Na segunda crítica à política econômica em dois dias, Lula critica publicamente o secretário do Tesouro Nacional

Ricardo Galhardo
O Estado de S. Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva escancarou nesta sexta-feira, 6, suas divergências com a política econômica do governo de sua sucessora, Dilma Rousseff. Em palestra promovida pelo jornal El País, em Porto Alegre, Lula criticou publicamente o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, que estava na plateia e hoje é um dos principais nomes da área econômica do governo federal.

“Se depender do pensamento do Arno você não faz nada. Não é por maldade dele, não. A nossa tesoureira em casa é a nossa mulher e também é assim. Elas não querem gastar, só querem guardar, mas tem que gastar um pouco também”, disse Lula.

Foi a segunda vez em menos de dois dias que Lula reclamou da economia. Na véspera, em palestra promovida pela revista Voto, também em Porto Alegre, o ex-presidente disse estar insatisfeito com as projeções de inflação e defendeu que o governo aplique um “remédio já” para evitar o descontrole dos preços.

ESCASSEZ DE CRÉDITO

Hoje o principal alvo das críticas de Lula foi a escassez de crédito. Durante mais de uma hora de palestra o ex-presidente deu várias alfinetadas no secretário do Tesouro.

Ao falar dos motivos do sucesso de seu segundo mandato, Lula citou o aumento do crédito, principalmente para pessoas de baixa renda. “Uma terceira medida que nós tomamos foi aumentar a oferta de crédito neste país. O Arno nem sempre gosta disso”, disse Lula.

Logo em seguida o ex-presidente cobrou abertamente explicações sobre as medidas de contenção de crédito.

“Eu acho Arno que um dia você vai ter que me explicar por que, se a gente não tem inflação de demanda, por que a gente está barrando crédito. Porque o crédito precisa chegar. Com crédito todo mundo vai à luta. Sem crédito ninguém vai a lugar nenhum. Podemos chegar a 80% do PIB de crédito, 90%, não tem nenhuma importância. Tem país com 120%”, questionou Lula.

De acordo com o ex-presidente, a falta de dinheiro no mercado é o motivo para os baixos índices de investimento do país.

“Nós hoje não temos problema de investimento. O governo tem muito dinheiro para investir. E por que não tem investimento? O governo está fazendo o que nunca fez neste país. Não tem investimento porque está diminuindo a demanda. Pode ter dinheiro à vontade para investir mas se não tem gente para comprar eu não vou fazer”, diagnosticou o ex-presidente, e em seguida fez um alerta. “Temos que tomar muito cuidado para não entrarmos em uma rota delicada para nós”.

INVESTIR NO EXTERIOR

Lula também cobrou do secretário do Tesouro uma política mais ousada de alavancagem dos investimentos brasileiros no exterior e citou a criação de um fundo para alavancar projetos do país na África.

“O oceano Atlântico, Arno, não é obstáculo, é a solução. Comece a pensar Arno na possibilidade de a gente instituir um fundo de financiamento de pelo menos US$ 2 bilhões na África. Você sabe quanto a gente pode alavancar com US$ 2 bilhões? Pode alavancar US$ 15 bilhões. A China colocou US$ 12 bilhões. Então, ou o Brasil se comporta como uma grande nação e quer ser competitivo e disputar ou nós vamos ver o carro passar outra vez e vamos repetir o século XX. Não existe espaço para isso mais. Tem que ter ousadia”, disse Lula.

De acordo com o ex-presidente, o Brasil precisa ter mais iniciativa para diversificar as alternativas econômicas mas nem sequer “entrou em campo”. “Quem pode fazer esse jogo é o Brasil e para ser jogado a gente tem que entrar em campo”, afirmou o presidente.

Lula aproveitou para dar outra alfinetada no secretário do Tesouro, a quem responsabilizou pelo volume de investimentos diretos vindos só exterior, um dos principais pontos de crítica dos adversários de Dilma. “Em 2013 fomos o quarto ou quinto país do mundo a trazer investimentos diretos e se o Arno sorrir um pouco vamos trazer mais do que US$ 65 bilhões”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
O pior é que Arno Augustin ouviu tudo calado. Devia ter enfrentado o ex-presidente e travado um debate aberto com ele. Faltou coragem. Quanto a Lula, comporta-se como se fosse o dono do Brasil. (C.N.)

Uma dúvida jurídica sobre a negativa do habeas-corpus em favor de Paulo Octavio

José Carlos Werneck

Analisando tecnicamente e com total isenção, não encontrei razões plausíveis para que fosse negado o pedido de habeas corpus feito em favor do empresário Paulo Octavio.

Não se trata aqui de se questionar a culpabilidade ou não do réu, mas sim de seu direito de aguardar em liberdade o julgamento do crime pelo qual foi acusado.

Este é um direito não só dele, mas de qualquer cidadão. E o ex-vice-governador preenche todos os requisitos previstos em nosso ordenamento jurídico para aguardar em liberdade o julgamento dos crimes, pois o empresário possui trabalho e residência fixa, requisitos básicos para a concessão do pedido.

Não vi o habeas corpus feito por seus advogados, mas mantendo-se a isenção que sempre deve nortear as decisões judiciais, não encontro a menor razão para que o réu não possa permanecer livre até o seu julgamento.

Caso isso não aconteça, ficará sempre pairando entre os jurisdicionados se existiram razões políticas, não pela prisão feita, mas pela negativa do habeas corpus solicitado em seu favor.

A jurisprudência pátria é robusta em precedentes de habeas corpus concedidos em casos notoriamente muito mais graves.

Não se trata absolutamente, insisto em reiterar, de isentar o ex-senador e ex- vice-governador de quaisquer dos crimes pelos quais é acusado, mas de defender o direito de responder em liberdade até a realização do julgamento, na forma da lei.

Salvo melhor juízo, creio não tratar-se de uma questão de Política, mas sim de Justiça!

Relator quer ouvir o presidente do PT no processo de cassação do deputado André Vargas, o amigo do doleiro

Deu em O Tempo

O relator do processo de cassação contra o deputado André Vargas (sem partido-PR) no Conselho de Ética, Júlio Delgado (PSB-MG), arrolou como testemunhas na representação o doleiro Alberto Youssef e o presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão. Júlio Delgado apresentou nesta terça-feira ao colegiado uma lista com oito nomes que gostaria de ouvir durante as investigações. Pelas regras do Conselho, as oitivas são convites que não têm poder convocatório e que podem ser recusados.

O pessebista alegou que Falcão pressionou o ex-petista Vargas a renunciar e que o PT entrou na Justiça questionando o mandato do parlamentar. O objetivo de ouvi-lo, de acordo com o relator, é saber se o presidente nacional do PT concorda ou não com o teor da representação por quebra de decoro parlamentar.

Ex-vice-presidente da Câmara, André Vargas caiu em desgraça depois de vir à público sua ligação com o doleiro Alberto Youssef, atualmente preso e alvo maior da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro que pode chegar a R$ 10 bilhões. Pressionado pelo PT, Vargas foi forçado a renunciar ao posto de vice-presidente da Casa e a pedir sua desfiliação do partido.

Além de Youssef e do presidente do PT, o deputado do PSB também pediu que fossem ouvidos o deputado Cândido Vaccarezza, também citado na Lava Jato, o líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (SP), dois sócios do laboratório Labogen (Leonardo Meirelles e Esdra Ferreira), o proprietário da empresa Elite Aviation, Bernardo Tosto, além de Carlos Gadelha, secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.

Investigações da Polícia Federal, a partir de mensagens interceptadas entre Vargas e Youssef, indicam que o ex-ministro da Saúde e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, seria o responsável por indicar um executivo para a Labogen, controlado pelo doleiro. Vargas e Padilha negam. André Vargas também pegou carona em um jatinho – da companhia Elite Aviation – pago por Youssef.

PT CONTESTA

O PT no Conselho de Ética questionou a ação de Júlio Delgado. O deputado Sibá Machado (PT-AC) afirmou que a representação se baseia sobretudo em reportagens divulgadas pela imprensa e que as testemunhas arroladas deveriam ser ouvidas depois que o colegiado tiver acesso aos documentos da Operação Lava Jato que citam Vargas, que hoje estão no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na semana passada, o presidente do Conselho, Ricardo Izar (PSD-SP), e Júlio Delgado pediram a papelada ao ministro Teori Zavascki, do Supremo, mas o magistrado pediu de 10 a 15 dias para poder separar a parte do processo que diz respeito a Vargas e repassá-la.

O relator no Conselho de Ética tem 40 dias para ouvir as testemunhas listadas hoje – além das oito solicitadas pela defesa – e pedir instruções do caso. Depois, mais 10 dias para apresentar seu parecer final no conselho, o que ele espera fazer ainda antes do recesso parlamentar. As oitivas acontecem em sessões ordinárias do Conselho e deverão ser ouvidas primeiro as testemunhas do relator. Ele propôs que as primeiras oitivas aconteçam nos dias 17 e 18 de junho.

 

A pesquisa Datafolha confirma o segundo turno e a rejeição de Dilma favorece a oposição

Wagner Pires

O erro admitido da pesquisa Datafolha, desta vez, está mais bem aproximado. É, sem dúvida a pesquisa mais confiável de todas as realizadas até o presente momento. Porém, para aceitar um erro exato de 2% para cima ou para baixo, a pesquisa teria de ter ouvido 5.625 eleitores. Nada a menos! Ouviu apenas 4.337 eleitores, portanto, o erro estatístico de amostragem admitido é um pouco maior do que o divulgado.

A fórmula de cálculo de amostragem é: n = ( Zo² x P xQ)/e². Sendo, (n) o número de eleitores necessários, (Zo) o desvio padrão, P e Q as probabilidades de sucesso e insucesso e (e) o erro da estimativa.

Consideramos, sempre, três desvios-padrão e a probabilidade de 50% de sucesso, ou seja, 0,5; mesmo raciocínio para o insucesso, ou seja, 50%, ou, 0,5.

Assim, para os 4.337 eleitores entrevistados temos um erro calculado de: n = (3² x 0,5 x 0,5)/e².

Calculando, temos:

4.337 = (3² x 0,5 x 0,5)/e²
e² = 2,25/4.337
e = 0,00051^1/2
e = 0,0225 ou 2,25%

Portanto, o erro estatístico admitido para a amostra é de 2,25% para cima ou para baixo.

Para que fosse possível à presidente Dilma vencer no primeiro turno, seria necessário que as suas intenções de voto superassem a soma das intenções de votos de seus concorrentes. Estatisticamente esta hipótese, por enquanto, está descartada; pois, se somarmos as intenções de votos dos concorrentes: Aécio (19%) + Campos (9%) + Pastor Everaldo (4%) + Outros (6%), teremos 38%. Ou seja, 3% a mais de intenções de votos para os adversários da presidente Dilma.

Como se já não bastasse, admitido o erro estatístico da amostragem, temos o seguinte resultado hipotético:

Outros candidatos: 38% + 2,25% (para cima) = 40,25%; e

Dilma: 35% – 2,25% (para baixo) = 32,75%

Aceita-se assim que Dilma ficou bem aquém da soma das intenções de votos de seus concorrentes e que haverá o segundo turno. E o mais incrível é que 30% dos 142 milhões de eleitores estão indecisos ou insatisfeitos. Portanto, o importante é observar o índice de rejeição, pois, caso vierem a se decidir por votar em alguém, levará vantagem aquele candidato com menor índice de rejeição. Neste caso, a vantagem é para a oposição! Dilma tem 35% de rejeição, enquanto Aécio e Campos estão com 29%.

Cidade de Praga tem ‘tour da corrupção’ que visita obras superfaturadas

Deu na BBC

Quem visitar Praga, na República Tcheca, terá a oportunidade de participar de uma excursão inusitada. Em vez de museus, igrejas e outros pontos turísticos famosos, os visitantes poderão fazer um passeio oferecido pela ‘agência do turismo da corrupção’.

“A corrupção não é apenas o dinheiro gasto da maneira errada. Corrupção é a quebra de confiança e a teia de poder que se constrói com este dinheiro”, diz Petr Sourek, fundador do que ele diz ser a primeira agência de turismo de corrupção do mundo.

Por algumas dezenas de euros, Petr e seus colegas lideram uma excursão pelos ‘marcos de corrupção e nepotismo’ deixados pela transformação da República Tcheca de uma economia socialista planificada para um mercado capitalista.

“Vejo isso como uma ameaça à nossa liberdade, porque estas estruturas mafiosas são fortes o suficiente para intimidar os cidadãos”, ele disse à BBC.

Os passeios oferecem aos visitantes uma visão do que aconteceu com as enormes somas de dinheiro dos contribuintes que desapareceram nos bolsos de funcionários corruptos e empresários misteriosos.

TEMPLOS DA CORRUPÇÃO

A visita passa por mansões monumentais, obras públicas superfaturadas e corredores de prédios do governo. Em uma das paradas, observamos de fora os escritórios de Roman Janousek, um empresário bilionário cuja influência em Praga já foi tão grande que ele chegou a ser chamado de ‘segundo prefeito’ da capital e apelidado de Voldemort (o vilão das histórias de Harry Potter, o jovem feiticeiro criado pela escritora britânica J K Rowling).

E ao final da surpreendente excursão, os visitantes recebem um souvenir de brincadeira: um diploma em Mestrado em Administração de Corrupção.

Mas qual é o verdadeiro tamanho da corrupção na República Tcheca? Certamente, é grande o suficiente para derrubar governos. Em junho do ano passado, o então primeiro-ministro Petr Necas deixou o poder acusado de envolvimento em um escândalo de corrupção, sexo, espionagem e suborno.

A policia invadiu a sede do governo e escritórios de vários empresários, incluindo o de Janousek, para recolher provas. Foi um fim irônico e amargo para um governo que tinha feito mais do que qualquer outro para aliviar o trabalho de detetives e promotores encarregados de reprimir a corrupção de alto nível.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O artigo da BBC nos foi enviado por Mário Assis. É interessante, mas esse tipo de excursão política não pode ser realizado no Brasil. Serão tantas as paradas obrigatórias em templos da corrupção que a visita duraria anos a fio. A verdade é que temos corrupção para dar e vender, nos três Poderes e nos três níveis administrativos. (C.N.)

 

Festa no PT e no Instituto Lula: Datafolha confirma que Dilma caiu 10 pontos desde fevereiro.

Carlos Newton

A Folha de São Paulo surpreendeu o respeitável público e já divulgou a superpesquisa Datafolha, que desmente o instituto Vox Populi, pago pelo PT e que indicava Dilma com 40% das intenções de voto.

O novo levantamento do Datafolha, concluído quinta-feira, confirma a lenta tendência de queda de intenções de voto pela reeleição da presidente Dilma Rousseff. Em relação a maio, data do levantamento anterior, ela variou de 37% para 34%. Desde fevereiro, já caiu dez pontos percentuais.

Os principais adversários da petista, porém, não estão conseguindo tirar proveito disso. Juntos, eles somavam 38% na pesquisa anterior. Agora, recuaram para 35%.

Em relação a maio, os dois principais rivais de Dilma variaram negativamente. O senador Aécio Neves (MG), pré-candidato do PSDB à Presidência, oscilou um ponto para baixo. Agora está com 19%, dentro da margem de erro, que é de 2%.

Movimento mais brusco ocorreu com o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), que recuou quatro pontos. Com 7%, ele aparece em situação de empate técnico com o Pastor Everaldo Pereira (PSC), 4%.

INDECISOS E NULOS EM ALTA

O que cresceu de forma notável entre maio e agora foi o total de eleitores que não sabem em quem votar, de 8% para 13%, o que é ruim para a pré-candidata do PT. Se não sabem em quem votar, é sinal de que não estão satisfeitos com o governo. Além disso, outros 17% afirmam que pretendem votar nulo, em branco ou em nenhum dos candidatos apresentados.

Combinados, esses números podem ser um sinal de forte desalento em relação à disputa. Na comparação com os mesmos períodos de eleições anteriores, a atual taxa de eleitores sem candidato (30%) é recorde desde 1989.

Diz a Folha que a pesquisa sugere que esse comportamento do eleitor é um reflexo do aumento do pessimismo da população com os rumos da economia do país e da deterioração das expectativas com inflação, emprego e poder de compra, que também fizeram cair a aprovação ao governo Dilma.

MARGEM DE ERRO: 2%

O Datafolha entrevistou 4.337 pessoas entre terça (3) e quinta (5) em 207 municípios. A margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos.

A disputa eleitoral deste ano também poderá ficar marcada por uma forte tendência de clivagem regional. O maior contraste está entre os nove Estados da região Nordeste e os quatro do Sudeste. No Nordeste, cujo apoio foi decisivo para a eleição da presidente em 2010, Dilma ostenta ampla vantagem sobre seus adversários: 48% para a petista contra 11% de Eduardo Campos e 10% de Aécio.

No Sudeste, a disputa está mais apertada. Na região mais populosa do país, Dilma tem 26% e aparece em situação de empate técnico com Aécio, que foi governador de Minas Gerais e tem 25%. Campos, que governou Pernambuco, tem 4%.

LULA SE FORTALECE

Com o resultado da pesquisa Datafolha, confirma-se o diagnóstico do marqueteiro João Santana, que esta semana disse a Lula e Dilma que “a coisa realmente está ficando feia”, ao comentar a insatisfação popular e a crença de que o governo do PT não conseguirá fazer as mudanças necessárias.

Traduzindo: fim de semana de festa no Instituto Lula e no PT; depressão no Planalto/Alvorada. E vem aí a nova pesquisa CNT/MDA. Haja Lexotan e Rivotril.

Quase nunca acredito nas redes sociais

Carla Kreefft

Como cidadã, sinto-me assustada com o que tenho visto no mundo virtual, especialmente no que diz respeito à política. A internet é aquele espaço que não tem dono. Mas o que deveria ser ótimo por garantir a liberdade de expressão para todos tem se transformado em um mundo de mentiras e troca de agressões.

Não é possível acreditar em mais nada que se vê nas redes sociais. Militantes, adeptos das candidaturas ou simplesmente simpatizantes de partidos ou candidatos resolveram utilizar o Facebook e o Twitter como meios de divulgação de campanhas eleitorais. Até aí estaria tudo muito bem. O problema é que essas campanhas são realizadas, quase sempre, baseadas na desconstrução do adversário. E aí vale tudo: mentiras, gozações, falsas mensagens, informações distorcidas e por aí vai.

O maniqueísmo na internet reduz a disputa política a mocinhos versus bandidos. Como no futebol, a análise passa a ser totalmente passional. Tudo aquilo que está relacionado ao time é bom, todo o resto é ruim. Tudo que se vê na rede, de alguma forma, está marcado por um posicionamento partidário, mesmo aquilo que não tem uma forma panfletária.

PESQUISA CRITERIOSA

Diante dessa situação tão incômoda, sinto-me na obrigação de dizer que a pesquisa sobre temas políticos na internet precisa ser mais cautelosa. Eu, que muitas vezes, nesta mesma coluna, afirmei que a internet era um bom instrumento de pesquisa para o eleitor, tenho que dizer que essa tarefa não é fácil.

Agora, o eleitor terá que pesquisar de uma forma muito mais criteriosa. Ele terá que confirmar a informação várias vezes e ainda conferir a origem do dado que pretende tomar como verdade. O cuidado necessário para garantia da veracidade da informação, certamente, demandará mais tempo e paciência do eleitor. Tudo isso porque a internet tem deixado de ser um instrumento para obter informação rápida para se tornar, cada vez mais, uma ferramenta de multiplicação de boatos.

É importante que o eleitor entenda que não há problema nenhum em cada qual ter sua opinião e sua posição partidária. O que é criticável é o uso da mentira como tática de convencimento político. Defender um ou outro candidato é direito. Denunciar um ou outro candidato é dever de todo cidadão, desde que haja um motivo real para tal e pelo menos um indício da prática de crime. A palavra precisa ter valor na rede e em qualquer lugar. Fica aqui também uma dúvida. Por que é tão difícil para os órgãos públicos punir as campanhas caluniosas e difamatórias na internet? (transcrito de O Tempo)

 

A memória de Gonzaguinha num tempo sem memória

O economista, cantor e compositor carioca Luiz Gonzaga do Nascimento Junior (1945-1991) , conhecido como Gonzaguinha foi, sem dúvida, um dos maiores talentos da Música Brasileira em seus diversos estilos populares. Sua obra teve, inicialmente, como característica sua postura de crítica à ditadura militar, conforme mostra a letra de “Pequena Memória Para Um Tempo Sem Memória (À Legião dos Esquecidos)”, que faz parte do LP De Volta ao Começo, gravado em 1980, pela Emi-Odeon.

Pequena Memória Para Um Tempo Sem Memória (À Legião dos Esquecidos)

Gonzaguinha

Memória de um tempo onde lutar
Por seu direito
É um defeito que mata
São tantas lutas inglórias
São histórias que a história
Qualquer dia contará
De obscuros personagens
As passagens, as coragens
São sementes espalhadas nesse chão
De Juvenais e de Raimundos
Tantos Júlios de Santana
Uma crença num enorme coração
Dos humilhados e ofendidos
Explorados e oprimidos
Que tentaram encontrar a solução
São cruzes sem nomes, sem corpos, sem datas
Memória de um tempo onde lutar por seu direito
É um defeito que mata
E tantos são os homens por debaixo das manchetes
São braços esquecidos que fizeram os heróis
São forças, são suores que levantam as vedetes
Do teatro de revistas, que é o país de todos nós
São vozes que negaram liberdade concedida
Pois ela é bem mais sangue
Ela é bem mais vida
São vidas que alimentam nosso fogo da esperança
O grito da batalha
Quem espera, nunca alcança
Ê ê, quando o Sol nascer
É que eu quero ver quem se lembrará
Ê ê, quando amanhecer
É que eu quero ver quem recordará
Ê ê, não quero esquecer
Essa legião que se entregou por um novo dia
Ê eu quero é cantar essa mão tão calejada
Que nos deu tanta alegria
E vamos à luta.

  (Colaboração enviada por Paulo Peres – Site Poemas & Canções)

Black blocs prometem caos na Copa com ajuda do crime organizado, mas Dilma desmente

Black blocs prometem caos na Copa com ajuda do PCC

Lourival Sant’Anna
Estadão

Os black blocs que executaram as ações de grande repercussão do ano passado continuam fora do radar da polícia, e prometem transformar a Copa do Mundo “num caos”. Para isso, alguns deles esperam que o Primeiro Comando da Capital (PCC), a organização que domina os presídios paulistas e emite ordens para criminosos soltos, também entre em campo. Não se trata de uma parceria, mas de uma soma de esforços.

Com o compromisso de não identificá-los, o Estadão ouviu 16 desses black blocs, em seis encontros, na última semana. À diferença dos adolescentes que os imitaram em depredações, e que acabaram arrolados em um inquérito do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), eles são adultos, seguem tática desenvolvida há décadas na Europa e nos Estados Unidos, não têm página no Facebook nem querem aparecer.

Dos 20 que formam o núcleo da rede, apenas um está fichado, porque foi detido em uma manifestação. Movem-se na sombra do anonimato, articulam-se nacionalmente, e nunca haviam dado entrevista antes. Preocupados com sua imagem perante a opinião pública, decidiram falar, pela primeira vez. “Vamos estourar de novo agora”, promete o mais veterano deles, de 34 anos, formado em História na USP e com matrícula trancada no curso de Psicologia.

DANDO O TROCO

“A gente vai devolver o troco na moeda que o Estado impõe”, ameaça o ativista, que trabalha para um hospital público de São Paulo. “O caos que o Estado tem colocado na periferia, por meio da violência policial, na saúde pública, com pessoas morrendo nos hospitais, na falta de educação, na falta de dignidade no transporte, na vida humana, é o caos que a gente pretende devolver de troco para o Estado. E não na forma violenta como ele nos apresenta. Mas vamos instalar o caos, sim. Esse é um recado para o Estado.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A própria presidente Dilma Rousseff desmentiu os black blocs. Durante jantar com correspondentes estrangeiros, na terça-feira, ela disse que nem o Palácio do Planalto nem os governos estaduais têm conhecimento de uma ação conjunta de black blocs e do Primeiro Comando da Capital (PCC) durante a Copa. “Não temos nenhum indício de que isso possa acontecer. Nem nosso serviço de inteligência detectou algo nesse sentido nem tivemos informações dos governos estaduais”, afirmou Dilma, conforme o jornal argentino Clarín. Então, fica combinado assim. (C.N.)

Paulo Octavio ficará preso, pelo menos, até o julgamento do mérito do habeas corpus

 

José Carlos Werneck

Como foi negado o pedido de habeas-corpus feito pelos advogados do ex-vice-governador de Brasília, Paulo Octavio, ele continuará preso até o julgamento do mérito do pedido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

Ainda não há uma data marcada para a discussão, pelo plenário,do mérito do processo, que tramita em segredo de Justiça, já que a decisão foi encaminhada para o Ministério Público Federal do DF, que deverá se pronunciar sobre processo.

Somente depois disso, o desembargador João Batista Teixeira levará a discussão do caso para os demais membros do Tribunal.

GANGUE DOS ALVARÁS

Paulo Octavio foi preso na noite da última segunda-feira pela Polícia Civil do Distrito Federal, na Operação Atrio, que investiga com o Ministério Público local a atuação de uma máfia de alvarás.

O empresário, dono de uma das maiores construtoras da capital federal, foi preso em um de seus hotéis e levado para prestar depoimento na Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado.

A operação tem como alvo uma organização criminosa suspeita de corromper agentes públicos responsáveis pela liberação de alvarás em algumas regiões administrativas do DF. No governo de José Roberto Arruda, Octavio teve seu nome citado no escândalo conhecido como “Mensalão do DEM”.

Justiça nega pedido de liberdade a ex-governador do DF Paulo Octavio

Luciano Nascimento
Agência Brasil 

A Justiça do Distrito Federal (DF) negou hoje (5) o pedido liminar de liberdade ao ex-governador Paulo Octavio, que foi preso na segunda-feira (2), sob suspeita de participação em um esquema para liberação de alvará de construções irregulares.

Em sua decisão, o relator do processo, desembargador João Batista Teixeira, indeferiu o pedido dos advogados de Paulo Octavio. O mérito do pedido será analisado na próxima quinta-feira (12), quando se reúne novamente a 3ª Turma Criminal de Brasília.

Suspeito de participação em um esquema de corrupção de agentes públicos para a concessão de alvarás, investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal na Operação Átrio, Paulo Octavio teve o pedido de prisão preventiva decretado na segunda-feira. Ele foi preso à noite, quando deixava o escritório, localizado no centro de Brasília.

De acordo com a polícia, Paulo Octavio teria pago propina para conseguir a liberação de alvarás para seus empreendimentos. Com a decisão da Justiça do DF, o ex-governador continua preso no Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, em Brasília.

Com parecer favorável da Procuradoria, José Genoino pode cumprir pena em casa

Felipe Recondo
O Estado de S. Paulo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defende, em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente do PT José Genoino, condenado por envolvimento no mensalão, deixe a cadeia e volte a cumprir pena em casa. Janot afirma haver dúvida sobre a capacidade da equipe médica do presídio de garantir atendimento a Genoino e argumenta que o ex-deputado, que passou por uma operação no coração em julho de 2013, pode correr risco se permanecer preso.

No parecer, o procurador diz que a gerência do sistema prisional demonstrou preocupação com a jornada de trabalho dos médicos, que seria insuficiente para garantir os cuidados necessários a Genoino.

