Como informante do DOPS, Lula desmoraliza a Comissão da Verdade

Francisco Bendl

Se Lula foi um informante do DOPS ou não, a indagação foi vencida pelo tempo. Mas a gravidade desta afirmação vai de encontro à Comissão da Verdade, instituída pela presidente Dilma Rousseff. Agora, se sabe de forma indiscutível que foi criada sem o compromisso de trazer a verdade à tona, mas para esconder os fatos em que setores da “esquerda” se mostravam muito próximos ao regime militar!

A intenção era preservar Lula, caso Tuma Jr. concretizasse a idéia do livro e acusasse o ex-presidente neste particular.
Lula ter sido informante do Dops significa desmascarar por completo a “luta” dos guerrilheiros contra a ditadura, que alegam ter sido para retorno da democracia, embora se saiba que o objetivo mesmo era uma ditadura de esquerda, nos moldes de Cuba e auxiliada por Fidel em armas e treinamento de guerrilha!

Ora, nesse aspecto, Lula foi um dos causadores da derrota dos “revolucionários”, pois infiltrado entre operários sabia quais seriam os movimentos que pudessem envolvê-los nesta resistência aos militares, e a luta teria se expandido.

PAGAMENTO A CUBA

Ora, assim como eu escrevera dias atrás que os tais “investimentos” em Cuba nada mais eram que o pagamento a Fidel pelo que emprestou de dinheiro, armas e treinamento aos guerrilheiros, sabemos que não vamos receber um tostão de volta.

E agora, mais uma vez, a assessoria de Lula erra feio ao evitar que o ex-presidente venha se explicar, que processe o Tuma Jr. ou que o conteste.

A verossimilhança das acusações do delegado quanto à dupla atividade que Lula desempenhava é reforçada pelo silêncio do ex-presidente, nessas alturas altamente constrangedor, que explica igualmente a imprensa estar calada diante da repercussão interna e externa desse episódio, caso venha a público com a intensidade que a grande mídia daria se reconhecesse a real importância da notícia.

Repito: se Lula foi ou não informante do Dops é irrelevante. O problema é que coloca em má situação muita gente conhecida como inimiga do regime militar e que poderia ter tido a mesma função do ex-presidente, e isso pode ocasionar que os verdadeiros opositores, que foram presos e torturados efetivamente, tenham uma reação que não deve ser de apoio a Lula, mas de decepção e ultraje!

O tempo nos dirá. Ou, então, o próprio Lula nos dirá. Se ele continuar nesse silêncio obsequioso e deprimente, estará sem dúvida admitindo a culpa.

O nosso Montesquieu de Caetés

José Carlos Werneck

Em pronunciamento feito sábado,em Ribeirão Preto,o ex-presidente Lula  criticou a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Mensalão .

“O papel de um ministro da Suprema Corte é falar nos autos do processo e não ficar falando para a televisão o que ele pensa. Se quer fazer política, entra em um partido político e seja candidato. Quando você indica alguém você está dando um emprego vitalício e um cidadão  que quiser fazer política que diga que não aceita ser ministro, que quer ser deputado.”

Lula afirmou que o PT  “se solidariza com os companheiros que estão na prisão”. “Temos que ter um julgamento justo. Se os companheiros erraram e tiverem provas, tudo bem. Se tiverem provas contra mim, eu tenho que pagar. Se tiverem provas contra a Marta, ela tem que pagar. O nosso partido não deixou sujeira embaixo do tapete. Queremos a transparência neste país”.

Com essas “brilhantes” assertivas embasadas no mais puro e notável saber jurídico, do qual se julga detentor, nosso simplório ex-presidente acabou de uma vez por todas com aquela “bobagem” preconizada por Montesquieu sobre a separação dos Poderes, em seu livro “O Espírito das Leis”.

A Teoria dos Três Poderes foi consagrada pelo pensador francês Montesquieu. com  base, na  “Política”, de Aristóteles, e no “Segundo Tratado do Governo Civil”, de John Locke. Montesquieu escreveu ” O Espírito das Leis”, traçando parâmetros fundamentais da organização política liberal.

Montesquieu  explicou, sistematizou e ampliou a divisão dos Poderes  estabelecida por Locke. O filósofo iluminista preconizava, que, para afastar governos absolutistas e evitar a produção de normas tirânicas, seria fundamental estabelecer a autonomia e os limites de cada poder. Criou-se, assim, o sistema de freios e contrapesos, o qual consiste na  contenção do poder pelo poder, ou seja, cada poder deve ser autônomo e exercer determinada função, porém o exercício desta função deve ser controlado pelos outros poderes. Assim, pode-se dizer que os poderes são independentes, porém harmônicos  entre si.

