O amor infinitesimal, na poesia matemática de um gênio chamado Millôr Fernandes

Resultado de imagem para millor fernandes em auto-retratoPaulo Peres
Site Poemas & Canções

O desenhista, humorista, dramaturgo, tradutor, escritor, jornalista e poeta carioca Milton Viola Fernandes (1923-2012), que virou Millôr por um erro no cartório de Registro Civil, que era redigido manualmente,  usou a sua genialidade para  contar uma estória de amor, através de metáforas, nos versos de um de seus poemas mais originais e celebrados.

POESIA MATEMÁTICA
Millôr Fernandes

Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
“Quem és tu?”, indagou ele
em ânsia radical.
“Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa.”
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
frequentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade.

Medina Osório fez o BNDES suspender financiamentos às empreiteiras da Lava Jato

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Em apenas três meses, Medina Osório revolucionou a AGU

Carlos Newton

Noticia-se a decisão do BNDES de suspender os desembolsos de recursos para 25 projetos de exportação de serviços de empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato. A suspensão trava a liberação de US$ 4,7 bilhões para projetos que incluem obras em nove países, como o novo aeroporto de Havana (Cuba) e a extensão do metrô de Caracas (Venezuela). Ao contrário do que parecer, esse posicionamento do BNDES não é fruto da nova administração do banco, presidido pela economista Maria Silva Bastos Marques. A decisão, da maior importância, veio a ser tomada em função do ajuizamento da ação de improbidade contra as empreiteiras logo no início da gestão do ministro Fábio Medina Osório na Advocacia Geral da União.

Posteriormente, o então advogado-geral da União emitiu um parecer sinalizando que os financiamentos para as empresas investigadas ou processadas no âmbito da Lava Jato deveriam ser examinados caso a caso pelo BNDES, sob o enfoque da análise do risco financeiro, podendo ser imediatamente suspensa a liberação de novas parcelas dos financiamentos, caso houvesse suspeita de irregularidades.

DESDE MAIO – A decisão do BNDES foi tomada em maio, em resposta a ação do ministro Medina Osório contra as empreiteiras, mas divulgada pelo banco apenas nesta terça-feira. Os projetos que tiveram os desembolsos suspensos somam US$ 7 bilhões, dos quais US$ 2,3 bilhões já foram desembolsados. São financiamentos de exportação de serviços das empresas Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, contratados por Argentina, Cuba, Venezuela, Guatemala, Honduras, República Dominicana, Angola, Moçambique e Gana.

A carteira de financiamento à exportação de serviços tem 47 projetos, no valor total de US$ 13,5 bilhões. Mas 22 deles ainda não tiveram contrato assinado e serão analisados sob as novas regras adotadas após o parecer da AGU. Essas operações já estão sob investigação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, que acaba de denunciar o ex-presidente Lula e o empreiteiro Marcelo Odebrecht sob acusação de desvios em contratos da Odebrecht com o BNDES para obras em Angola, com participação de Luciano Coutinho, ex-presidente do banco.

A AGU JÁ ERA… – Note-se a diferença de uma AGU atuante e de uma AGU inerte, do ponto de vista do interesse público e da defesa da sociedade. Enquanto o então ministro Medina Osório mostrou serviço desde que assumiu, a atual advogada-geral Grace Mendonça até agora não disse a que veio. Pelo contrário, seu primeiro ato foi obstar o cumprimento de uma importante decisão de Medina Osório, que mandara abrir ações contra 14 políticos corruptos (entre os quais o senador Renan Calheiros), para exigir indenização aos cofres públicos.

Além disso, Grace Mendonça já tentou ingressar no TCU em defesa da ex-presidente Dilma, contrariando inclusive ordens de seu padrinho, o ministro Eliseu Padilha, e violando regras de protocolo firmadas por seu antecessor.

Grace Mendonça tem a habilidade de se equilibrar entre Luís Inácio Adams e José Eduardo Cardozo, dois ex-ministros da AGU, aos quais agradeceu sua nomeação na cerimônia de posse. Quando assessorava Adams, a própria Grace Mendonça esteve investigada na operação Porto Seguro, que devassou a corrupção da quadrilha integrada por Rosemary Noronha, amante do então presidente Lula da Silva.

