Empresas do setor enfim reconhecem que a bolha imobiliária já está estourando

Carlos Newton

Demorou, mas acabou acontecendo. Desde 2011 a grande imprensa tenta ocultar a grave crise que atinge o mercado imobiliário. É compreensível. A imprensa “falada, escrita e televisada” vive de anúncios, e o setor de compra e venda de imóveis é um dos mais importantes em termos de veiculação de publicidade. São luxuosos anúncios de duas páginas inteiras, são sofisticados comerciais em horário nobre, estrelados por artistas e personalidades famosas (com altos cachês). Mas o resultado tem sido decepcionante.

O economista Luís Carlos Ewald, conhecido como Sr. Dinheiro, comentarista da Globonews e do Fantástico, afirmou recentemente, em entrevista exclusiva ao InfoMoney, que uma bolha imobiliária ia estourar no Brasil ainda no primeiro semestre de 2014. “Não se vende nada e tem muita oferta. Quem comprou, não consegue vender. Está desesperador”, assinalou.

Ewald acertou em cheio. E a bolha já estourou. Mas a situação é diferente das crises imobiliárias nos Estados Unidos e no Japão. O baque na economia não será tão expressivo, porque aqui não há o sistema de hipotecas múltiplas (Subprime), que balançou os bancos americanos. O que acontecerá é o esvaziamento progressivo da bolha, até atingir as cotações reais.

CAINDO NA REAL

No Brasil, agora são as próprias empresas do ramo imobiliário que reconhecem a existência da grave crise. O grupo Julio Bogoricin, um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro, com credibilidade adquirida ao longo de 57 anos de atuação, com 24 lojas estrategicamente situadas nos principais cidades do Estado e cerca de 1.500 profissionais de vendas, enfim caiu na real e publicou sábado um chamativo anúncio em O Globo, no alto da página principal dos classificados, com o seguinte título: “Cansou de perder dinheiro com imóvel vazio? Está na hora de alugar.”

Esta peça publicitária, criada pela Cleian Publicidade, agência do próprio grupo Bogoricin, diz tudo e confirma as declarações do economista Luís Carlos Ewald, professor da Universidade PUC, que trabalha também na Globonews e no Fantástico, mas não pode tocar nesse delicado assunto em seus comentários, por motivos óbvios.

Aliás, o esforço da imprensa para reativar o mercado imobiliário chega a ser comovente. Mas o fato concreto, aqui no Rio, pode ser extraído do Caderno de Classificados de O Globo, aos domingos. São cerca de 20 páginas anunciando imóveis para vender, mas apenas quatro páginas destinadas a aluguel.

Traduzindo: a oferta para venda é massiva, mas não existe procura, o que justifica plenamente o anúncio do grupo Bogoricin: se não consegue vender, pelo menos tente alugar, porque assim economiza o condomínio e o IPTU.

AMANHÃ: Sinal vermelho: Bolha imobiliária
afeta cotação das ações das construtores de imóveis

 

Não há alternativa: rolezinho terá de sair dos shoppings e ganhar as ruas

Carlos Newton

O chamado rolezinho é um  subproduto das manifestações do ano passado, que agora só tendem a se intensificar. É claro que os jovens e seus seguidores vão continuar se manifestando contra os principais problemas nacionais – educação, saúde, segurança e emprego.

Nada mais faziam do que reivindicar direitos que lhes são garantidos pela Constituição mas na prática inexistem. E exigiam o famoso “Padrão Fifa”, na certeza de que um país que pode realizar o maior evento  mundial nesse alto nível, certamente é capaz também de oferecer serviços de qualidade à sua população.

No ano passado, as centrais sindicais, orientadas diretamente por Lula, tentaram pegar uma carona e criaram o Dia Nacional de Luta, em 11 de julho, mas foi um enorme fracasso, mostrando que o movimento das ruas era de real oposição ao governo e não aceita imitações.

Mas as manifestações acabaram desvirtuadas pelo grupos de black blocs, que radicalizaram o movimento o transformaram num simples quebra-quebra, com inevitáveis choques com a polícia.

Agora, surge o rolezinho, sob proteção do espaço aparentemente livre e protegido dos shopping centers, onde não havia policiamento ostensivo. Mas é claro que essa estratégia não vai dar certo. As manifestações dos jovens ferem o direito ao livre comércio e até mesmo o direito de ir e vir, que tem de ser garantido a todos os cidadãos.

SHOPPING FECHADO

O Shopping Leblon não funcionou este domingo, devido ao rolezinho convocado nas redes sociais pelo grupo que se intitula Porque eu quis”. O fechamento foi determinado pelos lojistas, embora houvesse uma decisão judicial proibindo o rolezinho. O despacho da juíza Isabela Pessanha Chagas, da 14ª Vara Cível, estabelecia uma multa de R$ 10 mil a cada pessoa que desobedecesse a decisão. Mas quem pode confiar na Justiça no Brasil de hoje?

O certo é que não há como defender o rolezinho, sob argumento de que se trata de jovens de classe média baixa que estão sendo marginalizados. Por óbvio, o local não é apropriado. E o ajuntamento passa a a representar ameaça à segurança dos demais visitantes e dos próprios lojistas.

Só é admissível esse tipo de manifestação se ocorrer em áreas livres, de preferência praças e parques públicos. Caso contrário, os choques com a polícia serão novamente inevitáveis. Com a aproximação da Copa do Mundo, a tendência é de que os protestos aumentem progressivamente. Uma lição para determinados governantes como Sérgio Cabral e Eduardo Paes, que só pensam em se promover e desprezam o verdadeiro interesse público. E ninguém sabe aonde isso pode parar.

Juiz errou feio ao permitir que Delúbio vá trabalhar na CUT

Carlos Newton

O juiz Bruno André Silva Ribeiro, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, errou ferio ao autorizar o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares a deixar a prisão durante o dia para trabalhar na sede CUT (Central Única dos Trabalhadores), em Brasília. Delúbio está preso na Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal. Ele foi condenado a seis anos e oito meses de prisão na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

É certo que, por ter sido condenado a cumprir pena abaixo de oito anos, Delúbio tem direito a deixar o presídio durante o dia para trabalhar. De acordo com a Lei de Execução Penal, condenados em regime semiaberto podem trabalhar dentro do presídio, em oficinas de marcenaria e serigrafia, por exemplo, ou externamente, em uma empresa que contrate detentos.

