Passado o primeiro turno, Congresso retoma as atividades

Deu na Ag. Brasil

Com o fim do primeiro turno das eleições, deputados e senadores voltam nesta terça-feira (7/10) às atividades no Congresso. Nas duas Casas a definição da pauta, como de costume, será feita, depois de reuniões, a partir desta terça-feira entre seus respectivos presidentes- senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) – e os líderes das bancadas da base do governo e da oposição.
No Senado, três projetos estão prontos para votação: a garantia de aposentadoria especial para servidores com deficiência (PLS 250/2005), as regras para a guarda compartilhada de filhos (PLC 117/2013) e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 63/2013, que cria o adicional por tempo de serviço para juízes e membros do Ministério Público.

O PLS 250/2005, do senador Paulo Paim (PT-RS), garante aos servidores públicos com deficiência o mesmo benefício previsto para contribuintes do INSS. Pela proposta, eles poderão se aposentar após dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo em que se dará a aposentadoria. O tempo de contribuição varia entre 25 e 29 anos para homens e entre 20 e 24 anos para mulheres, dependendo do grau de deficiência.

A idade mínima para se aposentar é a mesma estabelecida na Constituição Federal, 60 anos para os homens e 55 anos para as mulheres, reduzida em número de dias idêntico ao da redução obtida no tempo de contribuição estabelecido no projeto.

GUARDA COMPARTILHADA

Outra proposta que deve ser analisada é o PLC 117/2013. O texto, considerado polêmico pelos parlamentares, torna obrigatória a guarda compartilhada do filho em caso de desacordo dos pais separados. Durante o esforço concentrado de setembro, a proposta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O projeto determina que, em caso de desacordo entre mãe e pai quanto à guarda do filho, se os dois estiverem aptos para exercer o poder familiar, o juiz deverá aplicar a guarda compartilhada. A única exceção será quando o pai ou a mãe declarar ao juiz que não deseja a guarda do filho.

POLÍCIA FEDERAL
Na Câmara dos Deputados, os parlamentares precisam votar a Medida Provisória (MP) 650/14, que reestrutura as carreiras da Polícia Federal (PF); e o PL 7.735/14, que altera a legislação sobre pesquisa científica e exploração do patrimônio genético de plantas e animais nativos. Sobre o Projeto de Lei 7.735, a expectativa é facilitar e estimular a pesquisa, o monitoramento e a rastreabilidade da biodiversidade do país. Os dois assuntos obstruem a pauta do plenário.

Para garantir a votação da MP 650/14, que concede reajustes de 15,8% a agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal (PF), o relator da proposta, senador José Pimentel (PT-CE), rejeitou as 42 emendas apresentadas ao colegiado. A ideia é colocar em votação o texto original enviado pelo Executivo, que perderá a validade no dia 28 de outubro.

O texto também concede aumento aos peritos federais agrários, reajustando a tabela da gratificação de desempenho de atividade (Gdapa). Pela proposta, os reajustes nas remunerações estão condicionados à aprovação do projeto de créditos adicionais (PLN 5/14), que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em vigor.

Outra mudança prevista na MP é a classificação dessas categorias como nível superior, escolaridade que já é exigida aos candidatos a essas vagas desde 1996. Se aprovada como proposta pelo Executivo, não haverá mais idade mínima, de 21 anos, e máxima, de 30 (nível médio) e de 35 anos (nível superior), para prestar concurso para a PF.

Dilma em baixa, Bolsa em alta, dólar em baixa

Deu no G1

A bolsa de valores reagiu positivamente nesta segunda-feira (6) ao resultado do primeiro turno da eleição presidencial, que mostrou arrancada final do candidato de oposição Aécio Neves (PSDB). O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, fechou em forte alta, puxado pela disparada das ações da Petrobras e do Banco do Brasil.

Mais do que a presença do tucano no segundo turno, agentes destacavam que a votação obtida neste domingo pelo candidato o aproximou da primeira colocada, a presidente Dilma Rousseff (PT).

O Ibovespa avançou 4,72%, aos 57.115 pontos. Na máxima do dia, chegou a subir quase 8%. A alta desta segunda é a maior desde 9 agosto de 2011, quando a bolsa avançou 5,10%. Mas em 27 de julho de 2012, o índice fechou com a mesma variação de 4,72%.

PETROBRAS: MAIS DE 11%

No final do pregão, as ações preferenciais da Petrobras subiam mais de 11%, a R$ 20,39, depois de terem chegado a subir quase 17% no início dos negócios. A alta também foi puxada pelo Banco do Brasil que subia quase 12%, a R$ 29,11.

A euforia também tem reflexos sobre a cotação do dólar, que fechou em baixa acentuada nesta segunda-feira. A moeda caiu 1,43%, a R$ 2,4266.

O irmão do Campos também declara apoio ao Aécio

Antônio Campos, irmão de Eduardo Campos Deu na Reuters

Antônio Campos, irmão do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo em agosto quando fazia campanha como candidato do PSB à Presidência, declarou nesta segunda-feira apoio ao candidato do PSDB, Aécio Neves, no segundo turno da eleição presidencial.

O irmão de Campos fez questão de dizer que sua decisão era em caráter pessoal. O PSB reúne sua Executiva Nacional na quarta-feira em Brasília para tomar uma posição sobre o segundo turno, que ocorre dia 26 entre Aécio e a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT.

“O meu voto no segundo turno é em Aécio Neves. Ressalto que tal declaração é em meu nome pessoal. Acho salutar uma mudança, nesse momento, para o Brasil”, escreveu ele em sua conta no Facebook.

Antônio Campos foi o primeiro integrante do PSB a manifestar apoio à candidatura à Presidência de Marina Silva, então vice de seu irmão, após a morte do candidato socialista.

Marina ficou com a terceira colocação no primeiro turno da disputa presidencial com 21,32 por cento dos votos válidos.

Outras figuras ligadas à Marina, como o deputado federal Alfredo Sirkis (PSB-SP) e o economista Eduardo Giannetti da Fonseca também já manifestaram apoio a Aécio no segundo turno.

(artigo enviado por Virgilio Tamberlini)

Dilma ficou em situação desconfortável

João Bosco Rabello
Estadão

Com a passagem de Aécio Neves ao 2.º turno, em porcentual bem acima do que a curva ascendente de sua candidatura, na reta final da campanha, permitia enxergar, ficou bastante desconfortável a situação da presidente Dilma Rousseff na busca da reeleição.

As pesquisas projetavam para a presidente um patamar de 46% dos votos válidos como ponto de partida no 2.º turno, inferior ao de 2010, porém mais seguro que os 40% em que permaneceu, com uma possível variação, pequena, para mais (o comentário foi escrito com 90% dos votos computados).

Para Aécio projetava-se cinco pontos à frente de Marina, que acabaram se transformando em 15, superando as expectativas, enquanto a ex-senadora voltou ao seu patamar de 2010, de 20%, bem aquém do que os 24% que foram fixados como limite para sua queda.

O mais preocupante para a presidente é o cenário de São Paulo, onde a distância para Aécio é significativa, de quase dois por um. Esse quadro permite dizer que a eleição pode ser decidida pelos paulistas, cuja massa de eleitores neutraliza a vantagem de Dilma em toda a região Nordeste, embora bastante ampla.

REVERSÃO

Para Aécio será de suma importância alguma reversão em Minas, onde está abaixo de Dilma, o que mostra que não foi a candidatura de Pimenta da Veiga que puxou sua votação para baixo, mas o contrário. Aécio deu por certa a vitória em casa e descuidou do próprio quintal.

A perspectiva de chegar à Presidência pode ajudar a reverter parcialmente esse quadro, ainda que isso não seja provável em grande escala. Mas, se livrar um milhão de votos de frente no segundo colégio eleitoral, seu berço político, ficará mais confortável na disputa.

Também é ruim para o PSDB o resultado final na Bahia, onde as pesquisas indicavam a vitória do candidato do DEM, Paulo Souto, mas que mostra o PT à frente. A Bahia é importante colégio eleitoral que Aécio esperava ter no 2.º turno a partir do efeito de uma vitória de Paulo Souto ainda no 1.º turno.

Os apoios dos governadores eleitos também serão importantes no 2.º turno para o candidato do PSDB na tentativa de reduzir a dianteira da presidente Dilma. Nesse contexto, a virada de sua candidatura na reta final, mostrando um fôlego surpreendente, pode resgatar parcialmente as alianças regionais costuradas antes da morte de Eduardo Campos, quando se teve um outro cenário eleitoral instalado.

APOIO EM PERNAMBUCO

Em Pernambuco mesmo, a boa relação com a viúva do ex-governador, Renata Campos, pode render o apoio estadual ao tucano, no que já se adiantou o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), aliado de Campos, ontem logo após a confirmação da ida de Aécio ao 2.º turno.

O inesperado desempenho do peemedebista Ivo Sartori, no Rio Grande do Sul, deve projetar, em caso de consolidação de sua vitória, um apoio importante ao PSDB, a se somar ao resto do Sul, onde o tucano já recebe o apoio do eleitor de Paraná e Santa Catarina.

Em Mato Grosso do Sul e Goiás, celeiros do agronegócio, Aécio também deverá conquistar bom espaço: com Delcídio Amaral (PT) indo ao 2.º turno em curva descendente, o voto do campo tende a migrar para o PSDB. Perilo, em Goiás, por pouco não se reelege no 1.º turno, mas sua vantagem sobre Íris Resende, do PMDB é bastante acentuada, autorizando a previsão de sua vitória, o que respalda Aécio no 2.º turno.

E MARINA?

Aécio tem justificada expectativa de um apoio formal de Marina Silva, mas, independentemente disso, estima-se que 60% dos eleitores da ex-senadora no 1.º turno migrem para o candidato do PSDB, com 20% para Dilma.