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Grace Mendonça está travando a atuação da AGU

FALTA UMA EXPLICAÇÃO – Nesse contexto é que a atual ministra da AGU deve uma explicação à sociedade sobre sua atuação. Será que já encontrou um HD externo para copiar os inquéritos contra políticos corruptos, liberados à AGU há dois meses pelo Supremo? Foram ou não retiradas essas mídias digitais? Quando? A sociedade tem direito de saber em que datas os inquéritos foram copiados e por quem.

Esse imbróglio, que provocou a demissão de Medina Osório, por se recusar a proteger os políticos corruptos, precisa ser melhor esclarecido pela ministra Grace, sem as evasivas que ela costuma trazer, na suposição de que as pessoas são ingênuas ou idiotas.

MPF E RECEITA AGEM – Diante da inoperância da AGU sob o comando de Grace Mendonça, chegou-se ao ponto de o próprio Ministério Público Federal postular o acesso aos inquéritos, por considerar impostergável o ajuizamento das ações contra os políticos corruptos. E a Receita Federal já anunciou que tomará idêntica providência, para cobrar a sonegação de impostos.

Essa postura da Procuradoria e da Receita, substituindo a AGU em defesa dos interesses da União, demonstra que o governo Temer/Padilha não conseguiu nem conseguirá seu intento de proteger os políticos corruptos e as empreiteiras.

O Brasil está mudando, mas fica claro que muitos políticos profissionais ainda não perceberam esse fenômeno social.

Após fala de Meirelles, Maia liga para Temer e indaga posição sobre repatriação

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Rodrigo Maia está confuso sobre o projeto da repatriação

Deu em O Tempo
(Agência Estado)

As declarações do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em Nova York, levaram o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a telefonar para o presidente Michel Temer nesta quarta-feira, 12, para saber a posição do governo em relação ao projeto que altera as regras do programa de repatriação. “Liguei antes do almoço para saber a posição do governo”, disse Maia ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. “Ele disse que entendia as mudanças e achava bom o acordo para atender aos governadores também”, acrescentou Maia sobre a parcela da arrecadação com a repatriação a que os Estados terão direito.

Mais cedo, em entrevista a jornalistas em Nova York, Meirelles indicou ser contra as mudanças no programa de repatriação de recursos enviados e mantidos ilegalmente no exterior. O ministro disse considerar a atual lei, que rege o programa, “bastante adequada”. “Caso não seja pautada e aprovada uma nova lei, acredito que está bem”, disse.

MAIA IA ENGAVETAR – A falta de acordo com o PT sobre a parcela da receita com a repatriação a que os Estados terão direito levou Maia a anunciar, na terça-feira, 11, que engavetaria o projeto que altera as regras do programa. Pela lei em vigor, Estados e municípios só terão direito a receber parte do Imposto de Renda (IR) cobrado do contribuinte sobre o valor repatriado. O PT, porém, quer que os Estados também tenham direito a uma parte da multa que será cobrada. Inicialmente, a sigla queria que recebessem parte de toda a multa arrecadada. Maia e o governo não aceitaram e fizeram uma contraproposta para que Estados tenham direito a parte da multa quando ela exceder R$ 25 bilhões

Segundo Maia, os governadores chegaram a aceitar a oferta, mas o PT foi contra e anunciou que obstruiria a votação do projeto. Com poucos deputados em plenário nessa terça-feira, 11, Maia precisava do apoio dos petistas para votar o projeto simbolicamente. Qualquer pedido de votação nominal da sigla impossibilitaria a votação.

TEMER E PADILHA – Logo após anunciar que engavetaria a proposta, o presidente da Câmara conversou terça-feira (11) com Temer e o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, no Palácio do Planalto. Ouviu que o governo tinha interesse no acordo, porque significaria uma resposta aos pedidos de ajuda financeira dos Estados.

O presidente da Câmara indicou ao Broadcast estar disposto a recuar e pautar o projeto novamente, desde que haja acordo sobre a proposta. “Vamos ver. Preciso da posição do PT, pois o texto já está colocado”, disse. No entanto, Maia afirmou que não acredita que os petistas vão aceitar o texto do projeto.

