Jair Bolsonaro promete fazer novas provocações ao Supremo na Assembleia da ONU

Bolsonaro: Podem criticar técnico do time, mas não podem criticar meus ministros - ACidadeON Campinas

Bolsonaro diz que falará na ONU sobre o marco temporal

Ingrid Soares
Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro embarcará este domingo  para Nova York, onde participará da abertura da 76ª sessão da Assembleia-Geral da ONU. No discurso de abertura, promete voltar a fazer provocações ao Supremo Tribunal Federal (STF) — apesar de o tema oficial ser “Construindo resiliência por meio da esperança – para se recuperar de Covid-19, reconstruir a sustentabilidade, responder às necessidades do planeta, respeitar os direitos das pessoas e revitalizar as Nações Unidas”.

 Bolsonaro criticará a possibilidade de a tese do marco temporal, que estabelece a data da promulgação da Constituição de 1988, como baliza para a definição de terras indígenas.

PLACAR: 1 A 1 – A votação na Corte está suspensa, pois o ministro Alexandre de Moraes pediu vistas do processo, mas o placar está 1 x 1 — o ministro Edson Fachin votou contra o marco e o ministro Nunes Marques, a favor.

“O que eu devo falar lá? Algo nessa linha: se o marco temporal for derrubado, se tivermos que demarcar novas terras indígenas, hoje em dia temos aproximadamente 13% do território nacional demarcado como terra indígena já consolidada. Caso tenha-se que levar em conta um novo marco temporal, essa área vai dobrar”, disse a apoiadores em Arinos (MG), onde participou da cerimônia de anúncio do Projeto Pró-Águas Urucuia. Mais uma vez, ele não disse de onde tirou as informações que deu.

Segundo Bolsonaro, “a gente espera que o STF mantenha esse marco temporal lá de trás, de 1988. Para o bem do Brasil e para o bem do mundo também. Tem gente lá fora pressionando por um novo marco temporal, para demarcar mais uma área equivalente à da Alemanha e da Espanha. Vai ter reflexo lá fora também”, acusou.

ATAQUE À MÍIDIA – Além de mais uma vez atacar a imprensa — “a imprensa quer saber o que eu vou falar lá. Vai descobrir na televisão, na terça-feira. Não vou mostrar o que é porque vão distorcer”, observou, ao prometer dizer “algumas verdades” sobre a situação do país.

Uma delas seria ataque aos grupos de esquerda, sobretudo nesse momento em que, de acordo com pesquisa de opinião divulgada pelo Datafolha, Bolsonaro teria 31% dos votos no segundo turno da corrida presidencial contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula manteve a liderança em relação ao atual presidente e levaria 56%.

TEREMOS VERDADES – “Podem ter certeza: lá teremos verdades, lá teremos realidade sobre o que é o nosso Brasil e sobre o que nós representamos verdadeiramente para o mundo”, disse.

No ano passado, em plena pandemia de covid-19, Bolsonaro fez um discurso considerado “contido”. Ele afirmou que tinha “compromisso solene” com a preservação do meio ambiente e acusou líderes estrangeiros de atacarem a soberania do Brasil — quando disse que o Brasil é vítima de campanha de desinformação.

Porém, os dados levantados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) desmentem Bolsonaro e o desmatamente continua.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Uma coisa é certa – o discurso de Bolsonaro é aguardado com grande expectativa no exterior. O interesse pela Amazônia é cada vez maior. E o que seria positivo para o Brasil (demonstrar preocupação e cuidados com a Amazônia) o atual governo conseguiu transformar em negativo. O discurso vai ser um fracasso, a
não ser que Bolsonaro imite Dilma Rousseff e proponha à ONU algum método para estocar a fumaça das queimadas. (C.N.)

Comandante do Exército alerta tropa: ‘Tenham cautela com redes sociais e confiem nos superiores’

Cearense de Iguatu, Paulo Sergio Nogueira é o novo comandante do Exercito –  Jornal do comércio do ceará

Comandante desfaz as últimas esperanças de Bolsonaro

Evandro Éboli
O Globo

Num vídeo de oito minutos, o comandante do Exército, general Paulo Sérgio Oliveira, enviou uma mensagem para os cerca de 220 mil militares, no qual alerta a tropa para cuidados com as informações que circulam nas mídias sociais e reforça o compromisso de hierarquia e disciplina.

O general pede na mensagem que seus subordinados confiem na “leitura” que seus superiores fazem dos acontecimentos do país.

VERDADE DOS FATOS – “Vivemos em um ambiente informacional, dinâmico e volátil. Nesse espaço, flui um volume avassalador de informações. Conseguir processar tamanha quantidade e delas extrair os conteúdos mais fiéis exige busca da verdade dos fatos”, diz o general, que, na sequência faz o alerta aos militares.

“Por isso, muita cautela com o que circula nas mídias sociais. Analise com critério e faça a correta interpretação do que acessam ou recebem, mas principalmente confiem ainda mais nos seus comandantes e chefes em todos os escalões hierárquicos. Eles estão investidos de autoridade e responsabilidade para transferir a vocês a leitura mais profissional e ética dos acontecimentos. Além de orientá-los no correto caminho a seguir.”

SETE DE SETEMBRO – No filmete, o general exata a participação dos militares no 7 de Setembro, elogia a atuação nos desfiles enquanto as imagens exibem também todo o arsenal do Exército, como tanques e blindados. O general Paulo Sérgio diz no vídeo que o Exército continua “firme no cumprimento de suas missões constitucionais”.

Nas últimas semanas, o presidente Jair Bolsonaro fez discursos contra as instituições e sempre citava que o “seu” Exército estava de prontidão para agir, se necessário.

Bolsonaro chegou a realizar um desfile de tropas fora de época, quando blindados da Marinha passaram em frente ao Palácio do Planalto, em 10 de agosto. O evento foi visto como uma afronta ao Congresso Nacional, que estava prestes a votar a emenda constitucional do voto impresso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Diz ainda o repórter Evandro Éboli : O comandante do Exército afirmou que a força tem o apoio da sociedade e encerrou sua fala à tropa com um “Brasil acima de tudo!”, parte do slogan de campanha de Bolsonaro. Ou seja, nem precisa de tradução simultâneo. O sonho de Jair Bolsonaro e Braga Netto darem o tal golpe “já era”, como ainda se diz atualmente. (C.N.)

Em ‘semana eletrizante’, ponto alto da CPI foi parecer de juristas sobre crimes de Bolsonaro

Negar golpe 'é desconhecer a História', diz Reale Jr.

Parece de Miguel Reale Jr. identifica sete crimes de Bolsonaro

Eliane Cantanhêde
Estadão

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid teve uma “semana eletrizante” por conta dos depoimentos dos lobistas Marcos Tolentino, apontado pelos senadores como sócio oculto do FIB Bank, e de Marconny Albernaz Faria, suspeito de ser lobista da Precisa Medicamentos, empresa que intermediou a venda para o Brasil da vacina indiana Covaxin. A dupla tem “muito a dizer” e a “esconder”.

Mas o ponto alto dos trabalhos dos últimos dias fica por conta da entrega do parecer elaborado por mais de 200 juristas que assessoram a CPI.

SETE CRIMES LISTADOS – Liderado pelo ex-ministro da Justiça Miguel Reale Jr., o grupo tipificou sete possíveis crimes cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro na condução da pandemia de covid-19 no País.

Considerado muito “duro”, o parecer dará suporte ao relatório final da comissão, a ser preparado pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL).

Além disso, terá três destinos: a Câmara dos Deputados, quando da entrega de novo pedido de impeachment de Bolsonaro; a Procuradoria-Geral da República, com pedido de abertura de inquérito por crime comum; e o terceiro, que “extrapola fronteiras”, será o Tribunal Penal Internacional, em Haia.

DA MAIOR GRAVIDADE – Reale Jr., que foi autor do pedido de impeachment do ex-presidente Fernando Collor e co-autor do pedido contra a petista Dilma Rousseff, avalia que os crimes cometidos por Bolsonaro foram muito mais graves e que as consequências foram “terríveis”.

Após alegar falta de “tempo hábil” para comparecer ao depoimento previsto para quinta-feira, 16, o diretor executivo da Prevent Senior, Pedro Batista, teve sua oitiva remarcada para a próxima terça, 22.

A presença do médico diante dos senadores será importantíssima, porque ele vai falar sobre as pesquisas feitas para “ratificar” o uso do chamado “kit covid” no tratamento de pacientes com coronavírus envolvem diretamente o presidente da República e o Palácio do Planalto. 

Aumentar imposto para custear Bolsa Família mostra desespero de Bolsonaro pela reeleição

Principal prejudicado pelo aumento do IOF será o “trabalhador comum” | Blog  do Roberto Lacerda Barricelli

Charge do Jorge Braga (Arquivo Google)

Pedro Henrique Gomes e Mateus Rodrigues
G1 — Brasília

O presidente Jair Bolsonaro assinou decreto para elevar, até o fim de 2021, a alíquota do IOF –Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários. O dinheiro arrecadado será usado para custear o Auxílio Brasil, programa proposto pelo governo para substituir o Bolsa Família.

A informação foi divulgada pelo Palácio do Planalto. Ao definir a mudança por decreto, Bolsonaro evita que o tema seja analisado pelo Congresso Nacional. Segundo o governo, a alta do IOF valerá para operações de crédito de pessoas físicas e de empresas. A mudança vigorará entre a próxima segunda-feira (dia 20) e o dia 31 de dezembro.

COBRANÇA MÁXIMA – O IOF é apurado diariamente. Pelas regras atualmente em vigência, a cobrança máxima do tributo é de 3% ao ano para pessoa jurídica e de 6% para pessoa física.

Em nota, o Ministério da Economia informou que a medida de elevar o IOF compensará o acréscimo de R$ 1,62 bilhão previsto com a criação do Auxílio Brasil.

“A decisão foi tomada em razão da observância das regras fiscais. Apesar de arrecadação recorde, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) determina que é necessária a indicação de fonte para o aumento de despesa obrigatória. A instituição do programa social Auxílio Brasil, acarretará um acréscimo na despesa obrigatória de caráter continuado em R$ 1,62 bilhão neste ano”, diz o texto da nota. Para 2022, a intenção é financiar o programa com a recriação do imposto de renda sobre lucros e dividendos, proposta que tramita no Senado.

TRAVA A ECONOMIA – A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou que aumentos de impostos sobre o crédito, mesmo que temporários, agravam o custo dos empréstimos, particularmente em um momento em que o Banco Central (BC) precisará subir ainda mais a taxa básica de juros para conter a alta da inflação.

Segundo a entidade, o resultado é o desestímulo aos investimentos e mais custos para empresas e famílias que precisam de crédito.

“Esse aumento do IOF é um fator que dificulta o processo de recuperação da economia. Para enfrentar as dificuldades fiscais, evitar impactos negativos no custo do crédito e propiciar a retomada consistente da economia, só há um caminho: perseverarmos na aprovação da agenda de reformas estruturais em tramitação no Congresso.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Bolsonaro era aquele presidente que se recusava terminantemente a aumentar impostos. A partir de agora, passa a ser o presidente que não se importa em elevar a carga tributária, porque aumentar impostos é como abrir a porteira – depois que passa um boi, passa toda a boiada. (C.N.)

Bolsonaro está empurrando o próprio Centrão a buscar uma alternativa eleitoral a ele

Charge do João Bosco (O Liberal)

William Waack
Estadão

O único golpe bem-sucedido até aqui foi o do Centrão e é quem parece que sairá vitorioso, não importa a próxima campanha eleitoral. Essa denominação para forças políticas diversas e sua forma de atuação existe há mais de 30 anos, mas a República do Centristão tem como fundador Jair Bolsonaro.

Esses agrupamentos políticos que trabalham em busca de acomodação nos cofres públicos (ou pedaços da máquina pública, o que vem a dar no mesmo) conquistaram sob Bolsonaro ferramentas de poder que jamais tiveram. Capturaram o orçamento – incluindo gorda fatia dos gastos discricionários – e estão promovendo o retrocesso das regras eleitorais em benefício próprio. São os donos de fato da agenda política.

AGENDA NACIONAL – Dinheiro e as regras do jogo garantem a consolidação desses grupos no centro do poder. A noção de “agenda nacional” por parte desses partidos e seus caciques se manifesta de forma abrangente somente para cuidar de seus interesses mais imediatos, e isso se dá tanto no plano de “políticas públicas” como no plano de plataformas eleitorais.

Caso emblemático é o show que o presidente da Câmara armou para examinar política de preços de combustíveis pela Petrobras. Gasolina cara e inflação alta atrapalham políticos em qualquer lugar e época – dos dois Poderes.

Há relatos conflitantes quanto ao grau de coordenação entre Legislativo e Executivo nessa tentativa de reedição do que há de pior na interferência populista na formação de preços básicos, disfarçada de preocupação social, mas a convergência de interesses é fato objetivo.

BOLSONARO NÃO ENTENDE – Difícil para os caciques do Centrão continua sendo entender como Bolsonaro não entende um fato tão evidente da política. Assim, esses seres perfeitamente racionais (em contraste com o presidente), dominando instâncias decisivas no próprio Planalto, esses experientes operadores políticos desistiram da empreitada de decifrar Bolsonaro, que evidentemente consideram útil no curto prazo – contanto que ele pare de promover outros “7 de Setembros” (sempre uma dúvida).

A grande incerteza e a imprevisibilidade associadas a Bolsonaro promoveram no coração do Centristão certa urgência em procurar saídas para os comportamentos do atual mandatário, sem considerar a eventualidade de um impeachment em função de algum “freak event”.

Nesse sentido, parte relevante do Centrão e algumas das principais elites dirigentes na economia e sociedade civil estão em sintonia.

ALTERNATIVA ELEITORAL – Assim, a óbvia “saída” do Centrão para o que mais detesta, a imprevisibilidade, está em encontrar alternativa eleitoral a Bolsonaro. Ou seja, é grande a probabilidade de que a tal terceira via surja por ali, provavelmente numa grande concertação política.

É o que indicam movimentações de fusão de partidos (PSL e DEM) e conversas entre operadores de várias tendências (centro-esquerda e centro-direita).

O pressuposto de todos é o de que há um enorme espaço eleitoral a ser ocupado por agremiações políticas experientes, e que ainda existe tempo para isso.

ESTÁ DESMORALIZADO – Bolsonaro deu impulso às forças adversárias ainda difusas e desarticuladas, ao se desmoralizar nos eventos em torno do 7 de Setembro, que demonstraram não só a incapacidade de operar um golpe, mas, sobretudo, a inexistência de qualquer plano para o País.

Ele jogou definitivamente as elites dirigentes para uma espécie de “lado de lá” da linha divisória entre o tolerável e o inaceitável – e transformou-se em intragável.

O Centristão foi fundado como consequência que não era inevitável da onda disruptiva de 2018, que não tem condições de ser repetida no ano que vem. Falta principalmente o “impulso”, o “ímpeto”, que Bolsonaro acabou representando, e o “anti” se divide entre mais de um alvo. É hora dos profissionais. O Centristão não depende de Bolsonaro para prosperar.

Fraude no estudo sobre ‘kit covid’ ocultava mortes para enaltecer uso da cloroquina

Chargista Duke concorre na categoria arte do Prêmio Vladimir Herzog com trabalho feito no DomTotal

Charge do Duke (O Tempo)

Guilherme Balza
GloboNews

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fez diligências em endereços da Prevent Senior nesta sexta-feira (17), um dia após a divulgação de dossiê, obtido com exclusividade pela GloboNews, que aponta que a operadora ocultou mortes de pacientes que participaram de um estudo realizado para testar a eficácia da hidroxicloroquina, associada à azitromicina, para tratar a Covid-19.

A inspeção nos endereços da empresa foi mais uma etapa do processo de apuração que está em curso na Agência para verificar se houve cerceamento de liberdade dos prestadores de serviços de saúde, entre eles médicos, da rede de atendimento durante a pandemia.

BOLSONARO DIVULGOU – A pesquisa foi divulgada e enaltecida pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), como exemplo de sucesso do uso da hidroxicloroquina . Ele postou resultados do estudo e não mencionou as mortes de pacientes que tomaram o medicamento.

Documentos apontam que a rede Prevent Senior obrigava médicos a prescreverem medicamentos do chamado “Kit Covid” a infectados ou não pela doença como teste. Além disso, médicos relataram que eram obrigados a trabalhar mesmo com Covid e sem usar máscaras.

“A ANS informa ainda que aguarda retorno aos ofícios expedidos para prestadores que atuam na rede da Prevent Senior; e ressalta que, nesta quinta-feira, 16, solicitou formalmente à presidência da CPI da Covid informações que possam colaborar para as apurações por parte da reguladora”, informou a agência em nota à imprensa.

ACORDO COM GOVERNO – A CPI recebeu o dossiê com as denúncias de irregularidades, elaborado por médicos e ex-médicos da Prevent. O documento informa que a disseminação da cloroquina e outras medicações foi resultado de um acordo entre o governo Bolsonaro e a Prevent. Segundo o dossiê, o estudo foi um desdobramento do acordo.

A reportagem da Globonews teve acesso à planilha com os nomes e as informações de saúde de todos os participantes do estudo. Nove deles morreram durante a pesquisa, mas os autores só mencionaram duas mortes.

Um médico que trabalhava na Prevent e mantinha contato próximo e frequente com os diretores da operadora na época afirmou à GloboNews que o estudo foi manipulado para demonstrar a eficácia da cloroquina. Segundo ele, o resultado já estava pronto bem antes da conclusão do estudo.

PROVAS ABUNDANTES – Áudios, conversas em aplicativos de mensagens e dados contraditórios relativos à pesquisa – divulgados pela própria Prevent e apoiadores do estudo, como Bolsonaro – reforçam a suspeita de fraude.

Dos nove pacientes que morreram, seis estavam no grupo que tomou hidroxicloroquina e azitromicina. Dois estavam no grupo que não ingeriu as medicações. Há um paciente cuja tabela não informa se ingeriu ou não a medicação.

Houve, portanto, pelo menos o dobro de mortes entre os participantes que tomaram cloroquina.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Era só o que faltava – uma prova concreta de que a cloroquina era uma farsa. Agora não falta mais nada. E nunca saberemos quantas pessoas morreram devido a esse tratamento equivocado que o presidente Bolsonaro tentou impingir ao país, usando uma pesquisa fraudada e desprezando as verdadeiras recomendações científicas. Fica comprovado que não há exagero quando se chama Bolsonaro de “genocida”. Esse assunto será esmiuçado pela CPI na próxima semana. (C.N.)

Lobista cobrava por indicação a cargo e por contato com assessores e ministros

Marconny Albernaz, apontado como lobista da Precisa, depôs à CPI na quarta (15) — Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo

O lobista Marconny depôs quarta-feira na CPI da Covid

Octavio Guedes
G1 Política

A mamata não acabou. No governo Bolsonaro, ela é tabelada. A CPI da Covid descobriu que o lobista Marconny Albernaz Faria “vendeu” por R$ 400 mil a indicação de Márcio Roberto Teixeira Nunes para um cargo no Instituto Evandro Chagas, no Pará, órgão vinculado ao Ministério da Saúde.

Márcio fez os pagamentos para a empresa de Marconny, foi nomeado e acabou preso num escândalo de propinas que envolveu R$ 1,6 milhão.

“INCENTIVO” – O esquema funcionou assim: Marconny inicialmente pediu uma propina que chamou de “incentivo” no valor de R$ 25 mil. Só para começar os trabalhos.

Inicialmente, Marconny tentou levar o nome de Márcio ao ex-ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta. Não deu certo. Mandetta vetou a indicação.

Marconny não desistiu, e a conta da propina começou a subir. Ele passou a cobrar por encontros que tinha com outros ministros, inclusive os militares. Até o nome do vice-presidente Hamilton Mourão ele usou para convencer Márcio a fazer os desembolsos.

DE CIMA PARA BAIXO – Quando todas as portas pareciam fechadas, Marconny escreveu: “Agora vai de cima pra baixo”. Foi quando entrou em cena Karina Kufa, advogada do presidente da República. Para encontrar a advogada, Marconny cobrou um incentivo de R$ 40 mil, segundo mensagens trocadas por WhatsApp.

Marconny também avisou que se encontraria com o próprio presidente, mas a reunião não aconteceu. Segundo o lobista, Bolsonaro tinha outra agenda, a posse de uma autoridade em Itaipu que Marconny diz ter indicado.

A CPI já sabe que, além de Karina, Marconny tinha outras duas pontes com o governo: a família Bolsonaro (através do filho Jair Renan e da ex-mulher de Bolsonaro Ana Cristina Siqueira Valle) e um senador cujo nome não revelou.

“Não revelou, mas a CPI, com certeza, vai chegar a este nome”, garante o vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues.

PF fez operação na Precisa Medicamentos para apreender documentos necessários à CPI 

Policiais em operação de busca e apreensão no prédio da Precisa, alvo da CPI da Covid

Operação foi autorizada pelo Supremo e pela Procuradoria

Constança Rezende
Folha

A pedido da CPI da Covid, a Polícia Federal fez operação de busca e apreensão de documentos em dois endereços da Precisa Medicamentos, na manhã desta sexta-feira (17), em São Paulo. O objetivo da medida é acessar a íntegra do contrato que a empresa teria firmado com a Bharat Biotech, para o fornecer a vacina indiana Covaxin contra a Covid-19 ao Ministério da Saúde, assim como todos os documentos relacionados ao contrato.

Segundo o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), a operação foi autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli e teve parecer favorável do procurador-geral da República, Augusto Aras.

SEM TRANSPARÊNCIA – Aziz disse à Folha que a medida foi tomada porque a empresa e o Ministério da Saúde não revelaram a íntegra do documento nem quanto a empresa lucraria com o negócio, que é investigado pelo grupo.

O pedido foi feito por meio da advocacia do Senado Federal, de modo sigiloso, em dois endereços da Precisa, em Barueri e Itapevi. O órgão alegou que “foge ao bom senso e à razoabilidade que o único documento disponibilizado pela empresa seja um Memorando de Entendimento”.

“Os gestores do Ministério da Saúde decretaram, mediante motivação genérica e vazia, o sigilo do processo administrativo relacionado à aquisição da Covaxin; revogaram as credenciais de acesso dos investigadores aos sistemas eletrônicos do Ministério da Saúde, as quais haviam sido concedidas por determinação da Comissão Parlamentar de Inquérito; e têm oferecido resistência no que toca ao atendimento de requisições enviadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito”, diz o documento.

HÁ RESISTÊNCIA – A CPI também alegou que “há repetidos atrasos no encaminhamento dos documentos e informações requisitados pela CPI e, o que é mais grave, os gestores do Ministério da Saúde têm enviado informações genéricas e documentação incompleta”.

“A imposição do sigilo em documentos públicos, que interessam à Comissão Parlamentar de Inquérito, à imprensa e, de maneira geral, à sociedade como um todo, configura evidente desvio de finalidade, excesso de poder e abuso de autoridade. Igualmente, denota clara intenção de impedir a continuidade das investigações conduzidas pelo Poder Legislativo, a ponto de representar uma grave ameaça ao funcionamento desse importante instrumento democrático”, disse.

Foram pedidos documentos, arquivos físicos ou digitais, smartphones, computadores, notebooks, discos rígidos, dispositivos de armazenamento de dados, mídias digitais (DVD, Blu-ray, CD-ROM e similares) e quaisquer outros objetos que, a juízo ponderado do executor da ordem, puderem ser utilizados na comprovação da materialidade e autoria delitivas.

MUITAS ILEGALIDADES – Segundo o documento da CPI, há “graves indícios de irregularidades contratuais e fiscais na negociação da imunizante Covaxin.

“Por esse motivo, torna-se necessária a produção de provas, realização de diligências, quebras de sigilos e apreensão de documentos que sejam capazes de esclarecer aspectos relevantes do relacionamento mantido entre a Precisa Medicamentos e o laboratório Bharat Biotech”, disse.

A contratação da Covaxin e as suspeitas de crime relacionadas a esse contrato passaram a ocupar o foco central da CPI da Covid no Senado. O governo Jair Bolsonaro assinou a toque de caixa o contrato de R$ 1,61 bilhão para a compra da vacina indiana Covaxin, sem atender a tempo a um conjunto de dez recomendações feitas pela consultoria jurídica do Ministério da Saúde, formada por integrantes da AGU (Advocacia-Geral da União.

Bolsonaro aumenta fritura de André Mendonça e cita ministro do TCU para o Supremo

Bolsonaro contrata ministro do TCU investigado por corrupção para dar aulas de "boas práticas de governança" | Revista Fórum

Bolsonaro e Nardes são amigos de fé, irmãos, camaradas

Eduardo Gayer
Estadão

O presidente Jair Bolsonaro fez um aceno nesta sexta-feira, 17, ao ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU). “Tenham certeza, se Augusto Nardes fosse ministro do Supremo Tribunal Federal, ele votaria contra (a revisão do) marco temporal”, declarou o chefe do Planalto no lançamento do projeto de revitalização da bacia de Urucuia, na cidade de Arinos (MG).

A fala vem em meio a um impasse enfrentado pelo governo no Senado. A indicação de Bolsonaro para assumir a vaga aberta no STF, o ex-ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) André Mendonça, está travada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa há mais de dois meses, maior período que uma indicação já esperou.

SEM SABATINA – O presidente da Comissão, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), tem mostrado resistência a pautar a sabatina, necessária para aprovar ou não um indicado pelo Planalto à Corte.

Nos bastidores, o principal nome cotado para eventualmente ser indicado ao STF no lugar de Mendonça é o procurador-geral da República, Augusto Aras. O nome favorito do senador Flávio Bolsonaro (Patriotra-RJ), filho do presidente e bastante ouvido por ele, por sua vez, é o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins.

“O nosso embaixador das águas, meu velho colega de parlamento, deputado do meu partido na época, o Partido Progressista, hoje, dá um exemplo para todos nós. Ele é um ministro do Tribunal de Contas da União, mas também um produtor rural, e, como tal, se preocupa com a preservação e com o futuro do seu País. O agronegócio nos orgulha”, seguiu o presidente, elogiando Nardes.

MARCO tEMPORAL – A defesa de se manter o atual entendimento sobre o marco temporal tem sido uma das principais bandeiras do presidente Bolsonaro nos últimos dias. O julgamento está paralisado no Supremo. Se a Corte derrubar a tese do marco temporal, indígenas ficam desobrigados a provar ocupação em seus territórios na data da promulgação da Constituição, em 1988, o que pode abrir espaço para novas demarcações de terras.

Indicado em 2005 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao TCU, Nardes também discursou no evento. Disse que não estava lá como ministro, mas como produtor rural, e elogiou os atos de 7 de setembro, marcados por pautas antidemocráticas e por ameaças de Bolsonaro ao STF.

RESTARAM OS EVANGÉLICOS – A defesa do nome de Mendonça agora ficou restrita a parlamentares evangélicos. O grupo recebeu o compromisso do presidente de ter um dos seus nomeados para a vaga no STF.

 Nesta semana, conforme revelou o Estadão, integrantes da bancada evangélica se reuniram com Bolsonaro para cobrar apoio do governo ao nome do pastor André Mendonça. Estiveram também com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG Investigado na Operação Zelotes por, supostamente, receber R$ 2,5 milhões para bancar lobistas e comprar decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) favoráveis à rede gaúcha RBS, em 2019 o ministro Augusto Nardes foi chamado pelo governo de Jair Bolsonaro para dar aulas sobre boas práticas de governança. Segundo a Folha (Camila Mattoso e Fábio Fabrini) Nardes deu palestra para o próprio presidente e seus ministros, no Palácio do Planalto. Na mesma época, esteve em evento em Brasília com os superintendentes da Polícia Federal, um dos órgãos que o investigam. Como diria Barack Obama, “esse é o cara!”. (C.N.)

Com o sepultamento da Operação Lava-Jato, não existe mais combate à corrupção no país

Charge Erasmo Spadotto - Legalização da Corrupção - Portal Piracicaba Hoje

Charge Erasmo Spadotto (Portal Piracicaba)

Merval Pereira
O Globo

O Brasil está de volta ao passado. Não é que o desmonte da política anticorrupção seja um negócio combinado, o problema é o espírito da coisa: com o instinto de defesa própria, para se proteger de investigações, e a tentativa de desmoralizar Sergio Moro e os procuradores da Lava-Jato, para não deixar pedra sobre pedra, e nenhuma dúvida na cabeça dos cidadãos.

Estamos repetindo tudo o que aconteceu antigamente. A operação Satiagraha, por exemplo, foi assim: pegaram todos, a investigação foi anulada por causa de erros técnicos, interpretações equivocadas e agora vemos Naji Nahas jantando com amigos, com Michel Temer e outros.

MAIS COMEMORAÇÕES – No Brasil é assim, daqui a alguns anos vamos ver Leo Pinheiro, Marcelo Odebrecht, e todos os empreiteiros comemorando por aí, e quem sabe até com dinheiro de volta.

Porque, se não houve nada, o que se faz com os cinco bilhões de reais devolvidos? É como as fotografias da era stalinista. Vão apagar tudo o que aconteceu. Não houve mensalão, não houve petrolão, não houve dinheiro, não houve desvio, não houve nada e pronto.

Políticos envolvidos com corrupção, que são réus em diversas ações, apresentam projetos para amenizar punições e tentam criar barreiras para impedir Sergio Moro de se candidatar. É o medo de que ele ganhe a presidência e volte tudo como estava antes. O Brasil está mesmo de volta ao passado.

‘Zero vezes zero’, diz André Mendonça sobre a possibilidade de desistir da vaga no STF

Indicado por Bolsonaro ao STF, André Mendonça enfrenta resistências no Senado Foto: Agência Brasil

Senado está dividido e pode recusar o nome de Mendonça

Paulo Cappelli
O Globo

Indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-advogado-geral da União André Mendonça disse a uma pessoa próxima nesta quinta-feira que a chance de desistir da candidatura à Corte é “zero vezes zero”. No dia 13, o ex-ministro completou dois meses na fila de espera da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado.

O colegiado é presidido por Davi Alcolumbre (DEM-AP), que tem travado o processo da indicação por insatisfação com o presidente Jair Bolsonaro.

APOIO EVANGÉLICO – Para chegar ao Supremo, Mendonça conta com o apoio de lideranças evangélicas que se reuniram quarta-feira com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e com o presidente Jair Bolsonaro. Nesta quinta-feira, Pacheco afirmou que vai conversar com Alcolumbre para marcar a data da sabatina do ex-advogado-geral da União na CCJ.

— Recebi (quarta-feira) líderes evangélicos de todo o país, com senadores da bancada evangélica. Trataram a respeito da indicação do ministro André Mendonca. Acho que estamos num bom caminho para exaurir esse assunto com a sabatina do ministro André Mendonca. Conversarei com o presidente Davi Alcolumbre, obviamente respeitando a autoridade dele como presidente da CCJ, mas sempre faremos a ponderação do melhor caminho, de consenso, para poder resolvermos essa questão.

E O MOTIVO? – Indagado sobre a resistência de Alcolumbre em pautar a indicação de Mendonça, Pacheco, aliado do presidente da CCJ, alegou desconhecer o motivo.

— Desconheço a razão pela qual ainda não foi feita a sabatina. Podem ser muitas. Inclusive o fato de que envolve esforço concentrado, a presença em Brasília. Vamos fazer o arranjo necessário para resolver não só essa indicação mas tantas outras que estão pendentes — disse Pacheco, ressaltando que também precisam ser votados nomes ao Conselho Nacional de Justiça e ao Ministério Público Federal.

Cabe exclusivamente a Alcolumbre definir a data para a avaliação na CCJ do nome de Mendonça. O senador, porém, tem demonstrado resistência em dar andamento ao processo de indicação de Mendonça. Nos bastidores, o parlamentar não esconde a preferência pelo atual procurador-geral da República, Augusto Aras, para a vaga ao STF.

Além disso, Alcolumbre disse a aliados que está contrariado com Bolsonaro por ter perdido o controle de emendas destinadas a parlamentares, como mostrou O GLOBO.

PODERÁ PERDER – Em reunião recente no Palácio do Planalto com o ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria-Geral da República, o presidente da CCJ projetou que Mendonça poderia ser derrotado na votação do plenário.

Enquanto aguarda ser sabatinado pela CCJ, Mendonça vem reforçando os seus contatos com políticos e líderes evangélicos. Na semana passada, o ex-ministro, que é presbiteriano, pregou na Assembleia de Deus de Madureira.

Ele usou as redes sociais para publicar fotos ao lado do bispo Samuel Ferreira e do deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), atual líder da bancada evangélica na Câmara dos Deputados. Como mostrou O GLOBO, Mendonça também se reuniu com ex-presidente José Sarney para tentar quebrar as resistências dentro do Senado.

Datena é convidado a se filiar ao PDT, com opção de ser vice na chapa de Ciro Gomes

Datena é convidado a se filiar ao PDT com opção de ser vice na chapa de Ciro  Gomes - TC Online

Datena é igual ao Huck e adora aparecer na grande imprensa 

Julia Chaib
Folha

Lançado pelo PSL como pré-candidato à Presidência, o apresentador José Luiz Datena recebeu convite para se filiar ao PDT. A legenda oferece ao jornalista a opção de se candidatar a vice de Ciro Gomes (CE). O jornalista afirmou estar “analisando de fato” a proposta.

À Folha o presidente do PDT, Carlos Lupi, contou que também há a possibilidade de Datena ser lançado a governador ou senador. “Vamos avaliar em pesquisa as três opções: vice-presidente, governador ou senador por São Paulo”, disse Lupi. A conversa do presidente do PDT e Datena ocorreu na segunda-feira (13).

FILIADO AO PSL – O apresentador da Band se filiou ao PSL em julho. A sigla, porém, está prestes a concluir fusão com DEM, que pretende colocar o nome do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) como pré-candidato.

Por essa razão, disse Datena, ele decidiu manter conversas com outros atores políticos. “Eu acho que todo mundo está conversando com todo mundo. Eu sou novo nesse negócio de política, e nas outras vezes que tentei entrar na política comecei a entender o método das pessoas”, disse Datena.

“Duvido que o PSL não esteja conversando com outros candidatos e também não sei o que vai resultar dessa fusão do DEM. Então, estou ouvindo as pessoas, e o Ciro é um cara de quem gosto muito”, afirmou.

DESDE AGOSTO – A hipótese de ele ser vice de Ciro foi ventilada em agosto. À época, ambos refutaram a possibilidade. Agora, no entanto, o chamado foi oficializado.

“Tenho muita afinidade com o Ciro, e ele é um cara que eu respeito e gosto muito. Essa aproximação tem suas diferenças, mas é ideologicamente parecida. Ele é um cara honesto, decente, não é inviável [aceitar o convite]”, disse Datena. “Respeito o Mandetta, mas o Ciro para mim é melhor que ele.”

O apresentador ainda afirmou que a decisão sobre o cargo ao qual se candidatará vai depender da performance em pesquisas eleitorais. “Datena tem prestígio popular no maior estado da federação, São Paulo. É nome conhecido nacionalmente, e amigo do Ciro há muitos anos”, afirmou Lupi sobre o convite feito ao apresentador.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Datena é uma espécie de Luciano Huck em versão mais baixaria. Assim como faz o apresentador da Globo, o objetivo não é ser candidato, mas apenas ganhar visibilidade, aparecer no noticiário político e valorizar seu passe profissional e contratual. O PDT deve estar consciente dessa realidade, mas aceita conversar para aumentar a popularidade de Ciro Gomes. Ou seja, a divulgação interessa aos dois. (C.N.)

Bolsonaro suspendeu vacinação de adolescente, contra determinação da Anvisa

 (crédito: Reprodução/Redes Sociais)

Ao lado de Queiroga, Bolsonaro confirma ter dado a ordem

Augusto Fernandes
Correio Braziliense

A decisão do Ministério da Saúde de suspender a vacinação contra a covid-19 para adolescentes entre 12 e 17 anos sem comorbidades partiu do presidente Jair Bolsonaro. Em live nas redes sociais na noite desta quinta-feira (16/9) com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o chefe do Executivo revelou que orientou a pasta a rever a permissão para que esse público seja imunizado.

Segundo Queiroga, a Secretaria de Enfrentamento à Covid-19 do ministério emitiu uma nota técnica para retirar os adolescentes sem comorbidades do público-alvo da vacinação após a ordem do presidente.

NÃO É IMPOSIÇÃO? – “O senhor tem conversado comigo sobre esse tema e nós fizemos uma revisão detalhada no banco de dados do DataSUS”, comentou o ministro.

“A minha conversa com o Queiroga não é uma imposição. Eu levo para ele o meu sentimento, o que eu leio, o que eu vejo, o que chega ao meu conhecimento”, completou Bolsonaro.

O presidente e o ministro culparam governadores e prefeitos por não seguirem o Plano Nacional de Imunização (PNI) e desrespeitarem o cronograma do Executivo para a vacinação contra a covid-19. Segundo eles, o governo federal só autorizou que adolescentes entre 12 e 17 anos com comorbidades fossem vacinados.

DIZ BOLSONARO – “É nisso que se transformou o Brasil quando se deu amplos poderes para governadores e prefeitos gerir essa questão. Se fosse por parte do governo federal, apenas teríamos uma determinação e estaria tudo resolvido. Se tivermos efeitos colaterais graves, quero saber quem vai se responsabilizar. Nós aqui estamos fazendo a coisa certa”, ponderou Bolsonaro.

Estados e municípios se basearam em uma norma da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) para imunizar pessoas entre 12 e 17 anos sem comorbidades, que recomendou a utilização da vacina Pfizer a pessoas nessa faixa etária.

Queiroga, contudo, disse que o Ministério da Saúde não é obrigado a seguir essa recomendação. Além disso, ele reclamou que em alguns locais do país outras vacinas que não a Pfizer estão sendo distribuídas a esses adolescentes.

RISCO MENOR – “A OMS (Organização Mundial da Saúde) se manifesta que devamos ampliar a cobertura vacinal naqueles mais vulneráveis. Então, adolescentes têm risco menor”, alega o ministro da Saúde, acrescentando:

“É necessário que se cumpra e siga as recomendações do PNI do Ministério da Saúde. Não podemos aceitar uma Torre de Babel da vacina. Aos 5.570 secretários municipais de Saúde, sigam o PNI. Depois não reclamem de falta de dose, porque não falta”, disse o ministro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
É inacreditável que Bolsonaro não aprenda com os erros e continue e desprezar as orientações científicas. Realmente, é lamentável e inaceitável. (C.N.)

Datafolha: Lula permanece à frente de Bolsonaro e, no segundo turno, tem 56% a 31%

Prática da Pesquisa: [Charge - Ivan Cabral] Labirinto das pesquisas

Charge de Iva Cabral (Arquivo Google)

Deu em O Globo

Uma pesquisa do instituto Datafolha, divulgada nesta sexta-feira pelo jornal “Folha de S. Paulo”, mostra os índices de intenção de voto para a eleição presidencial de 2022. Se comparado com o levantamento realizado pelo instituto em julho deste ano, a corrida segue estagnada.

No cenário anterior, Lula tinha 26% das intenções e voto e, agora, tem 27%. Jair Bolsonaro tinha 19% e, agora, tem 20%. No segundo turno, o ex-presidente tem 56% — tinha 58% no último relatório — contra 31% de Bolsonaro, que manteve o mesmo índice da pesquisa anterior.

