Sem Lula e Joaquim Barbosa na disputa, votos brancos e nulos chegam a 34%

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Próxima eleição deve bater o recorde de brancos e nulos

 


Silvia Amorim, Fernanda Krakovics, Bruno Góes e Mateus Coutinho
O Globo

O afunilamento de candidaturas para a Presidência não tem se revertido em maior clareza do cenário eleitoral. Nos cenários sem Lula, enquadrado na Ficha Limpa, com o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa fora da disputa, aumentou significativamente o número de eleitores que se declaram sem candidato. É o que mostra pesquisa Datafolha divulgada ontem. Os votos brancos, nulos e indecisos bateram em 34%, em “primeiro lugar” na corrida. Em abril, o maior patamar registrado havia sido de 28%.

A desistência de Barbosa era esperada como um fator de mudança. No entanto, as intenções de voto obtidas por ele em abril (8% a 10%) não fortaleceram nenhum concorrente em especial. Lula, embora preso, mantém-se na liderança, com 30%. Sem o petista, o pré-candidato do PSL, Jair Bolsonaro, assume a dianteira, com 19%. Potenciais substitutos de Lula, Fernando Haddad e Jaques Wagner continuam com desempenho pífio — 1%.

MARINA E CIRO – Sem Lula, a ex-senadora Marina Silva (Rede) aparece na segunda posição, entre 14% e 15%. Ciro Gomes (PDT) tem de 10% a 11% e aparece empatado tecnicamente com Geraldo Alckmin (PSDB), que marcou 7%. No pelotão com intenção de voto entre 1% e 2% estão Manuela D’Ávila (PC DO B) e Rodrigo Maia (DEM). Os demais pré-candidatos tiveram 1% ou menos.

Os cenários pesquisados este mês são diferentes dos que foram considerados em abril. Por isso, os resultados dos dois levantamentos não são perfeitamente comparáveis. A pesquisa, com margem de erro de dois pontos percentuais, foi realizada com 2.824 eleitores de 174 municípios, na quarta e quinta-feira da semana passada.

BOLSONARO IRONIZA – O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) divulgou um vídeo ontem, pelo Twitter, em que tenta desacreditar o levantamento do instituto. “Estou bem pra baixo e no segundo turno perderia para todo mundo. Datafolha: continuas pagando vexame” — disse o deputado federal.

Marina aparece na disputa presidencial como a principal favorecida por uma saída de Lula. Ela herdaria, segundo o levantamento, de 17% a 18% dos eleitores do petista. Entretanto, a maior parte deles (38% a 40%), quando Lula é retirado da eleição, migra para o grupo dos sem candidato.

“Temos ainda que buscar formas de dialogar com os cerca de 30% de eleitores que poderiam votar em branco, nulo, em ninguém ou ainda não sabem em quem irão votar. A eleição suplementar esse ano no Tocantins serve de alerta: quase a metade dos eleitores votou nulo, branco ou se absteve. A sociedade está indignada e com toda razão” — afirmou Marina, que promete manter o tom “propositivo” da campanha.

LULA E CIRO – Para 32% dos entrevistados, Lula deveria apoiar Ciro, se não puder concorrer. Coordenador da campanha do pedetista, o irmão Cid Gomes atribuiu o desempenho de Marina ao recall da eleição passada:

“As pessoas estão muito alheias ainda, não se ligaram nem na Copa quanto mais na eleição. Boa parte da pesquisa agora é lembrança de nomes e a Marina é a única que foi candidata a presidente nas últimas eleições, ficou em terceiro lugar”.

O resultado do Datafolha deu combustível para o PT manter a estratégia de insistir no nome de Lula até se esgotarem todos os recursos jurídicos.

SEM TRANSFERIR? – Segundo o Datafolha, 30% dos eleitores dizem que votariam com certeza num candidato indicado pelo petista e 17%, talvez. Integrante da Executiva Nacional do PT, o deputado José Guimarães (CE) avalia que Haddad e Wagner crescerão: “Isso não é real. As pessoas não sabem que eles são candidatos do Lula”.

Para a campanha tucana, o aumento de eleitores sem candidatos é natural porque a população não está interessada em fazer o debate neste momento. O processo decisório, dizem articuladores de Alckmin, acontece nas últimas semanas da campanha. O coordenador do programa de governo, Luiz Felipe d’Avila disse que o resultado é “positivo”.

“Mostra que, apesar do mau humor com a política, Alckmin é o candidato mais competitivo no centro. O ponto é como unir o centro, diminuir o número de pré-candidatos e passar a ter mais tempo de TV do que todos os outros” — disse d’Avila.

DIZ MEIRELLES – Oscilando entre 0% e 1% das intenções de voto, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) afirma que o resultado já era esperado.

“São resultados absolutamente naturais. Não há grandes mudanças em relação às pesquisas anteriores. Quem já era conhecido, está pontuando. Isso ocorre porque a legislação para a pré-campanha é muito restritiva e impõe grande dificuldade para quem não é conhecido”.

Saímos mais uma vez do ar, como é comum em época de campanha eleitoral

Charge sem assinatura, reproduzida do Google

 


Carlos Newton

Agradecemos ao UOL o atendimento técnico para que o blog voltasse ao ar, após mais de 12 horas de ausência. Saímos da web por volta das 02h40m e voltamos quase às 16 horas. Sabemos que não é muito fácil resolver “os problemas técnicos” da “Tribuna da Internet”. Nestes quase 10 anos de presença diária na blogosfera, já tivemos todo tipo de ataque. Certa vez, o técnico do UOL nos informou que um hacker penetrara no sistema e retirara o blog da plataforma Worlpress. Esta conclusão ficou óbvia, porque eu sou a única pessoa que tem a senha e já fazia meses que não entrava no Painel do Cliente do UOL. Aliás, nem sabia de memória a senha e não tinha a menor ideia de como se desconectar da WordPress. 

Desde então, nada nos espanta.  Muitas vezes, é claro, são problemas técnicos verdadeiros, que eventualmente ocorrem no servidor UOL ou na plataforma WordPress, mas há ocasiões em que não há explicação. Por via das dúvidas, há dois anos migramos o blog para um plano mais avançado e protegido do UOL, e a situação melhorou.

MAs a realidade é que os problemas sempre se agravam quando entramos em fase eleitoral. Mas deve ser apenas coincidência. 

 

Na disputa pela Presidência, muitos candidatos já se preparam para desistir

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Charge do Newton Silva (newtonsilva.com)

 

Fernanda Krakovics e Jeferson Ribeiro
O Globo

O cenário político incerto, as ambições pessoais e a estratégia dos partidos ainda alimentam o quadro fragmentado da disputa presidencial, que deve persistir até o começo de julho. Até lá, dirigentes partidários e concorrentes que se anunciam pré-candidatos a presidente não veem motivos para abrir mão da possibilidade de concorrer. Quando passar a Copa do Mundo, porém, ao menos seis dos atuais 13 pré-candidatos com no máximo 1% das intenções de voto nas pesquisas farão os primeiros movimentos de desistência.

Devem sair da disputa, nas próximas semanas, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), o empresário Flávio Rocha (PRB), o economista Paulo Rabello de Castro (PSC) e o ex-ministro Aldo Rebelo (SD). Outros virtuais candidatos, como Valéria Monteiro e o cirurgião plástico Dr. Rey, já estão fora da disputa, seja por decisão pessoal ou do partido.