Essa migração depende muito mais do grau de motivação do eleitorado majoritário de Marina no 1.º turno – que calcula-se seja o voto antipetista -, do que da declaração de voto da candidata do PSB, embora este tenha obviamente importância consolidadora.

O PT tem, portanto, razões de sobra para começar a semana preocupado. A perda de capital político do partido se mostra maior que a avaliação interna, para o que, além do mensalão, começa a contribuir a corrupção na Petrobrás, que predominou no último debate presidencial na TV Globo.

PMDB foi o partido que elegeu mais senadores

Maior partido do Senado na atual legislatura, com 19 nomes, o PMDB foi o partido que mais emplacou representantes entre os 27 senadores eleitos para a próxima legislatura. Foram cinco (veja lista abaixo), entre os quais uma reeleita, Kátia Abreu (TO). Ao todo, são 19 novos senadores. Alguns velhos conhecidos da Casa: cinco foram reeleitos e três já exerceram o cargo em outra legislatura.

Depois do PMDB, o PSDB e o PDT foram os que mais elegeram representantes para a próxima legislatura, que terá início em fevereiro de 2015. Os partidos, que já dispõem de 12 e seis nomes na Casa, respectivamente, elegeram quatro representantes cada – alguns reeleitos, como Alvaro Dias (PSDB-PR).

Em seguida, com três representantes eleitos cada, figuram o PSB e o DEM, partidos que já dispõem de quatro senadores. Desse grupo, Maria do Carmo Alves (DEM-SE) foi a única reeleita, e exercerá o terceiro mandato consecutivo.

Três partidos elegeram dois representantes cada: PT (que já tem 13), PTB (seis) e PSD (um). PP, que tem cinco nomes atualmente, e o PR, que tem quatro, elegeram apenas um representante para a próxima legislatura.

PENDÊNCIAS

Mesmo com mais quatro anos de Senado pela frente a partir de 2015, alguns nomes da atual legislatura (2011-2015) vão se despedir dos colegas no próximo ano. É o caso de Wellington Dias (PT), eleito governador do Piauí em primeiro turno, e de Pedro Taques (PDT), que comandará Mato Grosso. Os primeiros-suplentes devem assumir as respectivas vagas.

Essa lista pode aumentar. Vencedor do primeiro turno, Rodrigo Rollemberg (PSB) pode se tornar governador do Distrito Federal caso derrote Jofran Frejat (PR) no próximo dia 26. Além dele, Eduardo Braga (PMDB-AM), Eunício Oliveira (PMDB-CE), Delcídio do Amaral (PT-MS), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Marcelo Crivella (PRB-RJ) podem vir a ser eleitos governadores.

CONFIRA O NOVO SENADO

Acre
Gladson Cameli (PP) – senador eleito
Jorge Viana (PT)
Sérgio Petecão (PSD)

Alagoas
Fernando Collor (PTB) – reeleito
Benedito de Lira (PP)
Renan Calheiros (PMDB)

Amapá
Davi Alcolumbre (DEM) – senador eleito
João Capiberibe (PSB)
Randolfe Rodrigues (Psol)

Amazonas
Omar Aziz (PSD) – senador eleito
Eduardo Braga (PMDB) **
Vanessa Grazziotin (PCdoB)

Bahia
Otto Alencar (PSD) – senador eleito
Lídice da Mata (PSB)
Walter Pinheiro (PT)

Ceará
Tasso Jereissati (PSDB) – senador eleito
Eunício Oliveira (PMDB) **
José Pimentel (PT)

Distrito Federal
Reguffe (PDT) – senador eleito
Cristovam Buarque (PDT)
Rodrigo Rollemberg (PSB) **

Espírito Santo
Rose de Freitas (PMDB) – senadora eleita
Magno Malta (PR)
Ricardo Ferraço (PMDB)

Goiás
Ronaldo Caiado (DEM) – senador eleito
Fleury (DEM)
Lúcia Vânia (PSDB)

Maranhão
Roberto Rocha (PSB) – senador eleito
João Alberto Souza (PMDB)
Lobão Filho (PMDB)

Mato Grosso
Wellington Fagundes (PR) – senador eleito
Blairo Maggi (PR)
José Antônio Medeiros (PPS) – 1º suplente do governador eleito Pedro Taques (PDT)

Mato Grosso do Sul
Simone Tebet (PMDB) – senadora eleita
Delcídio do Amaral (PT) **
Waldemir Moka (PMDB)

Minas Gerais
Antonio Anastasia (PSDB) – senador eleito
Aécio Neves (PSDB) ***
Zezé Perrella (PDT)

Pará
Paulo Rocha (PT) – senador eleito
Flexa Ribeiro (PSDB)
Jader Barbalho (PMDB)

Paraíba
José Maranhão (PMDB) – senador eleito
Cássio Cunha Lima (PSDB) *
Vital do Rêgo (PMDB)