Delcídio confirma que campanha de Dilma/Temer recebeu recursos de Belo Monte

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Charge do Amâncio, reproduzida do Arquivo Google

Deu no Estadão

Em depoimento prestado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o senador cassado Delcídio Amaral (sem partido-MS) confirmou nesta terça-feira, 11, que a campanha vitoriosa da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer à Presidência da República em 2014 foi abastecida com dinheiro desviado da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, segundo apurou o Estado com fontes próximas da investigação. A fala de Delcídio reitera a acusação do executivo Otávio Marques de Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, que já havia afirmado em depoimento que houve pagamento de propina disfarçado de doação oficial à campanha de 2014.

O Estado apurou que o senador cassado disse ter certeza de que recursos oriundos de propina abasteceram a campanha da chapa Dilma-Temer em 2014 e que seria pouco provável que a petista não tivesse conhecimento do esquema. Ainda de acordo com Delcídio, a maior parte do dinheiro desviado de Belo Monte teria ido para o PMDB.

O senador cassado já havia afirmado em delação premiada firmada com o Ministério Público Federal no âmbito da Operação Lava Jato que um esquema de desvio de dinheiro nas obras de Belo Monte abasteceu campanhas eleitorais do PT e do PMDB em 2010 e 2014.

AÇÃO DO PSDB – O processo contra a chapa Dilma-Temer que tramita no TSE tem como origem uma ação proposta pelo PSDB que apura se houve abuso de poder político e econômico na última eleição presidencial.

Se os ministros do TSE entenderem que houve desequilíbrio nas eleições, podem tornar Dilma inelegível – já que o Senado, no processo de impeachment, manteve a aptidão da petista para concorrer em eleições. Em relação ao presidente Michel Temer, as investigações podem causar também a cassação do mandato.

Os advogados do peemedebista defendem na corte eleitoral que as condutas de Temer e Dilma sejam analisadas de forma separada. E a defesa da presidente cassada nega que a campanha tenha sido abastecida com recursos ilícitos.

PERÍCIA NEGADA – Na semana passada, o ministro do TSE Herman Benjamin, relator das ações que pedem a cassação da chapa formada por Dilma e Temer, negou o pedido da defesa da petista para realizar perícia complementar nas empresas contratadas pela campanha. Na decisão, o ministro considerou a solicitação “manifestamente protelatória”.

No Brasil o negócio é roubar, mas tem de roubar muito, para comprar a impunidade

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Charge do Kacio (kacio.art.br)

Francisco Vieira

“Nenhuma execução de condenação criminal em nosso país, mesmo se tratar-se de simples pena de multa, pode ser implementada sem a existência do indispensável título judicial definitivo, resultante, como sabemos, do necessário trânsito em julgado da sentença penal condenatória” – alega o ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal. Se alguém lesse isso para um extraterrestre que acabasse de chegar ao nosso planeta, com certeza ele escolheria a Justiça brasileira como modelo e, por conta do “grau evolutivo” nacional, o Brasil para fincar a base de um corpo diplomático interplanetário.

Nem de longe o E.T. desconfiaria que temos uma Justiça acovardada e comprada pelos poderosos, com alguns magistrados habituados a sentar sobre processos por décadas a fio, até a prescrição dos crimes do seus amigos e clientes, outros vendendo sentenças para traficantes e ladrões, e todos esses  magistrados, ao serem pegos, ainda são “punidos” com vultosa aposentadoria compulsória, paga pelos milhões de brasileiros sem educação, sem saúde, sem segurança e sem esperança!

SEGUNDA INSTÂNCIA – Portanto, parabéns à decisão do Supremo, que confirma a prisão de criminosos condenados em segunda instância. Assim como a saída de Dilma Rousseff do Planalto, levando de roldão o PT, a decisão do ATF não irá acabar com a corrupção no Brasil, mas será um passo dado rumo à civilidade.

A mudança no entendimento do Supremo Tribunal Federal poderá levar 3.460 réus para a cadeia, aponta um estudo inédito da Fundação Getúlio Vargas.

Quem sabe agora as penitenciárias se tornem mais “humanas”? O tempo passou desde que aquele ministro petista José Eduardo Cardozo disse que elas não passavam de masmorras… Ele e o PT nada fizeram para mudar a situação, pois tinham a certeza que nenhum dos seus alinhados ideológicos jamais poriam os pés em qualquer uma delas.  Estavam enganados.

LADRÕES À SOLTA – Ilusão achar que o brasileiro só é roubado por bandido instalado em empresa estatal ou órgão público. Os brasileiros são roubados por todos os ladrões desta terra, porque neste país o normal é ser bandido. Para estes, o Estado fecha os olhos e/ou procura se aliar para levar vantagem tributária!

Na segunda-feira fui comprar uma correia de direção hidráulica. Na concessionária, com o adesivo da “autorizada”, o preço era R$ 570,00. Em uma rede de autopeças da cidade, com a marca que fabrica para a referida “autorizada”, apenas R$ 20,00.

No Brasil o negócio é roubar. Mas tem roubar muito, o suficiente para pagar o advogado, ao magistrado amigo e ainda sobrar para gastar com Ferraris… Por isso o ladrão inglês Ronald Biggs escolheu o Brasil como Mãe-Pátria e teve o corpo velado com a bandeira desta Terra sobre o caixão.

Lula e Luciano Coutinho transformaram o BNDES numa vergonha nacional

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Lula e Coutinho conduziram a corrupção no BNDES

Nicola Pamplona
Folha

O BNDES suspendeu temporariamente os desembolsos de recursos para 25 projetos de exportação de serviços de empresas investigadas pela Operação Lava Jato. A suspensão trava a liberação de US$ 4,7 bilhões para os projetos, que incluem obras em nove países. Na lista, estão o aeroporto de Havana (Cuba) e linhas do metrô de Caracas (Venezuela).

A decisão foi tomada em maio, em resposta a ação da AGU contra as empresas, mas divulgada apenas nesta terça-feira (11), em entrevista para detalhar a nova política do banco para financiar a exportação de serviços.

Os projetos que tiveram os desembolsos suspensos somam US$ 7 bilhões, dos quais US$ 2,3 bilhões já foram desembolsados. São projetos de exportação de serviços de engenharia contratados por Argentina, Cuba, Venezuela, Guatemala, Honduras, República Dominicana, Angola, Moçambique e Gana às empreiteiras Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

PÉ NO FREIO – O diretor do banco para a área de exportações, Ricardo Ramos, explicou que não houve qualquer desembolso a esses projetos desde maio. Segundo ele, o BNDES consultou a AGU sobre a possibilidade de manutenção dos contratos, mas foi aconselhado a reavaliar os projetos. A análise vai considerar o avanço físico da obra, a existência de outras fontes de financiamento e a exposição do banco ao risco.

Além disso, as empresas terão que assinar um termo de compliance (governança), garantindo que os projetos seguem as leis, sob o risco de multas ou de resgate antecipado da dívida em caso de irregularidades. Os termos já vêm sendo discutidos com as empreiteiras e os países que tomaram os empréstimos, informou o BNDES.

Nesses casos de exportação de serviços, o empréstimo do BNDES é dado a países que contratam empresas brasileiras e cobre o valor das exportações de equipamentos para as obras.

RESPOSTA À SOCIEDADE – “É uma política mais seletiva”, disse Ramos, classificando a mudança na política de financiamento às exportações de serviços como uma “resposta à sociedade”. De acordo com ele, o banco passará a avaliar e monitorar os impactos dos projetos no exterior, além de acompanhar as obras de perto.

Até agora, a análise de cada projeto focava no potencial de geração de divisas com a exportação de bens nacionais para as obras no exterior. O objetivo é ter avaliação mais ampla do projeto, para analisar sua viabilidade e os riscos. As mudanças seguem recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU), que pediu ao banco análise da economicidade dos projetos e monitoramento da efetividade do retorno ao Brasil.

“É importante definir indicadores que possam dar resposta à sociedade sobre quais benefícios esses projetos têm”, disse Ramos.

47 PROJETOS – Atualmente, a carteira de financiamento à exportação de serviços do banco tem 47 projetos no valor total de US$ 13,5 bilhões. Deste total, 22 ainda não tiveram contrato assinado e serão analisados sob as novas regras.

O segmento é alvo de investigações do Ministério Público Federal. A Polícia Federal denunciou o ex-presidente Lula e o empreiteiro Marcelo Odebrecht sob acusação de desvios em contratos da Odebrecht com o BNDES para obras em Angola.

O diretor do banco disse que auditoria interna não detectou irregularidades na concessão de financiamentos de exportação de serviços.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Muita conversa fiada, que precisa de tradução simultânea. O BNDES jamais poderia ter financiado desenvolvimento externo, antes que o Brasil alcançasse o desenvolvimento interno. A corrupção fede a quilômetros, o cheiro é insuportável. Se as operações não tivessem irregularidades, o BNDES jamais teria suspendido as liberações, pois estaria arriscado a pagar vultosas indenizações judiciais. Se o país fosse minimamente sério,o ex-presidente do banco, Luciano Coutinho,  e seu “chefe maior” Lula da Silva já teriam sido algemados diante das câmaras da TV, junto com Marcelo Odebrecht e outros parceiros. O BNDES se transformou numa vergonha nacional. Já ia esquecendo: esta purificação do BNDES foi alcançada graças à posição firme do então advogado-geral da União, Fábio Medina Osório, que defendia intransigentemente os interesses nacionais e acabou sendo demitido por Eliseu Padilha, da Casa Civil, que manda mais no governo do que o presidente Temer. (C.N.)

Rússia diz que acusação de interferência nas eleições dos EUA é ridícula

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Governo dos EUA diz que a Rússia hackeia e-mails nos EUA

Deu no Correio Braziliense
France Presse

O chanceler russo Serguei Lavrov afirmou nesta quarta-feira (12/10) que são ridículas as acusações de Washington de que a Rússia tenta interferir na campanha eleitoral americana. “Tudo mundo nos Estados Unidos diz agora que é a Rússia que controla o debate presidencial”, ironizou Lavrov durante uma entrevista à CNN.

“Claro que é elogioso receber este tipo de atenção de uma ‘potência regional’, como o presidente Obama nos recordou há um tempo […] mas isso não se fundamenta em nada nos fatos. Não vimos sequer uma única prova que demonstre essas acusações”, enfatizou.

Na semana passada, o governo americano acusou Moscou de se intrometer na campanha presidencial de Estados Unidos hackeando e-mails de pessoas e instituições americanas.

RIDÍCULO – “Dizer que a Rússia interfere nos assuntos internos dos Estados Unidos é ridículo”, concluiu o chanceler.

O presidente russo Vladimir Putin também denunciou nesta quarta-feira uma “histeria americana para manipular a opinião pública”.

“A respeito das afirmações de que a Rússia exerce pressão contra outros países, quem disse isso?”, perguntou ironicamente durante um fórum econômico de que participava.

Marcelo Odebrecht nada disse. Nem precisava, porque deixara tudo escrito.

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Charge do Genildo (genildoronchi.blogspot.com)

José Casado

Desta vez, a iniciativa não foi do Ministério Público, criticado nas últimas semanas pelo formato da denúncia contra o ex-presidente Lula e da prisão do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Foi a Polícia Federal que apresentou ao juiz Sérgio Moro o pedido de prisão de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda de Lula e chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff. O detalhe é relevante porque sinaliza um nível inédito de cooperação entre instituições encarregadas das investigações sobre corrupção.

Notável, também, é a aparente quietude do empresário Marcelo Odebrecht. Preso há 15 meses, guardou silêncio diante dos policiais, porque seu pai, Emílio, conduz negociações para um acordo com a Procuradoria em troca da sua prisão domiciliar. No próximo dia 18, completa 48 anos. Até a eventual homologação da colaboração com a Justiça, é incerto o tempo que resta a Marcelo Odebrecht atrás das grades.

Ainda assim, foi integral sua contribuição na prisão do ex-ministro Palocci, ontem. Ele nada disse, segundo a polícia. Nem precisava, porque registrara nomes e notas em arquivos eletrônicos. Detalhes estavam na rede de contabilidade paralela do grupo Odebrecht, que Marcelo organizou para centralizar o controle dos pagamentos de subornos a agentes públicos no Brasil e em países pelos quais espraiavam negócios de exportação, subsidiados pelo BNDES.

EXPORTAR SERVIÇOS – Entre 2004 e 2013, as empreiteiras brasileiras exportaram US$ 13 bilhões (R$ 42,9 bilhões). O grupo Odebrecht foi responsável por 76% dessas vendas (US$ 9,8 bilhões, equivalentes a R$ 32,3 bilhões). Ficou com 96% de todo o crédito público dado às exportações de engenharia, via BNDES.

Dessa montanha de dinheiro eram extraídos os subornos nacionais e internacionais. Na era Lula, quando o petróleo oscilou na faixa de US$ 100 por barril, Odebrecht extraiu da Petrobras lucros de US$ 1 bilhão anuais. Em Angola e Venezuela os negócios chegaram a render US$ 500 milhões (ou seja, R$ 1,6 bilhão) por ano.

Os dados já repassados pelo grupo privado à Procuradoria sugerem que o bilionário “caixa” de Angola e Venezuela viabilizou a escalada de subornos a governantes e partidos políticos dentro e fora do Brasil, quase sempre pagos no exterior. Palocci, por exemplo, foi preso sob a acusação de intermediar repasses ilegais de R$ 128 milhões, o equivalente a US$ 38,7 milhões, já identificados.

“AMIGO BRASILEIRO” – Não se sabe se por ele transitaram as maiores “gratificações” por serviços ilícitos no Brasil. Os telefones de Marcelo registram, entre outros, um “Amigo” brasileiro de US$ 23 milhões. Figuram, ainda, empresários-satélites nas operações externas, como José Roberto Colnaghi, da Asperbras, em negócios com os donos do poder em Angola (o presidente José Eduardo Santos, o vice Manuel Vicente e os generais Manuel Dias “Kopelipa”, Leopoldino Fragoso, Adriano Makevela, António Faceira, Armando da Cruz Neto, Carlos Alberto Hendrick Vaal, João Baptista de Matos e Luís Pereira Faceira).

É nítido, porém, o avanço das investigações na direção da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e da Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda. Nelas estavam outros “amigos”, alguns deles com poder decisivo sobre a liberação de créditos às exportações e serviços e sempre prestativos no tráfico de informações privilegiadas.

Caiado comemora decisão do STJ que o indenizou por danos morais

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Senador Caiado esperou 11 anos até a decisão final da Justiça

Deu no Estadão

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) celebrou a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinou que o escritor Fernando Morais, o publicitário Gabriel Zellmeister e a Editora Planeta paguem a ele uma indenização de R$ 1,5 milhão por danos morais. Os autores divulgaram em livro publicado em 2005 que o senador teria feito comentários discriminatórios contra mulheres nordestinas.

“São 11 anos de luta contra essa mentira que teve o objetivo de mutilar a minha imagem e comprometer a minha trajetória política. E hoje isso chega ao fim”, disse o senador. Ele relembra que o caso teve ampla cobertura na imprensa e que ele sofreu representação no Conselho de Ética pedindo a cassação de seu mandato na Câmara na época.

ESTERILIZAÇÃO – Na obra, que conta a história da agência W/Brasil, Moraes relata uma história contada por Zillmeister afirmando que Caiado teria dito, em 1989, que “era médico e tinha a solução para o maior problema do País, ‘a superpopulação dos estratos sociais inferiores, os nordestinos'”. Ainda segundo a obra, que descreve Caiado como “um cara muito louco”, ele teria declarado que “esse problema desapareceria com a adição à água potável de um remédio que esterilizava as mulheres”.

Caiado, então deputado federal, propôs ação indenizatória e negou as afirmações feitas pelos réus. “Minha esposa Gracinha é baiana, sempre tive ligações fortes com os nordestinos, tenho duas filhas com esse sangue. É um momento importante porque resgatei a minha honra como pai, médico e político”, disse o senador.