Bolsonaro cita Clodovil e colega negro para rebater acusações de preconceito

FILE PHOTO: Federal deputy Jair Bolsonaro, a pre-candidate for Brazil's presidential elections takes part a protest against former Brazilian president Luiz Inacio Lula da Silva while the Supreme Court issues its final decision about his habeas corpus plea, in Brasilia, Brazil, April 4, 2018. REUTERS/Ueslei Marcelino/File photo ORG XMIT: HFS-SMS205

Bolsonaro busca mudar sua imagem na campanha

Ranier Bragon
Folha

Com uma extensa lista de declarações e atitudes polêmicas nos seus 30 anos de vida pública, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) busca provar na Justiça, nas redes sociais e em entrevistas que não é racista, homofóbico ou misógino. Para isso, usa vídeos amistosos com amigos negros, como o relato de que salvou um colega negro da morte em 1978, e a troca de amabilidades com o costureiro e deputado Clodovil, morto em 2009, entre outros recursos.

A acusação de racismo contra o deputado tomou corpo em 2011 quando, em entrevista ao programa CQC, da TV Bandeirantes, respondeu que não iria discutir “promiscuidade”. Era uma resposta a uma pergunta da cantora Preta Gil sobre como ele reagiria caso um filho seu se apaixonasse por uma negra. Após a veiculação do programa, o parlamentar disse que tinha entendido “gay” no lugar de “negra”.

IMUNIDADE – O caso foi arquivado no Supremo, sob o argumento de que Bolsonaro goza de imunidade parlamentar e porque a emissora não forneceu a gravação original, sem edição, que permitisse juízo de valor sobre a possibilidade de engano em relação à pergunta.

No ano passado, nova polêmica. Em discurso no clube Hebraica, afirmou: “Eu fui em um quilombola [termo correto é quilombo] em Eldorado paulista. Olha, o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriador eles servem mais”.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou no último dia 12 denúncia por racismo ao Supremo Tribunal Federal. “Jair Bolsonaro tratou com total menoscabo os integrantes de comunidades quilombolas. Referiu-se a eles como se fossem animais, ao utilizar a palavra ‘arroba’. Esta manifestação, inaceitável, alinha-se ao regime da escravidão, em que negros eram tratados como mera mercadoria”, escreveu Dodge.

SOGRO NEGÃO – Bolsonaro nega ser racista e tem repetido o apelido do sogro, “Paulo Negão”, como um dos argumentos a seu favor. Ele e seus aliados também veiculam vídeos em que é elogiado por negros, um deles pelo jogador de futebol Somália.

No livro que escreveu sobre o pai (“Bolsonaro, Mito ou Verdade”), o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) relata que no ano de 1978 o hoje presidenciável salvou um colega de morrer afogado. “Negão Celso”, como era conhecido, havia caído na água durante uma prova militar.

“Rapidamente, Bolsonaro arrancou a gandola, os coturnos e pulou na água para resgatá-lo. […] Uma evidente prova de ‘racismo’ de Bolsonaro já nos tempos da caserna”, ironizou Flávio.

KIT GAY – O rótulo de homofóbico Bolsonaro diz ter ganho por combater a partir de 2011 o que a bancada religiosa na Câmara batizou de “kit gay”, a distribuição de material sobre diversidade sexual nas escolas.

Em debate na Câmara em 2012, ele afirmou: “A tropa de homossexuais, agora, está batendo em retirada do campo de batalha. São heterofóbicos. Quando veem um macho na frente eles ficam doidos. […] Homossexualismo… Direito… Vai queimar tua rosquinha onde tu bem entender, porra!”

Bolsonaro coleciona, antes e depois do kit gay, declarações contrárias a homossexuais e troca de ofensas com o colega Jean Wyllys (PSOL-RJ), que é homossexual. Agora, afirma combater apenas o que chama de apologia gay nas escolas, que se dá bem como homossexuais e que até já contratou assessor gay.

ESTEREÓTIPO – “Ao contrário do estereótipo equivocado que o réu tenta imputar ao autor, este vê e trata homossexuais como seres humanos normais, detentores de direitos e obrigações”, diz peça de ação por danos morais que ele move contra o apresentador Marcelo Tas, que em entrevista o chamou de racista e homofóbico.

No mesmo documento, é relatado aparte elogioso feito por Bolsonaro, no plenário da Câmara, a Clodovil, que era homossexual. “Eu respeito a sua pureza, a sua inocência.”

“Um homofóbico iria à tribuna para elogiar, afagar e prestigiar um colega homossexual?”, pergunta sua defesa.

ESTUPRO E INJÚRIA – Em relação às mulheres, o presidenciável responde a duas ações penais no STF sob acusação de incitação ao estupro e injúria contra a deputada Maria do Rosário (PT-RS). Ele afirmou numa discussão – e, depois, em entrevista e pronunciamento – que não estupraria a parlamentar porque ela não merece.

O presidenciável defendeu em 2014, em entrevista ao jornal Zero Hora, o pagamento de salário mais baixo às mulheres, já que elas engravidam.

Advogado de Bolsonaro e presidente de seu novo partido, o PSL, Gustavo Bebianno diz que as acusações são injustas. “Ficam inventando essas bobagens, dando destaque a bobagens, como se tratasse de coisa séria. O Jair não é racista, tem 500 amigos negros”, afirma. Sobre Maria do Rosário, diz que foi só um bate-boca infantil. “Ele respondeu no calor das emoções. De cabeça fria teria outra atitude.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Daqui para frente, na campanha eleitoral, é hora de ataques. Os principais candidatos terão seu passado exibido em minúcias. Bolsonaro tem dito muita bobagem em sua vida pública, agora está adotando uma postura de maior maturidade, que será importante se quiser ganhar a eleição. (C.N.)

Fachin deve ouvir testemunhas antes de aprovar ou rejeitar delações da J&F

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Delações são gravíssimas e impressionaram Fachin

Mariana Oliveira
TV Globo, Brasília

O relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, avalia ouvir novas testemunhas e vai definir se autoriza a produção de mais provas antes de decidir sobre a validade das delações premiadas de quatro executivos da J&F – Joesley Batista, Wesley Batista, Ricardo Saud e Francisco de Assis.

Essa decisão será tomada nos próximos dias. Isso porque, na noite da última sexta-feira (18), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, devolveu para Fachin todo o processo das delações, com mídias e documentos das colaborações, o que permitirá ao ministro decidir com base nos autos completos – são mais de 2.700 páginas, com 11 volumes e 23 apensos (provas complementares entregues pelos colaboradores, entre outros).

IMUNIDADE PENAL – As delações foram fechadas há um ano e validadas por Fachin em maio de 2017. Desde o início os acordos geraram críticas, uma vez que foi concedido aos delatores o maior benefício possível, a imunidade penal, ou seja, a impossibilidade de serem denunciados ou responderem a processos na Justiça.

As delações originaram a Operação Patmos, deflagrada em 18 de maio de 2017 para coletar indícios de supostos repasses ilegais da J&F para o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que chegou a ser afastado do mandato, e para o presidente Michel Temer.

Joesley havia gravado uma conversa com o presidente, na qual, segundo a Procuradoria-geral da República, eles trataram sobre o silêncio de presos da Lava Jato. Em ação controlada, a Polícia Federal gravou um auxiliar do presidente, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR), saindo de restaurante com uma mala com R$ 500 mil após recebê-la de um executivo da J&F – Ricardo Saud.

TRÊS DENÚNCIAS – As acusações da J&F viraram denúncia formal da Procuradoria contra Aécio, que se tornou réu em ação penal no STF, e duas denúncias contra Temer, que teve os processos suspensos por decisão da Câmara.

Mas há oito meses vigora um impasse sobre essas delações. Em setembro do ano passado, na reta final do mandato, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a rescisão das delações por omissão e má-fé dos delatores – eles teriam deixado de informar sobre suposta orientação prestada pelo ex-procurador Marcello Miller nas negociações, enquanto ainda integrava o Ministério Público.

Inicialmente, Ricardo Saud e Joesley pediram a manutenção do acordo. Em dezembro, já no cargo de procuradora-geral, Raquel Dodge reiterou o pedido para rescisão definitiva das colaborações dos dois.

NOVO PEDIDO – Em fevereiro deste ano, foi a vez de Dodge reforçar o pedido para rescindir as colaborações de Francisco de Assis e Wesley Batista. Nesta sexta (18), a procuradora enviou novo documento reiterando pedido para rescindir as duas delações.

“No âmbito da colaboração premiada, instituto do direito processual penal, não há espaço para espertezas, ardis e trapaças, na exata medida em que são incompatíveis com a lealdade e confiança que devem reger as relações jurídicas válidas”, escreveu Dodge sobre a atuação dos delatores.

Agora, o processo está todo de volta no STF. Delatores pleiteiam a manutenção do acordo. Afirmam, de modo geral, que não tinham conhecimento de que Miller ainda estava vinculado à Procuradoria e sustentam que não tentaram ludibriar a PGR.

QUEBRA DE CONFIANÇA – Mas Dodge destaca que houve uma “evidente quebra de confiança no sistema de Justiça”. “Não há atitude mais desleal à justiça penal, também ofensiva à boa-fé e à lealdade, do que a praticada pelos colaboradores, sobretudo diante da amplitude do prêmio que lhes foi assegurado pelo PGR: a imunidade penal”, afirma a procuradora.

“Os atos que envolvem o ex-Procurador da República Marcelo Miller, longe de ter menor potencial ofensivo ou apenas pontual, é conduta gravíssima, de extrema deslealdade e má-fé, sendo irremediável, em razão da evidente quebra de confiança no sistema de justiça, que produziu”, conluiu Raquel Dodge.

NAS MÃOS DE FACHIN – Caberá ao ministro Fachin deliberar sobre a argumentação dos delatores para decidir os pedidos da Procuradoria para anular os quatro acordos. O ministro poderá autorizar – ou rejeitar – coleta de provas e depoimento de testemunhas a pedido dos colaboradores, para que eles possam tentar demonstrar que não houve má-fé e omissão.

Depois, o relator da Lava Jato, que homologou sozinho as delações, poderá individualmente rever o entendimento e invalidar definitivamente as colaborações. Há ainda a possibilidade de levar o caso para discussão do plenário do Supremo, mas não há expectativa de prazo para isso ocorrer.

De olho no centrão, Ciro Gomes quer fechar antes a aliança com o PSB

Ciro Gomes diz que falta pouco para fechar com o PSB

Eduardo Bresciani e Catarina Alencastro
O Globo

Três líderes do PDT usam uma frase atribuída à principal liderança histórica da legenda, o ex-governador Leonel Brizola, para justificar a rota traçada pelo presidenciável Ciro Gomes de consolidar alianças à esquerda para depois buscar o centrão: “Na carroceria do caminhão cabe todo mundo, mas na boleia só quem se confia”. Com a cotação cada vez melhor nas bolsas de apostas após a inelegibilidade e a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro tem o desejo de ter um empresário como candidato a vice, imitando a dobradinha Lula-José Alencar.

Além disso, pretende ter a seu lado um partido que lhe permita transitar mais ao centro, como o PP, do seu amigo e xará Ciro Nogueira. Mas tal passo só será dado depois que consolidar apoios tidos como fundamentais na esquerda, especialmente PSB e PCdoB, isolando o PT.

ALIANÇA COM PSB — “Nossa prioridade absoluta é o fechamento com o PSB. Avançou bem. Como temos afinidade muito grande e uma relação histórica, facilita muito. Mas vai depender muito da configuração dos palanques regionais” — afirma Carlos Lupi, presidente do PDT.

 “Solteiro” desde a desistência de Joaquim Barbosa, o PSB está hoje diante de dois cenários: apoiar Ciro ou ninguém. O investimento do PDT tem sido forte. O presidente nacional Carlos Lupi se reuniu na semana passada com o presidente do PSB, Carlos Siqueira, para dar formalidade às tratativas. Mas o investimento mais pesado é nos bastidores. Irmão de Ciro, o ex-governador Cid Gomes reuniu-se com deputados do PSB em Brasília na tentativa de buscar apoio ao projeto do presidenciável. Em outra frente, o pré-candidato ao governo de Minas, Marcio Lacerda (PSB) já admite que pode ser candidato a vice com Ciro.

FRANÇA SE OPÕE – A maior resistência é do governador de São Paulo, Márcio França. Ele desistiu de levar a sigla para Geraldo Alckmin (PSDB), mas agora trabalha para que o PSB não apoie ninguém. Há problemas ainda em outros estados, como Rio Grande do Sul e Paraná. Mas a expectativa dos aliados de Ciro é por avanços concretos nas próximas semanas. Para eles, atrair o PSB é importante para embarcar no projeto outra legenda de esquerda, o PCdoB. Os comunistas prometem lançar Manuela D’Ávila, mas o flerte de Ciro com a legenda é considerado promissor pelas duas partes.

A tentativa de apressar os apoios na esquerda antecede o próximo passo: buscar o centro. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), é visto como ponte para alcançar esse objetivo. A filiação do empresário Benjamin Steinbruch ao PP é parte do movimento. O empresário foi chefe de Ciro Gomes por um ano, quando ele comandou a CSN Transnordestina, e escolheu o partido para se filiar em comum acordo com o presidenciável.

RELACIONAMENTO – A relação dos dois Ciros é próxima. Etevaldo Nogueira Filho, primo do senador piauiense, é vice-presidente do PP no Ceará e faz parte do grupo político liderado pelos irmãos Ferreira Gomes naquele estado.

Além de divergências internas no PP, a busca por uma unidade mínima no centrão é outro obstáculo. PR e PRB são apontados como nós a serem desatados. Há resistência recíproca também entre o grupo de Ciro e o de Rodrigo Maia (DEM-RJ), que articula com o centrão. Ainda assim, há um reconhecimento de que Ciro é opção. “Desde 2002, Ciro não tem sido levado tão a sério como agora” — diz um integrante do centrão.

No PDT, a extensa ficha corrida de políticos do centrão e a inclinação mais liberal do grupo na economia são minimizados com a frase de Brizola e o registro de que na boleia estarão Ciro e a esquerda.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Se fechar com o PSB, a candidatura de Ciro Gomes ganha outra dimensão. E tudo isso ocorre graças à desistência de Joaquim Barbosa, que tinha grande chance de vitória e amarelou na hora da verdade. (C.N.)

 

Quem vai escolher o próximo presidente do Brasil chama-se “Business”…

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Charge sem assinatura (Arquivo Google)

André Cardoso

Civilidade, aqui no Reino Unido tem de sobra, a maioria é educada, o motorista de ônibus nunca põe o veiculo em marcha até que os velhinhos estejam sentados e seguros; os bons modos são a lei, ninguém altera o tom de voz, fala-se baixinho em público, e duas simples palavras – Please e Thanks – abrem todas as portas. Êta, povo esperto, cara! É tudo “Business”! O nome de toda a criminalidade, toda tortura do mundo, é na verdade “Business” e os britânicos o praticam como ninguém! Não é a toa que os bandidos chamam a margem do lago de Itaipu na fronteira Brasil-Paraguai de “Britânia”…

A ‘civilização’ começou exatamente como Stanley Kubrick mostra na cena dos macacos em ‘2001’; ela não tem sido o agrupamento de indivíduos, mas o ‘pegar na ferramenta’… Uma frase do Kubrick diz tudo: “As grandes nações sempre agiram como gângsteres e as pequenas nações como prostitutas.”

E OS MISERÁVEIS? – Agora, imagine se usássemos todo o dinheiro gasto em apenas um ano com armamentos em todos os países, e vestíssemos, alimentássemos e educássemos todos os pobres do planeta. O dinheiro de um ano é suficiente para fazer isso pelo menos três vezes!

É uma pena que, com toda essa alegria, toda a música, a arte, tanto sol, o brasileiro viva de imitar tudo que há de pior neste mundo – o “Business”… O próximo presidente do Brasil não será eleito pelo voto seu, nem meu; quem escolhe o presidente do Brasil chama-se “Business”.

DUAS FRASES – “Se o povo permitir que os bancos privados controlem a questão de seu dinheiro, primeiro pela inflação e depois pela deflação, os bancos e corporações que crescerão ao seu redor privarão as pessoas de suas propriedades até que seus filhos acordem sem teto no continente que seus pais conquistaram” – Thomas Jefferson.

É bom que as pessoas da nação não entendam o sistema bancário e monetário, porque, se o fizessem, acredito que haveria uma revolução antes de amanhã de manhã” – Henry Ford.

O vento agitava o canavial, nas lembranças nordestinas de João Cabral

Imagem relacionadaPaulo Peres
Site Poemas & Canções

O diplomata e poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto (1920-1999), no poema “O Vento no Carnavial”, retrata suas raízes nordestinas.

O VENTO NO CANAVIAL
João Cabral de Melo Neto

Não se vê no canavial
nenhuma planta com nome,
nenhuma planta maria,
planta com nome de homem.

É anônimo o canavial,
sem feições, como a campina;
é como um mar sem navios,
papel em branco de escrita.

É como um grande lençol
sem dobras e sem bainha;
penugem de moça ao sol,
roupa lavada estendida.

Contudo há no canavial
oculta fisionomia:
como em pulso de relógio
há possível melodia,

ou como de um avião
a paisagem se organiza,
ou há finos desenhos nas
pedras da praça vazia.

Se venta no canavial
estendido sob o sol
seu tecido inanimado
faz-se sensível lençol,

se muda em bandeira viva,
de cor verde sobre verde,
com estrelas verdes que
no verde nascem, se perdem.

Não lembra o canavial
então, as praças vazias:
não tem, como têm as pedras,
disciplina de milícias.

É solta sua simetria:
como a das ondas na areia
ou as ondas da multidão
lutando na praça cheia.

Então, é da praça cheia
que o canavial é a imagem:
vêem-se as mesmas correntes
que se fazem e desfazem,

voragens que se desatam,
redemoinhos iguais,
estrelas iguais àquelas
que o povo na praça faz.   

Maia critica alta da gasolina e defende zerar Cide e diminuir PIS-Cofins

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Maia vai criar comissão para estudar o assunto

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

Pré-candidato ao Palácio do Planalto, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu neste domingo (20) que o governo federal avalie a possibilidade de zerar a Cide e diminuir o PIS-Cofins para ajudar a diminuir o preço da gasolina no País. Ele também prometeu convocar uma comissão geral na Casa para debater, em 30 de maio, outras sugestões para reduzir os preços dos combustíveis.

“No curto prazo, o governo federal deve avaliar a possibilidade de zerar a Cide e diminuir o PIS-Cofins. Os Estados podem avaliar o mesmo para o ICMS. São ideias de políticas compensatórias para enfrentar o momento atual. E estão distantes do congelamento de preços que vimos no passado.”, escreveu Maia em sua conta oficial no Twitter. Cide, PIS-Cofins e ICMS são tributos que incidem sobre o preço dos combustíveis.

EM ALTA – Dados divulgados na última sexta-feira (18) pela Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP) mostraram que o preço médio da gasolina nas bombas terminou a semana em alta. O aumento, segundo a instituição, foi de 0,63%, para R$ 4,284 por litro na média nacional. O valor representa uma média calculada pela ANP, que verifica os preços em diversos municípios. Eles, portanto, podem variar de acordo com o local.

“A alta da gasolina me leva a chamar, na Câmara, uma Comissão Geral no dia 30 de maio para debater e mediar saídas que atendam aos apelos da população. O preço dos combustíveis, no nível em que se encontra, começa a impactar negativamente o dia a dia dos brasileiros. Convidarei Petrobras, distribuidoras, postos, governo e estudiosos para buscarmos ações diante da crise geopolítica global que encarece os combustíveis.”, afirmou Maia.

ELEVAR A CIDE? – No primeiro semestre do ano passado, a equipe econômica chegou a estudar elevar a Cide sobre os combustíveis para ajudar no cumprimento da meta fiscal de 2017, mas acabou não fazendo por temer desgaste político.

A elevação da contribuição era uma das alternativas avaliadas porque depende apenas de um decreto do Executivo para que passe a valer. O aumento, porém, só passa a valer três meses após a assinatura do decreto.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Pedro Parente preside a Petrobras como se estivesse dirigindo a Esso. É um apátrida, nada tem de brasileiro. Na sua gestão a empresa passou a ter capacidade ociosa de refino, algo inimaginável, e importa cada vez mais diesel norte-americano. Se depender dele, será privatizado até o logotipo da empresa, que é verde e amarelo, mas pode passar a ser azul e vermelho. Espera-se a nomeação de um brasileiro de verdade no próximo governo. (C.N.)

Indústria têxtil e de confecções faz 11 perguntas aos presidenciáveis

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Os candidato precisam se manifestar, diz Valente

Deu no Estadão

A indústria têxtil e de confecção, duramente atingida pelos problemas nacionais dos últimos anos, assim como toda a manufatura e setores produtivos, formulou 11 perguntas aos candidatos. A expectativa do empresariado do setor é de que, muito além da retórica, sejam respondidas em termos práticos e de maneira transparente, para que o eleitor conheça as propostas e possa fazer uma escolha consciente no momento de votar. O empresário Fernando Valente Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), diz que as perguntas são as seguinte?

REFORMAS – A primeira questão diz respeito às reformas estruturais. Realizou-se a trabalhista, que precisa ser referendada plenamente no cotidiano dos tribunais. Agora, são prioritárias a previdenciária e a tributária, não só para se viabilizar o equilíbrio fiscal, como para mitigar o peso dos impostos nos custos da produção, fator decisivo para a competitividade.

IMPOSTOS – A segunda pergunta refere-se especificamente aos tributos. No relatório Doing Business do Banco Mundial (BIRD), o Brasil ficou em 184º lugar, dentre 190 países, no quesito “Pagar Impostos”. Mesmo havendo consenso de que vivemos em um manicômio tributário, inclusive com a taxação de investimentos, nenhuma reforma de peso foi aprovada até hoje.

BUROCRACIA – Em seguida, apontamos a premência de se reduzir a burocracia e modernizar o setor público. Também no Doing Business, o Brasil posiciona-se no 176º posto, dentre 190 nações, no quesito “Começar um negócio”. Há consenso de que o excesso de burocracia atrapalha nosso ambiente de negócios.

POLÍTICA INDUSTRIAL – Outro desafio decisivo refere-se à política industrial, pois a participação do setor no PIB só decresceu, na esteira de medidas de estímulo paliativas e isoladas. A manufatura precisa de soluções definitivas e eficientes para voltar a crescer, gerar empregos e promover o desenvolvimento, incluindo sua transposição ao cenário da Industria 4.0.

CONTAS PÚBLICAS – Nossa quinta pergunta refere-se às contas públicas, cujo desequilíbrio deve-se ao gigantesco custo do Estado e ao déficit previdenciário. Importante: o reequilíbrio não tem mais como ser feito por meio do aumento de impostos, que já ultrapassaram o limite da capacidade de transferência de dinheiro privado para o erário. É premente a responsabilidade fiscal, de modo que se mantenham caixas saudáveis e se atenda com qualidade a prioridades como saúde, educação e moradia.

POLÍTICA EXTERNA – Em seguida, questionamos a política externa, pois, em nossa agenda internacional, precisamos concluir com êxito as negociações bilaterais em curso com União Europeia, Canadá, Japão e EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio – Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.), dentre outros. Também é preciso redefinir o Mercosul e estabelecer uma política comercial adequada com os Estados Unidos mais protecionista neste momento, mas ainda o maior mercado consumidor do Planeta. É necessário, ainda, adotar mecanismos que neutralizem a concorrência desleal exercida por alguns países que precarizam o trabalho e negligenciam o meio ambiente para reduzir custos da produção.

DESEMPREGO – Nossa sétima questão, relativa ao mercado de trabalho, também é crucial, pois o País segue com cerca de 13 milhões de desempregados. O setor têxtil e de confecções pode ajudar muito na resolução desse problema, uma vez que tem alta capacidade de criar empregos. Seria interessante que atividades geradoras de postos de trabalho de modo intensivo sejam fomentadas.

PRIVATIZAÇÕES – Também levantamos a questão das privatizações, entendendo ser preciso um impulso nas concessões e parcerias público-privadas, como forma de fortalecer a precária infraestrutura brasileira, bem como vender empresas estatais que serão mais bem geridas pelo setor privado. Nesse contexto, é necessário, ainda, rever o papel das agências reguladoras e desenvolver modelos que atraiam de modo efetivo os investimentos privados.

SEGURANÇA – O tema da “segurança pública” é objeto de nossa nona questão, pois o crime, principalmente o organizado, ganha espaços de modo inconcebível. O problema ameaça os cidadãos e as empresas, inibe investimentos e gera custos extras com a adoção de medidas particulares de proteção. Já se torna um fator altamente negativo para a competitividade.

CRÉDITO – Duramente atingido neste período de crise, o crédito precisa ser multiplicado como motor da economia. É fundamental destravá-lo e criar condições para que os juros tenham patamares mais próximos dos padrões internacionais referentes a países com nível de desenvolvimento semelhante ao nosso.

ENERGIA – Finalmente, abordamos a questão da energia, cujo custo é hoje um dos mais altos do mundo. Subsídios cruzados e tributação excessiva só amplificam o problema. Precisamos de uma política pública eficiente para o setor, incluindo o aumento do uso energias renováveis e mais limpas.

São 11 perguntas que não querem e não podem calar, pois respostas eficazes determinarão nossa capacidade de voltar a crescer de modo sustentável.

 

Tribunal português determina extradição de Schmidt para o Brasil, diz a PGR

Raul Schmidt,  preso em Portugal em 2016, fez acordo para responder ao processo de extradição em liberdade (Foto: Reprodução/TV Globo)

Extradição de Schmidt uma prolongada novela 

Por G1, Brasília

A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou neste domingo (20) que o Tribunal de Relação de Lisboa, em Portugal, determinou o cumprimento da ordem de extradição do empresário Raul Schmidt, investigado na Operação Lava Jato pelo pagamento de propina a ex-diretores da Petrobras. A defesa de Raul Schmidt disse que a ordem do desembargador do Tribunal de Relação de Lisboa afronta decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) de Portugal, que concedeu liberdade ao empresário no início do mês. O STJ de Portugal é a Corte superior da hierarquia dos tribunais e última instância de decisão.

“A ordem do desembargador, se é que existe, pois não nos foi apresentada oficialmente, é uma afronta direta a decisão do Supremo Tribunal de Justiça, que determinou a liberdade do Raul com o arquivamento da ação de extradição”, disse o advogado de Schmidt, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

ESTÁ FORAGIDO – De acordo com informações da PGR, Schmidt deve ser entregue às autoridades brasileiras assim que for localizado pela polícia portuguesa, a quem cabe cumprir o mandado expedido pela corte.

Ele é acusado de envolvimento em pagamento de propinas aos ex-diretores da Petrobras Jorge Zelada, Renato de Souza Duque e Nestor Cerveró.

No início deste mês, Advocacia Geral da União (AGU) informou ter apresentado à Justiça de Portugal manifestação em defesa da extradição do empresário Raul Schmidt para o Brasil. Para a AGU, o habeas corpus concedido a Schmidt Supremo Tribunal de Justiça de Portugal não impede sua extradição.

EXTRADIÇÃO – Raul Schmidt foi preso em Lisboa durante a 25ª fase de Operação Lava Jato, em março de 2016. A Justiça brasileira pediu a extradição, mas a Justiça portuguesa permitiu a Schmidt recorrer em liberdade.

A extradição foi pedida pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela Lava Jato na primeira instância.

Em janeiro deste ano, a Justiça portuguesa consentiu em extraditar o empresário e em fevereiro ele voltou a ser preso. Em maio, o Supremo Tribunal de Justiça de Portugal atendeu um pedido de habeas corpus e determinou a libertação de Schmidt.

CIDADANIA – A informação sobre a decisão do Tribunal de Relação de Lisboa que teria ocorrido na sexta-feira (18) foi passada à Secretaria de Cooperação Internacional (SCI) do Ministério Público Federal (MPF), que acompanha o caso desde que o acusado deixou o Brasil após ter a prisão decretada.

Segundo a PGR, a determinação da extradição de Schmidt é resultado de articulação feita pela secretária da SCI, Cristina Romanó, junto a diversas autoridades portuguesas. Ela esteve em Lisboa onde se reuniu com procuradores portugueses para tratar da extradição do empresário.

 

PROCESSOS – O objetivo do MPF é que o empresário seja entregue às autoridades brasileiras para que ele possa responder, no Brasil, aos processos decorrentes das investigações e que se referem a supostos crimes praticados antes de 2011, quando o empresário passou a ter cidadania portuguesa, de acordo com o Ministério Público Federal.

Segundo o MPF, o processo em que foi solicitada a extradição do empresário transitou em julgado em janeiro deste ano e, desde então, o Brasil busca o cumprimento da determinação da Justiça portuguesa, favorável à extradição.

Mangabeira Unger sugere que Ciro Gomes não pode ter “purismo ideológico”

Mangabeira Unger diz que a saída é a centro-esquerda

Guilherme Evelin
O Globo

O filósofo Roberto Mangabeira Unger, que foi ministro nos governos de Lula e Dilma, é o guru ideológico de Ciro Gomes e está formulando o programa de governo do pré-candidato do PDT. Ele falou com O Globo sobre as alianças que Ciro está articulando. Ciro busca ao mesmo tempo apoios em partidos da esquerda e do chamado centrão. Quem Ciro afinal quer como aliados?

O centro da proposta de Ciro é uma estratégia nacional de desenvolvimento que afirma a primazia dos interesses do trabalho e da produção em relação aos interesses do rentismo financeiro. Esse projeto pode ser visto como uma candidatura de centro-esquerda, mas que representa uma evolução da esquerda.

O que seria essa evolução?
Um pecado comum da esquerda contemporânea é abandonar o lado da produção e da oferta para a direita. A candidatura de Ciro não se deixa confinar na taxonomia ideológica tradicional de contraste entre esquerda e direita. Tem que ser outra centro-esquerda, que procura inovar nas instituições econômicas e políticas.

É isso que justifica a busca também de apoios no centro?
A candidatura de Ciro deve se oferecer como veículo político do agente social mais importante no Brasil de hoje: os emergentes. Eles estão órfãos e querem instrumentos e oportunidades. Eles não entendem o vocabulário ideológico de contraste entre direita e esquerda. Se é assim, a busca de alianças precisa ser ampla e magnânima. Não pode se cingir a um purismo ideológico excludente.

Isso não é oportunismo eleitoral?
Não vejo incoerência ou oportunismo. As alianças eleitorais devem ser construídas sem o abandono das pretensões programáticas. Nós temos um quadro partidário inorgânico, falho. O brasileiro, em geral, pouco confia nos partidos. Nós não queremos um personalismo cesarista. Mas não podemos fechar os olhos para a realidade dos partidos políticos que existem no Brasil. Nós precisamos construir um projeto junto com os partidos, mas sem nos iludirmos com a ideia de que os partidos vão nos entregar um projeto forte. O projeto forte é que vai ajudar a ensejar a construção de partidos fortes.

Qual é a importância de ter um empresário como candidato a vice?Ainda estamos longe das indicações de vice. Mas em um projeto que dá primazia ao produtivismo, é natural que possamos contar com parte do empresariado nacional. Vice pesa pouco na eleição. Mas pode significar muito para o país.

Figueiredo Basto nega ter vendido “proteção” a doleiros da Lava Jato

fs

Bastos não disse se declarou os pagamentos à Receita

Deu em O Tempo

Os doleiros Vinícius Claret, o Juca Bala, e Cláudio de Souza, conhecido como Tony ou Peter, afirmaram, em suas colaborações premiadas com a força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro, que foram obrigados a pagar propina ao advogado Antonio Figueiredo Basto.

Segundo os delatores, os pagamentos de US$ 50 mil mensais foram feitos entre 2005 e 2013, para que ficassem protegidos de supostas acusações de outros investigados ao Ministério Público e à Polícia Federal (PF). A informação foi revelada pelo “O Estado de S. Paulo”.

DELAÇÕES – Especialista na negociação de delações premiadas, Figueiredo Basto defendeu o doleiro Alberto Yousseff. Também negociou os acordos de Lúcio Bolonha Funaro, considerado o principal operador do MDB; do empreiteiro Ricardo Pessoa, do grupo UTC; e do ex-diretor da Petrobras Renato Duque.

Segundo Juca Bala, o doleiro Enrico Machado o teria procurado, entre 2005 e 2006, exigindo o pagamento da taxa mensal “a fim de possuir proteção da Polícia Federal e do Ministério Público”. A quantia combinada era entregue, segundo ele, em endereços indicados por Enrico, que também receberia valores iguais de outros doleiros. Os pagamentos seriam destinados a Figueiredo Basto e outro advogado, que não teve o nome citado.

Já Cláudio de Souza disse aos investigadores que foi instado a pagar US$ 50 mil para “fornecer proteção” a Dario Messer – considerado o doleiro dos doleiros – e outras pessoas ligadas à atividade de câmbio ilegal. Ele também diz que Basto e outro advogado que trabalharia com ele seriam os responsáveis por oferecer essa proteção.

ADVOGADO NEGA – Basto negou a acusação de cobrança de “proteção” feita pelos doleiros. “É um boato que você joga no ar. Todo mundo hoje adora atacar a honra do outro”, disse.

“Contra boato não tem como se defender”, completou Basto. O advogado afirmou que nunca teve qualquer tipo de contato com Claret, Souza nem com o doleiro Dario Messer.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A denúncia pega mal para o advogado, que é famoso e muito bem sucedido financeiramente. A primeira coisa a saber é se ele declarou os recebimentos ou manteve “por fora”. Se não declarou, não poderá alegar que foi procurado pelos doleiros, que o contrataram para defendê-los, mas julgaram que isso funcionaria como “habeas corpus” preventivo. Às vezes, uma declaração pode nos livrar de  graves problemas. (C.N.)

Alguém precisa dizer a PT e PSDB que um não é mais o pior inimigo do outro   

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Charge do Oliveira (Humor Político)

Eliane Cantanhêde
Estadão

Como a política brasileira chegou a esse fundo de poço? Uma das origens está em 1994, quando o PT e o PSDB ficaram muito próximos e, depois, não apenas se separaram como passaram a se odiar. E a se destruir, abrindo espaço para legendas oportunistas, conchavos escandalosos no Congresso, toda sorte de desmandos e corrupção. O resultado é o esfacelamento do PT, o imenso desgaste do PSDB, uma indefinição preocupante para outubro e um exército de “coxinhas” e “mortadelas” se atacando irracionalmente pela internet, incapazes de entender que estão entregando o campeonato de bandeja para os reais inimigos.

O grande líder e candidato do PT está preso, o mais poderoso ex-presidente do partido acaba de voltar para a prisão com uma nova condenação, de 30 anos, a atual presidente é alvo da PF e tem horizontes nebulosos no Supremo. Sem candidato e sem comando, fica difícil fechar alianças e traçar estratégias. E o tempo está correndo.

TUCANOS EM CRISE – No PSDB, o único candidato de “centro” com alguma viabilidade não sai do lugar, os ex-candidatos enfrentam processos graves na Justiça e na próxima terça-feira um de seus ex-presidentes pode estar a caminho da prisão. E o partido se contorce no eterno dilema de ser ou não ser qualquer coisa. Uma ala pragmática defende alianças. Seu maior líder lança manifesto por alianças restritas.

A cada petista enroscado na Lava Jato, o PT reage com o mesmo refrão: “Mas o PSDB….” A cada tucano enrolado, o PSDB reclama: “Não somos iguais ao PT…”. O PT só pensa no PSDB, o PSDB só pensa no PT. Enquanto isso, o inimigo comum Jair Bolsonaro é o segundo nas pesquisas, o ex-PDS Ciro Gomes se lança como esquerda e cisca à direita e a ex-PT Marina Silva atrai os perplexos.

VELHOS TEMPOS – Em 1993 e 1994, o PSDB admitia abrir mão da cabeça de chapa para Lula, então considerado imbatível. Mas o PT, que é o PT, não retribuiu na mesma moeda quando Fernando Henrique patrocinou o Plano Real e o jogo se inverteu. O PT, que aceitava de bom grado a aliança a seu favor, nem sequer considerou ser a favor dos velhos parceiros de combate à ditadura.

Isso empurrou o governo Fernando Henrique para os braços do então PFL, hoje DEM, para o PMDB, hoje MDB, e para o desgastante e perigoso jogo do toma-lá-dá-cá no Congresso. Sem 308 votos na Câmara e 54 no Senado, nenhum presidente aprova reforma e avanço nenhum. E, quando veio o PT, Lula mergulhou alegremente nessa farra e ultrapassou todos os limites. Como pano de fundo, a luta feroz entre petistas e tucanos e o vale tudo nas campanhas, com o confronto direto entre eles em 1994, 1998, 2002, 2006, 2010, 2014.

ESTREBUCHANDO – O resultado é que PT e PSDB estrebucham no fundo do poço da política brasileira, enquanto o inimigo comum esfrega as mãos. O Centrão se prepara para, ou pular no barco vitorioso, ou até lançar candidatura própria, mas com um objetivo: fazer do próximo governo um novo refém no Congresso. Nada passa sem DEM, PP, PRB e Solidariedade, que ainda negociam com PR, PSC e Avante. E eles só crescem…

Em algum momento, alguém precisa dizer ao PT e ao PSDB que um não é mais o principal inimigo do outro, até porque nunca, jamais, em tempo algum, os dois estiveram tão fracos e tão sem horizontes com neste 2018 cercado de incertezas. E de temores.

IBGE desmentiu Temer, porque nunca houve tantos brasileiros em desalento

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Charge do Bruno Galvão (Arquivo Google)

Bernardo Mello Franco
O Globo

Há duas semanas, Michel Temer sustentou que a alta no desemprego seria uma notícia… positiva. “É um dado positivo que revela esse suposto desemprego”, disse o presidente à CBN. “Quando a economia melhora, as pessoas que estavam desalentadas e não procuravam emprego começam a procurar emprego”, prosseguiu.

“Como não há emprego para todos, isso eu reconheço, ele não consegue o emprego”, continuou Temer. “Ele entra, ou reentra, na área dos desempregados. Mas é interessante, eu volto a dizer. É um fato positivo”, assegurou.

ENTRE ASPAS – “Mas é um positivo entre aspas, não é, presidente?”, questionou o âncora Roberto Nonato, numa tentativa de trazer o entrevistado ao mundo real. “Não, é fora das aspas”, ele respondeu.

Na quinta-feira, o IBGE mostrou que a conversa do presidente era fiada. O instituto informou que o número de desalentados está longe de diminuir. Ao contrário: aumentou para 4,6 milhões, o maior de toda a série histórica. A categoria reúne os brasileiros que, abatidos pela crise, desistiram de procurar trabalho.

No primeiro trimestre de 2016, às vésperas do impeachment, o país contava 2,8 milhões de desalentados. Isso significa que o exército de pessoas sem esperança de se realocar cresceu 64% desde que Temer vestiu a faixa. O número de desempregados também subiu neste período: de 11,1 milhões para 13,7 milhões. Um salto de 23% em dois anos de governo.

NÍVEL RECORDE – A subutilização da força de trabalho também atingiu nível recorde. O índice acaba de bater em 24,7%, o maior desde o início da PNAD Contínua, em 2012. Hoje falta trabalho para 27,7 milhões de brasileiros, somando desempregados, subocupados e desalentados.

Entre os fatos e a propaganda, Temer continua a escolher a propaganda. No dia 4, em palestra numa faculdade de São Paulo, ele disse que o número de desempregados estaria “começando a cair”. Era mentira, porque o índice só cresceu nos últimos três trimestres.

“Quando nós assumimos, estava em torno de 14 milhões e meio de desempregados”, acrescentou o presidente, em outra aventura pelo terreno da ficção. Superfaturou a conta em 3,4 milhões de pessoas, o equivalente a duas vezes a população do Recife.

TRF-4 condiciona redução da pena de Dirceu à devolução do dinheiro, com juros

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José Dirceu ficou rico numa velocidade impressionante

Deu em O Tempo
(Agência Estado)

Ao negar o último apelo do ex-ministro José Dirceu contra condenação a 30 anos e 9 meses na Operação Lava Jato, desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região mantiveram a possibilidade de progressão do regime fechado condicionada à reparação do dano causado aos cofres da Petrobras O petista foi sentenciado por supostas propinas de R$ 15 milhões.

Imóveis e valores avaliados inicialmente em R$ 11 milhões já foram bloqueados em primeira instância. De acordo com a sentença de Moro, os valores vão se reverter em favor da Petrobras.

UMA PENA LONGA – O petista está começando a cumprir a pena de 30 anos, nove meses e dez dias por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa por envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.

A denúncia acusou Dirceu de receber parte das propinas da empreiteira Engevix à Diretoria de Serviços da Petrobras entre 2005 e 2014. O ex-ministro teria lavado R$ 10,2 milhões, rastreados pelas investigações. No entanto, foi condenado em primeira instância sob a acusação de receber R$ 15 milhões em propinas.

Quando confirmou a condenação de Dirceu, em setembro de 2017, o TRF-4 determinou que fique mantida a fixação do valor mínimo para a reparação do dano, no quantum estabelecido em sentença, sem acumulação com a decretação do perdimento, em favor da União, do produto dos delitos. “Preservada a reparação do dano como condição para a progressão de regime aos réus condenados por corrupção ativa e passiva. Precedente do STF”, diz o acórdão.

JUROS DE MORA – A decisão ainda prevê que sejam ‘devidos juros de mora no valor mínimo para a reparação do dano a partir de cada evento danoso (Súmula 54 do STJ), na proporção da taxa que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional, nos termos do art. 398 c/c art. 406 do Código Civil, a partir dos pagamentos efetuados pela vítima em favor das contratadas’.

A defesa do petista apontou, em seu último apelo contra a sentença, omissões a respeito da reparação do dano. No entanto, o TRF-4 não mudou seu posicionamento.

“Não se conhece da porção dos embargos infringentes e de nulidade que reclama o afastamento da reparação do dano como condição para a progressão de regime de cumprimento da pena, na forma do art. 33, § 4º, do Código Penal, porque, no ponto, ausente a divergência entre julgadores”, diz o acórdão, publicado nesta quinta, 17.

DIZ A LEI – O quarto parágrafo do artigo 33 do código penal prevê que o ‘condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais’.

Ao sentenciar Dirceu, o juiz federal Sérgio Moro ainda impôs 150 dias multa para os crimes de corrupção, 140 dias multa para lavagem de dinheiro e 150 dias multa para organização criminosa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO enriquecimento ilícito de Dirceu, que agora é gasto para pagar advogados, vai servir para reduzir a pena dele. Daqui a pouco, ele fica doente e moribundo, igual a José Genoíno, Paulo Maluf e Jorge Picciani, seu grande amigo Dias Toffoli fica com peninha dele e manda que volte a cumprir pena domiciliar, com direito a pagode no fim de semana e tudo o mais.  Se começar a usar fralda geriátrica, como Maluf e Picciani, a libertação fica ainda mais facilitada. (C.N.)

Não se deve militarizar a sociedade, mas é preciso militarizar os presídios

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As facções dominam as penitenciárias, esta é a realidade

Francisco Vieira

De que adiantará a economia estar bombando, se você tiver um filho ou outra pessoa amada estirada em um caixão? De que adiantará ter um governo de esquerda ou de direita, se as ruas continuarem apinhadas de bandidos e as residências continuarem a ser invadidas a qualquer hora do dia e da noite? De que adiantará o país melhorar, se você, seu filho, sua filha ou sua esposa não puderem sair de casa para estudar ou para trabalhar sem que possam ser perseguidos, assaltados e até mortos por predadores?

Ora, antes de termos o supérfluo e o luxo, qualquer ser humano precisa ter o mais básico, que é o direito à vida, ao ir e vir que a Constituição finge garantir, como se não estivéssemos vivendo em uma sociedade bárbara.

PRIORIDADE – A segurança não deveria ser a principal bandeira dos candidatos à Presidência, mas acontece que a nossa situação se tornou tão caótica que estamos sentido a falta do direito de sair ás ruas e do direito à vida.

É urgente que sejam encontradas soluções. Não se tem que militarizar a sociedade, mas é preciso militarizar os presídios, conforme propõe o editor da TI. Com o isolamento dos chefes das facções criminosas, acabarão as autorizações via celular para execuções (inclusive de agentes penitenciários), chacinas, remessa de drogas, incursões e grandes assaltos nas ruas. Como seria a solução, duvido que venha a ser tomada.

NO INTERIOR – Cena vista por um amigo meu em Pernambuco: Um jovem chega de moto em um comércio de uma pequena cidade, entra e diz: “O meu patrão quer falar contigo” – e entrega o celular ao comerciante, que ouve a seguinte mensagem: “Alô, fulano? Tudo bem, irmão? Aqui é beltrano. Sabe como é, rapaz. Estou precisando de cinco mil reais. Tem como você entregar esse dinheiro para esse rapaz aí?”

O comerciante sabe que o tal “beltrano” é um conhecido traficante e homicida que está preso. E também sabe que, se não der o dinheiro, ele ou algum parente dele será executado. Sem saída e sem ter onde e a quem reclamar, dá o dinheiro para o jovem… mais uma vez.

Reclamar para quem, se o bandido já está cumprindo pena em isolamento, supostamente sem acesso a telefones? Aliás, todos lembram quando os cidadãos brasileiros foram obrigados a recadastrar os celulares pós-pagos com a desculpa que era para evitar que aparelhos sem cadastro fossem usados nos presídios.

Estudo jurídico do PT para sustentar candidatura de Lula é do tipo Piada do Ano

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Daniela Lima
Folha/Painel

Diante das informações de que ministros do Tribunal Superior Eleitoral buscam uma forma de rejeitar a inscrição de Lula na corrida presidencial “de ofício”, sem dar margem para discussão, a direção do PT começou a levantar casos de candidatos que disputaram eleições com registros indeferidos e depois, escolhidos pelo voto, reverteram a inelegibilidade. O estudo, conduzido pelo advogado Luiz Fernando Pereira, usa dados a partir de 2002 e vai sustentar a ofensiva retórica do partido nas ruas e nos tribunais.

O PT sabe que será difícil encontrar apoio à causa, especialmente porque o ministro Luiz Fux, que estará no comando do Tribunal Superior Eleitoral em agosto, quando haverá o registro de candidaturas, já deu declarações que indicam posição contrária à inscrição de Lula.

Por que não eu? Pereira sustenta tese segundo a qual o que existe hoje em relação ao ex-presidente é uma inelegibilidade provisória. Com base no material colhido pelo advogado, o partido produzirá campanhas com o mote “Lula será exceção à regra?”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Chega a ser estarrecedora a incompetência dos supostos “especialistas” em Justiça Eleitoral que servem ao PT. As informações passadas ao Painel da Folha estão cheias de erros. Por exemplo, a declaração “de ofício” não exclui o direito de defesa. Além disso, Luiz Fux não estará no comando do TSE quando a candidatura de Lula for impugnada. Ele deixa o tribunal em 15 de agosto, último dia para registro das candidaturas (até 19 horas). Outro erro crasso do “estudo” dos juristas do PT é citar exemplos a partir de 2002. A impugnação de Lula será com base na Ficha Limpa, que é de 4 de junho de 2010, uma lei promulgada pelo próprio Lula. A impugnação dele não será exceção a nenhuma regra. É tudo conversa fiada. (C.N.)  

Real teve a pior semana, com queda de 4% e um mar de incertezas pela frente

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Charge do Tacho (Jornal NH)

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Sinal vermelho. O real teve a pior semana do ano. O tombo de quase 4% ante o dólar refletiu toda a insegurança dos investidores em relação ao Brasil num mundo cada vez mais avesso a riscos. O governo reclama dos exageros do mercado e assegura que a situação do país é muito melhor do que em outras crises. Há, porém, um mar de incertezas pela frente. A equipe econômica não conseguiu resolver os problemas fiscais — este será o quinto ano com as contas no vermelho — e nenhum dos candidatos mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais assume compromissos com as reformas de que o Brasil tanto precisa.

 Ao longo dos últimos dois anos, os investidores foram muito complacentes com o governo, que prometeu arrumar as finanças do país, mas pouco conseguiu avançar nesta direção. Mesmo diante de todas as promessas não cumpridas, o mercado pouco contestou a equipe econômica. Preferiu fechar os olhos, acreditando que, em algum momento, a questão fiscal seria enfrentada com vigor.

SEM AVAL – É verdade que o governo aprovou o teto para os gastos públicos, contudo, fracassou na aprovação da reforma da Previdência. Nem mesmo para medidas mais triviais consegue aval do Congresso.

Agora, com o mundo mais conturbado, petróleo em alta e perspectiva de aumento maior do que o previsto nas taxas de juros nos Estados Unidos, os investidores resolveram fincar os pés na realidade e ressaltar as fragilidades brasileiras.

ESTRAGOS NA ECONOMIA – A cobrança vem tarde, mas com força suficiente para fazer estragos na economia. O dólar acima de R$ 3,70 começa a contaminar os preços de vários produtos e serviços e, por tabela, empurra a inflação para cima. Bem pouco tempo atrás, corria-se o risco de o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrar este ano abaixo do piso da meta, de 3%. Neste momento, o BC já projeta inflação de 4%, com tendência de alta.

Esse movimento do mercado mostra que, uma hora, a fatura chega. Foi o que aconteceu na Argentina, onde o presidente Maurício Macri optou por um ajuste fiscal gradual e pela queda lenta da inflação. É o que está ocorrendo com o Brasil. Quando olham ao redor do mundo, os investidores diferenciam os países. Se a economia global está indo bem, minimizam os problemas. Num ambiente mais hostil, não perdoam as nações que não fazem o dever de casa. O deficit público brasileiro deverá atingir R$ 159 bilhões neste ano. A dívida caminha para 80% do Produto Interno Bruto (PIB), quase o dobro da média observada nos países emergentes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, o futuro presidente vai herdar um país de joelhos perante seus credores. Este é o maior problema do país, porque de depende a solução de todos os outros problemas. Pense nisso. (C.N.)

“Há almas que têm espaços vazios, amores vadios, restos de emoção…”

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Abel Silva, autor de grandes canções

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O professor, jornalista, escritor e compositor Abel Ferreira da Silva, nascido em Cabo Frio (RJ), em parceria com Sueli Costa, explica as diferentes características que a “Alma” possui. A música foi lançada por Simone no LP Corpo e Alma, em 1982, pela Sony/CBS.

ALMA
Sueli Costa e Abel Silva

Há almas que têm
as dores secretas
as portas abertas
sempre pra dor

Há almas que têm
juízo e vontades
alguma bondade
e algum amor

Há almas que têm
espaços vazios
amores vadios
restos de emoção

Há almas que têm
a mais louca alegria
que é quase agonia
quase profissão

A minha alma tem
um corpo moreno
nem sempre sereno
nem sempre explosão

Feliz esta alma
que vive comigo
que vai onde eu sigo
o meu coração

Juíza que decretou a prisão de Dirceu critica os processos que não acabam nunca

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Há excesso de recursos, diz a juíza Gabriela Hardt

Deu no Estadão

Ao mandar prender o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula), a juíza Gabriela Hardt, substituta do juiz Sérgio Moro, afirmou que a execução da pena após a condenação em segundo grau impõe-se sob risco de dar causa a processos sem fim, gerando na prática a impunidade de sérias condutas criminais.

“Após a efetivação da prisão, autorizo desde logo a transferência para o sistema prisional em Curitiba, Complexo Médico Penal, ala reservada aos presos da operação Lava Jato, sem prejuízo de eventual recambiamento ao Complexo Penitenciário da Papuda, no futuro, se for o caso”, ordenou a magistrada.

SEM DISCUSSÃO – A juíza substituta registrou que o acórdão do Tribunal da Lava Jato determinou a execução da pena “assim que exaurida esta segunda instância”, pois “outros recursos, excepcionais, aos tribunais superiores, sem efeito suspensivo, não têm o condão de adiar indefinidamente a resposta penal, sob pena de darem margem à manipulação protelatória dos meios recursais e implicarem impunidade”.

“Não cabe a este Juízo discutir a ordem”, afirmou Gabriela Hardt. “Agrego apenas que, tratando-se de crimes de gravidade, inclusive corrupção e lavagem de dinheiro, com produto do crime calculado em cerca de R$ 46.412.340,00, com somente uma pequena parcela recuperada, a execução após a condenação em segundo grau impõe-se, sob pena de dar causa a processos sem fim e a, na prática, impunidade de sérias condutas criminais”. 

OUTROS PETISTAS – Na capital paranaense, estão presos outros petistas: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Antonio Palocci, o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto e o ex-deputado federal André Vargas.

Zé Dirceu, fundador do PT, foi o ministro mais poderoso do primeiro governo Lula, mas acabou condenado no processo do mensalão – 7 anos e onze meses de reclusão por lavagem de dinheiro.

Na Lava Jato, ele foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa, por envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. O ex-ministro teve a pena aumentada pelo Tribunal Regional Federal – era de 20 anos e 10 meses e passou para 30 anos, 9 meses e 10 dias. 

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA juíza substituta Gabriela Hardt é tão rigorosa quanto Sérgio Moro. Decretou a prisão de Dirceu sem titubear. Merece ser juíza titular e ganhar uma vara para chamar de sua (com todo o respeito e data máxima vênia, é claro). (C.N.)