Paraná
Alvaro Dias (PSDB) – reeleito
Gleisi Hoffmann (PT)
Roberto Requião (PMDB)

Pernambuco
Fernando Bezerra (PSB) – senador eleito
Douglas Cintra (PTB)
Humberto Costa (PT)

Piauí
Elmano Férrer (PTB) – senador eleito
Ciro Nogueira (PP)
Regina Sousa (PT) – 1ª suplente do governador eleito Wellington Dias (PT)

Rio de Janeiro
Romário (PSB) – senador eleito
Lindbergh Farias (PT)
Marcelo Crivella (PRB) **

Rio Grande do Norte
Fátima (PT) – senadora eleita
José Agripino (DEM)
Paulo Davim (PV)

Rio Grande do Sul
Lasier Martins (PDT) – senador eleito
Ana Amélia (PP)
Paulo Paim (PT)

Rondônia
Acir Gurgacz (PDT) – reeleito
Odacir Soares (PP)
Valdir Raupp (PMDB)

Roraima
Telmário Mota (PDT) – senador eleito
Ângela Portela (PT)
Romero Jucá (PMDB)

Santa Catarina
Dário Berger (PMDB) – senador eleito
Luiz Henrique (PMDB)
Paulo Bauer (PSDB)

São Paulo
José Serra (PSDB) – senador eleito
Antônio Rodrigues (PR-SP)
Aloysio Nunes (PSDB) ***

Sergipe
Maria do Carmo Alves (DEM) – reeleita
Antônio Carlos Valadares (PSB)
Kaká Andrade (PDT)

Tocantins
Kátia Abreu (PMDB) – senadora eleita
Ataídes Oliveira (Pros)
Vicentinho Alves (SD)

PT perdeu 18 cadeiras na Câmara; PSDB ganhou 11 e PSB 10

congresso

Deu no Congresso em Foco
Os resultados ainda estão sujeitos a alteração se candidatos com o registro atualmente negado pela Justiça eleitoral – como o ‘ficha suja’ Paulo Maluf (PP-SP) – conseguirem reverter essa decisão. Mas o quadro das candidaturas pendentes não tem possibilidade de alterar de maneira significativa a distribuição das cadeiras entre os partidos.

Os resultados eleitorais disponíveis mostram que o número de partidos com representação na Câmara – e, de tabela, no Congresso Nacional – aumentará de 22 para 28.

O PT, com 18 deputados a menos, foi o partido que mais perdeu parlamentares. Quem mais ganhou foi o PSDB, cuja bancada subiu de 44 para 55 integrantes.

Um aspecto importante é que vários ex-deputados federais voltarão ao Parlamento como o mais votado de seus respectivos estados.

É o caso de Moroni Torgan (DEM-CE), Alberto Fraga (DEM-DF) e Celso Russomano (PRB-SP), o deputado federal mais votado no Brasil, com mais de 1,5 milhão de votos.

Outra peculiaridade da disputa para a Câmara é a grande votação alcançada por políticos conservadores, como Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Luiz Carlos Heinze (PP-RS), ambos os mais votados em seus estados.

Veja como é hoje e como ficará a composição partidária da Câmara dos Deputados a partir de 1o de fevereiro, data de início da nova legislatura.

Partido – Número atual de deputados – Total de eleitos

PT – 88 – 70
PMDB – 71 – 66
PSDB – 44 – 55
PP – 40 – 37
PSD – 45 – 37
PR – 32 – 34
PSB – 24 – 34
PTB – 18 – 26
DEM – 28 – 22
PRB – 10 – 20
PDT – 18 – 19
SD – 22 – 16
PSC – 12 – 12
Pros – 20 – 11
PPS – 6 – 10
PCdoB – 15 – 9
PV – 8 – 8
Psol – 3 – 5
PHS – nenhum – 4
PEN – 1 – 3
PMN – 3 – 3
PTN – nenhum – 3
PRP – 2 – 2
PTC – nenhum – 2
PSDC – nenhum – 2
PRTB – nenhum – 1
PSL – nenhum – 1
PTdoB – 3 – 1

Confirmado: PT vai procurar PSB para tentar aliança

Rossetto, do PT, vai procurar Amaral, do PSB

João Domingos e João Villaverde
Estadão Conteúdo

O PSB de Marina Silva e outros partidos que estiveram de fora da coligação da campanha de Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno serão chamados a participar da aliança de apoio à reeleição da presidente. “Vou procurar o presidente e outras lideranças do PSB, assim como de outros partidos que não estiveram com a gente no primeiro turno, para fechar uma ampla aliança para a disputa no segundo turno”, disse o coordenador da campanha de Dilma, Miguel Rossetto, ministro licenciado do Desenvolvimento Agrário.

Rossetto afirmou ter esperança de receber o apoio do PSB, apesar dos ataques e da desconstrução da candidatura da ex-ministra Marina Silva feita pela campanha de Dilma durante a disputa pelo primeiro turno. “É natural que o PSB se una ao projeto da presidente Dilma. Durante os últimos anos sempre estivemos juntos e sempre participamos do mesmo projeto”, afirmou Rossetto. Roberto Amaral, presidente interino do PSB, sempre foi próximo ao PT.

