Presidente gastou parte do cacife político em seus primeiros meses de mandato

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Charge do Frank (Arquivo Google)

Elena Landau
Estadão

A queda da aprovação do governo Bolsonaro, confirmada em mais uma pesquisa, vem acompanhada de revisão para baixo nas projeções de crescimento para este ano. Não é mera coincidência. Gastou-se rapidamente o cacife político de um primeiro mandato e as expectativas empresariais refletem esse desgaste: PIB abaixo de 2%.

Planos de investimentos parecem estar em suspenso até que o cenário sobre a possibilidade de aprovação da reforma da Previdência fique mais claro. O governo tenta reagir criando uma pauta positiva com anúncios dos bons resultados nos leilões de concessões e importantes avanços na agenda da desburocratização.

REFORMA TRIBITÁRIA – O Congresso, por sua vez, colocou a reforma tributária na pauta. Pelo jeito, não querem ficar a reboque do governo. O secretário Marcos Cintra foi pego de surpresa e suas ideias foram atropeladas, o que não é de todo ruim. A proposta que está na mesa é a de Bernard Appy, do CCiF. Boa notícia, porque seu projeto de simplificação do sistema tributário em torno do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) foi apresentado aos candidatos nas eleições e longamente debatido por especialistas da área ano passado. É meio caminho andado.

Que a mudança venha rápido, já que, frente à estagnação, a tentação de se apelar para incentivos setoriais é grande. Parece incrível que, mesmo após o desastre da política de desonerações e subsídios via BNDES do governo Dilma, em pleno 2019 essas ideias voltem a circular.

 

VELHO ESQUEMA – O governador João Doria, assessorado por Meirelles, não hesitou em usar o ICMS para manter a fábrica da GM em São Paulo. Mesmo se autointitulando a modernidade do PSDB, recorreu ao que há de mais velho na política industrial brasileira: incentivos fiscais para automóveis. Não há apelido que resolva, não existe inovação alguma. Continua sendo uma atividade que, apesar de todo apoio recebido do Estado, isto é, dos pagadores de impostos, não consegue produzir carros que tenham competitividade internacional.

O que já se gastou de dinheiro do contribuinte, nacional ou estadual, com apoio à indústria automobilística certamente seria melhor empregado em transportes públicos alternativos, menos poluentes. Recente tese de doutorado, defendida na PUC/RJ, calcula que o trabalhador brasileiro leva em média 84 minutos indo e vindo de casa para o trabalho. Para uma jornada de 8 horas, ele gasta 17% só neste deslocamento. Mas vamos colocar mais carros nas ruas.

SALVAR EMPREGOS – As razões para incentivos localizados feito esse são sempre as mesmas: salvar empregos que seriam perdidos com o fechamento da fábrica. Uma decisão de curto prazo para dar fôlego a uma atividade que não consegue sobreviver em ambiente competitivo. Evidente que a preservação de postos de trabalho é importante. Porém, mais relevante é a criação de empregos de alta produtividade, beneficiando os trabalhadores em geral.

Em vez de dar benefícios fiscais à GM, por que não diminuir o ICMS sobre energia ou telecomunicações, por exemplo. Um corte de impostos horizontal que beneficiaria toda a economia paulista, além de reduzir o peso desses serviços no orçamento familiar.

SEM GUERRA FISCAL – Um dos grandes efeitos positivos da unificação em torno do IVA é acabar com a possibilidade de guerra fiscal que uma política como a de Doria pode gerar. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, em recente entrevista reclamou de forma veemente e deu seu recado.

Mas São Paulo não é caso isolado. O uso de incentivos é mais generalizado do que se imagina. Um exemplo importante é a Zona Franca de Manaus que em 2014 obteve uma prorrogação constitucional até 2073, sem qualquer avaliação técnica e isenta dos benefícios gerados por uma renúncia fiscal anual de R$ 20 bilhões anuais. Há no STF uma demanda para que o IPI não pago gere um crédito tributário a quem comprou insumo produzido lá. Isso mesmo, um crédito tributário com base em um imposto que não foi pago! Se vencedora, essa tese, serão mais R$ 16 bilhões.

PROTEÇÃO AMBIENTAL – Para justificar o injustificável começaram a divulgar a ideia de que Zona Franca é um importante cinturão de proteção ambiental, sem que haja um único estudo consistente a apoiar o argumento. Para se ter ideia do que significam esses recursos concentrados para poucas empresas numa única região, basta dar uma pesquisada rápida no orçamento federal e ver gastos sociais que beneficiam milhões de brasileiros em todo o país todo, como: Bolsa Família (R$ 30 bilhões), Fundeb (R$ 13 bilhões) ou Abono Salarial (R$ 17 bilhões).

As indústrias na Zona Franca, assim como a automobilística em SP, se recusam a amadurecer. Pelo jeito, serão indústrias nascentes pelo resto da vida. Sofrem da síndrome de Peter Pan. É compreensível, crescer não é fácil.

Cabral mente demais, e sua confissão ao juiz Bretas já virou conversa de botequim

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Sérgio Cabral fica inventando histórias em depoimentos espetaculosos

Elio Gaspari
O Globo/Folha

A colaboração de Sérgio Cabral com o Ministério Público do Rio e com o juiz Marcelo Bretas virou conversa de botequim. Até agora, suas confissões confirmam que ele corrompeu o mandato de governador do Rio, mas isso já se sabia, pois está condenado a 198 anos e seis meses de prisão.

Num depoimento espetaculoso, Cabral contou que em 2011 o chefe de sua Casa Civil, Regis Fichtner, pressionou-o até com “ameaça” para que seu cunhado, o desembargador Marco Aurélio Bellizze, fosse nomeado para uma vaga no Superior Tribunal de Justiça, atropelando a candidatura do advogado Rodrigo Candido de Oliveira, sócio do escritório da mulher de Cabral.

A VERDADE – O juiz Bretas e o meio jurídico sabem que uma nomeação nada teve a ver diretamente com a outra. Belizze foi escolhido para uma vaga de magistrado, e Rodrigo disputava uma cadeira dos advogados. Ademais, quem nomeia ministros para o STJ é o presidente da República, e Bellizze tinha currículo que superava o parentesco.

O ex-governador disse ao juiz Bretas que foi obrigado a fazer “esse papelão de barrar o sócio de minha esposa”. Colocou-se em outro papelão ao embaralhar os fatos. Os dois disputavam páreos diferentes em ocasiões diferentes, Rodrigo perdeu em abril, e Bellizze ganhou em julho. A farofa leva água para a suspeita de que Cabral instrumentaliza suas confissões pelos ventos da política do Rio de Janeiro.

