Genoino, pelo amor de Deus, não morra! Não posso passar um vexame desses…

Carlos Newton

Estou arrependido de ter subestimado o estado de saúde do ainda deputado José Genoino, que passou mal e teve de ser internado num hospital de Brasília. Graças a Deus não o levaram para o famoso Hospital de Base, pois aí seria caso perdido.

Se ele não resistir, o autor dessas mal traçadas ficará mal na foto e a candidatura de Joaquim Barbosa irá para o espaço. Por isso, eu e o ministro do Supremo, sem dúvida, esperamos que os petistas do PT vigiem bem o quarto de Genoino, para evitar que seja envenenado, como teria ocorrido com João Goulart e Carlos Lacerda, porque em política vale tudo.

Peço perdão aos leitores e comentaristas por ter não ter levado a sério das queixas do paciente Genoino. Vamos torcer para que ele não passe desta para a melhor, como se dizia antigamente, e possa cumprir sua pena na paz de Deus.Amém.

é uma perversidade: JUNTA MÉDICA VAI AVALIAR SAÚDE DE GENOINO

Carlos Newton

O advogado do ex-presidente do PT e deputado federal Jose Genoino (SP), Luiz Fernando Pacheco, diZ que o estado de saúde dele “é bastante delicado e inspira cuidados”. Segundo Pacheco, a conclusão consta do laudo médico feito ontem pelo Instituto Médico-Legal (IML), da Polícia Civil do Distrito Federal.

De acordo com o advogado, o laudo do IML descreve a cirurgia cardíaca a que Genoino foi submetido quando retirou parte da artéria aorta. Também estão descritas no documento as recomendações de uso de uma série de remédios, como anticoagulantes, e atesta que ele tem cuspido sangue nos últimos dias.

Caramba! Além de cardíaco, Genoino também tem hemoptise, o que pode indicar, entre outras coisas, perfuração no estômago ou no pulmão. A estado dele, realmente, é muito grave. As causas mais comuns de hemoptises são a bronquite, pneumonia, tuberculose e câncer do pulmão. Outra causa é a hipertensão venocapilar pulmonar, que pode resultar em hemoptise de origem cardíaca, sendo a forma mais comum a disfunção ventricular esquerda; também pode ser por estenose mitral grave e embolismo pulmonar.

Traduzindo: Genoino pode morrer de uma hora para outra. Mas, ao invés de libertá-lo, para que volte a frequentar os restaurantes de São Paulo, os impiedosos representantes da Procuradoria-Geral da República pediram que uma junta médica composta por três médicos faça a avaliação clínica dele. Realmente, isso é pior do que tortura. Que libertem logo o ainda deputado, é isso que a opinião pública exige.

Vocês não se afobem, que desta vez Genoino nao vai morrer…

Carlos Newton

Como na história do “Último Malandro” (genial samba-de-breque de Miguel Gustavo, imortalizado por Moreira da Silva), desta vez o deputado José Genoino não vai morrer.  Os sites, os jornais, as rádios e as tevês não se cansam de  destacar a precariedade da saúde do parlamentar que saiu do Araguaia. Mas ninguém precisa se afobar tanto.

O ainda deputado está bem, é apenas mais um cardiopata, como tantos outros que andam por aí. Sua doença não é assim tão grave. Se fosse, ele não aguentaria ficar de pé mais de uma hora, esperando vaga em restaurante, conforme a imprensa divulgou, depois que foi operado. Seu amigos e admiradores podem ficar tranquilos, que ainda não é desta vez.

JEFFERSON EM FORMA

Da mesma forma, Roberto Jefferson também não corre perigo. O câncer teve remissão, ele está em ótima forma física e montou até uma academia de ginástica em sua casa. Ninguém precisa se preocupar com a saúde dele.

Tanto Jefferson quanto Genoino vão aguentar o tranco. E não é a primeira vez que Genoino vai preso. Da outra vez, foi um festival. Antes que o torturassem, foi logo entregando os guerrilheiros do Araguaia. Agora, pelo menos, não precisa entregar ninguém, pode ficar com a consciência mais tranquila e dormir melhor. Na cadeia, é claro.

Quanto ao futuro, tanto um como o outro estão numa boa. Suas aposentadorias na Câmara (por volta de R$ 20 mil mensais) darão para o gasto.

Genoino diz que está doente e seu advogado pede prisão domiciliar para ele.

Carlos Newton

Já era esperado e aconteceu. Os jornais informam que o  advogado do ex-presidente do PT José Genoino, Luiz Fernando Pacheco, informou que seu cliente passou mal durante a madrugada deste domingo. Em sua cela no Complexo Penitenciário da Papuda, para onde foi transferido na noite de ontem, Genoino teria sentido fortes dores no peito. Ainda segundo o advogado, o petista está prostrado e não está se alimentando devido às dores.

