Gleisi Hoffmann na Venezuela e o PT no mundo da lua…

A senadora

Gleisi Hoffmann, presidente do PT, foi a Caracas prestigiar Maduro

Bernardo Mello Franco
O Globo

A presidente do PT viajou a Caracas para prestigiar a posse de Nicolás Maduro. É difícil imaginar uma ideia tão desastrada. A não ser que Gleisi Hoffmann tenha resolvido ajudar os bolsonaristas a desgastar ainda mais o próprio partido.

Maduro foi reeleito num pleito marcado por suspeitas de fraude. Mais de metade do eleitorado não apareceu para votar. Os dois maiores rivais do presidente foram impedidos de concorrer. A oposição que restou contesta o resultado oficial das urnas.

AUTORITARISMO – Desde que assumiu o poder, há quase seis anos, o presidente conduz o país na direção do autoritarismo. Já esvaziou o Parlamento, perseguiu juízes e mandou prender adversários políticos. Também pressionou o Conselho Nacional Eleitoral a anular um referendo que ameaçava revogar seu mandato.

Em relatório recente, a Human Rights Watch afirmou que a “repressão implacável do governo tem resultado em milhares de detenções arbitrárias, centenas de casos de civis julgados por tribunais militares, casos de tortura e outras violações”.

Ontem a entidade denunciou novas torturas contra militares e civis acusados de conspirar contra Maduro: “Os abusos incluem espancamentos brutais, asfixia, corte nas solas dos pés com uma lâmina de barbear, choques elétricos e privação de comida”.

CAOS ECONÔMICO – Apesar das reservas de petróleo, a Venezuela mergulhou num colapso econômico que combina hiperinflação e desabastecimento. Segundo as Nações Unidas, cerca de cinco mil pessoas deixam o país todos os dias. Mais de três milhões fugiram desde 2014. No Brasil, o êxodo provocou uma crise humanitária em Roraima.

O PT poderia ter aproveitado a derrota eleitoral para se afastar do velho aliado. Para isso, não precisava se juntar a governos de direita. Bastava reconhecer que o regime venezuelano se degenerou e defender uma transição pacífica de poder.

Ao viajar para a festa de Maduro, Gleisi indica que seu partido continua a habitar o mundo da lua. Não deixa de ser uma semelhança entre o petismo e o nosso novo chanceler.

Ataques no Ceará são resultado de acordo das facções, que não se repete no resto do país

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As facções se julgam mais poderosos do que o próprio Estado

Aline Ribeiro
O Globo

A onda de ataques criminosos no Ceará, que já dura mais de uma semana, é resultado de um acordo entre as duas maiores facções criminosas do Brasil. A reconciliação temporária entre Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) não se estende, porém, para todo o território nacional, segundo autoridades que investigam o crime organizado.

De acordo com um delegado paulista, a ordem para o armistício entre as duas facções não partiu da cúpula do PCC, presa na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Segundo ele, lideranças locais da organização criminosa no Ceará forçaram essa aproximação, e só depois a ordem foi chancelada pelos chefes presos em São Paulo.

SEM ACORDO – Comunicados apreendidos e telefonemas interceptados pelo Ministério Público do Ceará e pela Polícia Civil de São Paulo mostram que integrantes dessas organizações criminosas em outros estados brasileiros não reconhecem o acordo de paz entre as facções paulista e carioca.

Num dos comunicados, os chamados salves, um membro do PCC no Tocantins afirma que a trégua se limita ao Ceará. Em outro diálogo interceptado, um integrante da facção paulista no Mato Grosso do Sul diz que existe orientação expressa para que o acordo não se aplique fora do estado.

Ao Globo, o secretário da Segurança Pública do Ceará, André Costa, afirmou que a trégua entre PCC e CV foi motivada pelo rigor que o governo estadual impôs ao sistema prisional no Ceará. Segundo ele, a nomeação do novo secretário de Administração Penitenciária do estado, Luís Mauro Albuquerque, provocou a onda de ataques criminosos desde o último dia 2.

REAÇÃO DO CRIME — “As facções já sabiam a forma dele trabalhar, por isso houve reação. Essa crise é proporcional à relevância da ação que o estado tem feito contra o crime. Ocorre exatamente porque estamos agindo na ferida deles” – disse Costa.

Especialista em gestão penitenciária e policial civil, o novo secretário de Administração Penitenciária do estado, Luís Mauro Albuquerque, é conhecido por sua atuação no auge da crise do sistema prisional brasileiro.

Então titular da Diretoria Penitenciária de Operações Especiais do Distrito Federal, o brasiliense foi nomeado em janeiro de 2017 para coordenar uma força-tarefa federal que buscava retomar o controle do presídio de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte. Meses depois, foi alçado à secretário da Justiça e Cidadania. Durante sua gestão, deixou de separar presos por facções e implementou rigorosas rotinas de inspeção, inspiradas no sistema penitenciário federal.

SEM CELULAR – Em entrevista depois da cerimônia de posse no Ceará, no primeiro dia do ano, Albuquerque prometeu extinguir os celulares nas cadeias e disse não reconhecer facções criminosas: “Quem manda é o Estado. Eu não reconheço facção. O preso é o preso, não tem diferenciação perante à lei”. Na prática, sua fala sinalizou para o fim da separação de detentos de facções rivais nas penitenciárias, prática adotada no Ceará. Há no estado cadeias do CV, do PCC e dos Guardiões do Estado, a facção local.

Desde o dia 2, o Ceará tem sofrido uma série de atentados ordenados por facções criminosas. Comerciantes foram coagidos, veículos e prédios públicos foram queimados e uma ponte foi explodida.

De acordo com o Ministério da Justiça, 406 homens e 96 viaturas da Força Nacional estão no estado para ajudar a conter a crise de violência. Um total de 215 suspeitos de envolvimento com os ataques foram presos.

PRISÕES FEDERAIS – Na tentativa de enfraquecer as facções criminosas, o governo pediu a transferência de presos para o sistema federal. Na madrugada de quarta-feira, 21 detentos do Comando Vermelho foram removidos para o presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte . Outro grupo já havia sido retirado no último domingo, dia 6. O Ministério da Justiça colocou 60 vagas em unidades federais à disposição do governo cearense.

Segundo o secretário da Segurança Pública, André Mota, outros presos já foram transferidos de forma pontual para penitenciárias de dentro do próprio estado. Ele não soube informar o número.

— Houve casos em situações emergenciais. Para nós, presos é preso, não ter cor e bandeira, não tem nada. É preso. A separação tem de ser por regime, por grau de risco – disse Mota.

ACOLHIMENTO – Um membro do Ministério Público do Ceará afirmou ao Globo que as facções determinaram que, caso cheguem presos de outras facções em cadeias até então inimigas, a ordem é para que sejam acolhidos prontamente.

— A secretaria de administração penitenciária está misturando presos, e os faccionados estão aceitando tranquilamente até os que eram inimigos. Eles dizem: ‘agora é só crime, não tem mais PCC, CV ou GDE. Agora é o crime contra o Estado’ – disse o promotor.

Pela localização privilegiada, o Ceará é estratégico para o crime organizado. Além de mais próximo da Europa e da África, tem dois portos (Pecém e Mucuripe), o que facilita a exportação da droga. O PCC saltou de 77 filiados ali, em 2015, para 2,5 mil, neste ano. Depois de São Paulo e Paraná, o Ceará é o terceiro estado com mais integrantes da facção paulista.

SEM MENSALIDADE – O PCC se uniu à organização local Guardiões do Estado para combater o CV. Para se expandir no estado, há dois anos chegou a abolir a mensalidade que cobra dos integrantes, a chamada “cebola”, algo em torno de R$ 700.

O PCC declarou guerra ao CV em junho de 2016. As duas facções, que por mais de duas décadas mantiveram uma cooperação comercial e um acordo de proteção de seus integrantes, naquele ano passaram a disputar o mercado nacional do tráfico de drogas e deram início a uma sequência de rebeliões em presídios. Desde que romperam, essa é a primeira vez que declaram trégua.

— A grande questão no Ceará não é o que está acontecendo neste momento, porque a crise passa. Mas sim o fato de que as facções, ao se unirem contra um inimigo comum, mudaram o patamar das coisas: saíram fortalecidas, com ainda mais poder – diz o analista criminal Guaracy Mingardi, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
É o primeiro grande teste do ministro Sérgio Moro. Conforme a “Tribuna” tem assinalado, existe uma guerra no país, que precisa ser travada em nome da justiça e da segurança dos cidadãos de bem. E nas guerras, todos sabem, é preciso abater o inimigo, como propõe o governador do Rio, Wilson Witzel, com sua experiência de fuzileiro naval, defensor público e juiz federal. (C.N.)

Assessores indicados por Eduardo Cunha são ‘imexíveis’ e ficam no governo Bolsonaro

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Charge do Mário Tarcitano (Humor Político)

Vinicius Sassine e Eduardo Bresciani
O Globo

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni , manteve nos cargos de subchefes adjuntos para Assuntos Jurídicos de sua pasta dois advogados indicados às funções pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ), deputado cassado e hoje preso preventivamente pela Lava-Jato em Curitiba. Os subchefes Felipe Cascaes Bresciani e Erick Biill Vidigal vêm tendo atuação destacada nos primeiros dez dias da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro . A reportagem do GLOBO enviou no fim da tarde de quarta questionamentos à assessoria de imprensa da Casa Civil para saber o posicionamento do ministro e dos dois subchefes que continuam na função. Não houve resposta.

Cascaes foi o responsável final por um parecer do governo a respeito do indulto a presos, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo próprio presidente Bolsonaro na última terça-feira. Desde a mudança do governo, ele já participou de reuniões com ministros, com Bolsonaro e para discutir assuntos como o Estatuto do Desarmamento. Vidigal também já despachou com o presidente.

DESPETIZAÇÃO – No segundo dia de governo, Onyx anunciou a exoneração de 320 servidores em cargos de confiança e em funções com gratificações na Casa Civil, num gesto que ele chamou de “despetização” da máquina pública. O PT foi governo entre janeiro de 2003 e maio de 2016, quando a presidente Dilma Rousseff sofreu um impeachment no Congresso. O partido que assumiu o poder – e no poder permaneceu nos últimos dois anos e sete meses – foi o MDB do ex-presidente Michel Temer e do ex-deputado Eduardo Cunha.

A “despetização” executada por Onyx poupou os subchefes adjuntos para Assuntos Jurídicos, que são da cota do MDB. Ao anunciar a medida, Onyx disse que pouparia da exoneração em massa os funcionários da Subchefia de Assuntos Jurídicos porque já trabalha com essa equipe desde novembro, na transição, e já teria havido “um certo ajuste” nessa estrutura.

Cascaes foi nomeado ao cargo em 17 de maio de 2016, cinco dias depois do afastamento provisório de Dilma e da ascensão de Temer à Presidência. Vidigal ganhou o cargo no dia seguinte.

NA MESMA SALA – Uma reportagem publicada pelo Globo em 20 de maio daquele ano revelou que os dois eram indicações de Cunha e iriam trabalhar na mesma sala. Naquele momento, o deputado já havia sido afastado da presidência da Câmara – ele viria a ser cassado quatro meses depois.

O parlamentar se esforçava para tentar explicar os recebimentos de propina na Suíça e emplacar a versão de que a movimentação de dinheiro se deu em trusts e offshores que não estariam em seu nome. Cunha chegou a argumentar que os US$ 5 milhões movimentados – desviados da Petrobras, segundo a Lava-Jato – eram provenientes da venda de carne enlatada para a África.

Cascaes já havia advogado para Cunha em processos na Justiça com pedidos de indenizações a políticos e jornalistas. Vidigal, por sua vez, escreveu um artigo favorável ao deputado um mês antes de ganhar o cargo de subchefe adjunto para Assuntos Jurídicos. O artigo tem como título “Usufruir de paraísos fiscais não é crime” e foi publicado no portal “Metrópoles” em 17 de abril de 2016.

DEFENDENDO CUNHA – A respeito de Cunha, Vidigal afirmou no artigo: “O fato é que, para o tribunal da opinião pública e das redes sociais, o simples fato de alguém ser beneficiário de uma trust, por exemplo, já é razão suficiente para impor a esse alguém o rótulo de criminoso. (…) É o caso, por exemplo, do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que responde a processo de cassação de seu mandato sob a acusação de que teria mentido sobre a titularidade de contas bancárias no exterior, quando seu nome aparece, na verdade, como beneficiário de ativos geridos por trusts no exterior.”

O então juiz federal Sergio Moro, responsável por mandar prender Cunha em outubro de 2016, discordou da posição de Vidigal, hoje seu colega de governo – Moro é o ministro da Justiça de Bolsonaro. O juiz considerou “questionável” a versão de que os valores movimentados em contas no exterior pertenceriam a trusts e offshores em nome de terceiros. “Aparentam ser apenas empresas de papel”, escreveu o então juiz da Lava-Jato num despacho em junho de 2016.

ASSESSOR DE ROCHA – Vidigal foi assessor do gabinete do conselheiro Gustavo Rocha no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Rocha também advogou para Cunha e também foi indicado à Casa Civil – ele foi o subchefe para Assuntos Jurídicos – pelo deputado.

Dos atos dos subchefes para Assuntos Jurídicos que se tem conhecimento até agora no governo Bolsonaro, o mais importante foi assinado por Cascaes. Ele foi decisivo na manifestação do governo contra a concessão de indulto a um preso que decidiu acionar o STF para tentar garantir o benefício. Foi a primeira vez que o governo Bolsonaro se manifestou em relação ao indulto, o ato de concessão de perdão a penas conforme critérios previamente estabelecidos.

A defesa do detento que tentou um habeas corpus no STF apontou uma “coação ilegal” por parte do presidente Michel Temer. Depois de um vaivém de posições a respeito do indulto de Natal em 2018, Temer decidiu não assinar o decreto com o benefício, interrompendo uma prática existente desde a redemocratização.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Em tradução simultânea do neogoverno militar, está tudo como dantes no quartel de Abrantes e os indicados por Eduardo Cunha são como o ex-ministro Rogério Magri – imexíveis e indemissíveis. (C.N.)

Mourão mentiu, pois não houve perseguição a seu filho, que teve 8 promoções no BB

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Filho de Mourão é igual a Lula – um falso perseguido político

Deu no Congresso em Foco

O novo assessor especial da presidência do Banco do Brasil Antônio Hamilton Rossell Mourão, filho do vice-presidente Hamilton Mourão, foi promovido oito vezes nos governos Lula e Dilma (2003-2016). As constantes ascensões internas de Antônio ao longo de 18 anos de Banco do Brasil contradizem a justificativa do vice-presidente de que ele havia sido preterido nas gestões petistas por ser seu filho e que, só agora, estava sendo valorizado.

De acordo com a jornalista Madeleine Lacsko, do jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, Antônio Mourão ainda teve a oportunidade de se candidatar a uma promoção no governo de Michel Temer, mas não o fez porque preferiu ficar no cargo de assessor empresarial na área de agronegócios do banco.

POLÊMICA – A promoção do filho do vice-presidente ao cargo de assessor especial da presidência do Banco do Brasil causou polêmica e obrigou Mourão e o novo comandante do BB, Rubem Novaes, a se explicarem publicamente. Ambos alegam que Antônio foi escolhido pela competência e que ele já devia ocupar um cargo de destaque na instituição há mais tempo.

Como mostra a Gazeta do Povo, Antônio Mourão pulou três degraus com a nomeação. No novo cargo, o filho do vice-presidente receberá cerca de R$ 36 mil, quase três vezes mais do que ganhava na área de agronegócios do banco.

AS PROMOÇÕES – Veja a lista de promoções de Antônio Mourão no Banco do Brasil:

1 – 21 de janeiro de 2003: passa de gerente de Expediente em Campo Novo (RS) para gerente de Contas II em Brasília, na Asa Sul;

2 – 5 de março de 2003: operador financeiro Jr., já fora de agência e na estrutura do banco;

3 – 9 de agosto de 2004: analista pleno na Diretoria de Agronegócio;

4 – 14 de maio de 2007: gerente negocial na Superintendência de Varejo do BB em Mato Grosso do Sul;

5 – 18 de junho de 2007: analista na mesma Superintendência em Mato Grosso do Sul;

6 – 21 de julho de 2008: de volta a Brasília, assume como analista sênior;

7 – 10 de dezembro de 2012: vira analista sênior na Gerência de Negócios;

8 – 28 de maio de 2013: promovido a analista empresarial na Gerência de Negócios

DISSE MOURÃO – Na última terça-feira (8), Hamilton Mourão foi ao Twitter defender a promoção do filho, o que, segundo ele, ocorreu por mérito. “Meu filho, Antônio, ingressou por concurso no BB há 19 anos. Com excelentes serviços, conduta irrepreensível e por absoluta confiança pessoal do presidente do Banco do Brasil, foi escolhido por ele para a sua assessoria. Em governos anteriores, honestidade e competência não eram valorizados.”

O novo presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, endossou os elogios feitos pelo vice ao seu assessor e disse não entender por que Antônio Mourão não ocupava cargo de mais destaque no BB. “Mourão [o filho] é de minha absoluta confiança. Foi escolhido para minha assessoria e nela continuará, em função de sua competência. O que é de se estranhar é que não tenha, no passado, alcançado postos mais destacados no banco”, afirmou.

Segundo Novaes, o filho do presidente possui “excelente formação e capacidade técnica” e será mantido no cargo. Em nota, o banco informou que o cargo é de “livre provimento da Presidência do BB e a nomeação atende aos critérios previstos em normas internas e no estatuto do Banco”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Minha admiração pelo vice-presidente “non ecziste mais”. Mentiu desavergonhadamente, sem ter medo do ridículo. (C.N.)

Em apenas 5 anos, governo federal gastou R$ 1,66 bilhão em cartões corporativos

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STF impede a divulgação do cartão de Rosemary Noronha

Otávio Augusto
Correio Braziliense

O novo governo tem o desafio de diminuir gastos com o cartão corporativo — utilizado para despesas de pequeno porte ou eventuais que exijam pronto pagamento. No último ano da gestão do então presidente Michel Temer, a despesa específica da Presidência da República alcançou R$ 12,2 milhões. A cifra é 5,1% maior do que em 2017, quando atingiu R$ 11,6 milhões, segundo levantamento do Correio, com base em números divulgados pelo Portal da Transparência.

Entre 2014 e o ano passado, o governo federal desembolsou R$ 1,66 bilhão com o cartão. Os maiores gastadores foram a Presidência da República (R$ 78 milhões), o Ministério da Justiça (R$ 64,7 milhões) e o então Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (R$ 35,5 milhões). O dinheiro foi usado sobretudo com empresas aéreas, comércio e serviços. Desde 2002, ao menos sete mudanças no uso desses cartões ocorreram por meio de decretos e portarias.