MAIS UM POUCO – Como as convenções partidárias neste ano só começam a partir de 20 de julho, os partidos dos quatro últimos vão manter as pré-candidaturas mesmo que eles não melhorem seu desempenho nas pesquisas. As legendas do centrão (PP, PRB, DEM, PSC, Solidariedade e PR) adotaram essa estratégia e querem caminhar juntos para uma decisão que só deve ser conhecida depois de 10 de julho, segundo o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, um dos porta-vozes do grupo.

“Agora em junho, todos ainda vão tentar se viabilizar. Não tem por que o Aldo retirar a pré-candidatura nesse momento, com todo muito confuso. Ele está viajando o país todo. Vai continuar assim neste mês” — disse Paulinho.

A estratégia do centrão, porém, tem limitações. Manter a coesão até julho é uma delas. PP e PR, que não anunciaram pré-candidatos à Presidência, são alvo de investidas de presidenciáveis como Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL). Os três estão mais bem colocados nas pesquisas e tentam formar alianças. Se essas legendas se aliarem a essas candidaturas antes de julho, a coesão sofre abalos e aí o ritmo das desistências deve aumentar.

RODRIGO DE FORA – No DEM, já há um consenso para retirar a pré-candidatura do presidente da Câmara, mas esse anúncio só será feito quando o partido fechar apoio a outra legenda. Hoje, o partido está dividido entre apoiar Alckmin ou Ciro, desde que ele concorde em conduzir sua postura mais para o centro.

“Queremos ganhar um pouco mais de tempo. No caso do Alckmin, não tem nem clima para a gente anunciar apoio agora, com a campanha dele cheia de problemas” — disse uma liderança do DEM.

Flávio Rocha e Paulo Rabello de Castro também dependem das negociações das suas legendas nas próximas semanas para ver até quando se mantêm na disputa, mas publicamente os dirigentes dizem que os dois vão até o final. O presidente do PRB, Marcos Pereira, espera que Rocha cresça nas pesquisas e atraia outros partidos de centro. Já o presidente do PSC, Pastor Everaldo, diz que uma aliança só ocorrerá com Rabello de Castro na cabeça de chapa.

OUTROS CANDIDATOS – Outras pré-candidaturas que também dependem do cenário político e das estratégias partidárias para se confirmarem são as de Manuela D’Ávila (PCdoB), Guilherme Afif Domingos (PSD) e Henrique Meirelles (MDB).

A situação do emedebista só deve ser definida no final de julho, às vésperas da data limite para as convenções. Se ele não for aprovado pela legenda, o MDB pensará num plano B. A avaliação de integrantes da pré-candidatura e no Palácio do Planalto é de que ele vem ganhando apoios nos diretórios estaduais do MDB, mas ainda há muita resistência interna pelo fato de Meirelles ser praticamente um desconhecido no país.

“Vamos dar um tempo para o Meirelles sentir a rua e o partido. Se até julho ele não decolar, aí a gente começa a se mexer” — afirmou uma pessoa próxima ao presidente Michel Temer.

AFIF E O PSD – Afif, que já disputou a Presidência em 1989, quando o quadro era tão fragmentado quanto o de hoje, acredita que essa disputa será parecida. Ele deixou o comando do Sebrae na última semana e tentará convencer o PSD de que é melhor ter uma candidatura própria, o que vai contra o plano inicial do presidente da sigla, o ministro Gilberto Kassab, que trabalha para uma aliança com o PSDB.

“(Minha candidatura) é uma boa saída para o Kassab descalçar a bota do caminho errado” — disse Afif.

No caso de Manuela, embora ela tenha dito, na semana passada, que sua pré-candidatura não seria um empecilho para a união da esquerda, a tendência é que ela permaneça na disputa, segundo integrantes do PCdoB. Isso porque o PT não está disposto a abrir para aliados a chapa ainda encabeçada pelo ex-presidente Lula.

QUEM SAI, QUEM FICA – O PSOL também descarta abrir mão da pré-candidatura de Guilherme Boulos. O empresário João Amoêdo também não desistirá até outubro, porque é a primeira eleição presidencial do Partido Novo.

Entre as pré-candidaturas mais personalistas, a postura também é de resistência. O senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL) vai concorrer e diz querer “completar aquilo que não me foi dado o direito de fazer”. José Maria Eymael (PSDC) diz que concorrerá porque a democracia cristã lhe deu essa missão. E o deputado cabo Daciolo (Patriota-RJ) deve concorrer porque o partido quer lançar alguém à Presidência. Já Levy Fidelix (PRTB), que já concorreu diversas vezes, pode desistir em favor de Bolsonaro.

Pesquisa Datafolha explica as razões que estão levando o PT a insistir em Lula

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Charge do Iotti (Zero Hora)

 

Flávio Freire
O Globo

A pesquisa Datafolha explica em números o motivo pelo qual o PT mantém a ideia de que o ex-presidente Lula deve ser o candidato à eleição em outubro. Por mais que se esforce, o partido não conseguiu acender em suas fileiras internas a luz de nenhum outro poste – metáfora usada pelo próprio ex-presidente ao se referir a petistas que se lançaram candidatos com o carisma de uma barra de concreto. Ao avaliar o cenário sem Lula, mas com o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad, a chance do PT cai, atualmente, de 30% para 1%.

Para melhorar esse desempenho, segundo os eleitores, o PT depende novamente de seu único pré-candidato, preso desde 7 de abril. Se Lula indicar um nome, 30% dos eleitores se dizem dispostos a votar nessa pessoa. Acontece que nem Lula nem a direção do partido estariam convencidos de que este ou aquele estão prontos para disputar a sucessão de Michel Temer. Alguns por conta de envolvimento na Lava-Jato, outros porque os próprios colegas de legenda torcem o nariz.

SEM DEFINIÇÃO – Dada essa situação, o PT, ao que tudo indica, deve arrastar até agosto qualquer definição mais pragmática. E são as incertezas no universo petista que aumentam o balão de ensaio de outros partidos.

Em ninho tucano, Geraldo Alckmin chegou a ameaçar que o partido escolhesse outro presidenciável caso seu nome não estivesse agradando. Marina Silva (Rede), por sua vez, tem na manga a carta de que não foi alvo de denúncias de corrupção, embora os chamados marineiros ainda não tenham digerido o apoio dela ao tucano Aécio Neves no segundo turno em 2014.

No PDT, há quem aposte que Ciro Gomes deveria ser o pivô de uma candidatura de centro para tentar aplacar quem aparece com melhor desempenho depois de Lula, o deputado Jair Bolsonaro. Não apenas os pedetistas fazem essa aposta. Mesmo ainda abaixo da linha de popularidade de Marina, Ciro é observado à distância pelo ex-presidente Lula. A interlocutores, o petista tem pedido para que o PT faça uma espécie de pacto de não-agressão com Ciro.

APOIO A CIRO – Numa livre interpretação, houve quem entendesse o recado como a grande chance de o PT voltar ao poder, desta vez, pelas vias da vice-presidência. Com o nome de Haddad na lista de seus possíveis substitutos, o ex-presidente parece estar avaliando dois cenários para dar uma tacada final. Primeiro, até que ponto sua dívida com a Justiça impedirá qualquer movimentação eleitoral. Depois, a possibilidade de Ciro abraçar o PT.

Até lá, os petistas dão como certo apenas um cenário: Lula continuará dando as cartas.

Após nova declaração polêmica, Ciro Gomes tenta acalmar o DEM e o PP

Ciro Gomes

Em Buenos Aires, Ciro Gomes deu mais uma mancada

 


Vera Rosa

Estadão

O pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, tenta contornar o mal-estar causado por declarações dadas por ele de que uma ampla aliança em torno de seu nome pode até incluir o DEM e o PP, partidos de centro-direita, desde que antes seja fechado acordo com o PSB e o PC do B para garantir a “hegemonia moral e intelectual” da chapa.

O comentário de Ciro foi feito na sexta-feira, em Buenos Aires – onde ele foi recebido pela vice-presidente da Argentina, Gabriela Michetti –, e provocou curto-circuito político. O clima esquentou porque, com a esperada desistência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de concorrer ao Palácio do Planalto, o DEM e o PP estão justamente inclinados a apoiar a candidatura de Ciro.

IRRITAÇÃO – A cúpula dos dois partidos, porém, não escondeu a irritação com a frase do ex-ministro. Nos bastidores, a leitura foi a de que, com a ressalva feita por ele, ficou parecendo que essas siglas seriam um apêndice de segunda linha em uma eventual dobradinha.

Para conter o princípio de crise, o ex-governador do Ceará Cid Gomes – irmão de Ciro –  logo telefonou para dirigentes do DEM e do PP e procurou jogar água na fervura, sob o argumento de que tudo não passou de um mal-entendido. Cid desembarcará primeiro em Brasília. Nos próximos dias, terá conversas reservadas com políticos das duas legendas. A reunião de Ciro com eles será logo depois.

“Nesse primeiro momento, minha prioridade são o PSB e o PCdoB. Se esta aliança se faz, posso avançar em partidos do centro à direita, porque a hegemonia moral e intelectual do rumo estará afirmada. Poderia incluir o PP e o DEM, desde que eu tenha o PSB e o PCdoB”, afirmou Ciro em Buenos Aires, na sexta-feira, quando questionado por jornalistas sobre a possibilidade de coligação com o DEM de Rodrigo Maia e o PP do senador Ciro Nogueira (PI).

MAIA DE SAÍDA – Com porcentuais que variam de 1% a 2% nas pesquisas de intenção de voto, Maia já disse a interlocutores que vai desistir de sua candidatura ao Planalto, como antecipou a Coluna do Estadão, e disputar novo mandato. Na prática, toda a estratégia do deputado é voltada para a construção de uma sólida base suprapartidária que permita a sua reeleição ao comando da Câmara.

Nessa empreitada, Maia conta com a adesão de Ciro Nogueira, presidente do PP e, se avalizar a campanha do PDT, também exigirá como contrapartida o apoio na briga pela presidência da Câmara, em 2019.

Há no DEM quem pregue uma aliança com o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, hoje estagnado nas pesquisas. Em recente entrevista ao Estado, Maia disse que o tradicional casamento entre o seu partido e o PSDB está perto do fim.

HÁ CONTROVÉRSIAS – A portas fechadas, no entanto, líderes das duas legendas argumentam que é preciso esperar mais um mês para o fechamento de qualquer acordo porque o cenário eleitoral ainda está muito indefinido.

Defensor do aval do PSB a Alckmin, o governador de São Paulo, Márcio França, concordou que será muito difícil para o partido tomar uma decisão antes de julho. “A disputa vai ser voto a voto na convenção, mas também pode haver neutralidade”, ponderou ele. Além de Ciro, que precisa do PSB para aumentar o seu tempo no horário eleitoral de TV, a partir de agosto, o PT também negocia a união com os socialistas, mesmo que para isso tenha de sacrificar a candidatura da vereadora petista Marília Arraes, em Pernambuco.

Apoio de Lula pode aumentar chances de candidato, segundo Datafolha

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Charge do genildo (Arquivo Google)

 

Ricardo Balthazar
Folha

Mesmo preso em Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém grande poder de influência no processo eleitoral, de acordo com o Datafolha. Segundo o instituto, 30% dos eleitores dizem que votariam com certeza num candidato indicado pelo petista e 17% dizem que talvez o fariam. Outros 51% afirmam que o apoio do ex-presidente a um candidato os levaria a rejeitar esse nome. O PT diz estar disposto a registrar a candidatura de Lula apesar da prisão e do veto imposto pela Lei da Ficha Limpa às suas pretensões.

O levantamento do Datafolha mostra que a popularidade de Lula seria um ativo valioso para qualquer um. Os dois cotados para substituí-lo, o ex-prefeito Fernando Haddad e o ex-governador Jaques Wagner, têm 1% no Datafolha.

O apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) levaria 65% dos eleitores a rejeitar um candidato. Uma indicação do presidente Michel Temer levaria 92% a não votar em alguém.

Quase um terço dos eleitores diz que Lula deveria apoiar a candidatura de seu ex-ministro Ciro Gomes (PDT) se for impedido pela Justiça de concorrer nas eleições deste ano.

Mas os eleitores lulistas se dispersam quando opinam sobre cenários em que o ex-presidente não aparece como candidato. Segundo o Datafolha, 45% dizem que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam ninguém num cenário em que seu substituto fosse Haddad. A candidata Marina Silva (Rede) herdaria 17% dos votos lulistas e Ciro, 13%.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Há uma certa contradição quando se faz o cruzamento das informações. Se 32% dos pesquisados acham que Lula deveria apoiar Ciro Gomes, como Marina poderá estar recebendo mais votos de Lula do que Ciro Gomes, no caso de desistência do ex-presidente petista? Como dizia Paulo Silvino, perguntar não ofende. (C.N.)

Na visão da poeta Márcia Barroso, “vivemos assim, fingindo que somos imortais…” 

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Márcia critica a vã imortalidade

 


Paulo Peres
Site Poemas & Canções


A assistente social do Tribunal de Justiça (RJ), letrista e poeta Márcia Figueiredo Barroso, nascida em São Gonçalo (RJ), no poema “Viver”, explica o caminho que percorremos durante a vida.


VIVER
Márcia Barroso

A vida é um tempo 
Entre dois pontos
E neste início e fim
Tecemos nossos sonhos
Escrevemos nossos contos
Romances, dramas,
Comédias, folhetins…

Na infância, acreditamos
Em tudo que nos contam
E vivemos a magia 
Das histórias inventadas,
Assim, nos tornamos heróis, 
Reis e rainhas 
Em contos de fadas…

Quando adultos
Construímos os personagens 
E criamos 
Nossas próprias histórias,
Também buscamos companhia
Pra nossa trajetória 
Que pode ser curta, 
Longa,
Pode ser alegre e triste,
Mas nunca sabemos
O fim da história!

A vida é um ponto
Entre dois tempos
E nesse ínterim 
Construímos nossos castelos 
E vivemos assim,
Fingindo que somos imortais 
Simplesmente, porque,
Não podemos
Vislumbrar um fim…

Planalto diz que não irá comentar reprovação recorde de Temer

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Luci Ribeiro
Estadão

O Palácio do Planalto decidiu não se manifestar sobre a mais recente Pesquisa Datafolha, divulgada nesta madrugada. Dentre os resultados, a pesquisa revela que 82% dos brasileiros consideram o governo de Michel Temer péssimo ou ruim. O índice torna Temer o presidente mais impopular da história do País, no período pós-redemocratização, batendo seu próprio recorde de reprovação. “O Planalto não irá comentar”, retornou a assessoria ao ser perguntada sobre esse e outros pontos da pesquisa.

O estudo mostra que a greve dos caminhoneiros e a lenta retomada da economia aumentaram em 12 pontos porcentuais a taxa de reprovação da gestão Temer – a reprovação de 82% de Temer supera à reprovação do presidente na última mostra do instituto, divulgada no dia 15 de abril, que foi registrada em 70%.

PIOR QUE DILMA – Após a paralisação dos caminhoneiros, apenas 3% consideram a gestão de Temer ótima ou boa e 14% regular. O índice de rejeição de Temer bate o de Dilma Rousseff, que, em agosto de 2015, atingia 71% entre os brasileiros.

