Na Suíça também há consulta popular, mas só para as medidas mais importantes

Almério Nunes

“O Brasil não é uma nação, é um bando”, disse há tempos o grande ator Milton Gonçalves.
Lendo o brilhante texto de Jorge Béja sobre o caos jurídico no Brasil, aumenta a minha convicção quanto a esta sábia definição, à qual permito-me acrescentar: uma bando de escroques e canalhas.

Quanto ao comportamento do Joaquim Barbosa, não me parece assim fácil defini-lo. No lugar dele, eu teria saído atirando, teria “jogado a toga no chão e pronunciado palavras de renúncia”, como disse o Helio Fernandes em fevereiro passado. Mas – pergunto-me – teria sido esta a melhor atitude? O que estaria dentro da cabeça do JB? Estaria ele sabendo de algo que não sabemos? Ou estaria ele simplesmente de saco cheio de tudo e de todos, após travar suas batalhas momentaneamente perdidas (apenas momentaneamente?, pergunto), diante de pares verdadeiramente vendilhões, os fariseus de todos os templos? Neste tabuleiro, os próximos movimentos são desconhecidos ou… são conhecidos até demais.

Sobre a PNPS (Política Nacional de Participação Social), quero ver! Os suíços rejeitaram na semana passada, de forma esmagadora, a proposta de criar no país um salário mínimo de 4 mil francos suíços, que seria o mais elevado do mundo. Em referendo, 76% disseram ‘não’ ao piso proposto para o trabalho em 42 horas semanais. Lá não existe um piso definido e os salários são decididos por negociação individual ou por convenção coletiva.

“Isto poderia gerar desemprego em grande escala, em consequência da dificuldade para pagar este novo piso em regiões mais distantes e estruturalmente mais fracas”, argumentou o ministro da Economia Johann Amman.

Na Suíça, para que uma iniciativa seja aprovada, precisa obter a maioria do voto popular. E mais. Os suíços também rejeitaram nas urnas a compra de 22 aviões de combate da marca sueca Gripen. O projeto bilionário (US$ 3,4 bilhões) era apoiado pelo ministro da Defesa, Ueli Maurer, mas recebeu a rejeição de 53% dos eleitores, sendo abandonado em consequência.

Eis a Democracia em ação! O povo é consultado e sua decisão… suprema!!! “Não vamos assumir gastos que não poderemos honrar. O desarranjo para o país seria imenso”, assim manifestou-se o ministro Amman.

O Brasil algum dia seguirá esta forma de governar, de ‘bem administrar’ seus recursos?

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SUÍÇOS CONTRA O DESARMAMENTO

Francisco Vieira

Os suíços também votaram contra o desarmamento, cuja proposta foi lançada em 2006, por uma ampla coalizão de ONGs, sindicatos, pacifistas e partidos de centro-esquerda. A iniciativa pretendia introduzir regras extremamente rigorosas para a posse de armas e um cadastro nacional e centralizado para todas armas de fogo, tal qual as que, atualmente, foram implantadas no Brasil.

Com quase 60% dos votos, as propostas de restrições à posse de armas na Suíça foram rejeitada pela população em plebiscito, o que guardou impressionante semelhança ao referendo brasileiro de 2005.

Entretanto, os resultados práticos entre os dois referendos, embora com resultados iguais, foram muito diferentes. Aqui, na Jabuticaba do mundo, o povo também votou contra o desarmamento. Mas, ao contrário do que aconteceu na Suíça, o resultado aqui não foi respeitado pelo governo.

Agora, imagine o que não acontecerá quando os comitês de “Política Nacional de Participação Social” (PNPS) estiverem em funcionamento? Pedir opinião da população para quê?

A paixão em brasa de Alice Ruiz

A publicitária, tradutora, compositora e poeta curitibana Alice Ruiz Scherone, no poema “Teu Corpo Seja a Brasa”, revela usa a força do fogo para definir sua paixão.

TEU CORPO SEJA BRASA

Alice Ruiz
teu corpo seja brasa
e o meu a casa
que se consome no fogo

um incêndio basta
pra consumar esse jogo
uma fogueira chega
pra eu brincar de novo

    (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Comissão do Senado aprova poder de polícia e armas para guardas municipais

Karine Melo
Agência Brasil 

O Estatuto Geral das Guardas Municipais (PLC 39/14) foi aprovado nesta quarta-feira (4) pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Pela proposta, as corporações terão poder de polícia, com a responsabilidade de proteger tanto o patrimônio quanto o cidadão.

O projeto atribui ao integrante da guarda municipal porte de arma e o direito à estruturação em carreira única. Eles deverão utilizar uniformes e equipamentos padronizados, mas sua estrutura hierárquica não poderá ter denominação idêntica à das forças militares.

Sobre as competências das guardas municipais, além de prevenir, inibir e coibir infrações contra bens e instalações, elas deverão colaborar com os órgãos de segurança pública na pacificação de conflitos. Mediante convênio com órgãos de trânsito, as guardas poderão fiscalizar o trânsito e expedir multas.

Outra garantia do texto é que a corporação poderá encaminhar ao delegado de polícia, diante de flagrante delito, o autor da infração, preservando o local do crime. Poderá auxiliar na segurança de grandes eventos e atuar na proteção de autoridades.

CONSTITUCIONALIDADE

A proposta relatada pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) teve o apoio da maioria dos senadores. Mas o senador Pedro Taques (PDT-MT) apresentou emendas questionando a constitucionalidade de quatro artigos do projeto. Três deles por estabelecerem regras para provimento de cargos por parte do município, o que, no entendimento do senador, poderia ferir a autonomia desse ente federativo.

O outro ponto apontado por Taques é o artigo que atribui obrigação a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) quanto à destinação de linha telefônica de número 153 e faixa exclusiva de frequência de rádio aos municípios que tenham guarda municipal.

As emendas não chegaram a ser debatidas e, segundo o presidente da comissão, Vital do Rêgo (PMDB-PB), serão discutidas quando a matéria for colocada em votação no plenário do Senado, para onde será remetida com pedido de votação em regime de urgência.

Aécio ganha o apoio de mais quatro pequenos partidos em sua pré-campanha à Presidência

Deu na Gazeta do Povo

De olho em ampliar o tempo de sua campanha à Presidência da República no horário eleitoral, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) recebeu nesta quarta-feira (4) o apoio de quatro partidos “nanicos” à sua pré-candidatura. PMN, PTdoB, PTC e PTN formalizaram a adesão ao nome do tucano, mas, juntas, as siglas não devem somar nem um minuto a mais na propaganda política do senador.

Pela divisão preliminar do tempo de rádio e TV, que só será concluída após as alianças definitivas de cada candidato, Aécio deve ter menos de quatro minutos contra mais de dez somados pela presidente Dilma Rousseff. Os quatro partidos que aderiram à campanha de Aécio devem reunir cerca de 20 segundos a mais para o tucano.

Aécio reconhece que Dilma vai monopolizar o horário eleitoral, mas disse que a diferença de tempo não será suficiente para beneficiar a petista. “A presidente ficará com o tempo de TV, nós ficaremos com o trabalho, o esforço de homens públicos que não querem que o Brasil continue sendo governado da forma que está sendo nos últimos anos”, afirmou.

FISIOLOGISMO

O senador disse que Dilma “distribui espaço de poder a rodo” para somar “alguns segundos na propaganda eleitoral”. “Ela faz isso distribuindo diretorias de bancos, ministérios, cargos públicos sem qualquer constrangimento. Acho até que a presidente levará alguns segundos de alguns desses partidos, mas não levará a alma, o coração e a consciência daqueles que mesmo nesses partidos sabem que o Brasil precisa viver um processo rápido de mudança.”

O senador negou que esteja em busca de “nanicos” somente para ampliar sua exposição no horário eleitoral. “Fico imensamente feliz de ver que esse apoios estão vindo com muita naturalidade de pessoas que estão compreendendo que a nossa candidatura possa efetivamente significar a mudança verdadeira e corajosa que o Brasil precisa viver”, afirmou.

Presidente do PMN, Telma Ribeiro disse que o embarque no partido na candidatura de Aécio demonstra a posição da sigla em defender mudanças na gestão do país. “Eu não acredito em apoio por apoio. Isso não pode se transformar apenas em jogo de interesse pessoal. Precisamos é resgatar a dignidade da nossa população”, afirmou.

Maluf entrou numa furada ao apoiar Dilma

Willy Sandoval

Ou a presidente sabe muito bem o que está fazendo ou está cada vez mais metendo os pés pelas mãos, o que é eu acho mais provável. De quem se esperava (ao menos foi isso que o Lula vendeu) uma competência gerencial, o que se viu foram apenas decisões desastrosas que fazem o país ficar patinando nesse pibinho medíocre.

Quanto à parte política, esperava-se que continuasse sendo conduzida pelo padrinho, mas o que se observa cada vez mais é que a criatura engoliu o criador, logo o PT não está unido em torno dela para a selvagem campanha eleitoral que se aproxima.

Assim, essa iniciativa de começar querer governar por meio de decretos é totalmente furada. É o caso de perguntar para ela (tal como Garrincha na Copa de 1958) se já combinou com os russos, isto é, com as cobras criadas do Congresso (leia-se: Sarney e Calheiros). No fundo, o que eles mais desejam mesmo é que seja ela a candidata governista, pois aí mais do que nunca ela vai ter governar um segundo mandato comendo nas mãos deles, pois uma coisa é certa: a bancada do PT nas próximas eleições vai ser muito menor que a atual.

Escrevo isso tomando por base (apenas como um exemplo) as pesquisas eleitorais da Bahia, que apresentam o candidato do DEM disparado na frente com mais de 50% das intenções de votos, mas contraditoriamente também apresentam Dilma na liderança com os mesmos 50%. Ora, se está havendo um enfraquecimento do PT até na Bahia (onde o Bolsa Familia deveria ser decisivo (de certa maneira ainda é), imagine em outros estados.

Com certeza Dilma não vence em nenhum estado do sul, nem em SP ) muito menos em MG. Outra coisa também é certa, tal como os donos do Congresso (Sarney e Calheiros), o candidato Aécio deseja mais do que ninguém que a candidata governista seja a própria Dilma, tal como o seu avô torcia para que o candidato governista em 1984 fosse o Maluf e não o Andreazza.

Aliás, sobre o Maluf afirmo aqui – é um excelente tocador de obras, um razoável administrador e um péssimo estrategista político. Está sempre na onda errada, e apoiar a Dilma agora é um tiro na água.

Trabalhe mais, mais, mais para carregar o clero e a nobreza da politicalha e de seus amigos nas costas

Genilson Albuquerque Percinotto

Muitos são os maus políticos e falsos pastores, sempre muito bons no discurso, mas quase sempre péssimos na prática. Na hora da verdade, quando dotados de poder, é que as atitudes revelam os homens e os partidos.

País rico é o de povo mais forte e governo menos corrupto. A frase que substituiu a do país de tolos poderia ser essa. Por que não?

Temos que chamar o psicanalista Caio Fábio para explicar a aplicação pelo governo da “teologia da prosperidade” no Brasil.

Essa doutrina se multiplica na televisão, no governo, contaminando e implodindo igrejas, mentes e Estados.

Ela já minou e descaracterizou o cristianismo, pois não tem nada a ver com as suas bases e com seu conteúdo de humildade, verdade e não manipulação bíblica, prudência, sabedoria, amor, justiça e caridade, e também está matando o Brasil, pois encontra-se instalada e em plena aplicação no governo do país rico (que só paga mico).

TRABALHE E CONTRIBUA MAIS

Contribua mais, mais, mais, mais, cabalística e cavalísticamente para pagar juros, desviar, doar, emprestar com molezinha, enriquecer e dar boa vida aos vigaristas, e você será “abençoado” por um “Uelfairisteiti”. Trabalhe mais, mais, mais para carregar o clero e a nobreza da politicalha e de seus amigos nas costas.

O problema dessa “teologia da prosperidade” governamental é que ela só gera prosperidade para um lado, aquele que tributa, aquele que recebe, aquele que se beneficia.

Para aquele que é pesadamente tributado, jurado e enganado, essa doutrina herege somente gera pobreza e desilusão, por ter confiado demais nos homens.

O Brasil vai sentir falta de Joaquim Barbosa

Sandra Starling
O Tempo

Na mesma semana em que o ministro Joaquim Barbosa anunciou sua saída precoce do Supremo Tribunal Federal, noutro ponto do país Lula aconselhava sua pupila: “Durante a campanha, seja Dilminha, paz e amor…”.

Sobre o primeiro, foi televisionada sua impaciência, grosseria mesmo, ao revidar ou se antecipar a seus pares em momentos de discordância no julgamento do mensalão. Dava vontade de aconselhá-lo a se conter, porque, com seus rompantes, quase punha a perder o conteúdo de suas argumentações. Mas este, infelizmente, é um país de aparências.

Todos que com Dilma convivem dizem que ela desrespeita, grita, leva às lágrimas, humilha subalternos.

Começam por aí as diferenças entre os dois. Ela destrata seus inferiores hierárquicos (enquanto bajula, sem parar, seu superior, Luiz Inácio Lula da Silva). Basta lembrar um filme de propaganda em que ela, ainda ministra da Casa Civil, gentilmente o tratava por “Senhor presidente”, “Sim, senhor, senhor presidente”. Bem me lembro. Aliás, para mim, péssimo sinal de caráter: os que aos berros gritam com os de baixo e que humildemente bajulam os de cima.

TEM DE TAMBÉM OUVIR

Joaquim vociferava contra pares, isto é, iguais e, por isso mesmo, deles ouvia resposta no mesmo tom. Nada era engolido. Com superior, você ouve calado e obedece. Com pessoa do mesmo nível, você se atraca, mas tem de também ouvir.

Joaquim Barbosa precisa ser lembrado pelo que trouxe de novidade à mais alta Corte do país. Para meu juízo, bastam duas preciosíssimas lições. A condução que deu ao julgamento mais célebre que já houve: a começar por provar desvio de dinheiro púbico, o relator da Ação Penal 470 pôs de pé o ovo de Colombo. Duvidei por muito tempo que o julgamento chegasse a qualquer lugar devido ao emaranhado de acusações, envolvendo falcatruas de toda sorte, gente graúda e simples assessores. Como tornar tudo aquilo uma narrativa solidamente amparada por normas punitivas, segundo o ordenamento jurídico nacional? E aos que hoje se ressentem do envio do caso Azeredo para a primeira instância, que não se esqueçam de que há quem sustente que foi a pedido do réu José Dirceu que foram todos julgados no STF, e não apenas os que continuavam a deter mandato popular. Erro de avaliação, talvez.

A divisão dos acusados em núcleos diversos, conforme o papel que desempenhavam no processo, também merece registro. Com isso, pôde-se visualizar quem mandava e quem se locupletava (ou esperava locupletar-se), quem apenas agia como leva e traz e quem se valia do que propiciam os hoje famosos contratos de propaganda entre órgãos governamentais e agências de publicidade.

Para mim, mais que tudo isso, valeu sua disposição de entregar o cargo para que outros tenham a oportunidade de ocupar o lugar de magistrado no Supremo. Oxalá seu exemplo seja seguido por muitos que lá já deram o que tinham de dar, ou aqueles que no Parlamento e nos Executivos se perpetuam “ad saecula saeculorum”. Tomara que essa seja sua maior herança!

(Sandra Starling é ex-deputada federal pelo PT de Minas Gerais)

Força da equipe brasileira

Tostão
O Tempo

Felipão, em uma entrevista a Falcão, para o Fox Sports, disse que gosta e presta muita atenção no que escrevo, que respeita minhas críticas, mesmo quando discorda. Fico satisfeito e digo a ele que também admiro seu trabalho. Mas não sigo nenhuma linha crítica. O elogio e o critico, e a todos os treinadores, pelo que vejo, certo ou errado, sem pré-conceitos.