Essa divisão clássica está consolidada atualmente pelo artigo 16 da Declaração  dos Direitos do Homem de 1789 e é prevista no artigo 2º na nossa Constituição Federal.

E não é que o nosso Montesquieu de Caetés, derrubou todas essas “baboseiras”, no último sábado, em Ribeirão Preto!

A saudade do Rio de Janeiro em forma de canção

O engenheiro, produtor musical, arranjador, cantor e compositor paulista Vasco Ramos de Debritto revela na letra de “Rio de Janeiros” a saudade que sente dos janeiros vividos na cidade maravilhosa. A música foi gravada por Vasco Debritto no CD Visions, em 1999, pela Koala Records.

RIO DE JANEIROS
Vasco Debritto

Rio de Janeiro, estou pensando em ti
Ando muito triste e acabrunhado aqui
Até parece que não sei, nem nunca vi
Mar azul, corpo dourado, um céu rubi

Rio de Janeiro, nem é bom falar
Tô perdendo a ginga, a cor, o linguajar
Jogo de cintura, o brilho do olhar
Tá faltando espaço, tá faltando ar

Já faz tanto tempo, o passaporte desbotou
Verde que queria mais que verde amarelou
Tenho pensado em nós dois
O sol aqui já se pôs

Rio de Janeiro é feito uma oração
Fiz até promessa a São Sebastião
Pra voltar depressa, abrir meu coração
Pra morena mais bonita
Lá da Penha, da Restinga ou do Leblon

        (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Lula ataca Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, mas não dá uma só palavra sobre denúncias de Tuma Jr.

Ao lado de Padilha, Lula critica PSDB em encontro do PT em Ribeirão Preto, SP (Foto: Eduardo Guidini/G1)Gustavo Porto e Ricardo Galhardo
O Estado de S. Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez em Ribeirão Preto (SP) uma defesa veemente do PT e dos filiados que foram presos após serem condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no escândalo do mensalão. “O nosso partido está sofrendo; temos companheiros presos, somos solidários e queremos justiça.”

Lula ainda atacou, sem citá-los nominalmente, os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, do STF, por eles terem feitos declarações públicas sobre o processo após a condenação dos réus.

Em relação a Mendes, que declarou que doações feitas para o pagamento de multas de petistas condenados e presos poderiam ser fruto de lavagem de dinheiro, Lula disse que “o grande papel do ministro da Suprema Corte é falar nos autos do processo e não falar para a televisão o que ele pensa”, disse. “Se quer fazer política, que entre para um partido”, completou Lula, que participou do lançamento da “Caravana Horizonte Paulista”, marco do início da pré-campanha do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha ao governo de São Paulo.

Sobre Joaquim Barbosa, indicado por Lula ao STF, o petista comentou: “Quando você indica alguém, você está dando um emprego vitalício e o cidadão, quando quer fazer política, diga (…) não aceito ser ministro, vou ser deputado, entrar para um partido político e mostrar a cara”.

Lula cobrou julgamento justo, pediu que os eventuais culpados pagassem, “desde que haja provas”, e garantiu que “foi nosso partido que não deixou sujeira embaixo do tapete”. Lembrou até mesmo do ex-presidente da República e ex-prefeito de São Paulo Jânio Quadros, que tinha como símbolo uma vassoura. “São Paulo já teve candidato que andava com vassourinha para jogar sujeira embaixo do tapete, mas nós escancaramos a transparência no País”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGLula continua fugindo dos jornalistas. No discurso de meia hora, nenhuma palavra sobre as denúncias do delegado Romeu Tuma Jr, a respeito da atuação de Lula como informante do DOPS durante o regime militar. Ou seja, o ex-presidente está tentando varrer as acusações para debaixo do tapete. Vamos ver até quando conseguirá ficar sem responder a essas denúncias. (C.N.)

O lugar da dimensão religiosa na sociedade e no mundo materialista

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Leonardo Boff

Por mais que a sociedade se mundanize e, de certa forma, se mostre materialista, não podemos negar que vigora uma volta vigorosa do religioso, do místico e do esotérico nos tempos atuais. Temos a impressão de que existe um cansaço pelo excesso de racionalização e de funcionalização de nossas complexas sociedades. A volta do religioso apenas revela que no ser humano há uma busca por algo maior.

Nesse horizonte não confessional, quiçá faça sentido se falar do religioso ou do espiritual. A primeira modernidade o via como algo pré-moderno, um saber fantástico que deve dar lugar ao saber positivo e crítico. Em seguida foi lido como uma enfermidade: ópio, alienação e falsa consciência de quem ainda não se encontrou ou, caso se encontrou, voltou a se perder. Depois, foi interpretado como a ilusão da mente neurótica que busca pacificar o desejo de proteção e tornar suportável o mundo contraditório. Mais adiante, foi interpretado como uma realidade que, pelo processo de racionalização e de desencanto do mundo, tende a desaparecer. Por fim, alguns o tinham como algo sem sentido, pois seus discursos não têm objeto verificável nem falsificável.

Estimo que o grande equívoco dessas várias interpretações reside no fato de colocarem o religioso num lugar equivocado: dentro da razão. As razões começam com a razão. A razão em si mesma não é um fato de razão. É uma incógnita. Talvez nesse “não pensado” se encontre o berço do religioso, vale dizer, daquelas instâncias exorcizadas pela racionalidade moderna: a fantasia, o imaginário, aquele fundo de desejo do qual irrompem todos os sonhos e as utopias que povoam nossa mente.

DADO RACIONAL

É próprio dessas instâncias – do utópico, da fantasia e do imaginário – não se adequarem ao dado racional concreto. Antes, contestam o dado, pois suspeitam que o dado é sempre feito; tanto o dado quanto o feito não são todo o real. O real é ainda maior. Pertence ao real também o potencial. Por isso, a utopia não se antagoniza com a realidade; revela a dimensão potencial e ideal dessa realidade.

É no interior dessa experiência do potencial, do utópico, que irrompe o fato religioso. Por essa razão, o religioso é a organização mais ancestral e sistemática da dimensão utópica, inerente ao ser humano.

Quem viu com lucidez essa singularidade do religioso foi o filósofo e matemático Ludwig Wittgenstein, que disse que no ser humano não existe apenas a atitude racional e científica, que sempre indaga como são as coisas e para tudo procura uma resposta. Existe também a capacidade de se extasiar: “Extasiar-se não pode ser expresso por uma pergunta; por isso, não existe também nenhuma resposta”. Existe o místico: “O místico não reside no como o mundo é, mas no fato de que o mundo exista”. A limitação da razão e do espírito científico reside no fato de que eles não têm nada sobre o que calar.

O religioso e o místico sempre terminam no nobre silêncio, pois não existe em nenhum dicionário a palavra que o possa definir.

Até aqui falamos do religioso em sua natureza sadia. Mas ele pode ficar doente. Daí nasce a doença do fundamentalismo, do dogmatismo e da exclusividade da verdade. Mas toda doença remete à saúde. O religioso deve ser analisado a partir de sua saúde, e não de sua doença. Então, o religioso sadio nos torna mais sensíveis e humanos. Sua volta sadia é urgente hoje, pois ele nos ajuda a amar o invisível e tornar real aquilo que ainda não é, mas pode ser.

Fundo Aerus (Varig E Transbrasil) entra em liquidação judicial, e a ação está parada no Supremo

Deu no Estadão

O fundo de pensão Aerus, que administrava planos de previdência privada de empresas como Varig e Transbrasil, teve a liquidação extrajudicial decretada. A decisão da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) foi publicada no Diário Oficial da União na terça-feira.

Com a medida, todos os 15 mil aposentados e pensionistas têm preferência de recebimento. Anteriormente, caso um trabalhador da ativa entrasse com processo na Justiça e ganhasse, poderia ter o dinheiro depositado para seu pagamento. Agora, entra numa fila de credores.

“(A liquidação extrajudicial) não beneficia a todos porque não há dinheiro suficiente”, afirma o liquidante do fundo, José Pereira Filho.  O Aerus está sob intervenção desde 2006, quando a Varig entrou em recuperação judicial.  Após aposentados e pensionistas estão na sequência da ordem de prioridade de recebimento a correção monetária dos benefícios deles e, em seguida, os trabalhadores ativos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGÉ um absurdo o Fundo Aerus estar sob ameaça de extinção, quando a Varig (devedora do Fundo) tem vários bilhões a receber da União, em processo já praticamente encerrado, que depende apenas do Supremo, mas a ilustre ministra Carmen Lúcia está sentada em cima dos autos e não coloca em pauta. É uma vergonha nacional. (C.N.)

 

Removida a delegada federal que investigava envolvimento de Lula com o mensalão

Do Estadão

Responsável pelo inquérito que investiga a suposta participação do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva no esquema do mensalão, a delegada Andrea Pinho foi removida do cargo na sexta-feira, 7. O inquérito que tem Lula como alvo será tocado por outro delegado, ainda não designado que pode pedir novas diligências ou o arquivamento do caso.

