Uma canção realmente excêntrica, na genialidade de Cecília Meirelles

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Site Poemas & Canções

A professora, jornalista e poeta carioca Cecília Meireles (1901-1964), no poema “Canção Excêntrica”, confessa estar desanimada por não encontrar o local ideal para desenhar a vida eivada de saudades e de arrependimentos.

CANÇÃO EXCÊNTRICA
Cecília Meireles

Ando à procura de espaço
para o desenho da vida.
Em números me embaraço
e perco sempre a medida.
Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso,
protejo-me num abraço
e gero uma despedida.

Se volto sobre o meu passo,
é já distância perdida.

Meu coração, coisa de aço,
começa a achar um cansaço
esta procura de espaço
para o desenho da vida.
Já por exausta e descrida
não me animo a um breve traço:
– saudosa do que não faço
– do que faço, arrependida.

Propostas do projeto Anticrime de Moro têm expressiva aprovação de juízes

O ministro da Justiça, Sergio Moro, apresenta projeto de lei anticrime que levara para o Congresso Foto: EVARISTO SA / AFP

Moro está sendo apoiado incondicionalmente pela magistratura

João Paulo Saconi
O Globo

A grande maioria dos magistrados brasileiros está de acordo com duas das 14 propostas que fazem parte do projeto Anticrime apresentado pelo ministro da Justiça Sergio Moro na semana passada. Os dados, coletados ao longo do ano de 2018 pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), mostram que em relação ao “plea bargain” (ou modelo de transação penal), 89% dos juízes de primeira instância e 92,2% dos desembargadores acreditam que investigados pelo Ministério Público podem se declarar culpados antes mesmo do caso em questão se transformar em um processo ou durante o decorrer dele. A confissão gera uma pena mais branda.

O sistema tem a aprovação de 82,4% dos ministros. Todas as classes do Judiciário defendem, porém, que os acordos entre as partes devem passar pela anuência dos magistrados.

PRESSUPOSTOS – No projeto de Moro, a ideia é que o mecanismo seja válido para casos que não envolvam violência ou grave ameaça e que tenham o limite de quatro anos como pena máxima. O objetivo, segundo o responsável pela pasta da Justiça e da Segurança Pública, é agilizar a velocidade e a tramitação dos casos que possam ser resolvidos sem “o julgamento custoso”.

Em relação aos depoimentos por vídeo, mais de 85% deles desejam que esse tipo de interrogatório possam ser realizadas de maneira mais recorrente. Os juízes de primeiro grau, classe em que se concentram profissionais mais novos, a aprovação sobre o tema chega a 96,1%. Entre os que ocupam cadeiras em tribunais superiores, o número é de 94%.

APOIO MASSIVO – Relacionadas diretamente com a dinâmica do poder Judiciário, a utilização mais frequente das videoconferências no decorrer dos processos penais e a implantação do “plea bargain” (conceito importado do direito norte-americano) ganharam a aprovação expressiva dos mais de 4 mil juízes de primeiro e segundo grau, ministros de tribunais superiores e magistrados aposentados que responderam a uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela AMB.

A apresentação sobre o perfil da magistratura brasileira foi feita no auditório da AMB no Rio de Janeiro e foi acompanhada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli. Também foram divulgados índices sobre outras questões, como a opinião dos juízes, desembargadores e ministros, incluindo os já aposentados, sobre a utilização de símbolos religiosos em prédios do Judiciário (com aprovação maior entre os mais velhos) e a jornada de trabalho (61,03% dos entrevistados apontou que há sobrecarga de trabalho).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGMatéria incompleta. Fica parecendo que os magistrados só apoiam duas propostas do ministro Moro, quando na verdade praticamente todas as sugestões têm ampla aceitação, como a principal delas – cumprimento da prisão após condenação em segunda instância. O título da matéria está perfeito, mas não condiz com o texto. (C.N.)

Bispos não aceitam que o governo participe do Sínodo sobre a Amazônia

D. Erwin Kräutler

D. Erwin Kräutler, do Xingu, estranha o interesse do Planalto 

Felipe Frazão e José Maria Mayrink
Estadão

O grupo de bispos brasileiros que prepara o Sínodo sobre Amazônia, previsto para ocorrer em outubro, em Roma, critica a presença de representantes do governo federal no evento. O cardeal e arcebispo emérito de São Paulo, d. Cláudio Hummes, um dos mais próximos do papa Francisco, foi indicado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para levar ao Vaticano o pedido do Planalto para participar do encontro, mas ele sugeriu à equipe do presidente Jair Bolsonaro buscar outro interlocutor.

“Sugeri que o governo acionasse a Embaixada do Brasil na Santa Sé como contato, pois se trata de uma questão diplomática”, disse ele ao Estadão.

OLHAR O FUTURO – Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB e prefeito emérito da Congregação para o Clero em Roma, Hummes afirmou que a Igreja Católica não pretende prejudicar Bolsonaro nem dar uma “resposta” a repressões sofridas nos tempos do regime militar. “Deve-se ter a preocupação de não olhar para o passado, mas para o futuro, pois não é a mesma coisa agora”, disse, referindo-se a setores da Igreja que temem a repetição da conturbada relação do clero com a ditadura militar.

Um dos principais nomes da Igreja Católica em atividade na região Norte, o bispo emérito do Xingu (PA), d. Erwin Kräutler, reagiu com estranheza ao interesse do Planalto em influenciar o encontro religioso para tratar de temas como meio ambiente e índios. “Nós conhecemos a Amazônia muito melhor do que qualquer integrante do governo federal”, afirmou. “Como vão contribuir quando falarmos da situação da floresta, que vivemos há tantos anos?”, questionou.

REUNIÃO DE BISPOS – Aos 79 anos, sendo 54 no Pará, d. Erwin disse que é incomum a participação de autoridades políticas nesses encontros globais promovidos pelo Vaticano. “Não, meu irmão. É um Sínodo de bispos!”, disse à reportagem. “Nunca vi membro de governo de qualquer país convidado”, acrescentou. “O que um representante do governo vai dizer quando estivermos tratando de novos caminhos da evangelização?”

Erwin foi um dos autores da Encíclica do Meio Ambiente, documento assinado pelo papa Francisco em 2015, que serviu de base para a decisão da Igreja em realizar o Sínodo. Ele afirmou que os representantes dos governos dos outros oito países da Amazônia – Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e França (Guiana Francesa) – também deveriam ser convidados. “Se convidar alguém do Brasil, o papa terá de chamar também pessoas de outros países. Isso me parece até um absurdo.”

DIREITOS NEGADOS – Outro envolvido nos preparativos do Sínodo, o presidente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), d. Roque Paloschi, disse que o encontro focará uma “realidade” de “direitos negados” a índios, ribeirinhos, quilombolas e extrativistas. “Não estamos jogando culpa em ninguém, estamos assumindo uma responsabilidade histórica que exige de nós clareza”, afirmou. “A Igreja tem de ficar do lado de quem? Ao lado de quem promove a morte ou de quem busca a vida?”, questionou.

Roque discorda da visão do Planalto de que os religiosos agem por simpatia à esquerda e antipatia a Bolsonaro. “A missão da Igreja é viver o Evangelho”, afirmou. “Não temos nada a esconder. Mas também não temos de nos encolher porque há uma preocupação do governo.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O fato concreto é que os governos do PT abandonaram a Amazônia, e as bases militares que existem lá passaram (e passam) dificuldades para atender à população e aos indígenas. Agora, quando o Sínodo vai fazer um balanço, o petardo vai estourar no colo de Bolsonaro, igual à bomba do Riocentro, depois da anistia. (C.N.)

Bolsonaro tem alta da unidade semi-intensiva e começa logo a receber visitas

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O governador João Doria foi um dos visitantes de Bolsonaro

Eduardo Bresciani
O Globo

O presidente Jair Bolsonaro  recebeu alta da unidade semi-intensiva para o apartamento do Hospital Albert Einstein, nesta segunda-feira. A informação foi dada pelo porta-voz da Presidência, general Otávio do Rêgo Barros.  “O presidente passou muito bem nesta segunda-feira e está melhor a cada dia” — disse o porta-voz.

Segundo o boletim médico, o presidente “evolui com melhora clínica progressiva”, sem apresentar dor ou febre’.

DIETA LEVE – “Nesta segunda-feira foi suspensa a alimentação parenteral e o presidente passou a fazer uma dieta leve, mantido o suplemento nutricional que já recebia. Bolsonaro tem realizado exercícios respiratórios e de fortalecimento muscular e caminhadas fora do quarto. Ele foi submetido a uma tomografia que mostrou melhora no quadro de pneumonia”, assinala o boletim do hospital Albert Einstein.

Rêgo Barros informou que Bolsonaro recebeu visita dos ministros da Justiça, Sergio Moro; da Defesa, Fernando de Azevedo e Silva;  e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno. Também esteve no hospital o governador de São Paulo, João Doria, e o secretário de Segurança do estado.

Além das visitas recebidas, o presidente assinou uma autorização para que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, participe a partir de amanhã em Washington da primeira conferência humanitária do governo interino da Venezuela.

RECEBER ALTA – Por telefone ao vivo na TV Bandeirantes, Bolsonaro afirmou que, “se Deus quiser”, deve ter alta nesta semana. Ele entrou em contato com a emissora para se solidarizar pela morte do jornalista Ricardo Boechat. O presidente disse que deveria já ter recebido alta se não tivesse adquirido uma “pequena pneumonia” na semana passada

— Estou recuperando, tive problema de ter adquirido uma pequena pneumonia uma semana atrás. Se não fosse isso podia estar de alta já, mas se Deus quiser essa semana terei alta — afirmou o presidente.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Bolsonaro continua facilitando. O paciente impaciente se comporta como se já estivesse curado. Sabe-se que ele não deveria receber visitas, até recuperação total. Mas a equipe médica não consegue contê-lo e ele continua se arriscando demais, sem necessidade. (C.N.)

Maior problema do jornalismo está nas “fuck news”, disse Ricardo Boechat

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Ricardo Boechat criticou o monte de merda que os jornais publicam

Deu na Folha

A baixa qualidade de boa parte da produção jornalística atual tem contribuído mais para minar a credibilidade da imprensa do que fenômenos como a proliferação de notícias falsas nas redes sociais, as chamadas “fake  news”, disse o jornalista Ricardo Boechat durante o 2º Encontro Folha de Jornalismo, um dos últimos eventos de que participou.

“Outro dia um ouvinte me disse que o problema está nas ‘fuck news’, o monte de merda que os jornais publicam todos os dias”, afirmou Boechat, que era apresentador do “Jornal da Band” e da rádio BandNews e participou de um debate sobre a cobertura das eleições presidenciais deste ano.

COISA DE MOMENTO – Boechat disse discordar dos comentaristas que apontam as notícias falsas como fator decisivo para a eleição do presidente americano Donald Trump em 2016. Para ele, a vitória de Trump foi reflexo do momento que a sociedade americana vive, e não da manipulação da informação nas redes sociais.

No debate, Maria Cristina Fernandes, colunista do jornal “Valor Econômico”, disse que a atuação da imprensa americana oferece poucas lições. Mencionando estudos sobre a cobertura da última eleição presidencial, ela contou que os principais jornais dedicaram mais espaço a articulações políticas e trocas de acusações do que às propostas dos candidatos.

Para o professor Thomas Patterson, de Harvard, autor de um dos estudos que ela mencionou, a cobertura dos jornais americanos contribuiu para corroer a confiança do público no jornalismo, no processo eleitoral e no resultado das eleições, além de fortalecer teses conservadoras, ao não esclarecer as diferenças entre os candidatos e disseminar a impressão de que eram iguais.

TOMAR PARTIDO – Maria Cristina propôs que a imprensa “tome partido do eleitor”, detalhando as propostas dos candidatos e questionando-os sobre os desafios que o país enfrenta, além de diversificar a cobertura, estendendo-a a outras regiões do país para que não fique concentrada em São Paulo, Rio e Brasília.

Para o colunista Joel Pinheiro da Fonseca, da Folha, políticos e grupos partidários que fazem barulho na internet vão aproveitar o debate sobre as notícias falsas para questionar a credibilidade da imprensa na campanha eleitoral, classificando como “fake news” qualquer notícia desfavorável, ainda que verdadeira.

“Se você pratica o jornalismo com ética e honestidade, tudo bem opinar e tomar partido”, disse Joel. “O perigoso é esse discurso ser usado por blogs e pessoas que estão crescendo na internet sem nenhum compromisso com a honestidade dos fatos.”

DISSE BOECHAT – Na opinião de Boechat, o público está mais interessado na política hoje do que em outras eleições. “A sociedade tomou gosto pela discussão política e está informada sobre mazelas que antes não chegavam ao seu conhecimento”, afirmou, referindo-se às revelações feitas pela Operação Lava Jato desde 2014.

Fonseca observou que o foco em escândalos de corrupção como os que dominaram o noticiário político nos últimos anos alimenta uma “visão muito niilista e cínica” da política e pode contribuir para reduzir a confiança das pessoas nas instituições democráticas.

Mas Boechat discordou. “A esculhambação da política não é culpa das críticas dos jornalistas, mas dos políticos”, afirmou. Classificando as principais lideranças do país como “desqualificadores crônicos”, ele disse que as eleições de 2018 ofereceram uma oportunidade para corrigir o problema.

Para Maria Cristina, grupos que têm se mobilizado pela renovação da política terão pouca chance de sucesso, por causa das mudanças na legislação eleitoral, que reforçaram o poder dos caciques dos grandes partidos sobre o processo eleitoral. “O novo presidente terá que lidar com um Congresso controlado por eles, talvez pior do que o atual”, previu.

EUA não “detonaram” o ‘Estado Islâmico’ e suas tropas não deixarão a Síria

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Stephen Lendman
Global Research

‘Estado Islâmico’ – que não é nem “estado” nem “islâmico” – é criação dos EUA. E al-Qaeda, a frente al-Nusra, descendente da al-Qaeda e outros grupos terroristas, também são criação dos EUA: todos esses grupos foram usados pelo Pentágono e pela CIA como ‘agentes locais’ mercenários, e simulacro de soldados, que os EUA usam para fazer suas guerras em áreas distantes.

As frases de Trump, segundo as quais os EUA estariam “detonando” o ‘Estado Islâmico’… Ou teriam “derrotado” o ‘Estado Islâmico’ na Síria” são rematadas mentiras. Antes, Trump já dissera que ele saberia “muito mais sobre #‘Estado Islâmico’ do que os generais”…

IDAS E VOLTAS – Dias depois de ter anunciado que os EUA se retirariam da Síria, Trump dizia que “o ‘Estado Islâmico’ estaria praticamente derrotado.” Em janeiro, porém, disse que os norte-americanos “continuam a combater contra o ‘Estado Islâmico’.” Depois de prometer “rápida retirada da Síria” em dezembro, Trump se desdisse e anunciou que “depois da retirada, ainda permanecerão lá algumas forças norte-americanas, por meses, talvez anos.”

Eis alguns fatos incômodos que Trump, sua equipe geopolítica e a mídia norte-americana recusam-se a reconhecer e fingem que não sabem:

1. EUA e seus parceiros imperiais apoiam os criminosos do ‘Estado Islâmico’ e de outros grupos terroristas aos quais fingem que se opõem.

2. Forças da Síria e do Hezbollah, muito ajudados pela Força Aérea russa, estão, essas sim, “detonando” o ‘Estado Islâmico’; as forças terroristas foram muito reduzidas, mas ainda há grupos ativos.

3. Erdogan, da Turquia, finge que faz oposição aos bandidos que, contudo, apoia ativamente, e garantiu ao ‘Estado Islâmico’ e a outros grupos terroristas um paraíso seguro em território turco, permitindo que entrem e saiam entre os dois lados da fronteira.

4. Na 4ª-feira, fontes citadas no website em idioma árabe da rede Sputnik News disseram que nas 48 horas anteriores, cerca de 1.500 terroristas entraram na província síria de Idlib, provenientes da Turquia – em flagrante violação do acordo de Sochi.

5. Erdogan não passa de déspota maluco, em quem absolutamente ninguém pode confiar, é um obstáculo à solução política do conflito na Síria, inimigo do presidente Bashar al-Assad, a quem deseja ver fora do governo, e que ambiciona anexar território sírio junto à fronteira turca – área rica em petróleo.

6. Erdogan mentiu a Vladimir Putin, ao quebrar o acordo que criou a zona desmilitarizada russo-turca na província de Idlib, no norte da Síria. Continua ali um ninho de terroristas apoiados por EUA, OTAN, Arábia Saudita, Israel e Turquia.

7. Cerca de cinco meses depois que Erdogan prometeu desarmar seus terroristas, eles estão ainda mais pesadamente armados e entrincheirados do que antes – usando as próprias posições para atacar forças do governo e civis.

TRUMP MENTE – Na 4ª-feira, Trump trovejou: “Deve-se anunciar formalmente na próxima semana que derrotamos 100% do califado… Quero esperar o comunicado oficial. Não quero falar antes da hora”. E acrescentou: “O ‘Estado Islâmico’ controlava mais de 51 mil km2 no Iraque e Síria” [antes de Trump assumir o governo]. Na sequência, Trump diz que estaria hoje trabalhando com parceiros dos EUA “para destruir os remanescentes…”

Exatamente como Obama, o governo de Trump está fazendo o oposto, incluindo Iraque, Afeganistão, Líbia e também em outros locais, e implantando o ‘Estado Islâmico’ e outros jihadistas nesses países – com armas, dinheiro, treinamento e inteligência que os EUA lhes garantem.

TROPAS NÃO SAEM – O Congresso, o Pentágono e a CIA querem que as forças dos EUA permaneçam na Síria. Na 2ª-feira, o Senado votou com maioria expressiva contra a retirada das forças dos EUA, da Síria e do Afeganistão –, sob o pretexto de que o ‘Estado Islâmico’ e al-Qaeda seriam séria ameaça aos EUA.

O Congresso diz que “uma retirada precipitada” das forças do Pentágono pode “permitir que os terroristas (que contam com o apoio dos EUA!) se reagrupem, desestabiliza regiões críticas e criem vácuos que possam ser ocupados pelo Irã ou Rússia.”

Não é provável que aconteça qualquer tipo de retirada de forças norte-americanas de país algum onde essas forças estejam hoje. Chegaram para ficar, não para sair, inclusive na Síria.

GUERRA QUÍMICA – Ahmad Kazem, diretor da Rede Síria de Direitos Humanos com base em Damasco, denuncia que os terroristas da rede al-Nusra, ajudados pelos Capacetes Brancos, transferiram barris de gás cloro “em duas ambulâncias”, para Khan Sheikhoun, em Idlib, onde aconteceu um ataque químico de falsa bandeira em 2017 – ataque pelo qual as forças do governo sírio foram responsabilizadas.

Acrescentou que os barris de gás foram guardados num caminhão frigorífico, para preservá-los para serem usados contra civis, no instante em que cheguem as ordens.

No final de janeiro, a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia Maria Zakharova alertou que os Capacetes Brancos, apoiados pelo Ocidente, estavam em preparações para filmar ataques químicos encenados em Idlib.

FALSOS ATAQUES – Várias e repetidas vezes, forças do governo foram declaradas responsáveis por incidentes com as quais nada tinham a ver. Aviões de guerra de EUA, Reino Unido e França atacaram pontos do território sírio, depois dos incidentes de falsos ataques químicos.

Em janeiro, John Bolton disse o seguinte: “Não há absolutamente qualquer mudança na posição dos EUA contra o uso de armas químicas pelo regime sírio, nem qualquer mudança em nossa posição de que qualquer uso de armas químicas receberá resposta muito forte, como já fizemos duas vezes.”

É questão de tempo antes de o próximo ataque químico ser encenado e filmado e divulgado, para servir como pretexto para que jatos de guerra comandados pelo Pentágono atacarem interesses militares sírios, e talvez Damasco esteja na lista norte-americana de alvos.

Boechat era um dos raros jornalistas de coragem no rádio e na TV do Brasil

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Na BandNews FM, Boechat se tornou um fenômeno de audiência

Joana Oliveira
El País/Brasil

O jornalista Ricardo Boechat morreu na manhã desta segunda-feira aos 66 anos em um acidente de helicóptero na rodovia Anhanguera, na Grande São Paulo. A aeronave caiu na altura do km 7 do Rodoanel por volta de meio-dia, após tentar fazer um pouso de emergência, bateu em um caminhão que estava na pista e pegou fogo. Além de Boechat, o piloto, cujo nome ainda não foi divulgado, também morreu na hora. O motorista do caminhão foi socorrido com ferimentos leves e já prestou depoimento. O jornalista voltava de uma palestra em Campinas, quando houve o acidente. As causas da queda ainda não estão claras.

Ricardo Boechat nasceu em 1952, em Buenos Aires e deixa quatro filhos. Ele era apresentador da rádio BandNews FM pela manhã e do Jornal da Band, à noite.

DIZ A RÁDIO – A rádio comunicou o falecimento do jornalista em seu Twitter. “É com profunda consternação que nós, da Rádio BandNews FM, comunicamos a morte do nosso amigo e âncora de todas as manhãs, Ricardo Boechat.” Com seus colegas de trabalho abalados, a rádio tirou a programação do ar.

Horas depois, informou que retomaria a programação em respeito ao jornalista. “Temos a obrigação, emocional e jornalística, de reportar o falecimento do nosso amigo”, informou a BandNews, por meio de seu Twitter. A morte de Boechat foi inicialmente confirmada pelo também apresentador da Band, José Luiz Datena, que se emocionou ao anunciar ao vivo o falecimento do colega.

BELA CARREIRA – O jornalista começou sua carreira como repórter na década de 1970, no extinto jornal Diário de Notícias. Quase imediatamente, começou também a trabalhar com o também jornalista Ibrahim Sued. Depois, trabalhou em O Globo, com titular da coluna Carlos Swann, que depois passou a ser assinada por ele. Em 1983, foi para a Rede Globo, onde ficou até 2001. Durante esse período, em que também assinou uma coluna na revista Istoé, venceu por três vezes o Prêmio Esso (em 1989, por uma reportagem que denunciava um esquema de corrupção na Petrobras em 1992, na categoria Informação Política, com Rodrigo França, e 2001,na categoria Informação Econômica, com Chico Otávio e Bernardo de la Peña).

Também escreveu o livro Copacabana Palace – Um Hotel e Sua História (DBA, 1998), que resgatou a trajetória do hotel mais exclusivo e sofisticado do país, completando 75 anos de existência no ano da publicação.

RECORDISTA – Com uma trajetória muito prolífica, Ricardo Boechat era o recordista de vitórias do Prêmio Comunique-se e o único a ganhar em três categorias diferentes: âncora de rádio, colunista e âncora de televisão. Em 2015, uma pesquisa realizada com executivos de comunicação corporativa de todo o país indicou que Boechat era o mais admirado jornalista brasileiro, ao lado de Miriam Leitão.

Nos seus mais de 40 anos de carreira, Boechat foi moderador de diversos debates de presidenciáveis. Em entrevista ao El País em Madri, em outubro de 2018, o jornalista falou sobre a polaridade política no Brasil e afirmou que “o país não está à beira de um colapso”.

Em sua rotina de trabalho, levava a indignação do Brasil ao microfone. E, muitas vezes, o seu próprio cotidiano ao Brasil.

DEPRESSÃO – Em 2015, por exemplo, reconheceu ao vivo na rádio BandNews FM sofrer com depressão. Duas semanas antes, havia tido um “surto depressivo agudo” antes de entrar no ar, não conseguiu ler os textos e ficou 15 dias afastado do trabalho. “O médico me disse que o estado de pânico, a balbúrdia mental e insegurança eram sintomas clássicos de surto depressivo”, contou na época e destacou em seu depoimento que “a depressão não escolhe vítimas por seu grau de instrução ou situação econômica. Castiga sem piedade e da mesma forma pobres e ricos, anônimos e famosos”.

A morte do jornalista comoveu de ouvintes ao mundo político. O presidente Jair Bolsonaro expressou suas condolências em nota. “O país perde um dos principais da imprensa brasileira. Sentiremos a falta de seu destacado trabalho na informação da população, tendo exercido sua atividade por mais de quatro décadas com dedicação e zelo.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O grande diferencial de Boechat era a coragem, um componente raríssimo na TV brasileira desde a época em que o então presidente Juscelino Kubitschek proibiu que três jornalistas trabalhassem na televisão – Carlos Lacerda e os irmãos Helio e Millôr Fernandes. Desde aquela época, o que se viu na TV brasileira foi uma eterna submissão aos inquilinos do Planalto, somente quebrada de certa forma por Boechat quando ele começou a trabalhar na TV Band. Mas a liberdade total, no estilo Lacerda/Helio/Millôr, ele só viria a conquistar na BandNews FM, onde se tornou um fenômeno de audiência. O buraco que ele vai deixar na programação da emissora é do tamanho do rombo da dívida pública. Vai na frente, amigo Boechat, o menino argentino de Niterói. Dê um abraço no Evandro Carlos de Andrade e no resto da turma. Depois a gente se encontra de novo. (C.N.)

Bivar diz que a gráfica existe e imprimiu a propaganda da candidata-laranja

Presidente do PSL desafia a Folha a provar que ele é mentiroso

Camila Mattoso e Ranier Bragon
Folha

Presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, 74 anos, afirmou à Folha não ter sido consultado sobre o repasse de R$ 400 mil de dinheiro público a uma candidatura de fachada em seu estado, Pernambuco, onde foi reeleito deputado federal em 2018.

Ele negou que Maria de Lourdes Paixão, que é secretária no partido e obteve apenas 274 votos apesar de ter recebido a terceira maior fatia nacional da verba do PSL, seja laranja e defendeu a utilização do dinheiro, o que, segundo ele, foi feito dentro de legalidade.

Estamos fazendo uma reportagem sobre a candidata Maria de Lourdes Paixão, ela foi candidata naquelas vagas remanescentes, em 7 de agosto…
[Interrompe] Sim… Ela não podia se candidatar como remanescente? Por favor, me dá a informação, eu sou presidente nacional e não sei o que se passa nas estaduais. Ela não podia se candidatar?

O sr. se lembra ou não?
Sim… Não, não, eu não me lembro como ela se candidatou. O jurídico do partido é que faz tudo isso. O Brasil inteiro, imagina, não me chega, imagina.

É que nesse caso ela é do seu estado.
Ela é do meu estado, inclusive nos contrariou, porque a chance dela de ganhar era muito pequena e ela se candidatando a deputada federal… eu certamente, no mínimo, ia perder o voto da família dela.

Ela foi a terceira candidata que mais recebeu dinheiro do partido. 
E ela passou do limite financeiro?

Ela recebeu três dias antes da eleição…
[Interrompe] Sim, mas isso é ilegal?

Ela disse que não conseguiu fazer muita campanha porque o dinheiro só chegou em cima da hora. Por que só chegou em cima da hora?
Ah, era uma dificuldade muito grande, porque o Brasil inteiro atrás de dinheiro para fazer campanha. Mas não sei como foi o dinheiro para ela, se veio da nacional ou veio da local, lá de Pernambuco.

Foi da [direção] nacional. O que a gente quer saber é pelo alto volume de dinheiro público…
[Interrompe] Qual é o alto volume?

Não considera alto R$ 400 mil?
R$ 400 mil? Uma campanha para deputado federal pode até R$ 2,5 milhões.

Dos R$ 400 mil, ela gastou R$ 380 mil numa gráfica, que a gente foi procurar e não existe no endereço
Essa gráfica não existe? Não acredito. Vou ver isso aqui agora. Deixa eu ver aqui, essa gráfica não existe, você está dizendo uma coisa… Um momentinho só, estou no outro telefone tentando falar… [Telefone toca, Bivar entra em uma ligação e pede para retornar depois] Eu não consegui falar com o presidente do partido, o [Antônio de] Rueda, mas falei com o diretor-executivo do partido, ele diz que estranha isso, porque a gráfica tem tudo, tem tudo, então a informação que chegou a você, ela é capciosa.

O repórter foi visitar o endereço que consta na nota fiscal e é um martelinho de ouro que está lá há um ano.
É o que?

Um martelinho de ouro.
Não, não, não, não pode ser. Ele [o diretor] está me dizendo aqui que o endereço está tudo certo. Acho que o teu repórter aí não viu bem a coisa, posso te garantir isso, porque os caras não vão dar uma informação errada pra mim. A gráfica existe. Deixa eu ligar novamente para ele para ver o endereço para você não escrever uma inverdade e depois eu acionar seu repórter. [Bivar entra em uma ligação com outro dirigente do partido. Ele pede explicações sobre o endereço da gráfica, diz que a Folha tinha ido ao local e recebe como resposta que o endereço está na nota fiscal. Ele explica para o dirigente que a reportagem foi no endereço e pede que a rua e o número sejam checados]

A questão de ter dado esse dinheiro quatro dias antes da eleição. A candidata declarou ter feito 4 milhões de santinhos na véspera. Isso funciona, deputado?
Essa questão de marketing, minha filha, eu não sei. Eu entrego tudo ao marqueteiro. Isso a gente parte de um campo legal para um campo de marketing ou de achismo. Eu acho o seguinte, sem brincadeira, eu sei que você está muito afável comigo, mas você não acha que o sistema como um todo é um negócio incrível? Como você pode dizer que a Camila [repórter] só pode escrever cinco linhas no jornal, e aí você escreve duas, mas qual o problema de escrever só duas? São coisas que eu não entendo no espírito do legislador.

O sr. está dizendo sobre o preenchimento de cotas?
É, tem o preenchimento de cotas, tem uma série de coisas. Tem que ir com vocação, pessoas que têm vocação. Tá certo? Veja bem, menina linda, eu quero que você filtre bem o que eu estou falando pra você. O partido precisa divulgar o nome dele. E tem aquela cota que é obrigado por lei. Então, tanto faz o nome dela, Maria de Lourdes no caso, né? Tanto faz se vai o nome dela ou o nome do PSL. Não é uma divulgação? O importante é você me dizer, essa gráfica existe ou não existe?

Vamos por partes. Antes da questão da gráfica. A gente tem uma decisão do partido para a Maria de Lourdes concorrer. Ela recebe um dinheiro do partido, que é público.
Mas é ilegal? A lei não determina isso? Eu não estou entendendo, vamos discutir no campo objetivo.

Mas a minha pergunta é o que ela fez durante a campanha?
Eu não sei, ela pode ter passado três dias, porque parece que o dinheiro chegou tarde, para distribuir o santinho dela. Deve estar com calo no pé, fazendo campanha, achando que cada santinho que ela distribuía era um voto. Política não é assim, menina.

Mas o sr. sabia que ela seria privilegiada? – Eu não sabia nem que ela era candidata. Fui saber quando vi o papel dela.

Essas candidaturas que não fazem de fato campanha têm sido alvo de investigação e são chamadas de laranja. O sr. considera nesse caso que ela foi uma candidatura laranja?
De jeito nenhum. Por que eu colocaria candidatura laranja? Eu não posso deixar de botar meu time em campo. Eu vou jogar contra o Corinthians, meu time está todo machucado, eu boto o juvenil pra jogar. Eu vou perder de WO? Meu Deus do céu. Vocês têm que bater no cerne da coisa. É a legislação. Por quê? Pra não dar margem para achismo. Achismo em política é a coisa mais surreal do mundo.

Ela disse que não conseguiu fazer campanha.
Talvez ela tenha se expressado mal. Um partido de absoluta retidão é o nosso. Não há a menor possibilidade de ter nada de errado. Se tiver, no outro dia a cabeça está fora.

Ela teria sido candidata se não houvesse a necessidade de preenchimento de cota?  Tem que colocar 30% de mulheres, certo? O partido que não coloca, ele vai incorrer em uma ilicitude. Vários candidatos masculinos foram cortados, porque tem que ter 30% de mulher.

O sr. considera a regra errada?
Eu considero a regra errada. É isso que eu estou dizendo que vocês têm que bater. Você tem que ir pela vocação, tá certo? Tem que ir pela vocação. Se os homens preferem mais política do que a mulher, tá certo, paciência, é a vocação. Se você fizer uma eleição para bailarinos e colocar uma cota de 50% para homens, você ia perder belíssimas bailarinas, porque a vocação da mulher para bailarina é muito maior do que a de homem. Tem que ser aberto.

Ok, deputado. Ficou faltando saber quem decidiu dar o dinheiro para a candidata.
Quem decidiu foi a [direção] nacional, na época eu não era presidente. Nem da nacional nem no estado. Mas eu acho que a decisão foi para quê? Ela tinha que colocar o número 17. O número 17 foi o mais bem vendido na eleição, alguns estudos mostram que o 17 ficou tão conhecido quanto o 13.

Por ter sido no seu estado, no seu reduto, onde o sr. mais comanda, o sr. não foi nem consultado sobre o dinheiro dela?
Não fui consultado porque isso é uma besteira. Como eu vou ser consultado de um negócio desses?

Deputado, então fica faltando a gente achar a gráfica, né?
Peça ao seu repórter, para ele voltar lá. Isso é fácil, né, é o “follow [the] money”.

Ela já foi duas ou três vezes lá.
Não, não. É uma gráfica enorme. Foram buscar os papeis lá, tudo direitinho. Entendeu?

Entendi. Mas a gráfica realmente não está lá.
É… peça para o repórter ir lá. Dê o endereço certinho.

A gente procurou a campanha da candidata de vocês nas redes sociais e etc. e não encontramos. Se o sr. puder me mandar algum material dela, seria importante. O sr. tem?
Você teve algum voto? Ah, tá certo, você também não foi registrada, né? Mas olha, teve gente que teve dois votos. Teve pouco voto.

Sim, tiveram outros casos. Teve até em Minas Gerais, que a gente fez uma reportagem na semana passada sobre as candidatas do ministro do Turismo que eram laranjas. O sr. até defendeu o ministro, em um carta.
Isso. Alguma parte da imprensa falou em laranja. Sabe o que é laranja? É o cara que não existe. Não existe laranja. O pior se fosse fantasma, se fosse um CPF falso. Vocês têm que bater na essência da coisa. O legislador está errado sobre isso. [Ele atende ao telefone, desliga e depois retorna] Olha, seu repórter estava certo. Mas o que está certo é o CNPJ, entendeu? Isso tá certo, ok? A gráfica foi lá há muito tempo. E aí a prefeitura demorou a mudar, essa coisa de burocracia. A gráfica fez campanha para o candidato Fernando Monteiro, para outro candidato também, nesse mesmo ano. Está constando atividade. Entendeu?

Mas não entendi, o que o repórter estava certo?
O repórter foi em outro endereço, era dia do gráfico. O pessoal ligou pra ele depois, mas ele não atendeu.