Pelé disse, em uma entrevista à “Folha”, que hoje faltam craques, e que Cristiano Ronaldo é apenas um bom finalizador, um Dadá Maravilha. Discordo. Cristiano Ronaldo já está entre os grandes da história, e existe hoje um grande número de craques, evidentemente, nenhum como Pelé.

Enfim, vi, da varanda de meu apartamento, uma bandeira verde e amarela, em um dos prédios vizinhos. Lembro-me que, poucos dias antes da Copa de 1998, me encontrei com um torcedor brasileiro em Paris, decepcionado, porque não havia festa na cidade. Para ele, se fosse no Brasil, todas as ruas já estariam enfeitadas. Isso deve ocorrer quando a bola rolar, para valer. Ontem, em Goiânia, o torcedor começou a festejar, sem deixar de protestar.

VITÓRIA FÁCIL PARA O BRASIL

O sistema defensivo não teve trabalho, pela fraqueza do Panamá e porque a equipe brasileira marca por pressão, o que dificulta para o outro time se organizar e chegar ao ataque. Mesmo em um jogo fácil, o Brasil usa muito a falta técnica. Cometeu 20, contra 11 do Panamá.

Enquanto Alemanha e Espanha têm vários craques no meio-campo, ficam com a bola, mas criam poucas chances de gol, o Brasil, mesmo sem ter um grande talento nesse setor e sem trocar muitos passes, mostra eficiência no ataque, por causa do avanço dos laterais, das ótimas finalizações de Hulk, das jogadas aéreas e, principalmente, dos lances individuais e espetaculares de Neymar. O Brasil tem um excelente time, mesmo sem ter um excelente meio-campo.

E aí? A nova pesquisa Datafolha sai ou não sai hoje?

Carlos Newton

Enorme expectativa no Planalto, no PT e no Instituto Lula quanto à nova pesquisa Datafolha sobre as intenções de voto da eleição presidencial e da sucessão paulista, que está prevista para ser divulgada hoje, quarta-feira, segundo o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O motivo do suspense ser ainda maior é porque este levantamento deve ser mais confiável que todas as pesquisas feitas até agora, porque desta vez estão sendo ouvidos 4.340 eleitores, o que significa aproximadamente o dobro do número de entrevistados em outras pesquisas.

A última pesquisa do Ibope, por exemplo, ouviu apenas 2. 002 eleitores. E neste caso do Datafolha o erro admitido será de aproximadamente 2% para cima ou para baixo, enquanto as outras pesquisas têm margem de 3% ou mais.

O PT está fazendo levantamentos mensais, mas são sigilosos e não têm registro do TSE. A diferença é que as pesquisas encomendadas pelo partido também não chegam ao número de entrevistados ouvidos pelo Instituto Datafolha. Como se sabe, a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição depende das pesquisas indicarem se haverá ou não segundo turno e se o prestígio dela estiver em viés de baixa. Caso contrário, o PT lançará Lula.

O Datafolha está fazendo simultaneamente uma pesquisa sobre a preferência do eleitorado de São Paulo para governador e senador. A divulgação do resultado também deve ocorrer hoje ou amanhã. Estava previsto que seriam entrevistadas 2.030 pessoas em 61 municípios paulistas.

Para juiz, Paulo Octávio foi preso porque seguiria na ‘seara criminal’ e acreditava na impunidade

Deu no site BemParaná

No despacho que determinou a prisão do ex-vice-governador do Distrito Federal Paulo Octávio (PP), o juiz da 2ª Vara Criminal de Taguatinga, Wagno de Souza, disse que o envio do político à cadeia era a única forma de desestimulá-lo a continuar na “seara criminosa”.

Segundo o magistrado, Octávio acreditava na “impunidade da repressão Estatal” e descumpria ordens judiciais afrontando “a tudo e a todos” para “atingir seus objetivos empresariais”. A prisão de Octávio se deu no bojo da operação Átrio da Polícia Civil de Brasília. Ela investigou uma organização criminosa, da qual o político supostamente faz parte, voltada para a liberação ilegal de alvarás para empreendimentos.

Para o Ministério Público, além de ter usado o esquema para obter alvarás de seus empreendimentos, entre eles um shopping center, Octávio ainda teria atrapalhado as investigações ao pedir para que o então administrador de Taguatinga Carlos Jales não entregasse documentos a uma promotora de Justiça.

“BRECAR UMA PROMOTORA”

Em gravações telefônicas autorizadas pela Justiça, Jales pergunta a Octávio como faria para “brecar uma promotora”. Octávio, por sua vez, responde: “Você não entrega [os documentos], ué”. “Todos esses fatos evidenciam que em liberdade o representado encontrará estímulos para continuar na seara criminosa, uma vez que a atuação Estatal, até o momento, não se mostrou suficiente para lhe impor um freio inibitório. Certamente ele acredita na impunidade da repressão Estatal”, diz o juiz em trecho da decisão.

O juiz ainda destacou que Octávio teria orientado “seus subalternos” a mentirem sobre seu paradeiro, dizendo que ele estava em “viajem e sem previsão de retorno”, para evitar que oficiais de Justiça o encontrassem. Outro ponto destacado pelo magistrado foi o fato de Octávio, mesmo após ter sido levado coercitivamente a depor sobre os supostos crimes, em novembro passado, manteve a data de inauguração de seu shopping e foi flagrado em diálogo dizendo que só “só a força policial” poderia impedi-lo de inaugurar o empreendimento.

