ONU critica a portaria do trabalho escravo que a CNI considera “um avanço”

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Charge do Rodrigo Rosa (Arquivo Google)

Deu em O Tempo
(
Agência Estado)

Em contraponto às criticas feitas a portaria assinada pelo governo de Michel Temer que determina que só o Ministério do Trabalho pode incluir empregadores na Lista Suja do Trabalho Escravo, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou uma nota nesta sexta-feira (20) apoiando a medida.

Para a entidade, a portaria não enfraquece a luta contra o trabalho escravo, “tampouco abranda a legislação que conceitua este crime”. “Pelo contrário, ela representa um importante avanço na definição de um conceito mais claro sobre trabalho escravo. Propicia também maior segurança jurídica, evitando que empresas sejam acusadas injustamente, em função de posições subjetivas e até ideológicas de fiscais, e possibilitando uma aplicação mais eficaz da legislação”, diz a CNI.

MAIS CLAREZA??? – A Confederação diz ainda acreditar que a portaria vai definir com mais clareza os parâmetros para o trabalho forçado, para a jornada exaustiva, para a condição degradante e para a condição análoga ao trabalho escravo.

O presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI, Alexandre Furlan, diz na nota que as alterações introduzidas pela portaria “não comprometem o entendimento da indústria de que o trabalho escravo é absolutamente incompatível com as modernas relações de trabalho defendidas pelo setor”. “Na verdade, o que se busca é sanar distorções na aplicação da lei e prestigiar o devido processo legal”, afirmou.

Na nota, a entidade cita um caso de autuação considerada abusiva por parte dos fiscais. Segundo a CNI, a portaria ajuda “a coibir excessos e a impedir a ocorrência de autuações abusivas, como a que foi imposta a uma empresa de Campinas (SP), acusada de submeter seus empregados a “condições degradantes” devido à falta de suporte de sabonete e de cabide para toalha nas proximidades do chuveiro do canteiro de obras”, exemplifica.

TEMER VAI MUDAR – O caso também foi citado pelo presidente Michel Temer em entrevista ao site Poder 360, em que o presidente admitiu que fará alterações na norma. Na entrevista, Temer disse que o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, apresentou a ele alguns autos de infração de trabalho escravo que o impressionaram. “Um deles, por exemplo, diz que, se você não tiver a saboneteira no lugar certo, significa trabalho escravo.”

Conforme antecipou o Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado), Temer recebeu Nogueira na quinta-feira e concordou com algumas alterações na portaria. Mas, segundo interlocutores, o presidente avisou que as alterações só serão feitas após a votação, na Câmara dos Deputados, da segunda denúncia contra ele por obstrução de Justiça e formação de quadrilha.

Na conversa com Temer, de acordo com interlocutores do presidente, o ministro fez uma defesa da portaria, apresentou seus argumentos e relatou a conversa que teve na quarta-feira, 18, com a Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge. A substituta de Rodrigo Janot no comando da PGR, que foi indicada por Temer, fez duras críticas à medida.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
É uma insanidade mudar normas de tamanha importância, apenas porque houve aplicação de uma multa indevida. O conceito que o governo Temer está dando é de que só se caracteriza trabalho escravo se o empregado tiver tolhido seu direito de ir e vir, como ser obrigado a dormir no serviço, o que significa um exagero completo, porque pode haver trabalho escravo em regime de prisão aberta, digamos assim. A ONU considera que a nova legislação  “tende a dificultar as ações de combate” ao trabalho análogo à escravidão. As novas regras praticamente restringem a definição do trabalho escravo à perda de liberdade e criam novas dificuldades para a fiscalização de empresas. Além disso, dão ao ministro do Trabalho a autoridade de decidir quem entra na “lista suja” do trabalho escravo – relação de empresas ou chefes que praticam esse ato ilícito. Antes, a análise era feita pela área técnica, e não pelo ministro. A mudança, portanto, é mesmo um retrocesso. (C.N.)

Megaoperação de combate à pedofilia confirma denúncia da ‘Tribuna da Internet’

Crianças são vítimas da depravação que rola na web

Maurício Ferro
O Globo

Na maior operação de combate à pedofilia já realizada no país, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça cumpriu mandados de busca e apreensão em 24 estados e no Distrito Federal na manhã desta sexta-feira. No total, 108 pessoas foram presas e foram cumpridos 157 dos 178 mandados de busca e apreensão. Participaram da operação 1,1 mil policiais. Os dados estão sendo atualizados pelo Ministério ao longo do dia. Como não havia nenhum mandado de prisão a ser cumprido pelos agentes, todas os presos foram flagrados em delito. Pela legislação, o armazenamento no computador de conteúdo pornográfico infantil já é crime.

Muitas vezes o sujeito tem mandado de busca e apreensão contra ele, mas está praticando crime naquele momento (em que o mandado está sendo cumprido), então é preso — explicou o ministro Torquato Jardim, em entrevista coletiva na Superintendência da Polícia Federal no Rio.

INTELIGÊNCIA – O trabalho que resultou na ação foi coordenado pela Diretoria de Inteligência (DINT) da Senasp, junto com agências de inteligência das secretarias estaduais de segurança pública e polícias civis dos estados brasileiros envolvidos, bem como do Distrito Federal. As investigações levaram mais de seis meses, e 151 mil arquivos foram apurados.

Os únicos dois estados onde não houve operação foram Amapá e Piauí. “Não concluíram as investigações locais a tempo, então não puderam emitir os mandados judiciais” — explicou Torquato.

Na sequência, questionado se haveria operação nesses estados, o ministro confirmou: “Certamente”.

LUZ DA INFÂNCIA – Já os alvos da operação, batizada de “Luz da Infância”, foram identificados por meio da cooperação mútua entre a Diretoria de Inteligência da Senasp e da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, e Adidância da Polícia de Imigração e Alfândega em Brasília.

Delegacias especializadas de repressão aos crimes contra crianças e adolescentes e delegacias de repressão aos crimes cibernéticos também participaram dos trabalhos. Em nota, o Ministério da Justiça afirmou que o “complexo ambiente da internet e a ausência de fronteiras no mundo virtual, são elementos que propiciam terreno fértil à atuação desses criminosos”.

O nome “Luz da Infância” é referencia à atuação desses criminosos “nas sombras e guetos da rede mundial de computadores”. A operação busca dar a “crianças e adolescentes vítimas de abuso e violência sexual, o resgate da dignidade, bem como, tirar esses criminosos da escuridão, para que sejam julgados à luz da Justiça.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Recentemente, aqui na “Tribuna da Internet”, chamamos atenção para o fato de que milhões de crianças e adolescentes brasileiros estão recebendo livremente, em seus celulares, material obsceno com as mais terríveis depravações, inclusive sexo com animais. Como sempre ocorre, fomos criticados duramente e até ridicularizados por comentaristas e articulistas conservadores, que preferem se preocupar com exposições de arte e performances nudistas, ao invés de dedicarem seus esforços para combater essa gravíssima questão da depravação infanto-juvenil pela internet.  Se os pais, avós e bisavós supostamente extremados não se preocupam com isso, o fato positivo é que as autoridades estão agindo, cumprindo suas obrigações e tentando defender as crianças dos ataques dessa praga eletrônica. (C.N.)

Renan ironiza Temer: ‘Nunca soube que Geddel era líder, achei que fosse outro’

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Charge do Son Salvador (Charge Online)

Andréia Sadi
G1 Brasília

O ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) usou as redes sociais nesta sexta-feira (20) para ironizar o ofício da Procuradoria Geral da República que aponta Geddel Vieira Lima como líder de organização criminosa. Sem citar nomes do governo do presidente Michel Temer, a quem faz oposição, Renan tuitou: “Engraçado… Nunca soube que Geddel era o Chefe. Para mim, o chefe dele era outro”. Em seguida, Renan postou: “…era ouTro.”

No parecer encaminhado ao Supremo pela procuradora-geral Raquel Dodge, ela aponta Geddel como líder de uma organização criminosa. Diferentemente da denúncia apresentada contra Michel Temer pelo antecessor na PGR, o ex-procurador Rodrigo Janot.

Na denúncia, que a Câmara votará semana que vem, Janot afirma que Geddel e outros peemedebistas “orbitavam em torno da liderança e coordenação de Michel Temer”.

Desde que foi preso, Geddel tem sinalizado que pode aderir a uma colaboração premiada. Para procuradores ouvidos pelo Blog, mesmo apontado como líder de organização criminosa pela procuradora-geral, ele poderia aderir à delação.

“A lei não proíbe que o eventual líder realize a delação. Pois na delação, além de confessar os crimes e assumir a culpa, o delator também entrega valores desviados, e poderá também entregar outros comparsas”, afirmou a procuradora da República Thamea Danelon.

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, que integra a força-tarefa da Lava Jato, disse o seguinte: “A lei expressamente só restringe a concessão de imunidade ao líder da organização criminosa. E, dessa forma, se houve colideres, bem como houver conhecimento de outras organizações criminosas, não haverá óbice para um acordo. Desde que não se ofereça imunidade”.

Ainda para o procurador Santos Lima, há organizações criminosas menores que podem prestar serviço para outras. “Nesses casos, temos que ver o quadro completo do crime para saber se há pessoas mais importantes na outra organização”.

O procurador da República Helio Telho vai na mesma linha: “Uma organização pode ter vários membros com posições de liderança. A lei não impede que alguém em posição de liderança seja colaborador. Ela só não permite é que ‘o lider’, isto é, o chefe maior dela, se beneficie com a imunidade penal [não seja denunciado]”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, a procuradora Raquel Dodge está atropelando Geddel, ao acusá-lo de um liderar uma própria quadrilha paralela, que atuava como subproduto do famoso “quadrilhão”, ao qual se refere Renan Calheiros, que também sempre fez questão de montar sua própria quadrilha, e Sérgio Machado, da Transpetro, era um dos expoentes da orcrim liderada pelo senador alagoano. (C.N.)

Temer só revoga portaria do trabalho escravo depois de ser salvo pela Câmara

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Gerson Camarotti
G1 Brasília

O Ministério do Trabalho aguarda o sinal verde do presidente Michel Temer para anunciar as mudanças sugeridas pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, na portaria que alterou a definição do que pode ser enquadrado como trabalho escravo. As mudanças só devem ser feitas quando o titular da pasta, o deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS), reassumir o comando do Ministério do Trabalho, o que só deve ocorrer na próxima quinta-feira (26). Ou seja, depois da votação da segunda denúncia contra Temer pela Câmara dos Deputados.

Isso porque Ronaldo Nogueira foi exonerado com outros ministros que são deputados federais a fim de reforçar o bloco aliado do presidente na votação da segunda denúncia contra ele apresentada pela Procuradoria Geral da República.

RAQUEL DODGE IMPÔS – Nesta semana, depois das críticas recebidas com a publicação da portaria, Nogueira recebeu sugestões de Dodge. Parte dessas sugestões será incorporada pelo governo. Nogueira também decidiu incluir propostas do corpo técnico do ministério.

Mantido o calendário de aguardar o retorno de Nogueira ao comando da pasta, Temer ganhará tempo junto à bancada ruralista, que representa sua principal base de apoio na votação da segunda denúncia.

 

Dos 44 senadores que salvaram Aécio, 65% votaram para cassar Delcídio em 2015

Wilson Dias

Delcídio Amaral afirma que foi o “boi de piranha”

Marlen Couto
O Globo

Dos 44 senadores que votaram a favor do retorno de Aécio Neves (PSDB-MG) ao Senado, 29 (65% do total) manifestaram posição oposta na votação sobre o caso de Delcídio do Amaral (Sem partido-MS), em novembro de 2015. Na ocasião, o plenário da Casa também analisou uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e decidiu pela manutenção da prisão do ex-líder do governo Dilma Rousseff, acusado de tentar obstruir a Operação Lava-Jato.

Do grupo dos que votaram a favor de Aécio e contra Delcídio, 13 integram o PMDB, partido do presidente Michel Temer, e 8 o PSDB, sigla do senador mineiro. Também compõem essa lista parlamentares do DEM, PP, PR, PROS e PSD.

TROCA DE VOTO – Houve ainda troca de voto entre os que se posicionaram pelo afastamento de Aécio. Ao todo, seis senadores, a maioria do PT, votaram em 2015 a favor de Delcídio, que na época integrava o partido da presidente Dilma, e agora se manifestaram contra o senador tucano.

Apenas 17 senadores votaram a favor da decisão do Supremo nos dois casos. Ao todo, 64 parlamentares que votaram no plenário na sessão desta terça-feira também decidiram o futuro de Delcídio há quase dois anos. Se na época foi registrada apenas uma abstenção e nenhuma ausência, dessa vez, na votação sobre o mandato de Aécio, foram registradas nove ausências e nenhuma abstenção.

A FAVOR DE AÉCIO – Sem considerar quatro partidos que contam com apenas um senador e todos votaram a favor de Aécio (PRB, PSC, PTC E PROS), o PSDB foi a sigla que, proporcionalmente, mais apoiou o parlamentar mineiro, seguida pelo PMDB. Entre os tucanos, 91% votaram pela permanência do colega de legenda no Senado e 9% se ausentaram.

Já PSB, Podemos, PDT e Rede (que tem apenas um senador) tiveram a maior votação contra Aécio. O PSD foi o partido que ficou mais dividido: foram 50% de votos pelo afastamento de Aécio, 25% contra e 25% de ausências.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como se vê, há dois pesos e duas medidas no Congresso. O caso de Aécio é muito mais grave do que o de Delcídio, mas o resultado foi inverso. São fatos como esses que minam a confiança nos políticos, que parecem o personagem “Duas Caras”, da história do Batman. (C.N.)

“Lirismo” na favela era só uma ilusão do pessoal da intelectualidade

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Sheila Nogueira chora a morte do filho de 20 anos

Hildeberto Aleluia

Durante anos, muitos anos, ou mesmo décadas, intelectuais, literatos, músicos, compositores, jornalistas e artistas em geral louvavam o morro e as favelas cariocas em prosa, verso, músicas, contos, crônicas e romances. O verso, a prosa e a frase versavam todos sobre a doce vida no morro. A favela era lugar de beleza, de felicidade. Diziam eles. Essa turma dava o nome a isso de lirismo. Lirismo é o cacete. Aí apareceu a turma do funk e do punk e desmistificou essa história. Suas rimas e métricas tortuosas cantam a vida como ela é. Com todo o realismo que os cercam.

Não conheço ninguém que, se pudesse morar em outro lugar, não caísse fora desse lirismo em instantes. Vá lá na Favela do Arará, que faz parte do complexo de favelas da Barreira do Vasco no bairro de Bonsucesso, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Vá no Morro do Chapadão, na Pavuna. Quero ver alguém achar algum lirismo ali. É dura e cruel a vida por lá. O morador convive com a autoridade do bandido e a total ausência do Estado. O primeiro se faz presente, o segundo nem toma conhecimento.

CENAS DE BARBÁRIE – Com o Estado ausente, a crueldade, a selvageria, a insensatez, a barbárie e a ferocidade com que os vagabundos dominam as favelas faz parecer um exército jihadista. Quem viu as cenas de carnificina na Rocinha, no começo do mês de outubro de 2017, quando traficantes de um grupo esfolavam inimigos de outra facção, pode achar o Estado Islâmico moderado. Exagero meu na comparação, é claro. Lá como cá a violência e a fúria imperam.

Um ser humano foi esfolado diante de uma câmera, seu coração e língua arrancados a faca e exibidos como troféu. A imagem chocante não foi mostrada pelas TVs. Mas na internet sim.

Para provar que não há diferenças entre o Estado Islâmico e as facções de morros da cidade do Rio de Janeiro basta recorrer à leitura do livro “O Estado Islâmico – Desvendando o Exército do Terror” (Editora Seoman, 2015), de autoria dos jornalistas Michael Weiss, americano, ex-correspondente na cidade de Aleppo, na Síria, e editor chefe da revista Foreng Policy, e de Hassan Hassan nascido em Habu Kamal e hoje cidadão londrino que trabalhou para o New York Times e é editor do jornal inglês “The Guardian”.

EXCELENTE MANUAL – Este livro é também um excelente manual para nossas forças de segurança. Impressiona pela coragem e pelo relato minucioso dos dois jornalistas. Eles descrevem o Estado Islâmico como “chacinadores, selvagens, agentes do caos, formados por convertidos e jihadistas cinco estrelas especializados em extorsões e recrutamento.

Através da força brutal, decapitações de reféns e selvageria chocou o mundo”. Ora bolas, eles nunca ouviram falar nos morros cariocas. Mas são iguais. Lá como cá eles se dividem em facções. Lá eles buscam um objetivo comum e aqui buscam múltiplos objetivos também com a violência gratuita através da qual passam a reinar.

A MESMA SELVAGERIA – Lá são estimulados pela fé e cobiça. Aqui pela miséria, abandono que se manifestam em assaltos, tráfico de drogas, balas perdidas, agressões, assassinatos e astúcias que se transformam em mortes de inocentes. Lá, vários exércitos os derrotam há anos. Aqui, há décadas, apenas as forças da Polícia Militar os enfrentam.

E os favelados só aumentam. São prisioneiros da desgraça, como nós do asfalto. Tolo aquele que acredita que o cidadão que habita as 1,2 mil favelas do Grande Rio prefere colaborar com a polícia.

PT descobre a pólvora e conclui que somente Lula pode salvar o partido

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Charge do Paixão (Charge Online)

Mônica Bergamo

Dirigentes do PT avaliam que a participação de Lula ao menos em uma etapa da campanha de 2018, ainda que ele venha a ser impugnado na reta final, é fundamental para ajudar o partido a eleger bancada mínima de senadores e deputados. Por esse raciocínio, a presença dele no horário eleitoral e em viagens nas primeiras semanas da campanha livraria o PT de um fiasco nas eleições parlamentares.

Parecer do professor Luiz Fernando Casagrande Pereira, do Paraná, deu ao PT a segurança de que Lula, mesmo condenado em segunda instância, poderá ser inscrito no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em agosto de 2018 para as eleições. Eventual impugnação demoraria um mês para ser julgada, garantindo a presença dele na campanha até setembro.

MÃO ÚNICA – “Não tem mais plano B [candidatura alternativa à do ex-presidente no PT]. Discutíamos isso, mas sem nenhum ânimo. Agora estamos convencidos de que é Lula mesmo”, diz o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

Ele afirma acreditar que Lula consegue ir até o fim da campanha.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
As seguidas trapalhadas do governo Temer serão usadas para fortalecer a campanha do PT. A portaria dificultando a denúncia de empresários que impõem trabalho escravo, por exemplo, é sob medida para ser usada pelos petistas, porque os governos de Lula e Dilma Rousseff atuaram bem nesse setor, enquanto Temer se vendeu à bancada ruralista. Se a candidatura de Lula não for impugnada pela Justiça Eleitoral, ele ganhará a eleição, pois vai engolir os concorrentes com a maior facilidade. (C.N.)

Parecer de Raquel Dodge sobre Geddel desfaz as ilusões de Temer & Cia.

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Charge do Kacio (kacio.art.br

Deu em O Tempo

A procuradora geral da República, Raquel Dodge, afirmou em parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) “fez muito em pouco tempo” e o apontou como líder de organização criminosa. A frase de Dodge sobre a atuação do peemedebista faz referência às suspeitas que lhe são imputadas de embaraço a investigações e de ocultação de R$ 51 milhões.

A manifestação da procuradora geral foi feita no último dia 16 no bojo de um pedido de liberdade da defesa do peemedebista. Nesta quinta-feira (19), o ministro Edson Fachin, do STF, concordou com Dodge e manteve a prisão de Geddel. Os advogados do ex-ministro pretendem recorrer à Segunda Turma do STF, da qual Fachin faz parte.

OBSTRUÇÃO CLARA – “Em um primeiro momento, Geddel violou a ordem pública e pôs em risco a aplicação da lei ao embaraçar investigação de crimes praticados por organização criminosa. Num segundo momento, passados nem dois meses do primeiro, reiterou a prática ao ocultar mais de R$ 50 milhões de origem criminosa. Fez muito em pouco tempo”, disse Dodge.

Geddel foi preso pela segunda vez no dia 8 de setembro na operação Tesouro Perdido, quando cumpria prisão domiciliar. A Polícia Federal encontrou um bunker com malas e caixas de dinheiro – num total de R$ 51 milhões – e identificou ao menos três digitais do político. Segundo Dodge, o valor “monumental” descoberto no apartamento é “apenas uma fração de um todo ainda maior e de paradeiro ainda desconhecido”.

“Mesmo em crimes de colarinho branco, são cabíveis medidas cautelares penais com a finalidade de acautelar o meio social, notadamente porque a posição assumida por Geddel parece ter sido a de líder da organização criminosa”, escreveu a procuradora geral.

VAI OBSTRUIR – Ao se manifestar contra prisão domiciliar, Dodge ressaltou que, em casa, “Geddel poderá manter contatos, receber visitas, dar ordens e orientações que podem frustrar os objetivos das medidas cautelares nesta investigação”. “Como referido acima, ele deu provas materiais de que atuará de toda forma para que esta persecução criminal não tenha o mesmo êxito que teria se estivesse preso”, argumentou.

Apesar de manter Geddel preso, Fachin determinou a conversão da prisão preventiva de Gustavo Ferraz, ex-diretor geral da Defesa Civil de Salvador, em prisão domiciliar. Digitais dele também foram encontradas no bunker de Geddel. Fachin também determinou medidas cautelares como a prisão domiciliar para Job Ribeiro Brandão, assessor do deputado Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel. Digitais de Brandão também estavam no apartamento.

Lúcio é alvo de um inquérito que investiga a participação dele na ocultação dos R$ 51 milhões que seriam propina ao irmão. No pedido que enviou ao STF para a abertura do inquérito, Raquel Dodge argumentou que, “mais do que indícios, há prova” do envolvimento do parlamentar: “No caso concreto, mais do que indícios, há prova da materialidade delitiva do crime de ocultação de mais de cinquenta milhões de reais escondidos em malas naquele apartamento de Salvador”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Raquel Dodge está confirmando a previsão aqui da “Tribuna da Internet” de que iria agir com independência e desfazer as ilusões de Temer sobre a possibilidade de submissão da Procuradoria-Geral da República. Com toda certeza, Raquel já mostrou que vai agir com o rigor necessário. E o povo brasileiro há de reconhecer o esforço da Procuradoria para moralizar a administração deste país. O ex-procurador Rodrigo Janot não é um criminoso, conforme Temer e seus asseclas tentam fazer crer. Pelo contrário, é um brasileiro que honrou sua missão na Procuradoria-Geral da República. (C.N.)

Descobertas 12 ligações telefônicas entre o advogado de Lula e Costamarques

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Teixeira mandou ‘fabricar’ os recibos dos alugueis

Ana Luiza Albuquerque
Folha

O Ministério Público Federal apresentou, nesta quinta-feira (19), petição para que registros telefônicos do empresário Glaucos da Costamarques sejam juntados ao processo que envolve a suposta compra pela Odebrecht de um terreno para o Instituto Lula. O relatório, produzido por meio da quebra do sigilo telefônico de Costamarques, mostra que foram efetuadas 12 ligações entre o empresário e o advogado Roberto Teixeira, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O contato se deu no período em que Costamarques esteve internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

O empresário é suspeito de ter atuado como laranja na aquisição de um apartamento em São Bernardo do Campo (SP), vizinho ao que Lula mora. O apartamento, segundo a acusação, teria sido comprado com propina da Odebrecht, obtida por meio de contratos com a Petrobras.

CONTRADIÇÃO – Costamarques afirma que só passou a receber os aluguéis do apartamento ao final de 2015. A defesa de Lula enviou à Justiça 26 recibos de aluguel com o objetivo de comprovar os pagamentos.

O empresário, então, disse que todos os recibos foram assinados no mesmo dia, durante sua internação. Segundo ele, após visita de Teixeira, o contador João Leite foi ao hospital recolher sua assinatura.

O Sírio Libanês confirmou na semana passada que Leite fez três visitas a Costamarques, mas disse que o nome de Teixeira não constava nos registros.

LIGAÇÕES ATÍPICAS – Na petição apresentada nesta quinta, a Procuradoria afirma que “os elementos ora trazidos vêm a corroborar a narrativa feita por Glaucos da Costamarques a respeito de ter sido contatado por Roberto Teixeira, durante a internação”.

O Ministério Público ressalta que as ligações foram “atípicas”. “(…) Ambos Glaucos e Roberto Teixeira, anteriormente, só haviam mantido contatos telefônicos no dia 17/02/2015 e 23/10/2015.”

DEFESA DE LULA – Em nota, a defesa de Lula diz que a Procuradoria criou “nova versão fantasiosa” após o envio dos registros do Sírio Libanês. “Os ofícios mostram que o Sr. Glaucos da Costamarques não foi visitado no hospital pelo advogado Roberto Teixeira enquanto estava internado.”

Segundo o texto, a força-tarefa voltou a agir “de modo desleal”, anexando ao processo “um relatório unilateral, com base em dados telefônicos que dispunha desde janeiro de 2017 e que em relação aos quais a defesa do ex-presidente Lula não tem acesso”.

A nota afirma, ainda, que o Ministério Público busca “confundir chamadas não efetivadas e ainda chamadas dirigidas a um ramal central com supostos telefonemas ao advogado Roberto Teixeira”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O próprio advogado Roberto Teixeira, em depoimento ao juiz Moro, admitiu ter se encontrado com Costamarques no saguão do hospital. Lula deveria ter declarado a compra do apartamento, mas tinha mania de sonegação e queria fingir ser pobre. O problema foi este. O resto é consequência de uma história fantasiosa e mal contada. (C.N.)

Lava Jato prende o ex-gerente da Petrobras envolvido no caso de Pasadena

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Ex-gerente Moreira da Silva quis destruir provas

Bela Megale
O Globo

Em duas frentes paralelas, a Polícia Federal (PF) saiu às ruas na manhã desta sexta-feira para novas ações da Lava-Jato e para prender um ex-gerente da área internacional da Petrobras por destruição de provas. No novo desmembramento da Lava-Jato, a PF do Paraná fez uma investida contra o pagamento de vantagens indevidas a executivos da Petrobras por meio do setor de Operações Estruturadas da Odebrecht — conhecido como “departamento de propina” da empreiteira. Em outro caso, foi cumprido um mandado de prisão contra o ex-gerente da área internacional da estatal Luiz Carlos Moreira da Silva, acusado de tentar destruir provas.

Silva foi condenado a 12 anos de prisão pelo juiz Sergio Moro em sentença tornada pública nesta sexta-feira e que faz parte do processo que apura o pagamento de propina a políticos do PMDB e funcionários da Petrobras para a contratação da Samsung Heavy Industries para construir dois navios-sonda da Petrobras. Na mesma ação foram condenados os lobistas Bruno e Jorge Luz.

E-MAILS SUMIDOS – Em 15 de agosto, o Ministério Público Federal (MPF) havia pedido a prisão preventiva do ex-gerente da Petrobras por suspeita de destruição de provas. Segundo o despacho do juiz Sergio Moro, ele “apagou, seletivamente, mensagens de teor incriminatório e que se encontravam na caixa postal” de um endereço eletrônico. A fraude foi descoberta porque os e-mails estavam na caixa postal do destinatário, outro investigado na Lava-Jato.

“Conduta da espécie é equivalente a de destruição de documentos incriminatórios e constitui risco evidente à investigação ou instrução” de outros processos em que Silva é investigado, segundo Moro.

NOVA OPERAÇÃO – Neste desmembramento da Lava-Jato, a Polícia Federal cumpre 10 mandados judiciais. Além de um mandado de prisão, ainda são cumpridos um mandado de condução coercitiva, quatro de busca e apreensão e três intimações com a imposição de outras três medidas cautelares. Quem autorizou foi o juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Um dos principais alvos é o o ex-executivo da Petrobras Djalma Rodrigues de Souza.

De acordo com nota da PF, “nas investigações até então realizadas, há indícios concretos de que um grupo de gerentes da Petrobras se uniu para beneficiar o grupo Odebrecht em contratações com a petroleira, mediante o pagamento de valores de forma dissimulada em contas de empresas offshores estabelecidas no exterior”.

Os investigados responderão pela prática dos crimes de associação criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, pode-se dizer que a investigação de Pasadena não está encerrada, muito pelo contrário. “Conselheiros” da Petrobras, como Dilma Rousseff e Antonio Palocci, e o então presidente Sérgio Gabrielli, estão com os bens bloqueados pelo TCU e devem ser novamente incomodados pelos federais, digamos assim. (C.N.)

Sob pressão intensa, Aécio enfim indica que deixará a presidência do PSDB

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Sempre indeciso, Aécio se complica cada vez mais

Igor Gielow
Folha

Sob intensa pressão do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) indicou a aliados que deverá deixar a presidência do partido, da qual está afastado desde que foi envolvido na delação da JBS em maio, na semana que vem. Ele também avalia licenciar-se do mandato.

O mineiro só não fez isso na quarta-feira (dia 18) porque o presidente interino da sigla, senador Tasso Jereissati (CE), afirmou publicamente que defendia a renúncia do colega. Tasso, por sua vez, disse ao partido que deixa a função se Aécio não sair.

RECONDUÇÃO – Na terça-feira (17), Aécio foi reconduzido ao mandato após o Senado derrubar a decisão do Supremo Tribunal Federal de mantê-lo afastado e sob recolhimento noturno enquanto é investigado por ter pedido R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista.

O STF o havia afastado em 26 de setembro, mas para evitar risco de uma crise maior tomou na semana passada a decisão de que a prerrogativa para avaliar sua decisão era do Congresso.

A cúpula tucana considerava a votação, na qual Aécio teve 44 votos a favor (eram precisos 41), a senha para a saída do mineiro.

TRUCULÊNCIA – Um aliado próximo do tucano afirmou que ele está “estarrecido” com o que chamou de “truculência” de Tasso, que já havia promovido a troca de boa parte da equipe de Aécio na direção do partido.

Contrariado, Aécio considerou inclusive esperar a convenção nacional do PSDB em 9 de dezembro para sair, mas o partido em peso passou a quarta e a quinta (19) em negociação para que ele deixe o cargo e também se licencie do mandato para dedicar-se à sua defesa.

A preocupação foi o tema de uma reunião, que já estava marcada desde a terça-feira, entre Tasso, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador Geraldo Alckmin (SP) na quinta-feira em São Paulo.

DESGASTE TUCANO – Alckmin, que viu sua pretensão de ser o candidato tucano à Presidência consolidar-se nas últimas semanas, com a série de problemas enfrentados pelo prefeito paulistano, João Doria, seu rival na disputa, está preocupado com o desgaste do partido no episódio Aécio.

Segundo a Folha apurou, o partido trabalha com pesquisas internas que apontam uma avaliação pública tão ruim quanto a do PMDB ou do PT, partidos mais associados a escândalos de corrupção nos últimos anos.

Para um senador do partido, o dano à imagem da sigla é praticamente irreversível. Tanto ele quanto aliados de Aécio concordam que o mineiro teria reduzido a crise se tivesse saído da presidência e se licenciado do mandato quando o escândalo eclodiu.

AFASTAMENTO – Em relação a deixar o mandato no Senado, como gostaria a cúpula partidária, amigos de Aécio estão divididos.

Alguns consideram que a essa altura dos acontecimentos, poderia soar como uma admissão de culpa; outros veem um “gesto de grandeza”, eufemismo que políticos aplicam quando querem uma saída menos dolorosa para uma crise envolvendo os seus.

O episódio todo rachou de vez o PSDB. Tasso operava para ser conduzido à presidência da sigla em dezembro, contrariando a vontade de Alckmin e de outros governadores, que querem Marconi Perillo (GO) na função. O governador goiano só assumirá a tarefa, que significa conduzir a dura campanha de 2018, se tiver apoio unânime. Colaboraram Bruno Boghossian e Talita Fernandes, de Brasília) 

Um poema muito especial, em homenagem ao Dia do Poeta

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Efigênia Coutinho, celebrando a arte da poesia

Paulo Peres

Site Poemas & Canções

Hoje é o Dia do Poeta e, neste sentido, publicamos a definição de “Ser Poeta”, na visão da artista plástica e poeta Efigênia Coutinho, nascida em Petrópolis (RJ). A seu ver, a poesia será sempre um meio de comunicação de sentimentos na escrita. “Tenho um ritmo pessoal, operando desvios de ângulos, mas sem perder de vista a tradição, procurando atingir o núcleo da ideia essencial, a imagem mais direta possível, abolindo as passagens intermediárias”, revela.

SER POETA
Efigênia Coutinho

A noite sempre cálida me espera,
Tenho em versos a recente emoção
Da inquietude que abraça a quimera,
Enquanto no meu peito pulsa a oração.

A noite ouve o acalanto, esta voz
Que brada a rima solta, e então viajo;
E busco o sopro terno do ninar em nós,
Onde se farta o frêmito voraz, que trajo.

Lá , ao vento espalhado, e envolto,
Meu verso solto, que diz: mortal, eu sou
Na arte que te fecunda e faz envolto…

Porque ser poeta é ser alguém que embelezou
A prosa e o lado vil do caso vário,
E deu-se a Deus que equilibra este rosário.

Michel Temer se comparar com o treinador Tite é um bocado de exagero…

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Charge do Amarildo (amarildo.com.br)

Elizabeth Lopes e Daniel Galvão
Estadão

Com a vitória na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que aprovou por 39 votos a 26 o relatório de Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) pelo arquivamento da segunda denúncia da PGR, e certo de que tem assegurada também a derrubada da acusação criminal no plenário da Câmara, mesmo com menos votos em relação à primeira denúncia, o presidente Michel Temer (PMDB),irá se dedicar agora à reconstrução de sua própria imagem e de seu governo.

Em dez dias, informa a Coluna do Estadão, a comunicação da gestão peemedebista vai iniciar uma ofensiva nas redes sociais, atacando a gestão da antecessora Dilma Rousseff (PT) e sugerindo que Temer atua no comando do País tal qual o técnico Tite, da seleção brasileira.

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JUCÁ DÁ O PONTAPÉ INICIAL
Paulo Gama e Bruno Boghossian
(Folha)

Líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) comparou Michel Temer ao técnico Tite, que reergueu a seleção brasileira, e Dilma Rousseff ao antecessor dele, Dunga, que foi demitido da equipe com ela fora da zona de classificação nas eliminatórias para a Copa de 2018.

“Para fazer uma analogia com o futebol, estávamos lá embaixo nas eliminatórias, mudou o técnico, mudou a forma de atuar, e o Brasil hoje com Tite está em primeiro lugar no ranking do futebol”, disse nesta sexta-feira (21) a uma plateia de empresários, num evento da Lide, empresa de João Doria, prefeito de São Paulo.

Analogia semelhante, mas no sentido inverso, havia sido feita por Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado, que comparou a gestão de Temer à “seleção do Dunga”. “Queremos a seleção do Tite para dar orientação.”

RISOS E APLAUSOS – Jucá fez a comparação, que arrancou risos e aplausos dos executivos do Fórum Empresarial em Foz do Iguaçu depois de elencar uma série de medidas adotadas pelo governo Temer.

Disse considerar que, depois de o peemedebista ter sido efetivado no Planalto, o governo já conseguiu reduzir índices de inflação, amenizar a taxa de juros além de ter dado início a medidas microeconômicas, como liberação de recursos do FGTS.

Investigado pela Lava Jato, o senador voltou a dizer que defende a operação e pediu “responsabilidade” nas acusações.”Hoje todos estão sendo caluniados —ou não. O que vai definir é a investigação. Quem tem seriedade quer investigação. Estamos vivendo tempo de generalização, de facilidade de acusação. É preciso trazer tempo de responsabilidade.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG Sinceramente, ser elogiado por Romero Jucá significa levar gol contra… Com toda certeza, comparar Temer a Tite é um bocado de exagero, trata-se de uma campanha destinada a cair no ridículo. Ao que parece, o marqueteiro de Temer, que se chamado Elsinho Mouco, está fazendo ouvidos de mercador, como se dizia antigamente. (C.N.)

Um jornalismo que acabou e agora só fala com as paredes

Charge Jornalismo

Charge do Juliano (Arquivo Google)

Percival Puggina

Há um jornalismo que acabou. Fala com as paredes. Irresignado ante a falta de eco, cospe no vento. Cisca no dicionário adjetivos que, de tão mascados, se tornaram rejeitos de lixo orgânico, direto ao saco preto. O vocabulário com que o “politicamente correto” se protegia entra num debate, hoje, murcho como maracujá. Quem leva a sério o adjetivo “reacionário!”, ou “conservador!”, ou “neoliberal!” (lembram dele?), ou ainda o “fascista!”, que os próprios comunistas gastaram mundo afora contra seus adversários antes do tiro na nuca?

Durante décadas, esses senhores foram os regentes das redações, onde desfilavam proféticos, iluminando o mundo com olhares que se derramavam sobre uma nova humanidade e um novo tempo. Eram os kaisers do quarto poder, ditando as normas técnicas para a engenharia do brilhante futuro. Perder tempo com eles, agora, é como contemplar a alvorada de um passado que se refuga. Xô! Quebraram o Brasil, acabaram com a Educação e atacaram, um a um, os valores que sustentariam moralmente a nação.

VALORES DO BEM – A sociedade compreendeu, por fim, que, tanto quanto ela precisa conservar valores que orientem as ações humanas para o bem (conservadorismo), a economia precisa de liberdade (liberalismo) para evoluir. Se observarmos atentamente, veremos que isso é tudo que o velho jornalismo militante, mãos dadas com os camaradas do mundo acadêmico, se dedicou a destruir; e que parcela importante do clero católico se descuidou de preservar.

Tem duas razões fundamentais para viver, esse jornalismo. A primeira é servir de memorial adulterado dos “anos de chumbo”. Vivem na nostalgia daquele período, misturando a saudade da própria juventude com o tempo em que conseguiram articular um discurso cuja consequência, em tese, rimava com a causa. A segunda é combater liberais e conservadores, qualificando-os como fascistas. Mas, sem direito a tiro na nuca, tudo fica menos produtivo. Fazer o quê? Mudar-se para Cuba ou para a Coreia do Norte?

ESFORÇOS VELHACOS – Não recordo, ao menos em passado recente, de esforços retóricos tão velhacos, tão fraudulentos, quanto os empregados nas últimas semanas por esse jornalismo para tentar convencer a sociedade de que:

  • os conservadores seriam hipócritas bradando contra nudez e erotismo na arte;
  • gravuras grotescas dedicadas a sujos entreveros sexuais, se expostas em ambiente cultural, deveriam merecer a mesma reverência de conhecidas obras-primas da arte universal;
  • sentimentos e atitudes tão diferentes entre si como repulsa, indignação e boicote seriam “sinônimos” de censura;
  • sexo não existiria, o que existe é gênero e toda criança deveria começar a aprender isso no bercinho da maternidade;
  • as redes sociais seriam uma terra de ninguém tomada pela direita raivosa.

Quem faz afirmações assim não está a mudar de assunto. Está a corromper a razão, conforme mencionei em recente vídeo. Há semanas repetem isso ao país e querem credibilidade?

CARDÁPIO DE FALSIDADES – Pretendem seguir influenciando a opinião pública? Subestimam a inteligência daqueles com quem se comunicam! Foi ao servir nacionalmente esse cardápio de falsidades que o velho jornalismo militante deu extraordinário alento aos bons conservadores e aos bons liberais. Refiro-me aos conservadores que estimam a liberdade e aos liberais que reconhecem a necessidade de preservar valores morais.

A sociedade não se escandaliza com nudez desde 22 de abril de 1500 e pouco se interessa pelo que acontece atrás das portas, desde que seja vedado o acesso a crianças. Mas entendeu, perfeitamente bem, ser isso que jogou o velho jornalismo militante na pornomilitância.

O silêncio que cai sobre ele vem por overdose de si mesmo.

Ligações de telefone de Aécio Neves e Gilmar Mendes desmoralizam o Supremo

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Charge do Bessinha (Site Conversa Afiada)

Deu em O Tempo

Relatório da Polícia Federal (PF) apontou que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) ligou 46 vezes para o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do aplicativo WhatsApp entre os dias 16 de março e 13 de maio deste ano. Desse total, 22 chamadas foram completadas. Gilmar é o relator de quatro inquéritos que investigam Aécio no Supremo.

A informação sobre a intensa frequência dos contatos foi divulgada nesta quinta-feira (dia 19) pelo site Buzzfeed Brasil. O delegado federal Josélio Azevedo de Sousa, que subscreve o relatório, destaca que uma das conversas foi no dia 25 de abril de 2017, data em que o ministro deferiu monocraticamente decisão favorável ao tucano para que ele não precisasse prestar depoimento à PF em um dos inquéritos da operação Lava Jato.

ESTÁ NOS AUTOS – O relatório da PF foi incluído em uma das ações que tramitam no STF. O documento, datado de 15 de agosto de 2017, não está sob sigilo na Corte. No período em que foram feitas as ligações, as investigações sobre Aécio já estavam sob a responsabilidade de Gilmar Mendes.

As ligações não foram interceptadas pela PF, mas identificadas a partir da análise de celulares apreendidos com Aécio na operação Patmos, fase da Lava Jato deflagrada em 18 de maio. Não é possível saber o conteúdo das conversas.

No dia em que Gilmar acatou o pedido da defesa de Aécio, o senador tentou ligar três vezes para o ministro e somente na quarta tentativa conseguiu contato. Os registros indicam que conversa teve duração de 24 segundos e foi realizada às 13h01. No mesmo dia, o tucano voltou a ligar para Gilmar Mendes, às 20h59, mas não conseguiu contato.

LIGAÇÕES PERIGOSAS – No dia seguinte, 26 de abril, quando a decisão do ministro do Supremo foi tornada pública, Aécio voltou a ligar para Gilmar. Ao todo, foram cinco ligações pelo WhatsApp, em quatro delas o senador conseguiu falar com o ministro. Segundo o relatório, as ligações somam seis minutos e 57 segundos.

“Embora não sendo possível afirmar que as ligações havidas no dia 25/4/2017 tenham relação com o requerimento protocolado nesta mesma data pelo advogado do senador Aécio Neves e deferido neste mesmo dia pelo ministro Gilmar Mendes, é de se destacar a coincidência desses contatos”, informa a PF.

No laudo referente a outro telefone do tucano, a PF mostra registros de chamadas entre Aécio e Gilmar entre 18 de fevereiro e 4 de abril de 2017. São oito ligações, das quais eles conversaram em seis.

RELAÇÕES FORMAIS – Outro lado. Em nota, a defesa de Aécio diz que “mantém relações formais com o ministro Gilmar Mendes e, como presidente nacional do PSDB, manteve contados com o ministro, presidente do TSE, para tratar de questões relativas à reforma política”.

“Ressalte-se que pouco mais da metade das ligações citadas foram completadas, conforme consta do relatório da PF. Ocorreram também reuniões públicas para tratar do tema, com a presença do presidente da Câmara e presidentes de outros partidos. O senador Aécio é autor de uma das propostas aprovadas no âmbito da reforma política”, diz o texto.

Também em nota, Gilmar informou que “manteve contato constante, desde o início de sua gestão, com todos os presidentes de partidos políticos para tratar da reforma política”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A matéria comprova a promiscuidade entre os poderes e mostra que não foi a primeira vez que a PF identificou ligações entre Aécio e Gilmar. Um telefonema grampeado registrou conversa no dia 26 de abril, sobre o projeto de abuso de autoridade no Senado. A desmoralização do Supremo é uma realidade e o corporativismo impede que o ministro Gilmar Mendes sofra impeachment. Ah. Brasil… (C.N.)

Advogado goiano apresenta ao Supremo um habeas corpus todo em versos

Paulo Sérgio dos Santos foi diretor da Faculdade

Marília Costa e Silva
Rota Jurídica

O advogado Pedro Sérgio dos Santos peticionou nesta terça-feira (dia 17) ao Supremo Tribunal Federal um habeas corpus em favor de João Batista da Silva. O que chama atenção é que o criminalista, que é professor e já foi diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás (UFG), peticiona em versos. Nas nove estrofes do texto, ele explica que o cliente é pedreiro e que já foi julgado duas vezes pelo único crime que cometeu: lesão corporal seguida de morte.

Apesar de dois julgamentos por um júri popular pelo mesmo delito, o criminalista aponta que o Ministério Público por duas vezes já recorreu das sentenças.

Vale a pena conferir o texto, que deve ser apreciado pelo ministro Marco Aurélio Mello, relator da matéria no STF.

HC 146743
Pedido de Liminar 

PEDRO SERGIO DOS SANTOS, já qualificado,
figurando como impetrante,
bem como o paciente, literalmente na espera,
com a máxima vênia,
faz pedido importante,
expondo fatos e Direito,
requer análise, breve apreciação
e decisão liminar no feito:

Sr. Ministro Relator
O paciente não é político ou empresário
Não tem padrinhos importantes,
Nem ricos, nem milionários,
Não frequenta Mensalão ou Lavajato,
Não tem cargo de destaque,
Nem ternos, gravatas, nem bons sapatos.

Sr. Ministro, ilustre Relator
O paciente é pedreiro,
Pele queimada, simples trabalhador
Não tem posses, nem dinheiro,
O nome é João Batista da Silva
Como vê não é Neves, ou Barbalho,
Não é Dantas, nem Dirceu,
Paga aluguel, anda de ônibus,
Nada possui para chamar de seu.

Por duas vezes foi julgado,
Por único crime que cometeu.
Pena já aplicada, que o júri reconheceu,
Lesão corporal seguida de morte;
Inconformado, por duas vezes,
O promotor recorreu;
Quantas vezes deve um homem ser julgado
Só para agradar a sanha da acusação?
Duas, três, quatro, até ser condenado,
numa vindita de injusta perseguição?

Sr. Ministro, Eminente Relator,
Por que em Júri de pobre,
Não se mantém decisão,
De crime desclassificado, ou de absolvição?
Sempre se dá provimento
ao recurso condenatório,
Buscando pena maior, cadeia cela e prisão?

Como se diz, nos corredores do Fórum,
Até antes de sair o acórdão;
Resultado de apelo de pobre são favas contadas
Pra ele só resta vela preta e caixão.
O dia que réu pobre tem benefício justo e rápido,
Coisa de espanto que nunca se viu,
É algo que chama tanto atenção,
Que sai noticia de rádio, falada na Voz do Brasil.

Senhor Ministro Relator
Clama João Batista, o pedreiro
Pela apreciação do pedido liminar
Suspendendo julgamento, o terceiro;
Para que o Júri não o venha julgar
Sem antes apreciar o mérito
E a segunda decisão assentar
Em definitivo o que já foi julgado,
E por esta Grande Corte, ser decidido,
Que João cumpra pena já escrita,
Conforme a prova que está no pedido.

Sr. Relator, de saber ilustrado
Em muitas Cortes, se tem decisão;
Liminares, que saem a jato,
Deixando para trás Ferrari e avião.
O caso que agora clama a defesa
Não é de rico nem de barão,
É de pobre pedreiro, de mão calejada,
É um silva, um joão…
Mas igualmente carece de pressa
Pois se a demora muito custa 
Vem tardia , já vem sem tempo
Vem pesada e vem injusta.

Sr. Ministro Relator,
Clama o João pela liminar,
Clama o Silva por decisão,
Clama para o STF julgar,
Clama para que não se imponha anulação,
E se de métrica carecem as rimas,
Que esteja, no entanto, a Justiça acima
Da Vingança e da cassação.

Pede deferimento
Goiânia 17.outubro.2017

Pedro Sergio dos Santos
OAB GO 11441

Doria e Perillo querem manter Aécio licenciado até a eleição partidária  

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Doria vai apoiar Perillo para presidente do PSDB

Renan Truffi
Estadão

O prefeito de São Paulo, João Doria, e o governador de Goiás, Marconi Perillo, ambos colegas de PSDB, saíram em defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG), após almoço com empresários do agronegócio em Goiás, nesta quinta-feira, 19. Nos últimos meses, Doria defendeu a saída do senador mineiro do comando da sigla.

Os tucanos minimizaram a polêmica envolvendo uma possível renúncia de Aécio da presidência do PSDB, após o mineiro retomar o mandato parlamentar com a ajuda de 44 senadores. Isso porque o presidente interino da sigla, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), disse publicamente que Aécio não tem mais condições de estar à frente da legenda.

SÓ 40 DIAS – Doria e Perillo lembraram, em entrevista coletiva, que Aécio já está licenciado do posto e que as eleições internas do partido devem ocorrer em pouco mais de um mês.

“Temos cerca de 40 dias para a convenção nacional do PSDB, quando será eleita uma nova Executiva Nacional do partido. Não me parece fazer sentido fazer mudanças agora, havendo uma eleição programada para início de dezembro. O que eu defendo fundamentalmente é o respeito a este rito. Nós precisamos de serenidade, equilíbrio e pacificação no Brasil para podermos avançar. Não podemos ter um País convulsionado para discutir qualquer tema”, disse Doria.

APOIO A PERILLO – O prefeito da capital paulista aproveitou as perguntas para enaltecer o nome de Perillo como novo candidato à presidência do partido. “No meu caso, eu tenho lado. O meu lado é o do governador Marconi Perillo. Eu respeito (a posição do Tasso), mas a 40 dias da eleição do PSDB faz mais sentido seguir esse rito”, argumentou Doria antes de rebaixar o tema. “A população não está preocupada com as questões partidárias, está preocupada com o seu bem-estar. O que população fundamentalmente espera é que haja uma retomada econômica”, complementou.

Aliado de Aécio, Perillo pediu a palavra para também rebater os pedidos pela saída do mineiro. “Na minha opinião, não se justifica pedir ao senador Aécio que antecipe sua saída da Presidência do PSDB, já que ele não está sequer presidindo o PSDB. A verdade é que ele está licenciado, não está atrapalhando em nada. Ele tem legitimidade. Foi escolhido como presidente do partido. Essa é uma discussão desnecessária”, disse o governador.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA mídia distorceu as declarações de Doria e Perillo, dizendo que eles estariam apoiando a permanência de Aécio Neves na presidência do PSDB. Na verdade, eles defenderam que Aécio permaneça licenciado e Tasso Jereissati continue no comando até 4 de dezembro, quando haverá a eleição interna no partido. Apenas isso. (C.N.)

Delcídio diz que caso de Aécio é muito pior: “Fui usado como um boi de piranha”

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Charge do Tacho (Jornal NH)

Deu no Correio Brasiliense
(Agência Estado)

Em 2015, quando era senador pelo PT, Delcídio foi preso em flagrante sob acusação de tentar evitar que o ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró fizesse delação premiada . Cassado por unanimidade no ano passado, o ex-senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) criticou a decisão na qual o Senado autorizou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) a retomar o mandato e derrubou o recolhimento noturno que havia sido imposto pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Para Delcídio, enquanto “há provas de que Aécio é culpado”, ele foi julgado de forma injusta. “Infelizmente, acrobacias jurídicas livraram a cara do Aécio Neves. O caso dele é gravíssimo, envolvendo malas de dinheiro e pedido de empréstimo de R$ 2 milhões a um empresário. No meu caso, nem uma perícia dos áudios foi realizada. Não pude me defender”, disse o senador cassado à Rádio Guaíba, de Porto Alegre.

“Eles quiseram entregar um boi para as piranhas, pois o restante da boiada passaria. Agora com Aécio, não tiveram o mesmo entendimento e acharam que sobraria para todo mundo. Por isso o livraram”, afirmou.

Em 2015, quando era senador pelo PT, Delcídio foi preso em flagrante sob acusação de tentar evitar que o ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró fizesse delação premiada. O Senado votou pela manutenção da prisão determinada pelo STF e cassou o mandato do ex-petista.

LULA CRITICA – Às vésperas de iniciar uma caravana por Minas Gerais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que Aécio “plantou ódio e está colhendo tempestade”. Em entrevista à Rádio Super Notícia, de Belo Horizonte, Lula disse que nas campanhas em que saiu derrotado não vendeu “ódio como o Aécio vendeu quando perdeu para a Dilma” (em 2014)”. “Vendi paz e amor”.

O ex-presidente voltou a afirmar que vai ser candidato novamente ao Palácio do Planalto no ano que vem “só porque não querem”, mas disse que está “nu” diante das investigações das quais é alvo no âmbito da Operação Lava Jato.

Lula disse ser vítima de um “pacto maquiavélico” entre Polícia Federal, o Ministério Público, Poder Judiciário e a imprensa para tirá-lo da disputa de 2018. O ex-presidente disse estar hoje, politicamente, igual ou melhor do que antes. “Quem está pior é o pessoal da Lava Jato, que contou mentira a meu respeito”, disse. Segundo Lula, o juiz Sérgio Moro “está me julgando e está me condenando por coisa que ele próprio diz que eu não fiz”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGDelcídio Amaral tem razão. O caso de Aécio Neves é muito mais grave do que o seu e também houve flagrante. Se Delcídio fosse do PMDB ou do PSDB, não teria sido cassado. (C.N.)

Virou bagunça! Nuzman e cúmplice de Geddel foram soltos pelo STJ e pelo STF

Bruno Kelly

Nuzman a caminho de casa. Agora, falta soltar Geddel

Juliana Braga
O Globo

A Sexta Turma do STJ decidiu há pouco, por unanimidade, soltar o ex-presidente do COB Carlos Arthur Nuzman. A decisão, porém, inclui medidas cautelares. Nuzman deverá entregar seus passaportes e só poderá deixar o Rio de Janeiro mediante autorização judicial. E, mensalmente, comparecer ao juízo para informar e justificar suas atividades.

A relatora, ministra Maria Thereza também determinou, e foi acompanhada pelos ministros Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz, Nefi Cordeiro e Antonio Saldanha Palheiro, a suspensão de quaisquer atividades relacionadas ao Comitê Rio 2016 e ao Comitê Olímpico Brasileiro, proibindo-o, inclusive, de ir às suas sedes ou filiais.

INCOMUNICÁVEL – Nuzman não poderá, ainda, comunicar-se com os outros investigados na operação Unfair Play.

O ex-presidente do COB está desde o início do mês em Benfica. Foi acusado pelo MPF-RJ de participar de esquema de compra de votos para a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Na semana passada, o desembargador Abel Gomes, do TRF-2, negou um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de Nuzman.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Se é para soltar, para que prender? E também foi solto hoje, pelo ministro Edson Fachin, do Supremo, um dos cúmplices de Geddel Vieira Lima no episódio dos R$ 51 milhões. Ex-diretor da Defesa Civil de Salvador, Gustavo Ferraz foi preso porque digitais dele foram encontradas nas notas de dinheiro atribuídos pela PF a Geddel e encontradas em apartamento. Ao que parece, liberou geral, tudo dominado e nem digital serve mais de prova. Deviam soltar logo o Geddel. Afinal, ele tem chorado muito na cadeia, coitado… (C.N.)