Brizola, herói, na Justiça da História

Brizola era o inimigo número um da ditadura militar

Sebastião Nery

RIO – No fétido campo de concentração do Exercito no Barbalho, em Salvador, depois do golpe militar de 1964, o coronel depois general Guadalupe Montezuma e seu cachimbo inglês chegaram de Pernambuco para fazer o IPM baiano e queriam saber mais de Brizola do que de mim:

– Nesse mês em que o senhor esteve clandestino entre o Rio e a Bahia, depois do 31 de Março, até ser preso aqui, teve noticias de Brizola? Ele está organizando uma força militar para invadir o Brasil.

– Coronel, aqui preso não sei nem o que Lomanto está fazendo.

– E antes de ser preso? Eu quero é saber o que o senhor sabe de Brizola. Ele hoje é nosso maior inimigo. O Jango é rico, vai cuidar da vida dele. O Arraes está em Fernando de Noronha. O Prestes já deu sua palavra aos comunistas para não repetir o erro de 1935. Brizola, não. Vai lutar até o fim. Nos desafiou em 61 e ganhou a posse de Jango. Agora foi apanhado de surpresa, não teve como reagir. Mas não ficará satisfeito com os discursos violentos que o senhor e outros amigos dele fizeram nas rádios Mayrink Veiga e Nacional. Esse é o nosso inimigo. E o senhor é aliado dele.

– Politicamente, sim. Mas não acredito em insurreição no Brasil contra o poder militar. Aqui, desde a Monarquia e a Republica, e em 1930, 35, 37, 45, 61, agora, as soluções sempre foram militares. Os civis só voltarão com um paciente trabalho político no dia em que os militares se dividirem. Sempre foi assim. No Brasil, os civis que quiseram enfrentar militares com armas se deram mal: Antonio Conselheiro e Lampião.

O coronel repousava a cabeça na cadeira alta e tragava silenciosamente seu cachimbo, com um sorriso maroto:

– Deputado vim ouvi-lo e estou ouvindo a pregação de um derrotado.

– Inconformado com um governo militar estou. Não dará certo. Mas insurreição civil não. Passei oito anos com os padres e oito com os comunistas. Aprendi que na historia é preciso muita paciência. Brasileiro só briga atrás de militar. E Brizola não tem militar.Tinha o general Assis Brasil, o do “dispositivo”que Juscelino disse que era um “supositório”.

Não gostou da piada, fechou a cara, levantou-se, saiu. Agora, a presidente Dilma pôs Brizola no Panteon dos Heróis. A justiça da História.

O CORONEL

Em 1964, o coronel deve ter ido limpar o cachimbo. Voltou:

– Foi bom o senhor não querer me enganar e negar suas ligações com o Brizola. Em três anos de seu jornal, o único político com quem o senhor fez uma grande entrevista, com enorme foto na capa e duas paginas lá dentro, foi ele. Nos seus discursos na Assembleia, o senhor não elogiava o Jango e ainda bem que não elogiava o Prestes. Só elogiava e defendia o Brizola. E ele nem é de seu partido. É do PTB. O senhor sempre foi do Partido Socialista. Está vendo como pesquisei sua vida? Por isso mesmo tenho certeza de que, quando sair daqui, o senhor será aliado dele.

– Aliado político, sim, coronel. Mas esse será um processo longo. Me desculpe, mas o que houve no Brasil foi um golpe militar. Um dia haverá anistia e novamente uma vida política normal, com eleições. No Brasil, depois da ditadura de Getulio e em todos os países acontece assim. Nessa hora, aparecem ou reaparecem os herdeiros da democracia. Na França, foram De Gaulle e Mitterrand. Na Yugoslávia, Tito. Quem será no Brasil? Prestes, nunca. Comanda um partido internacional. Jango já foi presidente, não é um dirigente determinado. Arraes é muito concentrado no Nordeste. Sobrarão dois lideres nacionais, se estiverem vivos : Juscelino e Brizola. E Brizola tem mais chance de esperar, por ser mais novo. O líder nacional mais importante que surgirá, quando a democracia voltar, se estiver vivo, deverá ser Brizola. Tem a melhor biografia e imagem.

O CACHIMBO

Enquanto ele me deixava falar, fui falando. Interrompeu:

– Estou quase me arrependendo de lhe haver dito que iria pedir o fim de sua prisão. Mas meu IPM é sobre a Bahia e o senhor está em vários IPMs do Rio, Minas, rádios, UNE. Vou deixar essa historia de Brizola para resolverem lá. Mas não se engane. Vamos ficar de olho no senhor e nos aliados do Brizola. O senhor sabe que ele é nosso maior inimigo.

Fez um discreto elogio à minha “lealdade” e mandou embora. Bons tempos em que havia coronéis de cachimbo e ainda não havia tortura.

O GETULISTA

Um dia, em Brasília, anos depois, deputado do PMDB, não do PDT, encontrei o general Montezuma em um jantar. Elegantemente, me cobrou :

– Deputado, quando leio seus artigos hoje dizendo que o Brizola “no Rio não está sendo um democrata, mas um getulista”, fico lembrando de nossa demorada conversa em Salvador. Então era um “não democrata” que seria o “herdeiro da democracia”? Seu pecado era ser um brizolista.

24 thoughts on “Brizola, herói, na Justiça da História

  1. Brizola integrar o Panteão dos heróis da pátria é questão da mais pura e lídima Justiça. É comovente a sua histórica dedicação à causa da educação, num país de néscios, de analfabetos e semi-alfabetizados. De inocentes úteis e meros teleguiados. De cidadãos pela metade. Foram 6.000 escolas no RGS e 603 CIEPS no RJ. Projeto redentor, os Centros Integrados de Educação Pública, houvessem funcionado plena e normalmente como sabiamente planejado, uma nova geração de verdadeiros cidadãos brasileiros já haveria florescido. O belo projeto foi interrompido por um “homem público” ridículo, primário, estúpido e insuficiente que conseguiu eleger-se governador no ano de 1986 e que atende pelo nome de – perdoem-me a infeliz citação – Moreira Franco. Procurava uma qualidade em Dilma que, ao homenagear Brizola, proporcionou-me encontrar. Parabéns, Dilma , exclusivamente por isto !

  2. É verdade que esse Nery nunca foi flor que se cheirasse, a não ser que o cheirados esteja preparado para o fedor.
    Mas, justiça se faça, há dois aspectos a exaltar na personalidade desse baiano.

    O primeiro, menos importante, é o talento literário do Sebastião Nery. Seja verdade ou não o que ele venha a escrever tem sempre um sabor inigualável. SN possui um estilo inconfundível. O texto flui sem percalços. Ele nos coloca presente na ação que descreve. Os pormenores da descrição são tantos que até colocam em dúvida se pertencem à realidade ou ao campo da ficção. Mas, pouco importa. A leitura é agradabilíssima, justiça se faça.

    O segundo ponto a ser lembrado nesse curto texto do SN – e, esse, sim, o mais importante – é a pura verdade que ele nos trouxe em seu relato, como testemunha dos fatos: Brizola era o inimigo número um dos militares. Era, em verdade, o único que os preocupava. Os demais políticos de então, ao fim e a ao cabo, fariam “acordos” com o Poder Dominante. O que variaria seria o grau do acordo. Mas o velho Briza não fazia pacto com o demônio. Seu patriotismo não permitiria jamais.

    Ser inimigo número um daqueles golpistas é a maior honra que Leonel Brizola levou para o túmulo. Brizola era o inimigo número um dos inimigos número um do Povo.

  3. Acabei de sobreler o conteúdo do link mandado pelo Carlos Frederico Alverga. Cheguei à conclusão que peguei leve, muito leve, com esse canalha, safado, que é o Sebastião Nery, capaz de se vender por um cacho de bananas.

