Cabaré processa Igreja Universal e o juiz fica indeciso

Macário Batista
O Estado

Na belíssima cidade turística de Aquiraz, no litoral do Ceará, a cafetina Tarcilia Bezerra começou a expansão de seu cabaré, para aumentar suas  atividades que vinham em constante crescimento.

Em resposta, a Igreja Universal local iniciou uma forte campanha para bloquear a expansão – com sessões de oração em sua igreja de manhã, à tarde e à noite.

Mas o trabalho da ampliação e reforma progrediu célere até que, uma semana antes da grande reabertura, um raio atingiu o cabaré da Tarcilia, queimando as instalações elétricas e provocando um incêndio que destruiu o telhado e grande parte da construção.

Após a destruição do cabaré, o pastor e os crentes da igreja ficaram bastante presunçosos e se gabavam para todos “do grande poder da oração.”

Revoltada com as provocações dos fiéis, a cafetina Tarcilia processou a igreja e o pastor, sob fundamento de que tinham sido responsáveis pela destruição do imóvel “através de intervenção divina, direta ou indireta”.

Na defesa, o advogado da Igreja Universal, veemente e vorazmente negou, toda e qualquer responsabilidade de suas orações pelo fim do cabaré.

O juiz, leu a reclamação e a resposta e, na audiência de abertura, comentou:

“Eu não sei, como diabos, vou decidir, mas, parece que temos uma proprietária de puteiro que firmemente acredita no poder das orações, e  uma igreja inteira que pensa que as orações não valem nada”.

(artigo enviado por Celso Serra)

4 thoughts on “Cabaré processa Igreja Universal e o juiz fica indeciso

  1. Engraçado, mas o juiz não devia dizer EM AUDIÊNCIA a frase EU NÃO SEI, COMO DIABOS, VOU DECIDIR, pois se é concursado (ou será que soube das respostas das provas da magistratura por antecipação?) e leu o CPC saberia extinguir o processo sem julgamento do mérito.

  2. O Juiz tinha toda razão em apelar aos diabos pois era um problema de jurisdição…..
    Similarmente este é um caso de um juiz do interior que não deu provimento a uma acusação sob a alegação de que…….o de bêbado não tem dono! Lógico que em elegante e embolado parafraseado jurídico.
    Por aí se vê que povo elege o povinho que temos…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *