Procura-se desesperadamente um craque como Amarildo para substituir Neymar

Emoções das Copas, 1962

Carlos Newton

Futebol, todos sabem, é jogo de conjunto. Ninguém ganha nem perde sozinho. Se a ausência de Neymar é hoje um problema gravíssimo, pode-se calcular a comoção que ocorreu em 1962 quando o Brasil perdeu Pelé logo na segunda partida da Copa. Naquela época, não havia substituições e todo jogador contundido que ainda aguentava ficar de pé era colocado na ponta-esquerda, para ficar “fazendo número”, como se dizia.

Na estreia, a seleção derrotou o México  por 2 a 0, mas Pelé se contundiu no jogo seguinte, contra a Tchecoslováquia, empate de 0 a 0. O treinador Aymoré Moreira escalou Amarildo, numa decisão longe de ser unanimidade. Ele tinha apenas 21 anos, mas já era uma estrela no Botafogo, formando um endiabrado e fulminante ataque com Garrincha,  Quarentinha e Zagallo.

Deu certo. Garrincha e Amarildo se entendiam divinamente. Logo no primeiro jogo, contra a Espanha, o jovem atacante simplesmente fez os dois gols no triunfo duríssimo por 2 a 1, garantindo a classificação à próxima fase.  Entusiasmado, o jornalista Nelson Rodrigues logo o apelidou de “O Possesso”.

GARRINCHA, DEMAIS!

Garrincha na época era o maior jogador do mundo. Nesta Copa, fez gol de cabeça e gol batendo falta, de curva. Na semifinal, diante dos chilenos, o ponta-direita  marcou os dois primeiros gols da goleada por 4 a 2, o centroavante Vavá fez os outros dois, e Amarildo também jogou muito bem.

Cada vez mais empolgado, Nelson Rodrigues escrevia artigos e mais artigos sobre “O Possesso”, prevendo o bicampeonato. E não deu outra: na decisão, em novo jogo contra a Tchecoslováquia, Amarildo abriu o placar para o triunfo por 3 a 1. O Brasil conquistou o bicampeonato e não pairava mais qualquer dúvida sobre a importância de Amarildo. Junto com Garrincha, ele foi um dos mais aplaudidos pelo público na recepção da delegação em Brasília, relatou à época O Estado de S. Paulo.

Amarildo tornou-se um superstar mundial. No ano seguinte à Copa foi contratado pelo Milan, onde jogou até 1967. Ainda na Itália, passou Fiorentina e Roma. Em 1974 encerrou a carreira no Vasco da Gama. Um supercraque.

QUEM SERÁ O NOVO AMARILDO?

Bem, está no hora de Felipão e Parreira escolherem quem fará o papel de Amarildo na próxima terça-feira, enfrentando a sempre poderosa Alemanha, que já é tricampeã e, se bobearmos, pode virar tetracampeã, como a Itália, e ficar colada no Brasil.

São poucas as opções. Eu prefiro Bernard, e escalaria o time assim: Júlio Cesar; Maicon, David Luiz, Henrique e Marcelo; Fernandinho, Hernandes e Oscar: Bernard, Hulk e Jô.

Mas Felipão e Parreira são retranqueiros e só escalariam este timaço no segundo tempo, se estivessem perdendo. E la nave va.

Ataques terroristas passaram a ser rotineiros no Egito, que está se tornando um país inviável


Simpatizantes de Mursi entram em confronto com a polícia no Cairo: bombas de gás lacrimogêneo foram lançadas contra manifestantes
Foto: AL YOUM AL SAABI / REUTERS

Carlos Newton

A Primavera Árabe decididamente ameaça mergulhar o país num ciclo de retrocesso econômico e social. Na quinta-feira, um atentado a bomba e confrontos entre a polícia e manifestantes no Cairo deixaram cinco pessoas mortas, no primeiro aniversário de um ano do golpe militar que depôs Mohamed Mursi, o primeiro presidente eleito do Egito. Houve protestos em diversas cidades e 200 manifestantes foram presos.

Os  atentados terroristas não cessam. A capital Cairo tem sido assolada por uma séria de pequenas explosões nos últimos dias, e dois policiais morreram na segunda-feira quando tentavam desarmar bombas deixadas perto do palácio presidencial.

O balanço de um ano de confrontos indica a morte da mais de 2 mil pessoas, 20 mil prisões e relatos de tortura. Atualmente, toda a cúpula do governo deposto, incluindo o próprio Mursi, está presa. Mohamed Badie, o líder espiritual da Irmandade Muçulmana, foi sentenciado à morte, junto com centenas de outros militantes islamitas. O movimento, ao qual Mursi é ligado, era tolerado na época do governo Mubarak, mas voltou à clandestinidade após a reviravolta no Egito.

A crise econômica é gravíssima e o turismo tornou-se uma atividade decadente. E o mais importante país do Oriente Médio está ficando inviável e sem perspectivas. Conforme previmos aqui na Tribuna da Internet, o Egito vai acabar sentindo saudades do ditador Hosni Mubarak.

 

Volta de Delúbio ao “trabalho” na CUT desmoraliza a Justiça e o sistema prisional brasileiro

Mas acontece que a autorização para trabalhar na CUT é indevida e fere flagrantemente o chamado “espírito da lei” que permite trabalho externo aos presos com bom comportamento. Como se sabe, o objetivo da lei é ressocializar o detento, através da terapia ocupacional. Mas é óbvio que nenhum juiz deve autorizar que o preso volte a atuar na mesma empresa ou instituição na qual praticou o crime que motivou a condenação.

ASSUNTO DE DOMÍNIO PÚBLICO…

Delúbio Soares cumpre pena por crimes cometidos justamente quando ocupava o cargo de Tesoureiro do PT, partido do qual seria expulso e depois readmitido. E qualquer pessoa pessoa minimamente informada tem conhecimento de que a CUT funciona como uma espécie de sucursal do PT. Portanto, a juíza jamais poderia desconhecer esse fato. Como diz o cantor Compadre Washington, “inocente, sabe de nada!”. O que ela efetivamente fez, não há dúvida, foi revalidar a autorização anterior, concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski, notoriamente ligado ao PT e à família do ex-presidente Lula.

Semana passada, o Supremo determinou que Delúbio tem direito de trabalhar fora, mas em nenhum momento mandou permitir que ele trabalhe onde bem entenda. No caso da CUT, seus privilégios e mordomias são tantos que tem até carro “oficial” para apanhá-lo na Papuda. E na sede da CUT, Delúbio tem total liberdade para conduzir sua bem-sucedida “consultoria” instalada em Goiânia, onde é especializada em tráfico de influência na Prefeitura local, administrada pelo PT.

E ainda chamam isso de Justiça…

Com técnicos retranqueiros como Felipão e Parreira, a seleção brasileira perdeu a mística e já não impõe respeito

Carlos Newton

Depois que o Brasil se sagrou campeão mundial em 1958, com o surgimento dos mitos Pelé e Garrincha, repetindo a dose em 1962, formou-se no mundo uma aura de superioridade do futebol brasileiro, a qual era absolutamente real e foi confirmada em 1970, com o fracasso de 1966 considerado apenas um acidente de percurso.

Nossos craques passaram a reforçar os times europeus, a exportação de jogadores se tornou um excepcional negócio (mas só para os empresários e os cartolas, como continua a ser, basta citar a nebulosa contratação de Neymar pelo Barcelona, envolvendo alta sonegação, suborno e tudo o mais).

Desde essa época de ouro, toda seleção que ia enfrentar o Brasil já entrava em campo retraída, empate era considerado vitória. A força da mística era mesmo impressionante.

RICARDO TEIXEIRA

Tudo ia bem, até que em 1989 João Havelange, então todo-poderoso presidente da Fifa, manobrou para colocar no comando da CBF o próprio genro, um advogado mineiro desconhecido chamado Ricardo Teixeira. Ele não era nada, havia até fracassado numa sociedade que fizera com o sogro no mercado financeiro, mas sabia bajulá-lo como ninguém, a ponto de registrar seu primeiro filho como Ricardo Teixeira Havelange, colocando o sobrenome belga do então presidente da Fifa no final do nome do menino, ao contrário do que determinava a legislação brasileira.

Começou então a desmoralização da imagem da seleção brasileira, porque Ricardo Teixeira sempre demonstrou predileção por técnicos retranqueiros, que não cultivassem a ousadia nem o chamado futebol-arte. Essa estratégia defensiva alastrou-se pelo país, passando a ser chamada pelos comentaristas de “a praga dos quatro volantes”.

DE IGUAL PARA IGUAL

O resultado é cada vez mais absurdo: vemos seleções fraquíssimas enfrentando o Brasil de igual para igual, enquanto permanecemos atuando na retranca. Qualquer país hoje  joga contra o Brasil sem tremer. Ou seja, embora sejamos os únicos pentacampeões, aquela mística não existe mais.

Por tudo isso, contra a Colômbia, esta sexta-feira, todo cuidado é pouco. Lembremos que nossa seleção empatou os quatro últimos jogos contra eles, que estão cada vez melhores e jogam um futebol alegre e cheio de gols, como o Brasil de antigamente.

Nossa esperança é que esta Copa não tem favoritos, qualquer seleção pode ser campeã, inclusive o Brasil, que joga em casa e tem plenas condições de vencer mais um mundial, sem choro nem vela, claro.

Candidatos nanicos à Presidência crescem e aparecem para confirmar o segundo turno

Carlos Newton

A colunista Raquel Faria, do jornal mineiro O Tempo, fez esta semana uma excelente análise a respeito da importância dos candidatos dos partidos nanicos à Presidência da República. “Seja pelo grande número, seja pelo desempenho individual de alguns, os nanicos já se mostram uma força eleitoral importante na corrida presidencial. O último Ibope listou 11 nomes. E puxados pelo Pastor Everaldo, que chegou a 3%, os nanicos tiveram juntos 9% das preferências. Mesmo com a saída de um deles, Magno Malta (PR), a lista segue extensa e competitiva, podendo passar de 15% com o voto do eleitor de protesto, que rejeita os candidatos do “sistema”, vinculados aos grandes partidos”, comentou a jornalista de Belo Horizonte, acrescentando:

“O avanço dos nanicos é uma dor de cabeça para o comitê de Dilma, pois aumenta as chances de um segundo turno. Mas também preocupam o outro lado porque roubam votos e dificultam o crescimento dos candidatos mais fortes da oposição”.

UMA NOVA ELEIÇÃO

A jornalista Raquel Faria tem toda razão. Os candidatos nanicos fizeram com que a sucessão presidencial tenha ido para segundo turno nas três últimas sucessões presidenciais. E o mais interessante é que não há transferência de votos seguindo a orientação do partido e os conchavos de cúpula. Pelo contrário, o segundo turno funciona como uma nova eleição, como se partíssemos do zero.

O maior exemplo desse fenômeno do segundo turno ocorreu em Minas Gerais, na eleição entre Helio Costa (PMDB) e Eduardo Azeredo (PSDB) em 1994. Costa ficou teve 48,8% dos votos no primeiro turno, deixando de ser eleito por apenas 1,2% dos eleitores, mas acabou sendo derrotado por Azeredo no segundo turno. Outro exemplo: Geraldo Alckmin, enfrentando Lula em 2006, teve mais votos no primeiro turno do que no segundo. Ou seja, muitos eleitores mudam o voto.

Portanto, é no segundo turno que mora o perigo…

Capitaneada pela Organização Globo, que é uma espécie de sócia da Fifa, a mídia ajuda a alienar o país na Copa

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Caramba! O que está acontecendo com a mídia? De repente, a Copa do Mundo passou a ocupar a maioria das páginas dos jornais, substituindo grande parte do noticiário das editorias de política, administração, geral, polícia, local e economia, justamente quando o país entra numa importantíssima fase de suas eleições gerais. É como se tivessem se apropriado da criação do genial Miguel Gustavo – “de repente é aquela corrente pra frente” – e transformado essa paixão nacional num monstro midiático, que suga tudo o que estiver por perto.

Nas TVs é a mesma coisa. Só se fala na Copa. Os telejornais se tornaram programas futebolísticos. E como nem há assunto para tanto espaço, fica uma repetição ridícula. Quem quer saber se o Vietnã se classificou ou se o craque de Sumatra está com uma torção?

