A ideologia que nos oprime

Percival Puggina

Volta e meia ouço que as ideologias acabaram. Ensinam-me que esquerda, direita e seus arredores perderam prazo de validade. Vai atrás! Chega a ser engraçado porque não abro jornal, não ouço rádio nem assisto tevê sem que as ideologias fluam aos borbotões das palavras e das imagens. Elas estão entre as mais imediatas causas das notícias. A ideologia que rege a banda nacional, por exemplo, está desintegrando a sociedade. Será preciso mais, para que o reconheçamos?

Rouba-se tudo de todos. O carrinho do bebê e, não raro, também o bebê. A pensão da velhinha e o guarda-chuva do velhinho. Rouba-se tudo de todos. O país virou um covil onde ladrões espantam turistas e apavoram os nativos. Por quê? Porque nossos governantes, legisladores e muitos magistrados consideram de “baixa lesividade” os crimes contra o patrimônio (alheio, claro). Nem por roubo à mão armada alguém vai para regime fechado. Se condenado, o assaltante ruma para o semiaberto, onde não tem vaga. E daí para casa e para as ruas.

É por isso que um desmanche de automóveis pode ser fechado quatro vezes. E continuar operando. E é por isso que os vândalos promovem trottoirs em Porto Alegre, quebrando o que encontram pela frente, enquanto a Brigada Militar a tudo assiste zelando pelo bem estar e segurança dos facínoras. Bem sei o quanto essa determinação superior contradiz o ânimo e os princípios que norteiam a formação dos membros da corporação.

DIREITO À PROPRIEDADE

O zelo pelo patrimônio privado ocupa o último lugar entre as preocupações das autoridades nacionais. Tendo o direito à propriedade deixado de ser significativo, por motivos doutrinários, filosóficos e ideológicos, tais crimes sumiram do catálogo das condutas coibidas. De tanto repetir que pedra é pau, furto e roubo se converteram em atos de justiça distributiva. “Encostaram-lhe uma arma no peito? Depenaram seu apê? Vá catar coquinho. Cada um com seus problemas.”

De nada vale mostrar o quanto é malévola e incoerente essa ideologia de twitter, essa filosofia de quarto de página. Afinal, se o ladrão rouba por necessidade e não por adesão livre e racional ao crime, como explicar o vertiginoso aumento da criminalidade num período de expansão do emprego e da renda das pessoas? Temos, aqui, duas fatuidades: a ideologia que inspira o governo e sua política social. O crime avança – sei que a nada serve repeti-lo – porque é um negócio de alta renda e baixo risco.

Há muitos anos ouvi de alguém com influência na formulação das concepções a que estamos atrelados que nossos códigos protegiam mais os bens do que as pessoas. Foi como subir instantaneamente numa escada e espichar os olhos na direção do horizonte. Estava visto aonde aquilo iria nos levar. Hoje, o ladrão toma-te os bens na boa, mas se o ofenderes com palavras interditas, “preconceituosas”, raios e trovões cairão sobre tua cabeça.

Ante a inércia, aumentou significativamente o furto e, mais ainda, o roubo à mão armada, não raro com execução das vítimas. A desatenção aos crimes contra o patrimônio acabou com a segurança das pessoas cuja proteção se pretendeu priorizar – quem não vê? Ou será preciso desenhar? Não se constroem presídios e os existentes, superlotados, regurgitam as populações carcerárias de volta às ruas. Por fim, diante desse quadro macabro, nossos governantes fazem quanto podem para desarmar a população. E proclamam, com candura, que não há ideologia alguma nisso.

Polícia já tem o nome do outro rapaz, que teria atirado o rojão

De O Globo

O advogado do tatuador Fabio Raposo, Jonas Tadeu Nunes, entregou ao delegado titular da 17ª DP (São Cristóvão), Maurício Luciano de Almeida, o nome do homem que teria acendido o rojão que atingiu o cinegrafista da Band Santiago Andrade, de 49 anos, que teve morte cerebral na manhã desta segunda-feira. Segundo o advogado, o cliente dele disse que conhecia uma pessoa próxima ao acusado, e essa pessoa teria identificado e dado o nome do homem que aparece nas imagens com camisa cinza e suada. O advogado disse, ainda, que não falou com o acusado, mas que, através de terceiros, ofereceu seus serviços e o aconselhou a se entregar, o que foi negado.

De acordo com informações da polícia, já há equipes em diligências na rua para tentar encontrar o acusado. O advogado Jonas Tadeu Nunes disse ainda, ao deixar a delegacia, que vai tentar durante a defesa de seu cliente que ele seja enquadrado no crime de lesão corporal gravíssima, seguida de morte, e não homicídio, como deve sugerir a polícia.

