, sou DIREITISTA ( defensor do Regime Capitalista que é de longe o mais Produtivo), ou seja, de um NACIONAL-DESENVOLVIMENTISMO PRIVATISTA com possibilidade de certas Empresas Estatais estratégicas, ideias defendidas pelo grande Governador CARLOS LACERDA.

        O senhor me pede uma Lista de Empresas Industriais Ideais para o desenvolvimento do Brasil, as de Matriz no Brasil. Aqui vai:

        Grupo Votorantim ( ERMÍRIO DE MORAES) Cimento, Alumínio, Energia Elétrica, etc.
        Grupo KLABIN, madeiras, celulose, papel, etc
        WEG (motores elétrico, sistema de comandos elétricos, transformadores, etc.
        Grupo RANDON ( Semi-Reboques, implementos para Transporte, etc.
        Fundição TUPY ( Blocos de Motores, fundidos em geral, etc.
        Baterias MOURA.
        TRAMONTINA SA, etc, etc.
        Enfim, essas por terem Matriz no Brasil desenvolvem Tecnologia Nacional e Capitalizam 100% aqui no Brasil.

        Confirmo:
        Entre o defeituoso Nacional-Desenvolvimentismo VARGUISTA e o Neo-Liberalismo Laissez-Faire fico disparado com o Nacional-desenvolvimentismo VARGUISTA, de tão ruim que é para Nós o Neo-Liberalismo Laissez-Faire.
        Abração.

        • Não me recordo de tê-lo chamado de esquerdista. Mas afirmei que o ‘desenvolvimentismo-nacionalista’ é coisa de esquerdista. Se a carapuça serviu…

          Da direita, também nunca me referi em meus comentários contrapondo-os ao seu.

          ‘Direita’ (pejorativo) é o Bolsonaro, por exemplo. Acho que você não é da direita nem no sentido pejorativo e nem do antigo PFL, certo?

          Se farejo posição ideológica, provavelmente seu candidato é Ciro, esse sim, esquerdista da gema da conveniência que vai afundar o país com seu ‘desenvolvimentismo’ troncho.

          Quanto às empresas:
          GRUPO VOTORANTIM , esta é genuinamente nacional atuando em mais de 20 países (multinacional) em metalurgia, siderurgia, celulose, etc. A VOTORANTIM, porém, nunca foi adepta da ideologia desenvolvimentista-nacionalista. Os Hermírio de Moraes estão mais para liberais da industrialização do que esquerdistas ou direitistas, desenvolvimentistas e outros ‘istas’. Antonio era um nacionalista da gema, mas não era amante da turma de economistas da UNICAMP. Nunca foi.

          A WEG é uma das maiores fabricantes de motores elétricos do mundo, detendo cerca de 14% do mercado americano. As principais concorrentes são a alemã Siemens, a suíça ABB e a francesa Schneider Electric. É uma empresa notável e começou familiar. Nada tem a ver com ‘desenvolvimentismo-nacionalista’. Ela é tão antiga que nem a UNICAMP existia e a ideologia ‘desenvolvimentista’ tosca nem nascida era.

          Estas e as outras mencionadas por você são genuinamente nacionais, e a ideia de ‘matriz’ é conceito enfiado goela abaixo nelas. Pelo fato de serem nacionais, nada indica o caráter de ‘matriz’ para a ideologia que seu artigo se serviu. Não existe tecnologia genuinamente nacional se elas querem operar no mercado internacional como realmente fazem.

          Estou criticando a ideologia nacionalista-desenvolvimentista de matriz getulista como foi mencionado, ainda que esse ‘getulismo’ aí tenha sido modernizado. Não foi. Getúlio era um ditador, anti-democrático e a CLT é uma tragédia.

          O mundo hoje não comporta mais essas empresas ‘familiares’ como citadas em relação à ideia de ‘matriz’, bem entendido. O mundo está profundamente interligado e o desenvolvimentismo é um entrave, pois é tentativa de ressurgir o que foi uma época e nunca funcionou.

          A própria palavra e conceito, ‘industrialização’, marcou um época. Estamos para ‘inteligência artificial’, ‘nanotecnologia’, e por aí vai.

  14. Mestre Bortolotto,

    A Economia no Brasil virou um assunto filosófico, e não matemático.

    Os inúmeros planos econômicos que tivemos nas últimas décadas se eficientes, teriam tido a capacidade de nos alçar para patamares muito melhores daquele que nos encontramos, inferior.

    Se a tua ideia para o Brasil se desenvolver é nacional-desenvolvimentista-privatista, tens plena razão.

    O problema será encontrarmos entre o empresariado quem esteja disposto a seguir a tua política econômica, que requer brasileiros efetivamente interessados no país e preocupados com o povo.