CAIU EM 2018 – A equipe do presidente Jair Bolsonaro deverá perseguir — esse é um dos discursos mais recorrentes — o uso do dinheiro público. Apesar de ter havido alta nos custos com esse cartão entre 2015 e 2017, quando aumentou 98% — passando de R$ 229,51 milhões para R$ 453,61 milhões —, na comparação do ano passado com 2017, a queda chegou a 48%: atingiu R$ 235,26 milhões. Essa é a segunda melhor marca entre 2014 e 2018. Perde apenas para 2015, quando foram gastos R$ 229,51 milhões.

Entre os órgãos ligados à Presidência da República, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) foi o que mais utilizou o meio de pagamento. Lá, os valores gastos chegaram a R$ 943.809,51. Em seguida, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) pagou R$ 63.337,13. Já o Fundo de Imprensa Nacional lançou mão de R$ 35.458,19. Por último, o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) gastou com o cartão R$ 17.176,84.

6 MIL CARTÕES – Segundo os dados do Portal da Transparência, no ano passado, 6.066 pessoas eram portadoras de cartões corporativos. Em média, cada uma utilizou mais de R$ 38,7 mil por ano. No período de 2014 a 2018, 45% das compras foram centralizadas em passagens aéreas. Os gastos com uma rubrica chamada defesa civil representam 38% do montante. As despesas de pequeno vulto somam 17% do total. Os cartões são divididos em categorias: Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF), Cartão de Pagamento de Compras Centralizadas (CPCC) e Cartão de Pagamento de Defesa Civil (CPDC).

José Simões, professor de gestão pública do Ibmec, disse ser necessário ter ponderação na utilização do cartão. “O primordial é ter critério para o uso e cobrar responsabilidade do agente público. Esse é um instrumento para atender uma necessidade para o serviço público”, destacou. Para ele, como o orçamento é enxuto, não há outra possibilidade: limitar o gasto. “As pessoas que utilizarão esse recurso devem ser bem orientadas para que tenham os limites bem delineados. Isso não é feito para pagar jantar, que é uma  despesa particular. O uso do cartão corporativo tem um aspecto importante, pelo fato de um agente público estar numa missão para fazer frente a determinadas despesas”, frisou.

OS MOTIVOS – Na mesma linha de raciocínio, o professor Raul Velloso, PhD em Economia pela Universidade Yale, ressaltou que é preciso analisar o que motivou o aumento de gastos com passagens aéreas. “Só o governo pode explicar por que se movimentou mais e por que mudaram o padrão. Existe a necessidade de viagens para reuniões, por exemplo. O governo tenta não deixar crescer, cria limitações, mas a administração pública requer esse tipo de despesa”, avaliou.

A Controladoria-Geral da União (CGU), órgão responsável pela defesa do patrimônio público, transparência e combate à corrupção, atribuiu a alta nos gastos, em especial à observada na Presidência da República, a movimentos econômicos. “O aumento verificado nos gastos com Cartão de Pagamentos do Governo Federal (CPGF) está em linha com a inflação do exercício do ano de 2018”, explicou, em nota. O órgão justificou que a elevação ocorrida entre 2015 e 2017 se deve à utilização do cartão para compra de passagens aéreas.

E O CONTROLE? – A CGU garantiu que monitora “permanentemente” todas as transações realizadas, por meio do seu Observatório da Despesa Pública (ODP). “Ressalta-se, contudo, que a materialidade (volume de recursos) das despesas referentes aos cartões de pagamentos frente à totalidade do orçamento federal anual possui baixa representatividade”, acrescentou a nota.

Apesar de o presidente Jair Bolsonaro e de sua equipe defenderem, repetidas vezes, corte de gastos, o Ministério da Economia não explicou como controlará o uso dos cartões corporativos.

Por fraudes em cartões corporativos, oito servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foram punidos em Mato Grosso, em 2016. No total, ocorreram uma demissão (do então chefe da unidade estadual, que exerceu o cargo por mais de 30 anos), duas cassações de aposentadoria e cinco suspensões de até 90 dias. As investigações começaram em abril de 2014, e o processo administrativo disciplinar (PAD) constatou desvios de R$ 1,3 milhão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O ministro Dias Toffolli precisa botar em pauta a transparência do cartão corporativo da segunda-dama Rosemary Noronha, pedida pelo repórter Thiago Herdy e jamais concedida pelo Supremo. O povo quer saber. (C.N.)

Novo presidente da Apex é demitido, e governo Bolsonaro tem sua primeira baixa

O ex-presidente da Apex, Alecxandro Carreiro

Alecxandro Carreiro chegou atropelando os técnicos da Apex

Thais Bilenky
Folha

Sete dias depois de nomeado presidente da Apex (Agência de Promoção de Exportações do Brasil), Alecxandro Carreiro foi demitido, nesta quarta-feira (9), na primeira queda do governo Bolsonaro. O ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, anunciou sua saída e a indicação ao presidente Jair Bolsonaro do embaixador Mario Vilalva para substituí-lo. Vilalva possui “ampla experiência em promoção de exportações”, justificou Araújo nas redes sociais.

O chanceler afirmou que a saída foi a pedido de Carreiro. Nos bastidores da Apex, no entanto, há alguns dias já se comentava a instabilidade do presidente. De acordo com relatos internos, Carreiro vinha demitindo sumariamente antigos funcionários para nomear aliados, sem fazer qualquer transição.

CAÇA ÀS BRUXAS – Como entre os desligados havia servidores técnicos, instalou-se um clima de caça às bruxas que Araújo quer evitar. Entre as pessoas demitidas está Ana Seleme, mulher de Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor do ex-presidente Michel Temer.

Pelo menos dois diplomatas foram demitidos de gerências da Apex, afastando-aS do Itamaraty. Carreiro preparava mais uma leva de demissões ainda nesta semana, segundo pessoas da agência.

Araújo foi informado da situação, motivo de desconforto interno, e pediu moderação. Carreiro, no entanto, manteve o método. O chanceler se irritou e pediu que renunciasse.

QUADRO TÉCNICO – Araújo justificou a decisão pela necessidade de manter a Apex com quadro técnico e uma direção de perfil moderado. Além da questão política, o agora ex-presidente da Apex não é fluente em inglês, requisito da função previsto no estatuto da agência.

Os dois diretores nomeados da Apex permanecem —são indicações de Araújo, não de Carreiro. Na diretoria de gestão corporativa, assume o advogado Márcio Coimbra, ex-assessor parlamentar e estrategista político no Senado.

Na diretoria de negócios, entrará a empresária Letícia Catelani, que é próxima de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, e teve papel atuante na campanha eleitoral. Ela chegou a ser da diretoria do PSL em São Paulo, mas saiu, depois de um confronto com o então presidente interino do partido, Gustavo Bebbiano.

ESPECIALISTA – Indicado para a presidência da Apex, Vilalva está no Itamaraty desde 1976. Já serviu em diversos postos no exterior e se especializou na chamada diplomacia econômica. Vilalva foi embaixador no Chile (2006-2010) e em Portugal (2010-2016). Em 2016, assumiu o cargo de embaixador na Alemanha.

A Apex era parte do antigo Ministério do Desenvolvimento (Mdic) e passou a ser vinculada ao Itamaraty na gestão do chanceler José Serra e lá se manteve, a pedido do novo chanceler Ernesto Araújo.

SUPERMINISTRO – No alto escalão do Itamaraty, há preocupação de que o novo Ministério da Economia possa engolir parte das atribuições dos diplomatas em negociações comerciais.

A MP da reforma ministerial, assinada em 1º de janeiro, deu ao superministério de Paulo Guedes a competência sobre “negociações econômicas e financeiras com governos, organismos multilaterais e agências governamentais”.

Pela legislação anterior, de 2013, a antiga pasta da Fazenda tinha como atribuição apenas “participar das discussões e negociações econômicas e financeiras com outros países e em fóruns”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Diplomacia e comércio exterior são assuntos de especialistas. Simples assim. Será que foi o chanceler que demitiu o trapalhão ou mandaram que o fizesse? (C.N.)

Ministro Santos Cruz defende aumento para os militares e servidores do Executivo

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“Salários do Judiciário e do Legislativos são maiores”, alega

Eduardo Bresciani, Jussara Soares e Karla Gamba
O Globo

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, defendeu em entrevista ao Globo que os militares voltem a receber auxílio-moradia ou tenham aumento salarial. Afirmou ainda que a possibilidade de instalação de uma base militar dos Estados Unidos no Brasil, que chegou a ser levantada pelo presidente, “não faz sentido”.

Com a sua experiência militar, qual sua visão sobre a ideia de uma base norte-americana no Brasil?
No contexto de hoje, não tem sentido no contexto atual.

Foi um equívoco do presidente?
Talvez uma consideração hipotética. Uma coisa é uma consideração hipotética, outra coisa é um plano. Às vezes você fala certas coisas como hipótese. Quando digo que não tem sentido, isso é no contexto atual. Pode ser que um dia esse contexto mude, mas aí é outra história, você estuda o outro contexto. Esse tipo de opinião é uma opinião às vezes dentro de um contexto mais teórico, realmente hipotético, levantando outras hipóteses. Hoje eu não vejo nenhuma necessidade. Para resumir esse assunto, acho que não tem necessidade nenhuma nem para nós e nem para eles. Na segunda guerra mundial teve base americana porque naquela época você dependia de aviões com pequeno alcance. Hoje tem aviões que ficam 24 horas no ar e você vai para onde você quiser.

O senhor é favorável a retomar o pagamento de auxílio-moradia a militares?
Eu não posso falar pelo Ministério da Defesa, não sei como está estudando, mas deve estar estudando suas aspirações. Eu vejo a parte militar com alguns problemas que eu não tive. Eu lembro quando eu era tenente, capitão, que existia o auxílio-moradia, depois ele se tornou tão mínimo que acabou saindo do contracheque e foi extinto. Hoje isso aí é um problema muito sério porque o civil ele não se muda muito, mas o militar, você tem uma característica de mudar. Você vai servir uma cidade lá no interior e o Exército tem que ter moradia porque não tem nem casa para alugar. Em outros locais você tem o aluguel acessível para o salário do militar, em outros lugares o aluguel não é acessível. Então o militar tem algumas características que são muito especiais da profissão. Não é normal você ter 20 transferências durante sua vida profissional e para o militar é normal. Eu tive muitas, tive 25 no total.

Seria uma medida justa?
Acho que ou você aumenta o salário ou você faz um auxílio. O problema é que você tem dar um salário que possa cobrir tudo isso. O que você faz? Quando o salário não é suficiente, aí você tem que pendurar outros benefícios, igual outros trabalhadores, como vale-alimentação, vale-transporte, como complementações.

O governo precisa discutir a questão de remuneração dos militares?
Eu acho que precisa discutir a remuneração de todo o Executivo, porque a remuneração do Executivo é muito abaixo do Judiciário e do Legislativo. Se você comparar os salários são muito discrepantes e essa discrepância é muito difícil fazer um nivelamento.

Como fazer isso em um governo que vai fazer ajuste fiscal?
Isso aí é muito difícil de fazer porque os poderes são independentes e os outros poderes, que não o Executivo, eles têm a vantagem de que eles não têm que administrar o orçamento e o Executivo tem que administrar e acaba cortando na própria carne porque não tem como aumentar. Os outros têm a vantagem de estabelecer aumentos e o Executivo que ajuste o seu orçamento. Então é uma estrutura que traz uma série de dificuldades.

O governo já chegou a avaliar se a situação que está acontecendo no Ceará pode acontecer em outros estados?
O que está acontecendo no Ceará é uma ação de ousadia do crime organizado. O crime organizado é acompanhado pelos órgãos de segurança, que sem dúvida vão sufocar essa ação criminosa. O Estado não pode ser refém desse bando de vagabundo criminoso que agride a autoridade governamental dessa maneira. Se qualquer coisa que surgir ou ressurgir nessa linha, medidas serão tomadas. Isso mostra o quanto o Estado tem que ser forte e todo mundo, a população inteira tem que se mobilizar contra essa praga, esse câncer na sociedade que se chama crime organizado.

O governo tem um discurso forte em relação à moralidade, mas como se encaixa a nomeação do filho do vice-presidente, Antonio Hamiton Mourão, para um cargo mais alto no Banco o Brasil?
Eu vi pela imprensa. Ele é funcionário de carreira do banco, né?

Mas vai passar a ganhar o triplo do que ganhava…
É uma situação que você tem um funcionário com 18 anos na carreira e foi promovido dentro da estrutura do banco. Então é o banco tem que dizer porque selecionou. Não vou entrar no mérito porque você vê em diversos órgãos públicos pessoas que não tem a menor experiência naquela área e ganhando até mais. Fazer uma avaliação dessa seria uma leviandade.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGCom o país uma crise muito séria, que ameaça se agravar, só se fala em aumento salarial para servidor. Enquanto todos eles não estiverem equiparados aos ministros do Supremo, não estarão satisfeitos. “E o povo que se exploda”, como diria Justo Veríssimo, personagem imortal de Chico Anysio. (C.N.)

Com eleição secreta no Senado, aumenta a chance de Renan ser presidente

Eleição secreta no Senado após Toffoli derrubar liminar

Dias Toffoli derrubou a liminar deferida por Marco Aurélio

José Carlos Werneck

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, decidiu nesta quarta-feira manter votação secreta para a eleição da Mesa do Senado Federal. Ele derrubou a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, que em dezembro passado, determinou votação aberta na eleição, marcada para o início de fevereiro.

Toffoli analisou pedido feito pelo próprio Senado. Mais cedo, o presidente do STF havia negado igual pedido do deputado eleito Kim Kataguiri, do DEM se São Paulo, em relação às eleições para a Mesa da Câmara dos Deputados.

QUESTÃO INTERNA – O presidente do STF, em consonância com o preceito constitucional que determina a autonomia dos Poderes da República, acertadamente entendeu que a votação para a escolha dos dirigentes das duas casas do Legislativo é questão interna e portanto há de ser definida pelos seus integrantes.

Para ele, uma decisão individual não tem o condão de modificar o modelo da eleição, sem que o tema seja discutido no plenário do Supremo Tribunal Federal.

O ministro, ao decidir, afirmou que o entendimento dele valerá até julgamento do caso pelo plenário do STF em 7 de fevereiro, depois da eleição da Mesa.

DECISÃO MONOCRÁTICA – O presidente do Supremo ressaltou que uma decisão monocrática não poderia alterar a norma que está vigorando no Senado.

“Noto que a modificação para a eleição vindoura, por meio de decisão monocrática, sem a possibilidade de análise pelo Plenário da Corte (tendo em vista o recesso judiciário), implicaria em modificação repentina da forma como a eleição da mesa diretora regimentalmente vem se realizando ao longo dos anos naquela Casa; ao passo em que a manutenção da regra regimental permite a continuidade dos trabalhos diretivos da Casa Legislativa nos moldes definidos por aquele Poder”.

Em seu entendimento, como a eleição da Mesa Diretora tem por objetivo a administração da Casa Legislativa “inexiste necessidade de controle externo sobre a forma de votação adotada para sua formação”.

ELEIÇÃO SECRETA – Ele, igualmente, destacou que a eleição secreta, para esses casos, é adotada em diversos países do Mundo e que, embora a Constituição não determine como deve ser a forma de votação para eleição da Mesa, o Regimento do Senado prevê a regra, que deve vigorar em respeito a separação dos Poderes.

“Embora a Constituição tenha sido silente sobre a publicidade da votação para formação da Mesa Diretora, o regimento interno do Senado Federal dispôs no sentido da eleição sob voto fechado”, afirmou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Com a decisão de Toffoli, que foi absolutamente constitucional e deve ser seguida pelo plenário, aumenta a chance de Renan Calheiros (MDB-AL) ser presidente do Senado pela quarta vez. Na Câmara, não faz diferença, porque Rodrigo Maia (DEM-RJ) já está mais do que reeleito. (C.N.)

Supremo transfere denúncias contra Temer para primeira instância após o recesso

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Sem foro especial, Temer vai responder a quatro processos

Carolina Brígido
O Globo

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai encaminhar para a primeira instância do Judiciário os quatro inquéritos abertos na Corte para investigar o ex-presidente Michel Temer. Ele já foi denunciado em três dessas investigações. As decisões devem ser tomadas a partir de 1º de fevereiro, quando termina o recesso e o tribunal retoma suas atividades. Sem mandado desde 1º de janeiro, Temer não tem mais direito ao foro especial.

Durante o recesso, o presidente do tribunal, ministro Dias Toffoli, fica responsável por tomar apenas decisões urgentes. A denúncia mais recente contra Temer foi apresentada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, no dia 19 de dezembro, quando começou o recesso do STF. O caso está sob a relatoria do ministro Luís Roberto Barroso. Se considerar a medida urgente, Toffoli pode encaminhar o inquérito para a primeira instância ainda em janeiro.

DECRETO DOS PORTOS – No processo, Temer é suspeito de ter recebido propina em troca de beneficiar indevidamente empresas do setor portuário. “Michel Temer está no epicentro deste sistema criminoso, porque é o agente político com poderio suficiente para obter benefícios para os empresários do setor portuário”, diz a denúncia.

Os outros três inquéritos estão sob a relatoria do ministro Edson Fachin e só devem ser encaminhados para a primeira instância quando terminar o recesso. Uma das investigações tem origem nas delações de executivos do grupo J&F, dono da JBS. Em junho de 2017, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusou Temer de corrupção passiva, juntamente com o ex-assessor Rodrigo Rochas Loures.

O presidente é suspeito de ter recebido R$ 500 mil em propina do frigorífico JBS, além de ter aceitado promessa de vantagem indevida no montante de R$ 38 milhões, usando Rocha Loures como intermediário. Na época Janot solicitou ainda que Temer fosse condenado a pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 10 milhões. Foi a primeira vez na História em que um presidente foi denunciado no exercício do mandato por crime cometido durante o governo.

LÍDER DE ORCRIM – Na segunda denúncia, de setembro de 2017, Janot acusou Temer de ser o líder de uma organização criminosa que recebeu subornos de R$ 587 milhões por atuações na Petrobras, Furnas, Caixa Econômica Federal, Ministério da Integração Nacional e Câmara dos Deputados.

No mesmo documento, o ex-procurador-geral denunciou o presidente por obstrução de justiça, uma vez ele teria dado aval para o empresário Joesley Batista, dono da JBS, comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e do doleiro Lúcio Funaro, apontado como operador de esquemas do MDB da Câmara. Essas duas denúncias ficaram paralisadas no STF, porque a Câmara não permitiu o prosseguimento das investigações.

CASO ODEBRECHT – Um outro inquérito não foi alvo de denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Executivos da Odebrecht afirmaram, em delação premiada, que houve um acerto de R$ 10 milhões entre Temer e a empreiteira. O dinheiro seria destinado à cúpula do MDB. A Polícia Federal encontrou indícios de que o presidente cometeu os crimes corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo o relatório, Temer recebeu, por meio de um amigo, o coronel João Baptista Lima, R$ 1,4 milhão da Odebrecht.

Em outro documento, Dodge afirmou que os pagamentos da empreiteira configuraram crime de corrupção, e não caixa dois, por isso o caso deveria ir para a Justiça Federal e não para a Eleitoral. Por meio de sua defesa, Temer nega ter cometido qualquer irregularidade. Os inquéritos devem ser encaminhados à Justiça Federal de Brasília e à Justiça Eleitoral de São Paulo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Com 78 anos, Temer dificilmente irá para a prisão. Vai demorar até ser condenado em segunda instância, seu problema na próstata pode se agravar subitamente, tipo Maluf e Picciani, ele começará a usar fraldas geriátricas e então ficará em prisão domiciliar, vendo passar o tempo que ainda lhe resta nesta existência. E vida que segue, como diria João Saldanha. (C.N.)

Adélia Prado morou numa casa onde estava constantemente amanhecendo

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Adélia Prado, linda e genial, em plena terceira idade

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

A mineira Adélia Prado mostra neste curto poema que podemos sentir, a qualquer hora, um novo amanhecer que servirá para perpetuar os acontecimentos felizes daquele dia ou, caso contrário, para esquecermos o dia anterior.

IMPRESSIONISTA
Adélia Prado

Uma ocasião,
meu pai pintou a casa toda
de alaranjado brilhante.
Por muito tempo moramos numa casa,
como ele mesmo dizia,
constantemente amanhecendo.

General Santos Cruz contraria promessa de Bolsonaro e diz que a EBC não será extinta

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É preciso respeitar os funcionários da EBC, diz o ministros

Eduardo Bresciani, Jussara Soares e Karla Gamba
O Globo

Contrariando a promessa do presidente Jair Bolsonaro, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, afirmou em entrevista ao GLOBO que a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) não será extinta. Ele afirma que a ideia é racionalizar a empresa e otimizar seu orçamento.

Santos Cruz também pretende fixar critérios para as liberações de emendas parlamentares, que são impositivas, sem diferenciar parlamentares por serem do governo ou da oposição. O ministro quer ainda incluir dentro do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) algumas obras inacabadas que forem consideradas estratégicas.

Durante a campanha, o presidente Bolsonaro chegou a falar em extinção da EBC. O que acontecerá com a EBC?
A EBC é uma empresa que tem duas televisões, oito emissoras de rádio e duas agências. Ela tem uma estrutura que acho que é um momento de fazer uma racionalização, sem dúvida nenhuma. Mas isso é preciso fazer respeitando o quadro de funcionários, respeitando os direitos dos funcionários, daqueles que trabalham lá. Tem que otimizar a parte de orçamento, tem que diminuir as despesas, tem que aumentar a qualidade. Isso já está mais ou menos equacionado. Nós tivemos uma primeira reunião e pedi para o pessoal um plano para ver na semana que vem o que vai fazer. Sem dúvida nenhuma, é uma empresa que hoje está com 2.025 pessoas em todo o seu conjunto, por isso é importante a modificação. Mas a primeira coisa é fazer isso respeitando o quadro de funcionários.

A ideia é acabar com a EBC?
A ideia não é acabar. A ideia é aproveitar o máximo que der da estrutura, mas fazer uma racionalização para fazer mais atualizada, mais ágil, sem ideologia, ver quais os princípios que ele vai difundir. Não pode, não tem interesse nenhum de competir com os veículos de comunicação tradicionais. Ela não pode ter ideia de competir, mas só de complementar. Ela vai passar por modificações em curto prazo sem dúvida nenhuma para se ter mais efetividade.

O governo vai priorizar contato direto com a população e reduzir o relacionamento com a imprensa?
Qual foi o grande fenômeno nessa eleição? Existe uma forma direta de comunicação que não é o veículo de massa, da maneira como vinha sendo. E você vê que muitos veículos se afastaram da realidade e não tiveram influência, com toda a tecnologia, com toda a rede montada, com toda a especialidade de comunicação. Cadê o marqueteiro? Se acreditava que tinha que ser um cara super expert em marketing para fazer sua imagem. Sumiu? Você teve 57 milhões de brasileiros, cada um bolando um vídeo, uma piada, uma mensagem. Parte da imprensa não percebeu que ela já não tinha tanto esse poder influencia, de fazer presidente, de desfazer presidente. E hoje está crescendo muito a mídia digital. Hoje você faz uma comunicação direta, hoje eu coloco uma mensagem num grupo de WhatsAPP e em 30 minutos está com 10 mil, 15 mil acessos. Você tem uma comunicação digital que está crescendo. Na minha conversa com a Secom, perguntei qual é a parcela da nosso trabalho em mídia digital. É de 15%. Vamos aumentar. Hoje o setor privado está jogando 80% do recurso dela na parte de mídia digital. Você pode se comunicar direto com o cidadão.

O senhor falar em 80%. A ideia é aproximar disso?
Não, não.  É apenas uma referência. Vamos aumentar. A orientação é que vamos aumentar a presença em mídia digital. É o momento. Não adianta você querer ficar agarrado no tradicional se o dinamismo está impondo outra coisa.

O senhor é responsável pela Secom e o governo teve problema de comunicação nestes primeiros dias, como resolver essa questão?
São 22 ministros e estamos nos primeiros dias, é normal você ter no primeiro, segundo, terceiro dia, um desencontro aqui  outro ali. Um dia para trás já virou parte do passado. A harmonia está em franca ascensão, nós tivemos uma reunião e a sensação que eu tive é que a integração e a harmonia estão numa ascendente muito boa. É natural que com a convivência você vai reconhecendo o modo de pensar de um e de outro, a facilidade de comunicação, a liberdade de comunicação. Não traz prejuízo nenhum, de vez em quando dá um arranho desses aí. Passou, passou, vamos embora.

Vocês avaliam que essa comunicação que está sendo feita hoje é suficiente para dialogar com a população em temas difíceis, como a reforma da Previdência?
Vejo por mim, eu lia jornal, já pego aqui (pega o celular) e já dou uma olhada por aqui, se quiser tem até os resumos dos jornais. Antigamente tinha os jornalões… Hoje para dar conta do Whatsapp é dificil, então essa comunicação com a população pode ser dividida com uma mensagem presidencial pelo Twitter, ela se espalha com uma velocidade incrível, atinge milhões de pessoas em uma, duas horas. É importante também para manter a população motivada. O nível de politização está muito alto, qualquer um acompanha tudo seja por piada, por texto, por imagem na rede social. É importante que a população fique ligada. O congresso também tem que levar em consideração isso daí. E sem dúvida leva. Hoje tem 249 deputados novos que usaram esses recursos todos. Muitos políticos tradicionais fizeram alianças políticas no velho estilo e ficou todo mundo de fora.

O senhor ficou com a liberação de emendas e o ministro Onyx com a negociação política, isso vai ser separado agora?
Uma coisa é a parte política, outra coisa é você seguir os critérios, independente da parte política, Tem coisas que são impositivas, aquilo que é impositivo você tem que tratar igual todos os parlamentares. Tem que tomar muito cuidado para não ser injusto no trato da emenda, afinal de contas é um direito do parlamentar, de qualquer partido, de ter o benefício na base. O fim do filme é o benefício à população. Tem que tomar muito cuidado para não atrasar, seja lá de quem for.

Como vocês vão fazer a gestão de emendas. Vocês vão balizar algum programa para execução?
Eu vou conversar com o Onyx para estabelecer critérios para que ninguém se sinta prejudicado.

Mesmo da oposição?
Mesmo da oposição. A oposição também foi eleita igual todo mundo. Não é por aí a negociação política. Tem que tomar muito cuidado para fazer a parte política sem ferir o trabalho do parlamentar, seja ele quem seja.

Então emenda parlamentar então não tem mais a ver com negociação política?
Não estou dizendo que não tenha a ver, mas a gente vai discutir a visão para não prejudicar ninguém, porque isso aí é uma coisa que não existe para o parlamentar, existe para a população que está na ponta da linha. Não pode trabalhar com premissa de beneficiar ou atrapalhar. Isso não pode ser premissa de trabalho.

O PPI ficou na sua pasta, qual é a ideia de trabalho?
O PPI é absolutamente técnico. É uma lista de obras públicas necessárias ao país onde o governo não investe, ele oferece para a iniciativa privada fazer investimento, com o próprio risco, com o próprio capital, mas dando garantia da qualidade técnica do estudo, da segurança jurídica, porque o investidor vai fazer uma estrada, uma ferrovia e vai administrar 30 anos. Então, o PPI depende de credibilidade técnica e da transparência, da absoluta limpeza de todo o processo, sem qualquer risco de irregularidade. Isso que dá sucesso ao PPI. Já foram vendidos, leiloados, nos últimos 30 meses, cerca de 125 projetos. Estamos indo a Porto Alegre na sexta-feira para fazer a assinatura de uma rede de estradas no Rio Grande do Sul que é um investimento de cerca de R$ 7 bilhões, com mais R$ 5 bi de manutenção. Então é um programa que vem se desenvolvendo. Isso daí é extremamente importante. E vai ser ampliado esse bolo de ofertas. Com as vendas, vai diminuindo a oferta de produtos. A gente vai fazer agora a seleção de algumas obras inacabadas. O Brasil tem milhares de obras inacabadas. Então nós vamos solucionar algumas mais estratégicas e oferecer nesse bolo para poder concluir.

Vai oferecer essas obras inacabadas com taxas mais atrativas?

Não é só pela atração da taxa de retorno, é pela necessidade estratégica de acabar aquela obra. Às vezes você tem uma estrada de milhares de quilômetros interrompida por um trecho de 100 quilômetros.  A seleção ainda vai ser feita. São obras que estavam sendo tocadas pelo governo federal e a proposta é concluir a partir do PPI.  Mas você tem que fazer um estudo técnico, ver se não tem embaraço nenhum na área jurídica, se não tem embaraço em terras indígenas, meio ambiente. Tem um trabalho grande para fazer. Aí você coloca também em oferta nesse bolo, de 70 e poucos que a gente tem hoje. Vamos ver o que tem inacabado e vamos fazer uma análise na próxima semana, pinçar algumas poucas. Muita coisa dá para conseguir investimento privado na conclusão. Se você andar pelo Brasil, onde foi cidade-sede da Copa do Mundo ainda tem coisa para acabar. Claro que tem coisas pequenas que você não vai gastar energia no processo, mas alguma que você classificar como estratégica.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como a entrevista é muito importante e extensa, dividimos em duas partes e nesta quinta-feira publicaremos o restante, mostrando a opinião do general-ministro sobre a base dos EUA, o aumento salarial para militares e a questão da criminalidade no Ceará e outros Estados. (C.N.)

Ministro vai pedir auditoria em megacontrato do Ibama com locadora de veículos

Ricardo Salles participa da diplomação de Jair Bolsonaro Foto: Adriano Machado/Reuters/10-12-2018

Ministro vai fazer apuração interna e pedir auditoria da CGU

Patrik Camporez
O Globo

O Ministério do Meio Ambiente vai pedir à Controladoria-Geral da União (CGU) que faça auditoria no contrato de locação de carros do Ibama com a Companhia de Locação das Américas. No fim de semana, o ministro Ricardo Salles criticou publicamente o contrato, e o presidente Jair Bolsonaro reforçou a reclamação. “Vamos fazer paralelamente uma (investigação) informal, interna, e outra formal na CGU”.

Desde julho de 2017, a ONG Contas Abertas, especialista em fiscalizar e acompanhar a execução dos orçamentos públicos, vem monitorando o contrato e chegou a questionar formalmente o Ibama sobre os sucessivos aditivos feitos.

NOVE ADITIVOS – Com base nos sistemas de pagamento no governo, a Contas Abertas descobriu que o contrato em questão passou por nove aditivos de 2013 a 2018. Neste período, a locadora recebeu do Ibama o montante de R$ 164,9 milhões. Este é o maior contrato de locação de veículos da Administração Federal, segundo levantamento da ONG.  O contrato veio à tona depois que foi alvo de críticas do ministro do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e do presidente, Jair Bolsonaro. A principal queixa da atual gestão é com relação ao “alto valor” dos serviços.

A lei permite que um contrato nesses moldes seja renovado por cinco anos. Sendo assim, o último aditivo poderia ter sido feito, com Locação das Américas, no máximo em abril de 2018. No entanto, para continuar prorrogando o contrato, o Ibama realizou um novo aditivo por meio de uma brecha na lei chamada de “excepcionalidade”.

EXPLICAÇÕES – A Contas Abertas chegou a pedir explicações ao Ibama, no início de 2018, sobre o fato da instituição ter feito a renovação sistemática do contrato por cinco anos e, no sexto ano, em vez de realizar um novo pregão, ter usado o instrumento da excepcionalidade.

O termo aditivo excepcional foi assinado em 05 de abril de 2018 com autorização do então ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, segundo a assessoria do Ibama . “Entrou em vigor em 16 de abril de 2018, com validade até 16 de abril de 2019, e pode ser rescindido antecipadamente em caso de conclusão de nova licitação”.

A presidente do instituto, Suely Araújo, pediu exoneração do cargo nesta segunda feira. No site do Ibama, ela divulgou uma nota onde justifica que as viaturas são objeto de um contrato de locação de âmbito nacional e que as acusações relativas ao contrato “não têm fundamento”.

NOVA LICITAÇÃO – Fundador da Contas Abertas, Gil Castello Branco explica que, tendo em vista que o pregão original ocorreu em 2013, sendo aditivado por diversas vezes, em 2018 deveria ocorrer nova licitação, visto que já haviam sido transcorridos cinco anos do certame inicial. O pregão original teve vigência a partir de de 16 de abril de 2013, com publicação em 24 de abril de 2013.

Na ocasião, o Ibama informou que o processo para realização de nova licitação referente à locação de veículos foi iniciado em novembro de 2017. “Atualmente (julho de 2018), encontra-se na fase de pesquisa de preços”, respondeu o Ibama na época. O Instituto explicou, na ocasião, que o contrato nº 012/2013 foi renovado pela última vez em abril de 2018 com base no parágrafo 4 do Art. 57 da Lei 8.666/93, que permite realização de aditivo excepcional para evitar danos decorrentes da interrupção de serviço essencial, e que seria encerrado com a contratação da empresa vencedora da licitação.

ALTÍSSIMO VALOR – O fundador da Contas Abertas, Gil Castello Branco, afirma que a renovação sistemática por cinco anos chamou a atenção da ONG devido ao seu alto valor, “o maior da Esplanada dos Ministérios”.

— O uso da excepcionalidade é um procedimento que tem amparo legal, mas que deve ser investigado para que se possa dirimir qualquer suspeita. Ainda mais, quando em um novo pregão a mesma empresa é vencedora. Afinal, esse é o maior contrato de locação de veículos da administração pública federal direta ( sem incluir as empresas estatais) — afirma GIl, que cobra fiscalização mais rígida para este tipo de contrato.

Padre Quevedo (“isso non ecziste”), mestre da parapsicologia, morre aos 88 anos em Minas

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Padre Quevedo era jesuíta e não tinha medo de assombração

Por G1 Minas

Óscar González Quevedo Bruzan, o Padre Quevedo, de 88 anos, morreu na madrugada desta quarta-feira (9), em Belo Horizonte, por complicações cardíacas. Padre Quevedo morreu na Casa Irmão Luciano Brandão, no Bairro Planalto, na capital mineira, onde são atendidos jesuítas idosos e com problemas de saúde. Ele morava no local desde 2012.

A assessoria de imprensa da Casa Jesuíta, que tinha divulgado de manhã que o velório seria fechado para o público, informou nesta tarde que a cerimônia será aberta, a partir das 8h desta quinta-feira (10), no auditório da Faculdade Jesuíta. O enterro está marcado para as 11h, no Cemitério Bosque da Esperança, no Bairro Jaqueline, Norte de Belo Horizonte.

PARAPSICÓLOGO – Natural de Madri e naturalizado brasileiro, Padre Quevedo é considerado um dos maiores especialistas do mundo na área de parapsicologia e autor de dezenas de livros, muitos dos quais traduzidos para outras línguas, como “O que é parapsicologia”, “A Face Oculta da Mente” e “As Forças Físicas da Mente”. Além de parapsicologia, era formado em filosofia, teologia e humanidades clássicas.

Na década de 1970, ficou famoso por enfrentar o ilusionista Uri Geller, que dizia entornar talheres com seus poderes paranormais. O religioso ganhou, anos depois, um quadro no Fantástico para desvendar fenômenos da natureza e desmascarar charlatões. Ficou famoso pelo bordão “Isso non ecziste”.

Segundo o site Memória Globo, a ideia surgiu em agosto de 1999, quando a produção do programa decidiu colocar no ar um quadro que seguisse a linha de Mister M, sucesso de audiência naquele ano.

NA TV GLOBO – Após negociações, Padre Quevedo aceitou o convite, dizendo que não interpretaria nenhum personagem, já que era um estudioso com a missão de “desmistificar essa mentalidade mágica que envolve os fenômenos parapsicológicos”.

O Caçador de Enigmas foi ao ar entre janeiro e maio do ano 2000, com apresentação de Cid Moreira que, diante de um fundo preto, parcialmente iluminado, apresentava o assunto do dia em clima de mistério: “Esse é um caso para padre Quevedo.”

O religioso investigou casos como o de gêmeas que diziam sentir as mesmas coisas, mesmo estando separadas; expôs a farsa de uma casa mal-assombrada; interpretou gravações impostores diziam ser do além; comentou casos de premonição envolvendo a queda do Fokker da TAM.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Padre Quevedo estava caindo no esquecimento, mas a Tribuna da Internet sempre fez questão de prestigiá-lo. Sem o Padre Quevedo e nossos protetores espirituais, este blog “non eczistiria”. (C.N.)

Existe uma enorme diferença entre o marechal Lott e o general Mourão

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O marechal Lott sabia que tinha um nome a zelar

José J. de Espíndola
Jornal da Cidade

No longínquo passado tive, entre tantos outros professores do curso de mestrado na PUC-Rio, um coronel que se tornou um grande amigo meu. Era professor competente na área de Controles, tanto na PUC-Rio, como no IME, Instituto Militar de Engenharia.

Quase por acaso fiquei sabendo que era genro do marechal Henrique Duffles Teixeira Lott, que garantira a posse de Juscelino Kubitscheck, ameaçada por golpe acumpliciado pelo então Presidente da República, Café Filho.

FAVORECIMENTO – Essas memórias me acodem por conta da notícia de alegado favorecimento ao funcionário de carreira do Banco do Brasil, Antonio Hamilton Rossel Mourão, guindado à posição da assessor especial do presidente daquela instituição, Rubem Novaes. Com esta ascensão – informa-se – Antonio Hamilton passara a ganhar R$ 36 300, 00 por mês, o triplo do que recebia antes da promoção.

Mas, o que tem esta promoção com a história do meu antigo professor na PUC-Rio? Prossigamos, então.