— Quando eu fiquei sozinho com Fábio, ele me deu a indicação de uma pessoa que iria me dar a identidade do rapaz que acendeu o rojão. Eu já tenho o nome do rapaz e a identificação civil dele, mas só vou entregar para as autoridades — disse o advogado.

Parece piada: só agora a Câmara vai cassar Donadon, deputado preso desde junho

Carolina Gonçalves e Karine Melo
Agência Brasil

Pela primeira vez, deputados federais vão dizer abertamente, em uma sessão da Câmara, se são favoráveis ou contrários à cassação do mandato de um parlamentar condenado pela Justiça. Na próxima quarta-feira (12), eles decidem, sem o escudo do voto secreto, o destino do deputado afastado Natan Donadon (sem partido-RO), condenado pelo desvio de recursos da Assembleia Legislativa de Rondônia, que já teve o parecer pela cassação aprovado em novembro pelo Conselho de Ética.

Será a segunda vez que o mandato de Donadon, que está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, desde junho de 2013, fica em jogo. Em agosto do ano passado, em uma votação secreta, ficou decidido que Donadon manteria o status parlamentar. O resultado ocorreu por falta de votos suficientes para a cassação (233 a favor e 131 contra). Para que o mandato seja cassado, é necessário maioria absoluta da Câmara, o que significa um mínimo de 257 votos.

MAL-ESTAR

Com a apuração dos votos, um mal-estar tomou conta do plenário, gerando uma reação favorável ao voto aberto, e, na mesma sessão, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, anunciou que não haveria mais votação secreta para decidir sobre o mandato de parlamentares condenados.

Na época, o Congresso ainda não havia aprovado a proposta de emenda à Constituição, conhecida como PEC do Voto Aberto, que alterou a regra definitivamente desde o final do ano passado.

Alves também extinguiu os benefícios de Donadon, suspendendo o pagamento de salário e o direito ao uso do gabinete e do apartamento funcional, e convocou o suplente, Amir Lando (PMDB-RO), para assumir o mandato. Natan Donadon foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 13 anos de prisão por formação de quadrilha e pelo desvio de cerca de R$ 8 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia.

‘Ganho menos que enfermeira’, diz médico cubano

Angela Lacerda e Tiago Décimo
O Estado de S. Paulo

Em cidades do Nordeste atendidas pelo programa Mais Médicos, cubanos também reclamam de promessas não cumpridas. O alto custo de vida surpreendeu os profissionais trazidos da ilha caribenha. Há relatos de médicos que comem de favor e precisam pegar carona para trabalhar.

Andres Manso, que atende em Quipapá, a 180 km do Recife, está decepcionado. “Teve dia de ir comer na casa de amigo”, afirmou, por telefone, reclamando da bolsa de R$ 900. Ele divide a moradia – oferecida pela prefeitura – com mais três médicos. Trabalha muito, mas diz não ver recompensa. “Todos trabalham pela possibilidade de viver melhor e não é isso que acontece, estou vivendo mal”, afirmou.

Manso diz que, “se não produzir muito ou não trabalhar, haverá reclamação, mas ninguém se preocupa se ele tem o que comer”. Apesar das reclamações, garante que não faria como Ramona Matos Rodríguez, de 51 anos, que abandonou seu posto no Pará. “Não descumpriria um acordo”, afirmou o médico.

Arnais Rojas, de 44 anos, três filhos, mora no Recife, onde trabalha em um posto de saúde em Mustardinha, e se sente satisfeito com a gratidão da população. O único aspecto negativo, para ele, é o pouco dinheiro. “Ganho menos do que a enfermeira que trabalha comigo.”

Segundo o profissional, a reclamação por melhor remuneração é geral. “Mas, até agora, não houve resposta de aumento do salário ou de ajuda.” Rojas diz que, além das despesas com alimentação e pessoais, há as imprevistas. Ele e o colega com quem divide moradia tiveram de comprar um ar-condicionado para suportar o forte calor. Ele tem moradia e transporte pagos pela prefeitura do Recife.

CARONA

Acompanhado por duas funcionárias e uma enfermeira do posto de saúde de Cajazeiras, na periferia de Salvador, o médico cubano chega ao local de trabalho, no início da tarde de quinta-feira. Está no carro de uma das funcionárias, voltando de visitas a pacientes. A carona, conta ele, foi uma forma encontrada para economizar.

“Ela estava saindo para almoçar e perguntei se não poderia me levar até a casa de um morador, e me pegar na volta”, diz o integrante do Mais Médicos, que pediu para não ser identificado. “Fiz o que precisava e não gastamos.”

