Briga interna: Interferência de Pimentel na eleição do PT mineiro desagrada Patrus e Dulci

Isabella Lacerda

A ausência de nomes da ala Articulação, liderada pelos ex-ministros Luiz Dulci e Patrus Ananias, no evento de posse do novo presidente do PT de Minas, Odair Cunha, no último sábado, gerou insatisfação e críticas entre os integrantes do partido. Agora, a tão prometida união interna para a disputa pelo governo de Minas no ano que vem parece ainda estar longe de acontecer.

Nesse domingo, os petistas trocaram farpas nos bastidores e apontaram para uma possível dificuldade de se obter consenso interno. De acordo com uma liderança do PT, que preferiu o anonimato, as desavenças internas tomaram forma durante a disputa pela presidência estadual do PT, quando dois nomes lançados por lideranças de peso do partido bateram de frente: de um lado, o deputado federal Odair Cunha, e, do outro, a secretária de Finanças da legenda, Gleide Andrade.

“Tinha um combinado de que na eleição do presidente do partido não haveria interferência direta do ministro Fernando Pimentel, mas isso não aconteceu, o que acirrou os ânimos”, argumentou.

Pimentel é dado como nome certo para a disputa estadual em 2014, mas as desavenças internas podem tirar dele o apoio unânime. “Todas as alas têm dito que ele deve ser o candidato. Ele tem esse apoio, mas o clima interno na disputa pela direção pode complicar isso”, completou o petista.

O vereador de Belo Horizonte Arnaldo Godoy (PT) declarou  ter ficado “desapontado” com a ausência de nomes importantes na posse de Odair Cunha. “Achei lamentável e afirmei isso durante o evento. Eu estava lá, era um momento de união nossa, e isso não se mostrou. Acho que isso é sim consequência da disputa interna pela presidência do PT, mas não queremos que isso tenha reflexo em 2014”, argumentou Godoy.

O também vereador Pedro Patrus assegurou, porém, que as ausências “não foram orquestradas”. “Ainda terá um outro evento de posse, um evento maior. Ontem não foi assim tão importante, foi mais protocolar”, ressaltou. “Na hora da eleição, o partido estará unido. É assim que acontece”, garantiu. (transcrito de O Tempo)

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