Aumento da criminalidade em Brasília faz preço do seguro de carro subir 46%

Rosana Hessel
Correio Braziliense

Quem vai renovar o seguro do carro em Brasília deve preparar – e muito – o bolso. Diante do forte aumento da violência, com roubos de veículos e sequestros relâmpagos, a capital federal é a cidade com o maior aumento no valor da apólice entre seis cidades pesquisadas pela Corretora Minuto Seguro a pedido do Correio. O preço mínimo da proteção para um dos modelos mais vendidos do país subiu 46% neste mês ante agosto de 2013. O seguro de um Fiat Novo Palio Attractive 1.4 passou de R$ 1.343,60, no ano passado, para R$ 1.959,21, neste.

Tal reajuste só é comparável ao observado em Fortaleza, onde também a onda de criminalidade está assustadora. O reajuste chegou a 33% na mesma base de comparação. Em São Paulo, o aumento foi de 8% para os veículos populares, pouco acima da inflação oficial acumulada em 12 meses, que está próxima de 6%. Já Porto Alegre e Belo Horizonte mantiveram o valor praticamente inalterado no mesmo período. No Rio de Janeiro, onde a violência voltou com tudo, a alta foi de apenas 1% e, nos carros mais caros, caiu 12%.

O levantamento foi feito com 12 seguradoras. O cálculo considerou a evolução dos menores preços apresentados por veículo em cada cidade. Foi utilizado o mesmo perfil de cliente %u2014 homem, casado, 32 anos, com garagem em casa e no trabalho, e que roda, em média, 1,2 mil km por mês %u2014 para fazer as simulações. Para facilitar a comparação, foram escolhidos dois modelos, um mais popular, o Fiat Palio manual, e um mais sofisticado, um Toyota Corolla automático, cujo seguro ficou 6% mais caro na capital federal.

Denúncias fazem Petrobrás viver seu pior inferno astral

Antônio Pita
O Estado de S.Paulo

Suspeitas de corrupção, investigações da PF, do MP e Tribunal de Contas, valor de mercado reduzido à metade e tarifas defasadas marcam a Petrobras em 2014. Pressionada por uma avalanche de denúncias, a empresa vive sua mais grave crise de credibilidade e governança. São pelo menos cinco inquéritos abertos na Polícia Federal, além de investigações no Ministério Público Federal e no Tribunal de Contas da União (TCU). A crise é também financeira, com perdas acumuladas de R$ 185 bilhões, cerca de 51% do seu valor de mercado, em três anos.

Aberta às pressas na quinta-feira, a sala de crise da empresa não tem data para fechar. O clima é de desconforto, para a presidente Graça Foster, ao ver voltarem à cena as denúncias de corrupção na compra da refinaria de Pasadena, de 2006. E pelo próprio punho da presidente Dilma Rousseff, que atribuiu a aprovação da compra a falhas em relatório da empresa.

“É uma situação sem igual em 60 anos. Há um clima de revolta na empresa”, avalia o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). “Não me lembro de nenhum diretor da Petrobras que tenha sido preso”, completa, citando o ex-diretor Paulo Roberto da Costa, detido pela Polícia Federal na quinta-feira.

À frente da Diretoria de Refino e Abastecimento em 2006, Costa é apontado como responsável pelo acordo de compra da refinaria de Pasadena, ao lado de Nestor Cerveró, ex-diretor da Área Internacional da companhia. Cerveró, que atuava como diretor financeiro da BR Distribuidora, foi demitido na sexta-feira, em meio a uma operação do governo para blindar a presidente. Ambos os cargos teriam sido preenchidos por indicação do PMDB.

A compra de Pasadena está sendo investigada há mais de um ano pelo TCU. Após a revelação de que Dilma, então presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, votou a favor da aquisição, o relator do caso, ministro José Jorge, disse que pode convocar os conselheiros para depor. “Como regra geral do TCU, eles podem ser chamados a se explicar”, afirmou.

O caso da refinaria foi o ponto de partida para abertura de cinco inquéritos somente na PF. Agentes da instituição foram aos EUA e a países vizinhos para investigar o caso. Na Holanda, eles apuram o pagamento de US$ 139 milhões pela SBM Offshore em propinas a funcionários da estatal.

O Ministério Público Federal no Rio também começou a investigar se houve irregularidade nesse pagamento, a pedido do deputado Antonio Imbassahy, líder do PSDB na Câmara.

EM BAIXA

À crise política se somam insatisfações do mercado. Entre outubro de 2010 e dezembro de 2013, ela perdeu R$ 185 bilhões do valor de mercado. Nos últimos três meses, o tombo foi de 18%, segundo cálculos da consultoria Economática.

Há decepção com perdas causadas por defasagem no preço dos combustíveis. “O mercado esperava que a presidente retomasse o caminho de lucratividade”, diz Adriano Pires. “O comportamento das ações nesta semana indica que o mercado está precificando o efeito Dilma.”

Somente no ano passado as dívidas subiram mais de US$ 22 bilhões, alta de 30% em relação a 2012. A situação levou o Conselho Fiscal da empresa a registrar em ata um alerta. Em fevereiro, seus integrantes sugeriram um risco de rebaixamento pelas agências de classificação.

No Conselho de Administração houve divergências quanto às demonstrações financeiras. O conselheiro independente Mauro Cunha se opôs à sua aprovação, questionando operações contábeis que seriam usadas para encobrir as dívidas. Outros conselheiros também teriam expressado críticas.

A crise chamou atenção dos investidores internacionais, que formalizaram uma chapa para concorrer às vagas de conselheiros independentes. Encabeçado pelo fundo britânico Aberdeen Asset, o grupo avalia a governança da empresa como “crítica” e capaz de comprometer “a capacidade de investimento e expansão da Petrobras no longo prazo”. O movimento foi apoiado por duas consultorias internacionais que orientam investidores globais sobre as assembleias.

Há desconfianças ainda quanto à capacidade da Petrobras de ampliar a produção. Na segunda-feira, em recado direto dirigido aos estaleiros nacionais, a presidente Graça Foster disse que “nada pode atrasar a curva de produção” da empresa. No mercado, a fala foi entendida como um ultimato.

Imóvel de alto padrão encalha e vendedores já admitem baixar preço

Taís Laporta
iG São Paulo

A quantidade de imóveis à venda no Brasil foi maior que a de potenciais compradores no ano passado, apontou o relatório Dados do Mercado Imobiliário de 2013, elaborado pelo site VivaReal. Enquanto os anúncios de venda representaram 86% da oferta total, os visitantes interessados em comprar não ultrapassaram 65%.

Esta lacuna foi totalmente puxada pelos imóveis de alto padrão, a partir de três quartos. A procura por unidades a partir de quatro dormitórios (9,51%) foi equivalente a quase metade da oferta (17,40%) no último trimestre do ano passado.

Da mesma forma, os imóveis com três quartos representaram 45% de toda a oferta de venda no País, vencendo de longe o segundo colocado – o imóvel de dois dormitórios, que teve 31,8% dos anúncios.

Os de um e dois quartos, contudo, apresentaram um número de interessados superior ao de vendedores, revelou o levantamento.

O preço médio do metro quadrado nos imóveis mais amplos também foi mais atrativo que nos pequenos. Enquanto o de um dormitório custou, em média, R$ 5.166,67 o metro quadrado, o de quatro saiu 6% mais barato, a R$ 4867,49.

É justamente nos imóveis maiores onde estão as melhores oportunidades em 2014 para quem sonha em comprar a casa própria, na opinião da consultora financeira Suyen Miranda, que analisou os dados do VivaReal.

“É notável que os imóveis deste padrão, acima de R$ 700 mil, sofreram uma redução de valor devido à maior oferta no mercado. Se o consumidor tiver condições de comprar para morar, é um momento oportuno”, avalia.

Suyen atribui o aumento da oferta destes imóveis à maior aposta das incorporadoras por empreendimentos de alto padrão, que teria ocorrido poucos anos atrás e refletido no mercado atual.

BAIXAR O PREÇO

Não há dados no Brasil que mapeiem os valores negociados (preço real da operação) na venda imobiliária. Índices como o FipeZap medem somente os preços anunciados no mercado.

Contudo, o descolamento entre oferta e demanda pode ser o primeiro sinal para a falta de liquidez de um imóvel (dificuldade em vendê-lo em pouco tempo). Com menos interessados no bem, o proprietário pode ser obrigado a reduzir o preço de venda para tentar fechar o negócio.Foi o que aconteceu com o designer Marcel Leal, de 38 anos, que há oito meses tenta vender um lote residencial de 518 metros quadrados em Itupeva, no interior paulista. Sem interessados no negócio, ele já baixou o valor do bem em 20% para atrair potenciais compradores, ainda sem sucesso.

Quando colocou à venda, o metro quadrado do terreno valia R$ 430. Hoje, a revenda está em torno de R$ 400. Mesmo reduzindo o valor de venda de R$ 225 mil para R$ 195 mil, não atraiu nenhuma proposta.

“A cidade está em crescimento, o lote fica em um excelente condomínio e bem localizado. Os investimentos estão indo para outro lugar. Com lançamentos pipocando, as revendas ficam para trás mesmo”, diz o proprietário.

SEM INTERESSADOS

O motorista carioca Wagner Souza, de 34 anos, está sentindo na pele a demora em encontrar um interessado em seu apartamento de três dormitórios, localizado no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Faz quatro meses que Souza anunciou o imóvel de 75 metros quadrados por R$ 390 mil, mas até agora, não houve procura. Ele se diz surpreso com a situação. “Não tenho interesse em negociar o preço, que já está abaixo do ideal no momento”, conta.

“ Acho que os investimentos estão indo para outro lugar. Com lançamentos pipocando, as revendas ficam para trás”, diz Marcel Leal, proprietário de lote encalhado

Contudo, Souza admite que se houver potenciais compradores no futuro, pode até negociar descontos na venda, de acordo com as propostas que vá receber no imóvel que possui condomínio e vaga na garagem.

Para o investidor – que compra para revender ou alugar – a melhor opção de negócio no momento, de acordo com a consultora Suyen, é o imóvel de um dormitário, bem localizado e próximo a serviços de transporte público, como trem e metrô. “Isso vale para todas as grandes cidades com problemas de mobilidade”.

E O PREÇO AUMENTA…

Ainda segundo a pesquisa do VivaReal, o preço médio do metro quadrado ofertado para venda no Brasil foi de R$ 4.300. A valorização chegou a 7% ao longo do ano passado em todo o País.

As cidades do Rio de Janeiro e São Paulo permanecem como as mais caras, com preço médio anunciado de R$ 7.138 e R$ 6.308, respectivamente. Em ambas, os preços de aluguel também foram os mais altos do Brasil.

Em pelo menos 11 capitais brasileiras, comprar um apartamento de dois dormitórios significou desembolsar, em média, acima de R$ 300 mil.

As cidades que mais tiveram valorização do metro quadrado foram Fortaleza (18%), Rio de Janeiro (18%), Salvador (11%) e São Paulo (10%). Florianópolis sofreu desvalorização de 1% no período.

OFERTA EM SÃO PAULO

A lacuna entre oferta e demanda de imóveis na capital paulista também foi expressiva no ano passado: os vendedores representaram 84% do total, ao passo que os compradores interessados foram 55%.

Mas isso varia muito conforme o tamanho do imóvel. A demanda por unidades de até 60 metros quadrados foi o dobro da oferta. Já os imóveis com tamanho entre 250 e 400 metros quadrados tiveram um abismo entre oferta e procura: o número de vendedores (10,22%) foi três vezes maior que o de interessados (3,41%).

Enquanto isso, a oferta por imóveis entre 151 e 250 metros quadrados foi duas vezes maior que a demanda, de acordo com o VivaReal.

A procura por aluguel, por sua vez, representou quase metade de todo o interesse por imóveis em 2013, enquanto a oferta foi bem menor. Apesar de o aluguel gerar 45% da demanda no site, ele representou apenas 16% da demanda.

O preço médio do metro quadrado em São Paulo cresceu 10% em 2013, de modo que nove dos 10 bairros mais caros da cidade apresentaram preço acima de R$ 10 mil o metro quadrado.

Gás de xisto dos EUA para a Europa é só conversa fiada

Deu no The Saker
http://vineyardsaker.blogspot.com.br/2014/03/the-us-shale-gas-canard.html

Sobre o artigo de Glenn Ford “U.S. Prepares to Gas Russia Into Submission”  [EUA prepararam-se para submeter a Rússia, com os campos de gás (de xisto)], tudo, na ideia de que os EUA venham a exportar gás de xisto produzido por fracking para a Europa e que assim conseguirão atropelar a Rússia, é pura, pura, puríssima conversa fiada.

Não apenas toda a infraestrutura para esse projeto terá ainda de ser construída – e é caríssima –, como, além disso, a construção demorará muitos anos. E são anos absolutamente críticos, agora que a crise na Crimeia obrigou Putin e seus “soberanistas eurasianos” a ‘sair do armário’ e confrontar abertamente o Império Anglo-sionista, e, agora, é uma corrida contra o tempo:

– Será que o Império terá o tempo e os meios para separar a Rússia do ocidente, antes que a Rússia se realinhe com a China e o resto da Ásia? Ou o ocidente continuará a depender da Rússia por tempo suficiente que permita que a Rússia se realinhe?

A Rússia vencerá essa corrida, o que torna irrelevante todo esse assunto do gás de xisto.

E A CHINA???

Por falar de China e Ocidente, considerem que as necessidades chinesas de energia são imensas, como o são em toda a Ásia; e acrescentem a isso que, durante todo o governo Obama (será que esse sujeito só faz coisas, assim, sempre descomunalmente estúpidas?!) os EUA adotaram abertamente uma nova política antiChina que visa sempre a ‘conter’ a China, quer dizer, a impedir que a China alcance o tipo de influência que a China está fadada a ter na região do Pacífico Asiático.

Os chineses não são estúpidos. Os chineses sabem que são os próximos na linha da ‘democracia’ e da ‘liberdade’. Os chineses, portanto, entendem que sem a ajuda da Rússia (energia, armas, apoio político) não podem resistir contra o Império. Resumo da ópera: China e Rússia têm de entrar numa simbiose profunda (não em alguma ‘aliança’ formal) e ajudarem-se uma a outra. Não há nem sombra de dúvida de que Putin e Xi Jinping, ambos, estão fazendo exatamente isso.

QUANTO À EUROPA

É economia deprimida e continente em total bancarrota social; e não passa de protetorado dos EUA. O Kremlin compreende tudo isso, e, por mais que muito agrade aos russos vender energia (e o que mais for) à União Europeia, a Rússia sabe que não pode construir nenhum plano de longo prazo com aqueles ‘parceiros’: o Império Anglo-sionista é ameaça existencial contra a Rússia, e a Europa não passa de protetorado dos EUA sem opinião própria, sem identidade e sem política que não seja de “sim, Mr. President, como o senhor mandar, Mr. President”.

A China, a Índia, a Ásia, a América Latina e, especialmente, o Norte Russo – aí está o futuro para a Rússia, não no Ocidente. Por tudo isso, as tais sanções só produzirão um resultado: acelerarão esse processo.

Os que suponham que poderiam “submeter” a Rússia deliram total e completamente, como Hitler em 1945 e suas conversas sobre “contraofensiva estratégica”. Ignorem essa gente.

(artigo enviado por Sergio Caldieri)

 

O Brasil e os blocos da morte

Mauro Santayana 

(Hoje em Dia) – O Carnaval acabou há alguns dias, mas tem gente convocando novos blocos para sair às ruas. Esses últimos blocos tardios têm o nome de Marcha da Família com Deus pela Liberdade.
Os seus raivosos passistas dizem que estão com as famílias. Mas se esquecem de outras famílias, que há cinquenta anos desfilaram em marchas semelhantes, e que – apesar disso – tiveram irmãos e filhos torturados e “desaparecidos” pelos agentes do mesmo regime que  ajudaram a colocar no poder, no dia primeiro de abril de 1964.
Os raivosos passistas desses blocos  dizem que estão com Deus. Mas se olvidam que Deus não está com aqueles que defendem os que usaram porretes, choques elétricos e pau-de-arara. Que espancaram e assassinaram homens e mulheres indefesas, nos porões, como fizeram com seu único filho, um dia, chicoteando-o, rindo e cuspindo em seu rosto antes de cravar em sua cabeça uma coroa de espinhos, para que a usasse, sob a sombra da Cruz, a caminho do Calvário.
PAPA FRANCISCO
Eles pedem a prisão e o massacre de comunistas, como antes o faziam os nazistas, com os judeus, os ciganos, e os homossexuais. Mas se esquecem do Papa Francisco – que defende o direito à opinião e à diversidade – que disse que não era comunista, mas que nada tinha contra os marxistas, porque ao longo da vida havia conhecido vários, que eram homens honestos e boas pessoas.
Eles dizem que estão com a Liberdade, mas defendem o assassinato e a tortura; a cassação de todos os partidos; o fechamento do Congresso e do Judiciário; o fim do direito de expressão, opinião e reunião; o desrespeito à vontade do eleitor, expressa diretamente na urna, e a derrubada de um governo eleito, em segundo turno, pela maioria dos votos de dezenas de milhões de brasileiros.
Eles dizem que estão com os militares. Mas os militares brasileiros não estão com eles. Os militares brasileiros estão em nossas fronteiras, na SELVA!, nos rios amazônicos, no horizonte amplo da caatinga, testando os novos rifles da INBEL, os Radares Saber, os blindados  Guarani, o novo Sistema Astros 2020. Estão na proa das novas fragatas da Marinha; na torre de nossos submarinos; na Suécia, aprendendo a conhecer os caças que darão origem aos Grippen NG BR, que serão fabricados e montados em território brasileiro.
Os Blocos da Morte são blocos tristes, que não cantam o amor nem a alegria, que marca e contagia o coração brasileiro. Eles usam nossas cores como fantasia, mas a mágoa é seu adereço, a frustração, sua alegoria, o ódio, seu imutável enredo. Seus passos e seus gritos são duros e o coração tão pesado quanto sua mente. Uma mente que mente, mente, mente, até para eles mesmos, e se esconde nas sombras do passado, porque teme as luzes do futuro.  

Anita Leocádia desmente reportagem da Veja sobre seu pai, Luiz Carlos Prestes

Anita Leocádia Prestes

Na qualidade de filha de Luiz Carlos Prestes, e historiadora especializada em História do Brasil Republicano, quero externar minha indignação com as calúnias e inverdades veiculadas nas páginas 88 e 89 de Veja (26/3/2014) a respeito do meu pai, que jamais apoiou o Estado Novo, conforme se afirma na reportagem em questão. Luiz Carlos Prestes, assim como os comunistas brasileiros, deu apoio a Getúlio Vargas na medida em que este, sob a pressão dos acontecimentos internacionais e do movimento antifascista no Brasil, posicionou-se contra os países do Eixo, contribuindo para a vitória das forças democráticas na 2ª Guerra Mundial.

Da mesma forma, Veja reproduz invencionices presentes no livro da viúva de Prestes, abdicando de uma investigação séria a respeito das afirmações infundadas veiculadas por essa senhora.

Assim, no dia 31 de março de 1964, meu pai não estava em São Paulo, mas no Rio de Janeiro, reunido com a Comissão Executiva Nacional do PCB, de onde seguiu para “aparelho” clandestino nesta última cidade. Fato este do qual sou testemunha, assim como outros militantes comunistas da época. Prestes partiu para o exílio somente em 1971, tendo permanecido clandestino no Rio de Janeiro durante sete anos após o golpe civil-militar de 01/04/64. Também, na referida reportagem, são repetidas declarações atribuídas ao meu pai, que na realidade inexistiram e foram falsificadas por seus detratores.

Misturando o daqui, o dali e o de lá

O cantor, compositor e percussionista Ubirajara Silva de Souza nasceu no Bairro Vila São Luiz, Duque de Caxias (RJ), razão pela qual adotou o nome artístico de Bira da Vila. Em parceria com Serginho Meriti, ele aborda os diversos estilos populares da música brasileira na letra de “Aqui, o Dali e o de Lá”. Este samba foi gravado por Bira da Vila no CD Canto da Baixada, em 2010, produção independente.

AQUI, O DALI E O DE LÁ
Serginho Meriti e Bira da Vila

É preciso mexer, misturar
O daqui, o dali e o de lá
Pois o nosso tempero tem samba, tem xote
Tem frevo e bolada, balada e jexá
Bota a banda pra tocar
Que o povo vai curtir, a galera vai gostar
Nossa gente é isso aí
Vai, vai…

No embalo do maracatu
Vaquejada, jambo, caxambú
Carimbó, sertanejo, merengue, lambada
Forró pé de serra, côco, boi bumbá
Xaxado, calango, reisado e axé
Toca aí que a gente diz no pé
Toca aí que a gente diz no pé

Toca um bom samba de enredo
O samba de roda, pagode e baião
Toca de tudo que toca em nosso coração
Um coração verde e branco, azul, amarelo
É canto, é dança, é ritmo
Elo, firmando a corrente da nossa nação

Toca quadrilha, congada
Fandango, lundu e saravacuê
Bumba meu boi, caiapó, toca maculelê
Cateretê, moçambique, quilombo
Bigada, caboclinho lambe, surge o marujada
Muita timbalada e o tererê.