QUATRO CENÁRIOS – Foram ouvidos 3.667 em 190 cidades brasileiras, entre os dias 13 e 15 de setembro. Foram pesquisados quatro cenários no 1º turno. Veja o resultado da pesquisa estimulada de intenção de voto:

CENÁRIO A –  Lula (PT): 44% (46% na pesquisa anterior), Jair Bolsonaro (sem partido): 26% (25% na pesquisa anterior), Ciro Gomes (PDT): 9% (8% na pesquisa anterior), João Doria (PSDB): 4% (5% na pesquisa anterior), Luiz Henrique Mandetta (DEM): 3% (4% na pesquisa anterior), Em branco/nulo/nenhum: 11% (10% na pesquisa anterior), Não sabe: 2% (2% na pesquisa anterior)

CENÁRIO B – Lula (PT): 42 (46% na pesquisa anterior), Jair Bolsonaro (sem partido): 25% (25% na pesquisa anterior),
Ciro Gomes (PDT): 12% (9% na pesquisa anterior), Luiz Henrique Mandetta (DEM): 2% (5% na pesquisa anterior), Eduardo Leite (PSDB): 4% (3% na pesquisa anterior), Em branco/nulo/nenhum: 11% (10% na pesquisa anterior), Não sabe: 2% (2% na pesquisa anterior).

CENÁRIO C – Lula (PT): 44%, Jair Bolsonaro (sem partido): 26%, Ciro Gomes (PDT): 11%, João Doria (PSDB): 6%, Em branco/nulo/nenhum: 11%, Não sabe: 1%.

CENÁRIO D – Lula (PT): 42%, Jair Bolsonaro (sem partido): 24%, Ciro Gomes (PDT): 10%, João Doria (PSDB): 5%, José Luiz Datena (PSL): 4%, Simone Tebet (MDB): 2%, Aldo Rebelo (sem partido): 1%, Rodrigo Pacheco (DEM): 1%, Alessandro Vieira (Cidadania): 0%, Em branco/nulo/nenhum: 10%, Não sabe: 2%

Os cenários C e D não foram incluídos nas pesquisa anterior. Esta é a terceira pesquisa Datafolha para as eleições de 2022 desde que Lula recuperou os poderes políticos.

SEGUNDO TURNO –  Intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Lula e Bolsonaro: Lula (PT): 56% (58% na pesquisa anterior), Bolsonaro (sem partido): 31% (31% na pesquisa anterior), Em branco/nulo/nenhum: 13% (10% na pesquisa anterior). Não sabe: 1% (1% na pesquisa anterior).

Intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Lula e Doria: Lula (PT): 55% (56% na pesquisa anterior), Doria (PSDB): 22% (23% na pesquisa anterior), Em branco/nulo/nenhum: 22% (20% na pesquisa anterior), Não sabe: 1% (1% na pesquisa anterior).

Intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Bolsonaro e Ciro: Ciro (PDT): 52% (50% pesquisa anterior), Bolsonaro (sem partido), 33% (34% na pesquisa anterior), Em branco/nulo/nenhum, 15% (15% na pesquisa anterior) Não sabe: 1% (1% na pesquisa anterior).

Intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Bolsonaro e Doria: Doria (PSDB): 46% (46% na pesquisa anterior), Bolsonaro (sem partido): 34% (35% na pesquisa anterior), Em branco/nulo/nenhum: 19% (18% na pesquisa anterior), Não sabe: 1% (1% na pesquisa anterior).

Intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Ciro Gomes e Lula: Lula (PT): 51%,  Ciro Gomes (PDT): 29%, Em branco/nulo/nenhum: 19%, Não sabe: 1%

REJEIÇÃO – A pesquisa também apontou os índices de rejeição. Veja: Jair Bolsonaro: 59% (59% na pesquisa anterior), Lula: 38% (37% na pesquisa anterior), João Doria: 37% (37% na pesquisa anterior). Ciro Gomes: 30% (31% na pesquisa anterior), José Luiz Datena: 19% (não incluído na pesquisa anterior). Luiz Henrique Mandetta: 18% (23% na pesquisa anterior), Eduardo Leite: 18% (21% na pesquisa anterior), Rodrigo Pacheco: 17% (não incluído na pesquisa anterior), Aldo Rebelo: 15% (não incluído na pesquisa anterior), Alessandro Vieira: 14% (não incluído na pesquisa anterior), Simone Tebet: 14% (não incluído na pesquisa anterior), Rejeita todos/não votaria em nenhum: 2% (2% na pesquisa anterior), Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 1% (2% na pesquisa anterior), Não sabe: 1% (2% na pesquisa anterior)

Senado espera que André Mendonça desista de STF e poupe Bolsonaro de mais um desgaste

Enquanto aguarda o Senado, o pastor André Mendonça prega | O Antagonista

No templo, Mendonça declarou sua submissão aos “bispos”

Mônica Bergamo
Folha

A expectativa entre senadores e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é a de que André Mendonça tome a iniciativa de desistir de sua candidatura à corte. Mesmo políticos governistas acreditam que essa seria a melhor solução, poupando Jair Bolsonaro do desgaste de ver Mendonça rejeitado no Senado.

Mas o presidente já sinalizou que não tomará a iniciativa de retirar o nome para não contrariar os evangélicos, que continuam apoiando Mendonça.

MENDONÇA INSISTE – Mendonça, por sua vez, resiste à ideia de recuar da candidatura. Ele já conversou sobre isso com integrantes do governo. E avisou que gostaria de manter seu nome até o fim, tentando forçar o Senado a votar a indicação.

Bolsonaro indicou o nome do ex-advogado-geral da União para o STF em julho. Ele precisa ser aprovado pelos senadores para o cargo, mas até hoje não foi sabatinado.

A resistência dos parlamentares a Mendonça tem várias razões: uma parte deles quer evitar que Bolsonaro consiga emplacar mais um magistrado na corte — o Judiciário tem sido um foco de resistência às ameaças golpistas do presidente.

LAVAJATISTA – O ex-advogado-geral da União é considerado também ideologicamente alinhado com o lavajatismo, que a maioria do universo político abomina.

O fato de ser “terrivelmente evangélico” atrapalha —não pela opção religiosa, mas pela submissão que André Mendonça declara ter a bispos de agremiações religiosas.

No domingo (12), ele foi a um culto na Assembleia de Deus e afirmou aos bispos que a palavra deles “sobre a minha vida é uma palavra com um peso de autoridade de Deus na Terra”. Disse que é “um discípulo” e “um servo”. E afirmou ainda reconhecer a sua “submissão”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Mendonça é terrivelmente bajulador, não pode encontrar um saco que já puxando. Ao bajular os “bispos” das seitas e evangélicas, ele demonstra submissão e é aí que mora o perigo. Todo ministro do Supremo só pode ser submisso à Constituição, mas Mendonça é por demais vassalo para merecer essa honraria. (C.N.)

O trunfo que Augusto Aras acredita ter nas mãos para tirar o lugar de Mendonça no STF

CCJ sabatina Augusto Aras na terça, com relatório favorável e participação  popular — Senado Notícias

Aras, o prevaricador-geral, sonha com nomeação ao Supremo

Bela Megale
O Globo

Com a sabatina de André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal (STF) empacada, o procurador-geral da República, Augusto Aras, mantém a esperança de ocupar a vaga. Aras acredita que tem um trunfo nas mãos: a possibilidade de atuar como bombeiro na tensa relação entre Bolsonaro e o Supremo.

O PGR avalia ter mais trânsito e respeito entre os ministros do STF do que Mendonça. Ele diz a interlocutores que, com isso, pode ser mais útil para Bolsonaro no processo de amenizar a relação entre o presidente e a corte do que o ex-advogado-geral da União.

DOIS CENÁRIOS – O procurador-geral trabalha com dois cenários: a possibilidade de o Senado rejeitar o nome do ex-advogado da União (AGU) ou o presidente Bolsonaro retirar a indicação de Mendonça e colocar o seu nome. Para Aras, a cada dia que passa sem o Senado marcar a sabatina de Mendonça aumentam suas chances de substituí-lo como indicado de Bolsonaro.

Após a publicação da nota, Aras entrou em contato com a coluna e disse que não está se movimentando pela vaga do STF, mas “apenas aguardando” sua posse de recondução como PGR.

— Essas especulações são tentativas de me indispor com André Mendonça. Já falei com ele sobre esse assunto, de que há tentativas de criar uma situação de desconforto em relação a ele — disse.

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MENDONÇA COM SINAIS DE CANSAÇO
Lauro Jardim

Em meio ao auge da crise entre Jair Bolsonaro e o Supremo, senadores que conversaram com André Mendonça na semana passada observaram uns sinais de cansaço com o impasse que vive há dois meses, quando sua indicação para o Supremo foi formalizada.

Completam, porém, que ele segue firme.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Tudo é surreal nesse governo. O senador Davi Alcolumbre, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, é que sentou em cima da nomeação e não marca a data da sabatina. Como o senador tem um traseiro avantajado, digamos assim, o presidente Jair Bolsonaro, seu ex-amigo, está com dificuldades para removê-lo de cima da papelada e tocar essa indicação terrivelmente evangélica. (C.N.)

Acredite se quiser! Bolsonaro insiste em proibir as redes sociais de remover ‘fake news’

Cinco 'fake news' que beneficiaram a candidatura de Bolsonaro | Noticias |  EL PAÍS Brasil

Bolsonaro defende as ‘fake news’ com impressionante empenho

Valdo Cruz

O presidente Jair Bolsonaro vai insistir em retirar poderes das plataformas digitais de atuarem como mediadoras e excluírem perfis e contas que disseminam informações falsas, como aconteceu nos Estados Unidos com o então presidente Donald Trump.

Auxiliares do presidente confirmaram ao blog que o Palácio do Planalto vai enviar um projeto de lei, em regime de urgência, com o mesmo conteúdo da medida provisória que alterava o marco civil da internet e que foi devolvida pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

LIRA ANUNCIOU – A medida foi anunciada na noite desta quarta-feira (15) pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), quando foi derrotada a proposta de incluir a medida no projeto do novo Código Eleitoral, e confirmada pelo blog com assessores de Bolsonaro.

O deputado bolsonarista Victor Hugo (PSL-GO) reclamou de sua proposta não ser acatada, alegando que havia acordo neste sentido.

Neste momento, Arthur Lira disse que tinha a informação, que não sabia se iria melhorar ou piorar a situação, de que o governo enviaria um projeto de lei com o mesmo teor da MP editada por Bolsonaro na véspera dos atos de 7 de Setembro.

ESTRATÉGIA OFICIAL – Ou seja, em busca de atender seus apoiadores, o presidente baixou uma medida provisória dificultando a ação das redes sociais em conter a divulgação de informações falsas.

A MP editada pelo presidente foi não só devolvida pelo presidente do Senado mas também suspensa pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal. Os dois alegaram que o tema não poderia ser tratado por MP, por envolver direitos individuais, e que a medida não tinha urgência nem relevância.

Além disso, tanto dentro do Senado como no STF, a avaliação é que o conteúdo da MP de Bolsonaro também é inconstitucional. O projeto de lei, segundo senadores, pode até ser aprovado na Câmara dos Deputados, mas não deve prosperar no Senado Federal. E, se viera ser aprovado e sancionado, a tendência é que seja classificado de inconstitucional pelo Supremo.

Comissão de Juristas dá um peso maior às acusações da CPI contra Jair Bolsonaro

Miguel Reale Júnior defende que junta médica avalie sanidade mental de Bolsonaro - ISTOÉ Independente

Reale Jr. afirma que Bolsonaro cometeu uma série de crimes

Merval Pereira
O Globo

O parecer da comissão de juristas, coordenada pelo ex-ministro Miguel Reale Jr, que aponta delitos cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro nas questões levantadas pela CPI da Covid, dá um peso muito grande às acusações.

Soa como política um senador afirmar que Bolsonaro cometeu genocídio ou fez charlatanismo, mas a comissão de juristas dá base legal a essas acusações e torna importante o documento de 200 páginas.

ENGAVETADOR-GERAL – Acredito que o relatório final da CPI, que aparentemente será pesado contra o presidente da República, não terá a consequência devida porque o presidente da Câmara, Arthur Lira, controla diretamente os pedidos de impeachment, como também seu antecessor Rodrigo Maia controlou.

Mas os juristas propõem que o presidente da Câmara, que hoje tem o poder de engavetar ou soltar os pedidos de impeachment, quando lhe convém, tenha que submeter sua decisão a um comitê de parlamentares e não fique dono único do processo. É uma proposta interessante para o futuro, que pode melhorar a situação política do país.

NÃO VAI EM FRENTE -No entanto, acredito que dessa vez o impeachment não vai encontrar guarida nos políticos, a não ser que Bolsonaro cometa algum outro ato louco como a tentativa de golpe do Sete de Setembro.

Se voltar ao radicalismo, pode ser que o ambiente político vire e o próprio Centrão queira fazer o impeachment. É difícil também que o Procurador-Geral da República acate alguma acusação contra Bolsonaro, ou, se acatar, o processo é longo. Não acredito que tenhamos alguma conclusão direta contra o presidente, mas o pessoal do ministério da Saúde, que se envolveu com negociatas, pode ser punido com mais facilidade.