Mas acontece que até os muros da Papuda sabem que a CUT não passa de um apêndice sindical do PT. Delúbio deveria ser levado a trabalhar de verdade, não num emprego de fancaria, ganhando salário de R$ 4,5 mil, para pretensamente dar assessoramento à direção nacional da entidade. Por que não autorizou logo Delúbio a trabalhar novamente no PT, com tesoureiro, ou no Palácio do Planalto, como conselheiro presidencial?

O juiz deu um prêmio a Delúbio, que ele decididamente não merecia receber, pois foi um dos principais operadores do mensalão.

 

Já se passaram 30 dias e ainda não foram encontrados os corpos dos moradores sequestrados pelos índios

Carlos Newton

Em Humaitá, no Amazonas, a Polícia Federal prossegue as buscas dos três moradores desaparecidos, que foram sequestrados pelos índios tenharim dia 16 de dezembro, quando trafegavam num Gol preto na Transamazônica.

A Polícia Federal montou uma delegacia móvel montada em um caminhão. As equipes usam cães farejadores e equipamentos especiais, como ultrassom para a leitura do subsolo e até um detector de metais, para encontrar outras peças do automóvel desaparecido. As primeiras que foram achadas foram enviadas à perícia, para confirmar se eram mesmo do carro Gol.

EM 2006, OUTRO SEQUESTRO

Reportagem de José Maria Tomazela, enviado especial do Estadão, revela que este não foi o primeiro sequestro na reserva indígena. O caminhoneiro Jafre Rangel de Souza, com 25 anos na época, ficou 20 horas como refém dos índios tenharim, por ter se negado a dar carona a um grupo de indígenas.

O sequestro ocorreu em março de 2006, mas o caso veio à tona na última sexta-feira, dia 10, com a apreensão, pela Polícia Federal, de um documento em que os próprios índios relatam a retenção de um caminhão Mercedes Benz e do homem que o conduzia.

De acordo com o documento, o motorista foi rendido no km 120 da rodovia Transamazônica (BR-320) e levado com o veículo para a aldeia tenharim. Os índios exigiam que ele pagasse R$ 10 mil para que o veículo fosse liberado. Souza só foi liberado depois da chegada do administrador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), mas o caminhão continuou retido.

Os índios lavraram um documento a que chamaram de “relatório de ocorrência” impondo a condição do pagamento para a liberação do veículo. O dono procurou a 8ª Delegacia Regional de Humaitá, que o encaminhou à Polícia Federal de Manaus. Sem solução, Souza acabou pagando a “multa” com a ajuda de outros caminhoneiros.

Crime de lesa-pátria de Lula e Celso Amorim no caso das terras indígenas é ainda mais grave dos que se pensava

Carlos Newton

Quando pedimos aqui no Blog da Tribuna da Internet que o jurista Celso Serra esclarecesse os problemas causados ao Brasil pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), não tínhamos noção de que o crime de lesa-pátria praticado por Celso Amorim, como ministro do Exterior, e por Lula, como presidente da República, era muito mais grave do que se pensava.

Jamais poderíamos esperar que o então chanceler tivesse a ousadia de fraudar a tradução de um tratado internacional da OIT, mas foi exatamente isso que aconteceu, conforme Celso Serra explica nesse artigo exclusivo, em que o jurista desce a impressionantes detalhes, com uma denúncia estarrecedora e à prova de desmentidos.

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AMORIM ALTEROU TEXTO DA CONVENÇÃO DA OIT

Celso Serra

Ab initio, peço desculpas pelo tamanho do texto. Porém, devido à gravidade da situação, não pode ser diferente.

CONVENÇÃO DA OIT nº 169

1. Do texto original da Convenção (obtido na própria OIT)

Artículo 7 –
1. 1. Los pueblos interesados deberán tener el derecho de decidir sus propias prioridades en lo que atañe al proceso de desarrollo, en la medida en que éste afecte a sus vidas, creencias, instituciones y bienestar espiritual y a las tierras que ocupan o utilizan de alguna manera, y de controlar, EN LA MEDIDA DE LO POSSIBLE , su propio desarrollo económico, social y cultural. Además, dichos pueblos deberán participar en la formulación, aplicación y evaluación de los planes y programas de desarrollo nacional y regional susceptibles de afectarles directamente.

Do texto assinado por Lula e Celso Amorim (Decreto nº 5.051, de 19 de abril de 2004):

1. Os povos interessados terão o direito de definir suas próprias prioridades no processo de desenvolvimento na medida em que afete sua vida, crenças, instituições, bem-estar espiritual e as terras que ocupam ou usam para outros fins, e de controlar, NA MAIOR MEDIDA POSSÍVEL, seu próprio desenvolvimento econômico, social e cultural. Além disso, eles participarão da formulação, implementação e avaliação de planos e programas de desenvolvimento nacional e regional que possam afetá-los diretamente.

O texto original da OIT é RESTRITIVO: “EN LA MEDIDA DE LO POSSIBLE”.

O texto ASSINADO por Lula e Celso Amorim é EXPANSIVO: “NA MAIOR MEDIDA POSSÍVEL”.

Em matéria legislativa, todo cuidado é pouco, pois jamais se presume “inocência” em alterações nos textos. Impossível que na passagem do idioma espanhol para o português seja inocente tamanha discrepância.

Quem alterou o texto para o presidente Lula (que tem fobia pela leitura e “governou” o Brasil tudo assinando e pouco lendo o que assinava) e o colocou em sua frente para ASSINAR ?

E o Celso Amorim – que não sofre de fobia pela leitura – por qual razão não alertou o presidente e TAMBÉM ASSINOU  o mencionado Decreto com o texto alterado ?

É claro que a FUNAI, que já vinha aumentando desmedidamente as áreas destinadas aos índios, em nítida atuação contra os interesses do Brasil, se sentiu com mais força para assim continuar procedendo.

Por qual razão os Estados Unidos, o Canadá, a Nova Zelândia, a Austrália e mais 160 países membros NÃO RATIFICARAM a Convenção da OIT nº 169, isto é, não admitiram subordinar suas soberanias à OIT ?

E dentre esses países que NÃO RATIFICARAM não estão apenas os de maior representatividade econômica (EUA, China, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália, Canadá, Rússia) e sim pequenos e dignos países como Albânia, Armênia, Bangladesh, Benin, Burundi, Camarões, Burundi, Congo, Cuba, El Salvador, Gabão, Haiti, Gana, Jamaica, Kenya, Lituânia, Letônia, Moçambique, Suriname, Trinidad Tobago, Uganda, Zâmbia e outros mais que não admitiram a submissão de suas soberanias.