Pinho, que era delegada substituta da delegacia de crimes financeiros, foi transferida para a divisão de desvio de recursos públicos. Ela passará a despachar na sede da Polícia Federal em Brasília, mesmo prédio onde trabalha o diretor-geral, Leandro Daiello, que assina sua remoção, e não mais na superintendência da Polícia Federal no DF.

A delegada foi responsável pela Operação Miqueias que desarticulou um esquema de desvio de recursos de fundos de previdência municipais em vários Estados. Novata, Pinho foi escalada para tocar a operação de maior visibilidade no segundo semestre do ano passado, o que foi interpretado por colegas na PF como uma forma de lhe dar atribuições em meio às investigações sobre o ex-presidente Lula.

O inquérito sobre Lula foi aberto a partir de um novo depoimento prestado pelo operador financeiro do mensalão, o publicitário Marcos Valério, que implicou o ex-presidente e outros petistas.

Revelado com exclusividade pelo jornal O Estado de S.Paulo, no depoimento Valério afirmou que Lula tinha conhecimento do esquema que resultou na condenação de 25 pessoas, entre elas José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, José Genoíno, ex-presidente do PT e João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara pelo PT. O inquérito tramite sob sigilo.

(enviado pelo comentarista PC)

 

Polícia indicia suspeito de entregar artefato que feriu cinegrafista

Black bloc afirma que deu artefato a suspeito de ferir cinegrafista no Rio
Alana Gandra
Agência Brasil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro considera “inverossímil”  o depoimento dado na madrugada de hoje (8), na 16ª Delegacia de Polícia (DP) da Barra da Tijuca,  pelo estudante universitário Fábio Raposo Barbosa, de 22 anos, morador do Méier, suspeito de participação na deflagração de um artefato explosivo que atingiu o cinegrafista Santiago Andrade, durante manifestação popular na Central do Brasil, no último dia 6.

A avaliação foi apresentada agora à tarde pelo delegado titular da 17ª DP de São Cristóvão, Mauricio Luciano, responsável por comandar as investigações do caso.  Segundo Luciano,  “ele [Fábio] preparou uma versão  com seu advogado para se eximir de responsabilidade, mas o delegado que o interrogou, da 16ª DP,  me ligou passando a impressão que ele teve. Viu que ele estava nervoso, gaguejando. A história dele  não convence”, assegurou. Segundo o delegado, Fábio se apresentou com a profissão de tatuador e negou pertencer a grupos ideológicos, como os black blocs.

O delegado enfatizou que as imagens da  TV Brasil mostram o rapaz caminhando lado a lado com o principal suspeito, que afirma não conhecer. “Tudo que ele falou não se coaduna com as imagens e não nos convenceu”. Por isso, Fábio Raposo foi indiciado pelos mesmos crimes daquele elemento que acionou a bomba, que são  tentativa de homicídio qualificado e crime de explosão.

Fábio já tem duas passagens pela polícia. Na 5ª DP, ele foi autuado em 7 de outubro do ano passado, e responde por crime de dano ao patrimônio público e associação criminosa. Na 14ª DP,  em 22 de novembro de 2013, por crime de ameaça. Ambas as situações envolvem contextos de desordem pública, informou o chefe do Departamento Geral de Policiamento da Capital, José Pedro Costa. “Ele é contumaz na participação nas manifestações”, indicou Maurício Luciano.

IMAGENS DA TV

O delegado reiterou que a grande novidade nas investigações foi trazida por imagens cedidas pela TV Brasil, que  revelaram a presença de um segundo autor do crime. “Isso acresceu nas investigações e, agora, nosso  principal objetivo, depois de checar todas as imagens que já recolhemos e ouvir todas as pessoas que devem ser ouvidas, é identificar o elemento que, efetivamente, deflagrou o rojão que atingiu o Santiago”, disse Maurício Luciano.

A divulgação das imagens também teria sido decisiva para o suspeito procurar a polícia. “Ele só se apresentou porque a imagem foi divulgada à exaustão pela televisão”, afirmou o delegado. Isso porque, segundo avaliou, o jovem imaginou que seria facilmente identificado pelas tatuagens pelo corpo.

A polícia espera que, no depoimento marcado para a próxima segunda-feira (10), o fotógrafo de O Globo que diz ter presenciado o crime esclareça se o artefato já estava aceso ou não quando se encontrava   no chão. “Isso a gente vai esclarecer com a prova testemunhal”.

O titular da 17ª DP esclareceu que a necessidade da prisão de Fábio Raposo será analisada ao longo da investigação. Ele já foi ouvido e indiciado, ou seja, é considerado alguém sobre quem pesam indícios de participação  em uma conduta criminosa. “A gente está tratando ele como coautor desse crime”. Luciano disse que se o cinegrafista da Rede Bandeirantes morrer, os suspeitos estarão sujeitos a pena que pode chegar a até 35 anos de reclusão.