Tudo isso só acontece que a mídia brasileira é comandada pela Organização Globo, a única com cacife para se associar à Fifa no Mundial, e a cobertura global puxa o resto da mídia, que não lucra nada com a Copa, mas não quer ficar atrás…

UM EXAGERO FLAGRANTE

É claro que a cobertura da Copa está flagrantemente exagerada. O país, na verdade, atravessa um momento difícil na economia, na administração, no emprego, na ética, na saúde, na educação, na segurança e até na ordem pública, mas de repente parece ter entrado para o melhor dos mundos do Professor Pangloss, genial criação de Voltaire. E a quem interessa essa alienação total, esse carnaval fora de época?

Este sábado, tem jogo do Brasil. Devemos torcer para que nossos atletas façam uma boa apresentação e cheguem a mais uma vitória, subindo o quarto dos sete degraus da glória do esporte mais disputado do mundo. A Copa é um sucesso, não há dúvida, mas não resolverá nossos problemas. No dia 13 de julho o país terá de acordar para sua realidade, não importa quem tenha sido o campeão.

Apressadinho, o ministro Barroso já quer liberar Genoino para trabalhar fora da cadeia

Carlos Newton

É patética e merece repulsa a afirmação espontânea do ministro Luís Roberto Barroso, no plenário do Supremo Tribunal Federal, a respeito da situação do preso José Genoino. Na condição de relator do processo do mensalão (ação penal 470), quarta-feira Barroso tomou a iniciativa de adiantar ser favorável a que Genoino tenha autorização para trabalhar fora da penitenciária da Papuda.

O posicionamento de Barroso é injustificável, porque não leva em conta uma realidade indiscutível: antes de ser condenado à prisão e ainda na condição de deputado federal pelo PT de São Paulo, Genoino deu entrada na Mesa da Câmara com pedido de aposentadoria por “invalidez permanente”. E quem declara ser “para sempre inválido” não pode voltar a trabalhar, caso contrário fica comprovado ser um farsante.

JÁ ERA APOSENTADO…

Detalhe: desde que perdera a eleição em 2010 e ficara como suplente, Genoino já era aposentado pela Câmara com cerca de R$ 20 mil mensais, além de receber a “Bolsa Ditadura” por ter entrado na luta armada.

Quando surgiu a vaga e o suplente Genoino reassumiu o mandato, ficou suspensa a aposentadoria da Câmara, claro. Pois vejam até onde vai a ganância deste antigo “guerrilheiro”: após ser condenado a 6 anos e 11 meses de prisão no processo do mensalão, em 4 de setembro de 2013 o ainda deputado Genoino protocolou na Mesa da Câmara um novo pedido de aposentadoria, desta vez alegando “invalidez permanente”, para receber o salário integral de R$ 27 mil, ou seja, para ter um aumento de R$ 7 mil na aposentadoria.

De lá para cá, Genoino já foi submetido a vários exames, realizados pelos maiores cardiologistas de Brasília, e todos foram unânimes em atestar que ele não tem “invalidez permanente” e seu estado de saúde é tão estável que o “paciente” tem condições de cumprir a pena na Penitenciária da Papuda.

Depois desse teatro todo, com encenações as mais variadas e um escarcéu na imprensa, com a família e os amigos alegando que Genoino poderia morrer a qualquer momento, agora vem o ministro Luís Roberto Barroso e espontaneamente se manifesta a favor da autorização para que Genoino trabalhe fora da Papuda, um pedido, aliás, que ainda nem foi formalizado pelo advogado do preso.

E depois ainda chamam isso de Justiça…

Gabrielli mentiu sem parar na CPI e disse que não vai abrir seu sigilo bancário.

Carlos Newton

Em depoimento na CPI mista da Petrobras, o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli afirmou ontem que “compramos uma refinaria barata, abaixo do preço de mercado”, jactou de que na ocasião “a Petrobras também comprou uma comercializadora de petróleo pesado nos Estados Unidos”. E para reforçar seus delírios empresariais, afirmou que à época da compra de Pasadena o refino americano vivia um momento de “ouro” no mercado internacional.

O incrível é que ninguém caiu na gargalhada, nenhum parlamentar o ameaçou prender por mentir perante uma comissão parlamentar de inquérito. Foram muitas mentiras, mas vamos selecionar e analisar apenas três dela:

1) A refinaria de Pasadena não foi barata nem abaixo do preço do mercado. Pelo contrário, foi vendida com um superfaturamento colossal, beneficiando a Astra Oil, que diz ter feito um dos melhores negócios do mundo.

2) A Petrobras não comprou nenhuma “comercializadora de petróleo pesado”. Ao dizer essa bobagem, Gabrielli mostra que nada sabe sobre petróleo. Na verdade, não existe, no mundo, nenhuma “comercializadora de petróleo pesado”, o que há são empresas comercializadoras de petróleo, que tem várias categorias, entre o leve e o superpesado. Além disso, duas realidade: o petróleo pesado é desprezado nos Estados Unidos e Pasadena jamais refinou um só barril de petróleo pesado.

3) Não existia “momento de ouro” do refino americano no mercado internacional, porque os EUA são apenas importadores de petróleo, e nem são exportadores de combustíveis, o que só está previsto para acontecer em 2025, se a produção interna seguir aumentando etc. e tal. Se não são exportadores de combustíveis, como poderia existir um momento de ouro do refino americano no mercado internacional?

FARSANTE E ENGANADOR

É a terceira vez que o sorridente Sergio Gabrielli vai ao Congresso para explicar as denúncias de irregularidades na Petrobras. É um farsante, um enganador. Como os parlamentares pouco conhecem sobre a indústria do petróleo, Gabrielli diz o que bem entende.

Nas duas CPIs já houve muitos depoimentos, mas ninguém revela a informação principal: quantos barris Pasadena refina por dia. É o segredo mais bem guardado da Petrobras. Os depoentes falam genericamente sobre “100 mil barris”, mas isso era a capacidade nominal da refinaria, quando foi construída em 1934. O que interessa saber é quanto ela refina por dia agora e qual o lucro que dá, a cada mês.

A presidente Maria das Graças Foster já deu a dica, dizendo que “hoje Pasadena seria um mau negócio”. Para um bom entendedor, isso significa que a capacidade de refino é pequena. Se realmente Pasadena estivesse processando 100 mi barris/dia, o lucro seria enorme e nem existiria CPI.

NÃO ABRE O SIGILO

O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli afirmou  que não vai abrir mão do seu sigilo bancário. Em resposta ao questionamento feito pelo deputado Izalci Lucas (PSDB-DF), ele disse que não está envolvido em nenhuma das denúncias de mau uso de recursos públicos ou de corrupção que são alvo de investigações oficiais.