E o Brasil, como ficou ?

Teve mutilado sua plena soberania sobre seu espaço territorial. Perdeu sua absoluta autonomia para decidir sobre seu território.

Os militares teriam aprovado e depois ratificado a Convenção da OIT nº 169? O passado é prova incontestável que não.

É essa sequência de fatos ocorridos que faz com que muitos cidadãos achem que o Brasil foi traído. Anos atrás a Maçonaria alertou as autoridades sobre essa situação e nada foi feito até agora.

O Brasil está colhendo o que foi plantado por diversos e contínuos governos. Um país que não defende seu território, merece ser mutilado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGAproveitamos a oportunidade para lembrar ao jurista Celso Serra que a intenção de agravar o texto da Convenção 169 era tamanha que o artigo 1º do decreto de promulgação do tratado internacional da OIT está redigido nos seguintes termos:

“A Convenção no 169 da Organização Internacional do Trabalho – OIT sobre Povos Indígenas e Tribais, adotada em Genebra, em 27 de junho de 1989, apensa por cópia ao presente Decreto, será executada e cumprida tão inteiramente como nela se contém.

Por que esse reforço com a determinação “será executada e cumprida tão inteiramente como nela se contém“???

E pensar que um traidor da pátria como Celso Amorim foi alçado ao comando do Ministério da Defesa… É desanimador e estarrecedor. (C.N)

Confira quem deve ser responsabilizado pelo agravamento da questão indígena

Carlos Newton

Sempre que a chamada questão indígena é tratada aqui na Tribuna da Internet, surgem comentários especulando sobre quem realmente foi o responsável pelo apoio do governo brasileiro à Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela Organização das Nações Unidas em setembro de 2007.

Na época, o presidente era Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Celso Amorim respondia pelas Relações Exteriores. Em julho de 2007, a embaixadora Maria Luiza Viotti foi nomeada representante permanente do Brasil na ONU. Dois meses depois, em setembro, ela assinava a Declaração da ONU, em nome do governo brasileiro.

Detalhe importantíssimo: este tratado internacional vinha sendo discutido há quase 20 anos nas Nações Unidas e os representantes diplomáticos brasileiros sempre se posicionaram contrários à aprovação. De repente, não mais que de repente (como dizia o poeta Vinicius de Moraes), a missão do Brasil mudou de ideia e assinou o documento. Sabe-se que a pressão internacional, chefiada pela delegação francesa, realmente foi muito intensa, mas nada justificava o apoio do Brasil a um tratado internacional que concede independência às chamadas nações indígenas, que já detém cerca de 20% do território nacional, entre reservas demarcadas e a demarcar.

UM PRECEDENTE

Não podemos esquecer que já havia um precedente. Em 1989, final do governo de José Sarney, a delegação brasileira na Organização Internacional do Trabalho (OIT) havia assinado a Convenção 169, que abria caminho para a independência das nações indígenas. O chanceler era Abreu Sodré e é espantoso que o Brasil tenha aceitado justamente na OIT um tratado que extrapolava em muito as relações de trabalho e invadia assuntos internos de nosso país.

O pior é que esse tratado foi levado a ratificação pelo Congresso Nacional, que o aprovou em 2002, final do governo FHC, quando o chanceler era Celso Lafer. E para orgulhosamente comemorar o Dia do Índio, a 19 de abril de 2004 o então presidente Lula assinou o decreto 5.051, promulgando a Convenção 169 da OIT, a ser obedecida pelo Brasil (“executada e cumprida tão inteiramente como nela se contém“, diz o decreto).

TODOS SÃO RESPONSÁVEIS

Este é o quadro da questão indígena, que se agrava progressivamente. Todos são responsáveis: os presidentes Sarney, FHC e Lula, os chanceleres Abreu Sodré, Celso Lafer e Celso Amorim, e os embaixadores que à época representavam o Brasil na OIT e na ONU e assinaram os tratados em nome de nosso país. Os embaixadores também são responsáveis, porque deveriam ter se recusado a assinar, denunciando esses crimes de lesa-pátria.

Todos são responsáveis, não há dúvida. O único que pode dizer que não sabia de nada, claro, é Lula. Sua ignorância é uma espécie de habeas corpus preventivo. Nunca leu um só livro, como iria ler e compreender um tratado internacional de tal importância?

Agora, seus marqueteiros vivem a propagar que Lula está lendo livros. Recentemente, Lula deu entrevista dizendo ter lido a biografia de Abraham Lincoln e até citou uma passagem importante. Mas era mentira. Lula apenas viu o filme, pois citou justamente uma cena que não consta da biografia e foi inserida pela roteirista da película.

Como ensinava Noel Rosa, “pra que mentir?”

Pedir doações de petistas para pagar multa de Dirceu mais parece uma piada

Carlos Newton

Oportuna reportagem de Marina Dias, na Folha, revela que o presidente nacional do PT, Rui Falcão, não só está conclamando a militância petista a contribuir com doações para ajudar José Genoino a pagar a multa de R$ 667,5 mil estipulada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão, como também pretende fazer o mesmo em relação “aos companheiros José Dirceu, Delúbio Soares e João Paulo Cunha”, anunciou em nota oficial.

A matéria da Folha acrescenta que “de acordo com petistas, Dirceu, Delúbio e João Paulo também colocarão no ar sites como o de Genoino, para recolher contribuições em dinheiro”.

A solidariedade dos companheiros já era esperada, claro, mas pedir doações para auxiliar José Dirceu a pagar a multa judiciária parece um bocado de exagero. Parodiando Ruy Barbosa, até as paredes da Papuda sabem que Dirceu é hoje um homem muito rico, que fez “consultorias” milionárias para empresas nacionais e multinacionais, implantando um sofisticado sistema de tráfico de influência que funcionava num hotel de Brasília, onde o ex-ministro recebia autoridades do governo federal e dirigentes de empresas estatais, como o então presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli.

Dirceu não precisa desse tipo de apoio financeiro. Basta fazer um prosaico cheque e liquidar a multa, usando recursos próprios ou o dinheiro da conta do mensalão nas Ilhas Cayman, conforme consta no livro de seu ex-amigo Romeu Tuma Júnior. Simples assim.