        (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Recordar é viver: Ditadura esquadrinhou patrimônio de Brizola e concluiu que ele era honesto

Mário Magalhães
De 18 de fevereiro de 1970 a 22 de abril de 1971, no decorrer de 429 dias, uma comissão criada pela ditadura esquadrinhou exaustivamente o patrimônio do então exilado Leonel de Moura Brizola (1922-2004). Com declarações de Imposto de Renda, extratos de contas bancárias e registros de imóveis urbanos e rurais à mão, a subcomissão gaúcha da Comissão Geral de Investigação (CGI) concluiu que os bens do ex-governador do Rio Grande do Sul eram compatíveis com sua renda. A investigação foi arquivada e, implicitamente, a ditadura chancelou a honestidade de um dos seus mais figadais inimigos.

Em 1964, o ex-governador Brizola era deputado federal pelo governista Partido Trabalhista Brasileiro, mesma agremiação de João Goulart, seu cunhado. Como o presidente, Brizola foi cassado pela ditadura (1964-85) nascida com o golpe de 1º de abril. Ele insistiu na resistência aos golpistas, mas não convenceu Jango. Ficaria no estrangeiro até a anistia, em 1979. Em 1982, elegeu-se governador do Rio de Janeiro, Estado que voltaria a administrar ao triunfar no pleito de 1990.

O PROCESSO
A apuração sobre o patrimônio de Brizola consta de um processo de 18 páginas, hoje sob guarda do Arquivo Nacional. A revelação histórica é de autoria do repórter Guilherme Amado, no jornal “O Globo”. O fac-símile integral da documentação pode ser lido clicando aqui.

Assinada por um tenente-coronel (provavelmente do Exército; a reprodução não permite ler claramente o nome), a resolução 045/70, de 18 de fevereiro de 1970, decidiu “instaurar, ex-ofício, investigação sumária para apuração de enriquecimento ilícito correspondente” a Leonel Brizola e outros cidadãos.
O relatório de 22 de abril de 1971 trouxe o parecer sustentando que “os ganhos do indiciado poderiam, em princípio, dar os frutos emergentes”. Em palavras de gente: os salários de Brizola lhe permitiriam ter acumulado uma casa em Porto Alegre (comprada em 1953), uma fazenda em Viamão (em 58), os saldos nas contas bancárias e outros eventuais bens registrados em suas declarações de renda anuais de 1959 a 68 (só não encontraram a de 61).
PATRIMÔNIO MAIOR
O relatório não faz menção ao fato de que o patrimônio da família era imensamente maior, devido às propriedades de Neusa Goulart Brizola (1921-93), mulher do investigado e irmã de Jango. A família Goulart, dona de estâncias, era rica.
O arquivamento foi ainda mais eloquente porque a CGI não fazia investigações “sobre” determinada pessoa. No caso dos opositores, fazia “contra”. Depois de deixar o Brasil à força, Brizola montara desde o Uruguai iniciativas mal sucedidas de guerrilha contra a ditadura.
A CGI fora criada em 1968. Seu propósito, como recorda o Arquivo Nacional, era promover “investigações sumárias para o confisco de bens de todos quantos tenham enriquecido, ilicitamente, no exercício de cargo ou função pública, da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, inclusive de empregos das respectivas autarquias, empresas públicas ou sociedades de economia mista”.
Uma das alegações dos golpistas de 1964 era o combate à corrupção. Poucos políticos foram tão odiados pela ditadura como Leonel Brizola. Conforme a CGI do próprio regime sacramentou, não se tratava de um corrupto.

BNDES ignora Lei da Transparência e ‘sonega’ dados a todos os órgãos de fiscalização

Ricardo Brito
O Estado de S.Paulo

A auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) aberta para fiscalizar o maior financiamento da história do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a construção da Usina de Belo Monte, pouco avançou no mapeamento dos recursos públicos, mas revelou a narrativa da blindagem da instituição aos órgãos de controle.
Documentos do tribunal consultados pelo Estado e levantamentos no Ministério Público revelam os meios usados pelo banco, maior instituição de fomento da América Latina, para “recusar” informações sobre financiamentos, empréstimos e operações subsidiadas.
Para o TCU, Controladoria Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF), o banco – que recebeu mais de R$ 400 bilhões em dinheiro do Tesouro Nacional desde o início da crise global- não repassa dados suficientes para aferir suas operações.
Entre os expedientes usados, o BNDES cita sigilo bancário e se vale da indecisão da Advocacia-Geral da União (AGU) para arbitrar disputas do banco com a CGU.

O caso mais recente de blindagem de dados envolve a construção da hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira (PA), cujo consórcio Norte Energia S/A vai receber R$ 22,5 bilhões do banco para levantar a usina. No meio do ano passado, o TCU abriu uma auditoria para verificar a regularidade do uso de recursos do banco na terceira maior hidrelétrica do mundo, no Rio Xingu, e em outras duas obras de concessionárias de serviços públicos – uma linha de transmissão para distribuir energia no Centro-Oeste e um terminal portuário em Salvador (BA).

Começava ali uma história de resistência, segundo autoridades da Corte. Desde 30 de agosto, técnicos e ministros do TCU reuniram-se cinco vezes com integrantes do banco para acessar as informações a fim de embasar a auditoria.

O segundo encontro, em 17 de setembro, ocorreu na sede do BNDES no Rio, com a participação de Luciano Coutinho, presidente do banco, e Augusto Nardes, presidente da Corte. O quarto encontro, um mês depois em Brasília, novamente com a presença do presidente do BNDES e o relator do processo, ministro Augusto Sherman.