Os 34 cubanos que trabalham pelo programa federal em áreas periféricas de Salvador têm adotado diversas estratégias para reduzir os gastos. Praticamente todos, segundo a Secretaria de Saúde do município, vivem em bairros distantes do centro. De acordo com a prefeitura, cubanos recebem R$ 1,6 mil mensais como ajuda de custo, para moradia, transporte e alimentação.

Apesar do desconforto, o médico de Cajazeiras garante que estava preparado para viver no Brasil. “Viemos para trabalhar em comunidades pobres, assim como já fizemos em outros países”, disse ele, que viveu em missões em outros países da América do Sul e da África.

SATISFAÇÃO

Boa parte dos 30 cubanos enviados a Porto Alegre ainda mora em hotéis, mas não reclama da hospedagem, do vale-alimentação, do vale-transporte e das condições de trabalho. O pagamento está em dia. Nem do auxílio de R$ 900 se queixam.

“É uma forma de agradecermos ao nosso país pela nossa formação e é uma forma de ajudar o povo cubano”, afirmou Osmany Matos Reyes, de 41 anos, que tem mulher e dois filhos em Holguín, em Cuba, e experiência de seis anos na Venezuela.

Como a Estratégia de Saúde da Família (ESF) prevê visitas domiciliares, os médicos devem se deslocar dos postos às casas dos pacientes. “Não vejo problema em caminhar até a casa de um paciente, estou acostumado”, afirmou o também cubano Otto Arcides Torres Merino, de 39 anos. 

Pizzolato mente ao depor à Polícia italiana

http://fw.atarde.uol.com.br/2014/02/charge_620.jpgDeu no Estadão

Henrique Pizzolato admite que usou a identidade do irmão morto há mais de 30 anos porque temia ser identificado pelas autoridades e enviado de volta ao Brasil e, num apelo dramático, insistiu à Justiça italiana que “não tinha mais para onde ir”.

As informações fazem parte do depoimento de Pizzolato diante dos juízes do Tribunal de Bolonha, obtido com exclusividade pela Agência Estado. As declarações são as primeiras feitas pelo ex-diretor do Banco do Brasil desde que foi condenado no Brasil.

A sessão ocorreu a portas fechadas na última sexta-feira (7), e a ata da audiência é reservada às partes. Mas ele deu à Justiça italiana uma versão diferente da apuração e das investigações feitas pela Polícia Federal no Brasil. Segundo ele, seus documentos originais foram roubados na Espanha, às vésperas de viajar para a Itália.

O brasileiro estava foragido da Justiça desde novembro, quando o Supremo Tribunal Federal ordenou sua prisão por 12 anos e sete meses pelo envolvimento no caso do mensalão. Como diretor do Banco do Brasil, ele teria sido responsável pelo desvio de R$ 75 milhões, segundo a Corte.

Segundo Pizzolato, o uso dos documentos falsos apenas ocorreu a partir do momento em que ele estava na Espanha, onde supostamente foi furtado. Mas a Polícia Federal comprovou que Pizzolato já embarcou em Buenos Aires em direção à Espanha com o documento de seu irmão morto, Celso. Ele até mesmo votou em nome do irmão em eleições no Brasil.

Sua versão é diferente. “Sofri o furto de meu documento de identidade na Espanha na noite que eu estava saindo para a Itália”, justificou. Mas admitiu: “Ao chegar na Itália dei os dados de meu irmão por meu medo que o estado brasileiro me buscasse por minha condenação”.

Senado compra passagens aéreas com preço quintuplicado. “Isso aqui é uma farra”, diz Requião

Maria Lima
O Globo

BRASÍLIA — O Senado vem pagando por passagens aéreas para senadores e servidores em viagens internacionais preços que equivalem a até cinco vezes os encontrados nos sites das próprias empresas. Irritados com os valores exorbitantes, alguns senadores já reclamaram providências da direção do Senado em discursos no plenário, e outros se negam a aceitar os bilhetes apresentados por agências contratadas pela Casa, comprando diretamente nas companhias aéreas.

Como integrante da Comissão de Ciência e Tecnologia, em outubro passado, o senador Walter Pinheiro (PT-BA) participaria de reunião com a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro, em Miami. Segundo Pinheiro, os valores das passagens em classe executiva encaminhadas pela agência Voetur Turismo e Representações Ltda. — contratada pelo Senado em agosto de 2013 com dispensa de licitação — variaram, desde as primeiras solicitações, de R$ 14 mil a até R$ 20,8 mil.

Espantado com os valores, mesmo com a multa de uma remarcação de data, ele considerou o preço inaceitável. Pesquisou no site da companhia aérea, no mesmo dia, e comprou com seu cartão de crédito uma passagem, em classe econômica, por R$ 4.272,78.