Era só o que faltava: Dilma manda o traidor da pátria Celso Amorim resolver o caso da tribo Tenharim…

Carlos Newton

A Folha de S. Paulo informa que, em reunião no Palácio da Alvorada semana passada, a presidente Dilma Rousseff delegou ao ministro Celso Amorim (Defesa) o acompanhamento da grave crise da tribo tenharim, no sul do Amazonas. Também participaram da audiência a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e José Eduardo Cardozo (Justiça), além do vice-presidente Michel Temer.

Segundo a reportagem, o governo não descarta eventual intervenção do Exército na área, que fica a 130 km do município de Humaitá, onde se concentram as buscas da Polícia Federal por três homens sequestrados desde 16 de dezembro. Como se sabe, o funcionário da Eletrobras Aldeney Salvador, o representante comercial Luciano Ferreira e o professor Stef de Souza sumiram quando passavam pela Transamazônica dia 16 de dezembro, em trecho que atravessa a reserva indígena.

LESA-PÁTRIA

A decisão da ministra Dilma é patética. O ministro Celso Amorim foi um dos responsáveis pelo agravamento da chamada questão indígena, pois era ministro da Relações Exteriores em 2007 (governo Lula) quando a representação brasileira na ONU assinou a Declaração Universal dos Direitos dos Povos.

Antes, em 1989 (governo Sarney) o Brasil já havia assinado a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que dá margem a que todas as tribos indígenas do país reivindiquem independência política, territorial, econômica e cultural, com fronteiras fechadas.

Para entrar em vigor no país, qualquer tratado internacional precisa ser ratificado pelo Congresso. E após quase uma década de intenso debate, somente em 2002 (final do governo FHC) o Congresso ratificou a Convenção da OIT, por meio do Decreto Legislativo nº 143, em vigor desde 2004, conforme decreto do então presidente Lula, assinado sugestivamente dia 19 de abril (Dia do Índio).

E em 2005 (governo Lula) o Brasil apresentou seu primeiro relatório de implementação, comprometendo-se com a implementação integral deste acordo da OIT, inteiramente nefasto aos interesses nacionais.

Ainda não satisfeito, em 2007 (governo Lula), o Brasil curvou-se ainda mais às pressões internacionais e assinou na ONU a Declaração Universal dos Direitos do Povos Indígenas, que ratifica a Convenção 169 da OIT e garante a independências das chamadas nações indígenas.

IMPASSE

Diante das críticas dos setores políticos mais nacionalistas, que enxergam na Convenção e na Declaração facilidades totais para que povos indígenas declarem independência, fracionando o território brasileiro, o governo (primeiro, Lula; e agora, Dilma) até hoje não enviou o texto do tratado da ONU para ratificação pelo Congresso.

Mesmo assim, as lideranças indígenas, apoiadas pelas ONGs estrangeiras e por entidades como o CIMI – Conselho Indigenista Missionário (Igreja Católica), estão em franco movimento visando à independência e já anunciaram que vão recorrer aos tribunais internacionais.

Nessa conjuntura, colocar Celso Amorim para resolver a questão indígena é um escárnio, uma afronta à cidadania e à nacionalidade.

CARTA NA MANGA

A esperança que resta para evitar o desmembramento de cerca de 20% do território nacional (reservas já demarcadas ou por demarcar) é uma salvaguarda existente na Constituição Federal, que pode ser invocado se a situação continuar se agravando:

Art.49 – É da competência exclusiva do Congresso Nacional: 

I – resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional. (redação dada pela Emenda Constitucional 19/98 – D.O.U. 05.06.98).

Mas a grande dúvida é a seguinte: Quem pode confiar no Congresso Nacional, diante da corrupção generalizada que lá campeia e da esmagadora pressão internacional que será feita, caso uma decisão desse teor entre em pauta no Legislativo? Pode-se prever a ocupação da Praça dos Três Poderes por tribos de todo o país, engrossadas pelos representantes das ONGs estrangeiras (são mais de 100 mil na Amazônia) e dos “ecólatras” e “ecochatos” de plantão, generosamente patrocinados com moeda forte e de procedência desconhecida.

Esta é a situação que se oculta por trás da questão indígena.

Causador da crise em Humaitá é proibido pela Funai de dar entrevistas

Carlos Newton
Na nota oficial sobre a exoneração do coordenador regional Ivã Gouvêa Bocchini, responsável pela região de Humaitá (AM), a Fundação Nacional do Índio (Funai) salienta que seu ex-funcionário “não está autorizado a dar entrevistas”.
Bocchini foi responsável pelo agravamento na crise na região, onde a população está em conflito com os índios da etnia tenharim desde que três moradores desapareceram, em 16 de dezembro, quando atravessavam a reserva indígena.

O então coordenador Ivã Bocchini  é autor de um texto postado na internet levantando a hipótese de assassinato do líder indígena Ivan Tenharim, que morreu em 3 de dezembro, após sofrer um acidente de motocicleta quando voltava de Santo Antônio do Matupi para sua aldeia.

DENÚNCIA

Publicada por Bocchini no blog da Funai de Humaitá, a denúncia incitou os indígenas a vingar a morte do cacique com o sequestro de três moradores da cidade – o professor Stef Pinheiro, de 43 anos, o representante comercial Luciano Ferreira Freire, de 30, e o técnico da Eletrobrás Aldeney Ribeiro Salvador, 40, que ocupavam um Gol preto quando desapareceram, no dia 16.

Há notícias de que um soldado da PM teria visto os índios escondendo o carro na mata. Mas o fato concreto é que, revoltados com o desaparecimento dos três, outros moradores incendiaram a sede da Funai, veículos e um barco de assistência aos índios, em pleno Natal. Dois dias depois, um grupo invadiu a aldeia e também destruiu postos de pedágio mantidos pelos índios na Rodovia Transamazônica.

A Funai tem todo direito de demitir o funcionário que agravou a crise, mas não pode proibi-lo de dar entrevista. É uma atitude patética, autoritária e ilegal. Bocchini tem todo o direito de se defender e de divulgar os motivos que o levaram a postar a denúncia no blog da Funai. É o que se espera que ele faça.

José Rainha, ex-líder do MST, visita João Paulo Cunha e faz comentários racistas sobre Joaquim Barbosa

José Rainha Jr. falou com a imprensa após visita à casa de João Paulo CunhaFoto: Jorge William / O Globo

Carlos Newton

Os jornais divulgam que na tarde desta quarta-feira, em Brasília, o ainda deputado João Paulo Cunha (PT-SP), recebeu em seu apartamento funcional o ex-líder do Movimento Sem Terra (MST) José Rainha Júnior.