Se houver necessidade, disse  que a polícia poderá requisitar a quebra do sigilo telefônico de Raposo à Justiça, bem como resgatar informações trocadas pelo seu perfil do Facebook, que já foi apagado.  O delegado já pediu auxílio nesse sentido, inclusive,  à Delegacia de Repressão a Crimes de Informática   (DRCI) para ver a possibilidade de resgatar a página de Fabio Raposo e as conversas travadas por ele no período.

Governo de Cuba já começou a perseguir a família da Dra. Ramona

Isac Mariano

O governo cubano já está tomando providências para se vingar do ato corajoso da médica cubana. Segundo relato da Dra. Ramona à imprensa brasileira, uma irmã dela foi despejada da casa aonde morava, lá em Cuba, pela polícia e por membros do Partido Comunista, já que o imóvel pertence ao Estado.

Sua filha, no entanto, mora em outro lugar. Está se formando em Medicina, e tem recebido visitas diárias de membros do governo cubano, que lhe perguntam sempre a mesma coisa: – você sabia que sua mãe iria desertar do programa brasileiro?

É uma pressão psicológica bem típica de países ditatoriais.

Irmão do mensaleiro Pizzolato estava morto, mas votou na eleição de 2008

Vitor Vieira

À medida que novos detalhes das investigações da Polícia Federal são revelados, a trama do bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato para fugir do Brasil parece ganhar ares hollywoodianos. Não bastasse ter forjado documentos em nome do irmão, Celso, morto em 1978, o mensaleiro usou o título de eleitor falsificado para votar nas eleições de 2008, no Rio de Janeiro.

Segundo a Polícia Federal, Pizzolato conseguiu RG, CPF, título de eleitor e dois passaportes – um brasileiro e um italiano – falsos e em nome de Celso. O sucesso na empreitada ocorreu porque a certidão de óbito do irmão nunca foi registrada em cartório.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Marco Aurélio Mello, encaminhou ao procurador-geral eleitoral, Rodrigo Janot, pedido para que tome providências em relação ao caso.

Contas de chegar e de sair

Gaudêncio Torquato

Não é de hoje que o Brasil vive o dilema de administrar duas contas: a de chegar e a de sair. A primeira abriga repertório, programas e atos que impulsionam o país, garantindo uma escalada crescente na esfera das nações, o que lhe confere respeito, credibilidade para levar a cabo metas e aspirações.

A segunda reúne o acervo de demandas e carências, erros, falhas e ausências do Estado no exercício de suas funções constitucionais, que mancham a imagem do país na paisagem internacional e, por consequência, o impedem de ostentar a marca de grandeza. Exemplo, os recentes episódios no presídio de Pedrinhas, no Maranhão. Uma vergonha.

Afinal, a maior ambição brasileira na esfera da política internacional não é ter assento permanente no Conselho de Segurança da ONU? Mesmo que reunisse condições para tal, é irrefutável que uma nação democrática precisa demonstrar compromisso com sólida política de segurança interna. Não é nosso caso.

Um território inseguro, assolado pela violência, estaria confortável numa cadeira do órgão que define diretrizes para a segurança mundial?

UMA POTÊNCIA

Somos uma potência emergente, com elevado papel nos fóruns de decisão política e econômica graças ao desenvolvimento obtido nas últimas décadas. O Brasil encontrou o fio da meada, pagou a dívida ao FMI, exerce papel de liderança entre os países da América do Sul, tem razoável influência na América Central e ajuda países da África.

Nossa democracia dá sinais de vitalidade. A população anima-se na trilha da mobilização. Nosso sistema de consumo se expande sob o empuxo de políticas de redistribuição de renda. Dispomos de moderna estrutura de produção. O país conquistou, mais recentemente, o comando da Organização Mundial do Comércio, tem a China como principal parceiro comercial, sinaliza expansão na política multilateral e vontade de fortalecer vínculos com os Estados Unidos e a Europa.

Essa é a base da conta de chegar para disputar espaços de mando e influência na textura das nações. O que falta, agora, é estreitar a conta de sair, ou seja, atenuar e mesmo eliminar as tintas que enfeiam a paisagem dos nossos campos e cidades, a começar por declives e despenhadeiros nos vãos da segurança pública. O país tem afundado nesse lamaçal.