Rossetto afirmou ainda que outros partidos que já participaram da coligação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff, e que agora, por projetos próprios, estiveram do outro lado, também serão chamados a engrossar a aliança pela reeleição. Entre eles estão o PSC do Pastor Everaldo. O PTB, que fez aliança com Aécio Neves, também será sondado para mudar de lado. Uma parte do partido, encabeçada pelo líder na Câmara, Jovair Arantes (GO), abriu uma dissidência e apoiou Dilma no primeiro turno.

EM SÃO PAULO

Rossetto disse que a campanha vai procurar diminuir a diferença de votos pró-Aécio em São Paulo, onde a vantagem em favor do tucano foi de 4,2 milhões de votos. “Vamos dialogar com todas as forças sociais, com a sociedade, com os partidos e mostrar que nosso projeto é melhor, porque garantimos o emprego e a geração de renda, ao contrário do projeto do PSDB, que é de arrocho e desemprego”, afirmou ele.

Em clima de desânimo total, PT acha que novas pesquisas já trarão Aécio em primeiro

Carlos Newton

Reportagem de Natuza Nery e Andréia Sadi, na Folha de São Paulo, revela o tamanho do estrago que a arrancada de Aécio Neves está fazendo na campanha de Dilma Rousseff. Membros do comitê da presidente da República já preveem que o candidato do PSDB ultrapassará a concorrente petista logo nas primeiras pesquisas do segundo turno, que serão divulgadas esta semana.

É sabido que o resultado das eleições trouxe um clima de baixo astral à campanha de Dilma, porque o partido também perdeu força no Congresso e na Assembleia de São Paulo. Da atual bancada de 24 deputados estaduais, somente 14 petistas foram eleitos. Na Câmara Federal, a bancada paulista do PT passará dos atuais 15 para 10 integrantes. No Senado, Eduardo Suplicy perdeu a vaga, e o candidato a governador Alexandre Padilha teve desempenho vergonhoso.

PT PREFERIA AÉCIO

Na véspera da eleição, a candidata Maria Silva (PSB) dizia que no segundo turno o PT preferia enfrentar Aécio Neves, e por isso ela sofreu todo tipo de ataques de Dilma Rousseff e dos petistas em geral. Realmente, este era o cenário. Segundo Natuza Nery e Andréia Sadi, até domingo os petistas enxergavam o PSDB como um “freguês” e não previam que o candidato tucano pudesse ameaçar a reeleição da presidente da República. Achavam que ele passaria ao segundo turno com no máximo 26 por cento dos votos e não se preocupavam, preferindo desconstruir a imagem de Marina Silva.

Agora, na campanha de Dilma, a realidade é outra. A reportagem da Folha mostra que integrantes do comitê da presidente Dilma Rousseff já estão se preparando psicologicamente para um empate ou ultrapassagem do tucano nas primeiras pesquisas de intenção de voto do segundo turno.

As comparações entre a campanha do segundo turno em 2010 e a situação de agora também são desfavoráveis. O grau de dificuldade de Dilma para vencer Aécio é muito superior ao da eleição contra José Serra. A situação é muito mais adversa, e o tucano deve herdar a maioria dos votos de Marina Silva, complicando tudo.

Traduzindo: vai ser um segundo turno sensacional.

Padilha, o novo poste, foi a maior derrota de Lula

Valdo Cruz
Folha

Deu certo com Dilma Rousseff na primeira vez. Funcionou com Fernando Haddad. Mas faltou energia para iluminar o poste da vez. O ex-presidente Lula não conseguiu colocar de pé o projeto de eleger um de seus escolhidos, Alexandre Padilha, governador de São Paulo, a última fronteira ainda não conquistada pelo PT.

O modelo bem-sucedido de lançar nomes novos, que levou Lula a eleger uma neófita presidente e um técnico prefeito de São Paulo, falhou diante da perda de gás do partido do ex-presidente em seu Estado de origem, São Paulo.

A forte rejeição do eleitor paulista ao PT fez naufragar o “projeto Padilha” de Lula. O partido é associado, principalmente em São Paulo, a escândalos, com os principais quadros presos devido ao mensalão, e a uma política econômica que gerou inflação alta e baixo crescimento.

Isso pode não contaminar o humor dos eleitores em outros Estados, mas pesa em São Paulo, terra do empresariado nacional e dos trabalhadores da indústria, que só faz demitir nos últimos meses.

Pesou ainda o início ruim do seu segundo poste, o prefeito Fernando Haddad (SP), contribuindo ainda mais para o mal-estar do eleitorado paulista contra o PT.

GLEISI E LINDBERGH

Sentimento antipetista que não foi exclusividade de São Paulo. Outras duas apostas do partido também morreram na praia: a ex-ministra Gleisi Hoffmann, que amargou um terceiro lugar no Paraná, e o senador Lindbergh Farias, quarto colocado no Rio.