Após o encontro, Rainha saiu do apartamento por volta das 15h30m e falou com a imprensa e afirmou que conhece o deputado desde o início dos anos 1980, quando Cunha o visitou quando foi preso. Disse que Cunha, “companheiro e inocente”, sofre na pele a mesma perseguição que ele sofreu, como “discriminação contra as lideranças sociais do PT, que ousou construir um país diferente”.

Rainha, que disse já ter sido preso 13 vezes, criticou o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, com argumentos racistas, assinalando que o ministro age como “senhor de engenho”. Tachando Joaquim Barbosa de “injusto e arbitrário”, disse Rainha: “O dia em que o negro visitou a casa grande e se encantou pelos anéis, ele é tão reacionário com o dono de engenho. O dia em que o negro nega a sua raça, o seu sangue, a sua história, ele é tão branco como um dono de engenho”.

Questionado diretamente se Barbosa está agindo como “senhor de engenho”, Rainha respondeu: “Não tenho dúvida nenhuma. Mudou alguma coisa desde (o tempo da divisão) casa grande e senzala?” – disse, para novamente atacar Joaquim Barbosa: “Aqueles que ocupam um cargo que representariam sua classe e origem, se negam a ela para defender exatamente os donos de engenho de olhos azuis”.

Traduzindo tudo isso: como defensores como José Rainha Júnior, o ainda deputado João Paulo Cunha nem precisa de inimigos.

Cabral, o governador factóide, cria no Rio um batalhão que já existe

Carlos Newton

Sergio Cabral não tem jeito, mesmo. Desta vez, decidiu inventar a criação de um “Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos”, cujo foco é a atuação da PM “onde houver a presença de multidões, seja em manifestações populares, jogos de futebol ou qualquer outro evento esportivo ou cultural”.

De acordo com a resolução da Secretaria de Segurança, o objetivo do novo batalhão é dotar a PM de “instrumentos especializados, eficazes e inteligentes para sua atuação no campo do policiamento ostensivo, visando à preservação da ordem pública em locais públicos”.

Acontece que esta corporação já existe há muitas décadas e sempre foi chamada de Batalhão de Choque. E o próprio texto da tal “resolução” (que destaca a necessidade de policiais “especializados e treinados para atuar dentro de uma doutrina de policiamento de proximidade, através do emprego de equipamentos e técnicas próprias, visando a gestão de multidões”) reconhece que os agentes passam por treinamento específico “de mediação de conflito e de controle de distúrbios, bem similares aos do Batalhão de Choque”.

Traduzindo: ao invés de governar, Cabral simplesmente finge que governa. Ou seja, não passa de um “governador factóide”.

Grande imprensa tenta esconder a grave crise do mercado imobiliário

Carlos Newton

O professor de economia Luis Carlos Ewald, conhecido como “Sr. Dinheiro” por suas aparições no programa Fantástico, está prevendo que a bolha imobiliária vai estourar no Brasil ainda no primeiro semestre de 2014, mas nenhum veículo da grande imprensa, incluindo jornais, revistas e televisões vai entrevistá-lo.

O motivo é simples. A mídia tem ganhado muito dinheiro com o “boom” imobiliário, faturando propagandas caras e sofisticadas, além dos anúncios classificados de compra, venda e aluguel. E agora não pode dizer que o sonho acabou.

Ewald deu entrevista ao excelente site econômico InfoMoney, dizendo simplesmente o seguinte: “Não se vende nada e tem muita oferta. Quem comprou, não consegue vender. Está desesperador”.

DESESPERO

É claro que a grande mídia jamais vai repercutir esse tipo de afirmação, embora esteja claro que a fonte da inflação imobiliária já tenha secado. As grandes empresas do setor estão entrando em desespero, porque começaram a construir prédios sem vender todas as unidades na planta. Com o esgotamento da bolha, agora não estão conseguindo vender os apartamentos restantes.

Esse tipo de especulação funciona na economia como o conhecido golpe das pirâmides. Quem chega primeiro vai ganhando dinheiro, mas os que aderem depois acabam segurando o estouro. Uma coisa é comprar imóvel para fugir do aluguel. Outra, muito diferente, é querer transformar isso num negócio de compra e venda, como virou moda por aqui.

NOBEL DE ECONOMIA

O economista americano Robert Shiller, vencedor do Prêmio Nobel em 2013, que previu o estouro das bolhas da Nasdaq e do Subprime nos Estados Unidos, já detectou a bolha imobiliária brasileira, salientando que não há nada que justifique a magnitude da alta dos preços dos imóveis no Brasil.

“Eu também já estou avisando faz tempo. Quando o mercado fica assim fantasioso, pode esperar uma crise, porque ela irá vir. Eu já vi isso acontecer três vezes no Brasil e todas as vezes foi a mesma coisa”, completou o professor Luis Carlos Ewald, cujas advertências estão circulando com sucesso na internet, mas no momento não tem a menor chance de ser entrevistado na grande imprensa.

Só irão ouvi-lo depois que a bolha estourar.

 

Genoino troca de endereço mais uma vez e ninguém sabe por que ainda não alugou um apartamento

Carlos Newton

Os jornais informam que, condenado em regime semiaberto no processo do mensalão, o ex-presidente do PT José Genoino, alegando invalidez, desde 24 de novembro conquistou o regime aberto provisoriamente e já trocou de endereço por pelo menos três vez nos últimos 40 dias. A última mudança ocorreu na sexta-feira (3) e segundo o advogado Luiz Fernando Pacheco a decisão foi comunicada na véspera ao Supremo Tribunal Federal.

Para pressionar a ida de Genoino para São Paulo, em prisão domiciliar, alega o advogado que o ex-presidente do PT tem problemas para encontrar acomodação em Brasília e agora teve de deixar a residência do sogro da filha. “Ele foi uma pessoa generosa que acolheu o Genoino. Mas diante da negativa do STF de autorizar que o Genoino cumprisse pena em São Paulo decidiu-se procurar outro endereço”, disse Pacheco ao Broadcast Político do Estadão, sem revelar o novo local nem de quem seria a propriedade.

FUGINDO DA CADEIA

A verdade é que, desde que houve a ordem de prisão, Genoino tenta se livrar da cadeia. Dizendo que estava passando muito mal, chegou a ser internado no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal, mas a equipe médica da Universidade de Brasília constatou que seu estado de saúde não requeria maiores cuidados e lhe deu alta. Logo em seguida, outra equipe médica, da Câmara Federal, confirmou o laudo anterior e lhe negou aposentadoria por invalidez.

