Campanha na internet propõe trocar um parlamentar por 688 professores com formação superior. É o que cada um vale no mercado do Brasil de hoje. Você sabia?

Carlos Newton 

No futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo e todos estão tristes. Na educação é o 85º e ninguém reclama. No momento em que surge a informação de que o Brasil não tem nenhuma instituição entre as 100 melhores universidades do mundo (segundo o ranking elaborado pela Times Higher Education), um modesto professor brasileiro de Física lança uma campanha na internet, propondo a troca de um parlamentar por 688 professores com formação superior.

No ranking mundial da educação, a Universidade de São Paulo (USP) só apareceu na 232ª posição, e acabou representando todas as instituições da América do Sul. A universidade de Harvard é a líder com pontuação máxima em todos os critérios. O ranking foi montado a partir de uma pesquisa somente para convidados de mais de 13 mil professores de 131 países do mundo. Reforça a posição dominante das instituições dos EUA e consagra a boa reputação de universidades do Reino Unido e do Japão.

Rússia, China, Cingapura e Hong Kong aparecem com instituições entre as 50 melhores do ranking. No grupo entre as posições 51º e 100º, há universidades de países emergentes como Coreia do Sul, Taiwan e Índia. O Brasil é o único dos BRICs a não ter nenhuma instituição de ensino superior entre as melhores.

Confira agora a campanha que circula pela internet, estarrecendo os brasileiros que ainda lutam para que este país se dê ao respeito:

“Sou professor de Física, de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$650,00. Eu fico com vergonha até de dizer, mas meu salário é R$ 650,00. Isso mesmo! E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não possuem um curso superior como eu e recebem ainda menos.

Será que alguém acha que, com um salário assim, a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar? Não querendo generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova o aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade!

Sinceramente, eu leciono porque sou um idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro! Descobri que um parlamentar brasileiro custa para o país R$ 10,2 milhões por ano… São os parlamentares mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$ 11.545.

Na Itália, são gastos com parlamentares R$3,9 milhões; na França, pouco mais de R$ 2,8 milhões; na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$ 850 mil e na vizinha Argentina R$1,3 milhões.

Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior. Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema será: TROQUE UM PARLAMENTAR POR 688 PROFESSORES.”

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