Aquele brilhante professor havia requerido licença (tudo dentro dos regulamentos do Exército) para fazer o doutorado na Bélgica – se não me falha a claudicante memória, era este o país. O pedido percorrera todas as instâncias, sempre com aprovação entusiástica. Até que… Até que o processo chegou, para a aprovação final, na mesa do Ministro da Guerra, Marechal Lott, e foi negado.

E A JUSTIFICATIVA? – Desconcertado, meu antigo professor foi à noite, com a esposa, à casa do sogro para saber o que ele havia observado de negativo no seu currículo, para negá-lo.

“Meu genro, o seu mérito é patente. Mas você tem um grande problema na pessoa que deveria aprováa-lo. Esta pessoa é seu sogro. Não haveria nada de irregular ou desonesto em eu aprová-lo. Mas, meu genro, você sabe: não basta à mulher de César ser honesta; ela tem também precisa parecer honesta. E para alguns esta aprovação poderia parecer nepotismo, coisa que não posso admitir no Exército.”

E assim meu antigo professor e amigo teve que adiar sua saída para o doutorado, até que outro ministro da Guerra assumisse no lugar de seu sogro. Esta história me foi contada anos após o retorno deste amigo, por ele mesmo, depois de concluído brilhantemente o doutorado.

SEM AVALIAÇÃO – Não alimento qualquer juízo de valor em relação ao filho do atual vice-presidente da República. Tomo como absolutamente possível que tenha, à semelhança do meu antigo professor, mérito para o cargo a que foi nomeado. Creio também na informação do vice-presidente de que o filho fora perseguido dentro do BB nos governos passados. O problema é sempre a lição de Caius Julius Caesar, imperador romano, exigindo, como Lott, não só que a sua mulher seja honesta, mas que também pareça honesta.

Esses são tempos excepcionais. A oposição lulopetista, derrotada e despeitada não perde tempo para atacar. Não precisa de um fato real, basta um pretexto. Quem não se peja em afirmar que Lula é inocente, que foi condenado por um juiz a serviço da CIA e por outros oito magistrados, todos preocupados em barrar o clamor da nação que quer Princeps Corruptorum na Presidência, não espera fatos reais para bater no governo. A liderança petista acredita piamente, como Goebbels, que uma mentira, repetida mil vezes, torna-se verdade.

MULHER DE CÉSAR – Ao Presidente da República cabe zelar para que tais ataques (que sempre existirão, com ou sem motivo) não tenham bases fáticas para serem exploradas. Sempre que a mulher de César não parecer honesta – e não existem varões de Plutarco à vista -, o governo estará abrindo a guarda para ataques. E, como diz o povo, água mole, de tanto bater na pedra dura, acabará por perfura-la.

É bom ter o exemplo do Marechal Lott sempre presente.

                    (artigo enviado pelo advogado João Amaury Belem)

Ministro da Defesa defende privilégios de militares na reforma da Previdência

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, durante discurso em cerimônia de troca de comando da Marinha na manhã desta quarta (9) em Brasília. — Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República

Ministro da Defesa quer reforma apenas a Previdência civil

Luiz Felipe Barbiéri e Guilherme Mazui
G1 — Brasília

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse nesta quarta-feira (9) que as “peculiaridades” da carreira de militar fundamentam a “necessidade de um regime diferenciado” de previdência para a categoria. Azevedo e Silva discursou na cerimônia de troca de comando da Marinha nesta manhã em Brasília.

Na cerimônia desta quarta, o almirante de esquadra Ilques Barbosa Junior assumiu a Marinha no lugar do também almirante de esquadra Eduardo Leal Ferreira.

PROTEÇÃO SOCIAL – O ministro destacou o papel de Leal Ferreira nas discussões sobre a inclusão de militares na reforma da Previdência durante o governo de Michel Temer. Segundo ele, os militares têm “sistema de proteção social” e não um regime previdenciário.

“Diante das discussões sobre a reforma do sistema de proteção social dos militares foi incansável no esforço de comunicar as peculiaridades da nossa profissão, que as diferenciam da demais, fundamentando a necessidade de um regime diferenciado, visando assegurar o adequado amparo social aos militares das forças armadas e seus dependentes”, afirmou o ministro.

COMANDANTE APOIA – Após a cerimônia, o novo comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa Júnior, disse concordar com a posição do ministério da Defesa sobre um regime diferenciado para militares.

“A posição da Marinha é a posição do ministério da Defesa. Não temos previdência, nós temos um sistema de proteção social dos militares. É impróprio mencionar a palavra previdência do ponto de vista técnico”, disse Ilques.

O comandante ressaltou as especificidades da carreira como justificativa “para a diferenciação”, como a prontidão e higidez física.

INCLUIR OU NÃO? – Durante o governo Temer chegou a ser avaliada a inclusão dos militares na reforma da Previdência ou o posterior envio de um projeto específico sobre o tema ao Congresso Nacional. Uma das possibilidade era estabelecer uma idade mínima para a aposentadoria de militares. Atualmente, a categoria pode se aposentar depois de 30 anos de serviço.

O governo de Jair Bolsonaro ainda não se manifestou oficialmente sobre os militares na reforma previdenciária em análise. E o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou no ano passado que a reforma de Bolsonaro teria mudanças em relação aos militares.

COM CUIDADO – Sobre uma eventual fixação e uma idade mínima para os militares, o comandante da Marinha “pediu cuidado” na análise do assunto.

“Temos que verificar isso com cuidado. Não sei se é adequado, razoável, exequível”, afirmou.

No discurso após assumir o comando, o almirante Ilques afirmou que o Brasil esteve ao lado dos EUA em “três guerras mundiais”. Questionado sobre qual seria a terceira guerra (a Primeira Guerra mundial durou de 1914 a 1918 e a Segunda Guerra de 1939 a 1945), ele explicou se referia a “Guerra Fria”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução, a reforma da Previdência acaba de ir para o espaço. Os militares são os que mais consomem recursos do INSS, embora raramente se toque neste assunto na imprensa. Os policiais e bombeiros, que correm muito mais risco de vida, vão pedir reciprocidade. Desse jeito, a reforma só atingirá os servidores civis. (C.N.)

 

 

 

Abandono do acordo de migração abre mais uma polêmica no governo Bolsonaro

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Araújo acha que cada país deve decidir, soberanamente

José Carlos Werneck

Em uma decisão polêmica, precipitada, extremamente discutível e totalmente inoportuna, o Itamaraty emitiu, nesta terça feira, telegrama solicitando a diplomatas brasileiros que informem à Organização das Nações Unidas que o Brasil saiu do Pacto Global para a Migração, ao qual tinha aderido em dezembro, ao final do Governo do presidente Michel Temer.

A BBC News Brasil teve acesso ao documento em que o MRE pede às missões do Brasil na ONU e em Genebra,”informar, por nota, respectivamente ao Secretário-Geral das Nações Unidas e ao Diretor-Geral da Organização Internacional de Migração, ademais de quaisquer outros interlocutores considerados relevantes, que o Brasil se dissocia do Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular”.

SEM PARTICIPAR – O documento diz, que o Brasil deverá abster-se de “participar de qualquer atividade relacionada ao pacto ou à sua implementação”.

O Ministério das Relações Exteriores, até o momento, não confirmou a informação, mas diplomatas afirmaram à BBC News Brasil que o telegrama está circulando no sistema do Ministério e chegou aos destinatários.

No telegrama, enviado a missões no exterior, o Itamaraty afirma que o Brasil não participará de acordo assinado em dezembro e que define diretrizes para acolhimento de imigrantes. Para ONGs, tal decisão é ‘extremamente lamentável’ e não leva em conta situação de brasileiros que residem no Exterior.

De saída – Nas últimas semanas, o presidente Jair Bolsonaro e o chanceler Ernesto Araújo, haviam dito no Twitter que o Brasil abandonaria o acordo, que para o chanceler era um “instrumento inadequado para lidar com o problema “, defendendo que “imigração não deve ser tratada como questão global, mas sim de acordo com a realidade e a soberania de cada país”.

Negociado desde 2017, o pacto estabeleceu caminhos a serem seguidos para o acolhimento de imigrantes. Entre estas diretrizes figura o entendimento de que países devem dar uma resposta coordenada aos fluxos migratórios, e que a garantia de direitos humanos não deve se atrelar a nacionalidades, e que as restrições à imigração devem ser usadas como último recurso.

O documento foi aprovado por perto de dois terços das 193 nações, que integram a ONU. Nações poderosas, a exemplo dos Estados Unidos, Israel, Austrália, Itália e outras ficaram de fora por avaliarem que o pacto ia de encontro à soberania dos Estados.

NUNES É CONTRA – O ex-chanceler Aloysio Nunes Ferreira, que representou o Brasil nas negociações, já havia feito severas críticas à ideia do País sair do pacto.

“A questão é, sim, uma questão global. Todas as regiões do mundo são afetadas pelos fluxos migratórios, ora como pólo emissor, ora como lugar de trânsito, ora como destino. Daí a necessidade de respostas de âmbito global”, escreveu Aloysio no Twitter.

Ele declarou que o pacto não “autoriza migração indiscriminada” e “busca apenas servir de referência para o ordenamento dos fluxos migratórios, sem a menor interferência com a definição soberana por cada país de sua política migratória”.

CRÍTICAS AO ACORDO – Movimentos conservadores sempre teceram críticas ao acordo. Em Bruxelas, em dezembro, um protesto contra o pacto promovido por grupos de extrema-direita reuniu cerca de 5 mil pessoas e culminou com confrontos entre manifestantes e forças de segurança.