Genoino foi condenado a uma pena de 4 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto por corrupção ativa. Na petição que apresentaram neste domingo ao Supremo Tribunal Federal (STF), seus advogados argumentam que o estado de saúde do petista se agravou e que, portanto, ele deve voltar para casa e cumprir a pena em sua residência.

Alegando a doença cardíaca, Genoino chegou a pedir aposentadoria à Câmara dos Deputados. Apesar disso, vinha sendo visto circulando por restaurantes paulistas, conforme os jornais noticiaram. Agora, na viagem para Brasília, o deputado disse que “passou mal”. A doença dele vem e vai, segundo a conveniência.

O mensaleiro Pizzolato é um novo Cacciolla

Carlos Newton

A versão online do jornal italiano “Corriere Della Sera” deu destaque  à fuga do réu do mensalão Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil. De acordo com o advogado Marthius Sávio Cavalcante Lobato, Pizzolato fugiu para a Itália.

Segundo o jornal, o simples fato de Pizzolato ter dupla cidadania (brasileira e italiana) dificultará o cumprimento de um pedido de extradição pela Justiça do Brasil. Isso porque, de acordo com o tratado de extradição assinado entre os dois países, a Itália não é obrigada a extraditar aqueles que têm dupla cidadania.

“Quando a pessoa reclamada for nacional do Estado requerido, este não será obrigado a entregá-la”, diz o tratado.

Portanto, Pizzolato se tornou uma nova versão do banqueiro Salvatore Cacciola, que também tem dupla nacionalidade e fugiu para a Itália, somente tendo sido preso porque deu uma bobeada e vou curtir uma temporada no Principado de Mônaco.

Após ter ficado foragido na Itália por quase seis anos, foi extraditado ao Brasil em julho de 2008 e recolhido ao presídio Bangu 8 em regime de prisão preventiva, onde ficou preso por cerca de 4 anos. Em agosto de 2011 foi beneficiado por liberdade condicional e passou a responder aos processos em liberdade.
Em 16 de abril de 2012 a juíza Roberta Barrouin Carvalho de Souza, da Vara de Execuções Penais (VEP) do TJ do Rio decidiu conceder um indulto com base no artigo 1º, inciso III do Decreto 7648/2011, expedido pela presidente da República, em 21/12/2011. Considerando o disposto no inciso II do artigo 107 do Código Penal, o apenado teve a sua punibilidade extinta em decorrência dessa decisão, que não mais admite recurso.

A disputa da sucessão ainda não começou

Carlos Newton

Os jornais noticiaram que quinta-feira, depois de três horas e meia de conversa, no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliaram  que a execução antecipada das penas dos réus petistas do mensalão é mais favorável para o governo do que a prisão em 2014, um ano eleitoral. E disseram que “Dilma quer que essa etapa do julgamento termine logo para que adversários não explorem ainda mais o assunto durante a campanha”.

Os jornais esqueceram que o autor da prisão dos mensaleiros, ministro Joaquim Barbosa, tem até o dia 5 de abril para se filiar a algum partido e se candidatar à Presidência. Até lá, qualquer análise sobre a sucessão presidencial não vale nada, é lixo puro, assim como qualquer pesquisa eleitoral fica totalmente prejudicada.

Barbosa tem cara de candidato, pinta de candidato e age como candidato, dando uma entrevista atrás da outra e se mantendo no noticiário. Não faltam partidos que o aceitem, conta com apoio de boa parte da classe média e dos jovens, sem falar nos afrodescendentes, que são maioria neste país mestiçado e com vários tons de morenidade, como diz o consultor Darc Costa, estudioso da política latino-americana.

Traduzindo: a sucessão ainda não começou.

Prisão dos mensaleiros será mesmo cumprida segunda-feira? E Genoino, continuará como deputado durante o dia?

Carlos Newton

Devido ao feriado desta sexta-feira, as ordens de prisão dos mensaleiros devem sair apenas na segunda-feira. Pela lei, a polícia só pode tentar prender os réus que estiverem em casa à luz do dia. A Constituição proíbe que a polícia faça buscas ou prenda acusações em áreas residenciais à noite. Eles também não podem ser presos nos feriados ou finais de semana.

Segundo informação da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, divulgados por O Globo,  se o mandado de prisão tivesse chegado à Vara de Execuções Penais até as 19h de quinta-feira, a ordem poderia ser cumprida pela polícia no feriado ou no fim de semana. Como isso não aconteceu, e não há plantão na vara, as penas só deverão ser executadas a partir de segunda-feira.

Os mensaleiros que começarão a cumprir as penas em Brasília devem ser levados para celas individuais no Presídio da Papuda, no caso dos réus condenados em regime fechado; no Centro de Progressão Penitenciária (CPP), presídio destinado ao cumprimento da pena de prisão em regime semiaberto; e no Presídio Feminino.