DESPREZO PELA LEI

“Os documentos carreados nos autos apontam no sentido de que ele [Octávio] despreza o ordenamento jurídico e o convívio social harmônico (…) a segregação cautelar se mostra indispensável, sobre tudo para assegurar a tranquilidade social e resguardar a credibilidade da Justiça”, diz trecho da decisão.

No mesmo despacho, o magistrado considerou que não seria necessária a determinação de prisão preventiva do ex-administrador de Taguatinga Carlos Jales, uma vez que ele já não estava mais ocupando a função pública. Determinou, contudo, que Jales e outros investigados se apresentem à Justiça uma vez por mês sob risco de detenção no caso de não comparecimento.

ESTRELA DO PP

A advogada Roberta Castro, que faz a defesa de Octávio, negou os crimes e disse à reportagem que o ex-vice-governador já se manifestou em juízo sobre todos os fatos. Por isso, não há justificativas para uma prisão preventiva. “A prisão foi mal fundamentada e está equivocada. Não há menção a crime no diálogo [com Jales sobre a entrega de documentos à promotora]. Vamos aditar o habeas corpus e rebater cada ponto”, disse.

Apesar de preso, Octávio estrelou programas de TV do PP nesta terça-feira (3). As inserções foram ao ar em Brasília em horários próximos aos dos telejornais que comentavam sua prisão.

 

Um domingo tropicalista no parque, na visão de Gilberto Gil

O político, escritor, cantor e compositor baiano Gilberto Passos Gil Moreira, conhecido como Gilberto Gil, na letra de “Domingo no Parque”, retrata a triste estória de dois assassinatos por causa de um romance.

A canção também poderia ser resumida numa manchete de jornal sensacionalista: “Feirante ciumento mata a facadas amigo e namorada no parque”, a história no entanto é narrada de modo linear, mas em cortes abruptos, que lembram o imediatismo das associações publicitárias, dos gibis, ou mesmo a linguagem cinematográfica: “Oi girando girando – Olha a faca (Olha a faca!) – Olha o sangue na mão..”

Além disso, em vez de trabalhar uma sequência lógica de causa e efeito, a letra persegue imagens visuais das quais estabelece associações: a rosa é vermelha, o sorvete é vermelho, o sangue é vermelho. O delírio alucinatório em que tudo gira na mente de José, é quebrado abruptamente “Olha a faca!”. A forma melódica e rítmica evoca a capoeira nordestina, mas as guitarras garantem o contraponto moderno e urbano. A música “Domingo no Parque” foi gravada no LP Gilberto Gil, em 1968, pela Philips.

Vale acrescentar que, essa música foi feita, um pouco antes do movimento tropicalista, o momento em que o tropicalismo começa a entrar em cena, eles queriam mostrar uma forma diferente de expressão artística, em que não usasse isso ou aquilo e sim isso E aquilo, misturando formas diferentes para novidades de composição. E o primeiro impulso para isso foi quebrar o antagonismo música de protesto x jovem guarda, começaram pelas canções “Domingo no Parque” de Gil e “Alegria, Alegria” de Caetano.

DOMINGO NO PARQUE

Gilberto Gil

O rei da brincadeira
Êh José!
O rei da confusão
Êh João!
Um trabalhava na feira
Êh José!
Outro na construção
Êh João!…

A semana passada
No fim da semana
João resolveu não brigar
No domingo de tarde
Saiu apressado
E não foi prá Ribeira jogar
Capoeira!
Não foi prá lá
Prá Ribeira foi namorar…

O José como sempre
No fim da semana
Guardou a barraca e sumiu
Foi fazer no domingo
Um passeio no parque
Lá perto da boca do Rio…

Foi no parque
Que ele avistou
Juliana!
Foi que ele viu
Foi que ele viu!
Juliana na roda com João
Uma rosa e um sorvete na mão
Juliana seu sonho, uma ilusão
Juliana e o amigo João…

O espinho da rosa feriu Zé
(Feriu Zé!) (Feriu Zé!)
E o sorvete gelou seu coração
O sorvete e a rosa
Oh José!
A rosa e o sorvete
Oh José!
Foi dançando no peito
Oh José!
Do José brincalhão
Oh José!…

O sorvete e a rosa
Oh José!
A rosa e o sorvete
Oh José!
Oi girando na mente
Oh José!
Do José brincalhão
Oh José!…

Juliana girando
Oi girando!
Oi na roda gigante
Oi girando!
Oi na roda gigante
Oi girando!
O amigo João (João)…

O sorvete é morango
É vermelho!
Oi girando e a rosa
É vermelha!
Oi girando, girando
É vermelha!
Oi girando, girando…

Olha a faca! (Olha a faca!)
Olha o sangue na mão
Êh José!
Juliana no chão
Êh José!
Outro corpo caído
Êh José!
Seu amigo João
Êh José!…

Amanhã não tem feira
Êh José!
Não tem mais construção
Êh João!
Não tem mais brincadeira
Êh José!
Não tem mais confusão
Êh João!…

Êh! Êh! Êh Êh Êh Êh!……..

        (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Futuro de Joaquim Barbosa é inafastável da política

Pedro Ricardo Maximino

Conforme relatado por Hélio Fernandes, muitos afirmam que o carrancudo Joaquim Barbosa era intragável, não tinha amigos, era isolado por onde passava, metade da sua personalidade era de força e inimizade à primeira vista.