As projeções são sombrias. Frágeis índices de escolaridade, desigualdade, tortura em delegacias e centros de detenção, quadros policiais muito violentos, execuções extrajudiciais, superlotação das prisões, impunidade, salários vergonhosos de policiais, pobreza, ausência de espaços de lazer, falta de treinamento, desaparelhamento de estruturas arrematam a descosturada malha da segurança e elevam às alturas os índices de violência.

O copo das águas destoantes transborda. Os direitos humanos são hasteados nos mastros da cidadania, mas o vento das ruas rasga os discursos. Ora, o velho barão de Montesquieu já lidava com esse mote, dizendo: “Quando vou a um país, não examino se há boas leis, mas se são executadas as que há, pois há boas leis por toda parte”. (transcrito de O Tempo)

Pizzolato teria dossiê que respingaria em alguns políticos

Juliana Castro
O Globo

Condenado no processo do mensalão, Henrique Pizzolato foi, muitas vezes, um petista com atuação no bastidor, apadrinhado pelos colegas que viviam sob os holofotes. A posição de coadjuvante foi mantida diante de uma fracassada campanha ao governo do Paraná em 1990, quando obteve menos de 5% dos votos. Foi diretor da Previ, bilionário fundo de previdência do Banco do Brasil, mas foi com escândalos em sua diretoria no banco e o mensalão que seu nome passou a ganhar destaque na imprensa.
Atrás das grades, depois de dois meses e meio foragido, Pizzolato, de 61 anos, apega-se a um dossiê que, segundo amigos, poderia respingar em alguns políticos. Ninguém revela quem.

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Pizzolato por entender que ele autorizou a liberação de R$ 73 milhões da Visa Net para a DNA Propaganda, de Marcos Valério, sem garantias dos serviços contratados. Ele teria recebido cerca de R$ 300 mil em espécie. Na época, ele comprou um apartamento por aproximadamente R$ 400 mil em Copacabana. O ex-diretor disse que jamais embolsou o dinheiro e que não chegou a abrir o pacote, entregue no mesmo dia que recebeu a um emissário do PT, onde o recurso estava. Essa operação, dizem amigos de Pizzolatto, teria ocorrido em março de 2004, quando os petistas do Rio preparavam-se para as eleições municipais. Mas o nome do emissário nunca foi revelado.LIGADO A GUSHINKENFuncionário de carreira do Banco do Brasil, Pizzolato chegou à diretoria de marketing da instituição em 2004, após ajudar na arrecadação para campanha presidencial de Lula em 2002. Era ligado ao secretário de Comunicação, o ex-ministro Luiz Gushiken, morto em setembro de 2013 e inocentado pelo Supremo.

Foi na conta de Gushiken e do ex-presidente do BB Cássio Casseb que Pizzolato pôs a culpa pela antecipação de pagamentos feitos pela Visa Net à DNA Propaganda, que teriam abastecido o esquema do mensalão. Embora a nota técnica com a autorização para a antecipação desses pagamentos tenha sua assinatura, ele alegou que consultou Casseb e Gushiken antes de assiná-la. Em depoimento na CPI dos Correios em dezembro de 2005, Pizzolato disse que foi um “inocente útil” do PT.

A verdade é que o ex-diretor nutria uma mágoa pelo partido que ajudou a fundar no Paraná. Sentia-se esquecido pelos companheiros, ofuscado por outras figuras envolvidas no escândalo, como o ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado José Genoino. Ao fim de seu depoimento à CPI, sua mulher, Andréa Haas, irritada, ameaçou:

— O PT vai pagar o que fez com ele.

Andréa não engoliu a falta de apoio ao marido e tentou fazê-lo pedir a desfiliação. Os amigos demoveram Pizzolato da ideia. O sentimento de mágoa é potencializado ao ver que petistas mais conhecidos recebendo doações para pagar suas multas. A que foi imposta por Pizzolato foi a maior entre todos eles: R$ 1,3 milhão (ainda sem correção).

COM VALÉRIO

O nome de Pizzolato veio à tona no escândalo do mensalão quando, em junho de 2005, a ex-secretária Fernanda Karina Somaggio o mencionou em depoimento ao Conselho de Ética. Ela disse que o então diretor mantinha um relacionamento estreito com Valério. Desgastado com o mensalão, Pizzolato se antecipou à decisão já tomada pelo governo de substituí-lo e apresentou seu pedido de aposentadoria em julho de 2005.

Pizzolato teve passagem turbulenta pelo BB no governo Lula. Em 2004, a instituição patrocinou um show da dupla sertaneja Zezé di Camargo & Luciano que arrecadou recursos para construção da nova sede do PT, ideia que acabou sendo abortada. O patrocínio de R$ 40 mil foi usado para compra de ingressos distribuídos a clientes do banco.