O procurador-geral mencionou, inclusive, o relatório produzido por um médico da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. “A equipe de saúde prisional não dispõe de recursos para atender ou manter o paciente no CIR (Centro de Internação e Reeducação), enquanto não forem elucidadas as causas de suas queixas”, afirmou o médico José Ricardo Lapa da Fonseca.

CONTRA BARBOSA

Com o parecer, o procurador defende a reforma da decisão do ministro do STF Joaquim Barbosa. No final de abril, Barbosa determinou que Genoino voltasse para a cadeia, onde cumpriria a pena pelo crime de corrupção. Argumentava o ministro que a junta médica do Hospital Universitário de Brasília relatou não que Genoino não precisaria de cuidados especiais e que, por isso, poderia voltar ao presídio.

Janot afirma que, apesar do relatório da junta médica, há dúvidas sobre o risco de Genoino permanecer encarcerado. “Observa-se, assim, que, malgrado o relatório apresentado pela conceituada junta médica do HUB, do quadro fático em análise, e em especial pelas intercorrências surgidas após o retorno do sentenciado ao regime semiaberto, emerge razoável dúvida quanto ‘a possibilidade de o sentenciado cumprir pena, sem riscos substanciais à sua vida e saúde, no já naturalmente estressante ambiente carcerário”, argumenta Janot.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGTecnicamente, nenhum reparo ao parecer do Procurador. Ocorre, porém, que já está mais do que comprovado que Genoino é um mentiroso contumaz, um farsante que finge estar doente e é sempre desmentido pelas juntas médicas. Ninguém pode acreditar mais nele. E fica faltando o generoso Procurador dar idênticos pareceres para os milhares e milhares de cardíacos que estão a cumprir pena. (C.N.)

 

Decisão sobre extradição de Pizzolato fica para outubro

Andrei Netto
Estadão

Bolonha – A Corte de Apelações de Bolonha, na Itália, decidiu nesta quinta-feira, 5, adiar para 28 de outubro a decisão sobre se extraditará ou não o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado por envolvimento no mensalão.

A data da nova audiência foi marcada depois de três horas e meia de sessão, na qual advogados das duas partes foram ouvidos. De acordo com o defensor de Pizzolato, Alessandro Sivelli, a opção por adiar a decisão foi tomada porque o governo brasileiro não teria apresentado todos os documentos que garantam condições mínimas para o ex-diretor em presídios brasileiros.

Já o advogado que representa o Ministério Público Federal do Brasil, Michelle Gentiloni, não se pronunciou até o momento.

Pizzolato chegou ao tribunal em um camburão da polícia penitenciária italiana. Após alguns minutos de espera, ele foi retirado do veículo pela porta de trás e escoltado, algemado, por policiais, como mostram imagens obtidas com exclusividade pelo Estado.

FORAGIDO

Pizzolato fugiu do País após ter pedido de prisão expedido em novembro. Em fevereiro, o ex-diretor foi capturado em Maranello, a 332 quilômetros de Roma, onde vivia com passaporte em nome de um irmão já morto.

O pedido de extradição se baseia em documentação enviada pelo MPF, nas quais também constam fotos de instituições penais brasileiras nas quais Pizzolato poderia cumprir pena caso seja de fato enviado ao Brasil. A defesa do ex-diretor do BB argumenta que, porque dispõe de nacionalidade italiana, ele não pode ser extraditado pelas autoridades italianas. Outra alegação é que Pizzolato teria sido vítima de um julgamento político.

Do paraíso ao inferno, lá vai a classe média

Gaudêncio Torquato

Mais uma pista a indicar o andar da carruagem. Parcela da população brasileira é arrastada para cima e para baixo da pirâmide social pelas ondas de marés enchentes e marés vazantes. A primeira carrega as pessoas da classe C para um passeio pelos territórios do grupo B, às vezes com direito a uma escapulida (rápida) ao topo, onde habita a categoria A. Quem propicia a subida é a grana extra. A segunda empurra o contingente para as águas do fundo. Isso se dá quando a renda das famílias fica apenas no parco rendimento de aposentadoria, pensão ou bolsas.

Ponderável parcela da classe média que muda de condição, muitas vezes de um mês para outro, acaba ingressando no perigoso meio-fio da instabilidade, tornando-se ela própria um dos eixos a moverem a engrenagem da insatisfação social.

A insegurança que grassa por classes, espaços, setores e profissões tem se avolumado nos últimos meses, apesar de a taxa de desemprego se manter estável (em torno de 5% em março nas cinco maiores regiões metropolitanas). A questão é a baixa qualidade do emprego. Ademais, a precária estrutura de serviços não tem recebido do Estado alavancagem para oferecer bom atendimento ao povo.

As políticas sociais do governo, é oportuno lembrar, abriram buracos. A decisão de implantar gigantesco programa de distribuição de renda não tem sido acompanhada de uma política educacional estruturante.