Ela atendeu, sim. Ela foi lá, mas não tinha nada funcionando.
Mas se ele for lá, ele vai ver as máquinas todinhas. Se não tiver máquina, você pode escrever que eu sou um mentiroso amanhã.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Bem, logo se saberá se o presidente do PSL é mentiroso ou não. (C.N.)

Desenvoltura do vice Mourão já despertou a ira de lideranças evangélicas

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Malafaia ataca Mourão e diz que o vice não tem ética

Pedro Venceslau e Valmar Hupsel
Estadão

O discurso independente e a desenvoltura do vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) desgastaram a relação do Palácio do Planalto com o setor evangélico, considerado fundamental na eleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Nos últimos dias, líderes de igrejas que durante a campanha apoiaram explicitamente o candidato do PSL e representantes do segmento no Congresso expuseram a insatisfação com o vice, principalmente após ele se manifestar contra a transferência da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém.

As lideranças religiosas e parlamentares da bancada evangélica pretendem pressionar o presidente para que ele desautorize publicamente o vice – Bolsonaro permanece internado em São Paulo se recuperando da cirurgia para a reconstrução do trânsito intestinal.

EM EXERCÍCIO – Na condição de presidente em exercício, Mourão recebeu no último dia 28 o embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, e defendeu a posição que contraria manifestações anteriores do próprio Bolsonaro. Com 108 deputados e 10 senadores na atual Legislatura, a Frente Parlamentar Evangélica, que tem uma atuação historicamente coesa em defesa de suas bandeiras, terá um peso decisivo para a agenda do governo no Congresso Nacional.

“Vamos cobrar (do Bolsonaro) o cumprimento daquilo que foi tratado. Se o Mourão está a serviço de algum grupo de interesse contrário a que isso aconteça, tenho convicção que ele perdeu essa queda de braço. Mourão é um poeta calado. Sempre que abre a boca cria um problema para o governo”, disse ao Estado o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), principal porta-voz da Frente. O deputado deve assumir a presidência do grupo nos próximos dias. O atual presidente, deputado Hidekazu Takayama (PSC-PR), não se reelegeu.

QUESTÃO DO ABORTO – Os evangélicos ficaram também incomodados com o vice por causa de uma entrevista na qual ele defendeu que o aborto é uma escolha da mulher. O ponto central das queixas, contudo, é a questão da mudança da embaixada brasileira de Tel-Aviv para Jerusalém. “Esse foi um compromisso de campanha do presidente da República com nosso segmento. Nós não pedimos muitas coisas a ele, mas essa foi uma delas”, disse Sóstenes.

“Por que o Mourão, sabendo das bandeiras do Bolsonaro, não se manifestou antes da eleição? É uma coisa feia esconder suas convicções. Faltou protocolo e ética no exercício da função dele. Mourão está fazendo campanha para 2022, mas a ala conservadora não vota nele nunca”, disse ao Estado o pastor Silas Malafaia, líder da igreja evangélica Vitória em Cristo e presidente do Conselho dos Pastores do Brasil.

APOIO A TRUMP – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu Jerusalém capital de Israel em dezembro de 2017. Cinco meses depois, a embaixada norte-americana foi transferida para lá. Para o bispo e presidente do Ministério Sara Nossa Terra, Robson Rodovalho, a mudança da embaixada “facilitaria muito” a viagem de brasileiros a Israel e estimularia a ampliação da oferta de voos.

Os contrários à mudança alertam para os potenciais prejuízos para as exportações brasileiras para países árabes, que estão entre os principais importadores de carne bovina e de frango do País. O Brasil pode também receber pressão da comunidade internacional. Para a ONU, o status de Jerusalém deve ser decidido em negociações de paz.

“Quando o Bolsonaro se recuperar, vamos marcar uma audiência com ele. A ideia é levar uma carta deixando claro nossa insatisfação. Hoje, o Mourão é uma instituição e deveria guardar as opiniões para ele”, disse o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR). Na semana passada, outros parlamentares usaram a tribuna da Casa para criticar publicamente o vice.

FORÇAS ARMADAS – Segundo fontes do primeiro escalão das Forças Armadas ouvidas pelo Estado, Mourão age de forma “coerente” com o pensamento dos militares, especialmente quando faz críticas à política externa e sinaliza que a prioridade do governo deve ser a agenda econômica, e não a de costumes.

Ao desautorizar o chanceler Ernesto Araújo sobre a oferta de uma base no Brasil para os EUA, Mourão reproduziu a linha de pensamento dominante nas Forças Armadas, que contam com sete quadros no primeiro escalão e representam um dos pilares da administração. Procurada, a assessoria do vice disse que ele não iria se manifestar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Isso não vai dar certo. Os líderes evangélicos acham que estão no poder e exigem que o presidente trabalhe em prol dos interesses deles. A mudança da embaixada é uma tremenda mancada diplomática, já foi solenemente descartada e o chanceler nem se atreve a tocar no assunto. O Brasil é um estado laico. Quem não estiver satisfeito que se mude. (C.N.)

Gilmar Mendes defendeu fim do sigilo fiscal e o feitiço virou contra o feiticeiro

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Gilmar Mendes jamais imaginou que seria investigado

Lauro Jardim
O Globo

Gilmar Mendes anda às voltas com a investigação da Receita Federal sobre suas contas e de sua mulher, Guiomar, revelada na sexta-feira pelo repórter Maurício Lima. De imediato, Gilmar estrilou: pediu providências a Dias Toffoli, apontando “abuso de poder” dos auditores “para fins escusos”. Beleza.

Mas em 2016, num julgamento no STF, Gilmar foi o líder da tese de que os contribuintes não tinham mais direito ao sigilo fiscal. O caso em questão versava justamente sobre uma pessoa física.

JURISPRUDÊNCIA – A partir daí, ficou decidido pelo STF — numa decisão polêmica entre os tributaristas, ressalte-se — que a Receita poderia ter acesso automático aos dados bancários do contribuinte sem ter que receber o O.K. do Judiciário.

Gilmar atuou, ao menos neste voto, como uma espécie de teórico do fim do sigilo fiscal. Com a palavra, Gilmar Mendes — ou, mais precisamente, o voto do ministro:

“Não se diga que a administração poderia, sempre que preciso, adotar procedimentos judiciais para que o Poder Judiciário que lhe franqueasse o acesso às informações necessárias à fiscalização tributária. (…) parece estar claro que esse proceder seria inviável, na prática. Não atenderia às necessidades da administração Tributária, seja em termos de celeridade, ou de troca de informação, na forma do previsto em acordos internacionais celebrados.”

*Ao que tudo indica, serviria apenas para procrastinar o envio das informações, criando uma etapa a mais no procedimento, a permitir que muitos créditos acabem encontrando a prescrição. Ou melhor, que muitos créditos acabem nunca sendo constituídos de fato.”

E DISSE MAIS – “(…) Não se trata apenas de autorizar o Fisco a conhecer as operações financeiras dos contribuintes. Mas de permitir que possa lançar mão desses dados para promover cruzamentos, averiguações e conferências com outros de que já dispõe e, ao fim, exigir os tributos que eventualmente tenham sido pagos a menor, se for o caso.”

“Aliás, é bom lembrar que os instrumentos de fiscalização em exame — refiro-me, é claro, à transferência ao Fisco de informações sigilosas — não representam medidas isoladas no contexto da atuação fazendária. Ao contrário, a legislação, aqui e alhures, confere à Autoridade Fazendária diversos poderes/prerrogativas específicos para fazer valer o dever geral de pagar impostos.”

E AINDA MAIS – “(…) O acesso expedito e direto às informações bancárias dos contribuintes revela-se absolutamente indispensável para que a Autoridade Fazendária possa levar a cabo seu mister institucional de fiscalizar e cobrar tributos no cenário econômico atual. A rigor, não parece haver meios capazes de assegurar à Autoridade Fazendária o mesmo resultado pretendido sem implicar ainda maior restrição aos direitos fundamentais dos contribuintes.”

“As informações trazidas a este julgamento deixam claro que há uma verdadeira tendência mundial, hoje em curso, no sentido de ampliar, cada vez mais, a troca de informações fiscais entre países e reduzir o espaço, nas legislações nacionais, para sigilo bancário contra o Fisco.”

Existência de candidata-laranja constrange Bolsonaro, que não atende ministro

O ministro da Secretaria de Governo, Gustavo Bebianno

Bebianno telefonou para Bolsonaro, que não quis atendê-lo

Deu na Folha

A revelação de que uma inexpressiva candidata do PSL em Pernambuco recebeu a terceira maior fatia da verba pública de campanha do PSL causou constrangimento no partido e no governo, que abrigaram neste domingo (10) discussões internas sobre o caso. Reportagem da Folha publicada neste domingo mostra que Maria de Lourdes Paixão obteve apenas 274 votos apesar de ter recebido R$ 400 mil do fundo partidário do PSL quatro dias antes da eleição. Ela se tornou candidata por decisão do grupo político de Luciano Bivar, presidente nacional do PSL, partido de Jair Bolsonaro.

Nem a candidata nem a gráfica para a qual ela diz ter direcionado a maior parte do dinheiro souberam explicar detalhes da suposta campanha.

OUTRA FACADA – Bastante ativos nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e seus filhos não se manifestaram diretamente até o início da noite. Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), porém, que é deputado federal, compartilhou mensagem de um internauta afirmando ser preciso separar o PSL do presidente, que nada teria a ver com o fato. “É mais uma facada que ele leva.”

A Folha apurou que Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência) tentou falar neste domingo por telefone com Jair Bolsonaro, para explicar o caso, mas o presidente, que se recupera da cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia, não quis atender o ministro.

Bebbiano foi o responsável formal em liberar a verba para a candidata de Pernambuco, já que era presidente interino do PSL nacional durante a campanha. O cargo voltou depois para Bivar, que é o fundador da sigla que abrigou Bolsonaro e seu grupo político no primeiro semestre de 2018. A Folha encaminhou perguntas a Bebianno, que não quis se manifestar.

BEBIANNO SE CALA – Na semana passada a Folha havia publicado que o atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, patrocinou um esquema de candidaturas de fachada em Minas que também receberam recursos volumosos do fundo eleitoral do PSL nacional e que não tiveram nem 2.000 votos, juntas. Parte do gasto que elas declararam foram para empresas com ligação com o gabinete de Álvaro Antônio na Câmara.

A Folha enviou perguntas a Bebianno nessa ocasião. Ele também não se manifestou. Após essa revelação, o vice-presidente, general Hamilton Mourão, afirmou que esse caso deveria ser investigado.

Desde a campanha, com foco de Bolsonaro em discurso de ética e combate à corrupção, Bebbiano não tem bom relacionamento com dois dos filhos do presidente, o deputado federal Eduardo e o vereador Carlos, esse último uma espécie de mentor e coordenador do conteúdo das redes sociais do pai.

BIVAR SE EXPLICA – O atual presidente Luciano Bivar deu neste domingo explicações sobre o episódio no grupo de WhatsApp que reúne os parlamentares da legenda. Foi defendido por dirigentes estaduais, mas, segundo relatos, a maioria dos congressistas (55 deputados federais e 4 senadores) se manteve calada.

O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), defendeu Bivar a disse que, como dirigente do partido em Goiás, considera a situação absolutamente normal.

Bivar (R$ 1,8 milhão) e Delegado Waldir (R$ 420 mil), que foram eleitos, foram os dois que mais receberam dinheiro do PSL nacional. A terceira foi Maria de Lourdes Paixão, que é secretária administrativa do PSL de Pernambuco, terra de Bivar.

CORRIDA DE CAVALOS – O delegado Waldir comparou o caso às apostas de cavalo. “Você já foi em jóquei? Já fez aposta, quando começou a Copa do Mundo, por exemplo? Bolão? Nem sempre aquilo que você aposta vai ser o primeiro lugar. Às vezes um grande time acaba sendo rebaixado, nós não temos bola de cristal. Ele apostou em mim e eu fui o líder de votos no país, proporcionalmente. Ele apostou em mim e deu certo, mas apostou na outra candidata e não deu.”

O deputado também disse não ver problema na transferência do dinheiro para Lourdes Paixão às vésperas da eleição. Segundo ele, seria possível a apenas um funcionário distribuir nove milhões de santinhos em um único dia…

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
“Essa senhora, essa candidata, eu nunca vi na vida, não sei quem é, eu estive em Pernambuco uma vez na minha vida, ou duas. A questão do partido não tem absolutamente nada errado, no que se refere à [direção] nacional, porque esse dinheiro que foi liberado pelo Supremo poderia ser usado para fins eleitorais, para campanhas femininas, de mulher. Agora o critério, se o dinheiro vai para Maria, aí é um critério definido pela estadual, e a estadual dizia exatamente para quem deveria ir o dinheiro”. E onde se lê “direção estadual”, leia-se Luciano Bivar, porque a candidata Lourdes Paixão era secretária dele… (C.N.)

Na mistura de escândalos, Flávio Bolsonaro sofre linchamento público na mídia

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Charge do Thomate (Arquivo Google)

Fábio Medina Osório
Folha

A característica central dos processos e investigações nesta era contemporânea de comunicação em tempo real é causar desgastes políticos imediatos e irreversíveis em seus alvos. Não por outra razão, inclusive no direito comparado, muitos preferem acordos em detrimento ao devido processo legal, na medida em que o enfrentamento de um duro e longo embate nos tribunais já é uma derrota de proporções gigantescas, em termos de imagem.

Causa espanto que diversos criminalistas, muitos com larga experiência no trato com a mídia e os tribunais, rejeitem a possibilidade de uma autonomia privada das partes em acordos criminais, mesmo sabendo das agruras inerentes às investigações e aos processos.

MODELO AMERICANO – Um dos argumentos seria a suposta injustiça do modelo norte-americano, o que costumam invocar sem nenhuma base estatística. Quem garante que há injustiças nos acordos celebrados naquele país? Como aferir se há ou não uma arbitrariedade num acordo?

O chamado “direito penal dos pobres”, que atinge majoritariamente os negros, os excluídos e os imigrantes nos Estados Unidos, é decorrência de outros fatores associados à desigualdade.

Por certo, a criminalidade violenta nunca foi ligada diretamente aos empresários, tampouco à elite do “colarinho-branco”. Não são estes que praticam latrocínios, roubos, furtos e mesmo homicídios em larga escala. Todavia, o sistema norte-americano é emblemático ao também atingir o andar de cima, e sobre isso ninguém fala. O combate à corrupção, à sonegação fiscal e aos ilícitos do colarinho-branco é duro não apenas nos EUA, como também na Europa.

ARSENAL DE ESCÂNDALOS – No Brasil, nesse mesmo contexto em que se criticam medidas de combate à corrupção confeccionadas pelo novo governo, vivemos uma época curiosa em que a mídia tem ao seu dispor um arsenal de escândalos para noticiar. Pode-se agora abrir a caixa preta do BNDES, uma oportunidade única.

Há uma série interminável de problemas para decifrar a partir de delações que estão vindo à tona. O governo eleito já demonstrou disposição em enviar projetos anticorrupção consistentes ao Congresso e precisará de articulação política para aprová-los.

DESTAQUE INDEVIDO -Nesse cenário é que um fato envolvendo um filho do presidente ganha, no entanto, destaque desproporcional na mídia. A distribuição dos espaços dedicados aos eventos é objeto de escolhas discricionárias dos veículos e deve ser tomada em consideração como parâmetro para as estratégias de cada um.

Ninguém está imune a críticas, e muito menos isento de ser alvo de uma fiscalização. É de se registrar, todavia, que o senador em questão não é membro do governo eleito, tampouco candidato a presidir Casa legislativa alguma. Em comparação com outros personagens, o senador tem recebido um tratamento intensivo dos meios de comunicação.

Flávio Bolsonaro sofre linchamento público na mídia como se fosse postulante a cargo de alta relevância no governo. A meu ver, é vítima de um erro do STF que, de modo vacilante, vem titubeando sobre a importante garantia da prerrogativa de foro para os detentores de cargos públicos. Ou seja, atualmente, permite-se que um senador, ou um ministro, seja mesmo investigado em primeira instância, ou instância diversa de seu foro natural.

PRIVILÉGIO OU GARANTIA – Foi o que o STF chancelou ao decidir pelo esvaziamento dessa prerrogativa, como se fora um privilégio, e não uma garantia inerente ao cargo. Um erro jurídico e político que talvez o plenário devesse corrigir.

Pela orientação vigente, será mesmo possível que ministros, deputados federais e senadores sejam investigados e até processados por autoridades de primeira instância.

“Você é linda sim, onda do mar do amor que bateu em mim…”

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Cateano fez esta música para Cristina, sua jovem paixão

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O cantor, músico, produtor, escritor, poeta e compositor baiano Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, o genial Caetano Veloso, explica que fez a música “Você é Linda”para uma menina chamada Cristina, “de quem eu gostei intensamente na Bahia, nos anos 80, e que morava em frente a minha casa, do outro lado da rua, em Ondina.” A música foi gravada por Caetano Veloso no LP Uns, em 1983, pela Philips.
 

