Cabral quer pegar carona no sucesso do desenho animado “Rio”, exibindo antes do filme um anúncio em que enaltece seu governo desgovernado.

Carlos Newton

A melhor coisa que aconteceu ao Rio de Janeiro nos últimos tempos, em matéria de marketing internacional, é o espetacular desenho animado “Rio”. O  filme é dirigido por Carlos Saldanha, jovem cineasta brasileiro que faz sucesso em Hollywood e  também dirigiu a trilogia “A Era do Gelo” e “Os Robôs”. A julgar pelo êxito dos outros filmes, “Rio” tem tudo para ser mais um sucesso de bilheteria, promovendo de forma positiva o Rio de Janeiro e o Brasil.

Até aí, tudo bem. O surpreendente é que o governador fluminense Sergio Cabral tenha decidido pegar uma carona na obra de Carlos Saldanha. É isso mesmo. O dinheiro do contribuinte está sendo gasto para veicular uma campanha que termina com um novo slogan eleitoral-mercadológico: “Rio de Janeiro, marca registrada do Brasil”. A campanha é veiculada antes da exibição de “Rio” e certamente será vaiada pelos espectadores.

Enquanto gasta preciosos recursos públicos nessa bobagem, o governador se esquece das verdadeiras necessidades do Rio de Janeiro, uma cidade altamente problemática, onde a riqueza total insiste em tentar conviver com a miséria absoluta, gerando um enredo de contrastes que jamais pode ter um “happy end” (o célebre final feliz dos filmes de Hollywood). O Estado todo enfrenta graves problemas, mas o governador não está nem aí.

Sergio Cabral é um exemplo de administrador omisso. Vive a viajar pelo mundo, como se tudo estivesse bem resolvido no governo dele. Sempre que acontece alguma tragédia no Estado do Rio, ou ele está no exterior, ou fica com medo de aparecer, para não ser cobrado pelas vítimas.

Aliás, o governo nem é dele, nunca foi dele. Desde o primeiro mandato, quem governa de fato é o vice Pezão. Portanto, chega de intermediários. Que Cabral dê o fora logo e vá curtir sua milionária mansão em Mangaratiba, comprada com dinheiro do Caixa 2 das campanhas eleitorais. E deixe que o vice Pezão enfim tome posse, oficialmente, para ter mais liberdade de governar.

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