    Por outro lado, se necessitarmos de ajuda do capital internacional, dificilmente o investidor concordará que o país faça seus investimentos cujas matrizes sejam nacionais, haja vista que a intenção será sempre a especulação, ser volátil, e atendendo “interésses” específicos, como dizia Brizola, e onde não estamos presente.

    Penso que um plano de expansão de nossas indústrias, de melhorias e facilidades para o agronegócio, de controle efetivo sobre nossas jazidas, de encontrarmos meios de exportarmos não só nossos commodities, mas produtos industrializados, e acordos de repasse de tecnologia se comprarmos mercadorias estrangeiras que não detemos tal avanço – aviação, eletrônicos, ciência -, acredito que o desenvolvimento seria consequência.

    O problema é que nossos governantes só se preocupam com política e, o empresariado em boa parcela sonegar impostos, enquanto a minoria sustenta o país com seus tributos, além de o povo ter uma carga tributária insuportável!

    Logo, muito antes deste teu plano econômico elogiável, sensato, teríamos de mudar a mente de quem comanda esta nação.
    No entanto, esta seria a tarefa que, a meu ver, deveria ser destinada a Hércules, que aumentaria seus doze trabalhos e plenamente concluídos, para 13!

    Curiosamente, o número do partido que nos fez retroceder no tempo, que nos roubou escandalosamente e de forma incalculável nossas estatais, fundos de pensão, empréstimos consignados, BNDES … e cujo resultado é esse desemprego absurdo, inadimplência jamais vista, juros extorsivos, e um povo sem futuro.

    Um forte e caloroso abraço.
    Saúde e paz, mestre Bortolotto.

    • “Por outro lado, se necessitarmos de ajuda do capital internacional, dificilmente o investidor concordará que o país faça seus investimentos cujas matrizes sejam nacionais, haja vista que a intenção será sempre a especulação, ser volátil, e atendendo “interésses” específicos, como dizia Brizola, e onde não estamos presente.”

      Perfeito.
      Afinal, “o investidor [dificilmente] concordará que o país [Brasil?] faça seus investimentos cujas matrizes sejam nacionais”, posto que o investidor não investe em ideologia, sobretudo nacionalista, que ao fim e ao cabo surrupiará o investimento.

      O próprio autor do comentário reconhece que o investidor estaria aqui para especular.

      Não ocorreu ao comentarista lembrar que um sem número de empresas de grande porte (estrangeiras) estão aqui há pelo menos 40 anos. Especulando?

      A facilidade com que esse pessoal joga com as palavras, sem amarra alguma, chega causar espanto na lógica supostamente construída.

      Digam-me, se faltar investimento para os grandes investimentos, vocês pensam em rolar a maquininha de gerar Real, ou vão mesmo apelar para aquela campanha “Ouro para o Bem do Brasil’?

  15. Prezado Sr. FRANCISCO BENDL,

    O senhor entendeu bem meu ponto de vista.

    O melhor para um País dar Bom Padrão de Vida para o Povo são:

    1º – Nacional-Desenvolvimentismo Privatista com maioria de Empresas de Matriz no País, que os Jornalistas chamam LACERDISMO.

    2º – Nacional-Desenvolvimentismo Estatista, que os Jornalistas chamam VARGUISMO.

    3º – Neo-Liberalismo Laissez-Faire, que é o que rende menos, provado pela nossa História de nosso País e no Mundo Todo.

    Obs: Não existe Modelo Puro, só aproximações.

    Abração.

    • “Não existe Modelo Puro, só aproximações.”

      Sabias palavras. Mas pode existir escolhas que no nascedouro nascem marcadas pelo desastre.

      O ‘desenvolvimentismo-nacionalista-de-matriz-getulista-modernosa’ é o modelo puro do insucesso.

      O gozado é que no passado tentaram algo semelhante, falharam. Agora tentam repetir e falharão de novo com Ciro.

      Quem procura modelo puro? Que eu saiba somente aqueles que imaginam uma sociedade típica do comunismo e socialismo.

      Aliás, a Venezuela inaugurou esse tipo de sociedade, o ‘socialismo do século XXI’.

      Quem paga a conta? Ela certamente virá.

      Quando o desenvolvimentismo morreu por inanição, ninguém veio a público calcular o prejuízo. Aliás, a esquerdopatia nunca faz cálculos, ela sempre deixa para os outros a conta a pagar.

  16. A ânsia de mostrar conhecimentos sobre a matéria abordada, pecou pela pressa e falta de atenção ao texto do autor do artigo e a minha opinião.

    O meu comentário está claro quando afirmo que, se dependermos do capital estrangeiro, a ideia nacional-desenvolvimentista-privatista, tende a não lograr êxito.

    Muito diferente, se incentivarmos a indústria nacional e obtermos repasses de tecnologia mediante aquisição de material de alta sofisticação.
    Por exemplo, aviões de caça, submarinos, navios de guerra, eletrônicos, e a ciência.

    Se somos donos da Petrobrás, Embraer, Correios, bancos muito bem consolidados, empreiteiras de qualidade – independente dos roubos praticados e apontados pela Lava Jato -, e várias outras indústrias que poderiam aumentar A PRODUÇÃO E CONTRATAR mais gente, o agronegócio, que nos saímos muito bem, da mesma forma mais incentivado, a ideia deste projeto é viável, factível, pois se não temos a Toyota, temos Ford, VW, GM, Fiat, Renault, Peugeot, Citroën, além de minério de ferro, petróleo, jazidas importantes, e terras imensas que podem nos dar uma produção em grãos muito maior!

    Mais:
    Poderemos sacudir a piscicultura, tanto nos rios quanto no mar;
    Temos ótimas instalações para a construção de navios e plataformas marítimas …

    Enfim, dependerá de quem será o presidente e o congresso que iremos eleger, mas que o Brasil ainda é viável não resta dúvida.

    • Li seu comentário e transportei o mesmo delírio para a Constituição de 1988. Esta, a maior impostura inventada.

      Ou, na opinião de de Guzzo, “seguramente, uma das mais estúpidas jamais criadas em qualquer país do mundo, uma espécie de pacto de suicídio coletivo capaz de travar o funcionamento das mais poderosas, ricas e eficazes nações que já se organizaram na história da humanidade.”

      Lembrei-me também da canção do exílio de Gonçalves Dias, “Minha terra tem palmeiras…”.

      O Japão não tem uma gota de petróleo, não produz um décimo da agricultura brasileira, vive cercada de maremotos e é a terceira maior economia do mundo.

      Há 500 anos sabemos de tudo que o Francisco canta, e o resultado é trágico à luz do que ele propõe.

      Sonhar ainda não paga imposto, e quanto mais o sonho avança, mais lindo fica.

      Agora, seria muito bom se se combinasse com os russos. Caso contrário o petróleo vai ficar quietinho lá no fundo do poço e ainda pagaremos pelo hidrocarboneto mais caro do mundo na bomba.

      Talvez uma maneira cínica e perversa de dizer que o ‘petróleo é nosso’.

  17. O que me causa espanto é que mentes brilhantes em economia, professores, inclusive, deixam de propor as suas ideias para salvar o país da situação que se encontra.

    Donos da verdade, de fórmulas que nos levariam para o desenvolvimento, críticos contumazes do sistema e de quem opina diferentemente de suas teorias, omitem-se quando deveriam levar seus pensamentos para os responsáveis pela área econômica brasileira.

    Os comentários sobre o plano de Bortolotto foram calcados somente na sua impossibilidade de execução, e recebendo críticas contundentes a respeito.

    Igualmente fui contestado, como se eu não soubesse que o Japão não tem petróleo, e se trata de uma das maiores economias do mundo.

    No entanto, o crítico feroz não apresentou uma sugestão que fosse para sairmos desse atoleiro.
    Nada.

    Ora, assim é muito fácil.
    Manipular bem as palavras e escrever com qualidade, admito que se trata de um talento admirável, mas e o conteúdo?

    Inócuo, vazio, sem ideias, apenas e tão somente textos eivados de superioridade intelectual e de conhecimentos, menos para apresentar uma ideia por mais ridícula que fosse!

    Falta de coragem?
    De se expor aos comentários alheios?
    Ou porque a função é somente criticar, depreciar, menosprezar os registros alheios?

    Se ainda tivéssemos o plano do mago na economia, poderíamos fazer as comparações, e especialistas nesta área diriam qual seria o melhor para se colocar em prática mas, a omissão ou o receio nos privou de analisar o plano que seria então perfeito!

    Bom, pelo menos do alto da minha ignorância, imagino que temos saída, solução, e com bases exatamente no que propõe Bortolotto. pois o teu desconheço.

    E, convenhamos, não tenho 500 anos para cantar as tragédias conhecidas pelo que propus, haja vista eu ser vítima, e não autor de como os governantes tratam esta matéria.

    Agora, os sábios, os mestres, os grandes censores econômicos fizeram nestes cinco séculos o quê?!
    Apenas analisaram os efeitos de políticas ruins neste aspecto?
    Somente levaram em conta os resultados?
    Por que não tentaram corrigir o curso que se encaminhava errado para o correto?

    Enfim, aceito a crítica porque não sou especialista no ramo, logo, defendi e acatei o que escreveu Bortolotto.
    Agora, lamento que eu não pude ler a ideia do contestador, umazinha, nada, apenas uma chuvarada de avaliações que teve como intenção humilhar a ideia proposta.

    Talvez uma maneira cínica e perversa de dizer que, eu é que sei, e vocês não sabem nada!

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