BANALIZAÇÃO – O pastel de vento é demonstrativo da banalização em que caíram as delações. Quando Cabral, o Magnífico Gestor, fez coisas que nem Asmodeu imaginava, tudo parecia normal. Agora, quando Cabral, o Penitente, confessa seu “papelão”, busca crédito de virgem.

Olhando-se para trás, quando Antonio Palocci era o quindim da banca, viam-no como um grande ministro da Fazenda. Apenado, tornou-se uma fábrica de delações espetaculares, vazias de provas. Ele contou que foi nomeado gerente de uma caixinha de empreiteiras, o que pode ser verdade, mas não se sabe ainda como recolheu o dinheiro, nem como o distribuiu.

A divulgação do anexo de Palocci pelo juiz Sergio Moro foi instrumentalizada na campanha eleitoral do ano passado. O Rio não precisa que mais essa praga entre na sua política.

Agora dizem que libertar o ex-presidente Lula vai ser bom. Mas para quem?

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Charge do Jota A (Jornal O Dia/PI)

José Roberto Guzzo
Veja

Lula acaba de completar seu primeiro aniversário na cadeia sem que tenha sido possível perceber, ainda dessa vez, a revolução que as massas fariam para tirá-lo de lá. É verdade que estão trabalhando o tempo todo para soltar o ex-presidente, nos tribunais superiores, nos escritórios de advocacia especializados em defender ladrões do erário e nas alturas da classe “civilizada”, tal como ela existe neste país. Mas a coisa está mais complicada do que garantiam um ano atrás os doutores em análise política – segundo eles, Lula ia ficar não mais que umas 24 ou 48 horas preso, se tanto, pois “o Brasil não aguentaria” o cataclisma de sua entrada no sistema penitenciário.

O Brasil aguentou perfeitamente, como se viu até agora; ninguém está sentindo falta do homem descrito como o “mais importante” da história política do Brasil.

SEM ARGUMENTOS – Por que será que ficou assim? Talvez porque não se tenha conseguido, até o momento, colocar de pé três argumentos sérios para justificar a sua soltura. Dois argumentos, então? Também não se encontra. Um, pelo menos? Pois é: nem um. Daí a dificuldade de tirar Lula do xadrez – ninguém consegue dar um motivo minimamente razoável para isso.

O que existe, na verdade, é a velha contrafação de sempre – Lula deveria ser solto, segundo afirma o seu sistema de apoio, porque vai ser “bom para o país”. Só por causa disso? Sim, só por causa disso; não se julga necessário dar nenhuma outra razão. Não há surpresa alguma, aí. O Brasil já se acostumou, há anos, a ver os grandes cérebros da nossa política transformarem os interesses particulares do ex-presidente em necessidade nacional – se isso ou aquilo diz respeito a Lula, acham eles, então tem de dizer respeito a todos.

Mas, no caso, Lula não está preso por ser uma “figura histórica”, ou porque pode levar o Brasil para cá ou para lá. Ele está preso porque é ladrão, segundo resolveu o único organismo que pode resolver se ele é ladrão ou não é – a justiça brasileira.

DIZEM OS AUTOS – Não é uma opinião. Quem diz que Lula é ladrão são os autos – as testemunhas, a exibição de fatos e as provas apresentadas. Mais que tudo, ele foi condenado num processo impecável do ponto de vista legal; seria difícil encontrar algum outro caso na história da justiça penal brasileira em que as exigências da lei para punir alguém tenham sido obedecidas com tantos extremos de cuidado.

Seu direito de defesa foi exercido na mais absoluta plenitude; não lhe foi negado rigorosamente nada, no incomparável arsenal de facilidades que a justiça brasileira oferece a réus que têm milhões para gastar com advogados. Ninguém sabe ao certo o número de recursos, apelos, habeas corpus, mandados de segurança, agravos, embargos, etc. que o réu socou em cima da justiça para se defender. Passaram de 100, possivelmente, e tudo o que ele achou errado foi considerado certo pelas instâncias superiores. Fazer o que, então?

JUSTIÇA RUIM? – Há uma vaga ideia, na elite iluminada, de que a culpa de Lula não está suficientemente demonstrada. Mas muita gente acha que está. E aí: quem resolve? Com certeza não é torcida do Corinthians, nem o Datafolha. É a justiça, e ela já resolveu. Nossa justiça é ruim? É horrível. O presidente do STF levou bomba duas vezes seguidas no concurso para a magistratura; não pode ser juiz nem na comarca de Arroio dos Ratos, mas pode ser presidente do mais alto tribunal de justiça do país. É preciso dizer mais alguma coisa?

Mas essa justiça, do jeito que está, é a única disponível no Brasil de hoje – não dá para entregar o julgamento de Lula ao judiciário da Holanda, não é? Além disso, o Complexo Pró-Lula não apenas acha que ele é inocente até prova em contrário, ou até a sua sentença “transitar em julgado”, daqui a mais uma dúzia de sentenças. Acha que Lula é inocente enquanto negar que é culpado; só pode ser punido se um dia confessar seus crimes.

E OS OUTROS? -Ninguém reclama, ao mesmo tempo, que estejam presos Eduardo Cunha, Sérgio Cabral, Geddel Vieira Lima e tantos outros. Será que é porque roubaram mais? Ou porque sua prisão “não faz mal ao Brasil”? Jamais se menciona, também, que ex-presidentes presos não prejudicam a “imagem internacional” de país nenhum.

Rafael Videla, da Argentina, morreu na cadeia. Park Geun hye, da Coréia, está cumprindo pena de 24 anos de prisão por corrupção. Alberto Fujimori, do Peru, aos 80 anos de idade, acaba de voltar ao xadrez para cumprir o restante da sua pena de 25 anos de prisão por ladroagem, após ter sido liberado por três meses para tratamento de um câncer. Por que teria de ser diferente com Lula?

Abandono da família de Michele Bolsonaro exibe insensibilidade da extrema-direita

Resultado de imagem para avo de michelle mora em favelaEdnei José Dutra de Freitas

Como a vida e a minha profissão me demonstraram por quase 50 anos de exercício na Psiquiatria, peço licença para escrever a respeito de dois comentários de rodapé publicados recentemente pelo editor da Tribuna da Internet, sobre a postura do presidente da Petrobras, ao aumentar o óleo diesel em plena movimentação dos caminhoneiros para a greve, e sobre a pobreza da família de Michele Bolsonaro, especialmente da avó Maria Aparecida, doente e totalmente desamparada, morando no Sol Nascente, a maior favela de Brasília, a 40 km do Palácio da Alvorada.

Comentário 1) – “Na verdade, a solução mais adequada seria demitir imediatamente esse trapalhão e nomear para o lugar dele um brasileiro que realmente ame este país.”

Nenhum cidadão da extrema-direita ama o Brasil ou ama os brasileiros. Os sujeitos da extrema direita só amam o dinheiro, o lucro, o capital e nunca se importam com o bem-estar do povo.

Comentário 2) – “Não poderia deixar de abordar a dolorosa reportagem de Nonato Viegas, na Veja, sobre o abandono da família da primeira-dama Michele Bolsonaro. Isso significa que caridade, bondade e solidariedade nada significam o casal locatário do Palácio Alvorada. Ora, Bolsonaro ganha mais de R$ 60 mil por mês, como presidente, aposentado da Câmara e capitão reformado. Se tivesse um mínimo de discernimento e caráter, alugaria uma casa para a sogra por R$ 4 mil, gastaria mais R$ 4 mil com alimentação e gastos diversos, a família inteira de Michele estaria assistida e país jamais constataria que Bolsonaro realmente não é mito coisa alguma. Pelo contrário, se comporta com uma insensibilidade e um egoísmo que depõem contra ele.

DESAMOR – Não só Bolsonaro, mas todas as pessoas de extrema-direita não amam nem se importam com a família (talvez Bolsonaro só ame seus três filhos). Que Bolsonaro despreza a sogra e a avó de sua esposa, como ficou estampado nas reportagens, e de maneira abjeta, isso é típico das pessoas que querem o Poder mas amam o dinheiro: “O que interessa sou eu e meus filhos, o resto que se dane!”, este é o sentimento generalizado de todo o sujeito da extrema-direita. Isto que ele e a esposa fizeram com a mãe da primeira-dama e sogra do presidente não é surpresa, mas sim a regra no comportamento e no caráter de pessoas da extrema-direita. E, sem nenhum constrangimento, dizem da boca para fora: “Deus acima de todos”.

EXEMPLOS – Edir Macedo também ganhou fortuna dizendo aos tolos que ele ama a Deus. Outro exemplo do desamor de sujeitos da extrema-direita que não amam a família, tê-mo-lo no pseudo-filósofo Olavo de Carvalho, que maltratou tanto a própria filha que ela escreveu uma carta aberta falando destes maus tratos, o que a levou a romper relações com o pai biológico, o próprio Olavo.

A extrema-direita é isto que está aí!

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Com todo respeito ao conhecimento científico do Dr. Ednei José Dutra de Freitas, com pesquisas de repercussão internacional, não acho necessária a generalização. Embora concorde que extremistas sejam realmente pessoas insensíveis aos argumentos contrários a suas ideologias, com tendência a não se importar com os problemas alheios, inclusive da própria família, tenho certeza de que há pessoas boas em todas as crenças e ideologias. Na extrema-direita, por exemplo, lembro meu vizinho, Dr. Heráclito Sobral Pinto, ferrenho anticomunista, que foi advogado do líder Luiz Carlos Prestes. Lembro que Dr. Sobral jamais cobrou um tostão de seus clientes em advocacia. Cada um pagava o que podia e desejava pagar. Depois que um dos filhos morreu, ele vestiu luto até o final da vida. Era um homem santificado, creio eu. Hoje, sou vizinho de suas bisnetas.
(C.N)

Tolerância Zero dá resultado e reduz os índices de criminalidade no Rio de Janeiro

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Figueiredo, secretário da PM, revelou os números do trimestre

Akemi Nitahara

Agência Brasil

O número de latrocínios no Rio de Janeiro diminuiu 65% no mês de março. Também tiveram redução os índices de homicídio doloso (37%), de roubo de veículo (30%), de carga (38%). Os roubos no comércio diminuíram 29%, no interior de coletivo teve uma redução de 10% e o roubo a residência caiu 20%. Os dados preliminares mostram uma comparação com março de 2018 e foram divulgados pelo secretário da Polícia Militar, coronel Rogério Figueredo de Lacerda.

De acordo com o secretário, os dados indicativos da atividade policial também melhoraram no trimestre, com 1.827 armas apreendidas, sendo 133 fuzis; 823 granadas e artefatos, 8.493 prisões e 1.485 apreensões de menores.

MORTOS PELA PM – Sobre as mortes por intervenção de agentes do Estado, que tiveram pequeno aumento na comparação entre os primeiros meses deste ano com os de 2018, o secretário disse que faz parte do trabalho da Polícia. Em janeiro deste ano, foram registradas 160 mortes nessas condições, contra 157 em 2018. Em fevereiro, o número passou de 102 para 145 na comparação entre os meses, incluindo a chacina de 15 pessoas nas comunidades do Fallet, Fogueteiro e Coroa no Rio Comprido, e no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, na região central da cidade.

“Quando a gente avalia o número de apreensões de armas, de fuzis, drogas e o número de pessoas presas é um trabalho operativo das polícias. A pessoa que está sendo abordada, ela não se rende, a gente faz o nosso trabalho de forma a ter a efetividade do resultado”, afirmou o secretário.

“SNIPERS” – Com relação ao uso de snipers (atiradores de elite) pelas forças estaduais – o governador Wilson Witzel defende a prática e o Ministério Público questiona -, o coronel Figueredo disse que há planejamento.

“A utilização de snipers tem um protocolo, não é utilizado de forma aleatória. As nossas ações têm um planejamento para uma execução de um trabalho onde a gente tem a responsabilidade do nosso trabalho. É isso que norteia hoje o trabalho da Polícia Militar”.

INTERVENÇÃO FEDERAL – Na palestra, o coronel Figueredo afirmou que as ações da intervenção federal em 2018 foram “interessantes”, mas que “não tiveram um impacto tão grande no cenário do Rio de Janeiro”, com reduções pouco efetivas dos índices de criminalidade.

Ele reconheceu que o trabalho de integração entre as forças e o investimento financeiro de R$ 1,2 bilhão em equipamentos e viaturas para as corporações foi importante. Ele elogiou também a reestruturação das unidades de Polícia Pacificadora.

“Para fazer policiamento ostensivo precisamos de viaturas, homens, armamento, munição e planejamento. Sem esses equipamentos não haverá policiamento. Tínhamos 56% das nossas viaturas baixadas no ano passado. No efetivo, temos um déficit de 17 mil homens. Armas e munições estamos num bom momento, mas na comparação com ciclos anteriores, tivemos momentos em que faltaram”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Quando há redução da criminalidade num mês ou noutro, e depois volta a subir, não há indicativo confiável. Mas quando os números se reduzem em três meses seguidos, em relação ao ano anterior, passa a haver indicativo de viés de baixa no caso do Estado do Rio. Isso significa que a política de Tolerância Zero do governo estadual realmente está dando resultado. Que assim seja. (C.N.)

Após denúncia, Janaína Paschoal pede que Bolsonaro demita o ministro do Turismo

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Janaina diz que Bolsonaro não pode ficar esperando o inquérito

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

A deputada estadual Janaína Paschoal (PSL/SP) pediu neste sábado (dia 13), em sua conta no Twitter, a demissão do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. O pedido ocorre após a deputada federal Alê Silva (PSL-MG) ter solicitado proteção policial alegando ter recebido ameaças do ministro, segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo.

“Todo meu apoio à deputada federal Alê Silva. E agora, presidente? O ministro do Turismo fica? A deputada federal eleita também estaria mentindo? Exijo a demissão do ministro! Não tem que esperar conclusão de inquérito nenhum!”, disse.

DEPOIMENTO – A ameaça de morte à deputada Alê Silva teria ocorrido em uma reunião do ministro com correligionários em março, em Belo Horizonte.

A parlamentar prestou depoimento espontâneo na última quarta-feira à Polícia Federal relatando esquema de candidaturas de laranjas no PSL, comandado por Álvaro Antônio. Ela deve prestar depoimento nas próximas semanas.

Segundo Janaína, o afastamento do ministro não implicaria atribuição de culpa, “apenas um sinal de que o presidente se importa com as mulheres de seu partido”.

Enquanto o Supremo quer esvaziar a Lava Jato, Bolsonaro fortalece a Polícia Federal

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Moro se anima com a contratação de mais mil policiais federais

Nayara Figueiredo
Estadão

O presidente Jair Bolsonaro usou sua conta no Twitter neste domingo, 14, para confirmar a convocação de mil novos policiais federais. “O objetivo é compor gradativamente o quadro de inteligência, como no trabalho da Lava Jato (combate à corrupção) e outros serviços de segurança nacional, dentro do orçamento possível destes primeiros 100 dias de mandato”, afirmou Bolsonaro.

A medida havia sido anunciada na quinta-feira, dia 11, pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, como parte das ações dos primeiros 100 dias de governo. A convocação é parte do plano de combate à corrupção do qual também faz parte o pacote anticrime proposto pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro – ex-juiz da Lava Jato.

CONCURSO – O concurso previa a contratação de 500 pessoas, com nível superior de escolaridade, para as cinco carreiras policiais: 150 para delegado; 60 para perito criminal federal; 80 para escrivão; 30 para papiloscopista e 180 para agente de polícia federal. Os aprovados estão em fase de convocação para a última etapa do concurso, que é o curso na Academia Nacional de Polícia. A formação dura aproximadamente cinco meses e tem caráter eliminatório.

A delegada Tânia Prado, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Federal do Estado de São Paulo, ficou animada com a notícia.

“Muito boa a confirmação do presidente da República de que o governo irá convocar os aprovados no concurso da Polícia Federal e recompor gradativamente o efetivo. Hoje temos quase 5 mil cargos vagos na PF, ou seja, praticamente um terço de déficit. Por não ter autonomia constitucional, a instituição vem passando por um grave processo de desmonte ao longo dos últimos anos, com redução orçamentária, sujeita a ingerências, quando deveria ter sido fortalecida para combater o crime organizado e a corrupção”, disse a delegada.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como se vê, eram uma tremenda cascata as notícias de que os governos de Lula, Dilma e Temer deram total apoio à Polícia Federal. O ministro Moro pediu e o presidente Bolsonaro atendeu, mostrando que a Lava Jata vai ser fortalecida e não esvaziada, como é o propósito da maioria dos ministros do Supremo. O reforço à PF é uma grande notícia. (C.N.)

Em 2018, plena crise, o lucro dos bancos no Brasil foi o maior da história

Resultado de imagem para lucro dos bancos chargesFabrício de Castro
Estadão

O diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Souza, afirmou que o lucro líquido registrado pelos bancos ao fim de 2018, de R$ 98,5 bilhões, foi o maior da história, em termos nominais. O montante corresponde a um aumento de 17,40% em relação ao verificado em 2017.

Souza pontuou que o BC sempre acompanhou o lucro dos bancos, mas, como houve mudanças monetárias ao longo do tempo, é possível afirmar, para fins de comparação, que o resultado do ano passado é o maior desde a adoção do real, em 1994.

MENOS PROVISÕES – Segundo Souza, o principal fator para o aumento do lucro líquido das instituições financeiras foi a redução, em cerca de R$ 20 bilhões, das despesas com provisões (inadimplências) em 2018, em relação ao ano anterior.

O diretor do BC afirmou ainda que as instituições somam hoje patrimônio líquido total de R$ 800 bilhões. “É o maior nível de capitalização desde 1994, em termos nominais”, disse.

Os dados do BC mostraram que o Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE) dos bancos atingiu 14,8% ao ano em 2018. O porcentual é o maior em sete anos, desde 2011. De acordo com o diretor, apesar de a rentabilidade ter crescido nos últimos anos, para perto dos 15%, não existe hoje muito mais espaço para ela continuar aumentando. “A gente considera que isso se estabilizou”, afirmou.

ESTABILIZAÇÃO – Souza afirma que a estabilização ocorre porque o sistema ainda precisa passar por uma melhora de garantias. “A instituição não consegue ampliar as concessões de crédito sem melhorar as garantias”, afirmou. “Com garantias melhores, aí sim você consegue reduzir mais as provisões. Mas isso vai demorar uns dois anos ainda (para acontecer)”, afirmou, em referência ao efeito de medidas estruturais já tomadas pelo BC, como a adoção das duplicatas eletrônicas.

Ele citou ainda que, no Brasil, de cada R$ 1 que não é pago, ocorre recuperação de apenas R$ 0,13 pelos bancos. “Em outros países, chega a ser R$ 0,75. E essa é uma realidade histórica que não vai ser mudada sem um arcabouço jurídico.”

Apesar de os bancos terem uma rentabilidade próxima de 15% no Brasil, Souza afirmou que o sistema financeiro do País não é nem o mais rentável, nem o menos rentável. “Está na média”, disse. “No bloco de países emergentes, a rentabilidade do Brasil está bem próximo da média.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
O final da matéria é patético. Os bancos só recuperam R$ 0,13 de cada 1 real, porque praticam as mais altas taxas de juros do mundo. O que ocorre no Brasil em relação aos juros dos cartões de crédito, que movem a economia, chega a ser imoral e evidencia que a equipe econômica deixa os bancos agirem livremente, sem o menor controle sobre as taxas. Apenas isso. E ainda querem autonomia do Banco Central, que desde sempre permite esse exploração do povo. (C.N.)

Greve de caminhoneiros teria efeito muito pior do que segurar o preço do diesel

Imagem relacionada

Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Marcello Corrêa e Bruno Goés
O Globo

Apesar das perdas bilionárias da Petrobras, a decisão do presidente Jair Bolsonaro de suspender o aumento do preço do diesel foi vista na equipe econômica como uma forma de evitar prejuízo maior. Na avaliação de uma fonte do Ministério da Economia, o país não poderia correr o risco de passar por uma nova greve de caminhoneiros em um momento em que a economia patina. No ano passado, o PIB cresceu apenas 1,1%, frustrando as projeções que chegavam a 3% antes da paralisação. Só em um mês, as perdas na economia chegaram a R$ 15,9 bilhões.

“Para nós, no ano passado, a greve foi o principal fator de jogar para baixo a perspectiva de crescimento. A economia está sem tração. A última coisa que poderia acontecer é uma greve do nível que aconteceu. Acredito que o presidente suspendeu para discutir”, afirmou esta fonte.

UM IMPASSE – Ainda de acordo com esse integrante, a equipe econômica ainda não se reuniu para discutir qual será a reação à crise que colocou o governo em um impasse: garantir a saúde financeira da Petrobras e, ao mesmo tempo, não causar atritos com os caminhoneiros. Em viagem pelos EUA, o ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda não se pronunciou sobre o episódio e sinalizou que não foi consultado por Bolsonaro sobre o assunto.

A estratégia vai ser discutida em reuniões na próxima semana. Uma das opções na mesa é a criação de um sistema para amortecer a oscilação de preços nas bombas, como o que deveria ser a Cide, que acabou sendo desvirtuada.

Nesse modelo, a tributação sobre os combustíveis aumentaria quando o petróleo estivesse mais caro e diminuiria, quando a cotação do óleo subisse. A medida, no entanto, precisaria ser incluída em uma reforma tributária ainda em elaboração. Além disso, dependeria do avanço da reforma da Previdência, já que presumiria uma renúncia de arrecadação.

DESDE TEMER – Essa ideia chegou a ser proposta durante o governo de Michel Temer, mas não avançou. No governo de transição, a possibilidade também foi levantada pela equipe econômica em formação, quando se debatia o que substituiria o subsídio ao diesel que vigorou até dezembro,

Na Câmara, os deputados já se movimentam para pressionar o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, em depoimento à Comissão de Minas e Energia. Um convite ao executivo foi aprovado há dez dias para que ele falasse justamente sobre a política de preços da estatal. Havia a negociação para que ele fosse à Câmara em maio. Mas, diante da intervenção de Bolsonaro, pode haver uma antecipação e até mesmo uma convocação.

— Vamos dialogar (sobre o assunto) na segunda-feira, pois de fato achamos muito perigoso o acontecimento. Afinal, o governo federal tem assento no conselho e faz parte das decisões. Não foi bom, na nossa avaliação, para o presidente da República nem para Petrobras. É pior ainda para os acionistas — diz Silas Câmara (PRB-AM), presidente da comissão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Bolsonaro agiu acertadamente. O presidente da Petrobras é altamente irresponsável. Mandou aumentar o preço e viajou para os Estados Unidos, onde foi localizado por Bolsonaro e teve de voltar às pressas. Com um trapalhão como esse dirigindo a Petrobras, Bolsonaro nem precisa de inimigos. Roberto Castello Branco pensa (?) que a Petrobras é uma empresa privada. Mas neste caso ele está confundindo empresa privada com jogar o governo na privada. (C.N.)

O poeta Ferreira Gullar, voando no “Trenzinho Caipira”, ao lado de Villa-Lobos

Ferreira Gullar - Poema Sujo - Companhia das Letras

O “Poema Sujo” marcou a volta de Gullar ao Rio, após o exílio

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O jornalista, crítico de arte, teatrólogo, biógrafo, tradutor, memorialista, ensaísta e poeta Ferreira Gullar (1930-2016), pseudônimo do maranhense José Ribamar Ferreira, em “Bachianas nº 2” de Heitor Villa-Lobos, depois de várias tentativas, enfim conseguiu compor uma letra, fazendo com que aquela obra transfigurasse “O trenzinho caipira”, agora música vocal popular.

Na verdade, o poeta se aproveita de alguns versos de sua obra “Poema Sujo”, para manifestar as paisagens de sua infância no estado do Maranhão quando viajava de trem na companhia de seu pai, como também ocorreu com Villa-Lobos, mas não no Maranhão e, sim, no Rio de Janeiro.


A presença do trem é de extrema relevância, pois se torna o veículo que levará Heitor Villa-Lobos e Ferreira Gullar a uma viagem por diversos espaços sonoros do Brasil (rural e urbano), mas também revela uma expressão alegórica do desenvolvimento do país, isto é, a tensão entre o progresso, o moderno e a paisagem de pobreza.

A música “O Trenzinho caipira”foi gravada, primeiramente, por Edu Lobo, no LP Camaleão, em 1978, pela Polygran.

TRENZINHO CAIPIRA
VIlla-Lobos e Ferreira Gular

Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade e noite a girar

Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra…
Vai pela serra…
Vai pelo mar…

Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar…

É preciso buscar soluções criativas para reduzir o caos diário nas grandes cidades

Vanderson Tavares

Praticamente todos os dias, as pessoas se deparam com o caos da vida cotidiana. Um dos grandes fatores desse estresse é provocado pelo trânsito, pelo tempo gasto entre a casa e o trabalho ou estudo. As mais recentes pesquisas indicam que os cariocas gastam, em média, uma hora e 48 minutos em deslocamentos diários. Para os paulistanos, o sofrimento é apenas um pouco menor: uma hora e 36 minutos em média. Com isso, perde-se tempo de convívio com a família e com os amigos.

Às vezes me pego pensando. Será que não poderia haver alternâncias de horários para podermos viver uma vida menos caótica?

MESMO HORÁRIO – Nas grandes cidades, vivemos praticamente um horário só, no qual os estudantes, trabalhadores privados e servidores se digladiam nos transportes dos grandes centros urbanos, todos querendo chegar em seus destinos, mas saindo praticamente no mesmo horário.

As alternativas de transporte público que nos oferecem já estão mais do que sobrecarregados nos momentos do rush, seja em ônibus, metrô, trem, barcas e outros meios destinados a levar grande quantidade de pessoas.

O fato é que as pessoas precisam acordar bem cedo para poder chegar ao seu destino sem maiores atrasos, e está cada vez mais difícil cumprir os compromissos. Em consequência, agravam-se distúrbios de saúde na classe trabalhadora.

VALE A PENA? – Será que viver nesse caos vale de fato a pena? Óbvio que temos que trabalhar, pois o dinheiro não cairá do céu para pagar nossas contas, mas por que não se pensar em alternância de horários, para que a vida se torne mais fácil e se reduza o caos em que se transformaram nossas vidas??

A única iniciativa nesse sentido foi tomada já há muitos anos, quando os bancos passaram a funcionar das 10 às 16 horas, mas não se sabe se isso ocorreu mesmo para melhorar o trânsito ou para demitir a segunda turma de bancários, pois até então as agências trabalhavam com duas equipes – uma de manhã e a outra à tarde.

PLANEJAMENTO – Com uma melhor ordenação das diferentes atividades, poderiam ser reduzidos os engarrafamentos nas horas de rush, quando as empresas de ônibus têm de trabalham com mais veículos.

Além disso, através de uma mudança no planejamento dos transportes e as ligações de menor percurso (tipo Urca/Centro, Laranjeiras/Leblon, Botafogo/Centro) passando a ser feitas por vans e não por ônibus, os congestionamentos diminuiriam bastante.

A questão principal é o leniência das autoridades municipais, que se acomodam e não buscam soluções criativas que possam melhorar a qualidade de vida dos moradores das grandes metrópoles. Se agissem assim, teríamos muito mais a ganhar do que a perder.

Prefeito de Nova York ofende Bolsonaro e tenta boicotar uma homenagem a ele

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O prefieto De Blasio diz que Bolsonaro é um “ser humano perigoso”

Deu em O Globo

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, chamou o presidente Jair Bolsonaro de “ser humano perigoso” e pediu que o Museu de História Natural da cidade não sedie uma cerimônia em que o chefe de Estado brasileiro será homenageado. Em entrevista à radio americana WNYC, De Blasio, que faz parte da ala esquerda do Partido Democrata, disse que se preocupa com os planos de Bolsonaro para a exploração da Amazônia — algo que o nova-iorquino afirma que poderia colocar todo o planeta em risco —, bem como seu racismo evidente e sua homofobia.

“Esse cara é um ser humano muito perigoso” — afirmou o prefeito. — “Eu certamente peço ao museu que não permita que ele seja recebido lá”.

HOMENAGEM – De Blasio se referia à cerimônia de gala que está prevista para ser realizada pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos no dia 14 de maio. Bolsonaro é convidado de honra do evento e, na ocasião, receberá o título de “Pessoa do Ano” dado pela Câmara. O evento está agendado para acontecer no Museu de História Natural de Nova York, mas a instituição alega que a reserva do espaço foi feita antes de ser informada sobre quem receberia a honraria.

“Se você está falando de uma instituição apoiada publicamente (o museu) e está falando de alguém que está fazendo algo tangivelmente destrutivo (Bolsonaro), fico desconfortável com isso” — declarou De Blasio à rádio.

O museu recebeu US$ 8,6 milhões em financiamento da prefeitura de Nova York no ano passado e está localizado em terras públicas às margens do Central Park.

SEM DECISÃO – Em uma mensagem nas redes sociais na noite de quinta-feira, o museu, que defende a preservação ambiental e está sendo pressionado por pesquisadores a cancelar o evento, disse que estava “preocupado” e “explorando as opções” para decidir o que fazer agora.

Em nota ao Globo na sexta-feira, o museu indicou que ainda não tem uma decisão e nem informa quando ela poderá ocorrer. No comunicado, reafirma que as políticas ambientais de Bolsonaro estão por trás do impasse.

“Estamos profundamente preocupados, e o evento não reflete de forma alguma a posição do museu de que há uma necessidade urgente de conservar a floresta Amazônica, que tem implicações tão profundas para a diversidade biológica, comunidades indígenas, mudanças climáticas e a saúde futura de nosso planeta. Estamos avaliando as nossas opções”, afirmou o museu em e-mail.

EDUARDO RESPONDE – Em uma rede social, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, respondeu ao ataque de De Blasio, afirmando que o prefeito pertence ao movimento globalista, que segundo ele pretende acabar com as culturas locais:

“O movimento cultural que ocorre no Brasil ocorre da exata e mesma forma no Chile, Inglaterra, França e, claro, nos EUA. Isso visa à construção de um novo mundo suprimindo as culturas locais. Depois falamos que são GLOBALISTAS e ainda há quem queira fazer chacota conosco”, escreveu.

Também em rede social, o assessor internacional do Planalto, Filipe Martins, chamou De Blasio de “toupeira”: “Não há surpresa alguma em ver Bill de Blasio — um sujeito que colaborou com a Revolução Sandinista, que considera a USSR um exemplo a ser seguido e que faz comícios no monumento dedicado a [Antonio] Gramsci no Bronx — criticando o PR Bolsonaro. Surpresa seria uma toupeira dessas o elogiar”, escreveu.

NOS ANOS 80 – De Blasio trabalhou em um grupo de solidariedade à Nicarágua nos anos 1980, no início da Revolução Sandinista. Na época, a administração do republicano Ronald Reagan financiou um grupo de contrarrevolucionários, os chamados contras, contra o governo sandinista.

Funcionários de Reagan acabaram envolvidos em um grave escândalo, o Irã-Contras, depois investigado pelo Congresso americano, no qual a venda secreta de armas para o Irã pela CIA financiou o grupo armado que atuava no país da América Central com patrocínio dos EUA.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O posicionamento do prefeito da mais importante cidade do mundo reflete a imagem negativa que Bolsonaro está formando no exterior, inclusive na matriz USA, onde se comporta como mero gerente da filial Brazil. Isso é muito ruim. Quando as imagens de homens públicos ficam manchadas, não há detergente que remova. (C.N.)

Witzel diz que militares “erraram muito” ao atirar em carro com a família dentro

Wilson Witzel

Militares agiram de forma incompetente e inapropriada, diz Witzel

Deu em O Tempo
(Agência Brasil)

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse que os militares do Exército acusados de atirar contra um carro na zona oeste da capital fluminense, matando uma pessoa e ferindo duas, agiram de forma “incompetente e inapropriada”. Para ele, os militares erraram muito. “Quando o Exército determinou a prisão, sinalizou que aqueles militares, de forma incompetente e inapropriada, erraram e erraram muito, vindo a assassinar pessoas inocentes”, disse Witzel.

Para o governador, o caso mostra que os protocolos de patrulhamento do Exército precisam ser modificados. “Esses jovens conscritos não têm a experiência que têm nossos policiais militares. Precisam, evidentemente, dessa adequação para que não tenhamos mais esse tipo de erro”, disse, completando que o trabalho de dizer o que é suspeito ou não é função da polícia.

MUITOS INDÍCIOS – Segundo Witzel, ele só decidiu se pronunciar agora, após a prisão preventiva, porque já existem, de acordo com o governador, indícios suficientes de autoria do crime.

Nove militares são acusados de efetuar vários disparos, na tarde de domingo passado (dia 7) contra um carro onde estava uma família. O motorista Evaldo dos Santos Rosa, um músico de 51 anos, morreu no local. O sogro dele, Sérgio Araújo, que estava no banco do carona, ficou ferido com tiros nas costas e nos glúteos. A mulher de Evaldo e seu filho, que estavam no banco traseiro, não ficaram feridos. Um pedestre, que tentou ajudar a família, também ficou ferido e foi hispitalizado em gravíssimo estado.

Inicialmente, os militares disseram que foram atacados por criminosos e que responderam à agressão. Ao fazer a perícia no local, porém, a Polícia Civil descobriu que as vítimas não eram criminosos e não estavam armados. No dia seguinte, o Exército decretou a prisão em flagrante de dez dos 12 militares que estavam na guarnição envolvida no episódio, ao verificar inconsistências nas versões do fato. Na quarta-feira (dia 10), a Justiça Militar decretou a prisão preventiva de nove desses dez militares.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como afirmou o advogado Jorge Béja, em artigo aqui na Tribuna, militares só atiraram após receber uma ordem do superior. No caso, até agora não foi revelado quem deu a ordem de fuzilar o automóvel, sem saber quem estava dentro. (C.N.)

Intervenção na Petrobras surpreende o mercado e põe em xeque a ascendência de Guedes

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Paulo Guedes também pensava (?) que poderia conduzir Bolsonaro

Daniela Lima
Folha/Painel

Para além dos R$ 32 bilhões que custou ao valor de mercado da Petrobras, a intervenção de Jair Bolsonaro na política de preços da estatal levou à mais acentuada inflexão na confiança de agentes privados no governo. A avaliação é de analistas e políticos com influência no setor financeiro. Com o gesto, o presidente alimentou não só a percepção de que a ascendência de Paulo Guedes (Economia) sobre ele tem teto baixo, como também minou a imagem de liberal que captou apoio na campanha.

Wallace Landim, o Chorão, um dos líderes de caminhoneiros, conta que eram cerca de 16h30 de quinta-feira (dia 11) quando disparou mensagens a Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Floriano Peixoto (secretário-geral da Presidência) com indicativo de greve, caso houvesse aumento no diesel.

TUDO CERTO – Onyx prometeu resolver. Por volta das 22h, Chorão soube por funcionários da Casa Civil que o Planalto havia suspendido o reajuste.

Por volta das 16h desta sexta-feira (dia 12), um integrante da cúpula do Ministério da Economia se recusava a admitir a hipótese de que Bolsonaro pudesse tomar medida desse porte sem falar com Paulo Guedes. “Seria muito grave. Ele não faria isso”, repetia.

Às 19h, quando já estava claro que o ministro de fato não havia sido consultado, o discurso mudou. “A Petrobras está vinculada ao Ministério de Minas e Energia.”

RURALISTAS – Integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária receberam sinais da intervenção na Petrobras no fim da tarde de quinta-feira (dia 11).

Nem eles, umbilicalmente ligados ao tema, celebraram. O canal direto dos caminhoneiros com a Casa Civil causa apreensão aos ruralistas – assim como o fato de o governo ter cedido logo à pressão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGEm tradução simultânea, o mercado estava achando que mandava no governo. Mas foi um engano, na verdade ninguém manda no governo, nem mesmo os norte-americanos, incluindo Donald Trump e Olavo de Carvalho, porque o presidente Bolsonaro é absolutamente imprevisível. (C.N.) 

Atuais seguranças de Dilma lideram gastos com viagens do Executivo em 2019

 A ex-presidente Dilma Rousseff em Curitiba (PR) Foto: Geraldo Bubniak / Agência O Globo - 11-09-2018

Dilma leva os seguranças em suas viagens para falar mal do país

Amanda Almeida e Natália Portinari
O Globo

Dois agentes de segurança da Presidência da República que atendem a ex-presidente Dilma Rousseff foram os funcionários do Poder Executivo com maiores gastos individuais em viagens a serviço nos 100 primeiros dias de 2019. Ao custo de R$ 166,9 mil para os cofres públicos, os servidores a acompanharam em viagens pelo Brasil, na Espanha e nos Estados Unidos. Foram 101 diárias e 14 passagens aéreas.

Desde junho de 1994, um decreto instituiu o direito de ex-presidentes manterem quatro funcionários e dois veículos oficiais para segurança, custeados pela União. Na função de proteger a ex-presidente, Leandro Augusto Anderson e Jaiton Cardoso dos Santos viajaram com ela em janeiro a Nova York (EUA) e Sevilha (Espanha); em fevereiro, a Fort Lauderdale (EUA), Campinas (SP) e Porto Alegre (RS); e em março, a Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) e São Paulo (SP).

HÁ SIGILO – O governo federal divulga dados das viagens em exercício dos servidores em seu Portal da Transparência. Parte dos gastos, porém, é classificada como sigilosa e não tem detalhes publicados. Santos e Anderson estão no topo da lista considerada pública. O Poder Executivo gastou, ao todo, R$ 117,9 milhões, com 97.251 viagens de funcionários de janeiro até hoje. O cálculo não considera, porém, gastos com o cartão corporativo da Presidência da República.