— Já comemos torresmo com muito mais cabelo — disse ele, ao desdenhar da polêmica.

O dinheiro foi devolvido com a divulgação do episódio, mas a imagem de Pizzolato ficou abalada. Muitos pediram a cabeça do diretor, mas ele não caiu porque tinha o apoio de Dirceu. Agora, a ajuda já não vem do ex-ministro, mas de amigos menos conhecidos:

— Vamos ter que pensar no que ajudar — afirmou Alexandre Teixeira, amigo do ex-diretor do BB, ao saber da prisão.

 

Economia brasileira entrou num círculo vicioso de baixo crescimento com inflação

Wagner Pires

Em ano eleitoral, não há expectativa confortável de melhora de nossa economia. Seja de curto ou médio prazo. A economia entrou num círculo vicioso de baixo crescimento com inflação, e não há poupança para alavancar a retomada do desenvolvimento.

A poupança necessária teria de ter sido constituída durante o governo de Dilma Rousseff, para que o Brasil tivesse a condição de experimentar novo impulso econômico a partir de 2015; ou, no mais tardar, a partir de 2021, ano em que poderíamos combinar investimento público com autossuficiência em petróleo, constituindo um quadro bastante virtuoso e sustentável de crescimento econômico.

Não teremos nada disso, pelo contrário, haverá baixo crescimento com pressão inflacionária até que, por alguma contingência a economia mundial volte a crescer e aumentar o volume de importação dos produtos brasileiros, dando novo impulso à nossa economia.

ECONOMIA MUNDIAL

O sucesso do governo da Dilma depende, fundamentalmente, do crescimento da economia mundial. Estamos ancorados à China. Como o PIB é continuamente pequeno, vai diminuindo o espaço para que o governo mantenha sua política de valorização real do salário mínimo. Diminui a margem para que o mercado continue a dar ganhos à massa de rendimento dos brasileiros. Isto é, se a economia não se desenvolve, qualquer aumento dos rendimentos é rapidamente dilapidado pelo aumento geral dos preços – a inflação.

Se o povo nas urnas resolver continuar com este governo, é melhor que todos nós nos juntemos para torcer e rezar pela reação da economia mundial. Para que ela cresça a taxas bem grandes e nos carregue para patamares econômicos melhores.

Como tenho fé, mas também sou pragmático, votarei em qualquer oposição que coloque em seu plano de governo o compromisso com o superávit primário e a formação de poupança.

A selvageria no Rio de Janeiro

Roberto Nascimento

Vejam a que ponto a sociedade carioca e brasileira chegaram, através da observação de uma singela análise da selvageria praticada esta semana contra um adolescente de 17 anos acusado de tentar roubar comida em um supermercado na zona sul do Rio de Janeiro, bairro de Copacabana.

Tentaram linchar o adolescente, bateram nele, chamaram de vagabundo, tiraram sangue do seu corpo juvenil, enfim, uma barbárie difícil de entender em pleno século XXI.

O jovem alegava que estava com fome e por isso tentou roubar comida, mesmo assim, a horda de bárbaros batia com força no rapaz. Era o caso de perguntar aquelas pessoas que se arvoraram de juiz e polícia ao mesmo tempo, se alguns deles eram isentos de pecados? Claro que não, somos todos pecadores em potencial.

No entanto, o fato demonstra a insanidade e o tamanho da injustiça social reinante no país, até porque, ocorre em um dos Estados mais ricos da Federação. Estamos abandonando a própria sorte os jovens das periferias, aqueles que vivem nos guetos, os que se quedaram inertes ao consumo e ao vício das drogas e, portanto, sem nenhum futuro para suas vidas. Os governos federal e estadual fecharam os olhos para essas crianças sem perspectivas de educação, trabalho e de uma vida com dignidade.

EDUCAÇÃO

No Canadá, o governo exige que as crianças estudem em escolas decentes, que tenham uma religião, pratiquem pelo menos uma modalidade de esportes e estudem um instrumento musical da escolha pessoal de cada estudante. Qual a razão de não implantarmos esse exemplo aqui no nosso rico Brasil? Vão alegar que falta dinheiro, mas, dinheiro tem e muito para emprestar ou doar para países amigos ou emprestar a juros subsidiados  para grandes conglomerados, com efeitos duvidosos na geração de empregos e renda para o povo.

E sobre aquelas pessoas que bateram no adolescente, só tenho a lamentar o comportamento indigno de um cidadão que deve antes de tudo respeitar o seu semelhante, porque ninguém sabe o dia de amanhã, que é incerto para todos os mortais. Afinal, ninguém está livre de ficar desempregado e precisar de uns trocados para comer pelo menos uma refeição diária.