Discriminado, foi subalterno no Itamaraty, mas sortuda e espertamente ganhou o mundo. Quando se elevou a procurador, continuou com seus cursos no exterior, facilmente conseguidos pelo desejo de tê-lo bem distante.

Fluente em vários idiomas e diplomado por excelentes universidades, fora do Brasil o sisudo brigão, nada amigável, surpreendentemente fez muitos amigos, impressionados admiradores da sua ascensão em uma sociedade segregacionista e racista.

Foi parar no STF, fez história, virou estrela do julgamento do mensalão. Se aposentou, não suportaria o ostracismo e a submissão, além de poder capitalizar muito bem sua saída estratégica para a antítese, bem como a sua memória contrastante com os julgamentos seguintes a sua ausência.

Será que retornará? Dará a volta por muito acima? Até onde podem ir a vaidade e a ambição de um homem que, com seus erros e acertos incompletos, fascina grande parcela de nossa nação.

Afirma que se dedicará às lutas contra a discriminação racial. De toda forma, sua sobrevida é inafastável da política.

 

Muitos comentários estão sendo abduzidos neste Blog, confundidos com “spams” (propagandas indesejadas)

Carlos Newton

Todo dia a gente aprende alguma coisa. Ontem, fui dar uma conferida nos “spams” (apelido das propagandas indesejadas que infestam a web) e encontrei grande número de comentários bloqueados ou “abduzidos”, como diz o José Guilherme Schossland, em sua maioria oriundos do Facebook, onde a Tribuna da Internet também se faz presente.

Esse fenômeno ocorre porque muitos comentários do Facebook são redigidos e enviados em tablets ou mesmo em celulares, seus autores escrevem apressadamente e sem procurar corrigir a grafia das palavras. O resultado é que o programa anti-spams acaba considerando a mensagem como redigida em língua estrangeira e faz o bloqueio instantâneo.

O resultado disso tudo é que fiquei num dilema: ou passo a fazer a conferência meticulosa dos spams, para desbloquear esses comentários (que são muitos), perdendo um tempo enorme, ou simplesmente deixo rolar.

Ainda não cheguei a uma conclusão. Vamos deixar passar alguns dias.

BALANÇO DE MAIO

Como sempre fazemos, vamos divulgar em seguida o balanço das contribuições do mês de maio, sem as quais este blog simplesmente não existiria, pois o “faturamento” com os anúncios que o Google divulga aqui é tão ridículo que temos vergonha de divulgar. Talvez seja melhor parar logo com esses anúncios.

Agradecemos a todos que conseguiram colaborar e vamos em frente, enquanto for possível.

Primeiro, vamos conferir as contribuições na Caixa Econômica, lembrando que depósitos nos últimos dias de maio podem ter sido compensados apenas em junho:

DATA REGISTRO  TIPO DE OPERAÇÃO     VALOR     

02             002047             DP DINH AG                     60,00
02             100013             DOC ELET                         50,00
05             002915             DP DINH AG                    100,00
06             061648             DP DINH LOT                    51,00
07             071326             DP DINH LOT                      5,00
08             080844             DP DINH LOT                     20,00
12             002915             DP DINH AG                     100,00
13             131500             DP DINH LOT                     33,38
19             002915             DP DINH AG                     100,00
19             170913             DP DINH LOT                     30,00
26             002915             DP DINH AG                     100,00
29             053972             CRED TEV                        300,00
30             300903             DP DINH LOT                     50,00
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E no Itaú, houve as seguintes contribuições:

20             TBI 0406.49194-4 C/C            4175            50,00
22             TBI 9160.12933-5SITANDGO   4175            29,89

 

Vergonha internacional: Suíça suspende cooperação com o Brasil no caso Alstom

Deu no Estadão

A Suíça suspendeu “toda a cooperação judicial com o Brasil” por vazamento de dados sigilosos da apuração que envolve o conselheiro Robson Marinho, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), e outros alvos do caso Alstom. Marinho é investigado sob suspeita de receber propina da multinacional francesa para beneficiá-la em um contrato do setor de energia fechado em 1998, durante o governo tucano de Mário Covas.

O congelamento da cooperação alcança pelo menos outros dez casos investigados de forma conjunta ou nos quais o Brasil havia pedido informações. Esses procedimentos foram, por enquanto, arquivados. O rompimento não é definitivo, mas Berna avisou que “está suspensa a troca de informações entre autoridades da Suíça e do Brasil” até que a Justiça suíça receba justificativa válida sobre divulgação de relatório de investigação financeira.

O mal-estar, segundo autoridades suíças, foi gerado por causa da publicação dos nomes dos suspeitos no caso Alstom e de informações e documentos que os comprometem, inclusive o cartão de abertura de uma conta em nome da offshore Higgings Finance Ltd. no Credit Lyonnais de Genebra.

NO PARAÍSO FISCAL

Constituída nas Ilhas Virgens Britânicas, a Higgings é controlada por Robson Marinho. Ele detém os direitos econômicos da offshore. A Suíça bloqueou US$ 3,059 milhões do conselheiro, que foi chefe da Casa Civil do governo Mário Covas (PSDB).

O Ministério Público sustenta que a Alstom pagou US$ 2,7 milhões em propinas para Marinho ajudá-la a ganhar contrato de aditamento do projeto Gisel – empreendimento da Eletropaulo, antiga estatal paulista.