O GLOBO apurou que a Vara de Execuções Penais no Distrito Federal já reservou celas individuais em duas unidades na Papuda para os quatro réus que iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado. O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ex-presidente do PT José Genoino e mais quatro réus destinados ao semiaberto também devem ter celas individuais no CPP, onde passarão as noites.

A grande dúvida é saber se o mensaleiro José Genoíno continuará cumprindo seu mandato de deputado cassado pelo Supremo. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, diz apenas que cumprirá a Constituição… Como há polêmicas no texto constitucional. ninguém sabe o que ele fará.

Justiça de São Paulo acaba de criar a figura do ‘bom ladrão arrependido”

Carlos Newton

Já escrevemos sobre esse lance há alguns dias, mas o caso é tão escabroso que vale a pena voltar a ele. A 12ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo acaba de criar a figura do “bom ladrão arrependido”, decidindo que, se o réu de uma ação popular assumir o erro e recompor os danos no juízo da execução, o processo  perde a razão de existir e deve ser extinto sem julgamento de mérito, por ausência de interesse de agir.

Traduzindo: a autoridade pública pode roubar à vontade, cometer as maiores barbaridades. O cidadão-eleitor (tem de ser eleitor para abrir esse tipo de processo) ou o Ministério Público então move uma ação popular. A autoridade é apanhada em flagrante delito, mas não tem motivos para se preocupar. Basta reconhecer o erro e repor os prejuízos, e fica tudo odara.

Assim decidiu a 12ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo ao extinguir o processo contra o precatório pago aos antigos donos da área onde hoje fica o Parque Villa-Lobos, na zona oeste de São Paulo, que deu prejuízo de R$ 550 milhões apenas nesse caso, mas houve centenas de precatórios na mesma situação.

Com isso, os governo tucanos de José Serra e Geraldo Alckmin (que faziam pagamentos de precatórios pagando juros de mora sem que houve atraso) ganharam perdão para o resto de sua vidas. E ainda há quem acredite na Justiça deste país…

Agência Brasil perde a independência editorial e volta a ser a Agência Nacional dos idos de 64

Carlos Newton

No desespero e na insegurança da reeleição, a presidente Dilma Rousseff está passando todos os limites, em matéria de propaganda eleitoral. Como dizia Tim Maia, agora está valendo tudo.

A Agência Brasil, por exemplo, está sob intervenção branca, em clima de retrocesso. É pena, por que no governo Lula, com a criação da Empresa Brasileira de Notícias, a Agência Brasil havia conquistado um invejável índice de liberdade editorial. Agora, voltamos ao velhos tempos da Agência Nacional.

Quem acompanha o noticiário da Agência Brasil já percebeu que a linha editorial mudou por completo, para transformá-la num órgão de propaganda do governo. E o primeiro passo foi eliminar a assinatura das matérias, tornando-as anônimas e manipuláveis.

LIBERDADE EDITORIAL

Todos sabem que a completa liberdade editorial é uma utopia. Tentamos exercitá-la aqui no território livre da Tribuna da Imprensa, mas acabamos sendo mal entendidos, levando pancadas de determinados comentaristas que não conseguem distinguir o que é divulgação de um fato e o que é defesa de tese.

Esta semana, por exemplo, divulgamos um artigo de Gelio Fregapani que abordava a insatisfação da classe média e a inquietação militar. Por coincidência (será que alguém com mais de 40 anos ainda acredita em coincidências?), eu mesmo tive a oportunidade de assistir, em Brasília, a duas palestras de oficiais superiores (um general de divisão e um major brigadeiro, ambos da ativa), pronunciadas para plateias de 200 pessoas, aproximadamente, e os dois baixaram o sarrafo no governo. Um disse que não existe planejamento estratégico, o outro afirmou que o país não tem um norte, e por aí foram em frente.

FORA DO REGULAMENTO

Como se sabe, oficiais-generais da ativa são proibidos de se pronunciarem politicamente. Perguntei se podia publicar suas declarações, eles responderam que sim. Ainda não o fiz, porque não quero botar lenha na fogueira, como se dizia antigamente.

O posicionamento deles é um fato, indesmentível e presenciado por uma enorme plateia, formada por personalidades de destaque, civis e militares da ativa e da reserva, que recentemente participaram de uma Convenção em Brasília, que foi inteiramente filmada em HD e tenho a gravação comigo.

Noticiar esse fato não significa estar defendendo golpe de estado, pelo contrário. O objetivo é advertir que essa possibilidade existe, sempre existe, e se fortalece toda vez que o poder civil demonstra que não tem autoridade, como tem acontecido nos conflitos de rua envolvendo os Black Blocs, com apoio de militantes políticos e até traficantes, como se sabe agora. E tudo isso tem acontecido em meio a um mar de corrupção, que fustiga praticamente todos os partidos, num baixo nível político realmente de estarrecer, com uma Justiça podre e a um Legislativo idem.

Felizmente parece que os protestos arrefeceram. Mas todo cuidado é pouco, não custa dizer.