A situação se agrava com a descoberta de milícias de jovens da zona sul, notadamente atuando na patrulha no Parque do Flamengo, contra um grupo de ladrões que roubam senhoras e idosos que caminham na orla da praia.

A verdade é que a onda de assaltos cresce assustadoramente nos diversos bairros do Rio de Janeiro, tendo como vítimas cidadãos ricos ou pobres, indistintamente.

Pensem nisso.

A autodefinição do poeta Décio Pignatari

O publicitário, ator, professor, tradutor, ensaísta e poeta paulista Décio Pignatari (1927-2012) se autodefinia no “Eupoema”.

EUPOEMA
Décio Pignatary

O lugar onde eu nasci nasceu-me
num interstício de marfim,
entre a clareza do início
e a celeuma do fim.

Eu jamais soube ler: meu olhar
de errata a penas deslinda as feias
fauces dos grifos e se refrata:
onde se lê leia-se.

Eu não sou quem escreve,
mas sim o que escrevo:
Algures Alguém
são ecos do enlevo.

      (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Bolha Imobiliária: Após o boom, lançamento de imóveis vem caindo em Belo Horizonte desde 2011

Juliana Gontijo

Os lançamentos de apartamentos em Belo Horizonte vêm caindo desde 2011, segundo pesquisa realizada pela Geoimovel em parceria com a Câmara do Mercado Imobiliário/Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG). Em 2013, o número de empreendimentos reduziu 69,75% em comparação com 2011. Comparando-se com 2012, o recuo chega a 43,05%. Foram 2.933 unidades lançadas, enquanto em 2012 o total chegou a 5.151.

O presidente da CMI/Secovi-MG, Evandro Negrão de Lima Júnior, frisou que é natural a redução de lançamentos depois do boom vivido pelo setor entre os anos 2010 e 2011. “O boom acontece num curto período de tempo. E 2013 foi um ano de ajuste entre a oferta e a demanda”, analisa.

Para 2014, o dirigente não aposta numa queda substancial dos lançamentos. “Acredito que possa ser até mesmo um pouco superior à quantidade de 2013. Afinal, há projetos que foram represados no ano passado e que devem sair neste ano. Além do mais, ainda existe demanda no mercado”, justifica.

Ainda conforme o estudo, as vendas foram perdendo fôlego desde 2010. Naquele ano, das unidades lançadas, 93% foram comercializadas. No ano seguinte, caiu para 85%. E, em 2012, o resultado foi positivo, embora um pouco menor na comparação com o ano anterior (81%). Já em 2013, pouco mais da metade do total de apartamentos lançados pelas construtoras e incorporadas na capital (54%), 1.624, foram comercializados. As empresas mantiveram 1.309 (45%) em estoque até o fim do ano passado. De 2010 a 2013, das 27.087 unidades residenciais e comerciais lançadas na capital, 4.353 permaneceram em estoque.

Em número de quartos, os lançamentos que dominaram o mercado no ano passado foram os que contam com três dormitórios (1.479), seguidos pelas unidades de dois quartos (784) e de quatro (557). Os lançamentos de um dormitório somaram 113 unidades.

PREÇOS EM ALTA?

No que se refere ao valor dos imóveis, a maior parte dos apartamentos que foram lançados em Belo Horizonte no ano passado custava de R$ 301 mil a R$ 500 mil, num total de 1.124 unidades inauguradas.

Apesar do mercado menos aquecido na comparação com os anos anteriores, o presidente da CMI/Secovi-MG não aposta em redução dos preços dos imóveis neste ano. “Eles devem subir, mas não muito. Deve ficar um pouco acima da inflação”, diz.

Os imóveis comerciais vivem outra realidade na capital, com aumento de lançamentos. Em 2010, foram 424. Em 2013, somaram 1.270. Em 2012, o número de lançamentos chegou a 1.583.

ACOMODAÇÃO?

O ano de 2014 deve ser marcado pela “acomodação” dos valores dos imóveis residenciais em Belo Horizonte, segundo o sócio diretor da RE/MAX Class, Bráulio Quintino. “É o mercado se ajustando à demanda”, diz. Ele ressalta que a empresa conseguiu bons resultados no ano passado, com atuação também fora da capital. “As transações em 2012 foram maiores, mas ainda assim nosso resultado ficou acima do esperado”, diz.

Em 2013, os imóveis mais procurados na empresa custavam de R$ 300 mil a R$ 450 mil. Já na região metropolitana, boa parte da demanda foi por unidades que variam de R$ 180 mil a R$ 220 mil. Os municípios próximos da capital são a grande aposta do presidente da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI), Evandro Júnior.