A ironia da campanha deste ano é que um petista no qual a cúpula partidária nunca apostou muito e por quem não morria de amores sai como o grande vitorioso da legenda no primeiro turno.

Fernando Pimentel era visto como “tucano” demais e responsável por rachar seu partido em Minas. Sua missão era, diziam petistas da cúpula, fazer a presidente Dilma perder de pouco no Estado para o rival Aécio Neves.

Fechada as urnas, Pimentel venceu os tucanos no primeiro turno em sua terra natal e tornou-se o primeiro petista eleito governador de um Estado do “triângulo das bermudas” (Minas, SP e Rio).

MAIOR PROEZA

Nacionalmente, Pimentel fez a maior proeza para a cúpula petista: pôs Dilma na liderança em Minas, onde a presidente nasceu, mas não é exatamente vista como filha da terra.

No início da corrida eleitoral, Aécio derrotava facilmente Dilma em Minas. Os tucanos diziam que ele colocaria 4 milhões de votos na frente da petista –algo que as pesquisas indicavam ser possível, gerando tensão no PT.

A aliados mais próximos o ex-ministro e amigo pessoal de Dilma dizia ser preciso começar a eleição com cuidado: a rejeição à presidente era altíssima entre os mineiros. Garantia que subiria nas pesquisas e, aos poucos, faria Dilma reagir no Estado. Deu certo.

Agora, quando sua primeira invenção enfrentará no segundo turno um revigorado Aécio, o poder mágico de Lula –que um dia disse que é “de poste em poste que o Brasil vai ficar iluminado”– será testado outra vez.

OAB federal deve conceder registro a Joaquim Barbosa

Fernando Rodrigues
Folha

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Marcus Vinicius Furtado Coêlho, disse que “poderá haver recurso ao Conselho Federal” da Ordem se a seção da OAB do Distrito Federal negar registro de advogado para o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa.

Na prática, Coêlho está dizendo que não adianta a OAB do Distrito Federal negar a reativação da carteira de advogado do ex-ministro.

No último dia 26, o presidente da seccional da OAB do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, impugnou o pedido de Barbosa sob o argumento de que as críticas e ações do ex-ministro contra advogados tiram dele a idoneidade moral necessária para ser um membro da OAB.

Se o caso for para a instância superior da entidade, será analisado e o registro deve ser concedido –embora o processo terá de passar por um julgamento formal.

FALTA O RECURSO

“A inscrição do ex-ministro Joaquim Barbosa está no âmbito da OAB do Distrito Federal. A OAB Nacional não pode interferir na autonomia da seccional”, disse Coêlho.

“Quando vier a decisão, poderá haver recurso ao Conselho Federal. Mais um motivo para a OAB nacional não opinar agora, porque ela terá que julgar a matéria. O certo é que a OAB respeitará a Constituição da República e a lei”, completou.

Coêlho resolveu dar uma declaração sobre o episódio para deixar claro que existe a possibilidade de recurso no caso de Barbosa não ter sucesso no âmbito do DF.

Há uma preocupação de que o veto a Joaquim Barbosa prejudique de maneira generalizada a imagem dos advogados no país.

FRASES DE BARBOSA

A iniciativa de Rocha no Distrito Federal pode resultar no impedimento da reativação da carteira de advogado de Barbosa – sem esse documento, o ex-presidente do STF não poderá exercer a profissão nem elaborar pareceres jurídicos para clientes em processos.

Para confirmar sua tese contra Barbosa, o presidente da OAB do DF citou frases do ex-magistrado.

A primeira, de 2006, diz respeito a um episódio em que Barbosa acusou o também ex-presidente do STF Maurício Corrêa de fazer pressão indevida sobre a corte em causas nas quais atuava como advogado.

Noutro caso, de 2013, Rocha lembrou que Barbosa, presidindo uma sessão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), disse que há conluios entre juízes e advogados, o que caracterizaria uma das situações mais “nocivas” do Poder Judiciário.

O resultado do 1º turno é muito ruim para Dilma

José Roberto de Toledo
Estadão

 A presidente Dilma Rousseff (PT) fez uma vantagem muito menor do que a esperada sobre Aécio Neves (PSDB), cerca de 8 milhões de votos. Em 2010, ela abriu quase o dobro disso, foram 12 milhões a mais do que o tucano José Serra. Por sua vez, Marina Silva (PSB) praticamente voltou ao seu patamar de quatro anos atrás. O que ela teve a mais veio de Pernambuco, herdado de Eduardo Campos.

A missão de Dilma é a mais difícil de um candidato a presidente do PT desde 1998. Em quantidade de votos, sua vantagem equivale à de Lula em 2006, mas com uma diferença fundamental: o ex-presidente ficara a 1,4 ponto de se eleger no primeiro turno. Dilma está a 9 pontos da reeleição. Faltam-lhe 9 milhões de votos.

