Caso Bruno: Defesa do goleiro pode recorrer à Justiça para receber salários não pagos pelo Flamengo

Joana Suarez (O Tempo)

Com o contrato suspenso desde julho de 2010, quando foi preso suspeito do desaparecimento e morte de Eliza Samudio, o goleiro Bruno Fernardes agora está oficialmente desempregado. O último contrato com o clube, assinado em 2 de janeiro de 2008, chegou ao fim no dia 31 de dezembro, e a defesa do goleiro deve então iniciar uma nova batalha: receber os salários não pagos desde sua suspensão, que somariam R$ 5 milhões.

Os advogados do jogador foram procurados ontem, mas não retornaram as ligações. Antes do contrato ser encerrado, no entanto, a defesa de Bruno afirmava que pretendia cobrar do clube os direitos trabalhistas do jogador, já que ele não recebia o salário de R$ 150 mil desde que foi suspenso.

Quando foi preso, a então presidente do time Patrícia Amorim chegou a afirmar que a suspensão seria invalidada se ele conseguisse um habeas corpus da Justiça, o que não aconteceu. A nova diretoria do clube rubro-negro, presidido por Eduardo Bandeira de Mello, ainda não se posicionou sobre o assunto.

Nenhum representante da assessoria de imprensa foi encontrado para falar se há interesse do time em fazer um novo contrato caso Bruno seja inocentado ou consiga liberdade provisória. Desde que foi detido, ele está na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana da capital.

JÚRI POPULAR

O julgamento do goleiro, acusado de ser o mandante da morte de Eliza, está marcado para 4 de março. Junto com ele, também sentarão no banco dos réus sua ex-mulher Dayanne de Souza e o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de ser o assassino da jovem.

Seu ex-braço-direito Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e sua ex-namorada Fernanda Gomes Castro foram julgados em novembro. Graças a uma série de manobras de seus advogados, Bruno, Dayanne e Bola tiveram o júri adiado.

Macarrão foi condenado a 15 anos de prisão por sequestro e assassinato, e Fernanda foi sentenciada a cinco anos pelo sequestro e cárcere de Eliza e de seu filho Bruninho.

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