    A História reserva a Brizola o patamar de Herói da Pátria; ao Sebastião Nery reservará qual lugar?

    Nesse texto ignóbil, de autoria desse safardana, percebe-se que os que tiveram “coragem” de se opor com aparente ousadia, levantando infâmias contra LB – como a imunda “Revista (não) Veja” -, o fizeram quando Brizola jazia inerte no sepulcro.

    SN é um bandido como outro qualquer. Mas as lorotas que escreve são interessantes, quase machadianas, não posso negar.

  4. Oigres, Nery foi demitido da secretaria de cultura (se não me engano) do Município do Rio de Janeiro. Naquele momento Brizola governava o RJ com o município como capital. Ainda não tinha havido mudanças. Nery foi demitido por Brizola por ter no Natal dado um “monte” de Cestas de Natal para seus amiguinhos, gastando uma fábula para época. Isso em 1983. Depois disso inventou que Fidel chamava Brizola de “El Raton”. Espalhava aos quatro cantos que Joãozinho engenheiro filho de Brizola ganhava rios de dinheiro fazendo CIEPS. D’Ávila foi a Cuba fazer um entrevista com Fidel e Fidel prometeu que viria a São Paulo visitar Lula e faria uma visita a Brizola. Desde aquele momento Nery está proibido de entrar em Cuba. Renovaram a proibição quando há dois anos Nery noticiou a morte de Fidel. É um bom jornalista mas, seu caráter é rarefeito.

    • Corretíssimo, Aquino.
      Deveria haver lei contra quem pretendesse manchar o nome de um Herói da Pátria.
      Quem sabe, agora que andaram mexendo nessa lei, não seria o momento dessa inclusão?

      Afinal, se o país, por meio do chefe da nação, se manifesta dando esse título a alguém, é de supor que tenha o contemplado passado por diversos filtros. Como ficar impune um m… desses que intenta contra um Herói da Pátria?

      Será que na Inglaterra, se um boçal qualquer escrever besteiras contra Churchill, ou, na França, tentarem manchar a honra de De Gaulle, ou nos EUA despejarem idiotices contra Benjamim Franklin, prevalecerá a impunidade?

      Esse verme baiano deve se morder de inveja.

      Felizmente, Brizola é maior que isso tudo. E vamos em frente. O inimigo agora é o STF, personalizado no “Sinistro Barroso”, como bem batizou um colaborador.

  5. NADA CONTRA SE HOMENAGEAR BRIZOLA, MUITO PELO CONTRÁRIO! ALIÁS EM TERMOS DE HABILIDADE POLITICA ELE DAVA UM BANHO EM PRATICAMENTE 99% DOS POLITICOS MEDIOCRES DE HOJE E NA DILMA ENTÃO NEM SE FALA, ATÉ MESMO PORQUE ELA É UM POSTE JAMAIS FOI POLITICA E POR ISSO MESMO ESTÁ SENDO ESSA TRAGÉDIA QUE ESTAMOS ASSISTINDO.
    AGORA, FORÇAR A BARRA PARA DIMINUIR DE 50 PARA 10 ANOS APÓS A MORTE A HOMENAGEM AO BRIZOLA É SIMPLESMENTE RIDICULO! ATÉ MESMO PORQUE BRIZOLA, QUE NÃO ERA NENHUM BABA OVO IGUAL AO ATUAL PRESIDENETE DO PDT (O EU TE AMO DILMA!), LOGO DE CARA APÓS A POSSE DE LULA EM 2003 JÁ SE DECLARAVA OPOSIÇÃO AO BARBUDO QUE ESTAVA NO AUGE DE POPULARIDADE, RECÉM ELEITO!
    ALIÁS QUALQUER ATITUDE QUE VENHA DA PRESIDANTA DILMA, A RIDICULA, SÓ PODE SER MESMO RIDICULA(A CARA DA DONA)

  6. Infelizmente não temos mais políticos como Brizola, sem papas na língua, tinha peito, não era covarde, sofreu até o fim as investidas desta mídia perniciosa, aproveitadora, que se locupletam com bilhões de reais do erário público, era isto que impedia de Brizola ser presidente da república, esta mamata iria acabar, seria investido em educação, segurança e saúde, estes sim são prioritários para uma nação com justiça social.

    • Roberto,
      Concordo com o reconhecimento do nacionalismo do Brizola e de muitas de suas atitudes diante da política do toma lá da cá que sempre reinou no país! Sempre foi, antes de tudo um patriota sem qualquer sombra de dúvidas, e tendo essa sido a sua bandeira (e a sua força), conseguiu catalisar em si as consciências de todos os nacionalistas e patriotas no país, tornando-se uma reconhecida referência nacional.

      Entretanto, muitas vezes seu fervor nacionalista louvável o levou a defender com a mesma garra os ideais do comunismo, tornando-o muitas vezes uma figura contraditória e incendiária, em sua defesa de uma bandeira ‘justicialista’! Que Deus o tenha, mas na minha opinião, foi melhor para o país que Washington (e a mídia Global cooptada) não o tenham chancelado (apoiado) para leva-lo a presidência. Com seu temperamento, as consequências certamente seriam imprevisíveis para o país!

      Se o mundo fosse outro, e o país tivesse de fato a autonomia que vejo que a maioria por aqui acha que tem, certamente Brizola poderia ser um dos melhores candidatos a dar o empurrão para o progresso que precisamos, devido ao seu efetivo ‘fervor brasilianista’!

      Mas o mundo é muito diferente do que pensa a maioria . . .

  7. Este artigo e seus comentários causaram-me uma emoção inenarrável, mas também uma vontade de erigir uma humilde opinião.

    Brizola fez escola! Mas não uma, ou duas. Fez milhares! Talvez umas 6 mil, no RS, bastante singelas, de madeira, pintadas de verde.

    Mas depois seu pensamento evoluiu. E então fez diversas outras no RJ, porém arquitetonicamente muito melhores, e projetadas pelo Niemeyer. Sempre localizadas em pontos visivelmente estratégicos, claro.

    Bom, mas não é bem este o meu enfoque agora. Digo que fez escola no sentido de que deixou nobres seguidores.

    Dilma Rousseff, por exemplo! Estadista, vencedora de 2 fantásticas eleições, economista de mão cheia, oradora autodidata… Enfim, a pessoa mais capacitada para conduzir o ciclo venturoso de progresso no qual este Brasil vive atualmente.

    E há outros. Muitos outros! Mas agora só me veio repentinamente à mente a nobre figura de Carlos Lupi, que arduamente trabalhou ao lado da nossa governanta.

    Foi-lhe tão fiel que até declarou em público o seu amor à presidenta. Era obviamente uma figura de linguagem, significando amor à missão que lhe fora confiada. Mas que tristemente foi tomado por gozação pela imprensa golpista!

    Na verdade eu penso que os admiradores de Brizola deveriam reverenciar Lula e Dilma, estes novos líderes brasileiros, honestos, sérios, responsáveis por um Brasil maravilhoso, que constrói agora mesmo um futuro almejado pelo seu povo.

    E sei que haverá também, num curto prazo, espaços dignos e venturosos para que Carlos Lupi e tantos outros jovens líderes pedetistas tenham chance de realizar ótimas funções administrativas.

  8. Brizola, o herói dos traficantes dos morros cariocas! O tráfico agradece a não intervenção da polícia por lá! O que facilitou a negociação das drogas, principalmente para a sua filhinha mintchura! Mas pensando bem, até que não foi má idéia deixar o tráfico rolar solto e tranquilo somente lá nos morros, desde que não venham trazer violência para o asfalto. .. Pode ter sido essa a estratégia, será? Pode ser…

  9. Aproveitando um artigo do mesmo jornalista Sebastião Nery, de 2012, bem atual, da velha equipe corrupta da Rainha da França com a atual equipe dos pelegos mãos leves.