A Suíça enviou ao Brasil toda a documentação sobre Marinho. Em março, o Tribunal Penal de Bellinzona rechaçou pedido dos advogados de defesa, que pretendiam evitar a remessa dos extratos bancários.

Em seguida, o Supremo Tribunal da Confederação Suíça (Bundesgericht), em Lausanne, não garantiu a revisão em recurso apresentado pelo conselheiro e liberou definitivamente os documentos que o Ministério Público paulista usará para processar Marinho em ação civil por improbidade. O conselheiro é suspeito de ter favorecido a multinacional ao relatar no TCE julgamento sobre extensão da garantia de equipamentos no projeto Gisel.

VAZAMENTO

Os suíços estavam satisfeitos com o anúncio de que a cooperação estava funcionando. Mas foram surpreendidos ao ver, na mídia brasileira, os nomes dos envolvidos, suas contas bancárias e dados considerados privados.

Segundo os suíços, o Brasil teria violado dois dos principais pontos do acordo de cooperação. Um deles se refere à proteção à privacidade dos suspeitos. Na Suíça, até que alguém seja condenado, seu nome é mantido em sigilo.

Outra violação foi do princípio de “boa-fé”. Ao enviar os documentos, os suíços presumiam que seus colegas brasileiros respeitassem critérios e regras observadas no país europeu.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGEm matéria de Justiça, temos muita a aprender com os países mais desenvolvidos. O complexo de vira-latas tem cabimento. (C.N.)

Fla-Flu, Gre-Nal, Ba-Vi, Come-Fogo…

Chico Alencar

Futebol é paixão maniqueísta, torcida do ‘bem’ contra o ‘mal’, que acende em nós os instintos mais primitivos. Às vezes, xingamos nosso próprio clube. Na vitória, abraçamos quem sequer conhecemos.

Futebol é guerra ‘civilizada’, rivalidade com regras. A ‘morte’ do adversário não é seu extermínio. Na rodada seguinte, ou no turno seguinte, ou no ano seguinte, ele pode se recuperar. A popularidade do futebol – esta metáfora da vida – reside no êmulo da peleja entre coletivos e na combinação de emoção e razão.

Pois não é que ando ‘bolado’ com esta Copa do Mundo, justo quando ela se realiza no Brasil? É que nossa cabeça é esférica, como uma bola, para que as ideias circulem… Daí que rola dentro de mim um disputadíssimo ‘clássico’: ele opõe o gosto pelo futebol ao gasto de dinheiro público para recebermos o megaevento.

Levamos uma ‘bola nas costas’ quando o então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, disse, em 2007, que, “por ser a Copa um evento privado, o papel do governo não é de investir, mas de facilitar e induzir”. À época, o presidente Lula não marcou impedimento: “gasto público só com infraestrutura que fica. Construção de estádios é com a iniciativa privada”.

Furou: dos R$ 31 bi despendidos com o torneio, 85% vêm de investimentos de bancos públicos e dos orçamentos da União, estados e municípios.

E O LEGADO?

Meu ‘derby’ interior coloca em confronto o alegado – obras viárias, quadras esportivas em escolas, dinamismo cultural, reestruturação urbana racional e planejada – e o efetivo legado: 60% das intervenções para mobilidade nas 12 cidades-sede não saíram do papel, por exemplo. O que prevalecerá em função do campeonato de um mês é, basicamente, ‘business’. A Copa Fifa 2014, com seus lucros inéditos, será bem mais de negócios do que de futebol.

Nas ruas há pouca decoração. Suspeito que isso vem do fato do povão estar tomado por um certo decoro: o evento da Fifa nos deixa sem pique porque quer tirar o mínimo centavo de tudo, até de um enfeite com sua ‘marca’, enquanto a ação do Poder Público continua precária no que embeleza, de fato, um logradouro: pavimentação bem mantida, rede de água, luz e esgoto funcionando, lixo seletivamente recolhido.

Não perdi o espírito esportivo. Com todos esses questionamentos, na hora do jogo vou reunir gente amiga e torcer para que a Seleção realize em campo o que tem faltado na nossa sociedade e na política: jogo limpo e total empenho, com arte e engenho. Talento em exibição: tática criativa e coletiva, de cooperação.

Fiquei encafifado até com o nosso simpático tatu-bola, o mascote que ganhou o feio apelido de ‘fuleco’. Pelos superfaturamentos, insegurança nas obras (recorde mundial de acidentes fatais) e oposição entre o proclamado e o realizado, impossível não lembrar de ‘fuleiro’, adjetivo que o dicionário Houaiss atribui “a quem age irresponsavelmente, sem seriedade; que não se mostra confiável”. Confiemos: a taça da cidadania tem que ser nossa!

*Chico Alencar é deputado federal (PSOL-RJ).
(artigo enviado por Mário Assis)

 

Irmã de Lula pede que Tuma Jr. lhe autografe o livro em que ele denuncia que Lula era colaborador do DOPS


Yahoo

A irmã do ex-presidente Lula, conhecida como Maria Pequena, pediu há duas semanas que o ex-secretário nacional de Justiça do PT, Romeu Tuma Junior, autografasse para ela um exemplar do livro “Assassinato de Reputações: um crime de Estado”. Lançado dia 11 de dezembro do ano passado, a obra vendeu 130 mil cópias.

