Caso Rose: e agora, o que fará a presidente Dilma?

Antonio Carlos Fallavena

Amigos, acho que tudo o que tinha de ser dito, defendido e atacado, está contido nos diversos artigos cujos comentários acompanham os mesmos fatos. Dificilmente alguém mudará de opinião.

No entanto, após toda esta jornada cívica, republicana e democrática, precisamos chegar aos “finalmente”, a saber:

1. O que fará a presidente? Exonerou vários “servidores” que lhe prestavam trabalho, fechou o escritório e calou. Considerou tudo verdadeiro! Já determinou abertura de inquérito administrativo? Não fará? Os gastos ficam por isto mesmo! Pagamos novamente.

2. A Polícia Federal continuará a montagem do processo? Até que limite? Após, encaminhará para quem?

3. A Procuradoria-Geral da República abrirá processo e encaminhará ao Supremo, como fez com o mensalão?

4. A Sra. Rosemary calará, apresentará provas de sua inocência ou proporá uma “delação premiada” (não sei por que estas expressões me lembram prêmio da Loteria Federal).

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E LULA, O QUE FARÁ?

Quanto ao ex-presidente, pela popularidade que detém, pela história política que dizem possuir, pelas intenções a um novo mandato (ou seria mandado?) e pela sua família (esposa e filhos) dispondo, livremente, de informações e documentos, poderá produzir e apresentar sua defesa, desmoralizando todos aqueles que ousaram tentar manchar sua alva e pura reputação. Se assim não fizer, estará atestando verdade aos fatos. É o mínimo que se pode esperar dele, “o maior presidente que este país teve”.

Um recadinho ao ex-presidente Fernando Henrique: bem que poderia utilizar seu conhecimento e tempo disponível para ajudar a reorganizar seu partido e a oposição. Quem acompanha e conhece política, sabe que não será fácil: enfraquecida e sem bandeiras, a oposição agoniza. Precisa de um líder carismático, inteligente e respeitado.

Seria uma forma de resgatar seu conceito junto a uma parcela da sociedade, que o acusa de deixar uma “herança maldita” para o ex-presidente Lula administrar. Liderando a oposição poderia resgatar outra parcela da sociedade: é a dos que acreditam que, a verdadeira “herança maldita” de seu governo foi não eleger sucessor, deixando dois mandatos ao ex-presidente Lula.

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