Dilma pediu provas para impeachment e elas já estão surgindo

Leandro Colon
Folha

Um documento entregue a investigadores holandeses fortalece o depoimento do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco de que a campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010 recebeu US$ 300 mil da empresa SBM Offshore, acusada de pagar propina para obter contratos no Brasil.

No dia 7 de setembro de 2010, a menos de um mês do primeiro turno eleitoral, a SBM, com sede na Holanda, assinou um “adendo” de duas páginas ao contrato que mantinha desde 1999 com o brasileiro Júlio Faerman, então representante da firma no país. Ele é apontado como distribuidor de propinas em troca de vantagem na Petrobras.

Esse aditivo, entregue pela SBM ao Ministério Público holandês, estipula a parcela única de US$ 311,5 mil a ser paga à Faercom Energia Ltda, empresa de Faerman, que assina como diretor.

Segundo os papéis, o valor se refere a “certos serviços adicionais” relacionados ao projeto da plataforma da Petrobras no campo de Cachalote, no litoral sul do Espírito Santo, tocado pela holandesa.

CONTA NA SUÍÇA

A SBM informou às autoridades que transferiu o dinheiro no dia 5 de novembro daquele ano para uma conta no banco Safra, na Suíça, em nome da empresa Bien Faire, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal.

A companhia é uma das seis controladas por Faerman em paraísos fiscais e que foram usadas para operações de repasse de propina a funcionários da Petrobras, segundo investigações internas da SBM e de autoridades holandesas.

A SBM Offshore diz ter pago US$ 139 milhões a Faerman pelos serviços prestados até o ano de 2012. Ao todo, os contratos da empresa, ligados a oito plataformas da Petrobras, somam US$ 27 bilhões. O lobista recebia de 3% a 10% de comissão da SBM em cima dos contratos.

A CGU (Controladoria-Geral da União) e o TCU (Tribunal de Contas da União) também abriram apuração e encontraram indícios de irregularidades.

ESQUEMA DA SBM

Em novembro do ano passado, a SBM fez acordo com a Justiça holandesa para pagar US$ 240 milhões como punição por “casos de propina” em Angola, Brasil e Guiné Equatorial, no que é considerado o maior escândalo de corrupção da história da Holanda.

Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da Petrobras, confessou ter recebido recursos do esquema. Disse ter começado a levar vantagens financeiras entre 1997 e 1998, mas que a prática foi “institucionalizada” entre 2003 e 2004.

Na delação ao Ministério Público, Barusco afirmou que o ex-diretor Renato Duque “solicitou ao representante da SBM, Julio Faerman, a quantia de US$ 300 mil a título de reforço de campanha durante as eleições de 2010”.

Na terça-feira (10), o ex-gerente deu a mesma versão à CPI da Petrobras: “Em 2010, foi solicitado à SBM um patrocínio de campanha, mas não foi dado por eles diretamente. Eu recebi o dinheiro e repassei (…) para o Vaccari.”

Segundo o ex-gerente, o PT recebeu de US$ 150 a US$ 200 milhões em propina destinada à diretoria de Serviços, no período em que estava sob o comando de Renato Duque.

O Ministério Público Federal já repatriou US$ 59 milhões (R$ 182 milhões) de contas mantidas por Barusco na Suíça, como parte do acordo de delação premiada. Ao todo, ele se comprometeu a devolver ao país US$ 97 milhões.

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NOTA DA REDAÇÃO
A presidente Dilma Rousseff declarou que é preciso haver provas para que ocorra impeachment. As provas estão surgindo com grande rapidez, e este documento da empresa holandesa vai reforçar os pedidos de afastamento da governanta, perdão, governante. (C.N.)

Depois deste domingo, o impeachment é só questão de tempo

Igor do Vale/FolhapressCarlos Newton

Desta vez pode-se dizer, com toda certeza, que nunca antes, na História deste país, se viu uma manifestação como esta. Nem mesmo na época da campanha das diretas já, quando impressionantes multidões saíam às ruas, porque naquela época os protestos não aconteciam simultaneamente, a cada dia era em uma grande capital. Mas este domingo, não, o protesto foi simultâneo, em mais de 200 cidades, e houve comparecimento maciço.

As fotos que estão sendo exibidas na internet são realmente impressionantes. A Praia de Copacabana, toda ocupada, fazendo lembrar as festas do réveillon. Em Brasília, a Praça dos Três Poderes tomada pelo povo, numa extraordinária demonstração democrática que foi se espalhando pelo país.

Chamou atenção o protesto em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, uma cidade de médio porte que já foi um importante reduto petista. A televisão mostrou uma gigantesca multidão ocupando o centro da cidade para se manifestar contra o governo federal, a corrupção generalizada e tudo o mais.

E as imagens vão se repetindo por outras capitais e importantes cidades do país, parece um nunca-acabar. E a Avenida Paulista é um mar de manifestantes, uma coisa impressionante.

O POVO É O GRANDE JUIZ

Já dissemos aqui na Tribuna da Internet que os jurados do impeachment são os parlamentares federais. Eles estão acompanhando atentamente as manifestações de hoje, que não foram convocadas por nenhum partido político, não têm lideranças formais nem defendem ideologias. É exatamente o contrário do que ocorreu na sexta-feira, quando as ruas foram ocupadas exclusivamente por militantes do PT, do PCdoB, do MST, da UNE e de outros movimentos sindicais e sociais ligados ao governo. Esta é a grande diferença, porque a manifestação de hoje não é missa encomendada nem foi custeada por ninguém.

Traduzindo tudo isso: o impeachment, agora, é só uma questão de tempo, conforme temos anunciado repetidamente aqui na TI.

Os parlamentares serão apenas os jurados do processo, porque o juiz desta importante questão é o povo brasileiro, que está se manifestando abertamente, ao dar um basta a este desgoverno.

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PS – Este artigo foi escrito às 13 hs, mas não foi postado na ocasião, porque sofremos mais um ataque de hackers, que tudo fazem para nos tirar do ar. Graças ao especialistas do servidor UOL, já estamos de volta. E vamos em frente, sob o signo da liberdade. (C.N.)

Quando a popularidade desaba, há um ponto de não retorno

José Roberto de Toledo
Estadão

Mais de uma pesquisa telefônica sobre o governo Dilma Rousseff encontrou, nas últimas semanas, taxas de “ótimo/bom” inferiores a 10% e, mais grave, maioria de avaliações “ruim/péssimo”. Em todas, o saldo de popularidade da presidente supera os 40 pontos negativos entre quem tem telefone fixo em casa. Quanto mais recente a pesquisa, maior o déficit. O poço vai mais fundo.

Desconte-se a omissão dos sem-telefone – entre quem ela costumava sair-se melhor. Ainda assim, a impopularidade de Dilma só é comparável às de José Sarney e de Fernando Collor. A petista não chegou aos piores momentos dos dois ex-presidentes, mas, pela Constituição, ainda tem 45 meses de governo à frente. No Datafolha, Collor bateu em 59 pontos negativos pouco antes do impeachment. Mas Sarney chegou a -63 pontos durante a campanha à sua sucessão em 1989. Nem por isso foi impedido.

Impopularidade recorde talvez seja uma das condições necessárias para um governante perder o cargo, mas é insuficiente. Vários governadores concluíram seus mandatos em 2014 mesmo carregando porcentuais de desaprovação ainda maiores do que os de Dilma.

IMPEACHMENT

O processo de impeachment requer um fato concreto que ligue o presidente a um ato ilegal no exercício do mandato. Até agora, apesar das centenas de milhões tirados da Petrobrás, só há especulação quanto ao ato – e seus propagadores são poucos. Deputado dos saudosos da ditadura militar, Jair Bolsonaro saiu na frente e apresentou o pedido de impeachment antes e sozinho.

Qualquer um que queira seguir por esse caminho agora terá que se associar a ele e a tudo o que representa. Além disso, o PT mostrou ontem que, apesar do enorme desgaste que sofreu e sofre, ainda tem algum poder de mobilização popular. É algo que a oposição leva em conta ao planejar seus movimentos. Daí que até os tucanos descartem buscar o impeachment, ao menos não antes de um Fiat Elba aparecer na garagem presidencial.

Portanto, toda a conversa de impedimento – excitada pela manifestação marcada para amanhã – é mais um elemento de pressão sobre Dilma do que um perigo real e imediato para o seu mandato. O que é grave, concreto e mensurável é a abrupta perda de apoio, popular e político, da presidente.

NÃO É SÓ A ELITE

O dígito único de aprovação prova que não se trata de um movimento restrito à elite empresarial e à classe média do Sul e Sudeste. O PT e Dilma perderam sustentação em segmentos sociais que contavam ser seus sólidos apoiadores. Um governante só passa de 50% de ruim e péssimo se uma parte significativa dos mais pobres e menos escolarizados assim considerar o seu governo.

Levantamento do Ibope DTM mostra que houve sim uma concentração em São Paulo e Rio de Janeiro de tuítes sobre o panelaço de domingo passado – aquele simultâneo ao pronunciamento presidencial. Mas, quando o instituto calcula a taxa de penetração dos tuítes sobre esse tema em cada Estado, descobre que eles foram proporcionalmente mais intensos em Mato Grosso, São Paulo, Tocantins, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

Pior para Dilma, a proporção dos tuítes sobre o panelaço foi significativa em alguns Estados do Nordeste, como Piauí, Bahia e Ceará. Não é uma medida de todo o eleitorado, mas é um termômetro que mostra como o desgaste é generalizado e amplo.

A presidente tem razão quando diz que o processo econômico que manteve o PT no poder pelos primeiros 12 anos se esgotou. Não há mais filas para abrir crediário nas casas de comércio popular. Só para honrar as prestações adquiridas no passado. Chegou a hora de pagar a conta, e o PT é o principal fiador.

Dilma só tem duas saídas: melhorar a política e a economia. A economia ela terceirizou. Na política, vai precisar do apoio do PMDB e congêneres para que esses ditos aliados não sabotem a terceirização que ela fez na economia. Sem isso, passará o ponto de não retorno de sua popularidade.

Quem manda no Brasil? Quem quer mandar no Brasil?

Luiz Tito
O Tempo

As manifestações contra o governo Dilma dão mostras do vazio de poder provocado principalmente pela desarticulação política da presidente. Está em avaliação a capacidade de produzir danos de certos setores de mando, num momento em que o governo assiste a uma desordem em todos os seus andares. E o quadro se agrava com o ativismo de oportunistas de momento a quem interessa debitar suas falências ou confundir, para nada se esclarecer. Como exemplo, a inclusão do nome do presidente do Senado, Renan Calheiros, e do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, no rol dos investigados pela operação “Lava Jato” foi o bastante para se promover a reação em massa do Legislativo.

Cumprir a lei configurou-se um erro político. Investigar dois parlamentares amplamente citados num velho rosário de suspeitas que integram a biografia de ambos motivou as mais inesperadas resistências, como se estivesse em jogo a reputação da Madre Tereza de Calcutá.

Nosso sistema político se mostra a cada dia mais incapaz de captar os melhores nomes para a construção do processo democrático; infelizmente esse é o resultado. Renan Calheiros, agora atingido e fragilizado como já esteve incontáveis vezes, cuidou de usar o poder que ainda tem como presidente do Congresso Nacional para devolver MPs enviadas pelo Planalto, como parte do esforço para se promover o tão necessário ajuste fiscal. Recebeu palmas, loas e o reconhecimento de que “agora ele estava se comportando como presidente do Congresso Nacional”. Agora.

Há mais de vinte anos essas duas casas são extensões naturais do Poder Executivo, não têm identidade, não se comportam como instituições capazes de processar as diferenças que as compõem, não sabem quem – nem o que – representam, mas vão travar o país, vão impedir que se construa uma agenda econômica num momento em que só resta ao Brasil tentar melhorar a qualidade de suas opções políticas e administrativas para reconstruir sua importância e atrair investimentos. Se estamos ruins com Dilma, pior com ela ainda mais enfraquecida. Mas há um grande esforço para isso não se entender. A quem interessa essa desordem? Quem quer mandar no Brasil?

O CASO ANASTASIA

A tentativa de envolvimento do senador Antonio Anastasia como beneficiário de propina paga pelo esquema da Petrobrás, sem nenhum juízo particular sobre o ex-governador, porque isso não nos cabe, é, da forma como foi conduzida, no mínimo uma irresponsabilidade. Dar crédito à afirmação do tal policial Jayme Careca, reconhecidamente um tipo de parca reputação moral, de que entregara uma mala com R$ 1 milhão a uma pessoa que não conhecia e que, tempos depois, vendo fotos de políticos eleitos, se lembrara ser o destinatário “parecido com Anastasia”, é no mínimo um esforço muito grande para se comprometer o ex-governador.

Youssef disse que fez pagamentos em Minas, mas certamente não foi dessa forma. Deve haver outros ‘felizardos’.

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NOTA DA REDAÇÃOO doleiro Youssef negou ter mandado propina para Anastasia, o que torna ainda mais incompreensível a decisão de abrir inquérito contra o senador tucano, tomada pelo procurador-geral Janot. (C.N.)

O que o PT quer? Arrebentar a economia e favorecer banqueiros?

Gilberto Maringoni

A presidente Dilma Rousseff determinou novo aumento da taxa de juros. Sim, é ela quem determina e não o Banco Central. Foi isso o que deixou claro na campanha eleitoral, quando acusou a oposição direitista de buscar a independência do órgão. As conseqüências, todos se lembram, seriam nefastas. Os banqueiros tomariam conta do país e tirariam comida da mesa do trabalhador, como mostrava um comercial de sua candidatura.

Assim, o BC não é independente e está subordinado a ela. Com o aumento da quarta-feira (4), a taxa Selic alcança 12,75% ao ano. É a taxa básica. Se for ao banco pedir um empréstimo, você desembolsará várias vezes esse percentual.

Isso significa que o governo decidiu pagar 0,5% a mais de juros sobre a dívida pública. Se pegarmos a dívida líquida do setor público – R$ 1,9 trilhão, segundo o site do Banco Central – e multiplicarmos por esses 0,5%, teremos um total de R$ 9,5 bilhões.

DIREITOS TRABALHISTAS

Ou seja, esse meio ponto acresce no rombo do Tesouro em um ano metade do que será economizado com o corte de direitos trabalhistas de seguro desemprego e pensões para viúvas. Os 12,75%, por sua vez, somam uma sangria de R$ 242 bilhões ao ano.

Por que não se fala em ajuste fiscal nesse caso? Porque esse dinheiro vai para especuladores do mercado financeiro. Para eles não há ajuste.

Há para os trabalhadores, para os pobres que consomem pouca luz, para os assalariados, para a educação e para a saúde pública, além de outras áreas.

O pretexto para o aumento – como sempre – é a necessidade de se controlar a inflação. Com juros elevados, o crédito se encarece e a demanda se deprime. Com menos demanda, a pressão sobre os preços se arrefeceria.

SEM DEMANDA

O problema nesse raciocínio é que a demanda não é hoje o principal fator inflacionário. O problema é o aumento dos preços administrados, como energia, combustíveis, transportes, água etc, além da elevação do dólar no mercado externo.

Com o aumento dos juros, a economia que já sofre com cortes, desinvestimentos e perda de dinamismo irá desacelerar ainda mais.

Qual a novidade? A novidade é que quem faz isso agora não são mais os tucanos. É o PT. Sim, o partido que se autodenomina “dos Trabalhadores”. O partido que, no governo, dá início a uma brutal recessão. O partido que convoca todos a defender a Petrobrás, mas que traça planos para vender quase um terço da empresa. O partido que quer privatizar uma parte da Caixa Econômica Federal.

AJUSTE SERÁ BREVE

O ajuste fiscal determinado pela presidente Dilma e pelo principal porta voz econômico do PT – o ministro da Fazenda Joaquim Levy – será breve, dizem eles. Mas já começa a provocar estragos, na forma de desemprego, perda de direitos, cortes nos serviços públicos etc. Milhões de pessoas terão suas vidas devastadas e irão ao desespero.

O PT está se tornando um irmão siamês do PSDB. Hoje não há mais diferenças entre os programas econômicos de ambos. Na Grécia, um partido semelhante ao PT, o Pasok, socialdemocrata, cedeu às imposições do FMI, do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia e impôs uma brutal recessão ao país.

Aqui ninguém está exigindo nada. O PT tomou essa posição por livre e espontânea vontade.

(Gilberto Maringoni foi candidato ao governo
de SP pelo PSOL. Artigo enviado por Mário Assis.)

Dívida da Petrobras já chegou a US$ 137 bilhões, diz a Moody’s

Vinicius Neder
Estadão

A exposição dos bancos públicos à Petrobrás chega a US$ 27 bilhões, ou R$ 77,5 bilhões, em dívidas. A estimativa foi feita pela Moody’s, agência de risco que rebaixou o rating da Petrobras na última terça-feira, 3. Desse valor, US$ 16,3 bilhões, ou R$ 46,7 bilhões, estariam no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mostra cruzamento de dados feito pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. O Banco do Brasil (BB) teria R$ 19,5 bilhões e a Caixa, R$ 11,3 bilhões. Nos cálculos da Moody”s, a dívida total da Petrobras está em US$ 137 bilhões, dos quais US$ 110 bilhões estão nas mãos de credores privados.

Os bancos públicos, com o BNDES à frente, foram fartamente utilizados para financiar a Petrobras, sobretudo na fase aguda da crise internacional e são vistos agora como uma das poucas saídas para dar fôlego financeiro à estatal.

De dezembro de 2005 a maio do ano passado, a Petrobrás contratou um total de R$ 63,6 bilhões em empréstimos junto ao BNDES, em diversos projetos, segundo levantamento feito no site da instituição de fomento.

Para justificar o apoio, o governo insistia no argumento de que a petroleira tinha baixo risco, mas o quadro vem mudando com as investigações da Operação Lava Jato e o atraso na divulgação do balanço financeiro – até hoje, a Petrobras não divulgou os resultados auditados do terceiro trimestre de 2014, um dos motivos apontados pela Moody’s para o rebaixamento.

PERDA DA RENTABILIDADE

À medida que a Lava Jato avança, cresce a preocupação do mercado com as dívidas de construtoras e fornecedores da cadeia de petróleo e gás. “Não é risco de quebra dos bancos, mas de perda de rentabilidade”, diz João Augusto Salles, analista da consultoria carioca Lopes Filho, especializado do setor financeiro.

Sob ameaça de calotes, explica Salles, os bancos, públicos e privados, terão que elevar os montantes que separam no balanço para arcar com perdas e, portanto, registrarão menos lucro.

Para as contas públicas, o risco maior é o Tesouro Nacional ser obrigado a fazer aportes para socorrer os bancos. Segundo o economista Gabriel Leal de Barros, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), aportes podem significar aumento da dívida pública, piorando os indicadores do País e ameaçando o “rating” soberano do Brasil nas agências de risco. “Novas emissões de dívida podem ser necessárias para tapar esse buraco”, diz.

EXPOSIÇÃO EXAGERADA

O montante de empréstimos do BNDES para a Petrobrás é tão grande que o banco de fomento só não está irregular perante o Banco Central (BC) porque resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) permitem, desde 2008, flexibilizar o cálculo do limite de exposição a um único cliente.

Pelas regras, nenhum banco pode ter exposição (contando crédito, títulos de dívida, garantias, avais, fianças e ações) a um único cliente superior a 25% de seu patrimônio de referência, o que equivale a R$ 26,775 bilhões no caso do BNDES. A estimativa de R$ 46,7 bilhões com base nos cálculos da Moody”s não contabiliza os R$ 40,3 bilhões que o BNDES tinha em ações da Petrobrás em setembro de 2014.

Somados os valores, a exposição do BNDES à estatal seria de 81,2% do patrimônio de referência. A exceção nas regras permite que o BNDES considere como cliente distinto cada uma das subsidiárias das estatais “atuantes no setor petrolífero” e não inclua na conta dos limites as participações acionárias.

A Moody”s não calculou um valor específico para cada instituição financeira, mas analistas do banco de investimentos UBS sugeriram, em relatório da semana passada, que a exposição do BB seria de 2,8% da carteira de crédito normal, o equivalente a R$ 19,5 bilhões. Dados do balanço financeiro da Caixa apontam para uma exposição de R$ 11,3 bilhões.

(artigo enviado por Mário Assis)

Um domingo que virou termômetro para governo e oposição

Hoje é considerado, tanto pela oposição quanto pelo governo, o dia mais importante desde 26 de outubro do ano passado, quando a presidente Dilma Rousseff foi reeleita para mais quatro anos de mandato com uma vantagem de pouco mais de 3 milhões de votos em relação ao candidato do PSDB ao Planalto, senador Aécio Neves (MG). Convocados pelas redes sociais, manifestantes contrários ao governo federal prometem lotar as ruas do país ao longo do dia.

O Planalto montou um esquema de vigília ministerial para acompanhar os protestos. A oposição quer enfraquecer o governo e parte dela apoia um início de processo de impeachment contra Dilma. O clima em relação ao governo é frágil, com a presidente enfrentando problemas na articulação política com o Congresso, dificuldades na economia, a insatisfação de parte do eleitorado e dos movimentos sociais, queixosos das medidas de ajuste fiscal implementadas pela equipe econômica nos primeiros 72 dias de governo e a escalada de denúncias de corrupção na Petrobras.

Neste domingo, 15 de março, completam-se 30 anos da posse do primeiro presidente civil após 21 anos de ditadura militar — José Sarney — e 25 anos do primeiro eleito após a era dos militares, Fernando Collor de Mello. Governo e oposição aguardam para saber o desfecho do 15 de março de 2015.

OPOSIÇÃO MOBILIZADA

Os atos convocados pelas redes sociais neste domingo para protestar contra o governo têm, em sua ampla maioria, o viés em prol da abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. É o que garante um dos organizadores dos protestos, o presidente nacional do Solidariedade e da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.

“Tem muita gente querendo muita coisa. Mas o que une todos nós é a defesa do impeachment”, confirmou ele.

Governo do PT não tem nada de comunista

Mauro Santayna
Jornal do Brasil

Muitos brasileiros também vão sair às ruas, neste domingo, por acreditar – assim como fazem com relação à afirmação de que o PT quebrou o país – que o governo Dilma é comunista e que ele quer implantar uma ditadura esquerdista no Brasil.

Quais são os pressupostos e características de um país democrático, ao menos do ponto de vista de quem acredita e defende o capitalismo?

  1.  a liberdade de expressão – o que não é verdade para a maioria dos países ocidentais, dominados por grandes grupos de mídia pertencentes a meia dúzia de famílias;
  2.  a liberdade de empreender, ou de livre iniciativa, por meio da qual um indivíduo qualquer pode abrir ou encerrar uma empresa de qualquer tipo, quando quiser;
  3. a liberdade de investimento, inclusive para capitais estrangeiros;
  4. um sistema financeiro particular independente e forte;
  5. apoio do governo à atividade comercial e produtiva;
  6. a independência dos poderes;
  7. um sistema que permita a participação da população no processo político, na expressão da vontade da maioria, por meio de eleições livres e periódicas, para a escolha, a intervalos regulares e definidos, de representantes para o Executivo e o Legislativo, nos municípios, estados e União.

Todas essas premissas e direitos estão presentes e vigentes no Brasil.

ESTRELA SOLITÁRIA

Não é o fato de ter como símbolo uma estrela solitária ou vestir uma roupa vermelha – hábito que deveria ter sido abandonado pelo PT há muito tempo, justamente para não justificar o discurso adversário – que transformam alguém em comunista – e aí estão botafoguenses e colorados que não me deixam mentir, assim como o Papai Noel, que se saísse inadvertidamente às ruas, no domingo, provavelmente seria espancado brutalmente, depois de ter o conteúdo do seu saco revisado e provavelmente “apreendido” à procura de dinheiro de corrupção.

Da mesma forma que usar uma bandeira do Brasil não transforma, automaticamente, ninguém em patriota, como mostra a foto do Rocco Ritchie, o filho da Madonna, no Instagram, e os pavilhões nacionais pendurados na entrada do prédio da Bolsa de Nova Iorque, quando da venda de ações de empresas estratégicas brasileiras, na época da privataria.

Prefiro um brasileiro vestido de vermelho, mesmo que seja flamenguista ou sãopaulino, do que um que vai para a rua, vestido de verde e amarelo, para defender a privatização e a entrega, para os EUA, de empresas como a Petrobras.

LUCRO DOS BANCOS

O PT é um partido tão comunista, que o lucro dos bancos, que foi de aproximadamente 40 bilhões de dólares no governo Fernando Henrique Cardoso, aumentou para 280 bilhões de dólares nos oito anos do governo Lula.

É claro que isso ocorreu também por causa do crescimento da economia, que foi de mais de 400% nos últimos 12 anos, mas só o fato de não aumentar a taxação sobre os ganhos dos mais ricos e dos bancos – que, aliás, teria pouquíssima chance de passar no Congresso Nacional – já mostra como é exagerado o medo que alguns sentem do “marxismo” do Partido dos Trabalhadores.

O PT é um partido tão comunista, que grandes bancos privados deram mais dinheiro para a campanha de Dilma e do PT do que para os seus adversários nas eleições de 2014.

Será que os maiores bancos do país teriam feito isso, se dessem ouvidos aos radicais que povoam a internet, que juram, de pés juntos, que Dilma era assaltante de banco na década de 1970, ou se desconfiassem que ela é uma perigosa terrorista, que está em vias de dar um golpe comunista no Brasil ?

APOIO AO CAPITALISMO

O PT é um partido tão comunista que nenhum governo apoiou, como ele, o capitalismo e a livre iniciativa em nosso país.

Foi o governo do PT que criou o Construcard, que já emprestou mais de 20 bilhões de reais em financiamento, para compra de material de construção, beneficiando milhares de famílias e trabalhadores como pedreiros, pintores, construtores; que criou o Cartão BNDES, que atende, com juros subsidiados, milhares de pequenas e médias empresas e quase um milhão de empreendedores; que aumentou, por mais de quatro, a disponibilidade de financiamento para crédito imobiliário – no governo FHC foram financiados 1,5 milhão de unidades, nos do PT mais de 7 milhões – e o crédito para o agronegócio (no último Plano Safra de Fernando Henrique, em 2002, foram aplicados 21 bilhões de reais, em 2014/2015, 180 bilhões de reais, 700% a mais) e a agricultura familiar (só o governo Dilma financiou mais de 50 bilhões de reais contra 12 bilhões dos oito anos de FHC).

Aumentando a relação crédito-PIB, que era de 23%, em dezembro de 2002, para 55%, em dezembro de 2014, gerando renda e empregos e fazendo o dinheiro circular.

As pessoas reclamam, na internet, porque o governo federal financiou, por meio do BNDES, empresas brasileiras como a Braskem, a Vale e a JBS.

Mas, estranhamente, não fazem a mesma coisa para protestar pelo fato do governo do PT, altamente “comunista”, ter emprestado – equivocadamente a nosso ver – bilhões de reais para multinacionais estrangeiras, como a Fiat e a Telefónica (Vivo), ao mesmo tempo em que centenas de milhões de euros, seguem para a Europa, como andorinhas, todos os anos, em remessa de lucro, para nunca mais voltar.

Ayres Britto diz que o “País precisa ser passado a limpo”

Ayres Britto, ex-presidente do Supremo, diz que, no final, tudo vai dar certo

Eduardo Militão
Correio Braziliense

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto disse ao Correio que o Brasil é “um país que precisa ser passado a limpo”. Ele assinala ver os desdobramentos da operação Lava Jato com expectativa de boas mudanças nas práticas brasileiras.

“Um país que precisa ser passado a limpo tem que enfrentar essas turbulências, essas intercorrências”, disse. “No fim, tudo fica plano e transparente.”

O ministro aposentado afirmou que “todo povo que amadureceu” teve momentos na história semelhantes à operação Lava Jato, que já colocou na cadeia executivos de grandes empreiteiras, doleiros, funcionários da Petrobras e revelou denúncias de pagamentos de propinas a políticos e partidos com dinheiro desviado da sexta maior petroleira do mundo.

“O Brasil tem que passar por isso. Nossas malfeitorias com o patrimônio público são coloniais”, afirmou Ayres Britto. “No fim, vai dar tudo certo”, disse ele.

Boatos de guerra civil, confisco e golpe inundam a internet

Patrícia Campos Mello
Folha

Com um sotaque gaúcho, ela adverte: o tio de uma amiga sua é tenente do exército e recebeu uma notificação do Rio de Janeiro pedindo que as pessoas abasteçam a casa com comida e combustível. No dia 15 de março, durante o protesto, eles querem trancar tudo. Segundo ela, descobriram um grupo de guerrilheiros com mais de 20 mil armas na floresta amazônica e estão prevendo guerra civil. Ah, e também avisaram que o governo pode confiscar o dinheiro da poupança, como “daquela vez” (governo Collor).

Boatos como esse, enviado em arquivo de áudio por WhatsApp, têm circulado pelas redes sociais nos últimos dias. Segundo levantamento da Scup, empresa especializada em monitoração de redes sociais, nos últimos dias aumentaram as menções no Twitter, WhatsApp e Facebook a “exército” (495 menções), “infiltrados” (152 menções), “confisco de dinheiro” e “poupança” (326) e “Venezuela” (2305), em contexto ligado à manifestação deste domingo.

“Lula promete atacar com exército quem for às ruas dia 15 de março pelo impeachment a Dilma” e “pessoal orem pelo Brasil, pois há especulações de que podemos entrar numa gerra civil por causa do impeachment da Dilma, dizem que o PT conta com a ajuda do exército do MST, o presidente da Venezuela já falou que está junto com Dilma, até falam que alguns dos médicos Cubanos que a presidente contratou na verdade são agentes pra defender o PT” são exemplos de mensagens identificadas pela Scup.

VENEZUELA EM ALTA

Venezuela também está em alta, segundo a monitoração: “A Venezuela é o Brasil amanhã! “Se não acho sabão, uso detergente e se tem sabão é bom fazer render. #ForaDilma.”

Muitas mensagems alertam para “infiltrados que irão tentar causar tumulto” na manifestação de domingo. “Leve um apito, se achar um comunista infiltrado, apite” e “Não esqueça de levar sua Carteira de Trabalho no#VemPraRua15deMarco e aponte direto para o petista infiltrado. Ele sairá correndo.”

Neste momento de ânimos exaltados, certas “hashtags” se tornam sucessos instantâneos no Twitter. Pouco tempo após ser criado, na noite de quinta (12), a hashtag #DilmaLindaOBrasilTeAma, que era seguido de mensagens irônicas de crítica à presidente, estava entre os principais trending topics do Twitter no Brasil. O autor do hashtag é um estudante de 20 anos de Bagé, no Rio Grande do Sul. “Criei a tag em ironia ao PT, porque estão fazendo uma palhaçada com o povo brasileiro e resolvi fazer o mesmo com eles. Eu não esperava que ia repercutir tanto”, diz Theo Beck, que estuda Educação Física. Conhecido como “Chalanco”, ele tem 207 mil seguidores no Twitter.

BOATARIA

“É preciso acompanhar as redes sociais para identificar assuntos com potencial de viralização, como é o caso dos boatos”, diz Fabio Santos, gerente de marketing do Scup. “Quando o momento é crítico, a chance de boatos pipocarem e se tornarem algo real é multiplicada, ainda mais quando compartilhado em redes com alto potencial de engajamento e por usuários com perfis de influenciadores.”

Segundo a empresa, é muito difícil monitorar WhatsApp, porque se trata de rede privada, e e-mails, por causa das leis de privacidade, então eles se concentram em Facebook e Twitter.

Lava Jato lança sombras tenebrosas sobre o Congresso

Bernardo Mello Franco
Folha

A lista dos 34 parlamentares que responderão a inquéritos no Supremo instalou uma sombra de proporções inéditas sobre o Congresso. Agora a história dos escândalos terá que ser dividida entre antes e depois do petrolão.

Pela primeira vez, o mesmo caso de corrupção atinge os presidentes das duas casas legislativas, ambos eleitos pelo PMDB. Também envolve líderes do PT, que governa o país há 12 anos, e um senador do PSDB, o principal partido de oposição.

Isso já torna a lista de Janot mais abrangente que a do mensalão, restrita à base governista na Câmara. Outros escândalos com muitos investigados, como os anões do Orçamento e os sanguessugas, atingiram poucos políticos influentes.

O petrolão é diferente: engloba os três maiores partidos e chega à antessala da presidente Dilma Rousseff, ao envolver dois dos três chefes da Casa Civil de sua gestão.

Na contagem fria dos números, o PP é a legenda mais afetada, com 21 parlamentares indiciados. Mas os principais alvos são os poderosos PT, PMDB e PSDB.

NO OLHO DO FURACÃO

Os petistas estão no olho do furacão. As presenças do ex-ministro Antonio Palocci e do tesoureiro João Vaccari põem na berlinda o financiamento da campanha de 2010, que levou a presidente ao poder.

Embora Dilma não possa ser formalmente investigada, a eventual comprovação de que os desvios da Petrobras contribuíram para a sua escalada terá efeito equivalente a mandá-la para o banco dos réus.

O PMDB já se lançou em luta desgovernada pela sobrevivência, com Renan Calheiros e Eduardo Cunha aparentando descontrole ao atacar o procurador-geral da República.

No PSDB, o problema não é de quantidade, mas de qualidade. O senador mineiro Antonio Anastasia, incluído na lista, é o principal operador de Aécio Neves. Se ele não se safar, pode comprometer o ex-presidenciável como líder da oposição e virtual candidato em 2018.

“O louco de palestra’’ e os outros “loucos”

Sandra Starling

Arranjei nos últimos tempos uma mania nova: ler revistas e jornais velhos para ver se encontro lá alguma pista que me ajude na procura de um caminho. Minha fonte predileta tem sido a revista “Piauí”, imperdível, quase sempre.

No número 49, de outubro de 2010, no entanto, o que muito me agradou e divertiu foi o texto sobre “o louco de palestra”, descrevendo aqueles tipos que frequentam palestras e se dedicam a fazer intervenções precedidas invariavelmente da frase “eu gostaria de fazer uma colocação”. Passo a palavra a Vanessa Bárbara, autora do artigo: “O louco de palestra é o sujeito que, durante uma conferência, levanta a mão para perguntar algo absolutamente aleatório. Ou para fazer uma observação longa e sem sentido sobre qualquer coisa que lhe venha à mente. É a alegria dos assistentes enfastiados e o pesadelo dos oradores, que passam o evento inteiro aguardando sua inevitável manifestação, como se dispostos a enfrentar a própria Morte”.

Encontrei esses tipos várias vezes durante minha vida mais ou menos pública, isto é, quando tive mandatos ou ocupava cargos no Executivo e participava de debates, sobretudo no período em que enfrentávamos a ditadura. Uns chatos.

É DIFÍCIL DRIBLAR

O primeiro de que me lembro apareceu quando coordenei pelo Sinttel de BH um debate entre Lula, ainda presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, e João Paulo Pires de Vasconcelos, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade, no auditório da Faculdade de Direito da UFMG. Foi difícil driblar o inconveniente. Isso antes dos anos 80 do século passado.