POPULISMO ECONÔMICO

O governo forjou, de um lado, o populismo econômico para abrir as portas do consumo aos grupos emergentes, mas, por outro, deixou de lhes oferecer ferramentas (e valores) que balizam comportamentos da classe média tradicional. A ignorância em matéria financeira acabou estourando o bolso de tantos quantos achavam ter encontrado o Eldorado.

Como se recorda, o losango tem sido apresentado como o formato do novo Brasil: de topo mais espaçado, alargamento do meio e estreitamento da base. Acontece que o saracoteio da classe C não permite apostar na substituição definitiva da pirâmide pelo losango.

É verdade que parte considerável da tensão urbana se deve ao momento especial do país: vésperas de Copa do Mundo e de campanha eleitoral. Mas é inegável que há uma força centrípeta em ação.

Remanesce a questão: para onde as altas e baixas marés carregarão a classe C e, ainda, que consequências serão sentidas em outros conjuntos? A hipótese mais provável é que, a continuar o vaivém dos grupos emergentes, os sismos continuarão a balançar o losango, e este voltará a dar lugar à velha pirâmide. As conquistas obtidas com os avanços dos programas de distribuição de renda estariam comprometidas. As marolas geradas por impactos no meio da lagoa acabarão chegando às margens.

Em suma, enquanto as famílias de classe média se mantiverem “enforcadas”, o nó apertará o gogó de outros habitantes da pirâmide. O Brasil terá de voltar a crescer, de maneira forte e sadia, sem usar o esparadrapo de paliativos sociais. (transcrito de O Tempo)

 

Aumenta o suspense: Folha só vai divulgar a superpesquisa no sábado

Carlos Newton

O comentarista Marcos Jorge em boa hora nos informa que a superpesquisa presidencial do Datafolha, que desta vez ouviu o dobro do número de entrevistados pelos outros institutos, somente sairá na edição de domingo da Folha de S. Paulo, que começa a circular no sábado. E assinala:

“Não são apenas Dilma e Lula que a aguardam para tomar a decisão, Kassab e Meirelles e todo o PSD também a aguardam, bem como parte considerável do PMDB”.

Marcos Jorge tem toda a razão. Nessa reta final, estão em jogo também as candidaturas a vice e algumas coalizões importantes. Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central no governo Lula, já anunciou que não será candidato ao Senado em Goiás. Seu objetivo é ser vice na chapa de Aécio Neves.

Meirelles ficou magoado com Lula, que em 2010 pediu-lhe para não ser candidato e ficar no Banco Central, sob promessa de ocupar o ministério da Fazenda na gestão de Dilma Rousseff. Meirelles topou, Dilma foi eleita… e nada.

Quanto a Gilberto Kassab, presidente do PSD, ele posicionou o partido em cima do muro e está esperando para ver o que acontece. Como todos sabem, aqui no Brasil vale tudo em política, menos perder eleição. Por isso o PT demora tanto para confirmar a candidatura de Dilma, que hoje depende diretamente do resultado das pesquisas. Por isso esse levantamento do Datafolha é esperado com tanta ansiedade.

 

Deputado petista ligado ao crime não aceita ser suspenso pelo partido e vai recorrer à Justiça

Deu em O Tempo

O deputado estadual Luiz Moura, suspenso pelo PT por 60 dias por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), afirmou que pretende recorrer à Executiva Nacional do partido e, se for o caso, à Justiça, para garantir o direito de disputar a reeleição em outubro. As declarações foram feitas após uma sessão tumultuada da Comissão de Ética da Assembleia Legislativa, que terminou em bate-boca.

Moura criticou o presidente do PT estadual, Emídio de Souza, afirmando que a liderança já havia tomado a decisão de expulsá-lo antes mesmo de ouvi-lo. “Eu já sabia da decisão três ou quatro dias antes pelo próprio presidente, que não fala olhando nos olhos, fala abaixando a cabeça, sem estar convicto do que estava falando”, disse.

Procurado, Emídio disse que “não queria polemizar” com Luiz Moura, mas afirmou que lhe foram dadas todas as chances de defesa.

CANDIDATURA

Como não tem mais tempo para se filiar a outro partido e não poderá concorrer à eleição enquanto estiver suspenso, Moura não poderá ser votado em outubro. O deputado chamou seu afastamento de uma “decisão autoritária” e “arbitrária”. “Não é esse o partido pelo qual eu tanto militei.” No entanto, ele descarta se filiar a outra agremiação política.

Como se sabe, o petista foi flagrado pela Polícia Civil em uma reunião de motoristas de cooperativas de ônibus onde estavam também integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele argumenta que não sabia que parte dos presentes tinha ligação com o crime organizado.