— O setor responsável mandou ofício justificando o preço final em função da remarcação do bilhete, o que não foi aceito — explicou Pinheiro, que, a partir de então, optou por adquirir pessoalmente suas passagens, pedindo posterior ressarcimento.

SEPARANDO AS CONTAS

Para minimizar o problema, Pinheiro obteve do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), promessa de votar logo projeto de sua autoria que cria conta bancária exclusiva, com registro próprio no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) por gabinete, para melhor administrar e separar pessoa física da pessoa política, que passaria a ter atuação jurídica.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) é outro que não se conforma com os preços cobrados e pagos pelo Senado pelas passagens aéreas, classificados por ele como “absurdos”. Ele disse que já fez pelo menos três discursos cobrando providências. Lembra de uma viagem oficial que fez para o México, por uma agência que antecedeu a Voetur:

— A passagem que o Senado me forneceu, na classe executiva, custava R$ 17 mil. Minha mulher comprou no site da empresa, na última hora, para ir sentada ao meu lado, e pagou cerca de R$ 4 mil. Isso aqui é uma farra!

Em outubro de 2013, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) também teve um contratempo com a Voetur, em viagem para visitar obras da Copa em Natal, com o roteiro Brasília-Natal-Aracaju. Como teve de remarcar o trecho Natal-Aracaju, o bilhete original emitido pela Voetur foi de R$ 1.167,43 para R$ 3.240.56:

— A agência respondeu que não ia baixar o preço! Paguei do meu bolso o mais barato, pedi ressarcimento, e depois mandei ofício ao Renan reclamando.

Um poeta só e desesperado

O jornalista, professor e poeta mineiro Emílio Guimarães Moura (1902-1971) revela no poema “Como a Noite Descesse” sentir-se só, apavorado diante dos horizontes, onde apenas as estrelas poderiam lhe entender.

COMO A NOITE DESCESSE

Emílio Moura

Como a noite descesse e eu me sentisse só,
só e desesperado diante dos horizontes que se fechavam,
gritei alto, bem alto: ó doce e incorruptível Aurora!
e vi logo que só as estrelas é que me entenderiam.
Era preciso esperar que o próprio passado desaparecesse,
ou então voltar à infância.
Onde, entretanto, quem me dissesse
ao coração trêmulo:
– É por aqui! Onde, entretanto, quem me dissesse
ao espírito cego:
– Renasceste: liberta-te!

Se eu estava só, só e desesperado,
por que gritar tão alto?
Por que não dizer baixinho, como quem reza:
– Ó doce e incorruptível Aurora…
se só as estrelas é que me entenderiam?

     (Colaboração enviada por Paulo Peres –  site Poemas & Canções)

 

Erro judicial: Supremo permite aposentadoria de deputado mensaleiro com R$ 20 mil mensais

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Juliana Cipriani
Correio Braziliense

O salário mínimo de R$ 724 que recebe pelo trabalho fora da Penitenciária José Maria Alkmin, em Ribeirão das Neves (MG), não é a única fonte de renda do ex-deputado federal Romeu Queiroz (PTB). Ele também ganha R$ 20.042,35 do Instituto de Previdência do Legislativo de Minas Gerais (Iplemg), como deputado estadual aposentado. O mesmo Supremo Tribunal Federal (STF) que o condenou em 2013 à prisão por envolvimento no esquema do mensalão permitiu anos antes que Queiroz se tornasse o único ex-parlamentar mineiro a receber aposentadoria integral do Iplemg sem o tempo de contribuição necessário para ter direito ao benefício.

Pela Lei Orgânica do Iplemg, o deputado precisa ter 35 anos no exercício do mandato, com a devida contribuição à autarquia, e 53 de idade para ter direito a aposentadoria com proventos integrais. Na época em que Romeu Queiroz requereu o benefício — início dos anos 2000 —, eram necessários 28 anos de mandato, mas ele só computava 12 anos, referentes a três legislaturas. Ele também foi deputado federal por oito anos (entre 1999 e 2007), mas, na época, não havia a opção de recolher a contribuição ao Iplemg. Foram contabilizados 4.471 dias como deputado estadual, o que lhe daria um benefício de R$ 8.589,57. “O Iplemg só pagou a aposentadoria integral em face de decisão final do Supremo Tribunal Federal”, afirmou o presidente do instituto, Gerardo Renault.

RECURSO

O Iplemg havia concedido o pagamento proporcional, mas Romeu Queiroz recorreu à Justiça. Dois outros parlamentares tentaram obter o vencimento integral na mesma época — um com quatro e outro com oito anos de mandato —, mas ambos perderam as ações. De acordo com o Iplemg, alguns também chegaram a pedir administrativamente os proventos integrais, mas também não conseguiram e desistiram.

E os dízimos pagos com dinheiro público ao PT?

João Batista Marins

Os procuradores e promotores são analfabetos jurídicos? Pois os petistas têm tabela de pagamento percentual de acordo com salário dos nomeados às prefeituras, governos estaduais e federal, ministérios e estatais.

Os comissionados nomeados para desviar recursos públicos para a campanha do partido dão sua contribuição com maior prazer. São obrigados a descontar nas folhas de pagamentos, direto para os cofres do partido. E a grana sai dos cofres públicos na cara dos procuradores federais e promotores estaduais e municipais.

Isso não configura crime de estelionato? (171) Então, os parlamentares que pedem a devolução de 50% dos salários dos funcionários de seus gabinetes não comentem crime algum, não é?

O dízimo institucional criado pelo Partido dos Trabalhadores com a conivência do Ministério Público cria na jurisprudência penal e administrativa um absurdo jurídico sem procedência moral e ética.

Não existe nenhuma lei proibindo o desconto em folha para pagamento de dízimos aos partidos?

Vergonha nacional!

Mulher de Pizzolato: Globo recebeu R$ 5 milhões do Visanet

Deu no site 247

Ao ser abordada por jornalistas no sábado, quando tentava visitar seu companheiro Henrique Pizzolato, Andrea Haas disparou críticas pesadas às Organizações Globo. Disse que os recursos da Visanet, uma “empresa privada”, foram aplicados em diversos veículos de comunicação. Andrea afirmou ainda que a Globo foi a maior beneficiada, recebendo R$ 5 milhões.

Com a voz embargada, Andrea se dirigiu a uma repórter da Globo e a lembrou da acusação de sonegação fiscal que pesa contra a emissora dos Marinho. “Ele está preso e vocês da Globo estão devendo dinheiro público, isso é uma vergonha, mais de R$ 700 milhões”, diz ela.

Recentemente, a Globo foi autuada em R$ 713 milhões pela Receita Federal, em razão de uma suposta fraude tributária na compra dos direitos de transmissão da Copa de 2002.

Sobre a Visanet, embora tenha ficado demonstrado em diversas auditorias que os recursos foram efetivamente pagos aos veículos de comunicação, o Supremo Tribunal Federal entendeu que tais verbas foram desviadas para abastecer o chamado “mensalão”.

“Vocês da Globo estão devendo dinheiro público e o outro está ali preso, mesmo tendo aplicado tudo corretamente”.

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2014/02/09/mulher-de-pizzolato-globo-recebeu-r-5-milhoes/

(texto enviado por Mário Assis)

Quanto custa cada terceirizado?

Deu no site do Sind-Justiça/RJ

Todo mundo já sabe que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro possui mais de 10 mil terceirizados, comissionados e estagiários, que custam mais de 200 milhões de reais por ano. Mas você sabe quanto custa cada terceirizado?

Antes de responder, vamos falar sobre o servidor concursado, que estudou muito, ficou noites sem dormir para aprender a matéria, gastou com cursinhos e apostilas, disputou a vaga com dezenas de milhares de concorrentes, foi aprovado e passou a sofrer à espera de um milagre, ou de uma convocação, o que é mais ou menos a mesma coisa. Pois bem. Depois de tudo isso, entrou no TJ ganhando R$ 3.518,13.

O terceirizado não precisou aprender nenhuma matéria; não perdeu noites de sono; não gastou um centavo com cursinho ou apostila; não disputou a vaga com ninguém; ainda assim, por conhecer a pessoa “certa” ou a empresa terceirizada “certa”, entrou no TJ sem concurso e ganhando R$ 4.193,99.

E o mais curioso nesta matemática louca do TJ: o concursado, aquele do segundo parágrafo, que estudou e disputou a vaga, só vai conseguir alcançar o patamar salarial do terceirizado quando atingir a classe B, padrão 5, do plano de cargos, o que tem levado, em média, 14 (quatorze) anos. E até lá, claro, o terceirizado já ganhará muito mais.

RELATÓRIO DIZ TUDO

Para exemplificar, segue abaixo relatório da função terceirizada de “Analista de fiscalização e acompanhamento de contratos”, com remuneração de R$ 4.193,99. Com os encargos, cada terceirizado custa ao TJ, por mês, R$ 9.125,83. Não precisa ter curso superior. E ele fiscaliza contratos que envolvem centenas de milhões de reais.

Só para esta função, o TJ contratou 161 (cento e sessenta e um) terceirizados, que custam mensalmente R$ 1.469.258,63; o custo total com a empresa terceirizada, em dois anos, será de R$ 35.262.207,12.

Trina e cinco milhões de reais. Só em um único contrato para 161 terceirizados. Dinheiro Público. E o TJ alega faltar dinheiro para convocar servidores e fazer o que é obrigação do TJ: levar justiça à população!