Um outro dado perguntado e também sem resposta do Planalto foi sobre o alto índice de rejeição ao eventual candidato que for indicado por Temer nas eleições de outubro. O Datafolha mostra que uma indicação do presidente Michel Temer levaria 92% dos eleitores a não votarem no candidato palaciano.

As questões enviadas à Presidência pela reportagem perguntavam, em resumo, sobre se a baixíssima popularidade de Temer não fragiliza ainda mais o governo, que precisa adotar várias ações até o fim de sua gestão para poder equilibrar as contas públicas; sobre uma avaliação da percepção da população quanto às ações adotadas pelo governo para conter a paralisação dos caminhoneiros; e sobre o cenário para as eleições, especificamente quanto à viabilidade da candidatura do ex-ministro Henrique Meirelles (MDB) à Presidência, que, por ora, tem a marca do governo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A pesquisa faz de Meirelles o candidato mais inviabilizado do planeta, sem a menor chance. E o mais inacreditável é saber que até o mês passado Temer ainda era candidato à reeleição. Sinceramente, são pessoas patéticas, sem a menor noção do que estão se passando à sua volta. (C.N.)

Com incertezas na economia, a previsão para o PIB do ano cai para 1,5%

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Charge do Kap (Arquivo Google)

 


Érica Fraga e Nicola Pamplona
Folha

Algumas das principais instituições financeiras reduziram suas estimativas de crescimento da economia brasileira em 2018 para menos de 2%. Segundo analistas, a paralisação dos caminhoneiros levou a um aumento da incerteza, que se traduziu em alta do dólar e queda nos preços de ações, o que freará decisões de consumo e investimento. O Bradesco e o Bank of America Merrill Lynch cortaram suas projeções para a alta do PIB (Produto Interno Bruto) de, respectivamente, 2,5% e 2,1% para apenas 1,5%, neste ano. O Itaú Unibanco também mudou seu cenário e agora espera expansão de 1,7%, ante 2% anteriormente.

As expectativas em relação a 2019 também pioraram.

SEM RECESSÃO – Embora a maior parte das estimativas ainda não indique contração da atividade econômica em algum trimestre, o risco de que isso ocorra aumentou, segundo analistas.

“Existe a possibilidade de algum trimestre [com PIB] negativo em 2018. Isso não configuraria uma nova recessão neste ano. Mas o resultado de 2019 está totalmente em aberto”, diz David Beker, chefe de economia e estratégia do BofA Merrill Lynch, no Brasil.

O movimento de redução das estimativas nos últimos dias é o segundo em menos de um mês. A onda anterior tinha sido provocada pela percepção de que a recuperação tinha perdido o fôlego.

“Tinha ficado claro que a transmissão dos efeitos positivos da redução dos juros sobre consumo e investimento estava lenta. Aí, veio a greve e elevou as preocupações para outro patamar”, afirma Beker.

EFEITOS NEGATIVOS – A paralisação teve efeitos negativos imediatos, como contração da produção industrial e alta no preço de alimentos. A fabricação do setor automotivo caiu, por exemplo, mais de 15% em maio, na comparação com o mesmo mês de 2017, segundo a Anfavea (associação dos fabricantes).

O fluxo de veículos em estradas com pedágios encolheu 15% em relação a abril, descontados efeitos sazonais. Trata-se da maior queda desde 1999, quando o indicador, calculado pela ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias) e a Tendências Consultoria, começou a ser divulgado.

Antes da greve, o Itaú Unibanco estimava que o PIB teria expansão de 1,1% no segundo trimestre em comparação com o primeiro. Agora, projeta alta de 0,6% no período.

ESTIMATIVAS – “Essa queda de 0,5% é o efeito negativo imediato da paralisação, segundo nosso cálculo preliminar”, diz Artur Passos, economista do banco. Ele ressalta que o balanço dos prejuízos está sujeito a mudanças, já que parte da produção e do consumo suspensos durante a greve pode ocorrer posteriormente.

Mas a disparada do dólar e dos juros no mercado futuro e a queda dos preços de ações de empresas são sinal de que a incerteza disparou, gerando efeitos que serão duradouros.

 

“As taxas de financiamento refletem principalmente os juros futuros e devem subir. Isso vai frear investimentos e o consumo de bens duráveis”, diz André Perfeito, economista-chefe da Spinelli Corretora, que reduziu sua projeção de crescimento em 2018 de 2% para 1,6%.

A situação doméstica é agravada pela expectativa de que os juros subirão a um ritmo mais acelerado nos EUA. Isso tende a provocar migração de investimentos de emergentes para o mercado americano.

Dossiê relata como Bolsonaro foi espionado pelo SNI entre 1986 e 1989

Bolsonaro motoqueiro, quando ainda era capitão da ativa

Juliana dal Piva
O Globo

Quando o então capitão Jair Messias Bolsonaro escreveu o artigo “O salário está baixo”, no início de setembro de 1986, ele sabia que estava cruzando a fronteira da hierarquia e da disciplina na carreira militar. Quem fala pela tropa é só o comandante. Assim, no próprio texto, Bolsonaro já admitia que a decisão de reclamar sobre os salários dos cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) poderia deixar sua carreira “seriamente ameaçada”. Ele só não sabia que ele e sua família seriam espionados ao longo de anos por agentes do Serviço Nacional de Informações (SNI), do mesmo modo como diversas lideranças de esquerda ainda eram vigiados, mesmo depois do fim da ditadura. Mais que isso. Seu artigo seria usado por partidos como PCB e PCdoB para mobilizar suas bases contra o Exército.

É o que mostram diferentes informes produzidos pelo órgão e consolidados em um dossiê de 37 páginas finalizado em novembro de 1989. Os documentos do SNI integram o acervo do Arquivo Nacional e estão disponíveis para consulta pública desde 2012.

SECRETO – Classificado como “secreto”, o prontuário 097160-08 documentou diversos momentos da vida de Bolsonaro entre 1986, quando o artigo foi publicado, até julho de 1989, quando ele já era vereador e não integrava mais as Forças Armadas. São diversos informes enviados por telex ao SNI.

O primeiro registro é justamente sobre o artigo, logo em seguida, no mesmo dia, foi anotado o conteúdo de um telex do CML relatando como havia repercutido na tropa a publicação do artigo de Bolsonaro. O órgão afirmava ao SNI que a recepção era favorável e que na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme) chegou a ser marcada uma reunião de oficiais sobre o assunto, proibida, posteriormente, pelo comandante. Dias depois, em 10 de setembro de 1986, outro telex do CML registrava que a então mulher de Bolsonaro, Rogéria Nantes, tinha concedido uma entrevista a Veja.

Um mês depois, em outubro de 1986, um informe do Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica (Cisa) descreveu que “os comitês central e regional do PCB e do PCdoB emitiram instruções no sentido de que seus militantes explorassem ao máximo o descontentamento salarial dos militares” a partir do artigo de Bolsonaro.

15 DIAS DE PRISÃO – Na ocasião, o artigo resultou em 15 dias de prisão para o capitão e, ao mesmo tempo, o SNI monitorava a repercussão daquele artigo em diferentes quartéis. Por isso, naquele ano a maior parte das anotações foi sobre a repercussão do texto. Mas o monitoramento seguiu e, um ano depois, em outubro de 1987, Bolsonaro voltou a aparecer na revista em uma reportagem na qual contava sobre um plano para colocar bombas em quartéis. Esse episódio teve mais consequências para o capitão.

