Filho de Bolsonaro desmente Bebianno, que deve pedir demissão do governo

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Carlos Bolsonaro desmentiu o ministro Bebianno no Twitter

Deu na Folha

O vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou nesta quarta-feira (dia 13) em rede social que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, mentiu ao dizer que conversou três vezes com seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, no dia anterior. “Ontem estive 24h do dia ao lado do meu pai e afirmo: ´É uma mentira absoluta de Gustavo Bebbiano [sic] que ontem teria falado 3 vezes com Jair Bolsonaro para tratar do assunto citado pelo Globo e retransmitido pelo Antagonista´”, disse Carlos Bolsonaro.

A postagem do filho do presidente, em rede social, foi feita na conta do vereador no Twitter.  Minutos depois, o filho do presidente adicionou um áudio de Bolsonaro se negando a atender uma ligação. E publicou mais uma mensagem: “Não há roupa suja a ser lavada! Apenas a verdade: Bolsonaro não tratou com Bebiano o assunto exposto pelo O Globo como disse que tratou”: pic.twitter.com/pJ4bkvMMGj

DISSE BEBIANNO – Nesta terça-feira, o ministro Bebianno negara que estivesse protagonizando uma crise no governo Bolsonaro e disse que trocou mensagens sobre o caso com o presidente.

Para negar seu desgaste, especialmente após a revelação pela Folha do esquema de candidaturas laranjas do PSL, Bebianno declarou ao jornal O Globo: “Não existe crise nenhuma. Só hoje falei três vezes com o presidente”.

A manifestação pública do filho do presidente da República reforçou o cenário de fritura do ministro, que enfrentou críticas internas após as suspeitas de laranjas nas eleições de 2018 pelo fato de ele ser presidente interino do PSL na época.

PEDE PARA SAIR… – A pressão de Bolsonaro levou Bebianno a cancelar agendas, e aliados do presidente têm dito extraoficialmente esperar que ele peça para sair do governo.

Nesta quarta-feira (13), a Folha revelou que Bebianno liberou R$ 250 mil de verba pública para a campanha de uma ex-assessora, que repassou parte do dinheiro para uma gráfica registrada em endereço de fachada —sem maquinário para impressões em massa.

Anteriormente, após a Folha revelar a suspeita sobre candidatura laranja em Pernambuco, Luciano Bivar, fundador do PSL e atual presidente da legenda, disse que a decisão de repasse de dinheiro para ela era do então presidente nacional do partido —no caso, Bebianno.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A Folha diz que, oficialmente, Bebianno alegou que sua viagem ao Pará foi suspensa porque o presidente pediu que todos os ministros estivessem em Brasília. Mas é “menas verdade”, como diria Lula, porque Bolsonaro mandou o ministro também cancelar agendas, inclusive uma reunião com o vice-presidente de Relações Institucionais da Rede Globo, que é considerada hostil ao governo. A crise existe, portanto, e é grave. (C.N.)

Furioso com Bebianno, Bolsonaro proibiu a viagem de três ministros ao Pará.

Gustavo Bebianno

Bebianno iria hoje a Belém para discutir o pacote amazônico

Tânia Monteiro e André Borges
Estadão

 O governo ia começar o seu plano de desenvolvimento pela região amazônica e enviaria três ministros ao oeste do Pará para avaliar investimentos de infraestrutura e definir grandes obras na região.  Mas o presidente Jair Bolsonaro, insatisfeito com o ministro  Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, mandou abortar a viagem dele, em companhia de Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos).

Eles estariam nesta quarta-feira, 13, em Tiriós (PA) para discutir com líderes locais a construção de uma ponte sobre o Rio Amazonas na cidade de Óbidos, uma hidrelétrica em Oriximiná e a extensão da BR-163 até a fronteira do Suriname.

ENERGIA – A nova hidrelétrica teria, na avaliação do governo, o propósito de abastecer a Zona Franca de Manaus e região, reduzindo apagões. A ampliação da BR-163 – construída nos anos 1970, ainda inacabada e notícia por causa de seus atoleiros – cumpriria uma meta de integração da Região Norte. Já a ponte ligaria as duas margens do Amazonas por via terrestre, ainda feita por travessia de barcos e balsas. O projeto serviria como mais um caminho para o escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste.

Bebianno comparou as iniciativas à retomada do Calha Norte, projeto do governo José Sarney para fixação da presença militar na Amazônia. “A retomada do Calha Norte é fundamental para o Brasil como um todo. Estamos fazendo um mapeamento da região e vamos lá olhar pessoalmente”, afirmou o ministro ao Estadão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Bolsonaro está furioso com Bebianno, por causa das candidaturas-laranjas do PSL, denunciada pela Folha de S. Paulo, com repasse de R$ 400 mil à candidata Lourdes Paixão, secretária do partido em Recife, quatro dias antes da eleição e R$ 380 mil foram gastos numa gráfica também fechada. Espera-se a demissão de Bebbiano ainda hoje, é o que se diz em Brasília. (C.N.)

Sérgio Moro prepara novo pacote para acelerar uso do dinheiro de criminosos

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Luiz Beggiora é um dos criadores da legislação anticrime

Renata Mariz
O Globo

A equipe do ministro da Justiça, Sergio Moro, prepara um segundo pacote de alterações legislativas para ser enviado ao Congresso, desta vez com o objetivo de antecipar a arrecadação do dinheiro decorrente dos bens apreendidos com traficantes e outros criminosos. Além de permitir a venda antecipada de móveis e imóveis produto do crime, o projeto define que o recurso obtido nessa transação já seja depositado na conta do Tesouro para ser destinado a políticas públicas.

Nas regras atuais, essa destinação final dos bens apreendidos só ocorre quando a ação penal transita em julgado, ou seja, esgotam-se as possibilidades de recursos. Se o dono do patrimônio for inocentado ao fim do processo, o governo ficará com o encargo de devolver o montante corrigido em três dias, prevê o projeto em elaboração.

DOIS OBJETIVOS – Mas essa hipótese de devolução é bastante residual, de menos de 10% dos casos, segundo Luiz Beggiora, titular da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), vinculada à pasta de Moro.

À frente da elaboração dos projetos, Beggiora disse ao Globo a medida tem dois objetivos principais: evitar a deterioração dos bens apreendidos que hoje ficam em pátios a céu aberto e tornar mais dinâmico o repasse dos recursos confiscados do crime para projetos de prevenção de drogas, aperfeiçoamento das polícias e programas de reinserção social de dependentes.

— É melhor inclusive para o próprio acusado. Digamos que ele seja absolvido dali a cinco anos, vai preferir receber um bem deteriorado ou o valor corrigido pela Selic? — diz Beggiora.

DEPÓSITO EM JUÍZO – Hoje, é possível fazer a venda antecipada dos bens apreendidos do crime. Uma recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2010, orientou juízes criminais nesse sentido no caso de patrimônios que perdem valor com o tempo. O montante arrecadado, no entanto, fica em depósito judicial, rendendo pelo índice da poupança, até o encerramento do processo. O governo quer a correção pela Selic nos cofres do Tesouro, explica Beggiora, com a permissão de gastar.

Apesar da recomendação do CNJ, a venda antecipada dos bens ainda não é uma realidade. Um inventário feito pelo atual governo verificou que há nada menos que 30 mil itens aptos a serem leiloados, cujos processos já transitaram em julgado, e outros 50 mil em poder da Justiça que poderiam ser vendidos. Não há estimativa do valor total do acervo. Ano passado, cerca de 1,2 mil bens foram leiloados, com arrecadação de R$ 6 milhões.

VENDA ANTECIPADA – A atual gestão quer deixar claro em uma futura lei que os bens imóveis, como casas e apartamentos, também podem ser vendidos antecipadamente. Isso porque o próprio Código de Processo Penal (CPP) prevê regras mais rígidas para a alienação desse tipo de patrimônio. A recomendação do CNJ, por sua vez, também é interpretada com a mesma restrição por falar em bens que podem perder valor no tempo, o que, em tese, excluiria os imóveis.

A equipe da Senad quer apressar essa modificação específica, recomendando uma emenda ao projeto de revisão do CPP, cujo relator na Câmara, deputado João Campos (PRB-GO) pediu sugestões da pasta.

UM EXEMPLO – O caso de uma fazenda em Mato Grosso do Sul, avaliada em R$ 20 milhões, que era de um traficante, mas foi dada pela Justiça em favor da União, é usada como exemplo. Sem destinação por anos, a propriedade foi retomada pelo tráfico.

O governo pretende, nesse mesmo pacote de mudanças na lei, criar um sistema de repasse para agilizar a transferência dos recursos provenientes da venda desses bens para as polícias.

— Isso vai estimular esses parceiros estratégicos. Se fizerem um bom trabalho para alienação daqueles bens, terão recursos de imediato — afirma Beggiora.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Moro está comandando uma revolução legislativa que vai permitir que se combate a impunidade. É isso que se espera dele, que está cumprindo a missão a contento. (C.N.)

Neto de Helio Fernandes relembra seu relacionamento com Ricardo Boechat

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Ricardo Boechat era torcedor do Flamengo e “peladeiro”

Carmen Lins

O jornalista Helio Fernandes, em seu blog, compartilhou este texto com o seguinte comentário: “Felipe Fernandes, que texto maravilhoso. Que memórias lindas. Vc é realmente meu neto amado”. Felipe é filho de Rodolfo Fernandes, que foi diretor de O Globo e morreu precocemente, aos 49 anos. Como diz o ditado, que sai aos seus não degenera:

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JOGANDO PELADA COM RICARDO BOECHAT
Felipe Fernandes

A morte do Boechat, além de todo o contorno trágico da situação, me bateu ainda mais fortemente pelas imagens da minha própria vida que isso trouxe. Senti, de certa forma, como se morresse um ente querido. E sim, por muito tempo ele foi como um parente pra mim. Um tio divertido e carismático, daqueles que tem o raro talento de se comunicar com crianças sem infantilizá-las. Eu me perguntava por que ele não era chato que nem os outros adultos, e por que os outros adultos não podiam ser mais que nem ele.

Durante anos, ele e meu pai foram muito próximos. Além de trabalharem juntos, jogavam bola religiosamente todo domingo no Grajaú, e volta e meia pegávamos carona na sua Mercedes creme dos anos 70, com estofado de couro marrom – a única que eu já tinha visto daquele tipo, o que reforçava ainda mais a peculiaridade daquele personagem e o fascínio que ele me causava.

Viajamos também juntos muitas vezes e frequentamos a casa dele na Rua José Linhares, no Leblon – a última da rua que ainda não tinha sido engolida pela especulação imobiliária, coisa que só alguém como o Boechat conseguiria peitar.

Chegamos até a dividir quarto numa estação de esqui na Argentina, e nunca esqueci da quantidade de bobeiras que ele falou pra me entreter. E por algum tempo naquela viagem também esqueci que aquele não era um genial amigo meu do colégio, e sim um amigo do meu pai. E esse talento que foi tanto ressaltado nas homenagens: conseguia conversar com a mesma desenvoltura com um taxista ou um ministro STF, com um adulto ou uma criança de 7 anos.

Nos anos seguintes, passei a conviver com ele à distância praticamente todas as manhãs, no Bom Dia Brasil. Quando eu acordava irritado por ter que ir à escola tão cedo (todo dia, basicamente), ouvir aquela voz e vê-lo na TV tão lúcido e divertido melhorava meu dia.

Mesmo agora, sem encontrar com ele há quase 20 anos, toda vez que o escutava no rádio sentia aquela mesma sensação de familiaridade, como se a gente tivesse acabado de jogar uma pelada no domingo anterior. E sei que muita gente que nunca nem esteve com ele pessoalmente tinha essa mesma impressão, tamanho era o carisma e naturalidade dele.

Eu achava que ia reencontrá-lo fortuitamente algum dia e a gente ia rir e relembrar esse passado, não tão distante e importante assim pra ele, mas longínquo e imensamente marcante pra mim.

Então, acompanhar as notícias e a retrospectiva da carreira dele é especialmente doloroso. Principalmente por ver uma vida interrompida dessa forma, mas também por me trazer fortemente lembranças do meu pai, da geração dele e do ambiente onde eu cresci. E por ver que, junto do Boechat, do Moreno e de outras pessoas tão emblemáticas, morre um pouco e se distancia cada vez mais a minha própria memória.

Bolsonaro recebe alta e continuará a se recuperar no Palácio da Alvorada

Bolsonaro deixou o hospital em SP nesta quarta (13) — Foto: Divulgação/Presidência da República

Radiante, Bolsonaro deixou o hospital e voltou para Brasília

Deu na Agência Brasil

 O presidente Jair Bolsonaro recebeu alta médica e deixou o Hospital Albert Einstein, na capital paulista, às 12h20 de hoje (13). Cerca de dez carros, acompanhados de batedores da Polícia do Exército e carros da Rota fizeram a segurança do presidente. Um helicóptero da Polícia Militar também auxiliou na segurança.

Segundo o último boletim médico, de ontem (12) à noite, o presidente mantém boa evolução clínica, está afebril, sem dor abdominal e com o quadro pulmonar em resolução.

Ele segue uma dieta leve e com suplemento nutricional. Bolsonaro estava internado desde o dia 27 de janeiro, para a retirada da bolsa de colostomia e a reconstrução do trânsito intestinal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
0 advogado e jornalista José Carlos Werneck acertou em cheio, mais uma vez, ao garantir que Bolsonaro seria liberado hoje. É claro que ainda está é em recuperação, seu estado inspira cuidados e terá de manter acompanhamento médico durante meses, que será exercido pelo Serviço Médico da Presidência.  Depois vamos comentar com mais profundidade o estado de saúde de Bolsonaro e os riscos que corre com a alta prematura. (C.N.)

Reflexões sobre o “não-voto”, que era defendido pelo jornalista Ricardo Boechat

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Charge do Son Salvador (Arquivo Google)

Roberto Nascimento

Concordo com a historiadora Clarinda Béja, nesse maravilhoso contraditório com o jornalista Ricardo Boechat, reproduzido aqui na Tribuna da Internet. Boechat infelizmente não está mais entre nós, mas a polêmica é necessária para esclarecimento sobre a arte de votar. Primeiro, porque só aprendemos a votar, ao exercer esse direito ao longo da vida e nos decepcionando a cada votação, até que finalmente o exercício da experiência nos torne menos suscetível aos políticos retóricos e mentirosos.

O sistema de poder tem essa consciência do poder da repetição, tanto que já tentaram a reunificação de todas as eleições (municipais e as federais) numa mesma data e de quatro em quatro anos, alguns propuseram até de cinco em cinco anos.

ABRE ESPAÇO – Além do mais, o cidadão consciente que não vota simplesmente abre espaço para o predomínio dos milhares de eleitores que são controlados pelos políticos e pelos partidos, no que se chama comumente de currais eleitorais, comandados pelos caciques do campo e da cidade.

O que Boechat propunha era o voto de protesto, que não serve para nada, apenas é o jus sperniandi, o direito sagrado de espernear, contanto que tudo permaneça como está.

Fiquei feliz em saber do doutorado da historiadora Clarinda Béja em Idade Média e Revolução Francesa, pois considero fundamental o conhecimento desses acontecimentos históricos de extrema relevância para compreender o mundo atual. Idade Média e Revolução Francesa (Renascimento) são o contraponto ao mundo antigo e o mundo moderno.

ERA DA TREVAS – No que concerne a Idade Média, muito se fala sobre esses tempos considerados de trevas, de perseguição religiosa (cruzadas), períodos de muitas doenças, uma era negra da humanidade. Porém, hvaia também lá a arquitetura, a pintura, a arquitetura, a construção de castelos, igrejas e também experimentos científicos, portanto, há de tudo um pouco.

Agora, vejamos a nossa contemporaneidade, com tantas tragédias, perseguições, injustiças sociais e sofrimento, principalmente para os cidadãos mais humildes. Vejo que há semelhanças, do que vivemos hoje com o período medieval.

DIVINA COMÉDIA – Recomendo a todos o estudo da “Divina Comédia”, que é uma obra-prima de Dante Alighieri, para se compreender melhor àqueles tempos medievais. Nesse particular, agradeço a professora Denise Andrade, uma das mais conhecedoras mestres da obra de Alighieri, que ao longo de seis meses de 2018, todas as sextas –feiras, na Cidade das Artes, nos conduziu ao universo medieval através da “Divina Comédia”.

Sobre a Revolução Francesa, não se pode entender o capitalismo e a democracia, sem mergulhar nos motivos que levaram a união dos jacobinos e do povo para tirar o rei do poder e implantar depois o terror total, que acabou ceifando os líderes do triunvirato da Revolução, Danton, Robespierre e Marat, o que culminou com a ascensão de Napoleão Bonaparte.

Jacobinos, Planaltinos e Girondinos são o que chamamos hoje de esquerda, centro e direita. Pergunto, qual a diferença daqueles temos e desses nossos agora?

Parabéns à mestre Clarinda e ao seu esposo, Jorge Béja.

Aliados de Bolsonaro tentam dar golpe do pijama para dominar o Supremo

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Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Bruno Boghossian
Folha

Há 50 anos, os generais da ditadura decidiram mandar para casa três ministros do STF considerados obstáculos ao regime. Victor Nunes Leal tinha 54 anos quando ouviu no rádio a notícia de sua aposentadoria forçada. Ele se virou para um colega que jantava em sua casa e disse: “O senhor já não está falando com um ministro do Supremo”.

Aliados de Jair Bolsonaro querem dar um novo golpe do pijama no tribunal. A ideia é mudar a Constituição para antecipar a idade de aposentadoria dos ministros de 75 para 70 anos e abrir caminho para que o presidente possa indicar, de uma só vez, quatro integrantes para a corte.

OPORTUNISMO – A manobra é mais do que oportunista. Em 2015, o Congresso aprovou a PEC da Bengala, que aumentou a idade de aposentadoria no Judiciário para 75 anos — uma malandragem para impedir Dilma Rousseff de fazer novas indicações para o STF. Bolsonaro votou a favor da proposta.

Agora, o casuísmo pode ser duplicado. Numa artimanha para acomodar a lei a seus interesses políticos, os parceiros do governo querem revogar a PEC para tirar da corte Celso de Mello, Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber. Mudariam o equilíbrio do tribunal sem precisar chamar um cabo e um soldado.

Bolsonaristas colhem assinaturas de apoio ao projeto. A deputada Bia Kicis (PSL) subiu à tribuna nesta terça (12) para dizer que a proposta atende ao “clamor das redes sociais”.

COMEÇA MAL – Bia Kicis quer presidir a Comissão de Constituição e Justiça, mas começa mal ao tentar torcer a legislação para favorecer seu grupo político.

Em entrevista ao SBT em janeiro, Bolsonaro festejou a PEC de 2015 e disse que não faria “gestões para revogar” a medida. Ele deveria passar essa orientação a seus seguidores.

O novo Congresso decidiu enfrentar o Judiciário, mas flerta com uma crise que pode pulverizar a relação entre as instituições. A popularidade do STF está no buraco, mas um expurgo seria injustificável. Mudar a regra do jogo quando for conveniente é só um truque barato para atropelar desafetos e concentrar poder.

Major Olímpio critica Onyz e diz que Bolsonaro precisa se reaproximar do MDB

Major Olímpio

Olímpio lembra que o governo precisa ter 49 votos no Senado

Vera Rosa
Estadão

O PSL no Senado articula uma política de boa vizinhança com o MDB para obter os votos do partido em propostas consideradas prioritárias pelo Palácio do Planalto, como a reforma da Previdência. Disposto a retomar as relações com o partido de Renan Calheiros (AL) depois de o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ter apoiado a eleição de Davi Alcolumbre (DEM-AP) para o comando do Senado, o líder do PSL na Casa, Major Olímpio (SP), disse aos colegas que o ministro não agiu em nome do presidente Jair Bolsonaro.

Major Olímpio também se candidatou à presidência do Senado, mas desistiu da disputa, no último dia 2, a pedido do PSL. Embora a estratégia do partido de Bolsonaro tenha sido montada às pressas, naquele dia, para tentar unificar a oposição a Renan no plenário, o líder da sigla no Senado afirmou que Onyx “nunca deveria ter interferido” na eleição e muito menos se posicionado a favor de Alcolumbre.

CURAR FERIDAS – “Onyx é interlocutor político do governo, mas não é o governo. Foi impróprio o que ele fez. Agora, vamos curar as feridas. Nós precisamos do MDB, assim como do PP de Esperidião Amin, por exemplo”, comentou Olímpio, em uma referência ao senador de Santa Catarina, que também concorreu à eleição.

Ao lembrar que uma proposta de emenda à Constituição, como a reforma da Previdência, precisa do apoio de 49 senadores, Major Olímpio fez mais uma crítica a Onyx. “Davi Alcolumbre foi eleito com 42 votos e o governo precisa de 49 para aprovar uma PEC. Não necessariamente esse resultado vai se refletir nas votações, mas é um indicativo”, argumentou o líder do PSL no Senado.

O que mais contrariou Major Olímpio foi o fato de Onyx ter “dado a impressão” de que agia em nome de Bolsonaro. “Se o grupo do ministro estava ali na eleição representando o governo, quer dizer que todos os outros candidatos eram contra o governo? E eu era o quê? Não existe ninguém mais governo do que eu”, afirmou o senador.

ONYX SE CALA – Articulador político do Planalto no Congresso, Onyx não responde a críticas de aliados sobre sua atuação no Senado. “Isso faz parte”, desconversa ele, sempre que questionado sobre o assunto. “Eu estou na paz.”

Mesmo assim, apesar de capitanear a estratégia para derrubar Renan, o chefe da Casa Civil afirmou que vai conversar nos próximos dias com o MDB, a maior bancada no Senado. Na prática, o Planalto quer investir no racha do MDB e se aproximar da ala do partido que é contrária a Renan.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS), por exemplo, será presidente da Comissão de Constituição e Justiça. No último dia 2, Simone – desafeta de Renan – retirou a candidatura avulsa no Senado e apoiou Alcolumbre. O MDB também deverá comandar a Comissão Mista de Orçamento. Na Mesa Diretora da Casa, porém, o partido ficou apenas com a Segunda-Secretaria.

RENAN DE VOLTA – Depois do confronto do último dia 2, Renan se refugiou no interior de Alagoas. Em conversas reservadas, disse ter sido “traído” pelo senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Ele contava com o respaldo de Flávio, mas, na segunda votação, o filho de Bolsonaro foi à tribuna e, pressionado pelas redes sociais, rompeu o sigilo. Abriu o voto, anunciando aval a Alcolumbre.

A volta de Renan ao Senado está prevista para esta semana. Nos bastidores, seus interlocutores argumentam que, com o “ódio encapsulado”, ele será o líder da oposição. Para o ex-senador Paulo Bauer (PSDB-SC), no entanto, nada é definitivo. “Renan já se reinventou várias vezes. Não custa se reinventar de novo”, amenizou Bauer, secretário especial da Casa Civil para cuidar de assuntos do Senado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como se vê, Bolsonaro terá de retomar a velha estratégia do toma lá dá cá, que sempre funciona, nunca falhou, porque na prática a teoria é outra. (C.N.)

O testamento do partideiro, na criatividade do mestre Candeia

Resultado de imagem para candeiaPaulo Peres
Site Poemas & Canções
 

O cantor e compositor carioca Antônio Candeia Filho (1935-1978) compôs o bonito samba “Testamento de Partideiro” gravado, em 1976, pelo grupo Os Originais do Samba no LP Em Verso e Prosa, pela RCA Victor.

TESTAMENTO DE PARTIDEIRO
Candeia

Pra minha mulher deixo amor, sentimento, na paz do Senhor
E para os meus filhos deixo um bom exemplo, na paz do Senhor
Deixo como herança, força de vontade, na paz do Senhor
Quem semeia amor, deixa sempre saudade, na paz do Senhor
Pros meus amigos deixo meu pandeiro, na paz do Senhor
Honrei meus pais e amei meus irmãos, na paz do Senhor
Aos fariseus não deixarei dinheiro de jeito nenhum, na paz do Senhor
É mas pros falsos amigos deixo o meu perdão, na paz do Senhor

O sambista não precisa ser membro da academia
Ao ser natural em sua poesia o povo lhe faz imortal
O sambista não precisa ser membro da academia
Ao ser natural em sua poesia o povo lhe faz imortal

E se houver tristeza que seja bonita, bonita demais, na paz do Senhor
Pois tristeza feia o poeta não gosta, na paz do Senhor
Um surdo marcando no som da cuíca, na paz do Senhor
A viola pergunta mas não tem resposta, na paz do Senhor
Quem rezar por mim que o faça sambando, sambando no pé, na paz do Senhor
Porque um bom samba é forma de oração, na paz do Senhor
Um bom partideiro só chora versando, na paz do Senhor
Tomando com a mão a batida de limão, dá um limão aí, na paz do Senhor

(REFRÃO)

Pra minha mulher deixo amor, sentimento, na paz do Senhor
E para os meus filhos deixo um bom exemplo, na paz do Senhor
Deixo como herança, força de vontade, na paz do Senhor
Quem semeia amor, deixa sempre saudade, na paz do Senhor
Pros meus amigos deixo meu pandeiro, na paz do Senhor
Honrei meus pais e amei meus irmãos, na paz do Senhor
Aos fariseus não deixarei dinheiro, na paz do Senhor
É mas pros falsos amigos deixo o meu perdão, na paz do Senhor

(REFRÃO)

Eu sou o Sombrinha lá de São Vicente, na paz do Senhor
Que deixa a viola e o cavaco contente, na paz do Senhor
Eu sou o Arlindinho lá de Piedade, na paz do Senhor
Esbanjo no banjo pra deixar saudade, na paz do Senhor
Sou Leci Brandão nasci em Madureira, na paz do Senhor
Mais o meu coração eu deixei na Mangueira, na paz do Senhor

(REFRÃO)

Desculpe Candeia do papo contrário, na paz do Senhor
Mais ainda é cedo pro nosso inventário, na paz do Senhor

Documentos comprovam que a Vale sabia dos riscos da barragem desde 2017

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Nas ruas de Brumadinho, a impunidade da empresa é denunciada

Deu em Globo

Documentos internos da Vale mostram que a empresa já tinha conhecimento sobre o risco de rompimento da barragem 1 da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), desde novembro de 2017. A informação foi publicada pela agência de notícias Reuters e confirmada ao Globo por investigadores do caso.

Esse relatório interno da mineradora aponta que a barragem — que se rompeu em 25 de janeiro, causando a morte de ao menos 165 pessoas — tinha chance de colapso duas vezes maior que o “nível máximo de risco individual” tolerável pela empresa.

Outro documento da companhia, elaborado em data posterior, foi anexado recentemente às investigações e mostra mais um alerta sobre o risco do rompimento da barragem. Datado de outubro de 2018, este relatório interno diz que a estrutura tinha duas vezes mais chances de se romper do que o nível máximo tolerado pela política de segurança da Vale.

AÇÃO PÚBLICA – Na segunda-feira, o blog do colunista Lauro Jardim revelou que, segundo o Ministério Público do Estado de Minas Gerais, a mineradora sabia do risco de rompimento da barragem em Brumadinho e ao menos de mais oito barragens desde outubro de 2018. As informações constam numa ação civil pública movida pelo MP contra a Vale, em tramitação no Tribunal de Justiça de Minas.

Na decisão a qual o Globo teve acesso, o juiz do caso, Sergio Fernandes, refere-se ao documento interno da empresa de 2018 abordado pelos promotores: “Com efeito, os documentos colacionados pelo Ministério Público (cita os documentos) aventam que em outubro de 2018 já havia sido constatado pela ré o grau de risco de rompimento das barragens indicadas”, diz a decisão.

No mesmo despacho, o MP diz que requisitou à Vale informações do setor de risco da companhia “sendo apresentados documentos que demonstram que, em outubro de 2018 a requerida (Vale) tinha ciência de que 10 barragens dentre as 57 avaliadas, estavam em zona de atenção (Alarp Zone)”, entre elas a barragem 1 da mina córrego do Feijão, que causou a tragédia em Brumadinho. 

A VALE NEGA… – Em nota, a Vale afirma que não consta em nenhum relatório, laudo ou estudo conhecido qualquer menção a risco de colapso iminente da barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho.

 Afirma ainda que a estrutura tinha todos os certificados de estabilidade e seguranças nacionais e internacionais e que ela estava “dentro do limite de risco”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Afinal, o que falta para prender o presidente e os diretores da Vale que foram responsáveis por tantas mortes? Os engenheiros, que eram menos culpados, foram presos de imediato. Porque essa impunidade? (C.N.)

Bolsonaro precisa atacar as reformas de que o Brasil realmente necessita

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O atendimento nos hospitais tornou-se o exemplo do descaso

José Carlos Werneck

Todas as pesquisas que perguntam à população brasileira sobre o que deveria ser urgentemente corrigido vêm sendo desprezadas, mas é nelas que o Presidente Jair Bolsonaro deveria concentrar seus esforços para resolver os problemas que realmente incomodam a unanimidade dos habitantes do País.

Jair Bolsonaro deve prestar atenção nos dados abaixo transcritos e fazer os necessários acertos nesses itens, sempre lembrando que a área com pior avaliação é a de impostos. A carga tributária brasileira sempre é desaprovada por maioria de nossa população, seguida pelas áreas de saúde e segurança pública .

JUROS DE AGIOTA – As altas taxas de juros cobradas nos empréstimos também são motivo de profundo descontentamento para aqueles que necessitam de capital para investir em empresas ou mesmo para equilibrar o orçamento doméstico.

No Brasil, o spread bancário é altíssimo, o que inclusive desestimula a poupança e é sabido que nenhum país consegue ter uma economia autossustentável sem uma poupança interna robusta. Os bancos brasileiros cobram juros de agiotas aos tomadores de empréstimos e remuneram os poupadores com taxas ridículas.

Quanto aos juros praticados pelos bancos,  Bolsonaro já deu a resposta quando sinalizou que deseja a redução nos estabelecimentos governamentais, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, medida que quando for efetivamente posta em prática posta receberá efusivos aplausos por parte de nossa sofrida e espoliada população.

CARGA TRIBUTÁRIA  – O presidente já começa a tomar algumas medidas, embora ainda muito tímidas, no que diz respeito a nossa carga tributária, uma das mais altas do mundo, com o agravante que a população tem um péssimo retorno daquilo que lhe é cobrado por parte do governo.

Os serviços públicos são de péssima qualidade nos setores de Educação, Saúde e Segurança, representando uma verdadeira ofensa à população.

São nesses os pontos que o eleitor brasileiro gostaria que o Governo fizesse com urgência as devidas correções. O povo está coberto de razão e não está pedindo muito. Não interessa a ninguém viver num país bem cotado junto às agências internacionais, sem que a população usufrua dos benefícios que deveriam advir desta condição. Seria o mesmo que levar uma pessoa faminta a um banquete e lhe dizer: “Veja que beleza e variedade de pratos! Você pode olhar tudo, mas não pode provar nada!”

DISTRIBUIÇÃO DE RENDA – Nossa desigualdade social é cruel, fruto de uma distribuição de renda perversa, e, ao contrário do que se vem apregoando, se agrava a cada dia. Até a década de 70 a população brasileira tinha acesso a um Sistema de Educação e de Saúde com níveis de qualidade. No caso específico da Educação, as escolas públicas, geralmente, ofereciam um ensino de excelente nível.

Escolas públicas de vários estados brasileiros eram referências em matéria de Educação. No então Estado da Guanabara, eram comuns escolas públicas com níveis de excelência, tanto na rede estadual, como naquelas mantidas pelo Governo Federal. Para ficar só em alguns exemplos, podemos citar o Colégio Pedro II, onde estudaram brasileiros do calibre de Afonso Arinos de Mello Franco, Manuel Bandeira e tantos outros nomes de destaque da cultura nacional. Outro estabelecimento que servia de modelo era o Instituto de Educação, que formava normalistas, que quando optavam por ingressar no ensino superior, obtinham os primeiros lugares, nas mais renomadas Universidades. O mesmo pode-se dizer do Colégio de Aplicação, da Faculdade Nacional de Filosofia.

EDUCAÇÃO DE NÍVEL – Em Brasília acontecia o mesmo com estabelecimentos como os Colégios CASEB, Elefante Branco, CIEM, dentre outros tomados como referência em matéria de educação. Enfim, inúmeros exemplos semelhantes podem ser lembrados em todo o Brasil.

Hoje a realidade é totalmente diferente e presente no cotidiano de toda a população brasileira, que se vê obrigada a imensos sacrifícios financeiros quando quer dar a seus filhos uma educação de qualidade, porque tem de recorrer ao ensino particular.

Em suma, é péssimo o retorno dos impostos pagos. Na Saúde, os hospitais públicos, outrora bem equipados e hoje inteiramente sucateados, onde falta tudo, desde médicos ao básico em matéria de equipamentos, remédios e até material de higiene e limpeza.

TUDO ERRADO – No setor de transportes, nossas ferrovias foram totalmente abandonadas e nossas rodovias são o retrato do desleixo a que foram relegadas.

A Segurança Pública atualmente pode ser chamada, sem ironia alguma, de Insegurança Pública. Para isso não precisamos consultar estatísticas. Basta sair às ruas, ou mesmo ficar em casa, pois nem no recesso do lar, as pessoas se sentem tranquilas!

Em resumo: o povo brasileiro paga impostos altíssimos e não recebe nada em troca. E quando se aposenta, após ter contribuído, por muitos anos, para a Previdência Social, recebe remuneração indigna para sobreviver.

ENDIVIDAMENTO – A chamada “nova classe média”, tão anunciada pelo governo e meios de comunicação, está pendurada junto aos bancos, tem dívidas enormes em todas as modalidades de empréstimos, do consignado ao CDC, sem falar das impagáveis dívidas do cheque especial e do cartão de crédito, com juros dignos de agiotas.

Andam em carros que não são seus, por serem financiados e estarem com cláusula de alienação fiduciária. Se atrasam por uns dias uma prestação do veículo, são acordados, bem cedo, com telefonemas ameaçadores das financeiras, que fazem todo o tipo de pressão, menos entrar na Justiça para retomar o bem, pois sabem, que lá terão os juros de seus empréstimos, questionados por qualquer juiz de bom senso.

Por tudo isto não acredito que possa haver um país rico e bem cotado junto aos organismos internacionais, enquanto seu povo for pobre e enfrentar enormes obstáculos para sobreviver com alguma dignidade.

Bolsonaro está em “boa evolução clínica”, mas as visitas continuam restritas

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Dr. Macedo anunciou ao Estadão a alta nesta quarta-feira

Deu no G1 SP

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) mantém “boa evolução clínica, está sem febre, sem dor abdominal e o quadro pulmonar encontra-se em resolução”, segundo boletim médico divulgado nesta terça-feira (12) pelo Hospital Albert Einstein onde ele está internado desde o dia 27 de janeiro.

De acordo com a equipe médica, exames mostraram que ele está quase curado da pneumonia que foi diagnosticada no último dia 7.

“Segue com dieta leve e suplemento nutricional, com boa tolerabilidade. Prossegue realizando exercícios respiratórios e de fortalecimento muscular, alternados a períodos de caminhada. Por ordem médica, as visitas permanecem restritas”, diz o texto.

Nesta segunda-feira (11), Bolsonoro recebeu alta da unidade de terapia semi-intensiva. Ele teve a nutrição parenteral (via venosa) suspensa com a introdução da dieta leve, sendo mantido o suplemento nutricional.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Depois da surpreendente entrevista do cirurgião Antonio Luiz Macedo ao Estadão, prevendo alta para esta quarta-feira, o boletim foi uma frustração, ao manter restrições às visitas e sem nenhuma informação sobre a possibilidade de alta. Afinal, o presidente recebeu três ministros ontem e também o governador Dória e o secretário de Segurança de São Paulo,  e o médico disse ao Estadão que a alta só dependia do Planalto, porque Bolsonaro estava “perfeito”. Será que a alta será confirmada? Vamos aguardar. (C.N.)

Ministro do Supremo chegou a pedir à TV Band a demissão de Boechat

Ricardo Boechat

Boechat irritava os poderosos, sua independência vai fazer falta

Bernardo Mello Franco
O Globo

Na semana passada, Ricardo Boechat reclamou que a tragédia de Brumadinho estava começando a sumir do noticiário. O jornalista se referia a um fenômeno que conhecia bem. Como os fatos não param de acontecer, a manchete de hoje pode ser reduzida a uma notinha no jornal de amanhã. Quando grandes catástrofes se sucedem, como neste início de 2019, o ciclo fica ainda mais rápido — e mais cruel.

Boechat explicou a dinâmica aos ouvintes. “Isso acontece, é assim no mundo inteiro”, disse. Em seguida, insistiu que o caso não pode cair no esquecimento. “Quanto mais rápida for a perda de interesse, mais lentas serão as consequências”, justificou.

MINERADORAS – Nesta segunda-feira, o âncora voltou a martelar o assunto. Criticou a cumplicidade de políticos com as mineradoras e cobrou medidas para evitar novas tragédias. Também elogiou a reportagem do Globo sobre outros casos que chocaram o país e terminaram sem castigo. “A impunidade é o que rege, o que comanda a orquestra das tragédias nacionais”, resumiu.

Foi seu último comentário matinal no rádio. No início da tarde, o jornalista virou notícia, para a tristeza de colegas e ouvintes.

Aos 66 anos, Boechat era um jornalista completo. Depois de uma longa carreira de sucesso no meio impresso, conseguiu se tornar ainda mais popular no rádio e na TV.

JÁ FALOU? – Tive uma pequena amostra do seu carisma quando fui trabalhar na BandNews. Fontes e amigos só queriam saber uma coisa: “Já falou com o Boechat?”.

Sua voz crítica irritava os poderosos que se julgam acima do bem e do mal. Pior para eles. Há algum tempo, um ministro do Supremo tentou silenciá-lo. Inconformado por ser alvo constante (e merecido) dos seus comentários, resolveu apelar ao dono da emissora. Sem meias palavras, pediu a demissão da maior estrela da casa. Não foi atendido.

Boechat lembrou o episódio num e-mail recente, sem perder o humor. “Quando morrermos, dirão que éramos pessoas de bem porque figuras como ele pediam nossas cabeças”, brincou, referindo-se ao ministro.

Sua independência fará muita falta.

O desânimo de Rodrigo Maia com futuro próximo de Bolsonaro no Congresso

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Maia está prevendo dificuldades para Bolsonaro no Congresso

Gabriel Mascarenhas
O Globo

Rodrigo Maia e sua turma andam extremamente pessimistas com o desempenho do governo de Jair Bolsonaro nas primeiras votações do ano no Congresso. Eles acreditam que o Palácio do Planalto vai penar para aprovar suas pautas no Legislativo, sobretudo enquanto ser mantiver irredutível em não dialogar com algumas figuras, tão importantes quanto controversas, como Valdemar Costa Neto e Roberto Jefferson, por exemplo.

E não é só isso. Eles acham o líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL), excessivamente cru para a função de angariar apoio.

RAZÕES – Rodrigo Maia, quando pede votos aos pares, lista razões para a Câmara guardar uma distância de segurança de Jair Bolsonaro. Uma delas pode soar alarmista ou ponderada, a depender do interlocutor.

Maia alerta que, a tomar pelos primeiros dias, ninguém aposta um real no sucesso da gestão e, se a casa cair, quem estiver por perto não conseguirá se lançar como alternativa ao eventual fracasso do capitão.

Até agora, nenhum deputado discordou da tese.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
São informações desgastantes preocupantes e inquietantes. Pretender que Bolsonaro se curve à influência de Roberto Jefferson e Valdemar Costa Neto é o fim da picada. Não foi para isso que Bolsonaro foi eleito.  Ao que parece, Rodrigo Maia não seria confiável ao esquema do governo. Vamos aguardar. (C.N.)

Fux suspende as ações penais contra Bolsonaro que tramitavam no Supremo

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Ações movidas por Maria do Rosário agora estão suspensas

Renato Souza
Correio Braziliense

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu, nesta terça-feira (12/2), o andamento de duas ações que tramitavam na Corte contra o presidente da República, Jair Bolsonaro. Com a decisão, os processos ficam parados até o fim do mandato.

O magistrado se baseia na Constituição Federal, que proíbe que o chefe do Executivo seja processado por fatos anteriores ao mandato.

JUSTIFICATIVA – “Como é de conhecimento público, o réu foi empossado, em 1º de janeiro de 2019, no cargo de Presidente da República. Em razão disso, aplicam-se as normas da Constituição Federal, relativas à imunidade formal temporária do Chefe de Estado e de Governo, a impedir, no curso do mandato, o processamento dos feitos de natureza criminal contra ele instaurados por fatos anteriores à assunção do cargo”, escreveu Fux na decisão.

Bolsonaro é réu em ações movidas pela deputada Maria do Rosário. Em uma das situações, Bolsonaro afirmou a parlamentar que “não a estupraria porque ela não merece”. O presidente responde por apologia ao estupro. Caso ele não seja reeleito, as ações voltam a andar em 1° de janeiro de 2023.

Bolsonaro vai ‘amaciar terreno’ para aprovar Previdência em agosto, diz Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão durante entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto — Foto: Guilherme Mazui/G1

O vice Mourão está confiante no prestígio de Bolsonaro

Andréia Sadi
G1 Política

Assim que se recuperar da cirurgia que retirou a bolsa de colostomia, o presidente Jair Bolsonaro vai chamar as bancadas e líderes de partidos para discutir os ajustes finais da reforma da Previdência. Segundo o blog apurou com ministros do governo, o presidente quer uma “conciliação” na questão da idade para a aposentadoria.

A expectativa do Palácio do Planalto é a de que o presidente tenha alta no final desta semana.

RÁPIDA RECUPERAÇÃO –  O vice-presidente Hamilton Mourão disse ao blog que conversou com o presidente e se surpreendeu com sua “rápida recuperação”.

“Até brinquei com ele que estava indo a um churrasco e ele: ‘Poxa! Assim você acaba comigo, eu aqui no hospital!'”, afirmou Mourão.

Sobre a reforma da Previdência, Mourão disse que, quando o presidente conversar com as bancadas, o gesto dará uma “amaciada no terreno” para a aprovação da reforma. Na previsão dele, se houver uma “concertação” com os políticos, a Previdência estará aprovada em agosto – na Câmara e no Senado.

INGREDIENTES – “Precisa ter a articulação política e uma comunicação eficaz – não só para a população, mas para os congressistas, para aqueles que não entendem a realidade. É um problema de todos, a bomba está armada. Todo mundo precisa ajudar”, disse Mourão ao blog.

Quanto à tramitação, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse à reportagem que ainda não há definição do relator da reforma da previdência na Casa.

Planalto monta estratégia contra críticas da Igreja ao abandono da Amazônia

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Planalto vai pedir ajuda a Bernardini, o embaixador da Itália

Tânia Monteiro
Estadão

Como parte de uma estratégia para combater a ação do que chama de “clero progressista”, o Palácio do Planalto recorrerá à relação diplomática com a Itália, que vive um bom momento desde o esforço do presidente Jair Bolsonaro para garantir a prisão de Cesare Battisti. A equipe de auxiliares de Bolsonaro tentará convencer o governo italiano a interceder junto à Santa Sé para evitar ataques diretos à política ambiental e social do governo brasileiro durante o Sínodo sobre Amazônia, que será promovido pelo papa Francisco, em Roma, em outubro.

O Estadão revelou ontem que o Planalto quer conter o que considera um avanço da Igreja Católica na liderança da oposição ao governo, como efeito da perda de protagonismo dos partidos de esquerda.

SOBERANIA – Em nota divulgada na noite deste domingo, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) confirmou que existe “preocupação funcional com alguns pontos da pauta” do evento e que parte dos temas “tratam de aspectos que afetam, de certa forma, a soberania nacional”.

Nos 23 dias do Sínodo, as discussões vão envolver temas como a situação dos povos indígenas e quilombolas e mudanças climáticas – consideradas “agendas de esquerda” pelo Planalto. O governo quer ter representantes nas reuniões preparatórias para o encontro em Roma.

A ação do Planalto terá várias frentes. Numa delas, o governo quer procurar os representantes da Itália e do Vaticano no Brasil – Antonio Bernardini e d. Giovanni D’Aniello, respectivamente – para pedir a ajuda deles na divulgação dos trabalhos brasileiros nas áreas social, de meio ambiente e de atuação indígena. Serviria como contraponto aos ataques que o governo está certo que sofrerá no Sínodo, por ver influência de partidos de esquerda nesses setores. Os embaixadores do Brasil na Itália e no Vaticano terão a missão de pressionar a cúpula da Igreja para minimizar os estragos que o evento possa trazer, dada a cobertura da mídia internacional.

SIMPÓSIO – Em outra ação diplomática, o Brasil decidiu realizar um simpósio próprio também em Roma e em setembro, um mês antes do evento organizado pelo Vaticano. Na pauta, vários painéis devem apresentar diferentes projetos desenvolvidos no País com intuito de mostrar à comunidade internacional a “preocupação e o cuidado do Brasil com a Amazônia”.

Também no Brasil, o governo quer fazer barulho e mostrar projetos sustentáveis. O primeiro evento já será nesta quarta-feira, na aldeia Bacaval, do povo Paresi – a 40 quilômetros de Campo Novo do Parecis, no norte de Mato Grosso. Ali, será realizado o 1.º Encontro do Grupo de Agricultores Indígenas, que tem por objetivo celebrar a Festa da Colheita.

O evento já estava marcado, mas o governo Bolsonaro quer aproveitar o encontro para enfatizar o projeto de agricultura sustentável tocado pelos índios naquela região. Trata-se do plantio de dois mil hectares de soja sob o regime de controle biológico de pragas, ou seja, sem pesticidas.

MADEIRA – A apresentação de projetos de extração legal de madeira, assim como o apelo às empresas estrangeiras para que só comprem material certificado, é uma outra ideia para divulgar trabalhos realizados no Brasil. Com isso, o governo espera abrir outra frente de contraponto ao que vê como tentativa de interferência externa na Amazônia e ataque a políticas governamentais.