Algumas questões que precisam ser explicadas:

1)      Qual a formação exigida do terceirizado para “fiscalizar” os contratos do TJ?

2)      Quantos contratos o TJ tem, para justificar esse batalhão só de “fiscais”?

3)      Essa função não deveria ser exercida por um servidor efetivo do TJ, tendo em vista a enorme possibilidade de fraude?

4)      Como saber se o contratado não é amigo ou parente de alguém da empresa “fiscalizada”? E, quando for, quem vai aplicar a regra de impedimento ou suspeição? O dono da empresa terceirizada, que o contratou?

5)      Por que o terceirizado, mesmo sem curso superior, sem concurso e sem preparo específico, entra no TJ ganhando mais do que o servidor concursado?

E em seus discursos, a Administração afirma: “estamos valorizando o servidor”…

(Matéria enviada pelo comentarista Paulo Peres)

Parede de prédio de tatuador preso tem pichação de black blocs

O tatuador Fábio Raposo Barbosa foi preso hoje, no Rio de Janeiro. - Wilton Júnior/Estadão
Mariana Durão
O Estado de S. Paulo

RIO – Numa parede do prédio onde mora o tatuador Fábio Raposo Barbosa, de 22 anos, preso e indiciado por envolvimento na explosão do rojão que atingiu o cinegrafista Santiago Andrade durante protesto na última quinta-feira no Rio, estão pichadas as frases “black bloc” e “fuck the police”, segundo o delegado Maurício Luciano de Almeida e Silva, que investiga o caso.

Foram apreendidos três telefones celulares, a memória do computador de Barbosa e a bermuda e a camiseta que ele usava durante o protesto. A polícia vai pedir a quebra de sigilo dos aparelhos para avançar na investigação.

Segundo o delegado, caso Barbosa integre alguma organização e fique provado que já praticou atos em conjunto com esse grupo, o tatuador pode ser enquadrado também pelo crime de organização criminosa.

O perfil de Barbosa na rede social Facebook foi desativada antes de sua prisão, mas uma equipe especializada da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) tenta recuperar a página.

O delegado confirmou que o advogado de Raposo está tentando convencê-lo a aderir à delação premiada. Nesse caso, ele prestaria informações sobre o suspeito de detonar o rojão por vantagens como a atenuação de uma futura pena ou mesmo a revogação da prisão temporária pela Justiça. A prisão temporária foi ordenada por 30 dias, prorrogáveis por mais 30.

Segundo a polícia, o tatuador continua resistente a prestar informações e está temeroso por conta das ameaças recebidas em telefonemas anônimos de pessoas que exigiram que ele assumisse sozinho a culpa pelo episódio. A polícia vai investigar essas ameaças. A polícia acredita que os dois suspeitos se conheciam.

Estamos a serviço dos hiper-super-mega-ricos

Humberto Guedes

O Orçamento da União para 2014 dispensa comentários, ou resta dúvida de vivermos uma dividocracia, naturalmente a serviço dos hiper-super-mega-ricos?

Destacando: “Enquanto a dívida pública absorverá mais de 42% dos recursos orçamentários em 2014, a saúde ficará com menos de 4% e a educação com pouco mais de 3%. Os transportes receberão apenas 1% dos recursos e a segurança pública bem menos: 0,35%.”

Veem para que serve a tecnociência? Fala sério! Onde estão os camburões, os batalhões de choque, por que não mesmo os torturadores (relevem, todos temos nosso momento de besta-fera) para esses criminosos do tipo com pena, verdadeiros genocidas?

Que lindo não seria reduzir a carga tributária em 2/5?

Saudações libertárias.

O governo precisa contratar os médicos (cubanos ou não)no regime da CLT

Isac Mariano

É bom que seja interrompido esse escandaloso acordo celebrado entre o Brasil e Cuba, para a exploração escravagista de mão-de-obra médica cubana.

Não podemos compactuar com tal afronta às nossas leis trabalhistas, e aos direitos humanos! Caso os profissionais cubanos sejam realmente médicos, com formação e capacidade técnica adequada, eles devem ser contratados em acordo com a nossa CLT, conforme é feito com os médicos brasileiros, e os de outros países também!

E não podem ser privados de trazer seus familiares ao Brasil. Do contrário, os familiares acabam fazendo o papel de reféns da ditadura cubana, o que é inadmissível.

O Brasil carece de médicos nas regiões afastadas? Os números têm demonstrado que sim! Mas o governo precisa suprir tal demanda agindo dentro da leis trabalhistas brasileiras, e respeitando aos direitos humanos. Os fins não justificam os meios! Em hipótese alguma!