No dossiê é mencionado um estudo produzido no Comando do Exército, em 16 de novembro de 1987, que considerou “que as averiguações realizadas não conseguiram elidir a dúvida que paira sobre a conduta do nominado (Bolsonaro). Embora não existam elementos para a abertura de IPM (indícios de crime militar)”. Ele negou que tenha concedido entrevista, mas não convenceu os superiores. Assim, o comando sugeriu a abertura de um Conselho de Justificação, espécie de inquérito.

O dossiê mostra que o SNI esteve o tempo todo no encalço acessando os depoimentos e documentos do processo antes da análise final dos três oficiais que o julgaram.

REPORTAGEM – Em 30 de dezembro de 1987, o CML remeteu ao SNI o conteúdo do depoimento de Cassia Maria, repórter que fez a matéria sobre o plano das bombas, no conselho e os documentos que ela apresentou. Ela entregou manuscritos de cinco mulheres de militares. “Segundo a repórter, cinco esposas de oficiais da Esao foram procurá-la para fins de publicação. Foram levantadas como possíveis signatárias D. Licia (Esposa do Capitão Fábio) e D. Rogeria (Esposa do Nominado)”, informa a anotação.

Em outro momento, durante o julgamento, mas já em fevereiro de 1988, o dossiê registra trechos do depoimento de Bolsonaro ao conselho. “No dia 12 de janeiro de 1988, ao ser reinquirido, confirmou suas declarações de próprio punho, prestadas em 25 de outubro de 1987, acrescentando que “quando se referiu a imprensa, não podia esperar que a Revista Veja publicasse um assunto tão fantástico”.

Ele foi condenado pelo conselho, mas absolvido no STM. Bolsonaro nega que tenha pensado no plano e, procurado, não quis se manifestar.

SEMPRE VIGIADO – O SNI, porém, não parou de vigiá-lo após a decisão do tribunal. Nas páginas constam anotações de que ele ameaçava processar o ministro Leônidas Pires, comandante do Exército, dos encontros dele com o ex-presidente João Figueiredo e, além dos detalhes de sua campanha para vereador meses depois, já na reserva do Exército.Os informes incluíam até quem frequentava sua casa, inclusive, no seu aniversário. A última anotação foi em julho de 1989.

Nesse período, o chefe do SNI era o general Ivan de Souza Mendes, último militar a comandar o órgão, que foi extinto no governo Collor, em 1991.

Um texto em memória de Darcy Ribeiro, que para sempre há de ser lembrado

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Darcy conseguiu ser genial até na hora de morrer

Carlos Newton

Poucos lembraram, mas faz 21 anos que perdemos o antropólogo e político Darcy Ribeiro, um homem que realmente amava este país e a sua gente. Mas a comentarista Carmen Lins lembrou a data e nos enviou um belo texto sobre os últimos momentos de Darcy Ribeiro, publicado em 2013 no blog de Pedro Eloi Resh.

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DARCY RIBEIRO E SUAS ÚLTIMAS PALAVRAS
Pedro Eloi Resh

A morte de Darcy Ribeiro deve ter ocorrido num dos cenários mais lindos, se é que se pode falar, de que para a morte, existe esse cenário lindo. Darcy teria solicitado que em sua morte fosse assistido por frei Betto e por Leonardo Boff. Somente Leonardo Boff esteve presente. A morte de Darcy aconteceu, depois de resistências para lá de heroicas, em Brasília, no dia 17 de fevereiro de 1997.

Quando Leonardo chegou, Darcy lhe deu as suas “Confissões”, ainda inéditas, e pediu a leitura do parágrafo final do Prólogo. Leonardo leu: “Termino esta minha vida exausto de viver, mas querendo mais vida, mais amor, mais saber, mais travessuras. A você que fica aí, inútil, vivendo vida insossa, só digo: “Coragem! Mais vale errar, se arrebentando, do que poupar-se para nada. O único clamor da vida é por mais vida bem vivida. Essa é, aqui e agora, a nossa parte. depois, seremos matéria cósmica, sem memória de virtudes e gozos. Apagados, minerais. Para sempre mortos”. Segue-se um belíssimo  diálogo e certamente Darcy partiu feliz.

CASULO E BORBOLETA – Boff fala para Darcy que esta leitura é a interpretação de quem vê de fora, citando a história do casulo e da borboleta. O casulo morre para que a borboleta possa ter vida. Esta foi apenas a entrada para a conversa que irá se aprofundar, e Leonardo conta como imagina que seria a chegada de Darcy lá em cima e, de como  ele seria recebido. “E você Darcy, não será recebido por Deus Pai, você será recebido por Deus em forma de uma mãe“. Aí Darcy não se conteve e perguntou: “Então serei recebido por uma deusa“! E então Boff completa a imagem, afirmando que Darcy seria recebido de braços abertos e com palavras muito generosas, mais ou menos assim: “Como você demorou! você não queria vir, mas como você veio, você irá de abraço em abraço e de festa em festa, ser apresentado a todos“. De novo Darcy complementa: “Então será de farra em farra“?

As palavras de Leonardo Boff para Darcy Ribeiro são das coisas mais lindas que eu já vi. Darcy então parou, olhou meio de lado e disse a Leonardo: “Como gostaria que fosse verdade“! e contou de sua mãe, que sempre tivera muita fé e que morreu tranqüila. E, se dirigindo a Leonardo, lhe diz: “Eu te invejo por seres um homem inteligente e com fé. Eu não tenho fé. Mas como eu gostaria que isso fosse verdade“!

UMA VIDA DE AMOR – E então começam as partes mais lindas. Palavras que somente um sábio poderia falar, ao dizer que a fé não importava, o que importava era o amor. “E você, Darcy, a que dedicaste a tua vida? Tua vida foi um só ato de amor, um único ato de amor: atendeste aos famintos, às crianças abandonadas, aos índios marginalizados, aos negros e às mulheres oprimidas e, mais, ninguém louvou tanto às mulheres quanto você. Quem fez o que tu fizeste terá o reino, a eternidade e a Deus“. Leonardo faz então um jogo maravilhoso entre as palavras fé e amor. “O amor é o que vale, pois é verdade de vida, enquanto a fé é uma convicção mental“. Cita ainda palavras de Jesus, de que não se deve ter preocupações, pois estas geram pessoas doentes, neuróticas e ansiosas. Fala ainda da árvore e de seus frutos. Não há árvore boa que dê maus frutos e nem o contrário.

O AMOR PERMANECE – As palavras finais são mais lindas ainda. “O que é, é. E o que é, é para sempre. Entre a fé, a esperança e o amor, o maior sempre será o amor, pois o amor permanece para sempre. Enquanto que a fé acabará quando tudo for revelado, da mesma forma que a esperança, que não fará mais sentido, quando o esperado for alcançado. E então haverá apenas o amor e ele permanecerá por toda a eternidade, pois Deus é amor e nós o seremos com Ele“.

Darcy ainda consegue se dirigir a Leonardo para lhe dar um último recado: “Então, nos vemos na farra!“. Pode existir fala mais tranquilizadora? Darcy deve ter partido em estado de muita felicidade. E…., eu de minha parte,desde que não seja para muito já, quando eu tiver que partir…, vou querer me integrar nesta farra, pois, conviver com estas companhias deve ser para lá de bom.

Lula está inelegível e seu nome nem deveria constar nas pesquisas eleitorais

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Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

 


José Antonio Perez Jr.

O Instituto Datafolha presta um desserviço ao incluir em suas pesquisas o nome de um condenado preso e inelegível. O nome desse suposto candidato deveria ser esquecido, assim como ele. Tem que mofar na cadeia! O ministro do planejamento disse na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal que talvez demore 11 anos até se conseguir equilibrar as contas públicas. O PT pegou o país com dívida pública líquida em torno de 600 bilhões e entregou (a contragosto, através de impeachment) com quase três trilhões, agora estava chegando a quatro trilhões, mas teve um alívio com a alta do dólar.