O que poucos sabem é que Genoino já é aposentado pela Câmara e recebe cerca de 20 mil reais por mês. O pedido de nova aposentadoria por invalizez foi feito simplesmente para elevar a aposentadoria para 27 mil reais.

Além desse rendimento, ele dispõe também da chamada Bolsa-Ditadura, que lhe garante mais alguns milhares de reais por mês, e tudo sem pagar Imposto de Renda, por ter alegado “cardiopatia grave”.

Esta é a situação financeira de Genoino, que alega ser “pobre, pobre, pobre, de marré deci”. Mas na verdade tem renda suficiente para alugar um belo apartamento em Brasília e parar de chorar miséria. Afinal, esse comportamento patético fica feio para um ex-guerrilheiro.

Exército pode ajudar na busca dos corpos dos três homens sequestrados pelos índios

Carlos Newton

É uma notícia importante, não há dúvida. Os jornais informam que na terça-feira (7) o general de exército Eduardo Dias da Costa Villas Boas, comandante militar da Amazônia, vai sobrevoar a região onde três homens foram sequestrados dia 16 de dezembro, quando passavam de carro na rodovia Transamazônica.

Reportagem de José Maria Tomazela, enviado especial do Estadão, informa que o chefe militar vai decidir se autoriza a entrada na floresta da tropa de elite do Exército, especialista em combate na selva, para ajudar nas buscas, como querem familiares dos desaparecidos. Antes do sobrevoo, Villas Boas se reunirá com o general de brigada Ubiratan Poty, em Porto Velho.

SUSPEITA

Tomazela revela também que o advogado Carlos Terrinha, que representa as famílias dos desaparecidos, está pedindo à Funai que investigue a conduta do coordenador regional do Madeira, Ivã Bocchini, que teria usado o blog oficial do órgão para levantar suspeitas sobre a morte do cacique Ivan Tenharim, após acidente de moto, dia 3 de dezembro.

“As autoridades competentes devem ser capazes, agora, de dar uma resposta à altura da importância que o cacique tinha para os tenharim. A Funai irá cobrar a polícia para que haja uma investigação e seja apontada a verdadeira causa da morte”, escreveu.

O repórter do Estadão assinala que a suspeita realmente foi levantada por Bocchini antes do desaparecimento dos três homens na Transamazônica e levou a população a ligar os casos. E Bocchini alegou que acompanhou o velório do cacique e apenas relatou as suspeitas levantadas pelos próprios índios durante a cerimônia.

COMENTARISTA

Foi o comentarista Guido Batagglia que escreveu ao Blog da Tribuna da Internet revelando que o coordenador regional do Madeira, Ivã Bocchini, teria sido responsável pelo começo de tudo, com um comentário infeliz, pessoal, baseado sobre opiniões de outras pessoas.

“Utilizou um blog federal para expressar ideias próprias sem a autorização dos superiores dele. Ele, querendo ou não querendo, cometeu um crime. Teria, no mínimo, de ser despedido por justa causa”, salientou Battaglia, com toda razão.

Buscas realizadas por 300 policiais não conseguem encontrar os corpos dos três homens sequestrados pelos índios

Carlos Newton
Reportagem de José Maria Tomazela e Chico Siqueira, da Agência Estado, mostra que a situação em Humaitá segue se agravando, porque continuam sem sucesso as buscas pelos três homens desaparecidos desde 16 de dezembro, na rodovia que cruza a reserva indígena.
Circulam boatos nas redes sociais dando conta de que os corpos teriam sido encontrados e estariam escondidos para evitar o acirramento nos ânimos. Mas a verdade é que não se sabe o que aconteceu ao professor Stef Pinheiro, ao comerciante Luciano Ferreira Freire e ao técnico Aldeney Ribeiro Salvador. Eles teriam sido mortos pelos índios em represália ao suposto assassinato do cacique Ivan Tenharim. Segundo a versão da polícia, porém, o cacique simplesmente se acidentou com sua moto.

Até agora, a força-tarefa só encontrou pedaços de um veículo incendiado entre os municípios de Humaitá e o distrito de Santo Antônio do Matupi. É a primeira pista localizada e divulgada pela Polícia Federal em Rondônia, que centraliza as informações.

Em nota, a PF definiu o local como de “interesse pericial”. “Importante frisar, visto a onda de boatos infundados que se espalha, que até o momento nenhuma pessoa ou corpo foi encontrado, assim como não foi identificado o veículo”, descreve a nota. Peritos criminais federais vão realizar exames no local.

SEM COOPERAÇÃO

De acordo com o advogado das famílias dos desaparecidos, Carlos Terrinha, apesar de terem garantido à Polícia Federal que ajudariam na busca de informações sobre os desaparecidos, os caciques indígenas não estariam colaborando com as investigações.

As buscas ocorrem a partir do km 130 da rodovia Transamazônica (BR-230), onde o automóvel Gol preto no qual viajavam os desaparecidos teria sido avistado pela última vez. O local tem mata fechada e de difícil acesso. Cerca de 300 soldados do Exército, Força Nacional e agentes da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal estão envolvidos nas buscas, no controle da passagem pela reserva e na proteção dos índios. Outros 200 homens das polícias estaduais garantem a segurança em Humaitá.

Desistência de Marina Silva à candidatura presidencial ainda não foi confirmada

Carlos Newton

O jornalista Ricardo Noblat publicou este sábado em O Globo a notícia de que Marina Silva desistira da candidatura presidencial. Mas essa informação ainda não foi confirmada. Segundo a repórter Isadora Peron, do Estadão, o que há é uma expectativa: O PSB espera que Marina Silva anuncie publicamente que será vice na chapa de Eduardo Campos à Presidência até o fim do mês ou meados de fevereiro. A condição que teria sido imposta pela ex-ministra para que isso ocorra é que a sigla abra mão de apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo.

“O nosso desejo é que ela (Marina) seja a vice”, disse à repórter o líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS), um dos principais articuladores políticos de Campos. O deputado nega que haja uma decisão sobre o quadro paulista, principal foco de tensão entre os integrantes do PSB e da Rede Sustentabilidade, sigla que Marina tentou criar, mas teve o registro negado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

“Essa não é uma decisão que vai ser tomada de cima para baixo, pelo Campos ou por Marina. É uma decisão que os diretórios estaduais vão tomar”, disse Albuquerque.