Camila Asano, coordenadora de Política Externa da ONG Conectas, afirmou que o abandono do acordo pelo governo brasileiro é “extremamente lamentável”.

“Mostra que o governo não está olhando para a totalidade das pessoas que precisam de proteção”, ressaltou, destacando que há mais migrantes brasileiros vivendo no exterior do que estrangeiros no Brasil.

E OS BRASILEIROS? – Para ela, ao sair do Pacto, o governo brasileiro não leva em conta, os “muitos brasileiros que vivem em outros países e sofrem pela negação de direitos básicos”.

Asano entende que o pacto expressa um “consenso muito mínimo, mas ainda assim muito valioso, sobre quais seriam boas práticas para o acolhimento dos fluxos”.

“O Brasil vai minando uma das suas principais credenciais internacionais: ser um país formado por migrantes e com uma política migratória vista como referência, o que vinha dando voz potente ao Brasil nas discussões internacionais sobre o tema”.

Lava Jato não teria chegado longe sem contribuição de Emílio Odebrecht, diz defesa

O empresário Emilio Odebrecht (dir) presta depoimento da delação premiada à PGR — Foto: Reprodução, PGR

Emilio obrigou os executivos da Odebrecht a fazer delação

Matheus Leitão
G1 Brasília

Nas alegações finais apresentadas nesta segunda-feira (7) no processo que investiga reformas no sítio em Atibaia que seria de propriedade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os advogados de defesa do empresário Emílio Odebrecht afirmam que, sem a colaboração do empresário, a Operação Lava Jato não teria ido tão longe.

“Sem as contribuições de Emílio Odebrecht à Justiça, a Operação ‘Lava-Jato’ não teria alcançado seu estágio atual de investigação. A relevante e efetiva colaboração do peticionário se soma ao universo de provas amealhados no âmbito dessa ação penal”, afirmam os advogados.

DETALHES – No documento, a defesa destaca que, em diferentes oportunidades, Emílio “detalhou as tratativas que culminaram na realização das obras do Sítio Atibaia, a pedido da então primeira-dama Marisa Letícia, pelo Grupo Odebrecht”.

A defesa pede que a Justiça considere a colaboração premiada na sentença que será dada no processo e lembra que Emílio Odebrecht tem mais de 70 anos e, por isso, deve ser usado um atenuante na pena.

No caso de não ser concedido o perdão judicial, os advogados pedem que a pena do empresário seja reduzida em 2/3 da pena privativa de liberdade ou que haja substituição por pena restritiva de direitos.

TREZE RÉUS – Emílio Odebrecht é um dos 13 réus no processo que apura o pagamento de reformas do sítio em Atibaia que, segundo o Ministério Público, pertence a Lula.

O ex-presidente da Odebrecht afirmou, após fechar acordo de colaboração premiada, que aprovou as obras no sítio estimadas, inicialmente, em R$ 500 mil, mas nega ter participado diretamente da operacionalização do pagamento, por meio do chamado Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht.

Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS – outra empresa que teria participado das reformas – também apresentou alegações finais nesta segunda-feira e pediu que sua colaboração seja usada na aplicação da sentença.

O Ministério Público acusa o ex-presidente da República de ter recebido propina por meio das reformas realizadas no sítio. Em depoimento prestado em novembro de 2018, Lula negou que o sítio seja seu e afirmou que pensou em comprá-lo, mas o dono do local não quis vender o imóvel.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Realmente, a delação de Emílio Odebrecht foi fundamental. No desespero de libertar o filho Marcelo, obrigou mais de 70 executivos da Odebrecht a fazer delação. Mesmo assim, o filho não se reconciliou com ele e os dois nunca mais se falaram. Marcelo é um ingrato. Tem um temperamento horrível. Sabe que o pai se ofereceu para ser preso no lugar dele, mas acha que isso não tem valor algum, só pensa em recuperar a presidência da empresa. E assim caminha a humanidade. (C.N.)

Promotoria ameaça quebrar sigilos e incriminar Queiroz e toda a sua família

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A família Queiroz agora alega que se mudou para São Paulo

Constança Rezende
Estadão

O Ministério Público do Rio anunciou por nota nesta terça-feira, 8, que poderá quebrar os sigilos de Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual Flavio Bolsonaro, e de seus familiares. O anúncio foi feito depois que a mulher do ex-auxiliar do deputado, Márcia Oliveira Aguiar, e duas filhas dele, Nathalia e Evelyn de Melo Queiroz, também ex-integrantes do gabinete do parlamentar, faltaram a depoimento marcado para na sede do MP para esta terça-feira.

Em 6 de dezembro, o Estado revelou que um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que Queiroz movimentou, de janeiro de 2016 a janeiro de 2017, R$ 1,2 milhão em uma conta, o que o órgão considerou incompatível com a renda do funcionário. O documento foi encaminhado ao MPRJ no início do mês passado.

PROVIDÊNCIAS – “O MPRJ tem informações que permitem o prosseguimento das investigações, com a realização de outras diligências de natureza sigilosa, inclusive a quebra dos sigilos bancário e fiscal”, afirmou o MP no texto. A Procuradoria de Justiça do Rio, porém, não informou quais providências tomará para obter os depoimentos dos familiares de Queiroz. Da mesma conta de Queiroz que está sob investigação saíram R$ 24 mil depositados em uma conta da primeira-dama, Michele Bolsonaro. O presidente Jair Bolsonaro disse que se tratava do pagamento de uma dívida do ex-assessor com ele.

A defesa de Nathalia, Evelyn e Márcia afirmou que suas clientes não compareceram para prestar depoimento porque Queiroz passou por uma cirurgia no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para a retirada de um câncer. Por disso, “todas se mudaram temporariamente para a cidade de São Paulo, onde devem permanecer por tempo indeterminado e até o final do tratamento médico e quimioterápico necessários, uma vez que, como é cediço, seu estado de saúde demandará total apoio familiar”, segundo a justificativa da defesa ao MP.

DIREITO DE DEFESA – O Ministério Público do Rio também afirmou na nota que o depoimento dos investigados “representa uma oportunidade para que possam apresentar suas versões dos fatos”. “O não comparecimento voluntário e deliberado reflete, neste momento, uma opção dos envolvidos, sendo certo que o direito constitucional à ampla defesa também poderá ser exercido em juízo, caso necessário”.

O órgão também informou que “seguirá apurando os fatos de forma reservada e sigilosa, manifestando-se apenas por meio de notas oficiais”.

O MP já “sugeriu” o comparecimento de Flávio Bolsonaro – filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, eleito senador em outubro de 2018 – ao órgão, nesta quinta-feira, 10. Por prerrogativa parlamentar, porém, ele pode indicar nova data para seu depoimento. Questionado, o órgão não informou se Flávio confirmou presença. A assessoria do senador eleito pelo Rio também não quis confirmar se ele irá ou não.

CORRUPÇÃO NA ALERJ – O relatório foi produzido pelo Coaf na Operação Furna da Onça, conduzida pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal para investigar corrupção na Alerj. A ação resultou na decretação da prisão de dez deputados estaduais.

A investigação das movimentações suspeitas, porém, foi transferida para o Ministério Público do Estado do Rio, porque pode envolver deputados estaduais. Mais de 70 assessores ou ex-assessores de 22 parlamentares são investigados pelo MP-RJ.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O caso está ficando sério. A família Queiroz está brincando com a verdade, como se dizia antigamente. Os procuradores vão incriminar a família inteira, vai ser um festival, pai e filho Bolsonaro vão estar em má situação, porque os R$ 40 mil terão de ser explicados, haverá dúvidas, o presidente e o senador têm foro privilegiado, não será aberto processo, mas ficará a sujeira entranhada. (C.N.)

Damares diz que o Ministério é que vetou a biografia ‘Jesus sobe no pé de goiaba’

Imagem relacionadaJosé Carlos Werneck

Segundo noticiou “O Globo”, foi suspensa, sem data prevista para novo lançamento, a distribuição do livro “Jesus sobe no pé de goiaba”, que sairia em 30 de dezembro pela editora Canadense com autoria de Damares Alves, titular do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos,

A assessoria jurídica do ministério fez uma “atualização necessária” e o livro só será lançado depois da “liberação” do órgão.

A ministra Damares afirmou que não escreveu a referida obra e o  nome que agora aparece na capa do livro é de Mauri Filho, proprietário da Editora Canadense.

À VENDA – O jornal “O Globo” chegou a comprar um exemplar do livro no dia 16 de dezembro, ao preço de R$ 34,90 em pré-venda, no site da editora. Segundo um link disponibilizado para rastrear a compra do produto, ele foi embalado para remessa no dia 27 de dezembro às 13h03m, mas nunca foi enviado.

A Editora Canadense também tinha anunciado um lançamento no dia 30 de dezembro, na Igreja Nazareno, Central de Brasília, seguido de um culto. De acordo com a notícia de “O Globo”, no dia do  lançamento Damares publicou em seu Instagram que o evento não ocorreria mais, postou uma nova foto da capa do livro em que aparece apenas o nome de Mauri Filho como autor, sem dar maiores detalhes do cancelamento.

A Editora Canadense divulgou a seguinte informação sobre o ocorrido: “Estamos dando duas opções para os leitores leitores que já adquiriram o livro “Jesus Sobe no Pé de Goiaba”: aguardar a liberação do departamento jurídico do Ministério ou receber o estorno do valor pago”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGÉ claro que não foi “o departamento jurídico” que vetou o livro. Foi o próprio governo que tentou evitar mais um vexame da ministra, mas não adianta, porque ela logo criará outro problema. (C.N.)