Circula na internet um texto ridicularizando o diploma falso do ex-ministro Alexandre Padilha

Celso Serra

Faz sucesso na internet o diploma de Doutorado do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que deixou o cargo para se candidatar a governador de São Paulo. A imagem do alardeado título acadêmico é acompanhada de um texto explicativo, mostrando que o diploma é fruto de uma grande armação, pois as informações não batem, estão todas erradas, e por esse motivo o ex-ministro está até respondendo a processo administrativo no Conselho Regional de Medicina. Tudo isso demonstra a que ponto chegamos em matéria de ética na política.

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ESTE É O NOSSO MINISTRO DA SAÚDE!

Depois de declarar em entrevista no Programa do Jô que é Especialista em Infectologia e este título não constar nos registros das entidades responsáveis, tendo sido convocado pelo Conselho Regional de Medicina do Pará para responder a processo ético, o ministro da Saúde apresentou diploma da USP, com informações que levam a crer que o mesmo teria sido “fabricado”… agora.

Atente para os detalhes:

1 – O diploma, datado de 2001, afirma que o ministro teria realizado a residência em três anos, de 01 de fevereiro de 1998 a 31 de janeiro de 2001. Ocorre que naquela época a especialização durava apenas dois anos, o que só veio a mudar em 2004.

2 – Em 1998 a residência em infectologia começava em janeiro e não em fevereiro. Isso também só mudou em 2004.

3 – O diploma apresentado é assinado pelos ATUAIS coordenadores da residência e não pelos coordenadores de 2001. (!!!)

4 – O diploma jamais foi registrado na CNRM (Comissão Nacional de Residência Médica), nem na AMB (Associação Médica Brasileira) e nem no CRM-PA (Conselho Regional de Medicina do Pará) onde está inscrito atualmente.

5 – Além do mais o diploma  foi expedido (datado) no mesmo dia da conclusão do curso ( 31 de Janeiro de 2001). Como isso é possível ? Nem para falsificar o diploma, prestando atenção aos detalhes,  essa gente tem competência !! E acham que podem governar o Brasil !

Alguém se lembra do doutorado falso da Dilma? Nesse ponto, a identidade entre “presidenta” e “ministro” é total !!!

Leia amanhã, com absoluta exclusividade, o escândalo dos precatórios em São Paulo

Carlos Newton

O Conselho Nacional de Justiça deu prazo até 17 de fevereiro para que o Tribunal de Justiça de São Paulo envie informações sobre o precatório de R$ 4 bilhões, do Parque Villa Lobos, e sobre os estratosféricos honorários advocatícios de R$ 400 milhões, pagos pela Fazenda do Estado de São Paulo, com juros moratórios ilegais.

Com absoluta exclusividade, a denúncia desses pagamentos irregulares foi divulgada só por este Blog em abril de 2010. E continuamos trabalhando com exclusividade, porque a mídia não se interessa por assuntos sem importância como este.

Os porta-aviões e o futuro do Brasil

Mauro Santayana
(Hoje em Dia)

Em nota oficial, a Marinha do Brasil reconheceu, na quinta-feira passada, a ocorrência de incidentes durante a realização de testes de propulsão do porta-aviões São Paulo, na costa do Rio de Janeiro.

Teria havido um pequeno derramamento de óleo a partir de uma tubulação, estancado com barreiras de contenção colocadas em volta do navio, no dia 30 de janeiro, e um vazamento de vapor, no dia 29, que não chegou a ferir os três tripulantes que se encontravam no local, e, que, mesmo assim, por precaução, foram encaminhados para tratamento médico.

Nos últimos anos, a utilização de grandes navios aeródromos tem sido rediscutida mesmo em países que necessitam de projeção global de seu  poderio bélico.

No caso do Brasil, uma ou mais belonaves desse tipo só se justificam, em princípio, no caso de deslocamento de contingentes e equipamentos para operação de paz, como ocorre com nossas tropas no Líbano e no Haiti; na defesa da Amazônia Azul e do Atlântico Sul de potências extra-zona; ou, teoricamente, em conjunto com os BRICS, em um futuro conflito convencional em escala global, que opusesse Brasil, Rússia, Índia, China e  África do Sul, aos Estados Unidos ou à OTAN, por exemplo.

Comprado no ano 2.000, no governo Fernando Henrique Cardoso, o São Paulo, quando se chamava Foch, participou de várias missões a serviço da França.

Esteve presente nos testes nucleares franceses, no Pacífico, em 1966; no Mar Vermelho, na campanha para apoiar a independência do Djibouti, em 1978; com o contingente de intervenção francês no Líbano, em 1983, e na Guerra dos Balcãs, entre 1983 e 1999.

TREINAMENTO

Fabricado no final da década de 1950,  ele tem que ser encarado mais como um instrumento de treinamento de pessoal brasileiro nessa área, do que como uma arma ofensiva de fato.

