Carlos Augusto Montenegro, do Ibope, nunca viu uma eleição tão indefinida

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Pedro do Coutto

Em diálogo com o jornalista Bernardo Mello Franco, edição de ontem de O Globo, Carlos Montenegro, presidente do IBOPE, disse nunca ter visto uma campanha tão fria e uma eleição tão indefinida como a da sucessão presidencial de outubro próximo. Frisou que qualquer um entre os principais candidatos pode vencer e a vitória só poderá ocorrer num segundo turno. O primeiro turno é a 7 de outubro e o segundo a 28. Carlos Augusto ressaltou que embora esteja na frente nas pesquisas, Jair Bolsonaro será derrotado no turno final. Claro que ele se refere a três nomes. Alckmin, Marina Silva e Ciro Gomes. Pois os demais pré-candidatos estão contidos nos levantamentos entre 1 a 2%.

De fato é praticamente impossível que decolem as candidaturas de Paulo Rabelo de Castro, Manuela D’Avila e também Henrique Meirelles, cujo destino ainda está dependendo da convenção do MDB que será nesta semana. Pode não sair candidato ou então ser vice na chapa de Alckmin. Entretanto, penso eu, não deve interessar ao ex-governador paulista a companhia do ex-ministro da Fazenda que teoricamente é apoiado por Michel Temer. O apoio do atual presidente inevitavelmente prejudica a chapa que ele escolher. Aliás, só pode ser aquela homologada pelo MDB, uma vez que este é o seu próprio partido.

TEMPO NA TV – O que pode ajudar o MDB é o tempo que ele possui no horário gratuito na televisão, já que ele é a legenda de maior número de deputados na Câmara Federal, e a distribuição do tempo é proporcional ao número de deputados que cada partido ou coligação apresentar. Até o momento, maior espaço é o de Geraldo Alckmin já que a soma dos partidos que o apoiam representa 38% do espaço político na TV e no rádio. 

Aliás, a lei eleitoral nesse ponto precisa ser revista. Porque no caso das eleições parlamentares, torna-se um impeditivo à renovação política. Claro. As legendas vão dar prioridade aos atuais deputados, pois a distribuição do tempo disponível depende da boa vontade dos dirigentes partidários. Como poderão obter espaço aqueles cujas candidaturas ocorrem pela primeira vez? O mesmo raciocínio se aplica às cotas do fundo partidário.

É evidente que o tempo disponível e seguramente 80% do fundo partidário vão se dirigir para os atuais líderes das maiores legendas. Mas qualquer mudança na legislação só poderá acontecer para as eleições de 2022. Para as eleições municipais de 2020 a regra atual vai prevalecer, e pode acontecer que não haja mudança alguma.

Como no romance famoso um personagem diz: “É preciso mudar para tudo continuar como está”.

One thought on “Carlos Augusto Montenegro, do Ibope, nunca viu uma eleição tão indefinida

  1. A Convenção será em 2/8.

    Quanto ao Governo Temer … fico pensando … pensando … pensando kkk KKK kkk

    É tão ruim assim mesmo???

    Cadê a inflação???
    Cadê a falência da Petrobrás???
    Cadê problemas no Agronegócio???
    Cadê problemas na Exportação???
    Cadê os juros altos???
    Cadê o descontrole nos cartões especiais???
    Cadê o dólar a R$ 5,00???

    Será que todos acham que é fake news???

    KKK KKK KKK

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