Cabral, o governador factóide, cria no Rio um batalhão que já existe

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Carlos Newton

Sergio Cabral não tem jeito, mesmo. Desta vez, decidiu inventar a criação de um “Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos”, cujo foco é a atuação da PM “onde houver a presença de multidões, seja em manifestações populares, jogos de futebol ou qualquer outro evento esportivo ou cultural”.

De acordo com a resolução da Secretaria de Segurança, o objetivo do novo batalhão é dotar a PM de “instrumentos especializados, eficazes e inteligentes para sua atuação no campo do policiamento ostensivo, visando à preservação da ordem pública em locais públicos”.

Acontece que esta corporação já existe há muitas décadas e sempre foi chamada de Batalhão de Choque. E o próprio texto da tal “resolução” (que destaca a necessidade de policiais “especializados e treinados para atuar dentro de uma doutrina de policiamento de proximidade, através do emprego de equipamentos e técnicas próprias, visando a gestão de multidões”) reconhece que os agentes passam por treinamento específico “de mediação de conflito e de controle de distúrbios, bem similares aos do Batalhão de Choque”.

Traduzindo: ao invés de governar, Cabral simplesmente finge que governa. Ou seja, não passa de um “governador factóide”.

7 thoughts on “Cabral, o governador factóide, cria no Rio um batalhão que já existe

  1. O Batalhão de Choque não tem o mesmo objetivo que esse efetivo ai, eles são mais pra conter quando a situação já está completamente fora de controle.

  2. Não dá pra entender o que as pessoas querem então. Uma hora reclamam que não tem policiamento suficiente para suprir a demanda. Agora quando tem um efetivo especializado chamam o Cabral de fáctóide.

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