Para o presidente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), d. Roque Paloschi, arcebispo de Porto Velho (RO), essa preocupação do governo é desnecessária. “O Sínodo não tem a intenção de dar norma para o governo, mas de encontrar caminhos que nos ajudem a viver a solidariedade e a fraternidade com as populações que vivem na Amazônia há milhares de anos”, disse d. Roque.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A estratégia do Planalto é de um amadorismo constrangedor. O Planalto está dando ao Sínodo uma importância que ele não teria, em condições normais de temperatura e pressão. Essa ideia de fazer um Seminário em Roma, antes do Sínodo, merece a Piada do Ano. Não importa os programas sociais a serem apresentados, no mês seguinte os bispos vão dizer que é tudo mentira, porque a Amazônia está abandonada. E isso é verdade. A culpa é dos governos anteriores, Bolsonaro e os militares vão apenas pagar o pato, como se dizia antigamente. (C.N.)

Sede da gráfica que recebeu verba do PSL não tem máquinas, apenas duas mesas

Endereço em que estaria funcionando gráfica registrada como beneficiária de repasses de candidata do PSL, no Recife

Gráfica funciona numa sala nesta casa, sem nenhuma máquina

João Valadares
Folha

Em uma pequena sala, com duas mesas e nenhum maquinário para impressões em massa, a gráfica Itapissu, no Recife, amanheceu de porta aberta nesta segunda-feira (11), após a Folha revelar a ausência de sinais de que a empresa tenha trabalhado durante a eleição.

Reportagem deste domingo (10) mostrou que a candidata laranja Maria de Lourdes Paixão, 68, indicada pelo grupo do presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, declarou ter gastado R$ 380 mil de dinheiro público nessa gráfica a quatro dias da eleição, em outubro do ano passado. Ela teve somente 274 votos, e não há nenhum sinal de que tenha realizado de fato campanha.

ENDEREÇOS – Na semana passada, a reportagem da Folha visitou primeiramente um endereço que consta na nota fiscal da Itapissu, no bairro Arruda, na capital pernambucana, e encontrou apenas uma oficina de carros, que funciona há quase um ano no local.

Funcionários da oficina disseram na ocasião que correspondências com nome da gráfica costumam ser entregues nesse imóvel. O telefone informado na nota fiscal não existe.

Já outro endereço atribuído à gráfica, que consta em seus registros na Receita Federal e que foi visitado pela reportagem nesta segunda, esteve fechado em dois dias da semana passada, quando a Folha também foi ao local.

NÃO HÁ MÁQUINAS – No imóvel informado na Receita, localizado no número 345 da avenida Santos Dumont, há um café instalado no térreo e um espaço para aulas de reforço. Não há máquinas para impressão de material de campanha.

Em entrevista à Folha na semana passada, o presidente do PSL, Luciano Bivar, que também é deputado federal por Pernambuco, afirmou que, se a reportagem fosse ao local, iria encontrar todas as máquinas. “Se não tiver máquina, você pode escrever que eu sou um mentiroso amanhã.”

Na manhã desta segunda-feira, na sala atribuída à gráfica havia apenas um homem. Ele não quis se identificar.

DESDE SEMPRE – Questionado sobre há quanto tempo a gráfica está instalada no local, disse, inicialmente, que a empresa sempre funcionou lá. Após a Folha questioná-lo sobre a data precisa, afirmou que não falaria mais nada.

Ele também não quis informar se era funcionário ou dono da empresa. “Não vou falar nada. Ligue para o nosso advogado e ele vai informar tudo”, disse.

Procurado, o advogado Paulo José Canizzarro afirmou nesta segunda-feira que a sala poderia ser apenas o escritório da gráfica. “Não necessariamente é lá onde se roda o material. A Folha de S. Paulo deve rodar o jornal em outro lugar, por exemplo”, disse.

NÃO INFORMOU – Questionado então sobre onde o material de campanha era impresso, não quis informar. Alegou que não tinha autorização do cliente para repassar essa informação.

O advogado comunicou que a empresa já emitiu uma nota oficial e que essa questão específica só será respondida no momento em que as autoridades competentes notificá-los.

Diferentemente de outra suspeita de candidaturas de laranjas do PSL, em Minas, no caso de Pernambuco não há nenhuma notícia de investigação em andamento a respeito.

BOLSONARO – Hospitalizado, o presidente Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre o tema. Ele tem feito declarações por meio de redes sociais, mas não comentou o assunto até o momento. Hamilton Mourão, vice-presidente da República, afirmou, no caso das candidaturas de Minas, que, se for verdade, “é grave”.

O caso de Minas envolve o atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que era o principal dirigente do PSL do estado.

Sergio Moro, ministro da Justiça, afirmou, também sobre o colega de ministério, que o caso será apurado “se surgir a necessidade”.

Bolsonaro poderá receber alta nesta quarta-feira, só depende do Planalto

Presidente Jair Bolsonaro postou foto em sua conta no Twitter em que aparece fazendo a barba — Foto: Reprodução/Redes sociais

Bolsonaro poder completar o tratamento em casa, diz o médico

José Carlos Werneck

O presidente da República Jair Bolsonaro recebeu aval da equipe médica, que o atende no Hospital Alberto Einstein, para receber alta amanhã, quarta-feira, dia 13, e seguir o tratamento em casa. Mas a data de saída do presidente do hospital dependerá do Palácio do Planalto.

Ontem, o presidente completou 15 dias de internação, para submeter-se à cirurgia de retirada da bolsa de colostomia e reconstrução do trânsito intestinal. Ele já se alimenta com dieta leve e apresentou melhora do quadro pulmonar, após ter sido diagnosticado com pneumonia na semana passada.

ANTIBIÓTICOS – Segundo seus médicos declararam ao Estadão, o presidente necessita permanecer internado até quarta-feira, quando chega ao final o período de medicação com antibióticos, administrados para conter a infecção pulmonar.

“Ele pode ter alta sim. Mas eu não sei se ele vai quarta, ele e o cerimonial do Planalto vão decidir”, afirmou o cirurgião Antonio Luiz Macedo. “O presidente está ótimo, está perfeito.”

Bolsonaro já foi liberado para falar, como fez nesta segunda-feira quando recebeu três ministros, um governador e um secretário paulista, disse o médico. O organismo respondeu de forma satisfatória à alimentação cremosa, retomada nesta segunda. “A única pendência são os antibióticos”, informou Antonio Luiz Macedo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Pela primeira vez, na História da Medicina, a alta de um paciente não depende dos médicos, mas de seus companheiros de trabalho. Francamente, ninguém está preparado para esse tipo de informação do dr. Macedo. Antigamente, eram os médicos que decidiam a alta do paciente impaciente. (C.N.)