Tuma Jr. autografou o livro – tido e havido como a maior bomba lançada recentemente contra Lula. Além de uma máquina de fazer dossiês contra inimigos, montada sob Lula, a obra denuncia que o ex-presidente petista era informante do ex-senador Romeu Tuma, quando este era diretor do DOPS.

Os detalhes da cena do autógrafo Tuma Jr. promete não revelar, por enquanto. Mas a cena lhe causou estranheza. Sobretudo porque, neste fim de semana, a revista Carta Capital divulgou entrevista exclusiva do ex-presidente Lula –em que ele admite publicamente, pela primeira vez, que Tumão lhe deixava sair de madrugada, enquanto preso político do Dops, para visitar a mãe, dona Lindu, doente (ela morreu no começo de 1980, com Lula preso).

REGALIAS DE LULA

No livro, Romeu Tuma Jr. diz que Lula tinha regalias porque era informante do diretor do Dops, Romeu Tuma Junior. E pela primeira vez, Lula tocou no tema, em entrevista exclusiva  a Mino Carta e Luiz Gonzaga Belluzzo (este conselheiro pessoal da presidente Dilma):

“Um dia desses eu vejo “O Que Sei de Lula”, um livro. O autor não conviveu comigo um único segundo para escrever a orelha do livro. Fico pensando: o que faço com um cidadão desse? Acabo percebendo que o melhor é a desmoralização pela mentira. O Romeu Tuma Jr. não merece o comportamento do pai dele. O pai dele foi um cidadão digno. Quando a minha mãe estava para morrer, ele, meu carcereiro, me deixava sair da cadeia às 2 da manhã para visitá-la. Então, quando um cidadão conta uma mentira dessa, o que fazer? Processar? Acho que falta um pouco de senso de responsabilidade no comportamento das pessoas. De verdade, falta reconstruir a estrutura social da família. Quando eu era pequeno, tinha vontade de comer uma maçã embrulhada em papel azul, e ficava diante da barraca olhando e olhando, e sabe por que eu não pegava e não saía correndo? Para não envergonhar a minha mãe. Ela era a minha referência de comportamento”.

CONFIRA O QUE ROMEU TUMA JR.
ACHOU DA ENTREVISTA DE LULA

– Como reagiu às declarações de Lula para a Carta Capital?

– Reagi  rindo muito. Mas achei bastante interessante o fato dele escolher falar do livro com quem falou. Veja, não é uma coincidência, é uma “discussão de relação” com o autor da ideia e uma forma de fazer um registro sobre o fato sem poder desmenti-lo. Acho que não perceberam esse contexto histórico e importante que demonstra a verdade contida nas páginas de “Assassinato de Reputações, um Crime de Estado”, aliás em momento algum desmentido. Aliás, na Câmara um dos filhos de Lula me homenageou, como vereador, recentemente… recebi dele uma moção de Congratulações pela minha contribuição à História do país.

– É verdade que a irmã de Lula te pediu autógrafo na capa do livro?

– A Sra. Mariazinha ou “Maria Pequena” como é conhecida, sempre orou por mim e por minha família e realmente me solicitou um livro assinado. Nunca quis dar publicidade a isso porque é uma questão de foro íntimo e humanitária.

Se visse Lula frente a frente, agora, o que diria a ele olho no olho?

– Não sei se ele olharia nos meus olhos, mas se olhasse eu diria: Parabéns! Dessa vez você não disse que era tudo mentira ou que não sabia de nada!

O que o ser acha que pode ocorrer com a segurança pública durante a Copa?
 
– Vivemos num absoluto clima de insegurança. Não só na segurança pública, mas na segurança jurídica, no mercado, enfim, a sociedade vive um clima de medo, desesperança e retração. Em outros tempos, todos estariam em festa e as ruas pintadas. Hoje a violência e a insegurança está em todos os lugares e em todos os setores. Veja o Decreto que a Presidente editou usurpando as funções do Congresso! Os Black Blocs que todos sabem ter ligações com partidos políticos vem a público dizer que estão em negociações com o PCC para “botar pra quebra” na copa? Onde se vai parar? Tudo isso é reflexo do estado policial que o governo federal implantou no país, onde a revolta da população e a justa luta por direitos e garantias coletivas e individuais, acaba se misturando as badernas adredemente planejadas para desmoralizar as legítimas reivindicações aos olhos da sociedade.

Como fica o STF sem Joaquim Barbosa?

– Fica sem um ministro importante. Mas todos ali são importantes no conjunto da obra, na atuação colegiada, desde que consigam impedir que o governo aparelhe ou instrumentalize a mais alta Corte como um todo, o que seria a missa de sétimo dia da nossa Democracia.

Se tudo estiver de seu agrado…

José Carlos Werneck

Antes de bancar o inocente útil, ou melhor, o idiota inútil e cair no oba-oba desta Copa do Mundo, visite um posto de saúde ou um hospital público de sua cidade, qualquer que seja ela.

Aproveite e dê, também, um pulo numa escola pública. Visite uma comunidade carente. Mudaram o nome das favelas,mas não mudaram as condições de vida de seus habitantes.

Leia as notícias sobre a segurança pública no Brasil. Se tudo estiver de seu agrado, vista-se de verde e amarelo, pegue a Bandeira do Brasil, saia às ruas e grite até ficar rouco: Brasilsilsilsil……………………………………………..sil!