“Não tem por que abrir mão do meu sigilo bancário”, afirmou. A oposição já apresentou requerimentos para quebrar os sigilos dele, mas os pedidos ainda não foram votados.

Quer dizer, se o sigilo bancário dele for quebrado, a vaca da Petrobras mergulha direto no brejo. Os parlamentares têm o dever de quebrar o sigilo dele, mas será que isso acontecerá?

 

 

Sarney, Cabral, Dirceu, Genoino, Jefferson, Delúbio, Cunha, Costa Neto, Donadon e Henry já estão fora da política. Mas e os outros?

Carlos Newton

Com a notícia de que José Sarney e Sérgio Cabral desistiram da política, a Bolsa de Valores deveria ter conseguido uma alta recorde esta terça-feira, mas ficou praticamente estável, como se o afastamento “voluntário” de políticos corruptos não tivesse maior importância. Juntando Sarney e Cabral com os mensaleiros e outros picaretas já cassados e até presos, como Natan Donadon, temos um time completo, uma verdadeira seleção de políticos venais e de péssimo caráter.
Certamente a Bovespa não teve alta recorde porque ainda falta muito corrupto para ser punido. São tantos os políticos, governantes e administradores públicos que continuam impunes que a seleção que começamos a citar no título do artigo chega a ser ridícula.
Em matéria de malfeitos (apelido generoso que a ainda presidente Dilma Rousseff dá aos gravíssimos atos de corrupção em seu governo), o Brasil tem especialistas em todas as áreas e pode escalar um número praticamente infindável de seleções, sobretudo se ao lado das cúpulas dos três Poderes incluirmos os que agem a nível estadual e municipal e atuam nos chamados cargos em comissão, aqueles aos quais se pode ter acesso sem ter competência, merecimento ou probidade.
Se o presidente pode colocar no Supremo um advogado que não consegue ser aprovado em concurso de juiz e que responde a processos, o que pensar do que acontece com os cargos em comissão? É por isso que somente agora o primo de Rosemary Noronha está sendo demitido do Ministério dos Transportes, onde ocupava cargo em comissão devido a seu “notório saber”.
NADA A FESTEJAR…
Realmente, a Bolsa de Valores não pode festejar nada, se somente agora o Supremo Tribunal Federal decide abrir ação penal contra o deputado Oziel de Oliveira (PDT-BA), ex-prefeito do município baiano de Luís Eduardo Magalhães. denunciado por crimes ocorridos há cerca dez anos, quando autorizou a compra sem licitação de combustível em quantidade suficiente para que os carros da prefeitura dessem uma volta ao planeta diariamente.
Como a Bolsa pode subir diante dessas notícias, se hoje mesmo o Supremo vai mostrar que no Brasil a Justiça tem dono, recolocando Delúbio Soares em seu escritório na CUT, que todos sabem ser uma sucursal do PT, e dando a José Dirceu o direito de trabalhar onde bem entender, para retomar suas milionárias “consultorias”, que é como se chama hoje o antigo tráfico de influência? E José Genoíno, claro não tarda a sair da Papuda para sua prisão domiciliar, onde poderá desfrutar sua aposentadoria de 20 mil reais e sua Bolsa Ditadura. ambas pagas com dinheiro do povo. E la nave va, impunemente, no país do Carnaval e do Futebol.

Decreto dos Conselhos Populares é mais uma criação “genial” do marqueteiro de Dilma Rousseff

Carlos Newton

Os jornais mostram que a recém-criada Política Nacional de Participação Social, instituída via  decreto 8.243, está destinada ao fracasso. A grande dúvida é saber quem teve essa mirabolante ideia. Especula-se que teria sido Lula.

Acontece, porém, Bem, que  Lula e Dilma há muitos meses estão em rota de colisão e os últimos ministros até foram indicados exclusivamente por ela, (em especial, o atual chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, a quem Lula não suporta), tudo indica que a criação do decreto dos conselhos populistas, digo, populares, tenha nascido sob inspiração do marqueteiro João Santana, no desespero para aumentar a popularidade da presidente Dilma Rousseff e confirmar a candidatura dela.

O fato é que a iniciativa está sofrendo ataques de juristas independentes, das oposições e até de partidos da base aliada, que consideram o decreto como nova tentativa do governo petista de aparelhar a administração pública.

TODOS CRITICAM

Os aliados do Planalto silenciam, enquanto o próprio vice-presidente da República, Michel Temer, critica abertamente o decreto e propõe que o governo o transforme em projeto de lei a ser debatido pelo Congresso. O presidente da Câmara, deputado Henrique Alves (PMDB-RN), que a princípio tentou defender o decreto, já aderiu à sugestão de Temer, e um bloco de dez partidos decidiu lutar para derrubar o decreto no Supremo Tribunal Federal, paralisando os trabalhos legislativos.  Ao mesmo tempo, também a Ordem dos Advogados do Brasil avalia se vai contestá-lo nos tribunais.
Traduzindo: ninguém gostou do decreto e fica patente que nem mesmo o marqueteiro João Santana (uma espécie de 40º ministro, o único a quem Dilma ouve e obedece) está conseguindo tirar do atoleiro a candidatura dela.
Quanto ao relacionamento entre Dilma e Lula, depois que o ex-presidente faltou propositadamente à inauguração do estádio que ele próprio criou, deixando-a levar a vaia sozinha, o que se sabe é que os dois hoje se odeiam profundamente. Como recomendava Ibrahim Sued, não convidem Lula e Dilma para o mesmo evento social…

Candidatura de Dilma continua a depender de Lula

Carlos Newton

Para aqueles que encaram a candidatura de Dilma Rousseff como definitiva, pode-se dizer que “há controvérsias”, como dizia o célebre comediante Francisco Milani, que chegou a ser vereador no Rio de Janeiro pelo Partido Comunista Brasileiro, em 1992.

A respeito da Convenção Nacional do PT que confirmou a candidatura de Dilma Rousseff, o jurista José Carlos Werneck, uma das pessoas mais bem informadas de Brasília, nos enviou a seguinte mensagem:

Isso que aconteceu na Convenção petista era esperado, mas nada que preocupe os partidários do “Volta Lula”. Corria solto,sem nenhum segredo: ”Lula é candidatíssimo à presidência da República”, este ano. O PT aguarda o final do prazo,concedido pela Justiça Eleitoral, para a substituição dos candidatos que é de VINTE DIAS ANTES DA DATA MARCADA PARA A ELEIÇÃO.

LULA, O DONO DO PT

Conforme já explicamos aqui, no PT tudo depende exclusivamente de Lula, que comanda o partido com mão de ferro e esvaziou todas as lideranças que poderiam cerscer para ameaçar sua primazia, como Aloizio Mercadante, Marta Suplicy e Tarso Genro. O PT faz tudo o que ele determina, ninguém tem coragem de contestá-lo. Exerce uma ditadura personalíssima e irremovível.

Foi assim com a escolha de Dilma para candidata em 2010, não ouviu ninguém. Foi também assim com a nomeação dos ministros e dos cargos das estatais no início do governo dela. E continuou sendo assim na escolha de Fernando Haddad para disputar a prefeitura de São Paulo em 2012 e na indicação de Alexandre Padilha para candidato ao governo de São Paulo.

Ninguém sabe o que passa na cabeça dele. Na convenção deste sábado, deu ordens para desmobilizar a militância do movimento “Viva Lula” e votar em Dilma. Amanhã, pode trocar de ideia.

Movimento “Volta, Lula” quer disputar no voto a Convenção do PT e derrubar Dilma Rousseff

Carlos Newton

A Copa do Mundo invadiu arrasadoramente o espaço da mídia em geral, mas nos bastidores a política está fervendo, especialmente depois que foi revelado um detalhe da última pesquisa Datafolha, mostrando que Aécio Neves (PSDB) já está na frente de Dilma entre os eleitores que dizem conhecer os três principais candidatos.

Por isso, o PT caminha para sua importantíssima Convenção Nacional em clima de expectativa total. São 800 delegados, eleitos pelos Diretórios estaduais, que vão decidir a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição, assunto principal da pauta, que inclui também a aprovação da aliança com o PMDB, que volta a indicar o ex-deputado Michel Temer para candidato a vice-presidente.

O problema é que a candidatura de Dilma desta vez não está empolgando o partido, como aconteceu em 2010, quando Lula a escolheu sem ouvir ninguém e ela teve seu nome submetido à Convenção sem haver concorrente.

Mas agora a situação é inversa, Dilma Rousseff sofre crescente rejeição dentro do partido e entre os eleitores em geral. As últimas pesquisas indicam que a aprovação do nome dela está em viés de baixa, o que representa uma grande ameaça.

PESQUISA DESANIMADORA

O pior notícia foi a última pesquisa Datafolha, que confirmou não somente a realização do segundo turno, como também pela primeira vez registrou, dentro da margem de erro, empate técnico de Dilma e Áecio na votação final. O detalhe mais importante, somente divulgado esta semana, foi a indicação de que, entre os eleitores que dizem já conhecer os três principais candidatos, Aécio Neves (PSDB) já está na frente de Dilma, com 29% a 23%, enquanto Eduardo Campos (PSB) tem 14%.

Essa pesquisa foi altamente negativa para o PT, porque indica que Aécio e Campos ainda têm muito a crescer na campanha eleitoral. Motivo: todos os eleitores já conhecem Dilma Rousseff, mas muitos ainda não conhecem Aécio e Campos.

O fato é que Dilma não está conseguindo se recuperar nas pesquisas e esta semana o PT nem se interessou em “vazar” para a mídia o último resultado do Vox Populi, que semanalmente faz pesquisas sigilosas para o partido, sem registro na Justiça Eleitoral.

“VOLTA, LULA”

É nesse clima que o PT vai à Convenção neste sábado. Sabe-se que integrantes do movimento “Volta, Lula” querem se inscrever para defender da tribuna a candidatura dele. Se o próprio Lula não impedir que isso aconteça, quem falar defendendo o lançamento do nome dele será ovacionado e um tsunami pode varrer a Convenção e inundar Brasília.

Como se sabe, no PT tudo depende de Lula, que domina o partido com mão de ferro. Por isso, na Convenção Nacional, a candidatura de Dilma também vai depender exclusivamente dele. O PT, como sempre, fará o que Lula ordenar. Democracia é isso aí, o resto é paisagem, já ensinava Érico Veríssimo.

Às vésperas da convenção do PT, a grande dúvida é saber quem irá defender a candidatura de Lula

Carlos Newton

Aqui no blog da Tribuna da Internet, indagamos o que acontecerá se algum delegado subir à tribuna na Convenção Nacional do PT, este sábado, e defender a substituição da candidatura da presidente Dilma Rousseff para que a legenda seja entregue a Lula.

De Brasília, o jurista José Werneck, sempre bem informadíssimo, então nos mandou a seguinte mensagem: “Tome nota: ISTO VAI ACONTECER”. Ou seja, Werneck conta o milagre, mas não revela o santo.

Se não tivesse ocorrido a Operação Lava Jato da Polícia Federal, que já levou o deputado paranaense André Vargas a sair do PT antes que o expulsassem, certamente seria ele o encarregado de propor a substituição da candidatura de Dilma Rousseff, porque até então era o mais destacado líder do movimento “Volta, Lula”.

Mas hoje Andre Vargas não existe mais no PT. A defesa de Lula então será feita por outros delegados que integram o movimento, porque em mensagem anterior o próprio Werneck já havia avisado que “Lula é candidatíssimo”. E surge outra dúvida: nesta hipótese, quem terá coragem de defender a candidatura de Dilma e rejeitar Lula?

SAIA JUSTA

Quer dizer, não importa a indumentária escolhida pela presidente Dilma Rousseff para comparecer à Convenção, já se pode dizer que existe uma saia justa à espera dela. E pode ser que não apenas um, mas vários delegados do PT defendam a candidatura de Lula, inflamando os demais convencionais, até que ele enfim aceite disputar, repetindo Dom Pedro no chamado Dia do Fico: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação…”

Os candidatos mais cotados da oposição, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) torcem desesperadamente para que Dilma consiga derrotar Lula e sair realmente candidata. Motivos: 1) Aécio e Campos reconhecem que Lula é muito mais forte eleitoralmente do que ela; 2) sabem que se Dilma for candidata, o PT vai dividido para as urnas e o próprio Lula não repetirá o desempenho de 2010, quando foi incansável e percorreu todos os Estados pedindo votos para ela.