O PT destruiu não só as contas públicas mas também as estatais, os fundos de pensão e os bancos públicos. Para quem não se lembra, o Sr Luís Inácio “salvou” o banco do amigo Silvio Santos empurrando a conta do PanAmericano para a Caixa Econômica Federal. 

UM SER VULGAR – Lula deu indulto ao assassino Cesare Battisti no último dia de mandato por ser um covarde. Criminoso, covarde, sem caráter e mentiroso. Um ser vulgar. Cadeia é muito pouco para um líder enganoso como Lula.

Lula é o Super Macunaíma, que deseducou uma nação, ao agir como se “os fins justificassem os meios”. Um sujeito que pregava o tempo todo que não é necessário esforço para se conquistar o que quer que fosse. Não estudou nem levou os filhos a estudarem, só dois deles se formaram. E dizia que diplomatas de carreira não precisavam falar outro idioma.

Seu nome não deveria ser citado em pesquisas, por ter sido condenado em segunda instância e estar incurso na Lei da Ficha Limpa. Não pode ser candidato, mas os institutos de pesquisa insistem. Com isso, aumentam a confusão eleitoral e ninguém pode prever o que vai acontecer. Não confio no Datafolha, assim como não confio mais no jornal Folha de São Paulo. Estamos ferrados!

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Perez tem razão. O nome de Lula não deveria constar nas pesquisas eleitorais. O Supremo teve oportunidade de esclarecer isso, era simples, bastava os ministros reconhecerem que a Lei da Ficha Limpa impede a candidatura de condenados em segunda instância e lhes suspende os direitos políticos, não podem votar nem serem votados. No entanto, os ministros do STF decidiram não examinar a questão. Parece que preferem ver o circo pegar fogo. (C.N.)

Queda do dólar na sexta-feira foi apenas uma pausa no pânico generalizado

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Charge do Sinfrônio (sinfronio.com.br)

 


Vicente Nunes
Correio Braziliense

O governo respirou aliviado na sexta-feira com a queda de mais de 5% do dólar — a maior em um dia desde 2008 —, mas nem de longe baixou a guarda. Tanto o Palácio do Planalto quanto a equipe econômica sabem que os mercados estão muito longe de darem trégua. Os investidores responderam favoravelmente à intervenção feita pelo Banco Central. Contudo, deixaram claro que seus movimentos serão guiados por dois eventos importantes. Um, interno, as eleições presidenciais. Outro, externo, o aumento dos juros nos Estados Unidos. Há muita incerteza nos dois campos.

 Para integrantes do governo, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, terá que suar muito a camisa. Se as pesquisas de intenção de votos continuarem mostrando Jair Bolsonaro e Ciro Gomes na liderança, a munição do BC terá que aumentar.

DESCOMPROMISSO – Por enquanto, o arsenal de US$ 20 bilhões foi suficiente para espantar o pânico dos mercados. No entanto, o descompromisso desses dois candidatos com reformas como a da Previdência Social tende a enlouquecer os donos do dinheiro. Nesse quadro, combinado a um aumento mais forte dos juros nos EUA, o dólar pode ir a R$ 5 e o BC seria obrigado a elevar a taxa básica de juros (Selic), que está em 6,50% ao ano. Seria “o beijo da morte”, como diz um integrante do governo.

A análise dentro do governo e no mercado é a de que o BC teria dois caminhos a percorrer ante o nervosismo que levou o dólar a flertar com R$ 4, um convencional, outro não convencional. A autoridade monetária optou pela primeira opção. Dentro do regime de metas de inflação e com os índices de preços controlados, interveio no câmbio, mas manteve a taxa de juros inalterada.

ALTA DA SELIC – O BC só subiria a Selic se as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desandassem, indicando sinais de descontrole. Não é o caso. Pelos modelos do BC, mesmo com o dólar a R$ 3,80, a inflação deste ano ficaria abaixo do centro da meta, de 4,5%. Em 2019, se situaria ligeiramente acima do objetivo definido em lei, de 4,25%.

No caminho não convencional, o BC seguiria a rota tomada pela Turquia. Para conter o ataque à lira turca e evitar a disparada da inflação, a autoridade monetária daquele país elevou os juros para 17,75% ao ano, um baque. Por enquanto, acredita Ilan Goldfajn, não há necessidade de se mexer na Selic. Isso não quer dizer, entretanto, que o BC brasileiro não possa elevar os juros já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para 19 e 20 de junho.

Ilan deixa claro que usará todos os instrumentos disponíveis para conter movimentos de pânico. Mas, neste momento, prefere apostar na fragilidade da economia para segurar os repasses da alta do dólar para os preços.

PEDIDO DE TEMER – Nas conversas que manteve com Ilan, o presidente Michel Temer pediu que o BC evite qualquer tentativa de desestabilização da economia. Para o governo, o pior que pode acontecer neste momento, de total fragilidade política, é a inflação disparar, os juros subirem e o país mergulhar novamente na recessão. “Seria uma derrota enorme”, reconhece um integrante do Planalto. “Mas temos confiança de que o Banco Central será bem-sucedido. Se precisar, poderá ofertar mais de US$ 110 bilhões em contratos de swap ao mercado. Quem está disposto a encarar isso?”, indaga.

 

Apreensivo, banqueiro diz que Bolsonaro pode ser eleito tipo Lula em 2002

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Bolsonaro está conquistando votos em redutos do PT

 


Vicente Nunes
Correio Braziliense

Um dos mais representativos banqueiros do país acredita que a onda Bolsonaro nas eleições está cada vez mais parecida com a que elegeu Lula em 2002. Desta vez, porém, o movimento não é de esperança, mas de repúdio a tudo o que se viu nos últimos anos, de corrupção, desmandos e degradação da imagem dos políticos. “O país cometerá um grande erro”, diz.

Para esse banqueiro, a sensação que se tem é de que, quanto mais Bolsonaro apanhar dos concorrentes e da mídia, mais ele vai crescer nas pesquisas de intenção de votos. “Não duvido da possibilidade de Bolsonaro ser eleito no primeiro turno. Nossas pesquisas internas mostram um apoio enorme a ele nas periferias das grandes cidades”, afirma.

DESDENHARAM – Na avaliação do banqueiro, faltou visão estratégica dos candidatos mais moderados, comprometidos com um ajuste fiscal e com reformas como a da Previdência Social. “Ficou todo mundo olhando para o próprio umbigo, desdenhando da candidatura de Bolsonaro. Agora, acordaram para o perigo que o capitão do Exército se transformou. Tomara não seja tarde para combatê-lo”, ressalta.

Esta semana será marcada por grande tensão, que começou neste domingo (10/06), com a divulgação de novas pesquisas eleitorais pelo Datafolha e passará pela reunião do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, que indicará para onde vão os juros na maior economia do planeta.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGNesta matéria escrita antes do resultado da pesquisa Datafolha, o excelente jornalista Vicente Nunes não cita o nome do banqueiro, para não perder a fonte, mas em outra matéria ele revela que pesquisas encomendadas pelos banqueiros indicam que o segundo turno será entre Bolsonaro e Ciro Gomes. O detalhe mais importante é que o banqueiro não quer Bolsonaro e está apreensivo. Será que o mercado apoiaria Ciro no segundo turno? (C.N.)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Trump sonha em revogar protecionismos contra produtos dos Estados Unidos

 

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Angela Merkel, da Alemanha, enfrenta Trump no G-7



Deu em O Tempo

Antes de deixar a Cúpula do G7, no Canadá, rumo a Cingapura para encontro com Kim Jong-un, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu o fim de práticas comerciais que prejudicam os Estados Unidos. Dias depois de impor tarifas para a importação de aço e alumínio, o norte-americano quer abolir barreiras comerciais e de subsídios. Ele argumentou que há países que ajudam as indústrias nacionais e criam condições injustas de concorrência.

“As tarifas vão cair porque não podemos continuar a fazer isso. Somos como o porquinho de dinheiro que todo mundo está roubando“, disse Trump em uma entrevista à imprensa.

REGRAS PREJUDICIAIS – O presidente afirmou que as regras prejudiciais aos Estados Unidos foram criadas por seus antecessores, e que não culpa os aliados do grupo, que reúne os sete países mais industrializados do mundo. Disse ainda que as conversas no G7 foram muito “produtivas”, apesar da troca de críticas públicas com o anfitrião Justin Trudeau, primeiro-ministro canadense, e o presidente francês Emmanuel Macron, às vésperas do encontro.

A chanceler da Alemanha Angela Merkel afirmou que o comunicado conjunto do encontro vai enfatizar a importância de um comércio baseado em regras. Segundo ela, os líderes concordaram que tarifas e barreiras comerciais devem ser reduzidas.

Donald Trump deixou a cidade de La Malbaie, no Canadá, antes do término do encontro da Cúpula do G7. Ele embarcou para Cingapura, onde se encontrará com o líder norte-coreano Kim Jong-Un, no início da semana. A reunião está marcada para 8h de terça-feira (12) no horário local, 22h de segunda-feira (11) no horário de Brasília. Ainda no Canadá, o norte-americano disse que a viagem é uma “missão de paz”.

POUCO LIGANDO – Na reunião do G7, Trump chegou atrasado ao café da manhã dedicado à discussões sobre igualdade de gênero. Com a viagem agendada para Cingapura, também perdeu parte dos debates do segundo dia do encontro, inclusive sobre mudanças climáticas.

A reunião deste sábado teve a participação de líderes de países fora do grupo, entre eles os presidentes da Argentina, Mauricio Macri, e do Haiti, Jovenel Moise. Também estavam nas reuniões dirigentes de instituições internacionais, como das Nações Unidas e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Pelo Twitter, Trump afirmou ter deixado claro aos líderes mundiais que participaram da Cúpula do G-7, em Quebec, no Canadá, que não aceitará a imposição de tarifas aos produtos norte-americanos e esse “abuso comercial” já se manteve por tempo demais.

NÃO POSSO PERMITIR – “Acabo de deixar o @G7 Summit no belo Canadá. Grandes encontros com líderes dos seis países, especialmente porque eles sabem que não posso permitir que apliquem altas tarifas e fortes barreiras ao…Comércio dos Estados Unidos. Eles entenderam completamente de onde venho. Depois de muitas décadas, o Comércio livre e recíproco vai acontecer!”, escreveu o presidente norte-americano

E Trump prosseguiu. “Os Estados Unidos não vão permitir que outros países imponham altas tarifas e barreiras comerciais à nossos agricultores, trabalhadores e companhias enquanto enviam seus produtos para nosso país livre de taxas. Temos de colocar um fim a esse abuso comercial que acontece há décadas e se estendeu por tempo demais”.

Pela manhã, Trump sugeriu que os membros do G-7 façam um acordo para criar uma zona comercial “livre de tarifas” entre esses países. A questão comercial entre os EUA e o restante do mundo ganhou holofotes nos últimos meses após o anúncio de tarifas massivas sobre aço e alumínio importados. Segundo Trump, os membros do G-7 estão comprometidos com uma situação comercial mais justa para os EUA.

DESONESTO E FRACO – Na sequência, Trump afirmou, também pelo Twitter, que o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, mentiu em sua coletiva de imprensa. Irritado, Trump acusou o líder canadense de desonesto e fraco.

“Com base nas declarações falsas de Justin em sua coletiva de imprensa e no fato de que o Canadá está cobrando tarifas massivas dos fazendeiros, trabalhadores e companhias dos Estados Unidos, instruí nossos representantes a não endossarem o Comunicado enquanto examinamos as tarifas sobre automóveis que inundam o mercado dos EUA!”, escreveu o presidente norte-americano.

“O primeiro ministro do Canadá, Justin Trudeau, foi tão dócil e moderado durante as reuniões do G7 que só deu uma coletiva de imprensa depois que eu saí dizendo que ‘as tarifas americanas eram meio insultantes’ e que ‘não será pressionado’. Muito desonesto e fraco. Nossas tarifas são em resposta à sua de 270% em produtos lácteos!”, atacou Trump.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG O protecionismo nasceu antes da diplomacia e vai morrer muito depois dela. O grande desafio na política internacional é justamente encontrar um ponto de equilíbrio entre os respectivos protecionismos, e isso Trump jamais conseguirá com sua diplomacia equina. (C.N.)

Entenda como a apuração da eleição de 2014 pode ter sido fraudada no TSE

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Charge do Angeli (Folha de S.Paulo)

José Tonelotto Filho

Aproveitando que os urubus do Supremo Tribunal Federal viraram cúmplices da fraude nas urnas, “abolindo” a lei do voto impresso, perguntaria aos Institutos de pesquisas, que acredito serem formados por estatísticos, matemáticos: em 2014 muito se falou de fraude nas urnas, nenhum estatístico teve a curiosidade de ver a curva da evolução da apuração dos votos? Não acharam estranho, numa eleição com 3,8% de diferença final, as curvas de votos que apuram minuto a minuto se cruzarem uma única vez?

Se os votos entram no Tribunal Superior Eleitoral aleatoriamente, enviados pelos TREs, não acharam estranho um candidato ganhar cada minuto por 84 minutos seguidos, abrindo 6,7 milhões de votos de diferença e depois perder cada minuto a partir do 85° minuto até o final?

APÓS 50% – Não acharam estranho que justamente no 84° minuto da apuração se chegou a 50% dos votos apurados? Ou seja, a partir de 50% dos votos apurados a Dilma começou a ganhar todos os minutos. Isso é uma mera coincidência?

Nenhum estatístico destes Institutos achou isso estranho? Um leigo como eu pôde pesquisar e descobri essa estranha situação, mas os profissionais da estatística não tiverem esta curiosidade? Como acreditar em pesquisas? Como acreditar que estes Institutos são isentos?

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGNo dia da eleição, aqui na TI achamos estranhíssimo que o ministro Dias Toffoli, presidente do TSE, tenha proibido a entrada de qualquer outro ministro na sala onde os técnicos ficaram trancados. Apenas 23 pessoas estavam na sala secreta. Estranhamos também que o TRE de Minas Gerais, onde Aécio perdeu a eleição, tenha sido proibido por Toffoli de dar informações sobre a apuração.  E estranhamos também o petista Luiz Eduardo Greenhalgh festejar a vitória de Dilma na internet quando Aécio ainda liderava. Tudo muito estranho. (C.N.) 

Juiz condena Lula e Okamotto por se aproveitarem da isenção fiscal do instituto

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Charge do Zé da Silva (Arquivo Google)

Deu na Reuters

A 1ª Vara das Execuções Fiscais de São Paulo manteve a indisponibilidade de bens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A sentença, que confirmou liminar do mês de março, tem como objetivo garantir o ressarcimento de uma dívida de R$ 15 milhões que a Receita Federal cobra do petista, do Instituto Lula e da empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações. O bloqueio de bens também foi mantido para o presidente do Instituto, Paulo Okamotto, braço-direito de Lula a quem é atribuído um débito de R$ 13 milhões.

