A ventania rebelde de Geraldo Vandré e Hilton Acioli

O advogado, cantor e compositor paraibano Geraldo Pedroso de Araújo Dias, conhecido como Geraldo Vandré, na letra de “Ventania”, em parceria com Hilton Acioli, não apela para ouvirem sua canção, ele impõe que ela seja ouvida, pelo fato de trazer uma novidade, a descoberta de que a vida não muda se mudando de lugar, indo para qualquer parte da nação, com qualquer profissão, alegre e cantando, no esperar que a vida mude.

Essa mudança, afirma Vandré, tem que ser em tudo, para todos e em todos os lugares, embora o autor não abra mão da “esperança”, do “esperar” e do “cantar”, neste, inclusive, o compositor se propõe a fazê-lo, não por sucesso ou por dinheiro, mas pelo anseio do povo, que se manifesta em todas as partes do país.

Ele canta e ponteia sua viola principalmente pelo desejo ardente do público em ouvi-lo. Segundo W. Galvão, nesta canção, a mensagem renovadora está contida na VIDA, enquanto O DIA ocupa uma posição subjetiva. O cantor “…coloca a necessidade de seu canto numa solicitação que vem dos outros e é ele o juiz que declara isso tudo.”    A música faz parte do LP Canto Geral, gravado por Geraldo Vandré, em 1967, pela EMI.

VENTANIA

Hilton Acioli e Geraldo Vandré

Meu senhor, minha senhora,
vou falar com precisão.
Não me negue nessa hora,
seu calor, sua atenção
A canção que eu trago agora
fala de toda a nação.
Andei pelo mundo afora
querendo tanto encontrar
um lugar prá ser contente
onde eu pudesse mudar.
Mas a vida não mudava
mudando só de lugar.
Que a morte que eu vi no campo
encontrei também no mar.
Boiadeiro, jangadeiro iguais
no mesmo esperar,
que um dia se mude a vida
em tudo e em todo lugar.
Prá alegrar eu tenho a viola
prá cantar, minha intenção,
prá esperar tenho a certeza
que guardo no coração.
Prá chegar tem tanta estrada
prá correr meu caminhão.
Já soltei o meu cavalo.
Já deixei a plantação.
Eu já fui até soldado,
hoje muito mais amado
sou chofer de caminhão.
Já gastei muita esperança.
Já segui muita ilusão.
Já chorei como criança
atrás de uma procissão.
Mas já fiz correr valente
quando tive precisão.
Amor prá moça bonita,
reapeito prá contramão,
saudade vira poeira,
na estrada e no coração.
Riso franco, peito aberto,
sou chofer de caminhão.
Se você não vice certo,
se não ouve o coração,
não se chegue muito perto,
não perdôo ingratidão.
Riso franco, peito aberto,
vou cantar minha canção.
De setembro a fevereiro
o que vir não vou negar.
Rodando país inteiro,
norte, sul, sertão e mar,
aprendi ser tão ligeiro
que ninguém vai segurar.
Fui vaqueiro e jangadeiro,
no campo e no litoral.
Cantador serei primeiro,
cantando não por dinheiro,
por justo anseio geral.
Cantador serei primeiro,
cantando não por dinheiro,
por justo anseio geral.
Cantando por justo anseio geral.

  (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Permissão para segundo filho vai gerar 2 milhões de bebês por ano na China

Edgar Maciel
Agência Estado

O governo da China decidiu afrouxar os limites da lei que permite o nascimento de apenas uma criança por casal. Agora, será permitido ter dois filhos, o que deve resultar em mais de dois milhões de bebês a mais por ano, informaram as autoridades de saúde.

O Partido Comunista introduziu os limites para a taxa de natalidade em 1980, em uma tentativa de conter o crescimento da população, além da demanda por água e outros recursos. Até hoje, casais que desejassem ter mais de um filho precisavam pagar multas e outras penalidades. A pressão por limites levou as autoridades locais a forçar as mulheres a provocar abortos, mesmo tal medida sendo ilegal no país.

Em novembro de 2013, o partido anunciou que, em algumas regiões do país, a permissão para um segundo filho seria concedida. Ambos os pais, no entanto, precisavam ser filhos únicos para se qualificarem a isenção do governo.

A China já enfrenta uma escassez de leitos obstétricos. Com a nova medida, o governo vai precisar construir novas unidades de saúde para receber as gestantes em trabalho de parto. Em 2013, o país registrou 18,5 milhões de nascimento, segundo a Unicef. Com o alívio na lei, a previsão de crescimento na taxa de natalidade será de 11%. A previsão de dois milhões pode ser menor devido à crescente aceitação da população chinesa pelas famílias menores.

O relaxamento na política já tem surgido efeitos nas cidades de Pequim, Tianjin, Xangai e Chongqinp, além das províncias de Zheijiang, Jiangxi, Anhui, Sichuan, Guangdong e Jiangsu. (Com informações da Associated Press)

Torcer não é ser idiota

João Gualberto Jr.

Algumas pessoas têm expressado que vão torcer pela seleção brasileira na Copa e que não vão se permitir reprimir. Esse tipo de comentário vem se avolumando na internet e em nossas redes de relações. E é um tanto surreal o fato de se chegar a quase pedir licença para apoiar a seleção numa Copa do Mundo no chamado “país do futebol”.

Certamente não há espaço nem pretensão analítica de compreender o fenômeno. Mas ele carece de reflexão. Se uma pessoa que gosta de futebol, especialmente na Copa, diz que vai torcer apesar das manifestações, é porque ela se sente reprimida. Primeiro, os torcedores brasileiros – ou os estrangeiros – não são os alvos dos protestos, ao contrário das autoridades públicas e privadas que organizaram e bancaram o evento. Além disso, até que se saiba, nenhum foi vitimado em junho do ano passado, durante a Copa das Confederações.

Daí que talvez seja exagerado alguém de camisa amarela temer ser atacado por um compatriota vestido de preto que julga o primeiro um imbecil alienado. Se um absurdo desses ocorrer, imbecil e alienado será o segundo – uma hipótese que convém não descartar, aliás.

Mais do que causado por forças de fora, esse sentimento contrariado pode ser mais fruto de uma autorrepressão. Torcer pela seleção em uma Copa financiada por R$ 26 bilhões dos nossos bolsos pode ser uma ação interpretada como idiotice, como falta de compreensão das dimensões políticas e sociais envolvidas. É possível que tenhamos assimilado uma parcela da indisposição geral quanto aos desmandos e às safadezas ligados à competição. Então, é compreensível que exista o dilema entre um lado racional/militante e outro tradicional/emotivo: torcer ou não torcer.

PRESSÕES PSICOLÓGICAS

Quem superou essa fase das pressões psicológicas rivais e pretende mesmo vestir a amarelinha e comprar bandeira pode se questionar: “o que os outros vão pensar?”. A autorrepressão que eu sofro é a mesma do amigo, do primo, do vizinho. Posso incentivá-los a se juntarem à torcida, mas posso ainda sofrer uma rajada fulminante de canto de olho. Quem poderia pensar que torcer pelo Brasil numa Copa fosse algo que requeresse alguma dose de coragem?

Mas, e daí? Quem torce não necessariamente é desinformado ou teve seu senso crítico embotado pela publicidade e pela TV Globo. Consciência política e torcida de futebol podem coabitar um indivíduo, e cidadania é algo que independe da cor da camisa e do gosto pelo futebol.

Será que só comemoram o título de 70 os mansos, os alienados e os aliados de Médici? E os brasileiros que tinham alguma dimensão política do que ocorria com o país naquele momento resistiram aos shows de Pelé, Tostão, Rivelino e Carlos Alberto?

As pessoas se expressam hoje – dizendo que vão torcer ou que “não vai ter Copa” – diferentemente do que podiam fazer há 44 anos. A democracia permite esse tipo de autonomia, assim como garante o direito de se manifestar na avenida. Tem mais: boa parte desse climão de repressão vai derreter no primeiro gol do time do Felipão. Vai ter Copa sim, não tem mais jeito. Torça quem quiser, e bola pra frente até outubro. Lá, sim, a torcida será muito menos útil do que a consciência. (transcrito de O Tempo)

 

Joaquim Barbosa é o Ruy Barbosa travestido de Batman

Genilson Albuquerque Percinotto

Joaquim é admirável em meio a tanta sujeirada e teve seus momentos marcantes, mas Ruy Barbosa de Oliveira só reencarnou geneticamente em seus descendentes, como a Marina (Souza Ruy Barbosa) e ideologicamente em alguns brasileiros. Até no próprio Joaquim, embora apenas em parte. Cada ser humano é fenotipicamente único e é identificado por seus atos, suas escolhas.

Há uma identidade interessante entre o pensamento reconhecido de Ruy Barbosa e o que parte da população brasileira espelha em Joaquim Barbosa (se exageradamente, por pura falta de opções tão ostensivas no alto escalão), mediante construção também midiática, embora logo depois implodida, mas que pode ser reerguida de acordo com os interesses em jogo.

O óbvio, mas que foi ventilado abertamente pelos dois Barbosas:

Ao governo pessoal do imperador, contra o qual tanto nos batemos, sucedeu hoje o governo pessoal do presidente da República, requintado num caráter incomparavelmente mais grave: governo pessoal de mandões, de chefes de partido; governo absoluto, sem responsabilidade, arbitrário em toda a extensão da palavra […], negação completa de todas as ideias que pregamos, os que nos vimos envolvidos na organização desse regime e que trabalhamos com tanta sinceridade para organizá-lo.

Coisas esquisitas que escutei ou li recentemente (Parte II)

Mansueto Almeida

Sabe quando chega uma hora que você literalmente se cansa de debater? Você escuta várias coisas supostamente interessantes, mas que não fazem muito sentido e, para não ser chamado de chato, é melhor ficar calado. Ao longo das últimas duas semanas tenho escutado ou lido coisas que me assustam. Confira essas:

(1) CCJ aprova aumento acima do teto para juízes e membros do MP: Presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa defendeu criação de adicional por tempo de serviço. (Congresso em Foco)

A minha visão pessoal como economista, por favor não me processem por divulgar minha opinião, é que o teto vale para todo mundo. Mas hoje a CCJ aprovou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece o pagamento de adicional por tempo de serviço a juízes e membros do Ministério Público da União, dos estados e do Distrito Federal. A concessão do benefício permitirá que essas categorias recebam acima do teto constitucional, fixado atualmente em R$ 29,4 mil.

Mas hoje também o Ministro do STF, Marco Aurélio Mello, reviu liminar que havia concedido e mandou suspender os supersalários no Congresso Nacional (clique aqui). Ou seja, cria-se uma gratificação para permitir que juízes e membros do Min. Público possam ganhar acima do teto e no mesmo dia um Ministro do STF manda cortar os salários dos 1.800 funcionários do Congresso Nacional que recebem acima do teto?

Qual a mensagem que fica? Que todos os demais funcionários públicos devem lutar por gratificações por adicional por tempo de serviço como fizeram os juízes e membros MP para que as demais carreiras possam furar o teto constitucional de R$ 29,4 mil.

Justiça seja feita. Neste caso, ao contrário dos demais, os senadores do PT votaram contra, bem como o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Mas o PMDB votou a favor e a emenda foi apresentada pelo senador Gim Argello (PTB-DF).

(2) PF diz haver suspeita de atuação de ‘organização criminosa’ na Petrobras(Folha de São Paulo 21 de maio de 2014).

Matéria da Folha de São Paulo afirma que: “Relatório da Polícia Federal que faz parte do inquérito que apura a compra da refinaria de Pasadena (EUA) afirma haver a suspeita da existência de uma “organização criminosa no seio da empresa Petrobras” que patrocinaria desvio de recursos públicos para o exterior e consequente “retorno de numerário via empresas offshore”.

Vamos torcer para que o relatório da Polícia Federal esteja errado e que a suspeita de uma organização criminosa no seio da empresa Petrobras não se confirmeUma coisa no entanto podemos confirmar.

Alguém deste governo teve uma excelente ideia de aumentar excessivamente a exigência de conteúdo nacional dos investimentos no Pré Sal, atrasar os reajustes do preço dos combustíveis, ocasionado um problema na geração de caixa da Petrobras e levando a empresa a um super endividamento que superou US$ 100 bilhões no primeiro trimestre deste ano – uma dívida equivalente a quatro vezes sua geração de caixa operacional – leiam aqui o post do excelente blog de noticias de mercado do jornalista Geraldo Samor da VEJA mercados. Como fala corretamente o colunista: “A Petrobras não precisa ser privatizada. Só de voltar a pertencer ao Brasil, a ação já valeria o dobro.”

Mas nessa confusão sobre a Petrobras só não entendi uma coisa. Acho que escutei alguém do governo falar que a oposição queria destruir a Petrobras (clique aqui). Eu não sabia que era a oposição que nomeava os diretores e presidente da Petrobras. Eu também não sabia que era a oposição que determinava a política de reajuste dos preços combustíveis. Que oposição é esta?

Acho que a melhor coisa a fazer para ficar otimista é assistir Dora Aventureira ou Diego com o meu filho de três anos. Pelo menos nesses casos tenho certeza que a Dora vai conseguir passar pelos obstáculos do mapa e o Diego vai ter sucesso em salvar o animal em perigo.

(artigo enviado por Mário Assis)

 

 

Eduardo Campos se irrita com pergunta sobre situação social de Pernambuco

José Carlos Werneck

Eduardo Campos, pré-candidato do PSB à presidência da República, ficou visivelmente irritado ao ser perguntado sobre os indicadores sociais de Pernambuco, estado que governou por 7 anos e três meses.

Durante uma sabatina, realizada, em Osasco, com veículos de comunicação da região metropolitana de São Paulo, um repórter do jornal Página Zero, de Carapicuíba, perguntou se Campos acreditava que a gestão dele em Pernambuco iria lhe servir como uma boa “vitrine” para a campanha à presidência.

Demontrando que não possui serenidade e que não admite ser contrariado, qualidades indispensáveis a qualquer aspirante ao mais importante cargo eletivo do País, Eduardo Campos foi grosseiro,ríspido e deselegante,ao afirmar:

“Eu acredito que sim, porque quem vive lá – ao contrário de você – e conhece o quanto esses índices melhoraram, teve a possibilidade de falar sobre a minha gestão quando foi às urnas”, declarou impaciente.

Em 2010, Eduardo Campos foi reeleito com quase 83% dos votos em primeiro turno. Não obstante o claro avanço da economia local nos últimos anos, Pernambuco ainda apresenta um péssimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e não demonstra bom desempenho em índices como o Ideb, que a mede a qualidade do aprendizado nacional.

“Você acha que eu teria recebido quatro prêmios da ONU, 83% de votos na reeleição e teria sido considerado o melhor governador do Brasil pelo Datafolha se eu não tivesse melhorado todos esses indicadores?”, indagou Campos.

CITANDO PROJETOS

Em seus pronunciamentos, ele costuma citar projetos que implementou,no estado, como modelos de boa gestão.

Ao falar sobre Educação, foi taxativo ao afirmar que foi o governador que mais construiu escolas de tempo integral e mostrou os resultados do programa Pacto Pela Vida, que conseguiu conter o avanço da violência no Estado.

Eduardo Campos disse que a situação do estado era pior antes de ele assumir o governo: “Em sete anos de governo você não resolve todos os problemas. Mas nunca a vida da população melhorou tanto como nos últimos anos”.

Campanha à mineira

Murilo Rocha

Enquanto a eleição presidencial já começa a esquentar, com troca de denúncias e acusações de todos os lados, envolvendo não só os presidenciáveis como também seus apoiadores e eleitores, em Minas Gerais, o ritmo das campanhas para o governo do Estado ainda é lento e longe do eleitor. Os dois principais candidatos – Fernando Pimentel (PT) e Pimenta da Veiga (PSDB) – têm priorizado agendas bem discretas com prefeitos e empresários no interior.

Além da limitação da legislação eleitoral, fica evidente também uma estratégia de ambos de evitarem um excesso de exposição em um momento conturbado socialmente no país. Aparições, por agora, na visão das duas campanhas, acrescentariam pouco aos candidatos, e as chances de desgastes são maiores se comparadas ao potencial de crescimento.

Essa letargia proposital implica, aparentemente, em um prejuízo mais significativo para o lado tucano, pois Pimenta terá de vencer um desconhecimento de uma parcela maior do eleitorado em um tempo menor e ao mesmo tempo ainda lidar com o indiciamento da Polícia Federal por lavagem de dinheiro. Ele recebeu R$ 300 mil das agências de Marcos Valério, condenado pelo STF por ser considerado o operador do mensalão. E, mesmo alegando ter recebido o dinheiro em troca de uma consultoria prestada em 2003, o inquérito foi instaurado para apurar a denúncia e será explorado pelos adversários durante o período eleitoral.

SUBSTITUIÇÃO

Há quem ainda acredite em uma mudança de rumo na campanha de Pimenta com a sua substituição por um outro candidato – Alberto Pinto Coelho (PP) ou Marcus Pestana. O candidato e o partido já negaram inúmeras vezes, mas a ideia não é totalmente descabida e pode voltar a ganhar força com a divulgação das primeiras pesquisas eleitorais após a confirmação dos nomes de Pimenta e Pimentel. A diferença do petista em relação ao tucano irá variar de um levantamento para o outro, mas em todos espera-se uma dianteira superior a dez pontos percentuais.

O clima sonolento da pré-campanha ao governo do Estado também causa estranheza, porque a expectativa era justamente a de um ambiente mais tenso, em razão de, pela primeira vez, desde 2002, o cenário da sucessão estadual ser considerado incerto. E também pelo fato de dois candidatos à Presidência – ambos mineiros – apostarem pesado em seus palanques em Minas para alavancarem os números de votos.

Em comum com a campanha presidencial e com as demais disputas país afora, a corrida eleitoral no Estado só se iguala até agora pela ausência de propostas inovadoras e capazes de alterar a realidade regional. Não se vê nada de novo.

Ainda sobre as eleições estaduais, a denúncia da oferta de R$ 20 milhões por parte do PSDB para o PMDB é séria e tem de ser apurada. Alguém está mentindo. (transcrito de O Tempo)

 

Antes da Copa, o Brasil perde Marinho Chagas, um craque maravilhoso

Marcos Lopes

Marinho Chagas, que foi hospitalizado ontem em João Pessoa depois de passar mal e sofrer uma forte hemorragia digestiva, faleceu na capital paraibana na madrugada deste domingo, aos 62 anos. Ele estava na capital paraibana participando de um encontro de colecionadores de figurinhas e lançando a réplica da camisa que ele usou na Copa de 1974.

Marinho foi na minha opinião o maior nome do futebol potiguar de todos os tempos, sendo escolhido o lateral do século. Começou a carreira no Riachuelo e depois jogou no ABC, Náutico, Botafogo, Fluminense, Cosmos NY, São Paulo, América, teve passagem pelo futebol alemão.

Nesta semana durante o evento de lançamento da camisa retrô em uma choperia de Natal, Marinho Chagas estava bem e confiante no sucesso da Copa do Mundo e na conquista do título. Animado e descontraído como sempre, a Bruxa como ficou conhecido disse ao repórter Marksuel Figueiredo do Arena da TV Ponta Negra que ” Aqui em Natal minha camisa vai vender mais que a de Neymar”.

(Texto enviado por Ricardo Sales)

É possível se fazer política tendo retidão moral e probidade no trato com o erário

Rodrigo de Carvalho

Não dá para esquentar a cabeça com os militantes petistas aqui no Blog da Tribuna da Internet. São facilmente identificáveis por suas declarações sem fundamento. Tentam justificar os crimes de seus chefes citando pretensos crimes de outrora. Mas são tão despreparados que não percebem que, se FHC cometeu crimes, foi o PT que prevaricou ao não mandar apurar ao longo dessa década da dinastia petista.

Só fanáticos da seita petista ainda têm o descaramento de defender as práticas perniciosas desse partido. É o único partido oficialmente declarado bandido. Defendem de forma intransigente seus companheiros condenados e querem atropelar todos que atrapalhem seu projeto de poder.

Não moveram uma palha para reverter o que FHC fizera de ruim e agora, com a corda no pescoço, querem promover essas investigações com décadas de atraso. A anarquia é geral.

GRANDE POLÍTICA

Quem aprendeu a grande política com Leonel de Moura Brizola sabe perfeitamente que generalizar não é preciso. É possível se fazer política tendo retidão moral e probidade no trato com o erário. Em quase todos os partidos há gente do bem ou não. Mas 100% de quem não presta, somente no PT.

Quanto aos petistas de boa fé, também conheço alguns, mas não boto a mão no fogo, porque se afiguram como fanáticos de uma seita, sem conseguir enxergar o óbvio. Se têm boas intenções? Vai saber…

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGRodrigo de Carvalho tem razão. Faz 10 anos que Brizola se foi. Está fazendo muito falta por aqui. Sem CIEPs, jamais teremos educação de qualidade para o povo. Collor e Itamar enxergaram isso e criaram os CIACs, uma versão federal dos CIEPs. Mas os governantes seguintes simplesmente se omitiram. (C.N.)

Que o juízo tome conta de manifestantes e torcedores

01
Acílio Lara Resende

Atualmente, dois assuntos me perseguem desde o momento em que abro os olhos à luz pela manhã. São eles: futebol e política. Aliás, ambos me perseguem também quando, de repente, pela madrugada, depois de algumas horas de sono profundo, mas inquieto, acordo assustado com o que poderá ocorrer não só ao nosso exaurido país, mas ao mundo inteiro.

Afinal, sou feito do mesmo barro e, como tal, me preocupo, diariamente, com meus semelhantes, mas, sobretudo, com meus filhos e netos. Os últimos – que fique claro isso, leitor – só me dão alegria, mas constato, infelizmente, a cada dia que passa, e cada vez com mais certeza, de que não é este o chão que desejei para eles.

A violência do ataque na internet à Copa do Mundo me assusta, intimida e intriga. Há os que querem ver o sangue brasileiro empapar os campos de futebol. Não pensam, porém, um só segundo, que esse sangue poderá ser seu ou, então, de alguém muito próximo – um filho ou um neto (que tragédia!). Ou mesmo de alguém totalmente anônimo, um simples amante do futebol ou da seleção canarinho, mas tão humano como qualquer um de nós. O protesto, que se espalha com raiva pelo país, não tem nome, mas parece algo adrede manipulado e com propósito bem-determinado, que é o de não poupar ninguém.

MAU HUMOR CRESCENTE

Tenho sido omisso e, por isso, nunca rebato as críticas violentas que se fazem à Copa até mesmo em roda de conversa amiga, embora não discuta a sua procedência, absolutamente legítima (e por várias razões). Discuto, todavia, a sua forma ou, quem sabe, a sua inoportunidade. Desconfio, igualmente, do desejo insincero de vê-la longe das nossas mãos. Por que não nos opusemos antes, e também com raiva, à sua realização? Deixei de dizer, em diversas oportunidades, que torcer pelo pior ou pela violência, explicitamente, não condiz com nosso jeito de ser. É, afinal, um sentimento que não conduz a nada, a não ser à radicalização política, pois é ela – a má política – a responsável por esse mau humor crescente que poderá ser o principal causador de uma grande tragédia – que seria, por exemplo, a perda de uma só vida.

Essa campanha contra a Copa que se faz na internet, e que quer impedir o aplauso à nossa seleção, a boa recepção aos seus inúmeros admiradores (refiro-me aos que vêm de fora) e, o que é mais grave, quer nos impor uma só forma de protesto, estúpida e irracional, não terá jamais o meu apoio. Vou torcer, sim, pelo nosso bom futebol.

INCOMPETÊNCIA

Mas também não vou deixar, leitor, de me referir à incompetência com que estão sendo conduzidas, pelos que por elas se encarregaram no governo, as obras da Copa. Não vou deixar de me referir à corrupção endêmica que permeia, há anos, as obras públicas neste país. O ocorrido agora ainda ficará escondido por algum tempo.

Nem muito menos vou ficar calado quando tomo ciência de que, com o nome de “Um novo ciclo de mudanças”, os petistas aprovaram, na última segunda-feira, a redação final das diretrizes para a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Uma vez mais, em um documento oficial, defenderam a suspeitíssima regulação dos meios de comunicação.

Não adianta querer tapar o sol com a peneira. A suspeita é a de que o objetivo da proposta, que constará do programa de governo da presidente, se for reeleita, é um só: a volta da censura à imprensa, semelhante à que conhecemos durante a ditadura militar.

O uso da Copa como arma política não interessa a ninguém, muito menos aos que disputarão votos em outubro próximo. (transcrito de O Tempo)

 

Bastou ser político para trazer consigo o estigma da desonestidade


Francisco Bendl

O problema para apontar alguém decente no PT esbarra na mesma dificuldade que temos em fazer o mesmo com outros partidos, isto é, bastou ser político para trazer consigo o estigma da desonestidade, em razão do comportamento execrável da maioria absoluta de nossos parlamentares e governantes!

Mas, tenho amigos meus, dois, para dizer a verdade, que são petistas e eu os considero gente boa. Detalhe: não são políticos. Pertencem ao partido e acreditam em suas convicções, mas dialogam, debatem, permitem o contraditório.

Talvez o vírus da corrupção contamine a pessoa quando eleita, mudando o seu caráter, decência, honra, dignidade e probidade, afora participar de ambientes nefastos que são o Congresso, Assembleias e Câmaras Municipais, fragilizando ainda mais o sistema imunológico!

A verdade é que nossos parlamentares encontram muitas facilidades na função para sucumbir as tentações da vida pública, paradoxalmente. A começar pelas despesas pessoais, copa franca ao desperdício; trabalham quando e como querem; dão expedientes quando lhes importam a medida a ser votada; planos de saúde e dentários sem limites; verbas milionárias à disposição para roupas, calçados, engraxate, telefone, correios, Internet, e outros que tais. Tráfico de influência; fisiologismo; alianças; venda ou troca de apoio político, enfim, um festival de possibilidades para que se locupletem rápida e ilicitamente!

Claro que os escorregões e arranhadas na ética e moral vêm de berço, na falta de caráter, na índole com tendência à desonestidade, na falta de educação, mas poderiam, pelo menos, manter uma conduta em que trabalhassem um pouco mais favoráveis ao povo, às suas necessidades e desenvolvimento do Brasil.

Mas não adianta. O objetivo é o “negócio político”, as vantagens, os cargos, “quanto vou ganhar”. Em razão desse oba-oba, não acredito que sequer os bons se salvam, levados de enxurrada pelas más intenções de seus colegas, que se não nadam a favor da correnteza, morrem afogados.

Então, os bons também sucumbem à tentação de se manter no poder, mesmo que não roubem e não estejam envolvidos em falcatruas, mas a simples presença neste bailão da imoralidade basta para que também sejam iguais aos seus colegas, porque se calam diante dos atos ilícitos que são testemunhas.

Não, meus amigos, não há decentes neste jogo político brasileiro, apenas e tão somente desonestos, corruptos e os coniventes!

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A CORRUPÇÃO É QUE DÁ AS CARTAS

Almério Nunes

“Alguma dúvida de que todos os partidos cheiram mal? “Alguma dúvida de que os últimos governos – pelo menos nos últimos 30 anos – cometeram erros e aprofundaram a corrupção no país?” … perguntou Antonio Fallavena em recente artigo.

Desde a política do “Café com Leite” a corrupção é quem dá as cartas no Brasil. Naquela ocasião, os votos eram contados nas casas dos candidatos!!! Ganhava sempre quem era escolhido pelo sistema.

Os partidos são casas de prostituição.Todos. Temos 39 ministérios rigorosamente distribuídos para compor e tornar possível a ‘governabilidade’. Graças a esta composição, se a eleição fosse hoje, Dilma teria, em acordo com a lei em vigor, quase 14 minutos na TV; Aécio pouco mais de 4 minutos e Eduardo apenas 1. E há quem diga que vivemos num ‘estado democrático’.

Ganhe quem ganhar, o Brasil continuará sendo vergonhosa e abertamente roubado. Se o PT perder, virá uma nova gangue, vestida com a fantasia da mentira, da canalhice, da manipulação de estatísticas, orçamentos, o mesmo blá-blá-blá. E tudo permanecerá onde está.

São todos bandidos e escroques.

 

Um tempo em que as pessoas simplesmente desapareciam

 

O jornalista e poeta mineiro Affonso Romano de Sant’Anna, no poema “De Repente”, homenageia aqueles que lutaram pela democracia.

DE REPENTE
Affonso Romano de Sant’Anna

De repente, naqueles dias começaram
a desaparecer pessoas, estranhamente.
Desaparecia-se. Desaparecia-se muito
naqueles dias.

Ia-se colher a flor oferta
e se esvanecia.
Eclipsava-se entre um endereço e outro
ou no táxi que se ia.
Culpado, ou não, sumia-se
ao regressar do escritório ou da orgia..
Entre um trago de conhaque
e um aceno de mão, o bebedor sumia.
Evaporava o pai
ao encontro da filha que não via.
Mães segurando filhos e compras,
gestantes com tricots ou grupo de estudantes
desapareciam.
Desapareciam amantes em pleno beijo
e médicos em meio à cirurgia.
Mecânicos se diluíam
– mal ligavam o torno do dia.
Desaparecia-se. Desaparecia-se muito
naqueles dias.

Desaparecia-se a olhos vistos
e não era miopia. Desaparecia-se
até a primeira vista. Bastava
que alguém visse um desaparecido
e o desaparecido desaparecia.

Desaparecia o mais conspícuo
e o mais obscuro sumia.
Até deputados e presidentes evanesciam.
Sacerdotes, igualmente, levitando
iam, aerefeitos, constatar no além
como os pecadores partiam.

Desaparecia-se. Desaparecia-se muito
naqueles dias.
Os atores no palco
entre um gesto e outro, e os do platéia
enquanto riam.
Não, não era fácil
ser poeta naqueles dias.
Porque os poetas, sobretudo
– desapareciam.

II

Se fosse ao tempo da Bíblia, eu diria
que carros de fogo arrebentavam os mais puros.
em mística euforia. Não era. É ironia.
E os que estavam perto, em pânico, fingiam
que não viam. Se abstraíam.
Continuavam seu baralho a conversar demências
com o ausente, como se ele estivesse ali sorrindo
com suas roupas e dentes.

Em toda a família à mesa havia
uma cadeira vazia, a qual se dirigiam.
Servia-se comida fria ao extinguido parente
e isso alimentava ficções
– nas salas e mentes
enquanto no palácio, remorsos vivos
boiavam
– na sopa do presidente.

As flores olhando a cena, não compreendiam.
Indagavam dos pássaros, que emudeciam.
As janelas das casas, mal podiam crer
– no que viam.
As pedras, no entanto,
gritavam os nomes dos fantasmas
pois sabiam que quando chegasse a hora
por serem pedras, falariam.

O desaparecido é como um rio:
– se tem nascente, tem foz.
Se teve corpo, tem ou terá voz.
Não há verme que em sua fome
roa totalmente um nome. O nome
habita as vísceras da fera
como a vítima corrói o algoz.

E surgiram sinais precisos
de que os desaparecidos, cansados
de desaparecerem vivos
iam aparecer mesmo mortos
florescendo com seus corpos
a primavera dos ossos.

Brotavam troncos de árvore,
rios, insetos e nuvens
em cujo porte se viam
vestígios dos que sumiam.

Os desaparecidos, enfim,
amadureciam sua morte.

Desponta um dia uma tíbia
na crosta fria dos dias
e no subsolo da história
– coberto por duras botas,
faz-se amarga arqueologia.

A natureza, como a história
segrega memória e vida
e cedo ou tarde desova
a verdade sobre a aurora.

Não há cova funda
que sepulte
– a rasa covardia
Não há túmulo que oculte
os frutos da rebeldia.
Cai um dia em desgraça
a mais torpe ditadura
quando os vivos saem à praça
e os mortos, da sepultura.

        (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

 

Vejam como o governo do PT conseguiu derrubar a valorização da Petrobras

Wagner Pires

É incrível como o Partido dos Trabalhadores mediante seu governo, conseguiu derrubar a valorização que a Petrobras teve após a confirmação das reservas do pré-sal.

De R$ 430 bilhões em 2007, o valor de mercado da empresa caiu para R$ 214 bilhões no início de 2014.

As ações da empresa, negociadas no open market, que chegaram a valer R$ 52,51 em maio de 2008, hoje valem pouco mais de R$ 16,0.

A associação da empresa ao clientelismo político e ao fisiologismo, sua utilização como massa de manobra política e econômica para o governo atingir números e mistificar índices econômicos, tudo isso está esgarçando a competência comprovada da maior empresa brasileira.

O pior é que essa turma não tem a mínima vergonha de divulgar dados e números mendazes e insistir na transferência da competência da empresa ao partido dos enganadores – o PT.

Veja a variação dos valores de mercado da Petrobrás no decorrer do tempo:

PERÍODO…………….VALOR DE MERCADO (em bilhões)

2003……………………….R$ 87,5
2004……………………….R$ 112,5
2005……………………….R$ 174,0
2006……………………….R$ 230,0
2007……………………….R$ 430,0 (valorização de 87% em função da mensuração do pré-sal)
2008……………………….R$ 224,0
2009……………………….R$ 347,0
2010……………………….R$ 257,0
2011……………………….R$ 292,0
2012……………………….R$ 254,0
2013……………………….R$ 214,0

O incrível é que a presidente Dilma Rousseff tenta enganar as pessoas dizendo que o valor da empresa é formado pelo patrimônio dela, quando na verdade o que conta é a capacidade da empresa em gerar resultados positivos. É a capacidade de lucro que conta.

Do que adianta um patrimônio inerte?!

Além do mais, a empresa deve 55% de todo o seu ativo. É a empresa mais endividada do mundo e está comprometendo sua capacidade de investimento por ter a sua capacidade de gerar lucro reduzida pela interferência do governo petista na política de preços de combustíveis da empresa.

Veja abaixo, que a capacidade da entidade de gerar lucro foi diminuída de 1/3 a 50% a partir de 2012:

ANO………………………..LUCRO LÍQUIDO

2004………………………..R$ 16,9 bilhões
2005………………………..R$ 23,7 bilhões
2006………………………..R$ 25,9 bilhões
2007………………………..R$ 21,5 bilhões
2008………………………..R$ 33,9 bilhões (novo patamar de lucratividade da empresa)
2009………………………..R$ 33,3 bilhões
2010………………………..R$ 35,9 bilhões
2011………………………..R$ 33,1 bilhões
2012………………………..R$ 21,2 bilhões (36% de queda na lucratividade)
2013………………………..R$ 23,6 bilhões

Obs.: o lucro normal da Petrobras neste estágio de desenvolvimento deveria ser acima de R$ 30 bilhões como nos anos de 2008 a 201; isto é, sem a interferência da política petista de utilizar a empresa para conseguir manter a inflação dentro da meta do Banco Central.

O PT confunde criatividade com governabilidade e competência. Confunde contabilidade criativa com contabilidade real e informativa.

 

Conversa fiada

Sylo Costa

Há poucos dias, sob o título “Cumprimentos a muares”, comentei o falatório desenfreado do ex-Luiz, recém-chegado de uma de suas viagens de lobby, desta vez a Portugal, e falei que ele acabaria por dar “bom-dia cavalos”. Confesso que, na hora, fiquei em dúvida se usava ou não a preposição, ou seja, se devia dizer “a cavalos” ou simplesmente “cavalos”. Escrevi sem a preposição, mas o copidesque do jornal, no momento da correção, a acrescentou: bom-dia a cavalos.

No dia da publicação da matéria, logo pela manhã, tive a grata surpresa de receber um telefonema de um velho e querido amigo, o Vicente, homem de letras, que foi logo perguntando: “Você sabe a origem desse ditado?” Respondi que achava que é conversar fiado. E ele: “Pode até ser, mas contam lá em minha região, o Sul de Minas, que a expressão teve origem no costume de um político demagogo que, montado a cavalo, saía pelas ruas a cumprimentar todo mundo”.

Depois de conversar fiado com meu amigo, fiquei pensando que faz sentido. Até porque tenho outro amigo, ex-deputado, que procede (ou procedia) assim: saía pela manhã de carro sem capota, andando devagarinho, e, com um microfone em punho, cumprimentava até cachorro.

Em minha vida, não só por causa da política, sempre procurei ser gentil e tenho como hábito cumprimentar as pessoas que conheço e também as que acho que conheço, mas nunca respondi algo sem que uma pergunta me tenha sido dirigida. Quem responde sem ter sido consultado está sujeito a entrar pelo cano.

PISANDO NO TOMATE…

Na semana passada, dois políticos, por falarem sem ser convidados, pisaram no tomate: um, que não sei como classificar na cena política – o ex-Luiz –, aconselhando sobre a forma de deslocamento para assistir aos jogos da Copa, sugeriu que o torcedor sem metrô pegue um jegue ou siga a pé, conselho de todo dispensável. Além do mais, nem todo mundo está acostumado, como ele, a lidar com jumentos. Fiquei pensando em Rosemary, escanchada num jegue a caminho do Maracanã, e também no princípio que diz que “o homem é produto do meio”.

O outro foi o candidato Aécio Neves, que, declarando ter puxado uma chincha na juventude, desaconselhou o uso da maconha, despertando conversas que ninguém imaginava. Um candidato à Presidência da República não pode cometer uma infantilidade dessas.

Eu pensava que ele tivesse sido coroinha, assim como a maioria dos seus eleitores mais antigos, pelo menos aqueles que conheceram e admiravam seu avô Tristão da Cunha. Já Tancredo tinha costumes mais liberais, até mentia. Aliás, político, principalmente hoje em dia, não pode demonstrar muito compromisso com a verdade. Tanto é assim que nunca ouvi ou vi Tancredo afirmar alguma coisa enfaticamente: falava sempre em tese, como, por exemplo: “O primeiro compromisso de Minas é com a liberdade”. Falou bonito, mas e daí? Acho que o primeiro compromisso é com a verdade, não? Aécio nunca fumou maconha, eu duvido. (transcrito de O Tempo)

 

Coisas esquisitas que escutei ou li recentemente (parte I)

Mansueto Almeida

Sabe quando chega uma hora que você literalmente se cansa de debater? Você escuta várias coisas supostamente interessantes, mas que não fazem muito sentido e, para não ser chamado de chato, é melhor ficar calado. Ao longo das últimas duas semanas tenho escutado ou lido coisas que me assustam.

(1) Governo segura tarifas para conter inflação, diz ministro: Mercadante admite controle de preços de combustíveis e energia elétrica (Folha de São Paulo 14 de maio de 2014).

Eu chequei com dois ex-presidentes do Banco Central do Brasil se isso fazia sentido. Eu poderia estar defasado nessa literatura, mas não. Eles me falaram que nunca escutaram algo tão absurdo. Mas se o nosso ministro de fato acredita em tamanho absurdo é capaz de o governo tentar um mega controle de preços à la Argentina para controlar a inflação após eleição (se reeleito). A única forma de ser otimista é achar que o ministro da Casa Civil não acredita no que falou. Mas se ele de fato acreditar…

(2) Dilma desconfia do mercado como regulador de preços: Assessores afirmam que petista quer conter “lucros excessivos” de empresários e proteger consumidores (Folha de São Paulo 19 de maio de 2014)

Essa matéria me surpreendeu e acho que isso deve ser claramente intriga da oposição. Não é possível que nossa presidenta tenha feito as declarações que a ela são imputadas pela matéria. Se isso fosse verdade, significaria que a presidenta acha que a sua vontade consegue fazer a mágica de reduzir preços, apesar do aumento da proteção comercial no seu governo. Esse trecho não pode ser verdade:

“No início de seu mandato, em 2011, Dilma Rousseff fez uma cobrança dura à equipe: na sua opinião, eles não estavam fazendo nada para segurar o aumento, considerado por ela “exagerado”, das passagens aéreas. Ao ouvir de assessores que os preços do setor são livres, a presidente, irritada, gritou: “Isso é coisa de tucano”. Foi então lembrada que a última normatização sobre a área havia sido feita em 2006 –no governo Lula, portanto.”

(3) Custos do PAC disparam na gestão Dilma (Valor Econômico 19 de maio de 2014). Como isso pode ser possível se o PAC foi concebido para melhorar o planejamento e o acompanhamento das obras públicas? A matéria fala que:

“Na contramão dos atrasos recorrentes em seus cronogramas de execução, o orçamento das “megaobras” da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) disparou nos quase três anos e meio de mandato da presidente Dilma Rousseff. Falhas em projetos de engenharia, aditivos contratuais, compensações socioambientais acima das estimativas iniciais e até reajustes salariais de trabalhadores superiores à inflação fizeram o valor total de 12 grandes empreendimentos subir R$ 42,7 bilhões desde dezembro de 2010.”

Isso não pode ser verdade. Será? Bom, espero que a matéria esteja errada. Mas uma coisa me deixou com uma pulga atrás da orelha. Uma grande empreiteira brasileira recentemente terminou um novo estudo sobre o custo do Trem de Alta Velocidade. Custo sem a desapropriação das terras? R$ 85 bilhões. O governo acredita que pode fazer por menos. A ver. Mas se esse projeto sair, eu de fato vou para o time dos pessimistas.

(4) Para ajudar no superávit, governo tenta segurar R$ 1,32 bi do PIS: Campanha publicitária para incentivar a retirada do benefício é suspensa (Jornal O Globo 16 de maio de 2014).

Que o governo terá MUITA dificuldade para entregar a meta do primário de 1,9% do PIB este ano já se sabe. Agora segurar os recursos do pagamento do abono salarial para melhorar o resultado primário de apenas um mês é um desespero muito além do que eu esperava. Segundo a matéria:

“O prazo para o recebimento do abono encerra no dia 30 de junho. Em anos anteriores, o governo fez campanhas publicitárias para alertar as pessoas a procurarem as agências da Caixa Econômica Federal e sacar o dinheiro dentro do prazo. Este ano, em março, o Ministério do Trabalho iniciou os preparativos da campanha publicitária, mas ela foi suspensa. De acordo com integrantes do governo, a orientação partiu do Ministério da Fazenda e o objetivo é reservar os recursos para compor o superávit primário, economia que o governo faz para o pagamento dos juros da dívida.”

O ministério da fazenda negou tal prática, mas as fontes da matéria do jornal são funcionários do próprio governo. Ficou o dito pelo não dito e vamos torcer para que isso não seja verdade.

(artigo enviado por Mario Assis)

Mosquito da dengue ataca no Mané Garrincha, às vésperas da Copa

José Carlos Werneck

Esta informação sobre a dengue o Governo do Distrito Federal não mostra nas caríssimas publicidades exibidas em horário nobre das emissoras de televisão.Ao contrário, mantinha em sigilo a infestação do Estádio Mané Garrincha por larvas do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. Inspeção realizada na última sexta-feira constatou que focos de larvas subsistem no estádio, inclusive no campo onde jogarão, entre outras, as seleções do Brasil e de Portugal.

Segundo matéria de Hugo Marques, publicada na revista Veja, a Vigilância Sanitária do DF encontrou vários focos do mosquito transmissor da dengue dentro das instalações do estádio Mané Garrincha, uma das doze arenas que receberão jogos da Copa do Mundo e, ironicamente, a que mais consumiu dinheiro público. A descoberta se deu em março e vinha sendo mantida sob sigilo pelo governo local.

Larvas do Aedes aegypti foram descobertas ao redor do gramado e também próximo às traves. Segundo o gerente de Vigilância Ambiental, Vetores e Animais Peçonhentos da Secretaria de Saúde, Júlio César Trindade de Carvalho, havia água infectada em diversos locais do estádio.

EMERGÊNCIA

Os técnicos responsáveis pelas inspeções fizeram um relatório detalhando a situação ,que foi encaminhado à Secretaria de Saúde do GDF. Como medida de emergência, agentes sanitários têm trabalhado no estádio desde abril, aplicando inseticidas nas áreas onde foram encontrados os focos do mosquito.

As larvas se espalharam principalmente pelas valas de escoamento localizadas na lateral do gramado. São justamente as canaletas que deveriam impedir o acúmulo de água que têm contribuído para a disseminação do mosquito. Também foram encontradas larvas do mosquito nos buracos onde são fincadas as duas traves do campo. Como se sabe,o mosquito se reproduz em água parada.

Havia ainda larvas na área externa do estádio. “Encontramos focos em três locais: nos buracos onde se encaixam as traves do gol, no campo e nas canaletas de escoamento do gramado, que têm caixas de retenção de água, e nos canteiros de obras que ainda restam”, diz o agente de vigilância ambiental Reginaldo Feliciano da Silva Braga, um dos responsáveis por encontrar os focos.

SUPERFATURAMENTO

O mais caro entre todos os estádios da Copa do Mundo de 2014, custou aos cofres públicos quase 2 bilhões de reais, quase três vezes mais do que os 700 milhões orçados inicialmente. De acordo com uma auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal, a obra foi superfaturada em mais de 430 milhões de reais.

O Mané Garrincha tem capacidade para 69.400 torcedores e vai sediar sete jogos da Copa do Mundo – quatro na fase de grupos, um nas oitavas de final, um nas quartas de final e a disputa de terceiro lugar. A primeira partida, entre Suíça e Equador, será no próximo dia 15. A seleção brasileira jogará no estádio no dia 23 de junho, contra Camarões.

Em fevereiro, Veja publicou reportagem denunciando que, no ano passado, às vésperas da Copa das Confederações, o governo do Distrito Federal escondeu relatórios técnicos que alertavam sobre o avanço da doença.

EUA confirmam participação de norte-americano em atentado suicida na Síria

Da Agência Lusa

O Departamento de Estado norte-americano confirmou que um cidadão dos Estados Unidos participou de um atentado suicida esta semana na Síria, apesar de não detalhar a sua origem. “O cidadão norte-americano implicado no atentado suicida na Síria é Mohammad Abu Salha Moner”, disse a porta-voz do departamento, Jen Psaki, em comunicado.

Já o observatório Sírio dos Direitos Humanos revelou que o norte-americano era membro da Frente de Nusra, filial da Al Qaeda na Síria, e cometeu o atentado suicida há cinco dias na província de Idleb, fronteira com a Turquia.

Vários norte-americanos já morreram nos três anos de guerra civil na Síria, mas é a primeira vez que é confirmada a participação de um cidadão dos EUA em um atentado suicida.