Bem, hoje é quinta-feira e a Convenção será sábado. Até lá, quem conseguirá dormir. Então, haja Lexotan e Rivotril…

O que acontecerá na Convenção do PT se algum orador defender a candidatura de Lula?

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Carlos Newton

Todos sabem que em 2010 Dilma Rousseff não tinha grande futuro político. Se conseguisse se eleger deputada federal pelo PT gaúcho, já deveria se dar por satisfeita. Mas Lula armou o plano estratégico de lançar a candidatura dela, sem ouvir ninguém nem consultar o partido, porque de qualquer maneira ele, Lula, sairia ganhando.

Lançando Dilma, Lula evitava a consolidação de uma outra liderança no partido que pudesse fazer frente a ele no futuro, como Tarso Genro, Marta Suplicy ou Aloizio Mercadante, que naquela época já tinham grande visibilidade nacional e maior experiência política. Além disso, se Dilma ganhasse, a vitória seria atribuída a ele, Lula. Se Dilma perdesse, ninguém o culparia e ele poderia voltar em 2014.

Por isso, Lula lutou como um leão na campanha, fez o possível e o impossível para levar Dilma à vitória. Jamais imaginou que algum dia ela tivesse coragem de enfrentá-lo. E no começo, quem governava era ele. Nomeava quem bem entendia, Dilma engolia tudo calada.

DILMA SE LIBERTA

Mas Lula ficou muito doente, com câncer na laringe, ninguém sabia se teria condições de se recuperar e voltar à política. Ao mesmo tempo, as pesquisas de opinião davam a Dilma Rousseff índices sensacionais de aprovação popular, tão altos quanto os obtidos por Lula. Ela então decidiu se libertar, governar sozinha e não ouvir mais o ex-presidente. Desde o ano passado, realmente vem governando sozinha, embora poucos tenham percebido isso. Lula jamais permitiria, por exemplo, que ela nomeasse Aloizio Mercadante para a Casa Civil.

Veio o caso Rosemary e Dilma mandou a Comissão de Ética fazer carga contra ela, para enfraquecer Lula politicamente. Lula jamais a perdoou por isso, porque em caso semelhante, quando a então ministra Erenice Guerra foi apanhada em flagrante corrupção, Lula fingiu que não viu e ela nem foi processada, recebeu apenas uma advertência e pode até ser novamente nomeada para qualquer cargo público.

Lula e Dilma passaram a ser inimigos cordiais, se odiando com um sorriso nos lábios, de olho nos fotógrafos e cinegrafistas.

CINISMO E HIPOCRISIA

É nessa situação de cinismo pessoal e hipocrisia partidária que os dois chegam à Convenção Nacional deste sábado, em Brasília. O partido está todo a favor da candidatura de Lula, mas ele, magnanimamente, diz que a vez é de Dilma.

A convenção está sendo oficialmente convocada para confirmar a candidatura de Dilma Rousseff. O convite divulgado pelo site do PT é bastante claro a este respeito. Mas acontece que a última pesquisa Datafolha mostra que o tucano Aécio Neves já supera Dilma entre os eleitores que dizem conhecer os candidatos (29% a 23%, com Eduardo Campos com 14%), algo espantoso e inesperado, pois indica que Aécio e Campos ainda têm muito a crescer nas pesquisas.

E agora? O que acontecerá na Convenção Nacional do PT, este sábado, se algum delegado subir à tribuna e fizer um discurso veemente defendendo a candidatura de Dilma?

Por isso, desta vez o suspense é mesmo de matar o Hitchcock, como dizia o grande compositor e publicitário Miguel Gustavo.

Às vésperas da convenção do PT, Datafolha mostra que Aécio já supera Dilma entre eleitores que conhecem os candidatos

Carlos Newton

Botaram água no chope da festa do PT este sábado, na convenção nacional que vai confirmar Dilma Rousseff como candidata à Presidência da República. De acordo com notícia divulgada no blog do jornalista Fernando Rodrigues nesta terça-feira (17), na última pesquisa Datafolha Aécio já aparece com 29% das intenções de votos, contra 23% de Dilma e 14% de Eduardo Campos, entre os eleitores que afirmam conhecer “muito bem” ou “um pouco” os principais candidatos.

O levantamento foi realizado entre os dias 4 e 5 de junho e esta é a última parte da pesquisa que está sendo divulgada. Segundo o Instituto Datafolha, apenas 20% dos eleitores afirmam conhecer muito bem ou pouco os candidatos, o que pode indicar um potencial de crescimento ainda maior para Aécio, à medida em que ele for se tornando conhecido pelos eleitores.

O recorte da pesquisa também aponta a liderança de Aécio Neves em São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Neste cenário, o tucano tem 33%, quase o dobro das intenções de votos de Dilma Rousseff e Eduardo Campos, que aparecem com 17% cada.

E agora, PT? Vai insistir de Dilma ou vai substituí-la por Lula???

Haja Lexotan e Rivotril! PT faz este sábado a Convenção para decidir candidatura de Dilma

Carlos Newton

Com as atenções dos brasileiros voltadas para a Copa do Mundo, o Partido dos Trabalhadores realiza no próximo sábado (21) a Convenção Nacional para decidir a candidatura da presidenta Dilma Rousseff na disputa à reeleição. De concreto, mesmo, somente a formalização da aliança com o PMDB, com a confirmação do nome do vice-presidente Michel Temer como companheiro de chapa de Dilma ou de Lula, que diz não aceitar a candidatura, mas sempre deixa antever que essa possibilidade ainda existe.

A expectativa é enorme, porque o movimento “Volta, Lula” é amplamente majoritário no partido. Se houver apresentação de duas chapas, Lula vence com a maior facilidade, até porque a presidente está em viés de queda nas pesquisas, que já indicam não somente que haverá segundo turno, como também que, na margem de erro, a situação passou a ser de empate técnico com o candidato do PSDB, senador Aécio Neves.

A importantíssima Convenção o ocorrerá no Centro de Eventos Brasil 21, em Brasília, a partir das 8 horas, quando se inicia o credenciamento dos 800 delegados e delegadas do partido. A abertura está prevista para as 10 horas, com a presença da presidenta Dilma Rousseff, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e dos presidentes de partidos aliados, ministros, parlamentares, lideranças políticas, dirigentes e militantes. O encerramento está previsto para as 14 horas.

SUSPENSE CRESCENTE

A presidente Dilma Rousseff já avisou que não irá desistir. Alega que ainda é líder na pesquisas e que voltará a subir quando se iniciar a propaganda eleitoral pelo rádio e TV. Os partidos de oposição estão torcendo para que a candidatura de Dilma prevaleça, porque as pesquisas indicam que Lula continua a ser o preferido dos eleitores e, ao contrário de Dilma, tem possibilidade de vencer no primeiro turno.

Os oposicionistas estão confiantes porque, além do prestígio da presidente Dilma ter entrado em viés de queda, simultaneamente tem aumentado a rejeição ao nome dela. Outro dado importante é o aparecimento de Joaquim Barbosa no cenário político. Embora não seja candidato, seu prestígio é muito grande e uma das mais recentes pesquisas mostra que 17% dos eleitores estariam dispostos da votar em um candidato apoiado pelo presidente do Supremo.

O suspense aumenta progressivamente. Quando a Convenção do PT começar e algum delegado tomar a palavra e defender a candidatura de Lula, a temperatura no Centro de Eventos Brasil 21vai arrebentar os termômetros, podem ter certeza. E não faltam convencionais que queiram defender essa explosiva tese.

Faltam apenas 13 dias para o PT escolher entre Dilma e Lula para disputar a eleição. Façam suas apostas

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Carlos Newton

O noticiário da Copa do Mundo jogou a política para escanteio e ninguém está mais se preocupando com política. Continua havendo vaias, manifestações de protestos, confrontos e prisões, mas isso tudo ficará em segundo plano enquanto a seleção brasileira estiver rolando a bola.

Os torcedores da Tribuna da Internet são especiais, conseguem manter um olho no padre e outro na missa, acompanhando ao mesmo tempo o futebol e a política. Então, vamos esquecer um pouco a Copa e dar geral na situação do PT, que no atual momento político é o que verdadeiramente interessa, porque as outras candidaturas já estão estratificadas, depois da substituição do pretendente pelo PSOL e do lançamento de mais três nomes pelo PV, pelo PEN e pelo PSTU, que insiste em José Maria de Almeida pela quinta vez… E será que o outro José Maria, o Eymael, também eterno candidato, vai disputar?

Enquanto no PSOL, por divergências programáticas, a candidatura do senador Randolfe Rodrigues é substituída pela ex-deputada federal Luciana Genro, o Partido Verde lança o ex-deputado Eduardo Jorge e o Partido Ecológico Nacional (fruto de uma dissidência do PV) anuncia a candidatura de Ana Maria Rangel, que já disputou a Presidência uma vez pelo PRP, em 2006, e chegou em quinto lugar, com 126 mil votos. Naquela ocasião, os candidatos nanicos tiveram quase 3 milhões de votos e levaram a disputa para o segundo turno, como ameaça ocorrer novamente agora.

NADA DE NOVO NO FRONT

Não houve modificações nas pesquisas, a presidente Dilma continua em viés de baixa, enquanto a oposição está em viés de alta na maioria dos levantamentos. Todas as pesquisas, porém, têm um ponto em comum – indicam a tendência de a disputa ir para segundo turno, uma hipótese que assusta o PT e aumenta a pressão do movimento “Volta, Lula” nesta reta de chegada para a convenção.

No desespero, Dilma Rousseff segue viajando pelo país, em plena campanha, e não dá mostras de que pretenda desistir em favor de Lula, que se comporta da mesma forma que ela, pois também age como se estivesse em campanha e chega ao cúmulo de criticar publicamente a política econômica de sua sucessora, como se fosse de oposição, vejam ao ponto de desfaçatez política que chegamos.

SÓ DUAS SEMANAS

Faltam apenas duas semanas para a Convenção do PT e nesse ínterim devem ser divulgadas mais duas pesquisas, pelo menos – Datafolha e MDA/CNT, sem contar, é claro, com as pesquisas Sensus promovidas semanalmente pelo PT sem registro na Justiça Eleitoral e que nem são divulgadas oficialmente, o partido apenas “vaza” quando a informação é de seu interesse.

É nesse clima de total indefinição que o PT caminha para a mais importante convenção nacional de sua história, pois desta vez há dois pré-candidatos – um, declaradamente e afirmando que não cederá e vai até o fim; e o outro, dissimuladamente e dizendo que não quer ser candidato, porém…

Façam suas apostas.

Votar nulo, em branco ou se abster são decisões que só favorecem os políticos corruptos

Carlos Newton

No desespero com a progressiva decadência dos três poderes da República, muitos brasileiros defendem uma renovação radical da classe política. Uns pretendem invalidar as eleições através do voto nulo ou em branco, outros defendem a abstenção e há também quem sugira que não se reeleja nenhum político, votando-se apenas em quem jamais disputou eleição.

Alguns acham que, se a maioria anular o voto, votar em branco ou se abster, a eleição será automaticamente invalidade, mas isso não é verdade. Nenhuma eleição jamais será invalidada por votos nulos, em branco ou abstenção massiva. Se houver apenas um voto, ele será válido e o resultado da eleição estará confirmado.

Na forma da lei, infelizmente a nulidade da votação somente ocorre em casos muito especiais, com ocorrência de fraude ou erro essencial de organização.

UMA DECEPÇÃO ENORME

Entende-se perfeitamente a decepção desses brasileiros. Realmente, é muito duro suportar tanta falta de espírito público, tanta corrupção e tanta impunidade, em meio à progressiva segregação de grande parte da população brasileira, que necessita dos serviços públicos de saúde, educação, saneamento e transportes, mas continua eternamente desassistida.

Veja-se o caso da saúde pública, por exemplo. Os governantes conseguiram dividir os brasileiros em duas classes – os que têm planos de saúde e os que não têm. Mas há, ainda, mais uma subclasse, formada pelos segurados de planos de saúde que não funcionam e fazem com que o suposto beneficiário acabe tendo de recorrer aos hospitais públicos.

Na educação, formaram-se as mesmas classes, dividindo os brasileiros entre os que têm escola particular e os que necessitam da escola pública, havendo também a subclasse dos que se sacrificam para colocar os filhos em colégios particulares que também quase nada ensinam.

REALIDADE MASSACRANTE

É diante desta realidade incontestável e massacrante que muitos brasileiros perdem a confiança nas eleições, por entenderem que votar não significa nada. É verdade, muitas eleições não mudam nada, mas não se pode aceitar esse posicionamento autodestrutivo de brasileiros conscientes, porque a eleição é nossa única arma.