Não houve grandes avanços. Apesar de o banco ter encaminhado documentos com o “menor número de tarjas e com exclusões mais seletivas”, a papelada ainda estava incompleta. No caso de Belo Monte, segundo o TCU, não foram apresentadas informações básicas como relatórios de análise, fontes de publicações e sites especializados que serviram de base para o orçamento e a análise da capacidade de pagamento do consórcio.
Diante da blindagem, ministros do TCU cogitaram aplicar uma multa a Luciano Coutinho. Na última manifestação do tribunal no caso, em dezembro, venceu uma retaliação intermediária. A Corte derrubou o sigilo da auditoria, expondo as tentativas frustradas de acesso a informações. Também congelou o caso até que as respostas do banco cheguem completas.

RESISTÊNCIA

O ministro do TCU José Jorge, que tem participado da análise do caso, resumiu assim a situação. “Ninguém gosta de ser fiscalizado”, afirmou ele, ao destacar que os bancos públicos, em geral, resistem a repassar dados de financiamentos sob a alegação do sigilo bancário ao tribunal. (Claro! Hoje a “governança” usa e abusa (rouba) desses recursos para seus Mensalões e financiamentos ilícitos de “obras superfaturadas” até no exterior onde as “comissões” pelos financiamentos são “regiamente” garantidas pelos empresários-cúmplices desses descalabros, para os cofres do ParTido-Quadrilha em seu processo de desfalque da nação, e locuptetação de seus comparsas!)

O ministro ironiza a contradição pela qual a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei de Acesso à Informação, mas o BNDES restringe acesso a informações. “A lei vale é para os outros.” No caso do Ministério Público Federal, uma investigação foi aberta em 2011 para verificar a atuação do BNDES, por meio do apoio financeiro a fusões ou outras reorganizações societárias. O MPF pretendia compreender os critérios usados pelo banco para concessões de financiamentos em diferentes áreas de atuação.

A Procuradoria da República enviou ofício ao BNDES para saber, entre outros dados, quais os dez maiores valores de projetos de financiamentos aprovados. O banco recusou-se a responder os questionamentos do MPF por escrito, alegando que os atos referentes à sua gestão bancária, exceto em casos previstos em lei, devem ser mantidos privados.

A procuradora da República Luciana Loureiro Oliveira moveu uma ação civil pública na Justiça Federal em Brasília para tornar públicas, com base na Lei de Acesso à Informação, todas as atividades de financiamento e apoio a programas, projetos, obras e serviços de entes públicos e privados, que envolvam recursos públicos nos últimos 10 anos, sob pena de multa. Em maio passado, a Justiça rejeitou pedido de liminar. Falta, ainda, julgar o mérito.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGQuando o BNDES era dirigido por Carlos Lessa e Darc Costa, no início do governo Lula, havia transparência total. Todo empréstimo vultoso era divulgado em release distribuído a toda a imprensa, informando os juros cobrados, o prazo de pagamento e… as garantias. Agora, sigilo total. E ganha a megasena quem descobrir quem garante o empréstimo de US$1 bilhão para o porto de Cuba. (C.N.)

Oposição quer ouvir na Câmara ex-diretor da Petrobrás que participou da negociata

Daiene Cardoso

Estadão

Brasília – A oposição prepara requerimentos a serem apresentados em quatro comissões permanentes da Câmara dos Deputados para convidar o ex-diretor financeiro da BR Distribuidora, Nestor Cerveró. A ideia é ouvi-lo nas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO); Fiscalização Financeira e Controle (CFFC); Minas e Energia (CME) e de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN). Os requerimentos serão apresentados nesta terça-feira, 25.

Demitido na última sexta-feira, 21, pelo conselho de Administração da Petrobrás, Cerveró comandava a área internacional da estatal petrolífera brasileira em 2006. Ele foi o responsável pelo resumo técnico usado por Dilma Rousseff, então chefe da Casa Civil do governo Lula e no comando do Conselho de Administração da Petrobrás naquele ano, para apoiar a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), numa operação que se tornou um problema caro para a estatal, que desembolsou mais de US$ 1 bilhão. A presidente disse na última terça-feira que o “resumo técnico” era “falho” e, só por disso, aprovou o negócio.

Ditadura egípcia endurece e tribunal condena à morte 529 simpatizantes do ex-presidente Mursi

Danilo Macedo
Agência Brasil

O Tribunal Penal de Minia, no Cairo, condenou hoje (24) à pena de morte 529 simpatizantes do ex-presidente egípcio Mohamed Mursi. Eles foram considerados culpados de uma série de assaltos a edifícios governamentais e ataques a pessoas e bens públicos na província de Minia, no Sul do Egito, em agosto de 2013. Os episódios ocorreram depois que forças de segurança desocuparam com violência dois acampamentos de ativistas. Em um dos ataques, a um quartel-general da polícia, um coronel foi morto.

Mursi, primeiro presidente eleito democraticamente no Egito e líder do movimento islâmico Irmandade Muçulmana, chegou ao poder no dia 30 de junho de 2012, após décadas de regime militar, mas ficou na Presidência apenas um ano, sendo deposto no dia 3 de julho de 2013, por um golpe militar. Depois disso, uma série de violência se espalhou pelo país e milhares de seguidores da Irmandade Muçulmana foram presos e dezenas, condenados à prisão. No entanto, é a primeira vez que foram decretadas sentenças de pena de morte.

FORAGIDOS

A maioria dos correligionários do ex-presidente foi condenada à revelia, pois quase todos estão foragidos. De acordo com o tribunal, apenas 153 deles estão detidos. Os condenados ainda podem pedir recurso da sentença. No julgamento de hoje, 17 membros do movimento islâmico foram absolvidos.