No dia 17, Campos vai receber no Recife os principais dirigentes do PSB para definir o cronograma de campanha e discutir a situação dos palanques estaduais.

MARINA CALADA

Até agora, a pré-candidata Marina Silva continua calada. Terceira colocada na corrida presidencial de 2010, quando recebeu cerca de 20 milhões de votos, o nome dela aparece sempre com índices maiores que os de Campos nas pesquisas de intenção de voto.

No último levantamento do Datafolha, divulgado em dezembro, Marina alcança 26% das intenções de voto quando disputa com a presidente Dilma Rousseff e com Aécio. Em outro cenário, contra os mesmos adversários, Campos marca 11%.

Traduzindo tudo isso: o PSB pertence a Eduardo Campos. Foi ingenuidade de Marina Silva se filiar a esse partido, achando que poderia ser escolhida para candidata, no lugar de Eduardo Campos. Agora, está sendo pressionada a aceitar a candidatura a vice. E os dirigentes do PSB já dão o fato como consumado.

Vamos aguardar, porque tudo indica que o assunto terá muitos desdobramentos. Outro dia, no mesmo Globo, saiu a notícia de que José Serra havia desistido em favor de Aécio Neves. Depois, não era bem assim…

Senador Requião pede explicações ao BNDES sobre dívidas da Organização Globo

Carlos Newton

Com a multiplicação da estupenda herança recebida de Roberto Marinho, seus três filhos recentemente conseguiram subir no alto do pódio como a família mais rica do Brasil, suplantando as griffes Ermírio de Moraes Setubal, Gerdau e tantas mais, sem falar na família do ex-tudo Eike Batista.

Justamente por isso, é surpreendente que os Marinho possam ter dívidas junto ao BNDES. Este banco estatal, como todos sabem, vem usando indevidamente os recursos do povo brasileiro (arrecadados pelo FAT – Fundo de Apoio ao Trabalhador) para apoiar com juros de 5% ao ano grandes corporações nacionais e estrangeiras, que não necessitam de fomento e têm totais condições de buscar financiamentos no mercado internacional, como é caso da própria Organização Globo.

Nesse caso, a novidade é que, no apagar das luzes da legislatura de 2013, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) apresentou requerimento de informações ao ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, a quem o BNDES é subordinado, nos seguintes termos:

Requeiro que sejam informadas e remetidas, as respectivas copias dos documentos relativos aos benefícios fiscais e creditícios que tem sido concedidos às empresas componentes das Organizações Globo. Indicando, inclusive, se há amparo legal para a concessão de benefícios a quem esteja com elevadas dividas com a União”.

LESSA NÃO EMPRESTOU

Até novembro de 2005, final da gestão do economista Carlos Lessa no BNDES, apenas uma empresa da Organização Globo tinha dívidas com o BNDES – a NET.  Na época, representando a família Marinho, a economista Maria Silvia Bastos Marques realmente tentou conseguir um vultoso financiamento para a Organização Globo, mas não foi bem sucedida, até porque existia uma proibição do Tribunal de Contas da União, que impedia novos empréstimos ao grupo, enquanto não fosse resolvida a inadimplência da NET.

De lá para cá, ninguém sabe o que acontece no BNDES, porque desde o início da gestão de Luciano Coutinho o banco estatal deixou de ser transparente. Até então, o BNDES divulgava toda grande operação realizada, encaminhando as informações diretamente a todos os órgãos da grande imprensa e publicando em seu site oficial. Mas Luciano Coutinho resolveu acabar com a transparência, para operar mais à vontade, digamos assim.

Agora, com o oportuno requerimento do senador Requião, a opinião pública poderá saber se houve qualquer financiamento à Organização Globo, que ultimamente tem sido muito criticada por ser uma das maiores sonegadoras de impostos do país. Essa prática está se tornando uma verdadeira praga, utilizando abertamente por grandes corporações empresariais privadas que atuam no Brasil.

Simplesmente não pagam os impostos, colocam o dinheiro para render no mercado financeiro, depois se beneficiam com o programa Refis (quitação de impostos federais atrasados, mas sem multas e juros).

Em novembro, por exemplo, o Tesouro só apresentou superávit de R$ 28,8 bilhões após incorporar os R$ 15 bilhões dos bônus pagos pelo leilão de Libra e mais R$ 20,4 bilhões arrecadados com incentivo a empresas que quitassem dívidas sem multas e juros. Somente a mineradora Vale renegociou R$ 6 bilhões, com os bancos privados renegociando outros R$ 12 bilhões, vejam que grandes espertalhões. A Globo também está nessa onda, claro. Sonegam, fazem o dinheiro render e depois não pagam multa nem juros, embolsando os rendimentos obtidos. Ah, Brasil!

Brigadeiro reconhece que os índios estão abandonados pelo governo, mas não aceita que se dê independência às nações indígenas

Carlos Newton

Um dos militares que mais conhecem a situação dos índios brasileiros é o major brigadeiro Carlos Eurico Peclat, Comandante do 4º Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo e responsável pela Comissão de Aeroportos da Região Amazônica.

Em recente palestra sobre “Apoio ao Meio Ambiente em Áreas Remotas – Participação da Força Aérea Brasileira”, o brigadeiro foi incisivo nas críticas ao governo: “Podemos dobrar a produção agrícola, mas não há como escoar. Quem está estudando isso?”, indagou, afirmando que os Estados Unidos têm como política de Estado defender os interesses do povo, mas no Brasil isso não está acontecendo, porque falta planejamento a nosso país.

Sobre a sustentabilidade na Amazônia, o brigadeiro Carlos Peclat lamentou que não haja iniciativas concretas com esse objetivo e exemplificou: “Manaus e Santarém jogam seus esgotos no Rio Amazonas, sem tratamento. E não há uma política para mudar isso”.

ÍNDIOS ABANDONADOS

A seguir, fez um duro relato sobre a situação de abandono dos índios. Disse que a FAB os contrata para trabalhar nas obras dos aeroportos, mas isso pouco adianta. “Quando o serviço termina, eles não têm o que fazer, ninguém os ampara”, salientou Peclat, acrescentando:

“O índio quer se integrar à sociedade brasileira, mas o Estado não aparece. Só aparece em época de eleição”, desabafou, frisando que os indígenas deveriam ter direito a todas as benesses dos outros brasileiros, mas hoje somente são atendidos pelas Forças Armadas.