    Fernando, não se apequene”. (roube bastante para o projeto de 20anos no phoder).,
    eh1eh!eh!eh
    VIVE LA FRANCE..!!!!

    A VELHA E A NOVA ‘ARTE DE FURTAR’

    Sebastião Nery

    Quando Franco Montoro chegou ao governo de São Paulo, em 83, seu suplente Fernando Henrique assumiu o Senado na vaga dele, Mário Covas foi nomeado prefeito da Capital e José Serra super-secretário do Planejamento, uma espécie de primeiro-ministro estadual.

    Como na famosa marchinha do Clube dos Cafajestes, faltava um: Sérgio Motta. Fernando Henrique e José Serra puseram Sérgio Motta na Eletropaulo, para “operar”. “Operar”, na gíria do poder, quer dizer faturar. Sérgio Motta foi para a Eletropaulo faturar, arranjar dinheiro para o projeto político do grupo.

    Com sua gordura e sua garra, Serjão tinha experiência, e muita, de fazer dinheiro, sobretudo com o governo. Desde a AP (Ação Popular), pela qual Serra se elegeu presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), em 63, no congresso de Petrópolis, Serjão já era o tesoureiro do grupo.

    Quando Fernando Henrique foi para o Chile, com passaporte e portanto não exilado, e Serra também, sem passaporte e portanto exilado de verdade, Serjão, daqui, bravamente arranjava e generosamente mandava ajuda financeira para os dois. Quando Fernando Henrique se candidatou em 78 ao Senado, por nunca ter sido cassado, Serjão foi o tesoureiro da campanha dele.

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    COALBRA E ELETROPAULO

    No governo Figueiredo, a partir de 80, Serjão deu seu grande golpe. Conseguiu o apoio e muito dinheiro público com o general Golbery, e criou a Coalbra (Companhia de Álcool do Brasil), para montar usinas de álcool de madeira, importadas da União Soviética. Um dos diretores da Coalbra era o ministro Paulo Renato. A “thurma” de Fernando Henrique vem de longe.

    O vice-presidente de Figueiredo, Aureliano Chaves, coordenador, no governo, da área de energia, ficou contra o projeto por achar que, além de antiecológico e uma agressão ao meio ambiente, era um absurdo econômico produzir álcool de madeira em um País com tanta terra e tanta cana.

    Mas Golbery e Serjão conseguiram a aprovação do ministro César Cals, de Minas e Energia, e do presidente Figueiredo. Uma das usinas foi instalada, jamais funcionou um dia sequer e está lá, até hoje, em Uberlândia, como uma carcassa fantasma. O prejuízo do governo foi de mais de US$ 200 milhões.

    Nunca mais Serjão foi pobre nem fraco. Nem ele nem o grupo. Tinham descoberto o caminho das pedras públicas. Da Coalbra falida, Serjão pulou para a Eletropaulo, em 83. E passou a azeitar, mais ainda, o projeto político, econômico e financeiro da turma.

    Ele tinha razão, em seu último bilhete, a Fernando Henrique, à beira da morte: – “Fernando, não se apequene”. Justiça se lhes faça, diante do fácil dinheiro público eles nunca se apequenaram. E o PT aprendeu tudo com eles.

  10. No tempo da dita mole, Brizola e Dilma, como bons comunas, “sumiram” com a grana que iria financiar o terrorismo revolucionário. Primeiro, ele desapareceu com os dólares do Fidel; depois, ela sumiu a grana do cofre do Ademar. Hoje, Dilma, que nas palavras do Brizola “vendeu-se por um prato de lentilhas”, usa o velho mestre para irritar Lula e o PT.

  11. Essa crônica do Nery foi extraída do seu livro “A Nuvem, o que ficou do que passou”, e faz parte do capítulo do livro sobre Brizola. Já li esse capítulo, mas vou relê-lo nesse fim de semana e depois escreverei um artigo para o Tribuna da Internet sobre o seu conteúdo, para que os colegas do blog saibam o que Nery realmente pensa sobre Brizola.

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