VOCÊ É LINDA
Caetano Veloso

Fonte de mel
Nos olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás

Linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz

Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim

Você é forte
Dentes e músculos
Peitos e lábios
Você é forte
Letras e músicas
Todas as músicas
Que ainda hei de ouvir

No Abaeté
Areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você
Mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer

Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz

Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim

Gosto de ver
Você no seu ritmo
Dona do carnaval
Gosto de ter
Sentir seu estilo
Ir no seu íntimo
Nunca me faça mal

Linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim

Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz 

General Hamilton Mourão é um vice que não leva polêmicas para casa

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Mourão tem ideias próprias e foi escanteado por Bolsonaro

Roberto Godoy
Estadão

O vice-presidente Hamilton Mourão, chamado de general pelo presidente Jair Bolsonaro, fala o que quer – e pensa, pensa bastante. O jeito aguerrido e o jargão da caserna ficam reservados à composição do tipo marcial oferecido ao público. Aos 65 anos, em boa forma, na reserva do Exército desde fevereiro passado, Mourão teve boas experiências na carreira militar.

Morou em Washington, foi adido em Caracas, cumpriu o curso de Política e Alta Administração, integrou a Missão de Paz da ONU em Angola, chefiou o Comando Militar do Sul e a Brigada de Infantaria de Selva, na Amazônia. Fluente em inglês, fala espanhol e é um leitor – ultimamente esteve atracado com o livro ‘Como as democracias morrem’. O perfil intelectualizado não é, entretanto, de um moderado.

TESES FORTES – Mourão não leva polêmica para casa. Na campanha, sustentou teses como a da sociologia da família “fábrica de desajustados”, aquela em que os filhos crescem sem a presença do pai, e falou também da possibilidade assustadora de o presidente, sob o risco de um quadro de caos generalizado no País, desfechar “um autogolpe” de Estado, com apoio das Forças Armadas.

Houve mais, e mais sério: coeleito com Jair e seus 58 milhões de votos, disse acreditar na edição de uma nova Constituição produzida por “notáveis”, nomeados para esse fim. Ainda assim, ao longo do tempo, o vice defende a obediência à norma constitucional.

Na área de costumes e religião, a pauta é ampla, explosiva até, cobrindo desde o aborto, visto por ele como uma decisão pessoal da mulher, à mudança da embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém – da qual é crítico.

IDEIAS PROPRIAS – No círculo dos sete generais que estão no primeiro escalão da administração Bolsonaro, o “amigo Mourão”, como se referiu a ele na sexta um desses oficiais, é visto como alinhado com o governo, embora tenha ideias próprias e nenhuma dificuldade em apresentá-las.

“Não há ruído no Planalto, a linha de comando está afinada” afirma um ex-assessor de Mourão, lembrando que os “militares convocados” estão no governo “cumprindo missão”, são seguidores, “por formação”, da regra da disciplina e da hierarquia. E que o comandante em chefe é Jair Bolsonaro.

Possível lavagem de Flávio Bolsonaro está sendo investigada na esfera criminal

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MPF vai analisar a evolução do patrimônio do novo senador

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

Uma nova investigação sobre o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) foi aberta, desta vez no Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal (MPF). Neste procedimento, o órgão vai analisar a evolução patrimonial do senador. A investigação foi aberta depois de um advogado ter enviado uma denúncia contra o parlamentar.

O denunciante anexou ao MPF reportagens que analisavam as transações imobiliárias do então deputado estadual do Rio. O procedimento foi revelado pela Rede Globo na noite da quinta-feira (7/2).

NÚCLEO CRIMINAL – A procuradora da República Maria Helena de Paula, então coordenadora criminal, determinou que o caso fosse analisado pelo Núcleo Criminal de Combate à Corrupção. A assessoria do senador Flávio Bolsonaro afirmou, em nota, que ele ” é vítima de perseguição política e que ele repudia a tentativa de imputar irregularidades e crimes onde não há”.

Esta é a segunda investigação contra o senador na Procuradoria Regional no Rio de Janeiro abordando os imóveis do parlamentar. A primeira foi aberta pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), para analisar se houve crime eleitoral nas declarações de bens apresentadas pelo senador à Justiça Eleitoral.

O caso tramitava desde março de 2018 na Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (PRE-RJ) e apurava possível crime eleitoral praticado por Flávio Bolsonaro ao declarar imóveis comprados por meio de “negociações relâmpago” ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com valores supostamente abaixo do real. No inquérito, há ainda a citação de que as negociações teriam resultado em aumento do patrimônio do atual senador. Há no inquérito citação a possível lavagem de dinheiro.

SEM ILICITUDE – Ao jornal O Estado de S. Paulo, investigadores que cuidam do caso disseram que, previamente, não vislumbraram ilicitude nessa questão. Segundo o entendimento dessas fontes, não seria crime eleitoral declarar ao Tribunal Regional Eleitoral imóveis com valores incompatíveis com os avaliados pelo mercado. Também não seria irregular, do ponto de vista eleitoral, informar à Justiça Eleitoral uma quantidade de imóveis abaixo dos que verdadeiramente o candidato tem. O argumento é que a jurisprudência sobre casos parecidos com o de Flávio estabeleceu que essas informações podem ser prestadas pelo candidato de forma apenas superficial e protocolar.

A Procuradoria recebeu, ainda durante a campanha, a denúncia por suposta falsificação de documento público de Flávio para fins eleitorais. Depois que Flávio Bolsonaro, que era deputado estadual, foi eleito senador, a Procuradoria Regional Eleitoral consultou a Procuradoria Geral de Justiça. O objetivo era saber se o caso deveria ir para Brasília, por causa de suposto direito do senador a foro privilegiado, mas o órgão entendeu que não era o caso.

Bolsonaro espera que Polícia descubra quem mandou Bispo tentar matá-lo

Bolsonaro

Bolsonaro gravou o primeiro vídeo depois de sua internação

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

O presidente Jair Bolsonaro pediu, em vídeo publicado em seu Twitter neste domingo, que a Polícia Federal acelere as investigações sobre a facada de que foi vítima ainda durante a campanha. Ele classificou o ocorrido como “ato terrorista” e pediu à polícia que “tenha uma solução para o caso nas próximas semanas”, de forma a indicar quem foram os “responsáveis por determinar” que Adélio Bispo, autor da facada, cometesse o ato.

“Espero da nossa Polícia Federal, que nos orgulha a todos, que tenham uma solução para o nosso caso nas próximas semanas. Porque esse crime, essa tentativa de homicídio, esse ato terrorista praticado por um ex-integrante do PSOL, não pode ficar impune. Nós queremos e gostaríamos que a PF indicasse, obviamente com dados concretos, quem foi ou quem foram os responsáveis por determinar que o Adélio praticasse aquele crime lá em Juiz de Fora”, disse.

TRATAMENTO – Bolsonaro ainda lembrou que está há duas semanas no hospital Albert Einstein. “Sabemos que pouca gente pode ter tratamento como esse, mas temos plena consciência de que nosso SUS pode melhorar muito. Tudo faremos para que isso se torne realidade”, disse.

Ele também agradeceu a seus ministros, que, segundo o presidente, têm demonstrado “grande capacidade de se antecipar a problemas” e “ajudado a conduzir o Brasil de forma muito convincente”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Bolsonaro não se emenda. Sabe que deve falar apenas o mínimo, para evitar formação de gases, mas não se contém. Deveria obedecer aos médicos, mas infelizmente ele não têm a menor moral sobre o paciente impaciente. Quanto ao SUS, foi apenas uma frase de efeito. Quando o Brasil for um país civilizado de verdade, todos os cidadãos terão direito ao mesmo tratamento médico. Para mim, este é um dos pressupostos de civilização. (C.N.)

 

Após rebelião de partidos da base aliada, governo renegociará as nomeações

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Onyx mandou pesquisar todas as nomeações da base aliada

Vera Rosa
Estadão

Na tentativa de conter uma “rebelião” de aliados, o governo suspendeu nomeações e dispensas de cargos comissionados e funções de confiança para exercício em qualquer repartição federal nos Estados, por tempo indeterminado. Em comunicado enviado aos ministérios, o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, diz que estão “vedadas” todas as nomeações regionais “até segunda ordem”.

A medida para barrar as indicações do segundo escalão foi motivada por queixas que chegaram ao Palácio do Planalto, dando conta de que vários Estados, como Bahia, Pernambuco, Minas, Ceará e Pará, ou trocaram superintendentes do Incra ou fizeram ameaças de exoneração, sem qualquer motivo concreto.

LIGAÇÕES – Alguns dos demitidos eram ligados a deputados de partidos como o DEM, que tem três ministros no governo, entre os quais o próprio Onyx. O DEM também está no comando da Câmara, com Rodrigo Maia (RJ), e do Senado, com Davi Alcolumbre (AP).

Embora o principal problema tenha sido identificado no Incra, subordinado ao Ministério da Agricultura, houve descontentamento com substituições sem critérios em várias áreas, do Norte ao Sul do País, passando até mesmo por cima da análise técnica do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

A determinação para que o preenchimento dos cargos regionais e até de assentos em conselhos de estatais fosse suspenso partiu do próprio presidente Jair Bolsonaro, que, desde o fim de janeiro, está internado no hospital Albert Einstein, onde foi submetido a uma cirurgia para reconstrução do trânsito intestinal.

COMPRAR BRIGA? – A avaliação no Planalto é a de que comprar uma briga com partidos aliados ou dispostos a apoiar o governo, neste momento, põe em risco a votação de propostas prioritárias, como a da reforma da Previdência, um tema considerado árido, com muitas resistências no Congresso.

Na prática, aproximadamente 70% dos cargos federais nos Estados ainda não foram trocados e há vagas em universidades, diretorias regionais e superintendências do Incra, Ibama, Funasa, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), entre outras.

Dados de dezembro do Painel Estatístico de Pessoal, ferramenta produzida pelo Ministério da Economia, revelam que existem, espalhados pelo País, 18.386 cargos de Direção de Assessoramento Superior (DAS), sigla usada para os comissionados, além de outras 55.837 funções e gratificações, que são ocupadas apenas por servidores. No total, são 74.223 vagas em órgãos federais nos Estados, excluindo o Distrito Federal. A lista inclui institutos, fundações, universidades e até agências reguladoras.

PROGRAMA – A Casa Civil e a Secretaria de Governo finalizam agora um programa de computador contendo uma espécie de “quem é quem” sobre todos os deputados e senadores. A ideia é mostrar quem são os padrinhos políticos de cada um dos nomeados, além das atribuições de cada cargo.

“Estamos fazendo uma radiografia do governo e do Legislativo”, afirmou o ex-deputado Carlos Manato, secretário especial da Casa Civil para a Câmara. “A normatização técnica para as indicações nos Estados ainda não está pronta, mas posso garantir que não haverá mais porteira fechada nos ministérios. Quando o presidente retomar suas atividades, as nomeações sairão normalmente.”

No jargão político, porteira fechada significa o direito de um mesmo partido preencher todos os cargos de um ministério, repartição ou até mesmo autarquia. Depois de Bolsonaro ter formado os 22 ministérios consultando frentes parlamentares, os partidos estão ávidos para ocupar espaços na máquina pública e não são poucos os que reclamam da “falta de articulação” do Planalto no Congresso.

MAIS DIÁLOGO – “É preciso que o governo converse com todos, e não apenas com frentes parlamentares ou individualmente, no varejo, com os deputados. Se não houver diálogo, será difícil aprovar os seus projetos, principalmente a reforma da Previdência”, disse o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, presidente do Solidariedade. A legenda também teve demitidos no Incra e acusou uma “caça às bruxas” nas repartições.

 “Os ministros têm autonomia para fazer nomeações e montar o segundo escalão como bem entenderem, sem dar ouvidos para as bancadas nos Estados. Mas será que o presidente Bolsonaro acha que só eles conhecem técnicos no País?”, provocou o líder do PRB na Câmara, Jhonatan de Jesus (RR).

Para o deputado Arthur Lira (AL), líder do PP, a falta de “alinhamento” do Planalto mostra que o governo está perdido. “Não existe clima no Congresso para aprovar nada. Nem a bancada do PSL, partido do presidente, está unida”, comentou Lira.

GABINETE – Na próxima semana, a Casa Civil terá um “gabinete” na Câmara para despachar com os deputados. “Queremos todo mundo bem tratado”, insistiu Manato, auxiliar de Onyx.

O núcleo político negocia com a equipe econômica um plano de pagamento das emendas parlamentares individuais, em dez parcelas de no mínimo R$ 750 milhões, o que totalizaria R$ 7,5 bilhões, como mostrou o Estado. O discurso oficial, porém, continua sendo o de fim do toma lá dá cá.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, sem “toma lá, dá cá” no Congresso, nenhuma proposta será aprovada. Antes de formar a base aliada atendendo ao baixo claro, Câmara e Senado não aprovarão nada. (C.N.)

“R$ 380 mil aqui?”, pergunta gerente de gráfica onde PSL diz ter gasto esse valor

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Bebbiano liberou os R$ 400 mil e agora precisa se explicar

Joana Suarez
Folha

A Gráfica Itapissu aparece nas prestações de contas entregues ao TSE como fornecedora de campanha de 14 candidatos, em um total declarado de R$ 1,5 milhão. A principal concorrente que teria recorrido aos serviços da empresa é Maria de Lourdes Paixão, com R$ 380 mil.

A então candidata a deputada federal, que é secretária do PSL, recebeu a terceira maior quantia do país de dinheiro público, do PSL, quatro dias antes da eleição – R$ 400 mil, tendo declarado a aplicação de 95% desse dinheiro na gráfica, em transferências bancárias no próprio dia 3 e no dia 11 de outubro, quatro dias após ter recebido apenas 274 votos no estado.

LIGAÇÕES – Após a Folha procurar a gráfica nos endereços informados nas notas fiscais e na Receita Federal, uma pessoa que se identificou como Paulo ligou para a reportagem e disse ser funcionário da gráfica.

Ele demonstrou espanto com o valor, em uma primeira ligação: “Trezentos e oitenta mil reais aqui? Eu acho que não viu, minha filha. Eu acho que você pegou informação errada, 380 mil reais?”

Ele não quis dar o nome completo. Em contratos da Itapissu, aparece o nome de Paulo Henrique Vasconcelos como gerente. Ele também não quis passar o contato da pessoa que figura como dona da empresa, Juliane Mirella de Carvalho. A Folha não conseguiu localizá-la.

Paulo, a gráfica da Juliane consta na prestação de contas da candidata Maria de Lourdes. Maria de Lourdes. Vocês imprimiram material para a campanha dela nas eleições?
Rapaz, só verificando. A gente imprime o de tanta gente assim. Pelo nome, assim, fica difícil. Agora, eu posso tentar achar o arquivo e mandar para você.

O que consta na prestação de contas dela é que ela gastou R$ 380 mil na gráfica da Juliane.
Trezentos e oitenta mil reais aqui? Eu acho que não viu, minha filha. Eu acho que você pegou informação errada, 380 mil reais? Eu vou verificar isso direitinho. Maria de Lourdes de quê?

Maria de Lourdes Paixão. O material foi de 1,5 milhão de ‘praguinhas’ adesivos no dia 3 de outubro, 9 milhões de santinhos…
Mas, R$ 380 mil, rapaz, eu preciso verificar isso. Me diz que mais direitinho o que tem ai na nota? Vou verificar amanhã de manhã.

Só você e Juliane que trabalham na gráfica?
Não, a gente tem um equipamento grande, a gente terceirizava com pessoas grandes.

Quem mais gastou na gráfica, nas eleições, foi a Maria de Lourdes?
Minha filha, a gente fez tanta coisa pra tanta gente… Eu resolvo isso para você, amanhã eu lhe passo porque hoje é feriado dos gráficos [7 de fevereiro].

Ela gastou todo esse dinheiro com vocês nas vésperas das eleições, e a gente queria entender como se deu isso?
Veja só, a empresa aqui é séria e idônea. Vou ver se foi feito realmente isso e te passo. Aqui não entra nada se a pessoa não pagar direitinho e só roda o que foi combinado, com comprovante de entrega, de produção do material, não tem problema nenhum, não, viu.

Onde a gráfica funciona atualmente?
Na avenida Santos Dumont, 345.

Mas os vizinhos nunca viram vocês lá…
A gente se mudou agora há pouco tempo.

E antes funcionavam onde?
Na Estrada Velha de Água Fria.

Eu estive lá nesse endereço e lá funciona uma oficina Martelinho de Ouro há quase um ano.
Não, a gente funcionava em Água Fria e depois foi pra Santos Dumont, porque a empresa teve dificuldades financeiras, vendeu os equipamentos todos. Eu estou trabalhando com pasta de baixo do braço, dona Juliane com a outra e tem uma menina lá, mas hoje é feriado dos gráficos. A gente pode conversar amanhã, pode?

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LIGAÇÃO NO DIA SEGUINTE

Oi Paulo, você já tem um retorno?
Eu verifiquei no sistema direitinho e foi tudo feito e tudo entregue, todos os materiais, as praguinhas, adesivos, tudo.

E onde vocês imprimiram esse material? Onde a gráfica funcionava nessa época?
Lá em Água Fria.

Mas lá é uma oficina [de carros] desde março de 2018…
Mas a gente rodou todo o material lá, inclusive com parceiros também. As gráficas utilizam de outros parceiros para rodar também. Se eu não tenho um equipamento para um serviço, aí roda com outra pessoa.

Quais são esses parceiros?
Olha, eu vou ter que dar uma saída agora porque mandaram me chamar aqui.

Mas preciso que você me explique isso…
Está muito ruim a ligação, estou sendo atendido no médico e mandaram me chamar aqui. Depois a gente se fala.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
É, a Folha pegou o PSL em flagrante delito… E a responsabilidade é de Gustavo Bebbiano, o então presidente do PSL, que liberou os R$ 400 mil para a própria secretário. Hoje, Bebbiano é do núcleo duro do Planalto, como secretário-geral da Presidência da República. Um papelão! (C.N.)