A petista vai precisar dos pouco mais de 2 milhões de votos de Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (PSOL) e pelo menos 7 milhões dos 22 milhões de votos de Marina. Ou seja, Dilma precisa de 32%, ou 1 a cada 3 eleitores da candidata do PSB. Na última simulação de segundo turno, a petista conseguia 20%, 1 de 5.

MELHOR DO QUE SERRA

Já Aécio, que chegou a convocar uma entrevista coletiva para dizer que não renunciaria à candidatura em setembro, teve um desempenho melhor do que o de Serra em 2010. O eleitor mudancista migrou em massa para ele nos metros finais da corrida eleitoral quando percebeu que Marina não tinha mais chances.

Por pelo menos um mês, Marina surfou sozinha a maior onda de opinião pública em muitos anos no Brasil, mas caiu da prancha e acabou na areia. Como o movimento que a carregou, sua candidatura sucumbiu ao peso das próprias contradições.

As mesmas razões que levaram a comunidade de negócios a flertar com a campanha de Marina à Presidência fizeram ela fraquejar nas pesquisas de intenção de voto quando a disputa esquentou.

Empresários e operadores do mercado financeiro enxergaram em Marina mais do que uma candidata aberta ao diálogo e disposta a ouvir opiniões divergentes – diferentemente da irredutibilidade de Dilma Rousseff (PT). Com ou sem razão, projetaram a imagem de alguém que, por falta de um partido, precisaria de mais suporte de terceiros e se tornaria assim permeável a influências externas. É como se imaginassem que poderiam tutelá-la.

VOLUBILIDADE

O problema foi que a opinião pública pensou a mesma coisa, com sinais trocados. Quem se deixa tutelar não é um líder confiável. A partir das idas e vindas em relação ao seu programa de governo, colou na imagem pública de Marina a ideia de que ela é volúvel. Era a favor do casamento gay, depois não era mais. Saiu do PT para o PV, depois para a Rede e, por falta de opção, entrou no PSB. Tudo em um espaço de tempo muito curto.

Não houve um evento catastrófico, mas a sucessão de pequenos desgastes. Sua candidatura não implodiu, foi desconstruída a marretadas, a cada inserção de 30 segundos dos adversários na TV. Fixaram-lhe a imagem de uma candidata sem estrutura partidária, sem equipe e sem firmeza de propósito.

A campanha de Marina era a sobreposição mal costurada do estafe herdado de Eduardo Campos com o séquito da Rede. Seu comando mudou de estratégia no meio da corrida. Primeiro pintou-a de vítima. No fim, tentou vesti-la de guerreira. Deu no que deu. Nem que tivesse sido Aécio a se vestir de amarelo no debate da Globo, a queda de Marina não teria sido interrompida nem seus ex-futuros-eleitores teriam deixado de cair no colo do tucano. Depois que a avalanche começa, não há nada que consiga pará-la.

O embate de Dilma com Aécio nas próximas três semanas será uma reprise do filme que o eleitor cansou de ver em 2006 e 2010: Norte/Nordeste contra Sudeste/Centro-Oeste, interior contra capitais, pobres contra ricos, menos escolarizados contra mais escolarizados. O final é incerto, mas o enredo será o mesmo de sempre: uma mistura de farsa e suspense com momentos de terror.

Governador de Pernambuco anuncia apoio a Aécio Neves

João Lyra Neto quer PSB apoiando Aécio

Daniel Carvalho
Folha

O governador de Pernambuco, João Lyra Neto (PSB), se antecipou à reunião do partido, marcada para esta segunda-feira (6), e anunciou no fim da noite de domingo que defende apoio à candidatura de Aécio Neves (PSDB) no segundo turno.

“A surpreendente ascensão de Aécio Neves nos últimos dias do processo eleitoral para a Presidência da República refletem o seu excelente desempenho nos debates eleitorais e o credenciam para representar as forças de oposição no segundo turno do pleito presidencial”, disse o governador em nota.

“Vou defender esta tese junto aos companheiros do diretório regional do PSB e, também, como integrante do diretório nacional, vou indicar o nome de Aécio Neves para apreciação da Executiva nacional”, afirmou.

Uma morena inesquecível que enfeitiçou Alceu Valença

O pernambucano Alceu Paiva Valença é formado em Direito e pós-graduado em Sociologia, mas por causa da música desistiu dessas carreiras, para ser cantor e compositor. A letra de “Tropicana” guarda o desejo de posse da totalidade: daquilo que define o outro. Neste sentido, a canção se relaciona, intertextualmente, com o (Côco de festa – aguardente de cana) usado pelo escritor João Guimarães Rosa como epígrafe do livro Corpo de Baile.

A cana está dentro da Tropicana: embriagando o sujeito que canta sob o efeito do caldo. O desejo do sujeito é sempre conseguir o incomensurável: a massa, o gosto, o beiju, o sumo. Na impossibilidade disso, tudo se embala dionisiacamente na dança das sensações de uma linda morena fruta temporana.  A música“Tropicana” foi gravada por Alceu Valença, em 1982, no LP Cavalo de Pau, pela Ariola.