Depois da palestra, o brigadeiro Peclat me concedeu uma entrevista. Indaguei sobre a opinião dos militares a respeito da Declaração Universal dos Direitos das Nações Indígenas, assinada pelo Brasil na ONU, que dá independência territorial, política, econômica e administrativa às tribos.

“Temos muito amor e respeito pelos índios, mas não se pode aceitar essa reivindicação de dar independência às nações indígenas. Os índios precisam entender que são brasileiros. Os índios que não querem mais ser brasileiros precisam falar claramente sobre isso, para que sejam tomadas as providências necessárias” – respondeu o chefe militar.

Previsão de Ano Novo: Bolha imobiliária atinge o ápice e depois…

Carlos Newton

Não é preciso ser ilusionista para perceber que a bolha imobiliária no Brasil está atingindo o ápice. A única dúvida é saber se vai explodir igual aos Estados Unidos ou se irá esvaziando devagar, devagarinho, no estilo do Martinho da Vila.

Há alguns anos, desde que os juros dos fundos financeiros começaram a baixar e passaram a apenas empatar com a inflação, os chamados “rentistas” passaram a investir em imóveis e os preços dispararam.

A empolgação era geral, os corretores de imóveis ganharam dinheiro como nunca. Mas acontece que ninguém consegue derrubar a lei da oferta e procura, ainda não surgiu Nobel da Economia capaz de decifrar esse enigma.

E o resultado já começa a aparecer. Circula na internet uma espantosa comparação entre os preços atuais dos imóveis no Brasil, nos EUA e em outros países. É inacreditável a disparidade.

Também fazem sucesso na internet as fotos do porão em Copacabana, cheio de canos de esgoto à mostra, oferecido para venda pela módica quantia de 300 mil reais, vejam a que ponto chegamos.

UM GRAVE PROBLEMA

O problema afeta a economia como um todo. Pelo Brasil inteiro, é um espanto o número de lojas e galpões vazios, oferecidos para alugar ou vender. Em Botafogo, aqui no Rio, pedem 400 mil para vender uma lojinha de 48 m², numa rua sem movimento. Parece piada.

Quem se arrisca a abrir um negócio tendo de investir tanto para comprar ou alugar o ponto? É claro que se trata de uma circunstância altamente desestimulante. E não adianta a presidente Dilma ir à TV para dizer que está tudo bem e pedir que os empresários invistam e que seja abertos novas empresas. A bolha imobiliária está prejudicando os negócios, não há dúvida.

EXEMPLO DOS EUA

Nos Estados Unidos a bolha imobiliária explodiu e balançou a maior economia do planeta, mas no Brasil a situação é bem diferente, porque aqui não há a praxe de serem feitas sucessivas hipotecas sobre imóveis.

O que está aumentando é o número de imóveis vazios, para aluguel ou venda, e os corretores estão entrando em desespero. No Rio, o mercado está devagar, quase parando. Uma casa de vila, no Rio de Janeiro, com 4 quartos, está para aluguel por 7 mil reais. Desanimado, o corretor reconhece que assim não é possível, ninguém se interessa. Diz que o valor real será 3 mil ou, no máximo, 4 mil.

É claro que o mercado está caindo na real. Chama atenção o anúncio de um apartamento amplo, de três quartos, em Ipanema, prédio antigo, sem elevador, por apenas 3,5 mil mensais, algo inimaginável até alguns meses atrás. E já aparecem muitos anúncios dizendo “aceito oferta”…

Traduzindo tudo isso: A bolha começa a desinchar, sem explodir. Mas a economia vai mal, presidente Dilma, e pode prejudicar sua candidatura. Pergunte à General Motors. Ou ao próprio PT, que prefere a candidatura de Lula.

Faz sucesso na internet a entrevista de Ciro Gomes dizendo que Lula ‘está conspirando’ para ser candidato no lugar de Dilma

Carlos Newton

O excelente colunista Ilimar Franco, de O Globo, noticiou que “petistas estão em campanha contra a ida de Ciro Gomes seja convidado para a Saúde”. A informação não somente é verdadeira, como também revela os bastidores da sucessão presidencial, porque os citados “petistas” espalham na internet uma entrevista de Ciro Gomes em que ele diz que Lula “está conspirando” para ser o candidato do PT nas eleições de 2014.

Esse estardalhaço com a entrevista de Ciro, ao invés de enfraquecer sua indicação para o ministério, só está fortalecendo, porque hoje Dilma e Ciro são aliados contra Lula. O ex-governador do Ceará não perdoa o golpe que Lula lhe aplicou, sugerindo que ele mudasse o endereço eleitoral para São Paulo em 2009, quando estava bem cotado na pesquisa CNI/Ibope, e depois optando por Dilma e inviabilizando a candidatura de Ciro ao Planalto em 2010.

A notícia divulgada por Ilmar Franco confirma a série de reportagens exclusivas publicadas aqui no Blog da Tribuna da Internet, sobre as manobras de bastidores de Lula para sair candidato pelo PT.

ECONOMIA FRACA

A candidatura de Dilma depende hoje do desempenho da economia, e as perspectivas não são nada animadoras. Reportagem de Nivaldo Souza, do site iG Brasília,mostra que o incentivo ao consumo como principal motor do crescimento está sendo chamado por alguns economistas de “insistência no erro”’ por parte da presidente Dilma Rousseff.

As críticas atingem também o fraco desempenho na área fiscal após desonerações sem a reestruturação da carga tributária, o isolamento do Banco Central (BC) como único agente efetivo na tentativa de controlar a inflação e a falta de foco para diminuir despesas.

A desoneração tributária concedida pelo governo a para estimular setores da indústria gerou redução de R$ 14 bilhões na arrecadação federal em 2013. Outros R$ 28 bilhões deixarão de entrar nos cofres do governo em 2014.

Na contramão, os gastos públicos saltaram de R$ 725,76 bilhões para R$ 827,88 bilhões na comparação entre 2012 e 2013.  E em novembro o Tesouro só apresentou superávit de R$ 28,8 bilhões após incorporar os R$ 15 bilhões dos bônus pagos pelo leilão de Libra e mais R$ 20,4 bilhões arrecadados com incentivo a empresas que quitassem dívidas sem multas e juros. Somente a mineradora Vale renegociou R$ 6 bilhões, com os bancos privados renegociando outros R$ 12 bilhões, vejam que grandes espertalhões. Sonegam e depois não pagam multa nem juros. Ah, Brasil!

Traduzindo: para desalojar Dilma da candidatura, bastará Lula repetir o assessor de Clinton e dizer: “É a economia, estúpida!”.