Na última vez, apareceu um desses querendo discutir com Marina Silva, em 2010, sobre as inconveniências de ter o deputado José Fernando Aparecido de Oliveira como candidato ao governo de Minas. Quando vi sua inscrição, banquei d. Dilma e não deixei que a mesa respondesse a sua provocação. Marina não entendeu minha intervenção, e foi difícil fazê-la compreender que quem perguntava não queria uma resposta, mas estabelecer uma polêmica quando ela ainda tinha uma coletiva à imprensa e uma viagem a fazer para o Triângulo Mineiro.

Agora penso nos “loucos” de artigos, blogs e sites na internet ou nos jornais. A mesma postura, a mesma questão, isto é, fazem comentários que nada têm a ver com o que está escrito e que por isso mesmo não têm como serem respondidos.

Na semana passada, um tal de Fernando fez isso aqui, neste espaço. Insistiu em que votara em Dilma porque não havia opção. Mas eu não tratei disso. Tratei da crise que se abate sobre nós e da pergunta de um amigo sobre o que fazer. E dizia que não sabia mesmo o que fazer. Se eu estivesse defendendo quem disputou com ela, Fernando teria razão. Mas eu tentava mostrar exatamente como estamos sem saída no Brasil. Como todo “louco de artigo”, ele só queria defender por que votara nela. Nada tenho a ver com isso. Ele que se arranje com sua consciência diante do que vem acontecendo.

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NOTA DA REDAÇÃONos portais, sites e blogs também aparecem muitos loucos de palestra. Eles fazem os comentários mais estapafúrdios e insistem em desrespeitar a opinião dos outros. Mas a internet precisa ser livre. Portanto, temos de aturar esses chatos, como Sandra Starling apropriadamente os classifica. (C.N.)

Cartel das empreiteiras financiou 20 dos políticos da lista

Deu no Estadão

Pelo menos 20 dos políticos que serão alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal por envolvimento na Operação Lava Jato receberam, em 2014, doações eleitorais registradas de empreiteiras acusadas de formar um cartel para superfaturar obras da Petrobras. Foram quase R$ 14 milhões, distribuídos a candidatos a governador, senador e deputado federal.

Das 16 empresas que, segundo as investigações da Polícia Federal, teriam participação no cartel, sete fizeram contribuições diretas às campanhas de políticos envolvidos no escândalo.

A lista de contemplados com doações pode aumentar, já que governadores eleitos também serão alvo de pedidos de abertura de inquérito – seus casos serão analisados pelo Superior Tribunal de Justiça.

A relação tampouco desvenda todas as apostas eleitorais das empreiteiras. O levantamento do Estadão Dados se limita à disputa de 2014 porque, antes disso, as empresas podiam fazer as chamadas doações ocultas, nas quais era impossível rastrear as conexões entre financiadores e financiados.

ALGUNS NÃO CONCORRERAM

Alguns dos investigados – entre eles o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) –, foram eleitos em 2010 e não concorreram na disputa do ano passado. O ranking de contribuições em 2014 é encabeçado por três candidatos a governador, cujas campanhas são mais caras – além disso, se eleitos, eles têm poder de decisão sobre a alocação de recursos para obras, tema de interesse direto das empreiteiras.

Os primeiros da lista são os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Benedito de Lira (PP-AL), que concorreram aos governos do Rio de Janeiro, do Paraná e de Alagoas, respectivamente. Nenhum deles foi eleito em 2014. Todos voltaram, portanto, aos seus mandatos no Senado.

Os outros postos são ocupados por 17 deputados e senadores investigados e contemplados por doações do cartel. Nesse bloco, o PP se destaca: 12 dos parlamentares (70,6% do total) são filiados ao partido. Os demais nomes são do PT (3), do SD (1) e do PSDB (1).

ANASTASIA FAVORECIDO

Quando o que se observa não é o volume das contribuições, mas o número de financiadores, o primeiro colocado é o senador tucano Antonio Anastasia, ex-governador de Minas Gerais. Ele recebeu doações de cinco das empreiteiras acusadas de formar o cartel da Petrobras.

Três das empreiteiras da lista são responsáveis por dois terços das doações eleitorais aos políticos agora investigados: UTC Engenharia, Construtora Queiroz Galvão e Galvão Engenharia, nessa ordem. As duas primeiras fizeram, cada uma, doação de valor idêntico à campanha do petista Lindbergh Farias: R$ 1,425 milhão. As doações da Queiroz Galvão foram as mais abrangentes: chegaram a 10 dos 20 políticos da lista do Supremo. A seguir aparecem OAS e UTC, com oito e sete financiados, respectivamente.

50 ENVOLVIDOS

O ministro do Supremo Teori Zavascki determinou na sexta-feira a abertura de investigação criminal sobre 50 pessoas, entre elas 22 deputados federais, 12 senadores e o vice-governador da Bahia, João Leão (PP). Estão na lista cinco ex-ministros do governo Dilma Rousseff (Aguinaldo Ribeiro, Mário Negromonte, Edison Lobão, Gleisi Hoffmann e Antonio Palocci).

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia pedido ao STF a abertura de 28 inquéritos, mas foi atendido apenas parcialmente. Zavascki, que é o relator do caso Lava Jato no Supremo, determinou a abertura de 21 investigações formais, a maioria por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Segundo Janot, integrantes do PP e do PMDB, ambos da base do governo, eram abastecidos por recursos desviados de contratos firmados por empreiteiras com a Diretoria de Abastecimento da Petrobras. Da Diretoria de Serviços da estatal, ainda de acordo com o procurador-geral, saíam recursos que eram direcionados a políticos do PT.

Mais uma: Parlamentares vão dobrar verba para sustentar partidos

Ricardo Della Coletta
O Estado de S. Paulo

A pulverização dos partidos políticos com representação na atual legislatura da Câmara e a diminuição de doações de empresas às legendas em consequência da Operação Lava Jato levaram o Congresso a querer dobrar os recursos do Fundo Partidário neste ano em relação à proposta original do governo.

Atendendo a pedidos dos parlamentares, o relator do Orçamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR), vai alocar em 2015 cerca de R$ 570 milhões para o fundo, destinado a financiar as estruturas partidárias. Trata-se de um aumento de 45,2% sobre o que foi destinado no Orçamento de 2014 (R$ 392,4 milhões) e praticamente o dobro dos R$ 289,5 milhões que o valor proposto originalmente pelo governo.

A emenda de plenário que prevê o novo valor já está pronta e será apresentada na sessão do Congresso agendada para terça-feira. Será a maior “turbinada” no Fundo Partidário desde o Orçamento de 2011, quando os parlamentares passaram a complementar os montantes sugeridos pelo Executivo.

O Estadão procurou Jucá, mas sua assessoria informou que ele estava no interior de Roraima e não poderia comentar o assunto.

E Lula ainda dizia que o PT não roubava nem deixava roubar…

João Souza

Meu nome é João Souza, mas como não tive uma boa instrução e antes que me critiquem, eu me assumi como “o menos instruído”. Acompanhei a discussão (sadia e sem agressividade) entre Vanda Magalhães Vieira e Carlos Newton, que serve para esclarecer melhor como funciona os bastidores deste governo incompetente e corrupto.

