Carlos Bolsonaro quebra o jejum e, após um mês afastado, reativa a sua rede social

Carluxo criou problemas para o governo por suas postagens

Deu no O Globo

Após quase um mês fora das redes sociais, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) reativou neste domingo, dia 8, sua conta no Twitter. Na descrição do perfil dele, o vereador escreveu: “vereador da cidade do Rio de Janeiro (ainda podendo opinar sobre o que achar pertinente)”.

Ele postou hoje um curto vídeo, mas não fez comentários sobre a política. Em novembro, o filho do presidente Jair Bolsonaro tirou do ar suas páginas no Twitter, Facebook e Instagram. Na época, interlocutores de Bolsonaro no Palácio do Planalto atribuíram ao presidente a saída do filho das redes.

INCÔMODO – Segundo esses aliados, Bolsonaro vinha mostrando incômodo com as publicações do “02”, em especial aquelas que criticavam o Supremo Tribunal Federal (STF), instituição que ele vem deixando fora da linha de tiro, como informou a colunista Bela Megale.

Carlos é considerado um dos principais responsáveis por criar a estratégia digital de Jair Bolsonaro nos últimos três anos, quando a candidatura presidencial começou a ser construída.

CRISE – Pelo Twitter, ele deflagrou a primeira crise no coração do Palácio do Planalto ao atacar Gustavo Bebianno, ministro da Secretaria-Geral da Presidência. O comportamento, porém, não é exceção. O “pitbull” da família usa a rede social como uma metralhadora giratória.

É de Carlos também a ideia de atacar mais ferozmente adversários de esquerda e a imprensa. A conduta causou conflito entre os que sempre defenderam uma estratégia mais moderada para Bolsonaro.

ALVOS – Em fevereiro deste ano,  O Globo analisou 500 tuítes feitos por Carlos  entre 15 de dezembro e 15 de fevereiro e constatou que 72,2% das postagens feitas pelo parlamentar eram  ataques . O alvo preferencial é a imprensa, mas também sobram bordoadas para a esquerda e até mesmo para aliados, como no episódio em que foi pivô da saída do ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno.

A saída do vereador Carlos Bolsonaro das redes sociais levou a um aumento expressivo no Twitter dos sentimentos negativos em relação ao filho do presidente da República. É o que aponta um estudo feito a pedido do Estado pela AP Exata, empresa especializada na análise de dados que circulam na internet. A agência coletou 41.204 tuítes gerados em 145 cidades do País que faziam menções ao segundo filho de Jair Bolsonaro.

ATAQUES – O levantamento também identificou que, após o afastamento de Carlos da esfera online, foram intensificados os ataques ao vereador, tentando associá-lo às investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, com a disseminação de hashtags como #QuemMandouMatarMarielle e #tictacCarluxo. Carlos não é investigado neste processo. Em novembro, a polícia voltou a ouvir depoimentos de assessores dele.

A análise de sentimento das mensagens mostrou que medo, tristeza e raiva em relação ao vereador aumentaram, enquanto confiança e alegria caíram. O estudo considerou dois intervalos de tempo: de 23 de outubro a 11 de novembro (período anterior ao desligamento do vereador das redes) e de 12 de novembro (quando Carlos se afastou do Twitter e do Facebook) a 5 de dezembro.

NARRATIVA – “Rede é guerra narrativa. A partir do momento em que Carlos Bolsonaro se ausenta, a defesa dele baixa, tem menos pessoas para defendê-lo na internet, porque além dele mesmo se defender, ele angariava seguidores que atuavam de acordo com o que ele falava”, diz Sergio Denicoli, diretor de big data da AP Exata. “A falta dessa narrativa acabou por prejudicar um pouco a imagem dele nas redes.”

Os 20 dias antes da saída de Carlos das redes registraram menos menções ao vereador – foram mapeados 18.641 tuítes no período anterior ao afastamento de Carlos, e 22.563 depois. Na avaliação de Denicoli, o sumiço das redes é uma forma de “desenvolver estrategicamente a propaganda do governo”.

REPERCUSSÃO – “Apesar de ele sair, os temas que ele colocou durante a campanha eleitoral e durante a atuação dele até a saída, permanecem bem construídos”, diz. Entre esses temas cristalizados estão críticas à ideologia de gênero, a valorização do trabalho policial, o antipetismo e a defesa da direita.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
–  A saída pela direita de Carluxo foi estratégica na tentativa de se preservar diante da CPI das Fake News e de se afastar dos rumores do caso Marielle. Após semanas  sem publicar nas redes sociais, Carluxo estava se coçando e voltou ao Twitter a três dias do prazo final dado pela empresa para que ele retornasse sem perder a conta. Mas teve gente dando graças durante esse período, inclusive ministros e aliados de Bolsonaro. Com a conta ativa, o “02” só cria problema para o governo. Joice Hasselmann garantiu que o vereador e o irmão Eduardo eram  os mentores e responsáveis pelo comando do “gabinete do mal”. Bolsonaro, pai, defende as crias e diz que isso é invenção na qual “só idiota acredita”. (Marcelo Copelli)

25 thoughts on “Carlos Bolsonaro quebra o jejum e, após um mês afastado, reativa a sua rede social

  1. Incrivelmente, o tema da entrevista não foi o pagamento de propinas, e sim o financiamento do BNDES para obras no exterior.

    Lula foi citado uma única vez, quando ele “pediu para que a Odebrecht fizesse um projeto em Cuba”.

    Marcelo Odebrecht reconheceu apenas a propina para a campanha de Dilma Rousseff (sem mencionar seu nome), mas isentou o BNDES:

    “Que eu saiba, no âmbito do BNDES nunca ocorreu nenhum ilícito. Existiu em uma única questão, que não tem relação direta com o BNDES: a renovação de uma linha de crédito do Brasil com a Angola. Houve naquele momento específico uma solicitação de apoio para campanha. Os pedidos foram feitos por Paulo Bernardo e Palocci. A gente ia ser um dos principais beneficiários em uma negociação bilateral de um aumento de linha de crédito.

    Mas esse recurso saiu do nosso resultado e não representou nenhum prejuízo, nem para o país nem para o BNDES. Não teve nenhum envolvimento do BNDES nesse assunto e foi uma única vez.”

  2. Até sem falar nada, Carlos pauta a imprensa comunista. Nos próximos dias deve ter algum texto com escândalos, como: “Carlos deixou a toalha molhada sobre a cama; Carlos soltou peido no elevador; Quando criança, Carlos apertou a cigarra das casas e correu.”

  3. -Quem ficou viciado não resiste.
    -Um amigo meu foi pescar comigo no interior do Goiás e toda a tarde ia de carro e subia a pé uma montanha até o topo só para acessar a internet… e voltava “aliviado”!

  4. A boneca julga-se importante, manifesta incontrolável coceira no toba, serve apenas para atrapalhar e criar discórdia, com esse tipo de prole, o presidente não precisa de mais inimigos, criou verdadeiras serpentes do mal, superam a bíblica com vantagem insuperável.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *