Cardozo, que não sabia de nada sobre a operação Porto Seguro, não passa recibo e até defende a autonomia da Polícia Federal

Carlos Newton

Em depoimento na Câmara, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu a atuação da Polícia Federal. Segundo ele, que só foi avisado da operação no dia que a PF efetuou as prisões, a polícia agiu de forma independente e republicana.

Cardoso, o penúltimo a saber…

Reportagem de Jailton de Carvalho, de O Globo, mostra que o ministro tentou demonstrar que não ficou contrariado de não ser informado de uma operação de tal gravidade, que acabou trazendo à tona o caso amoroso do então presidente Lula e o uso da máquina e dos recursos do Estado. Como se sabe, foi custeado com recursos públicos o romance dele com a assessora Rosemary Nóvoa Noronha, nomeada chefe do Gabinete da Presidência em São Paulo, cargo inexistente e criado por decreto de Lula para alojar a namorada, que teve também o atual e o ex-marido também empregados pelo governo, assim como sua filha mais velha.

– Fui informado na hora que deveria ser, genericamente na quinta-feira e momentos antes de se iniciar a execução (na sexta-feira). Não tenho nada, absolutamente nada, a me queixar. As regras mais uma vez foram cumpridas – disse o ministro, acrescentando:

– Não há possibilidade de alguém imaginar que estamos no tempo da ditadura em que a Polícia Federal possa ser usada para atacar adversários políticos ou seja usada para acariciar aqueles com os quais o governo tem (proximidade). Graças a Deus. o tempo da ditadura acabou. Estamos num Estado democrático de direito – disse.

Traduzindo: o ministro da Justiça deve ter ficado agradecido à Polícia Federal porque não foram revelados os apimentados telefonemas entre Lula e Rose. Como se sabe, a PF só divulgou os e-mails, e assim deixou Lula de fora, porque ele não sabe mexer em computador.

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