Se os brasileiros conscientes desistem de votar, os únicos beneficiados são os políticos profissionais, que já têm seus feudos. Quando votamos nulo ou em branco, e quando deixamos de votar, os corruptos ficam cada vez mais fortalecidos.

Por tudo isso, fica claro que os brasileiros conscientes não podem se omitir nas eleições. Pelo contrário, precisam participar e influir para que os melhores candidatos (ou os “menos piores”, como diz o comentarista Théo Fernandes) sejam eleitos. Pensem nisso.

Oposição incompetente não consegue desvendar o maior segredo da Petrobras. Afinal, quantos barris Pasadena refina por dia?

Carlos Newton

Já está ficando monótono. A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, já depôs quatro vezes no Congresso; o ex-diretor da Área Internacional, Nestor Cerveró, também já apresentou seu show aos parlamentares em várias ocasiões; o ex-diretor do Abastecimento (leia-se: Refino), Paulo Roberto Costa, já esteve duas vezes falando ao Legislativo; e o ex-presidente Sérgio Gabrielli, também, mas nenhum deles revelou o segredo mais bem guardado da Petrobras.

Trabalhei durante dois anos na Área do Abastecimento, que chamamos de Abast, fiz muitos amigos lá. Antes da compra de Pasadena, havia transparência nas informações, qualquer funcionário poderia saber quanto cada refinaria estava produzindo efetivamente.

Agora, não. A Petrobras passou a estar envolvida em segredos impenetráveis. Seu site não tem mais a necessária transparência. Os números são guardados a sete chaves, como se dizia antigamente, ou cercados pelos sete lados, como ainda se diz no linguajar do jogo-do-bicho.

NINGUÉM SABE INFORMAR

Perguntei a doze funcionários da Área do Abastecimento quanto produz por dia a refinaria de Pasadena. Nenhum deles soube informar, porque não se consegue acesso a esses números tenebrosos.

Esta semana, a presidente da estatal, Graça Foster (como prefere ser chamada), voltou a depor no Congresso e admitiu que a compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, não foi um bom negócio, mas veio novamente com aquela velha estória de que a proposta se mostrava boa no momento em que foi apresentada (2006), observados o mercado da época e as condições da economia mundial. No entanto, segundo ela, após a crise de 2008, a situação mudou e o negócio deixou de ser vantajoso. “Olhando todo esse conjunto, a Petrobras considera que não foi um bom negócio com as condições atuais”, reiterou.

Mas novamente não disse (será que algum parlamentar perguntou?) quantos barris a refinaria processa por dia. E este é justamente o ponto principal da questão, a informação mais importante e decisiva. Diante da passividade dos parlamentares, que parecem não saber a diferença entre capacidade nominal e capacidade real de refino, Graça Foster, Sergio Gabrielli, Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa afirmaram que Pasadena tem capacidade de Pasadena de processar 100 mil barris/dia.

Mas nenhum deles revelou quanto a unidade efetivamente está refinando. E nenhum parlamentar perguntou nada. Todos engoliram os tais de 100 mil barris (de capacidade nominal).

CAPACIDADE NOMINAL

Quando foi construída pela dinastia Rockefeller em 1934, a refinaria tinha realmente capacidade de processar 100 mil barris diários de óleo leve. Hoje, só Deus sabe quantos barris processa por dia, porque a Petrobras não quer divulgar mesmo.

Se Pasadena estivesse processando realmente 100 mil barris/dia, estaria dando um baita lucro à Petrobras, Graça Foster & Cia. Ltda. já teriam esfregado esses números nos narizes dos parlamentares da oposição e o assunto teria se esgotado, não haveria escândalo algum. E o ex-diretor Paulo Roberto Costa não teria declarado que, para comprar Pasadena, a Petrobras fez “contas de padaria”, sem conferir os números…

Os parlamentares têm poder para exigir essa informação sobre o total do refino, que matará a charada dessa grande negociata internacional.  E por que não o fazem? Ora, é só por incompetência, mesmo.Essa oposição é como o governo – não vale mesmo nada.

Imprensa internacional destaca que confrontos entre manifestantes e policiais marcaram o primeiro dia da Copa

Carlos Newton

Aconteceu o que se esperava na abertura da Copa do Mundo, com xingamentos à presidente Dilma Rousseff no Itaquerão e manifestações em diversas cidades. Em seus sites, jornais internacionais e outros órgão de comunicação, como a CNN, destacaram os protestos realizados no Brasil, embora a maioria não tenha conseguido a adesão popular que se esperava.

Em São Paulo ocorreu o problema mais grave, quando os manifestantes foram às ruas na zona leste da capital. Bombas de efeito moral foram usadas pela PM, que durante o ato deteve três pessoas. Todas as pessoas que embarcavam no metrô eram revistadas. Na Estação de Tatuapé, um menino de 12 anos foi atingido por uma bomba de gás pela tropa de choque da PM, que entrou em confronto com manifestantes no metrô Tatuapé. E de acordo com uma mensagem postada na rede social Instagram pelo correspondente esportivo e âncora da CNN Alex Thomas, a produtora Barbara Arvanitidis pode ter quebrado o braço. Ela foi atingida por estilhaços de bomba de efeito moral.

Em Brasília, os manifestantes que saíram da Praça do Relógio em direção à Fan Fest foram recebidos com violência pela Polícia Militar, que formou um cordão de isolamento cerca de um quilômetro antes da entrada do evento e impediu a passagem do grupo, composto por aproximadamente 150 pessoas. A cavalaria da PM e homens do Grupo Tático Operacional (Gtop) também participaram da operação.

No Rio de Janeiro, manifestações  no Centro e em Copacabana. De manhã, Cerca de 400 manifestantes bloquearam a Avenida Rio Branco, no sentido Candelária/Cinelândia, no Centro do Rio, em protesto contra os gastos para a realização da Copa. Em Copacabana, chegaram a fechar a Rua Barata Ribeiro, uma das mais importantes do bairro. A Polícia Militar interveio nos dois protestos, houve muita confusão, cinco pessoas ficaram feridas. Onze manifestantes foram presos, inclusive um casal de turistas, acusado de desacato à autoridade.

Em Belo Horizonte e outra cidades também houve protestos. No Centro de Porto Alegre, por exemplo, houve confronto com a Brigada Militar, 13 manifestantes ficaram feridos e dois foram presos.