Não para aguentar a velha lengalenga de que os tucanos fizeram isso e aquilo, mas o ministro Gilmar Mendes não os condena etc. e tal. Os maiores casos de corrupção de todos os tempos no Brasil foram o mensalão e o petrolão. Resta saber qual o pior dos dois. Acho que foi o do mensalão, que até teve um volume menor de dinheiro envolvido, mas as intenções petistas eram demoníacas.

O PT está há pouco mais de 12 anos no poder. Então essa história de que o país está ingovernável e com tantos escândalos porque herdou leis e decretos assinados por FHC, Figueiredo, Geisel, Getúlio e Deodoro da Fonseca, sem dúvida, é querer esconder a corrupção achando que todo o povo brasileiro sofre de demência. Depois de 12 anos no poder, o PT agora alega que a roubalheira da Petrobras foi porque FHC fez mudanças nas leis de licitações?…

UM GOVERNANTE HONESTO

Se eu sou um governante honesto e sei que meu antecessor deixou brechas para o roubo em alguma estatal ou repartição pública, o que faço? Ora, simplesmente eu mudo a lei e fecho a brecha deixada pelo antecessor. Mesmo porque o honesto não rouba uma casa mesmo com todas as portas e janelas abertas.

Então eu vou comandar uma grande empresa e descubro que o antecessor deixou uma brecha que facilita a corrupção nesta empresa. Em vez de corrigir o erro passado, fechando esta brecha com outra lei, deixo tudo como estava e passo a cobrar percentual fixo sobre a corrupção, para depois dizer que sou honesto e que só roubei porque a porta do cofre estava aberta.

Mas é muita cara de pau desse povo! Não viram o depoimento de Sérgio Gabrielli? Ele deu a entender que o volume de dinheiro da Petrobras era muito grande para ele enxergar roubos.
Que dizer que o dono de uma Walmart nunca vai perceber se um dos seus executivos lhe roubar alguns bilhões, porque esta empresa tem um volume de dinheiro bem maior que o da Petrobras…

Mas é muita cara de pau desse povo! E o ex-presidente Gabrielli, devido à impunidade que reina nesta república terceiro-mundista, pode até acabar salvo pelo gongo.

A Igreja e a CNBB não podem continuar defendendo o PT

Antonio F. Valente

Resta-me pouco a falar sobre a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), depois dos comentários criteriosos de ilustres participantes deste site. Sou cristão, creio em Deus, busco uma vida decente, mas não aceito os rumos que a Igreja Católica tem tomado nos últimos tempos.

Depois da imensa influência do marxismo sobre o catolicismo, mormente no Brasil, deixei de frequentar qualquer tipo de igreja. Hoje, minha igreja é o meu lar, onde faço as orações e procuro viver de forma honrada, simples, buscando a melhoria como homem, fazendo as minhas investigações intelectuais.

A Igreja Católica tem cometido barbaridades ao longo da história, em eventos como a Inquisição, as vendas de Indulgências para o financiamento da construção da Basílica de São Pedro, as Cruzadas, entre outros fatos históricos que mancharam a sua reputação.

Quando o economista-sociólogo Max Weber escreveu sobre a causa da prosperidade dos países protestantes, ele justificou que a riqueza deles era baseada no credo de que não há mal algum em prosperar, ganhar dinheiro, melhorar de vida, acumular bens.

Os católicos, ao contrário, imbuídos de uma interpretação errônea da Bíblia, sempre negaram este credo, optando pela estagnação econômica, resultando em pobreza dos países católicos, comparados aos outros protestantes.

OBSCURANTISMO

A Igreja Católica sempre foi obscurantista, perseguiu Galileu Galilei, e Nicolau Copérnico não pode publicar a sua obra em vida.

Mas retomando ao tema atual, o marxismo da Igreja Católica, refletido no apoio canino ao PT, é fruto da imensa ignorância dos seus bispos. Não há qualquer relação entre cristianismo e marxismo. Karl Marx, o mais importante pensador socialista, detestava a Igreja, as religiões. Lenin, o líder russo, mandou destruir a maioria das igrejas na Rússia e proibiu a Igreja Ortodoxa.

O marxismo é, na sua essência, materialista, enquanto o cristianismo busca a transcendência, a espiritualidade. Mas tudo isso não parece ser suficiente para que a CNBB deixe de compactuar com o PT e o defenda no momento que membros do partido vêm pilhando os cofres públicos, no caso Petrolão.

Assim, a Igreja Católica do Brasil e a CNBB podem ser lembradas na História como defensoras dos corruptos, ladrões e saqueadores do PT, no maior escândalo da República.

Única desculpa do PT é dizer que querem inventar um terceiro turno

Antonio Fallavena

Quem critica ou questiona é porque está querendo terceiro turno. Mas Dilma Rousseff, eleita nas urnas, tem o direito de fazer e dizer o que bem quiser. Vamos deixar claro: quem inventou a história de terceiro turno foram os espertos marqueteiros do PT. Os idiotas petistas só tiveram a missão de repetir a bobagem.

Os que questionaram as urnas o resultado do segundo turno não aceitam as mentiras de Dilma, que enganaram parcela da sociedade. Muitos parlamentares a ajudaram nesta missão. Lembrem-se da deputada Maria do Rosário, em cujos comitês dizia-se que “Aécio acabaria com o Bolsa Família”.

A própria atuação de Tofolli, como presidente do TSE, deixou transparecer que as desconfianças eram fundadas. O ministro passou a mão por cima de tudo. Tinham razão os que denunciaram o processo eleitoral. Se nada foi errado, por que esconderam tudo?

LAVA JATO

Com o estouro da operação Lava Jato, a casa caiu e o mundo petista, agora, está desmoronando. Dilma e suas promessas de combate a corrupção não passaram de devaneios. Como combater a corrupção, se isso atingiria seus próprios companheiros, aliados e serviçais?

A oposição, frágil, débil e sem inspiração, não fez nem precisou fazer nada. Tal qual acontece com as quadrilhas (lutas internas e/ou externas), iniciou-se a matança entre os próprios comparsas. Apanhados em flagrante, os irmãos metralhas abriram o bico e começaram a contar como esquema foi montado.

Agora, a defesa do PT é a mesma de sempre. Com discursos estudados e decorados, os petistas mais uma vez tentam ludibriar parcela do povo brasileiro. Reparem o que dizem: 1) a oposição está atacando a democracia; 2) querem terceiro turno; 3 ) tentam destruir, inviabilizar, enfraquecer e depois vender a Petrobras.

DESMONTE DA PETROBRAS

No caso da Petrobras, surgem perguntas. Afinal, quem está administrando a empresa? Quem deixou de responsabilizar FHC pelo “desmonte” que realizou? Quem permitiu que saqueassem a estatal, no período entre 2003 a 2015?

Antes de cobrar os governos anteriores, os petistas têm de prestar contas de sua gestão. Não adianta organizar atos públicos em defesa da Petrobras e denunciar que ela está sendo destruída. Mas destruída por quem?

Sindicatos e centrais financiadas com recursos públicos, cabides de emprego para pelegos e serviçais petistas, estudantes profissionais, movimentos sociais financiados por partidos e com recursos públicos, é este o povo que vai às ruas defender um governo que jogou o país no caos.