Apesar das prisões e morte de centenas de pessoas por causa da repressão policial, a Irmandade Muçulmana tem mantido os protestos desde julho. De acordo com a Anistia Internacional, pelo menos 1,4 mil pessoas morreram nos conflitos desencadeados pela deposição de Mursi e milhares foram presas.

*Com informações da Agência Lusa

Blocão decide esta terça-feira se apoia CPI da Petrobras, mas PMDB é contra, porque indicou dois diretores envolvidos

Do Correio Braziliense

O governo conta com o apoio do PMDB — que indicou dois dos principais executivos da Petrobras envolvidos na compra da refinaria de Pasadena — para impedir a criação de uma CPI no Congresso para investigar a operação. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), já disse não achar necessária a investigação, pois o caso está sob análise dos órgãos de controle. Sexta-feira, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), disse ao Correio que também não apoia a criação de um colegiado. “CPI em ano eleitoral só serve para criar palanque à oposição”, afirmou.

Esse é o mesmo Eduardo Cunha que, na semana passada, aterrorizou o Planalto. Ele comandou um blocão de 250 deputados que aprovou o convite ou convocação de 10 ministros e da presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, além da criação de uma comissão externa para investigar suspeitas de pagamentos de propina à Petrobras pela empresa holandesa SBM. E esticou ao extremo a corda na negociação do Marco Civil da Internet, que deve ser votado nesta terça-feira.

Cunha minimizou o embate da semana passada. “Se fosse aprovar uma comissão externa para investigar a refinaria de Pasadena, tudo bem. Mas CPI só servirá para empurrar o PMDB para fora da aliança com a presidente Dilma, algo que não nos interessa”, acrescentou. Na terça-feira, acontecerá mais um almoço do blocão e o tema será debatido. “Um de nossos deputados — Maurício Quintella (PR-AL) — protocolou lá atrás um pedido de CPI da Petrobras. Precisamos analisar o assunto com calma”, disse o líder do PR na Câmara, Bernardo Santana (MG).

Eduardo Campos defende CPI se não houver explicação da Petrobras

Angela Lacerda
Agência Estado

O governador e provável candidato à presidência da República, Eduardo Campos (PSB) defendeu nesta segunda-feira, 24, o pedido de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Petrobras caso seus dirigentes não esclareçam o que ocorre com a empresa.

“Queremos tratar a questão com muita tranquilidade, não queremos eleitoralizar o debate, queremos ter muito cuidado para não prejudicar ainda mais a Petrobras, que já foi muito prejudicada”, afirmou. “Mas não podemos ficar sem as respostas adequadas, a cada dia se tem uma surpresa, uma notícia diferente, uma notícia nova”, complementou ao se referir à reportagem do jornal O Estado de S.Paulo que informa que a Petrobras dispensou pagamento de dívida da PDVSA (estatal venezuelana) referente à Refinaria Abreu e Lima, que está sendo construída em Pernambuco.

“Que (a Petrobras) tem problema tem”, observou o governador. “Não podemos imaginar que a empresa que era a décima segunda petrolífera no mundo hoje esteja caindo da centésima para baixo com perda de metade do seu valor e com endividamento multiplicado por quatro”. “É preciso saber o tamanho do problema para se saber a solução, inclusive”.

O governador lembrou que os senadores do PSB pediram, na semana passada, a presença, no Congresso Nacional, dos responsáveis pela Petrobras – do conselho ou da direção executiva – para prestar esclarecimentos. Segundo ele, a bancada do PSB na Câmara Federal também acionou o Ministério Público Federal. “Caso não sejam suficientes (os esclarecimentos) entendemos que vai ser o caso de se pedir uma CPI”.

 

A repercussão internacional da polêmica compra da refinaria de Pasadena

Deu no Estadão

Além da matéria na revista britânica “The Economist”, afirmando que o escândalo da compra da refinaria em Pasadena, no Texas, afetou a imagem de gestora da presidente Dilma Rousseff, outros destacados órgãos da mídia internacional também estão abordando o tema. Vejam a seguir o que saiu em alguns deles:

The Wall Street Journal

O jornal americano aborda a nota divulgada pela presidente Dilma Rousseff sobre a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás e afirma que o escândalo poderá se refletir na campanha pela reeleição. “Dilma culpou um ex-executivo da empresa afirmando que houve falha na informação dos conselheiros sobre o negócio em 2006”, afirma o jornal. O título da edição digital é “Presidente do Brasil defende papel em mau negócio feito pela Petrobrás”.

Bloomberg

A agência salienta que a presidente brasileira “enfrenta investigação do Congresso em negócio da Petrobrás”, referindo-se à proposta de CPI sobre o caso. Destaca também o ataque da oposição a “um erro que custou mais de US$ 1 bilhão”.

Nasdaq.com

O site destaca que a presidente brasileira atribuiu a um relatório “defeituoso” a compra da refinaria no Texas e considera o caso “uma grande dor de cabeça” para o governo brasileiro.

Clarín

O jornal argentino afirma que a Petrobrás “entrou no centro de uma tormenta de dimensões e impacto imprevisíveis”. A publicação destaca também a investigação “sobre superfaturamento na compra de uma refinaria”. De acordo com o diário argentino, “Dilma, que converteu o ‘bom gerenciamento’ do Estado em um símbolo de seu governo, está agora sob a mira da oposição que questionará sua suposta ineficiência a partir desse caso”. O episódio poderia “trazer complicações” em um ano eleitoral, diz o jornal.