De acordo com a sentença do juiz Higino Cinacchi Júnior, publicada na quarta-feira, dia 6, Lula usufruiu de valores que deveriam ser recolhidos aos cofres públicos graças ao entrelaçamento das atividades da L.I.L.S. e do seu Instituto.

O ESQUEMA – Funcionava assim, segundo os auditores da Receita: a L.I.L.S. recebia dinheiro das empreiteiras investigadas na Lava-Jato e transferia os valores ao Instituto na forma de doação. Gozando de isenção fiscal, revogada pelo governo federal após as descobertas da Lava-Jato, o Instituto usava os recursos livremente sem pagar impostos.

O juiz Cinacchi Júnior afirmou que as doações se “prestavam a bancar despesas estranhas à finalidade institucional” da entidade comandada por Lula. Citou como exemplos disso o fretamento de jatinhos, nos valores de 63,5 mil reais e 31,5 mil reais, para Lula participar, respectivamente, de documentário sobre a transição do seu governo para a ex-presidente Dilma Rousseff e de inauguração de obra pública do ex-governador Sérgio Cabral. Aliás, nesta semana, a primeira aparição de Lula após sua prisão foi numa videoconferência como testemunha de Cabral.

ENTRELAÇAMENTO – Foram indicadas ainda despesas com aluguel de veículos, estadia do ex-presidente, assessores e prestadores de serviços (intérpretes e outros acompanhantes) e locação de celulares.

“As duas pessoas físicas (Lula e Okamotto) e as duas jurídicas, em atividade entrelaçada, tinham direto interesse no resultado da conduta, qual seja, dispor de valores que deviam ser recolhidos ao fisco, para utilização em atividades pessoais e político/partidárias”, afirmou o juiz Cinacchi.

A sentença que confirmou o bloqueio dos bens é uma etapa da execução da dívida fiscal. A defesa do ex-presidente tenta impugnar a autuação da Receita.

(Reportagem enviada por Mário Assis Causanilhas)

A maldição do impeachment pega mais um – Augusto Nardes, ministro do TCU

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Nardes posava no TCU como caçador de corruptos

 


Bernardo Mello Franco

O Globo

Eduardo Cunha foi preso. Aécio Neves caiu em desgraça. Michel Temer continua no palácio, mas não pode pisar na rua. A maldição do impeachment tem sido implacável com os algozes de Dilma Rousseff. Agora chegou a vez de Augusto Nardes, o relator das pedaladas fiscais.

“No fim de maio, a Polícia Federal vasculhou a casa do ministro do Tribunal de Contas da União. Os agentes apreenderam documentos e celulares. A operação foi realizada em sigilo, por ordem do Supremo Tribunal Federal. Veio à tona na quarta-feira, no site da revista Época.

DESPESAS PESSOAIS – “Nardes apareceu na delação de Luiz Carlos Velloso, um dos réus confessos da quadrilha de Sérgio Cabral. Ele disse à Justiça que pagou despesas pessoais do ministro. No pacote, incluiu até mensalidades escolares. Segundo o delator, o ministro do TCU também recebeu propina de Fernando Cavendish, o empreiteiro que bancava as farras do ex-governador do Rio.

“Não é a primeira vez que o investigador vira investigado. Nardes já havia sido citado na Operação Zelotes, que apura fraudes fiscais. Também foi delatado ao menos duas vezes na Lava-Jato. Renato Duque, o ex-diretor da Petrobras, disse que ele recebeu propina de R$ 1 milhão.”

CAI A BLINDAGEM – Até agora, o ministro esteve a salvo de conduções coercitivas ou prisões temporárias. As buscas em sua casa são uma novidade porque indicam que essa blindagem pode ter começado a ruir. Procurado na quarta, ele não quis se manifestar sobre a operação.

“Antes de se enrolar, Nardes foi peça-chave na derrubada de Dilma. Seu relatório sobre as pedaladas deu pretexto formal para o processo de impeachment. Às vésperas do julgamento, ele posava de vestal. Numa entrevista, disse que o país não podia mais “passar a mão na cabeça das autoridades em detrimento do povo” brasileiro. “Temos que dar um basta a isso”, bradou. Houve quem sugerisse lançá-lo ao Planalto.

Ex-deputado do PP, Nardes foi indicado ao TCU por Severino Cavalcanti, aquele que exigiu a diretoria da Petrobras “que fura poço e acha petróleo”. Antes de virar ministro, fez acordo para escapar de uma acusação por crime eleitoral e peculato. Quando ele pontificava contra a corrupção, sua ficha já era bem conhecida em Brasília.

No Datafolha: Bolsonaro, Marina e Ciro crescem, e Lula ainda lidera com folga

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Charge do Jota A (O Dia/PI)

 


Ricardo Balthazar
Folha

Dois meses depois da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seus adversários na disputa pela Presidência da República continuam encontrando dificuldades para conquistar a preferência dos eleitores. Pesquisa realizada pelo Datafolha na semana passada aponta o líder petista com 30% das intenções de voto e mostra que mais de um terço dos eleitores se dizem sem opção ao analisar cenários em que ele fica fora do páreo.

O instituto entrevistou 2.824 eleitores de 174 municípios na quarta (6) e na quinta (7). A pesquisa é a primeira feita pelo Datafolha após a paralisação dos caminhoneiros, que causou transtornos em todo o país, provocou uma crise no governo e abalou a economia.

BOLSONARO – Segundo o Datafolha, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que apoiou os caminhoneiros, mantém a liderança da corrida presidencial nos cenários em que Lula está ausente, com 19% das preferências.

A ex-senadora Marina Silva (Rede) aparece logo depois no levantamento, com até 15% das intenções de voto. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que oscila entre 10 e 11%, e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tem 7%, estão tecnicamente empatados.

Embora Ciro apareça numericamente à frente nos resultados, a diferença entre os dois pode ser menor por causa da margem de erro do estudo, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O ex-ministro Henrique Meirelles (MDB), que lançou sua pré-candidatura com apoio do presidente Michel Temer, tem apenas 1% das preferências, de acordo com o instituto.

INDEFINIÇÃO – Os cenários pesquisados pelo Datafolha na semana passada são diferentes dos que foram considerados pelo estudo anterior, feito em abril, e por isso os resultados dos dois levantamentos não são perfeitamente comparáveis.

O PT reafirmou na sexta (8) a disposição de registrar a candidatura de Lula, que cumpre pena em Curitiba pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro e deve ser impedido pela Justiça de concorrer.

A estratégia adotada pelo partido adia a definição do nome que poderá substituir o ex-presidente se ele for barrado. Os dois mais cotados para a vaga, o ex-prefeito Fernando Haddad (SP) e o ex-governador Jaques Wagner (BA), aparecem com 1% na pesquisa.

APOIO DE LULA – A ausência de Lula fez cair o número de eleitores que o mencionam espontaneamente quando consultados sobre suas preferências, mas seu prestígio poderá ser decisivo para quem receber seu apoio. Nos cenários sem o ex-presidente no páreo, mais de 40% dos seus eleitores dizem não ter em quem votar.

Simulações feitas pelo Datafolha para o segundo turno da eleição reforçam os sinais de que muitos eleitores não encontram alternativa sem Lula.

Em cinco dos nove cenários em que o líder petista não aparece, o número de eleitores sem opção, dispostos a votar em branco ou anular o voto supera o de apoiadores do candidato vencedor. Marina Silva aparece como a que tem melhores chances contra Bolsonaro no segundo turno.