O PT, nascido para servir como exemplo de ética, está atirando 25 anos de democracia no lixo. Com total certeza, é o partido mais corrupto da história de nosso país. A estrela apagou-se. Vive os últimos suspiros e respiros de um sonho construído e destruído por tresloucados.

O Brasil é grande, rico. Seu povo, um dia, poderá ser feliz. No entanto, é triste dizer que este dia ainda está distante.

O que se esconde por trás do ódio ao PT é a intolerância aos pobres

01Leonardo Boff
O Tempo

Há um fato espantoso, mas analiticamente explicável: o aumento do ódio e da raiva contra o PT. Esse fato vem revelar o outro lado da “cordialidade” do brasileiro: do mesmo coração que nasce a acolhida calorosa vem também a rejeição mais violenta. Esse ódio é induzido pela mídia conservadora e por aqueles que, na eleição, não respeitaram o rito democrático: ou se ganha, ou se perde. Os derrotados procuram por todos os modos deslegitimar a vitória e garantir uma reviravolta política que atenda seu projeto, rejeitado pela maioria dos eleitores.

Para entender, nada melhor que visitar o notório historiador José Honório Rodrigues, em seu clássico “Conciliação e Reforma no Brasil” (1965): “Os liberais no Império, derrotados nas urnas e afastados do poder, foram se tornando, além de indignados, intolerantes” (p. 11).

Esses grupos prolongam as velhas elites que, do Brasil Colônia até hoje, nunca mudaram seu ethos, abominando o povo. Só o aceitam fantasiado no Carnaval.

Lamentavelmente, não lhes passa pela cabeça que as maiores construções são fruto popular: a mestiçagem racial, a mestiçagem cultural, as tolerâncias racial e religiosa, a expansão territorial, a integração psicossocial, a integridade territorial, a unidade de língua e, finalmente, a opulência e a riqueza do Brasil, que são fruto do trabalho do povo. E o que fez a liderança colonial (e posterior)? Não deu ao povo sequer os benefícios da saúde e da educação.

FATO HISTÓRICO

A que vêm essas citações? Elas reforçam um fato histórico inegável: com o PT, os que eram considerados carvão no processo produtivo conseguiram, numa penosa trajetória, se organizar como poder social, que se transformou em poder político, e conquistar o Estado com seus aparelhos. Apearam do poder as classes dominantes. Não ocorreu simplesmente uma alternância de poder, mas uma troca de classe social, base para um outro tipo de política. Tal saga equivale a uma autêntica revolução social.

Isso é intolerável para as classes poderosas, que se acostumaram a fazer do Estado seu lugar natural de se apropriar privadamente dos bens públicos pelo famoso patrimonialismo.

Por todos os modos e artimanhas querem, ainda hoje, voltar a ocupar esse lugar que julgam de direito seu. Seguramente, começam a dar-se conta de que, talvez, nunca mais terão condições históricas de refazer seu projeto de dominação/conciliação. Para eles, o caminho das urnas se tornou inseguro pelo nível crítico alcançado por amplos estratos do povo, que rejeitou seu projeto político de alinhamento neoliberal ao processo de globalização, como sócios dependentes e agregados. O caminho militar será hoje impossível, dado o quadro mundial mudado.

JUDICIALIZAÇÃO

Cogitam a esdrúxula possibilidade da judicialização da política, contando com aliados na Corte Suprema que nutrem semelhante ódio ao PT e sentem o mesmo desdém pelo povo. Por meio desse expediente, poderiam lograr um “impeachment” da primeira mandatária da nação. É um caminho conflituoso, pois a articulação nacional dos movimentos sociais tornaria arriscado e até inviabilizável esse intento.

O ódio contra o PT é menos contra o PT do que contra o povo pobre, que, por causa do PT e de suas políticas sociais de inclusão, foi tirado do inferno da pobreza e da fome e está ocupando os lugares antes reservados às elites abastadas.

Antecipo-me aos críticos: “Mas o PT não se corrompeu? Veja o mensalão e a Petrobras”. Não defendo corruptos. Reconheço, lamento e rejeito os malfeitos cometidos por um punhado de dirigentes. Mas, nas bases e nos municípios, vive-se outro modo de fazer política, com participação popular.

Renato Lima e as coisas que irão desaparecer de nossas vidas

Renato Lima

Existem muitas coisas importantes para nós e que irão desaparecer de nossas vidas, e isso vai acontecer mais rápido do possamos imaginar. Confira algumas delas:

1 – Os correios

Email, Fedex, DHL e UPS têm praticamente dizimado a receita mínima necessária para sustentar os correios. O que chega pelos correios são contas e mensagens que não interessam.

2 – O cheque

A Grã-Bretanha já prepara o terreno para acabar com o cheque até 2018. O processamento de cheques custa bilhões de dólares por ano ao sistema financeiro. Cartões e transações online levarão o cheque à extinção.

3 – O jornal

A geração mais nova simplesmente não lê jornal. Quanto a ler o jornal online, prepare-se para pagar por isso.

4 – O livro

Você pode navegar em uma livraria online e até mesmo ler um capítulo pré-visualizado antes de comprar. E o preço é menos da metade de um livro real.

5 – O telefone fixo

A menos que você faça muitas chamadas locais, você não precisa mais do telefone fixo. Você pode mantê-lo porque sempre teve, mas está pagando encargo duplo para este serviço.

6 – A boa música

Esta é uma das partes mais tristes da história da mudança. A indústria da música está morrendo uma morte lente. Não apenas por causa dos downloads ilegais. É a falta de oportunidade para a nova música inovadora chegar às pessoas que gostariam de ouvi-la.

7 – Televisão

As pessoas estão assistindo TV e filmes transmitidos a partir de seus computadores. As pessoas já podem escolher o que querem assistir on-line.

8 – Coisas que você possui

Muitos bens que usamos e possuímos nós poderemos descartá-los no futuro. Eles podem residir na “Nuvem”. Apple, Microsoft e Google estão terminando os seus últimos lançamento em nuvem. Isso significa que quando você ligar o computador, a internet vai ser incorporada ao sistema operacional. Se você salvar alguma coisa, ela será salva na nuvem. Neste mundo virtual , você poderá acessar sua música, seus livros, ou qualquer coisa do gênero a partir de qualquer computador portátil.

9 – Privacidade

Se já houve um conceito de podermos olhar para trás com nostalgia é a privacidade. Ela acabou. Há câmeras na rua, na maior parte dos edifícios, você pode ter certeza que 24 horas por dia, 7 dias na semana , “eles” sabem quem você é e onde você está. Se você comprar alguma coisa, o seu hábito é colocado em um zilhão de perfis e os seus anúncios serão alterados para refletirem seus hábitos. “Eles” vão tentar levá-lo a comprar algo mais.

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NOTA DA REDAÇÃO
Depois de nos mandar essa interessante lista de coisas que vão sumir de nossas vidas, infelizmente Renato Lima também resolveu desaparecer. É uma pena, porque Renato Lima já demonstrou que adora a Tribuna da Internet e tem prazer em navegar por aqui, cumprindo sua duríssima missão de defender o governo e o PT. Agora, teremos de aturar seus substitutos, que odeiam a TI e não demonstram o menor senso de humor. Volte logo, Renato Lima, imploramos a você. (C.N.)