Se o Brasil quiser, um dia, possuir uma esquadra que possa navegar no Atlântico, contribuindo para proteger a Amazônia Azul e o petróleo de nosso mar territorial, precisa começar a pensar em se aliar a países como a Rússia, a Índia e a China para construir navios-aeródromos modernos.

Eles poderiam transportar, em primeiro lugar, além de mísseis de cruzeiro, uma versão naval do Grippen NG, e, depois, caças de quinta geração como os que estão sendo desenvolvidos pelos países do BRICS neste momento.

Em julho do ano passado, o Instituto Krylov de Pesquisa Naval – para o qual deveriam ser enviados pelo menos uns 120 alunos brasileiros no âmbito do Programa Ciência sem Fronteiras – apresentou, na Feira Internacional de Defesa Marítima de São Petersburgo, na Rússia, a maquete de um futuro porta-aviões de 80.000 toneladas.

Estacionados em sua coberta, se viam aviões semelhantes ao caça russo-indiano T-50. Ele está em etapa final de desenvolvimento no âmbito do programa PAK-FA. E o Brasil já foi convidado oficialmente, pelo governo russo, a participar  desse projeto.

A bola está com o governo

01
Tostão
O Tempo

Em minhas caminhadas diárias, o porteiro de um prédio vizinho me pediu para escrever sobre as causas da queda do Corinthians. Disse que os motivos costumam ficar encobertos e que só conheço bem coisas menos importantes. Ele não acreditou. Achou que eu estava brincando.

Isso me faz lembrar, mais uma vez, de uma cena do filme “Zorba, o grego”, quando Anthony Quinn, no papel de um grego rústico (Zorba), pergunta a seu patrão, um inglês erudito, o que os livros falavam sobre o que existia depois da morte. Ele responde: “Os livros não sabem”. Zorba retruca: “Então, seus livros não servem para nada. Em 2012, Tite formou um time disciplinado e eficiente. Os laterais marcavam muito e apoiavam pouco. Os meias, pelos lados, jogavam de uma linha de fundo à outra. Havia uma obsessão por não levar gols. Parecia uma rígida equipe inglesa. O time vencia com um gol de diferença, geralmente por 1 a 0.

Assim, o Corinthians ganhou títulos, facilitado pela pouca qualidade dos rivais brasileiros e sul-americanos. Como estava preparado para não sofrer gols, mesmo de grandes equipes, não foi surpresa a vitória por 1 a 0 sobre o Chelsea, que vivia um mau momento.

A partir daí, criou-se uma grande expectativa, como se o Corinthians fosse um timão, com vários craques. Por isso, e a saída de Paulinho, a chegada da soberba, o desejo das outras equipes de vencer o campeão mundial e o desgaste de fazer sempre tudo igual, surgiram os maus resultados, que só não foram piores, porque a defesa continuava bem. Além disso, quem ganha por 1 a 0 corre grande risco de começar a perder, mesmo se não houver queda técnica.

Neste ano, com novo técnico, novos planos, renasceram as esperanças de recuperação. Segundo informações de comentaristas, Mano quer que os laterais apoiem mais e que os meias se aproximem mais do centroavante, sem se preocuparem tanto em voltar para marcar os laterais. O time ficou mais fraco na defesa e continua ruim no ataque.

Nada mais ultrapassado do que jogar com laterais marcando e avançando como pontas, sem a ajuda de meias pelos lados, e com os volantes mais atrás, para
fazer a cobertura dos laterais.

Muito mais grave que a queda técnica do Corinthians são as agressões sofridas pelos atletas. O presidente do Cruzeiro rompeu com as torcidas organizadas, o que deveria ser seguido pelos outros clubes, mas isso não é solução para o problema. A violência é caso de polícia. É preciso identificar os marginais, não permitir que entrem em estádios, processá-los e prendê-los. O Estado brasileiro tem de tomar uma atitude, com urgência, com a colaboração constante dos clubes e da sociedade. A bola está com o governo.

Epidemia

O Cruzeiro jogou mal contra a Caldense. Um dos motivos foi o péssimo gramado, condição frequente em grande número de estádios por todo o Brasil.

Gastam-se bilhões com o futebol, e o básico, que é ter um bom gramado, com um custo pequeno, para melhorar a qualidade do jogo, é deixado de lado.

Bastaria importar alguns jardineiros da Inglaterra. Lá, até os gramados usados para treinos de quarta divisão são impecáveis, mesmo com o frio intenso.

Será que tem um segredo? Não é possível que isso não possa ser feito aqui. Há, no Brasil, uma epidemia de incompetência e de falta de interesse, em todos os níveis.