“Carlos Bolsonaro é doido e precisa de tratamento”, diz na CPI o suplente do irmão Flávio

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Paulo Marinho diz que somente Freud poderia diagnosticar Carlos…

Jorge Vasconcellos
Correio Braziliense

O empresário Paulo Marinho, primeiro suplente do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), disse, nesta terça-feira (10/12), em depoimento à CPI Mista das Fake News, que o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) é uma “pessoa perturbada” que “precisa de tratamento”. O empresário, que cedeu um anexo de sua casa no Rio de Janeiro para o núcleo de comunicação da campanha presidencial de Jair Bolsonaro, se distanciou do capitão reformado em 2019 e hoje preside o diretório do PSDB do Rio de Janeiro. Ele negou que tivesse conhecimento de que o núcleo que funcionava em sua casa era um QG montado para a difusão de fake news.

“Acho que precisaria ressuscitar o Doutor Freud [psicanalista austríaco], lá em Viena, trazê-lo para cá, fazer um trabalho intensivo com o Carlos, para entender a psique dele. Acho que ele é uma pessoa perturbada. Pelo que eu vejo na mídia ele faz um estardalhaço nas redes sociais”, disse o empresário, ao responder a uma pergunta do vice-líder do PCdoB na Câmara, Márcio Jerry (MA), sobre a influência do vereador carioca no governo federal.

COM BEBIANO – Durante o depoimento, Marinho estava acompanhado do ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno, que deixou o cargo após um embate com Carlos nas redes sociais.

“Eu acho ele doido”, continuou o empresário, ao falar de Carlos Bolsonaro. ” A coleção de frases que ele tem dito, injúrias, frases, essas coisas de internet que ele bota toda hora. Ele precisa de um tratamento. Ele é doido”, afirmou o empresário.

Ele também se disse vítima de fake news, por ter acompanhado de perto o drama de Gustavo Bebianno, que coordenou a campanha de Bolsonaro. “Certa vez, o capitão Bolsonaro, após ser eleito, me disse, apontando para o Bebianno, ‘eu só cheguei aqui por causa dessa pessoa aqui’. Nunca conheci ninguém tão desambicioso como Bebianno. Ele foi atirado pela nuca. Sofreu e sofre barbaridades até hoje, sem se vingar das ofensas”, afirmou o depoente.

HAVIA UM ALUGUEL – Paulo Marinho, ao ser perguntado sobre as circunstâncias em que cedeu o anexo de sua  casa para a campanha de Bolsonaro, respondeu que foi celebrado um contrato de aluguel, no valor de R$ 8 mil por mês. Ele disse que o contrato foi firmado entre sua mulher e o PSL, partido de Bolsonaro à época da campanha, e prometeu encaminhar uma comprovação à CPI.

Como o gasto com o imóvel não consta da prestação de contas apresentada pelo PSL à justiça eleitoral, parlamentares da oposição, entre eles os deputados Rui Falcão (PT-SP) e Natália Bonavides (PT-RN), levantaram suspeitas de que a cessão do espaço tenha sido uma doação à campanha por meio de caixa 2.

“O aluguel da casa não consta da prestação de contas da campanha do presidente Jair Bolsonaro. Esperamos que o senhor nos encaminhe esse contrato”, disse Bonavides. “Nós vamos rastrear esse dinheiro”, prometeu Rui Falcão.

FAKE NEWS – O empresário foi convocado a depor a partir de requerimento apresentado pela deputada Natália Bonavides. O motivo foi uma entrevista que ele concedeu à jornalista Andrea Sadi, da Globo News, na qual admitiu que compartilhava fake news à época da campanha. “Tinham algumas peças muito bem feitas. A gente só não aproveitava isso na campanha, mas chegava, a gente mandava pra outros, a gente circulava aquilo. Não havia aquela limitação que hoje existe no Whatsapp, então a gente encaminhava para 200, 300 pessoas”, disse, na entrevista.

Entretanto, durante o depoimento à CPI, o empresário se definiu como uma “pessoa analógica”, sem experiência em redes sociais, e disse que suas declarações na entrevista foram mal interpretadas. Além disso, afirmou que compartilhava memes, piadas e “brincadeiras”, produzidos pela equipe de comunicação da campanha, para, no máximo, 15 pessoas, entre familiares e amigos.

QUEIROZ NO COMITÊ – O empresário e suplente Paulo Marinho relatou também que Fabrício Queiroz, investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por movimentações financeiras atípicas, frequentava o núcleo de comunicação da campanha de Bolsonaro.

Segundo o empresário, Queiroz esteve no local pelo menos três vezes, acompanhando o então deputado estadual Flávio Bolsonaro, de quem era assessor e motorista.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGConfirma-se aquele velho  ditado popular que diz o seguinte: “Fulano é doido e a família não sabe…” (C.N.)

17 thoughts on ““Carlos Bolsonaro é doido e precisa de tratamento”, diz na CPI o suplente do irmão Flávio

  1. O empresário Paulo Marinho, primeiro suplente do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) está enganado quanto à possibilidade de tratar o transtorno mental do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). Em primeiro lugar, para que uma pessoa venha a fazer um tratamento com psicanálise, primeiramente esta pessoa deve estar consciente de que tenha um transtorno mental. Sem isso, é impossível fazer psicanálise.

    Em segundo lugar, não adiantaria ressuscitar o Doutor Freud , porque Freud e seus seguidores, até a atualidade, psicanalistas, não aceitam fazer o tratamento de bandidos e demais criminosos.

    Quanto a ser tratado por psiquiatras, com uso de psicofármacos, e pouca profundidade como a que tem a psicanálise, é possível um doido desses ser aceito para tratamento, mas para isso é necessário, também, que o doente mental tenha consciência de que tem problemas psiquiátricos, e sobretudo queira fervorosamente se tratar.

    Sem o paciente não tem consciência de que é doente mental, mesmo em psiquiatria, não é possível ao psiquiatra fazer qualquer intervenção, mesmo que esta intervenção fosse apenas administrar anti-psicóticos.

    Se o caso for de psicopatia, não há tratamento possível nem pela psiquiatria nem pela psicanálise, pois ainda não se descobriu como tratar psicopatas tanto numa prolongada psicanálise quanto por via de intervenção de psiquiatras.

    Nestes casos é correto o ditado : Pau que nasce torto não tem jeito, morre torto. Parece ser o caso do presidente e de seus três filhos.

  2. Entonces o nobre empresário é o primeiro suplente?
    Essa é simples, o dito suplente como um novo Simão Bacamarte interna o doido e toma o lugar dele?
    Mas quá! Agora mudaram de tática, de jogar rato morto na sopa dos outros agora se arvoram em tipos como Simão Bacamarte e vão internando todo mundo da família Bolsonaro.
    Meu segundo quá, aqui também está prenhe de Mendel, o da ervilha, tem geneticistas de escol e psiquiatras que internariam de uma tacada só, Freud, Pavlov e Jung e se der bobeira o Lacan de lambuja.
    HHehehehhehehehheh como diz a Adriana, eu si divirtu.

  3. Paulo Marinho é alinhado de Bebianno e por isso se envolveu com a campanha de Bolsonaro temporariamente. Ele confessou na CPMI das Fake News que o projeto de dele era ajudar o Doria a chegar na Presidẽncia. Como o Doria precebeu que não dava, concorreu para governador de São Paulo. Foi ele mesmo que disse isso. Marinho, Bebianno, Frota, onde estão todos agora? PSDB. Mais a frente a Joice se junta a eles. O Carlos Bolsonaro tem faro de traíra, acertou o alvo de novo. O Presidente faz muito bem em te-lo por perto.

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