TROPICANA

Vicente Barreto e Alceu Valença

Da manga rosa quero o gosto e o sumo
Melão maduro sapoti juá
Jabuticaba teu olhar noturno
Beijo travoso de umbu-cajá
Pela macia ai carne de caju
Saliva doce doce mel mel de uruçu
Linda morena fruta de vez temporana
Caldo de cana-caiana
Vem me desfrutar

Linda morena fruta de vez temporana
Caldo de cana-caiana
Vou te desfrutar

Morena tropicana
Eu quero teu sabor

                (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Por que outros países recusam a urna eletrônica brasileira?

José Augusto Aranha

Em palestra proferida no Equador em dezembro de 2013, o engenheiro Amilcar Brunazo Filho, citado em matéria na Tribuna da Internet sobre a falta de confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras, fez algumas colocações que não trazem nenhuma tranquilidade para o eleitor:

“As máquinas usadas no Brasil, do tipo DRE (Direct Recording Electronic), são totalmente dependentes de softwares e não atendem ao Princípio da Publicidade.

Por quê? Porque o eleitor, quando vota nessas máquinas, digita em um teclado o número do seu candidato, aparece uma foto, ele aperta a tecla verde e confirma o voto. Esse voto é gravado na memória da máquina, gerando um ‘Registro Digital do Voto’. Mas o eleitor não tem como saber se o que foi gravado é o que ele viu na tela. Ou seja: não há transparência. O eleitor não pode conferir o registro do próprio voto; em quem ele votou. Por isto esse tipo de máquina de 1 ª geração não atende ao Princípio da Publicidade e foi declarada inconstitucional na Alemanha.

Outro problema é que, ao final do dia, quando acaba a votação e se faz a apuração dos votos, o presidente da mesa digita uma senha e a máquina totaliza o resultado. O resultado se chama ‘ata de escrutínio’ (ou Boletim de Urna, no Brasil), que é a soma dos votos registrados e contados naquela máquina.

Acontece que esse total dos votos não pode ser conferido pelos fiscais dos partidos. Eles não podem saber – não têm como saber – se aqueles totais que estão ali, naquela ata, são a soma dos votos que os eleitores viram na tela. Ou seja: novamente o agente do processo, que são os candidatos, não tem como saber se a soma dos votos foi correta.

Também por isso, esta máquina não atende ao Princípio da Publicidade e também não contempla o Princípio da Independência do Software . Esta máquina funciona corretamente, se o software estiver correto. Se houver algum erro não detectado no software, ela pode, eventualmente, afetar o resultado de maneira indetectável.”

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E então, você continua confiando cegamente nas urnas eletrônicas brasileiras, que são como jabuticabas, só existem aqui?…

Flávio Dino, do PCdoB, põe fim à Era Sarney no Maranhão

Dino ganhou com folga enfrentando Lobão Filho

Veja os governadores eleitos neste domingo e os Estados em que haverá segundo turno dia 26 de outubro.

UF Governador
ES Paulo Hartung (PMDB)
PR Beto Richa (PSDB)
DF 2º turno: Rollemberg (PSB) X Jofran Frejat (PR)
RS 2º turno: José Ivo Sartori (PMDB) X Tarso Genro (PT)
MS 2º turno: Delcídio Amaral (PT) X Reinaldo Azambuja (PSDB)
AP 2º turno: Waldez (PDT) X Camilo Capiberibe (PSB)
SP Geraldo Alckmin (PSDB)
SC Raimundo Colombo (PSD)
GO 2º turno: Marconi Perillo (PSDB) X Iris Rezende (PMDB)
PE Paulo Câmara (PSB)
RO 2º turno: Confucio Moura (PMDB) X Expedito Júnior (PSDB)
MA Flavio Dino (PC do B)
TO 2º turno: Marcelo Miranda (PMDB) X Sandoval Cardoso (SD)
PB 2º turno: Cassio Cunha Lima (PSDB) X Ricardo Coutinho (PSB)
AM 2º turno: José Melo (PROS) X Eduardo Braga (PMDB)
MG Fernando Pimentel (PT)
PI Wellington Dias (PT)
MT Pedro Taques (PDT)
SE Jackson Barreto (PMDB)
RJ 2º turno: Luiz Fernando Pezão (PMDB) X Marcelo Crivella (PRB)
CE 2º turno: Camilo (PT) X Eunício (PMDB)
RR 2º turno: Suely Campos (PP) X Chico Rodrigues (PSB)
RN 2º turno: Henrique Eduardo (PMDB) X Robinson Faria (PSD)
BA Rui Costa (PT)
PA 2º turno: Helder Barbalho (PMDB) X Simão Jatene (PSDB)
AL Renan Filho (PMDB)
AC 2º turno: Tião Viana (PT) X Márcio Bittar (PSDB)