Aécio Neves manobra para isolar o PT na disputa pelo estratégico governo de Minas

Raquel Faria
O Tempo

As investidas do PSDB sobre o PMDB em Minas vão prosseguir. As ordens de Aécio Neves à cúpula tucana são claras: todo esforço deve ser feito pelo partido na conquista do apoio peemedebista à campanha de Pimenta da Veiga.

O PMDB-MG se tornou estratégico para Aécio. Além de isolar Fernando Pimentel na campanha de governador, um acordo com os peemedebistas no Estado teria reflexos na eleição nacional, desestabilizando a principal aliança política da presidente Dilma. Na avaliação de Aécio, se o PMDB-MG romper com o PT, a exemplo dos diretórios do Rio e da Bahia, a correlação de forças muda na convenção peemedebista. E ele, Aécio, poderia tomar o PMDB de Dilma pelo voto dos delegados.

PMDB INDEFINIDO

O tucanato vê o PMDB indefinido. Há dois deputados peemedebistas radicalmente contrários a um acordo com o PSDB (Adalclever Lopes e Sávio Souza Cruz) e dois contra a aliança com o PT (Leonardo Quintão e Saraiva Felipe). Os demais estão em cima do muro à espera da melhor proposta para a questão que os interessa: uma chapa que garanta suas reeleições. E o PSDB acha que pode lhes oferecer o que querem.

Sexta-feira, em clima de armistício, o líder dos aliancistas pró-PT, Antônio Andrade, reassumiu a presidência do PMDB que estava nas mãos de Saraiva Felipe, um pró-PSDB. Ninguém constrangeu ninguém. Foi uma troca de guardas sem troca de tiros.

Episódio de Pasadena afeta imagem de ‘boa gestora’ de Dilma, afirma The Economist

Deu no Estadão

A aprovação da presidente Dilma Rousseff da polêmica compra pela Petrobrás da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), revelada pelo Estado na semana passada, ganhou destaque na mídia internacional. No último domingo, a revista especializada em economia, “The Economist” repercutiu a matéria do Estado com a fala da presidente alegando que a decisão da compra da refinaria, em 2006, se deu com base em um relatório “falho”.

“As revelações do Estado sobre a responsabilidade da presidente Dilma na compra atingem sua imagem de boa gestora”, afirma a matéria publicada no site da revista. “O mercado está cansado da interferência governamental na empresa que, na onda de más notícias, teve uma queda em suas ações”, continua a publicação.

A “The Economist” cita ainda a última pesquisa eleitoral divulgada pelo Ibope na semana passada, que apontava a presidente ainda como favorita nas eleições deste ano, com 47% de aprovação. Para a publicação, contudo, o episódio da estatal petrolífera envolvendo “a promessa de grande riqueza atrapalhada pelo mau gerenciamento e a interferência governamental é uma história que afeta a própria trajetória do Brasil”, conclui a revista.

EXONERAÇÃO E CPI

Com a repercussão do episódio revelado pelo Estado, na última sexta-feira, 21, o ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró, apontado por Dilma como responsável pelo relatório que subsidiou a compra da refinaria de Pasadena (EUA) foi exonerado pelo conselho de administração da Petrobrás. O executivo, que está de férias na Europa, deixou o cargo na diretoria financeira da BR Distribuidora.

Além disso, a oposição, capitaneada pelo pré-candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves (MG), ameaça abrir uma CPI no Congresso para apurar as irregularidades na estatal, que já está sendo investigada pela Polícia Federal, Tribunal de Contas da União e Ministério Público Federal.

A percepção de Lênin… que poucos percebem

Antonio Rocha

Estudando o Dicionário de Marxismo, do francês André Barjonet, edições Rés, Porto, 1975, entendemos porque o PT no Brasil não pode fazer a “derrocada do capitalismo” como queria Marx (página 82).

Lênin acrescentou que isso só aconteceria se a Classe Operária (melhor escrevermos atualmente, os pobres) tomasse consciência de sua condição social, da importância de se derrubar o capitalismo, e essa consciência tem que vir de dentro, do meio dos pobres, com pessoas atuantes em suas respectivas comunidades.

Como os pobres, atualmente, estão mais interessados (não vamos generalizar) em futebol, funk, BBB, telenovelas e afins, a proposta acima se torna difícil, praticamente impossível, primeiro porque o PT é um partido criado pela classe média e chegando ao Poder, esta classe média se juntou às elites e não vai legislar contra a sua classe social, contra os seus pares, contra as benesses que desfrutam.

Lênin frisa que não adianta vir do exterior da categoria dos pobres, a possível “mudança”, tem que ser gente lá de dentro, do extrato social correspondente, como na história do escravo Spartacus (vejam o antigo e belo filme hollywoodiano).

As esquerdas gostam de falar em Classe Operária, prefiro hoje em dia falar em pobres, pois as atuais classes operárias (a vida é sempre plural) são conservadoras, com raras exceções e gostam dos progressos tecnológicos do capitalismo.

Os pobres idem… logo… a direita e as elites durmam tranquilas, não vai acontecer nada… não é para se mudar nada… convenhamos. Apesar da “Lei da Impermanência” que rege a vida, vai ser só mudançazinha à toa, nada de mexer nas estruturas. Lênin está certo, os pobres não vão se dar ao trabalho de substancialmente mudar algo, de fato, mesmo. É difícil, é complicado, e agora têm os aparatos judiciais querendo criminalizar possível mudancistas.

Outra coisa: muitos falam que as contradições do capitalismo vão autodesmoroná-lo. Bobagem, Lênin já falou que não, isso em 1917…

Curiosamente, Jesus, há mais de 2 mil anos, já disse: “Os pobres? Sempre os tereis”.