Delação da Camargo Corrêa abrangerá obras fora da Petrobras

Jailton de Carvalho
O Globo

A onda de delações de réus da Operação Lava-Jato, que vem alimentando as investigações desde o ano passado, ainda não terminou. Dois executivos da construtora Camargo Corrêa – o presidente Dalton dos Santos Avancini e o vice-presidente Eduardo Leite – fecharam, na noite desta sexta-feira, acordos de colaboração com a força-tarefa que investiga fraudes em contratos de empreiteiras com a Petrobras. Já João Ribeiro Auler, presidente do Conselho Administrativo da construtora, ainda está negociando com os procuradores.

As delações podem tornar as investigações ainda mais explosivas. A Camargo Corrêa foi uma das primeiras empresas flagradas em transações financeiras com o doleiro Alberto Youssef, operador do pagamento da propina no esquema de desvios da Petrobras. A Camargo também é uma das empresas com mais doações para campanhas políticas. Os executivos teriam decidido colaborar por três motivos: prisão prolongada, dificuldade para enfrentar as investigações e risco de condenação à prisão em regime fechado.

FORA DA PETROBRAS

Está sendo negociada a possibilidade de revelações de fraudes não só na Petrobras, mas também em outras áreas de atuação da Camargo Corrêa. Na mira dos procuradores estão obras e serviços em hidrelétricas, rodovias e ferrovias. Os executivos da empreiteira resistiam à ideia de falar sobre outros assuntos fora do tema principal da Lava-Jato.

Mas, nos últimos dias, o ambiente mudou e as partes já se entenderam sobre os pontos principais do acordo.

Estão sendo preparados acordos individuais. Os benefícios para os delatores deverão ser estabelecidos em função da importância das informações a serem fornecidas por eles. Nesta sexta-feira, as negociações giravam em torno dos benefícios, que vão da redução de penas até a não aplicação do regime fechado.

DEPOIMENTOS

Nesta sexta-feira, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, ouviu funcionários da Camargo Corrêa arrolados como testemunhas de defesa dos executivos Dalton dos Santos Avancini e João Ricardo Auler. Os depoimentos de Alessandra Mendes da Silva, Eduardo Maghidman, Jorge Yasbek, Enes Faria e Rodoal Schlemm foram feitos por videoconferência. Segunda-feira, serão ouvidas as testemunhas de Eduardo Leite, outro executivo da Camargo Corrêa.

Até o momento, a força-tarefa da Lava-Jato fechou 13 acordos de delação premiada, entre eles as confissões do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef. Os executivos das empreiteiras estão presos desde a nona fase da Lava Jato, deflagrada em 14 de novembro passado.

Aparelhamento e corrrupção destroem o ensino na Bahia

Antonio Henrique Dias Silva

A corrupção nessa combalida caricatura de país não se limita à Petrobras e empreiteiras, na educação pública está sempre se esgueirando, sorrateira, mas na Bahia há uma verdadeira quadrilha que usa e abusa da omissão dos seus funcionários.

Aqui na Bahia o setor de educação pública é curral do pessoal do governo, PT, em Feira de Santana, segunda cidade do Estado. O deputado Zé Neto (PT) é o dono da DIREC, ele indica diretoras para os cargos na escolas, por pedido de amigos, e essas diretoras têm a obrigação de arranjar votos para os candidatos do partidão, são convocadas em época de eleição para fazerem o diabo, seja com os professores, alunos e familiares e com o pessoal de apoio das escolas, nada diferente do que se passa no resto desse resto.

O pior é que essas senhoras começam a embolsar as verbas federais que são destinadas à manutenção da escola e dos alunos, merenda e outras. É muito dinheiro, na escola onde trabalho, uma dessas senhoras passou oito anos no comando, foi exonerada em maio do ano passado por desvio, só nos dois últimos anos, da soma de cerca de R$ 200 mil e mais o que não ficamos sabendo. Imagino que esse assalto deva ficar por mais de R$ 500 mil, é pouco, mas se somarmos as diversas escolas do município, com suas exceções, mais as dos outros municípios, nesses oito anos de governo Wagner (PT), com esse pessoal parasitando o sistema de educação sem ser punido, chegaremos a valores muito mais expressivos.

A propósito, a diretora foi exonerada da função, mas não foi e nem será punida, não houve sequer uma auditoria nas contas da escola, e a diretora imposta pela ex-secretária da DIREC II de Feira de Santana é uma senhora que deu continuidade a essa sangria, desde o mês de junho quando assumiu o trono, está sem prestar contas, falar em auditoria com ela é criar confusão.

Mas como educação não conta, essa sujeira será jogada para baixo do tapete. Então já estamos dançando à beira do precipício e nem percebemos. Na Bahia estão fechando os turnos noturnos das escolas estaduais, ninguém se furtou em denunciar o fato. O governo do PT fez com maestria o que o DEM não conseguiu – destruir a educação básica, algo proporcionalmente muito mais danoso que a corrupção da Petrobras, do BNDES e das hidrelétricas e outras que estão doidas para vir à luz.

Delator deve ser premiado, diz especialista americana

Raul Juste Lores
Folha

Executivos que queiram denunciar práticas prejudiciais aos cofres públicos devem ser “incentivados, premiados e protegidos”, estejam na Petrobras, em empreiteiras ou em outra empresa que negocia com o governo. A opinião é da advogada americana Erika Kelton, uma das maiores especialistas nas leis de “whistleblowers” [gíria americana para o “insider” que faz uma denúncia].

Kelton venceu dois casos que geraram as maiores recompensas da história. Os réus eram os laboratórios farmacêuticos Glaxo e Pfizer, que faziam marketing enganoso de remédios.

As empresas tiveram de pagar US$ 3 bilhões e US$ 2,3 bilhões, respectivamente. As recompensas dadas aos denunciantes foram de US$ 50 milhões a US$ 100 milhões.

PETROLÃO

No Brasil, a investigação sobre os desvios na Petrobras tem um trunfo nas informações dadas por delatores, como o ex-dirigentes da estatal e ex-funcionários.

Para Kelton, está havendo uma internacionalização dos “whistleblowers” porque os negócios estão ligados mundialmente. “Quase metade dos denunciantes de crimes financeiros em Wall Street não são cidadãos americanos. Quem sabe não existe gente em Nova York que saiba muito sobre a Petrobras?”

INCENTIVO

Nos EUA há vários programas de incentivo aos executivos interessados em denunciar, inclusive leis que premiam delações há 150 anos.

No entanto, diz a advogada, elas só decolaram a partir dos anos 1980, quando foi criado um tripé que combina incentivos, recompensas e proteção.”Quando você ganha milhões no seu emprego e se arrisca a perdê-lo, o incentivo precisa compensar.”

Ela diz que a maioria das tentativas de proteção é retaliada e que o sucesso depende do momento em que é feita a denúncia: antes ou depois de deixar a empresa. “Meus clientes da Glaxo já tinham saído. O da Pfizer ficou desempregado por seis anos.”

Justiça bloqueia bens do ex-governador Agnelo Queiroz

Agnelo Queiroz está cada vez mais enrolado na Justiça

Almiro Marcos
Correio Braziliense

A desembargadora Simone Lucindo, da 1ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios, determinou, na tarde desta sexta-feira (27/2), o bloqueio dos bens do ex-governador Agnelo Queiroz (PT) e do ex-administrador regional de Taguatinga, Aneximenes Vale dos Santos. A decisão atende a pedido feito pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e tem relação com a inauguração do novo Centro Administrativo do DF, ocorrida no último dia do ano passado. Os valores indisponibilizados do ex-governador totalizam R$ 15,9 milhões e os do ex-administrador somam R$ 12 milhões — nos dois casos dizem respeito a dano moral coletivo e multa civil. Entram no rol de bens bloqueados contas bancárias, imóveis e veículos.

O MPDFT, em seu pedido com antecipação de tutela (liminar), considerou que a inauguração feita às pressas foi irregular. Na ação, os promotores de Justiça esclarecem que alertaram a Administração Regional de Taguatinga e o governador do Distrito Federal sobre a impossibilidade de concessão de carta de Habite-se. O empreendimento, conforme a ação, não tinha cumprido as medidas impostas pelo Departamento de Trânsito (Detran) no Relatório de Impacto de Trânsito (RIT).

Em 1ª instância, o juiz José Eustáquio de Castro Teixeira, da 7ª Vara da Fazenda Pública tinha negado o bloqueio dos bens, em 15 de janeiro. Mas o MPDFT agravou ao TJDFT e a desembargadora atendeu ao pedido. O Correio não conseguiu contato com os advogados do ex-governador e do ex-administrador.

FÓRMULA INDY

Esse é o segundo problema do ex-governador com bloqueio de bens desde o início do ano. No último dia 20, o juiz Álvaro Ciarlini, da 2ª Vara da Fazenda Pública, determinou a indisponibilidade dos bens do petista de de mais quatro pessoas até o limite de R$ 37,2 milhões. Este caso tem relação com o assinatura do contrato de publicidade entre a Agência de Desenvolvimento de Brasília (Terracap) e uma emissora de televisão para a realização da Fórmula Indy em Brasília. A prova estava marcada para 8 de março, mas foi cancelada pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB).

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NOTA DA REDAÇÃOAgnelo Queiroz é enriquecido ilicitamente. Tem bens no valor de R$ 15 milhões, declarados. Nada mal para um funcionário público. (C.N.)

“Brincadeira” da desoneração saiu extremamente cara, diz Levy

Joaquim Levy desoneração folha 02 (Foto: Francisco Stuckert/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Levy mostrou a incompetência de Guido Mantega & Cia

Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, defendeu nesta sexta-feira a Medida Provisória que, na prática, reduziu a desoneração da folha de pagamentos das empresas que nos últimos anos tiveram um alívio no pagamento da contribuição previdenciária.

“Essa brincadeira [desoneração da folha] nos custa R$ 25 bilhões por ano e vários estudos nos mostram que isso não tem protegido o emprego. Tem que saber ajustar quando não está dando resultado. Não deu os resultados que se imaginava e se mostrou extremamente caro. A gente não está eliminando. Está reduzindo [o benefício]”, declarou Levy.

Em sua cruzada para atingir a meta de superávit primário deste ano, de R$ 66,3 bilhões para todo o setor público (governo, estados, municípios e empresas estatais), o ministro anunciou que a desoneração da folha de pagamentos passará a ser menor.

Segundo ele, em 2015, essa medida gerará uma economia de R$ 5,3 bilhões com renúncia fiscal (recursos que o governo deixará de arrecadar). Em 2016, um ano fechado, a economia será maior: R$ 12,8 bilhões.

NOVOS CAMINHOS

Levy avaliou que, em um momento em que a economia está se ajustando, as empresas também “vão ter de se ajustar”. O ministro declarou ter certeza que o setor empresarial vai descobrir novos caminhos para continuar crescendo com menos transferências e renúncias fiscais do governo.

“A gente deve estar trabalhando para ampliar a tributação do regime do simples. A gente está fazendo medidas que facilitem as pessoas trabalharem. É assim que o Brasil vai crescer. O PAC vai continuar sendo importante, mas a gente vai botar isso dentro de uma equação financeira que seja sustentável”, acrescentou Levy.

ENTENDA A NOVA MEDIDA

A Medida Provisória 669 foi publicada nesta sexta-feira (27) no Diário Oficial da União elevou as alíquotas de contribuição para a Previdência das empresas sobre a receita bruta. Quem pagava alíquota de 1% de contribuição previdenciária sobre a receita bruta passa agora para 2,5%. Quem tinha alíquota de 2% vai para 4,5%. A mudança começará a valer a partir de junho.

Levy explicou que o governo está dando a opção, após as mudanças, de as empresas retornarem ao regime anterior – com o pagamento de contribuição patronal de 20% para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A escolha poderá ser feita pelas empresas em julho deste ano e, nos anos subsequentes, nos meses de janeiro.

“Pelos nossos cálculos, com alíquota de 2,5% proposta na MP, 40% das empresas e um número ainda maior de empregos continuará a ser beneficiado pelo sistema de desoneração de folha de pagamento e as outras empresas não serão prejudicadas. Apenas voltarão para o regime normal”, disse o ministro.

Ele acrescentou que a expectativa é que, com a mudança de alíquotas, 70 mil empresas vão voltar ao regime normal de pagamento de contribuição patronal. “Mais da metade delas, 37 mil empresas, em princípio, estarão felizes em poder optar [pelo regime anterior]. O sistema atual não é vantajoso para estas empresas. Outras 55 mil empresas ficarão [no regime de desoneração da folha], mais de sete milhões de pessoas”, declarou.

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NOTA DA REDAÇÃOTraduzindo: Levy simplesmente disse que a equipe econômica de Guido Mantega, Miriam Belchior e Alexandre Tombini foi da maior incompetência. Mantega e Miriam já rodaram, mas Tombini permanece. Quanto a Levy, não é nenhuma sumidade, mas pelo menos sabe fazer contas. (C.N.)

Brasil “abandona” ponte construída em parceria com a França

Ponte estaiada que liga Oiapoque, no Amapá, a Saint Georges de l'Oyapock, na Guiana Francesa

A ponte do Oiapoque está pronta mas ainda não pode ser utilizada

Lucas Reis
Folha

Apenas 378 metros separam o Brasil da França. Mas este trajeto entre o Amapá e a Guiana Francesa, território ultramarino do país europeu, virou um percurso problemático que já dura 18 anos. Idealizada em 1997 pelos então presidentes Fernando Henrique Cardoso e Jacques Chirac, a ponte binacional que liga a América do Sul à UE (União Europeia), sobre o rio Oiapoque, está concluída desde 2011, mas não tem previsão de inauguração.

Única ligação terrestre entre as cidades de Oiapoque (AP) e Saint Georges de l’Oyapock, na Guiana Francesa, o traçado não foi liberado porque o Brasil ainda não cumpriu sua parte: concluir as obras da aduana e a ligação da rodovia BR-156 até a obra.

A ponte estaiada mede 378 metros, custou R$ 61 milhões, divididos entre os dois países, e está pronta desde junho de 2011, mesma época em que a França concluiu toda a estrutura viária e aduaneira do seu lado da fronteira.

Ainda em 2011, os franceses concluíram a rodovia de quase 200 km que ligou Saint Georges à capital Caiena.

FALTAM OS POSTOS

Além das obras da fronteira brasileira, que incluem postos de Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Ibama e Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), orçadas em cerca de R$ 13 milhões, os dois países ainda precisam ratificar acordo relativo ao transporte terrestre de pessoas e mercadorias.

“Eles precisam muito mais de nós que nós deles. A Guiana Francesa não dispõe de agricultura e pecuária, por exemplo. Será um grande corredor comercial, com acesso à UE”, diz Alcir Figueira Matos, diretor da Agência de Desenvolvimento do Amapá.

O governo federal chegou a agendar uma data de inauguração, no final de 2013, com presença da presidente Dilma Rousseff, mas recuou.

Enquanto isso, os brasileiros que se aventuram até a Guiana Francesa –a maioria em busca de trabalho na mineração– utilizam barcos para vencer o rio Oiapoque. O caminho inverso, porém, tem sido feito pela própria ponte, pois o posto aduaneiro da Guiana já funciona.

A exigência de seguro dos veículos que chegam à Guiana Francesa e do visto de entrada, ambos em vigor, são pontos ainda em debate. E a invasão de imigrantes ilegais via Amapá é, há alguns anos, uma das principais preocupações da França.

(reportagem enviada por Wilson Baptista Jr.)

O dia do Eduardo Cunha é primeiro de abril

Bernardo Mello Franco
Folha

Enquanto o governo tira dos trabalhadores, o presidente da Câmara dá aos deputados. Este é o resumo das medidas anunciadas por Eduardo Cunha nesta quarta (25). O pacote custará R$ 150,3 milhões por ano, em meio a uma grave crise nas contas públicas.

Em uma só tacada, o peemedebista aumentou as verbas de gabinete, a remuneração de assessores e o auxílio-moradia dos colegas que não ocupam apartamentos funcionais. Com salários de R$ 33,7 mil, eles terão mais R$ 4.200 para alugar imóveis em Brasília, onde a maioria passa apenas duas noites por semana.

O presidente da Câmara ainda autorizou os deputados a usar dinheiro público para emitir passagens aéreas em nome de suas mulheres ou maridos. A prática havia sido proibida em 2009, após o escândalo da farra das passagens. Agora a farra está de volta, sob a batuta de Cunha.

SEM ELEVAR DESPESAS?

O peemedebista disse que não vai elevar despesas. Prometeu tirar verbas de funções administrativas, sem dar maiores detalhes. “Não vai custar um centavo”, afirmou.

É um discurso capenga, como diria Renan Calheiros sobre a coalizão governista. Se considera que o Orçamento da Câmara inclui gastos supérfluos, Cunha deveria cortá-los e devolver o dinheiro ao Tesouro. Em vez disso, vai remanejar a verba para aumentar as mordomias dos colegas.

O pacote foi referendado pela Mesa Diretora, um bunker de aliados do peemedebista. O deputado Júlio Delgado, do PSB mineiro, alerta que a medida pode ser um tiro no pé.

“Esse aumento de gastos vai nos afastar ainda mais da sociedade. Hoje as ruas estão protestando contra o governo. Amanhã, podem se voltar contra o Congresso”, prevê.

Cunha anunciou que as benesses entrarão em vigor em 1º de abril, conhecido como o Dia da Mentira. Não poderia haver data mais adequada. Em um jantar na segunda-feira, ele havia prometido fazer o possível para ajudar o governo a reduzir despesas e aprovar o ajuste fiscal.

Petrobras continua a ser muito generosa com os bolivianos

Mário Assis

Faz sucesso na internet, circulando por e-mail, a comprovação de que a Petrobras, apesar de toda a crise, continua sendo muito generosa com o governo Evo Morales, que usurpou as instalações da empresa na Bolívia e ficou tudo por isso mesmo.

O texto que circula na web mostra reportagem do jornal boliviano  La Razón sobre  investimentos sociais da estatal no Sul da Bolívia.

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A PETROBRAS E OS BOLIVIANOS

Pasmem! Depois do Evo Morales dar o calote na Petrobras e a empresa estar vivendo esta crise desde o ano passado, ainda faz benesses num país que a sacaneou!!!! Qual é a explicação plausível…????

O jornal de primeiro de fevereiro de 2015. Os negócios ilícitos continuam, claro. Enquanto persistir a impunidade.

É impressionante. Apesar de toda a podridão, a Petrobras faz doações na Bolívia. A roubalheira continua. E isso aconteceu apenas 20 dias atrás… Deve ter sido fruto da ida da Dilma à posse na Bolívia.

Com tristeza, verificamos que apesar de todos os escândalos que envolvem a Petrobrás, o governo ainda teima em continuar dilapidando o patrimônio público.

A Petrobras é do País, e não desse governo ou dos governantes, montada e sustentada pelo dinheiro do Tesouro, de nossos impostos.

Mais uma vez vamos pagar a conta. Até quando?

Eduardo Cunha já admite rever a “farra aérea” dos deputados

Cunha enfim percebe que deu uma grande mancada

Deu no Correio Braziliense

Criticado pelo Ministério Público e até mesmo por partidos que o apoiaram na eleição para o comando da Câmara, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), admitiu a possibilidade de rever a concessão de passagens aéreas para cônjuges de parlamentares. “Não vejo nada demais (na regalia), mas, se a Mesa Diretora quiser rever, é um direito dela. Na próxima reunião, ela que trate (do tema). Não tem problema nenhum da minha parte”, minimizou. Pagar os deslocamentos aéreos à custa do erário foi uma promessa de campanha de Cunha feita a mulheres de deputados durante a disputa pelo posto de presidente.

O peemedebista disse que não lançará mão da regra para comprar passagens para a esposa, Cláudia Cruz. “Ninguém é obrigado a usá-la. Eu mesmo não vou usar. Então, não vejo problema. O que nós estamos dando é a possibilidade de o parlamentar, dentro da sua cota, utilizar (a prerrogativa).”

Segundo o ato da Mesa divulgado na quarta-feira, as passagens aéreas podem ser adquiridas com verbas da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), conhecida como Cotão, que passará a ser de R$ 35,8 mil mensais por deputado a partir de 1° de abril. Além das passagens, o presidente da Casa anunciou o reajuste de vários benefícios recebidos pelos congressistas, com custo de R$ 112,7 milhões ao longo de 2015 e de R$ 150,7 milhões anuais a partir do ano que vem.

PSDB É CONTRA

Parlamentares do PSDB informaram que a representante do partido na Mesa Diretora, a deputada Mara Gabrili (SP), atual terceira-secretária da Casa, votou contra a proposta. Luiza Erundina (PSB-SP) também. O PSDB prometeu entrar com mandado de segurança no STF para suspender a mordomia caso Cunha não se comprometa a pôr em votação, na semana que vem, uma resolução suspendendo a permissão para comprar bilhetes aéreos de cônjuges.

“Se sentirmos que o projeto de resolução não será acolhido pela presidência, entraremos com o mandado de segurança”, ameaçou o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP). Segundo ele, o pedido ao Judiciário está “preparado, elaborado e assinado”, e os tucanos não usarão o benefício.

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NOTA DA REDAÇÃO
Cunha deu uma grande mancada. Os parlamentares sempre tiveram liberdade de gastar as cotas de passagens áreas. Os deputados às vezes precisam que um assessor viaje a seu estado de origem e fornecem a passagem, normalmente. Quando a cota acaba, o parlamentar tem de pagar do próprio bolso. A grande novidade de Cunha foi anunciar que os cônjuges poderiam usar as passagens, o que sempre ocorreu. Se tivesse ficado calado, não estaria sofrendo o merecido desgaste. Como se dizia antigamente, em boca fechada não entra mosca. Lula também deveria se ligar nisso. O que tem dito de bobagens não está no gibi. (C.N.)

O clima esquenta e o Clube Militar chama Lula de “agitador”

Jose Roberto Castro
O Estado de S. Paulo

O Clube Militar publicou em seu site nota em que critica duramente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por seu discurso durante ato em defesa da Petrobrás, na terça-feira, 24, no Rio. O texto chama Lula de “agitador” e o acusa de incitar a discórdia. “É inadmissível um ex-presidente da República pregar, abertamente, a cizânia na Nação”, diz a nota.

A associação, composta por oficiais da reserva, se queixa da fala do ex-presidente, quando disse que os petistas também sabem brigar “sobretudo quando o (João Pedro) Stédile (líder do MST) colocar o exército dele nas ruas”. A declaração foi feita durante discurso a militantes que participavam do ato, cujo objetivo era defender a estatal em razão dos desgastes provocados pelas investigações de irregularidades. Stédile era um dos presentes no ato.

O texto questiona a real intenção da manifestação de Lula e sugere que o petista teme as investigações em curso na Operação Lava Jato. “O que há mais por trás disso? Atitude prévia e defensiva de quem teme as investigações sobre corrupção em curso?”.

Os petistas que protestaram no centro do Rio são criticados por mostrarem “despreparo com as lides democráticas” e acusados de reagirem fisicamente aos que gritavam ‘fora, Dilma’. “Reagiram inconformados como se só a eles coubesse o “direito” da crítica aos atos de governo”.

Abaixo, a íntegra da nota:

“O Brasil só tem um Exército: o de Caxias!

Ontem, nas ruas centrais do Rio de Janeiro, pudemos assistir o despreparo dos petistas com as lides democráticas. Reagiram inconformados como se só a eles coubesse o “direito” da crítica aos atos de governo. Doeu aos militantes petistas, e os levou à reação física, ouvir os brados alheios de “Fora Dilma”.

Entretanto, o pior estava por vir! Ao discursar para suas hostes o ex-presidente Lula, referindo-se a essas manifestações, bradou irresponsáveis ameaças: ” ..também sabemos brigar. Sobretudo quando o Stédile colocar o exército dele nas ruas”. Esta postura incitadora de discórdia não pode ser de quem se considera estadista, mas sim de um agitador de rua qualquer. É inadmissível um ex-presidente da República pregar, abertamente, a cizânia na Nação. Não cabem arrebatamentos típicos de líder sindical que ataca patrões na busca de objetivos classistas.

O que há mais por trás disso?

Atitude prévia e defensiva de quem teme as investigações sobre corrupção em curso?

Algum recado?

O Clube Militar repudia, veementemente, a infeliz colocação desse senhor, pois neste País sempre houve e sempre haverá somente um exército, o Exército Brasileiro, o Exército de Caxias, que sempre nos defendeu em todas as situações de perigo, externas ou internas.”

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POLÍCIA RODOVIÁRIA PROTESTA

Veja agora a nota da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) sobre a atuação da força de choque da PRF no cumprimento de determinação judicial de desobstrução de rodovias federais pelas manifestações dos profissionais da área de transportes.

“Ao policial não cabe contestar a lei ou as decisões judiciais. Sua missão constitucional é cumpri-las, sob pena de responder por crime de prevaricação, o que sua omissão, neste caso, poderia resultar em prisão e posterior demissão.

Há de se ressaltar primariamente que a missão fundamental de qualquer entidade sindical é apoiar a atuação legal de seus sindicalizados, razão pela qual manifestamos apoio aos colegas que tiveram de cumprir a ordem judicial.

Não obstante, enquanto cidadãos manifestamos solidariedade à justa causa dos profissionais de transportes que, assim como nós, lutamos por melhores condições trabalho e por um país melhor.

Lamentamos, outrossim, a rápida judicialização de movimentos classistas pelo governo (do qual inclusive nossa operação padrão foi vítima em 2012) e o tratamento diferenciado que movimentos “sociais” alinhados ideologicamente com o governo tem tido em situações semelhantes.”

(matérias enviadas pela comentarista Dorothy Lamour)

Embaixada americana (CIA) recruta líderes comunitários no Brasil

Pettersen Filho
Site Paralerepensar

Não fosse a permanente “política” norte-americana de ingerência e cooptação nos assuntos internos e na soberania dos demais países, mundo afora, que arrebanha contingentes e prepara mão de obra especializada para as diversas “Primaveras Árabes”, e revoluções coloridas que eclodem pelo planeta, sempre que lhes interesse, ou lhes sejam desfavoráveis os governos nacionais, justamente agora, que nos aproximamos do 51º aniversário da Revolução Militar de 1964, patrocinada, encorajada, planejada e levada a termo pelos EUA, derrubando um governo legitimamente eleito, e quando mais ganham as ruas movimentos diversos pelo impeachment da president’a Dilma Rousseff, em meio aos escândalos de corrupção na “base política” de sustentação do seu governo, especialmente na Petrobras, uma “Nota à Imprensa” da Embaixada Americana no Brasil, distribuída via e-mail brasiliaembeua@state.gov , não causaria nenhuma suspeita e até despertaria em nós, brasileiros, o mais profundo sentimento de solidariedade e gratidão:

“Estados Unidos abrem inscrições para líderes comunitários: Brasília, 20 de fevereiro de 2015 – O Departamento de Estado dos EUA, por meio do Atlas Corps – uma rede internacional de líderes sem fins lucrativos, tem o prazer de anunciar oportunidades para líderes emergentes da sociedade civil para obter bolsas de estudos de 6 a 18 meses nos Estados Unidos. Interessados em se candidatar devem ter de 2 a 10 anos de experiência trabalhando em alguma ONG, nível universitário, até 35 anos de idade e fluência na língua inglesa. As inscrições para o primeiro ciclo deste ano estão abertas até 15 de março de 2015.

Os bolsistas selecionados serão inseridos em uma organização renomada na área social nos Estados Unidos. Despesas com passagem área, visto de entrada nos EUA, seguro saúde, alimentação, transporte local e acomodação partilhada serão totalmente custeadas. Informações sobre o programa e como se candidatar estão disponíveis no site:http://apply.atlascorps.org.

A missão do Atlas Corps é treinar líderes de ONGs em áreas sociais, promover fortalecimento das organizações e inovação. Os selecionados poderão desenvolver suas habilidades de liderança, aprender as melhores práticas no campo de organizações sem fins lucrativos e terão oportunidades de networking com companheiros de todo o mundo.

Informações para imprensa: (61) 3312-7364 / 7367 / 7350”.

NÃO É O CASO…

Contudo, (o que entendem eles sobre a Legislação pertinente às ONGs, no Brasil ?) a julgar o passado recente dos Estados Unidos, sem que se remeta a lembrança a passado muito distante, aos “golpes” de estado que perpetram, desde o sempre, mundo afora, somente para citar, nos anos 60 e 70 na América do Sul, João Goulart, 64, no Brasil, e Salvador Alliende, 73, no Chile, sem que se comente, atualmente, as ditas “Revoluções Árabes” na Líbia e Síria, que deram origem ao facínora Estado Islâmico, ou mais recentemente, o “golpe” na Ucrânia, que ameaça levar o mundo à guerra, não é evidentemente esse o caso.

Afinal, quem reporta os dias que antecederam o golpe de 1964 sabe muito bem que os EUA operam, não necessariamente, por “meios militares”, com dispendiosas e frontais invasões, via US Army, como era corriqueiro na segunda metade do Século XIX, Cuba, Porto Rico e Filipinas, ou na segunda metade do Século XX, mais aquilatados, agindo por “razões humanitárias” no Iraque e Afeganistão, por meio da ONU, mas sabem que qualquer e toda intervenção americana nos diversos rincões do planeta se dá muito antes, via cooptação e compra, mesmo, das mídias nacionais, e por meio de pseudos programas de ajuda, como, aliás, aparentemente se configura o atual “Atlas Corps” (Hitler possuía, no auge da Segunda Guerra Mundial, atuando na África, com Rommel, seu mais destacado general – A Raposa do Deserto – o “Afrika Corps”).

ONGS EM TODO CANTO

Para não fazer aqui mais e repetidas ilações, nós, brasileiros, que assistimos ONGs das mais diversas naturezas instalarem-se na Amazônia brasileira, em fortíssimos movimentos, supostamente indigenistas ou conservadoristas, impedindo a abertura de estradas, a instalação de barragens e hidrelétricas, torres de transmissão de energia, criação de gado ou plantação de soja e cana, enquanto organizam “movimentos” de libertação de índios e demarcação de reservas, todas em contradição com os interesses econômicos e estratégicos do Brasil, não podemos nos esquecer que as tais “ONGs”, as mesmas que precederam a “Marcha do Povo de Deus pela Liberdade”, a TFP – Tradição, Família e Paz” e outras “organizações” tipo “filantrópicas”, sem fins lucrativos e pela democracia em 64, não passaram de pretexto para a instalação de um famigerado regime, e para a submissão nacional…

Afinal, já diz um ditado popular, muito arraigado no Brasil, fruto da sabedoria do próprio povo: “Quando a esmola é muita, o santo desconfia…”

Quanto a mim, nem da tal Dilma e de todo o mau que ela representa, eu gosto!

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG Não há novidade nisso. Quando era um jovem sindicalista, Lula fez curso na Universidade Johns Hopkins, nos EUA. Esta informação consta do livro de Mário Garnero, o empresário mais ligado a Lula, e jamais foi desmentida. Portanto, a CIA está só renovando seus quadros. (C.N.)

No país da impunidade, é hora de se fazer uma reforma penal

Luiz Tito

Os jornais da semana passada divulgaram que uma mãe e seus dois filhos gêmeos foram brutalmente assassinados a tiros, por encomenda do ex-companheiro da mãe e pai biológico das crianças. Foram executadas por um marginal, com diversas passagens pela polícia, foragido do sistema prisional, onde cumpria pena por prática de homicídios, várias tentativas de homicídio e tráfico de drogas. Estava solto, nas ruas.

Lê-se também sobre a apreensão de drogas em diversas partes do Estado, uma delas de quase 1 tonelada de maconha e outra de quase 300 quilos da mesma droga. Nos mesmos locais onde estava tanta droga, nas duas apreensões, estavam armas de uso privativo da polícia. Os mesmos detidos nessas operações eram foragidos da Justiça. Haviam sido liberados para fazer alguma coisa não se sabe o quê e não retornaram às unidades onde deveriam estar presos para o resto da vida, tal a folha de crimes e contravenções que colecionaram.

Também a médica condenada em 2013 porque mandou cortar o pênis do ex-noivo, foragida desde 28 de janeiro último, quando saíra para trabalhar, fora localizada graças a uma denúncia anônima, numa maternidade de Belo Horizonte. Curiosamente, dra. Myrian Priscilla estava grávida de gêmeos, gestação que conseguiu por inseminação artificial.

FORA DAS GRADES

Relatamos aqui quatro crimes, todos envolvendo situações de condenados que deveriam estar atrás das grades e que estavam nas ruas, livres e soltos, todos, com ampla e densa folha de serviços prestados ao êxito da criminalidade. Exceto a dra. Myrian, que só amputara um único pênis, graças a Deus, os demais tinham diversas passagens pela polícia, responderam a diversos inquéritos, foram condenados a mais de um crime, sem possibilidade de qualquer apelação ou recurso e andavam voando, como queriam, sem incômodo da polícia.

Os traficantes, por exemplo, foram descobertos em blitz da Polícia Rodoviária Federal, que investigava objetivamente a situação formal de veículos e de seus condutores. Graças à dedicada ação desses policiais, foram surpreendidos e devolvidos às grades. A polícia brasileira está perdendo sua missão investigativa. E as polícias militares, às quais está determinado o policiamento ostensivo, têm colecionado êxitos na repressão, por dedicação ou sorte. Sorte especialmente da sociedade.

Passa da hora a necessidade da reforma da nossa legislação penal, da lei objetiva e processual. A execução penal, frequentemente burlada na sua eficácia de retirar das ruas, para reeducar ou para proteger a sociedade desses marginais, muitos de caráter e conduta irrecuperáveis, tem que ser revista. O Estado não pode se furtar a essa responsabilidade. A sociedade trabalha, cumpre seus compromissos, paga impostos, enfim, faz sua parte para ter um tratamento mais digno e responsável das instituições do poder público. Mas não o tem. Infelizmente. Até quando? (transcrito de O Tempo)

Três opiniões sobre a ameaça de Lula usar o exército do MST

MST treinou favelados em São José dos Campos (SP) para a luta armada

Celso Serra

O conjunto de fatos ocorridos recentemente não me leva a crer que as palavras de Lula sejam meras bravatas. Para mim, foi uma ameaça concreta, ao se referir a colocar o exército do MST nas ruas.

O MST sempre foi considerado o braço armado do PT. E isso não é de hoje. Não devemos esquecer que – sorrateiramente – esteve no Brasil o vice-presidente e ministro para o Poder Popular das Comunas e Desenvolvimento Social da Venezuela, Elías Jaua, aquele cuja babá foi presa em São Paulo ao tentar ingressar no país com uma arma guardada em uma maleta. Até a babá tinha arma…

Veio fazer o quê? Assinar um “convênio” com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), conforme ele mesmo definiu, “para fortalecer o que é fundamental em uma revolução socialista”. Esse fato, além de significar uma interferência nos assuntos internos do país, pode ter íntima relação com ameaça feita por Lula e pertencer ao mesmo conjunto.

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LULA DEVIA FICAR CALADO

Valmor Stédile

Já que estou marcado em algumas postagens nas redes sociais como autor do discurso de João Pedro Stédile, honrado líder do MST a quem fui apresentado por Leonel Brizola em 1997, reforço a breve análise que fiz sobre esta recente manifestação de defesa da Petrobras. Acho que Lula cooperaria mais em silêncio, embora reconheça o direito à exposição.

Nessa nova aparição precisou de escolta policial para chegar ao evento, devia deixar Dilma Rousseff viver seu momento, porque desta vez ela venceu mais por méritos próprios e que a meu ver superam os dele e de seu antecessor.

Observem como a TV Globo bate no PT, mas poupa Lula. E este, quando esbraveja sobre o PSDB, poupa FHC, sabem por quê? É tática triangular, pela qual o polvo global se move sob dois polos políticos que se entrelaçam nas pontas.

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LULA QUER SE PROTEGER

Carlos Molina

O que “nunca sabia de nada” aciona a metralhadora giratória para intimidar os inimigos. A cada dia a crise causada pelos escândalos se aproxima cada vez mais da imagem dele, que está ficando menos blindado. Ele, grande responsável, ficou o tempo todo na moita, se preservou, enquanto os escândalos gerados por seu governo explodiam por cima do Planalto e da nova mandatária.

Como os seus braços nas negociatas (Vaccari, Gabrielli etc,) são citados nas declarações dos que se beneficiam com a delação premiada e começam a serem chamados para depor, o Lula quer o envolvimento direto da Dilma Rousseff e dos segmentos populares. Ou melhor, quer a Dilma como “advogada de defesa” e os movimentos sociais como escudo.

Afastado do caso Eike, juiz continua julgando outras ações

Juiz motorista ficou surpreso com a decisão da corregedora

Nathalia Passarinho

A corregedora-nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, determinou na quinta-feira (26) o afastamento do juiz o juiz Flávio Roberto de Souza, da 3ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, da condução dos processos contra o empresário Eike Batista.

O magistrado foi flagrado dirigindo o Porsche Cayenne de Eike e admitiu ter guardado o veículo na garagem do prédio onde mora, junto com uma Range Rover, do filho do empresário, Thor Batista. Flávio Roberto Souza também deu a um vizinho a guarda de outro carro da família de Eike e de um piano de cauda. Esses e outros bens foram apreendidos por decisão do próprio juiz e seriam leiloados para garantir o pagamento de dívidas empresariais.

Com a decisão, o juiz continuará na função, mas os processos de Eike serão distribuídos a outro magistrado. Nancy Andrighi determinou ainda a instauração de um procedimento disciplinar que tramitará junto com uma sindicância já aberta na Corregedoria do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. O afastamento  das funções só pode ser determinado por uma decisão colegiada do tribunal de origem do juiz ou do plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com voto de pelo menos dois terços dos membros, conforme a Lei Orgânica da Magistratura.

Na decisão, a ministra Nancy Andrighi considerou que “não há e nem pode haver” possibilidade de “um juiz manter em sua posse patrimônio de particular”. Ela destacou que, como justificativa para o seu ato, o magistrado afirmou que vários juízes fazem o mesmo. Para ela, o juiz federal feriu o código de conduta da magistratura. A ministra também orientou que o magistrado passe a se comportar de maneira mais “prudente”.

Um amor incondicional, na visão de Oswaldo Montenegro

O cantor e compositor carioca Oswaldo Viveiros Montenegro, na letra de ‘Lua e Flor”, utiliza símiles para mostrar as diversas formas pelas quais ele amou. Esta música faz parte da Coleção Pérolas – Oswaldo Montenegro 2000.

LUA E FLOR
Oswaldo Montenegro

Eu amava
Como amava algum cantor
De qualquer clichê
De cabaré, de lua e flor

Eu sonhava como a feia
Na vitrine
Como carta
Que se assina em vão

Eu amava
Como amava um sonhador
Sem saber porquê
E amava ter no coração
A certeza ventilada de poesia
De que o dia, amanhece não

Eu amava
Como amava um pescador
Que se encanta mais
Com a rede que com o mar
Eu amava, como jamais poderia
Se soubesse como te encontrar

Eu amava
Como amava algum cantor
De qualquer clichê
De cabaré, de lua e flor

Eu sonhava como a feia
Na vitrine
Como carta
Que se assina em vão

Eu amava
Como amava um pescador
Que se encanta mais
Com a rede que com o mar
Eu amava como jamais poderia
Se soubesse como te encontrar

         (Colaboração enviada por Paulo Peres – Site Poemas & Canções)

 

De volta à realidade: impeachment e crise

Próximas manifestações serão dia 15 de março, em diferentes cidades

Marcus Pestana

Reza a lenda que no Brasil o ano só começa após o Carnaval. É hora de encarar a realidade. 2015 promete e preocupa. Emoções fortes nos esperam. Não há notícia boa no front econômico. Do crescimento zero ao naufrágio de nossa maior empresa, as expectativas se deterioram. A credibilidade da presidente Dilma despenca, como demonstrou a última pesquisa Datafolha. Não é para menos. Formou-se a percepção de um verdadeiro “estelionato eleitoral”. Tudo o que foi dito na campanha foi desdito nos meses seguintes.

Para agravar o quadro, o cenário internacional não ajuda. O preço das commodities despenca. A recuperação mundial é lenta. A política externa brasileira é um desastre e reafirma sua vocação terceiro-mundista. O dano à imagem brasileira com o escândalo da Petrobras é incalculável. O Brasil está sendo objeto de investigações nos Estados Unidos, na Suíça e na Holanda.

É dentro desse ambiente explosivo que a bateria da operação Lava Jato deve acelerar as investigações e precipitar os desdobramentos. É de se esperar que o procurador-geral da República apresente denúncia ao Supremo envolvendo dezenas de agentes políticos. A CPI da Câmara dos Deputados deve aprofundar as investigações, estabelecendo os laços financeiros e políticos entre a direção da Petrobras, partidos, governo e empresas privadas. Cresce a inquietação nas ruas. As redes sociais cobram atitudes fortes contra corruptos e corruptores. Grupos sociais convocam uma grande manifestação nacional para o dia 15 de março. A base do governo no Congresso exibe profundas rachaduras e impõe derrotas a Dilma nas duas primeiras semanas de mandato.

CENÁRIO DESAFIADOR

O PSDB é líder das oposições e alternativa real de poder. Galvanizou sonhos e esperanças de 51 milhões de brasileiros. Temos que ter a coragem de liderar a resistência aos desmandos do PT, mas também ter a responsabilidade de não patrocinar aventuras. Muitos nos cobram que empunhemos de imediato a bandeira do afastamento de Dilma. Impeachment não é objetivo nem fruto de vontade unilateral de um ou mais atores políticos e sociais.

O PT está nas cordas e tenta levar todos para a vala comum da irresponsabilidade e da corrupção. Impeachment é consequência, resultado, ponto de chegada, instrumento constitucional. Lutamos muito pela democracia, consolidamos instituições, e a Constituição cidadã está em vigor. O PT tenta nos carimbar como golpistas. Faremos tudo dentro dos marcos constitucionais. Impeachment pressupõe evidências jurídicas sólidas e irrefutáveis e apoio social e parlamentar.

A CPI e a operação Lava Jato ditarão o ritmo. Com determinação e coerência, canalizaremos a insatisfação da maioria da população brasileira. Com competência e habilidade, estaremos ao lado da sociedade para recolocarmos o Brasil nos trilhos, mas não podemos tropeçar na tentação de passar o carro na frente dos bois. (transcrito de O Tempo)

PMDB se fortalece para ter candidato próprio em 2018

Murillo de Aragão

Em menos de duas semanas, duas importantes lideranças do PMDB fizeram defesa velada de candidatura própria para a Presidência da República em 2018. Após sua eleição para a presidência da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou em entrevista para a revista “Veja” que time que não joga não tem torcida e que o PMDB está há muito tempo sem jogar. Na edição seguinte, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), apoiou a tese e lançou o nome do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, como alternativa. Na avaliação de Pezão, a realização dos Jogos Olímpicos na cidade poderá credenciá-lo como postulante ao cargo.

A eleição de Leonardo Picciani (RJ) como líder da bancada na Câmara mostra que o PMDB do Rio de Janeiro sai na frente da disputa com outros Estados. Picciani foi eleito com 34 votos do partido, uma vitória de Eduardo Cunha.

Cunha quer assumir papel de destaque na condução da candidatura própria. Para tanto, está construindo e fortalecendo pontes com importantes setores da sociedade. Nesta semana, por exemplo, foram agendadas reuniões com representantes do Poder Judiciário, das centrais sindicais e empresários. Quer colher informações sobre a pauta legislativa de interesse desses setores.

MENSAGEM PELA TV

No programa do partido que vai ao ar na TV amanhã, dia 26, não será mostrada nenhuma vinculação com o PT nem com o governo. A mensagem que o partido pretende passar é a de que o PMDB apoiará o que for bom para o país, e não para o governo, o que está sendo visto pelo PT como uma intenção de distanciamento e a construção de uma agenda própria.

Para piorar o clima, a imprensa informa que a presidente Dilma Rousseff e o vice-presidente Michel Temer não estão se falando com regularidade. E que, apesar das imensas dificuldades políticas, a experiência de Temer parece não interessar à presidente.

Preocupados em preservar o tamanho da legenda, seus líderes também tentam esvaziar a criação de novos partidos. O ministro das Cidades e fundador do PSD, Gilberto Kassab, quer recriar o PL para, depois, fundi-lo ao PSD.

Vendo nessa iniciativa um risco para a legenda, o PMDB apresentará ao Supremo Tribunal Federal, nesta semana, Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o atual modelo de assinaturas exigidas pela Justiça Eleitoral para a criação de um novo partido.

PROJETO DE PODER

Como havia muito tempo não se via, o partido começa realmente a trabalhar em um projeto de poder capaz de resgatá-lo da condição de coadjuvante, papel que desempenhou nos últimos 20 anos. Tal comportamento contribui para acirrar ainda mais os ânimos do seu principal aliado no plano federal, o PT.

Por outro lado, ao mesmo tempo em que acena com independência, o partido se mostra preocupado com a governabilidade. Suas lideranças repetem o mantra de que o impeachment de Dilma não terá o apoio do partido.

O fato novo é a nova posição do PMDB, que se reflete na postura do comando da Câmara e do Senado em relação ao governo. Ainda que tardiamente, o PMDB descobriu que poderá mandar no governo muito além de sua presença no ministério da presidente Dilma.

INDEPENDÊNCIA

No âmbito da reforma política, o partido busca construir sua independência dando força ao debate de propostas no Congresso. Além de fazer eventos e pesquisas de opinião com a militância sobre o tema.

De fato, o PMDB demorou a tomar essa atitude de maior independência. Pois, desde a campanha eleitoral de 2011, o partido foi tratado pelo PT como um aliado menor que seria cooptado com meia dúzia de cargos.

Após anos de conflito, fica evidente que o PMDB deve marchar “solo” ou com novos aliados em 2018. (transcrito de O Tempo)

Ressaca e malhação de Dilma Rousseff

Fernando Canzian
Folha

O ano começa enfim está começando. A partir de agora os brasileiros sentirão de fato o tamanho da ressaca do primeiro governo Dilma. Os indicadores que saíram em dezembro (mês de festas e 13º) e janeiro (férias e pré-Carnaval) passaram meio batidos e foram muito ruins. Prenunciam o que vem aí.

Vendas no varejo em 2014: alta de apenas 2,2%. Foi o pior desempenho desde 2003, ano do pesado ajuste promovido por Lula (sob supervisão do FMI) e que levou vários trimestres para recolocar o Brasil nos eixos.

Inflação em janeiro: 1,2%, a maior também desde 2003. O que nos leva novamente ao passado ruim de 12 anos atrás. Dois retratos importantes do atraso que o atual governo nos entregou.

A coluna insiste sempre em um ponto, fundamental para entender a precariedade da economia brasileira: 67% das famílias têm renda mensal menor do que R$ 2.170. Inflação em alta derruba rapidamente o poder aquisitivo, levando o PIB para baixo.

Um terceiro movimento importante pré-Carnaval foi a disparada do dólar. Isso trará um empobrecimento à jato para a população brasileira, via consumo de produtos importados acabados e produzidos pela indústria nacional. Hoje, quase um quarto do que é fabricado aqui leva componentes importados.

EM ÔNIBUS BLINDADO

No campo social, foi extremamente significativo, no Paraná (também no pré-Carnaval), o recuo do governador Beto Richa (PSDB) ao retirar medidas de corte de gastos que havia encaminhado à Assembleia Legislativa.

Os deputados tiveram de entrar em ônibus blindado (e por um buraco aberto às pressas em uma grade nos fundos) para tentar aprovar as medidas. Diante da fúria dos manifestantes, recuaram.

Assim como Richa no Paraná tentando equilibrar suas contas, o fracasso da gestão Dilma (numa combinação de políticas atrasadas e nacionalistas em um contexto de economia globalizada) agora leva o seu governo a correr com ajustes.

GRAU DE INVESTIMENTO

Um grande risco em 2015 segue o Brasil perder o chamado “grau de investimento”, uma espécie de chancela de agências financeiras internacionais dadas a “bons pagadores”.

Essas agências constituem um dos maiores embustes do capitalismo. Até a grande crise global de 2008/2009 carimbavam papéis que viraram lixo de uma hora para a outra. Mas é assim que o “altar do mercado” funciona. E será bem pior para o Brasil se de fato perder o “grau de investimento”.

Dilma conseguirá em nível nacional o que Richa não conseguiu no Paraná?

Dia 15 de março próximo (um domingo) há manifestações previstas em cerca de 50 cidades do país contra a presidente. No Carnaval de Olinda nesta semana, os organizadores desistiram de colocar entre os bonecos gigantes a figura de Dilma.

Temiam que a festa se transformasse em Sábado de Aleluia, com a malhação da presidente pior avaliada no país desde dezembro de 1999 (FHC).

ESTELIONATOS ELEITORAIS

Há vários tipos de estelionatos eleitorais. Um dos mais emblemáticos foi o do ex-presidente José Sarney em 1986, quando congelou preços no Plano Cruzado.

Sarney sustentou medidas irrealistas até seu partido, o PMDB, lavar a égua nas eleições de 15 de novembro daquele ano. Em seis dias vieram as medidas impopulares.

Em uma semana, saques e depredações varreram Brasília no chamado “badernaço”. Sete meses depois o ônibus do presidente seria apedrejado no Rio. Uma janela foi quebrada a golpes de picareta.