Procurada, a assessoria da ex-presidente disse que “ela (a ex-presidente) viajou para fora do país a convite de entidades e organizações internacionais”. Participar desses eventos se tornou parte da estratégia política da ex-presidente, depois que ela sofreu o impeachment em 2016.

O PT passou a pregar, no exterior, ter sido vítima de um golpe de sua oposição. Depois que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi preso no ano passado, Dilma e outros petistas também passaram a usar esses eventos internacionais para repetir o discurso de que a condenação dele ocorreu sem provas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, trata-se de uma situação insólita, com o governo brasileiro a financiar a deterioração da imagem do país no exterior. É preciso rever esse sistema de dar “segurança” e mordomias. Cada ex-presidente tem hoje direito a oito servidores – são quatro seguranças, dois motoristas com carros blindados e dois assessores pessoais de livre nomeação, escolhidos por eles. Isso tem de acabar, porque o exemplo tem de vir de cima, dizia-se antigamente. (C.N.)

Há algo de estranho no ar, no caso do julgamento do recurso de Lula pelo Supremo

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Gilmar parou o julgamento, quando já havia dois votos contra Lula

Reynaldo Turollo Jr.
Folha

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu destaque no julgamento de um habeas corpus para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que começara a ser realizado no plenário virtual da Segunda Turma. Com o pedido de destaque, o caso será levado à sessão presencial do colegiado. Ainda não há data. A Segunda Turma do STF é formada pelos ministros Gilmar, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Edson Fachin, relator do habeas corpus. O pedido de destaque é desta sexta-feira (dia 12).

A defesa de Lula pediu ao Supremo um habeas corpus contra decisão monocrática (individual) do ministro Felix Fischer, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que negou prosseguimento ao recurso do petista naquela corte. O recurso tenta reverter a condenação no caso do tríplex de Guarujá (SP).

CONDENAÇÃO – Lula foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro pela Justiça Federal em Curitiba e pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), que fixou a pena em 12 anos e um mês de prisão. Ele cumpre a pena há um ano, depois de ter sido condenado na segunda instância.

Os tribunais superiores (STF e STJ) ainda não analisaram recursos de Lula contra a condenação, apenas pedidos de soltura formulados por sua defesa, que sempre foram negados.

No pedido de habeas corpus que vai a julgamento na Segunda Turma, a defesa pleiteia a anulação da decisão individual de Fischer que negou o prosseguimento do recurso no STJ. Para a defesa, a apreciação do recurso deveria ter sido colegiada, na Quinta Turma do STJ. No próprio STJ os advogados do petista também contestaram a decisão de Fischer, por meio de um recurso interno chamado agravo. Esse recurso deverá ser julgado pela Quinta Turma.

LIBERTAÇÃO – Caso o STF não anule a decisão individual de Fischer, reabrindo no STJ o recurso, a defesa pede para poder participar do julgamento do agravo naquele tribunal, com direito a fazer sustentação oral.

Nesse mesmo habeas corpus, a defesa ainda requer a liberdade de Lula a partir da anulação da sentença nas instâncias inferiores, sob o argumento de que há uma incompatibilidade entre a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal e a condenação imposta pelo ex-juiz Sergio Moro.

De acordo com a defesa, o Ministério Público apontou três contratos específicos da Petrobras que estariam relacionados ao pagamento da vantagem indevida (o tríplex) pela OAS. Já a condenação, ainda segundo a defesa, diz que não é possível determinar de quais contratos saiu a propina, porque havia um caixa único de recursos ilícitos do PT.

SEM RELAÇÃO – “Com efeito, enquanto na denúncia se afirma que a vantagem indevida seria proveniente dos contratos da Petrobras, a sentença consignou que não há relação entre os referidos contratos e a suposta vantagem indevida recebida por meio dos investimentos da OAS Empreendimentos no tríplex”, alegaram os advogados.

A Segunda Turma do STF já começou a julgar um outro pedido de habeas corpus do petista, mas o julgamento foi interrompido, em dezembro passado, por um pedido de vista de Gilmar.

Naquele caso, a defesa argumentou que o processo do tríplex deveria ser anulado devido à falta de imparcialidade de Moro —que, depois de condenar o ex-presidente, aceitou ser ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro (PSL), adversário do petista. Antes do pedido de vista naquela ocasião, os ministros Fachin e Cármen Lúcia votaram por negar o habeas corpus. Não há data para a Segunda Turma retomar essa discussão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Conforme dizia o Barão de Itararé, no caso desses recursos para libertar Lula, “há algo no ar, além dos aviões de carreira”. E algo muito estranho, pode-se acrescentar. O pedido de Gilmar Mendes para colocar o recurso em situação presencial (com sessão de julgamento), tem um significado. No julgamento informal pela internet, conforme estava ocorrendo, já com 2 a 0 contra Lula, os ministros têm obrigação de seguir a jurisprudência, que é negativa para o petista. Com o julgamento formal, os três mosqueteiros da impunidade (Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello) poderão fazer o que bem entendem. Com todo o respeito, há algo de estranho no ar. (C.N.)

Sugestão para atender aos caminhoneiros sem subsidiar o diesel das pick-ups dos playboys

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É preciso solucionar os problemas dos caminhoneiros autônomos

Willy Sandoval

Discordo com relação a segurar os preços da Petrobrás sem dar satisfação ao ministro Guedes. Segure mais uma semana vá lá, mas convoque reuniões que tem que ser decisiva para se chegar a decisões. Se houver aumentos nos preços internacionais do petróleo e/ou desvalorização do real perante o dólar passa a ser inevitável a correção nos preços dos combustíveis.

A chave para solução desses problemas reside na CIDE (Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico), que tem que ser um colchão para amortização de preços. Se o dólar e o preço do petróleo internacional subirem, diminui-se a aliquota para segurar os preços; e se acontecer o contrário, os preços não devem cair muito também. Além disso segue abaixo uma idéia já exposta aqui nessa Tribuna na época da greve dos caminhoneiros em maio/junho de 2018.

SEM SUBSÍDIO – É uma sugestão para não se adotar uma estúpida política de subsidio ao diesel das pick-ups dos playboys , até mesmo porque isso contraria frontalmente todas as idéias e diretrizes do ministro Paulo Guedes, um liberal por excelência. Mais uma vez, equivocadamente um governante (Bolsonaro) declara que não vai deixar subir o preço do diesel, claro, sem a concordância de seu “poderoso” ministro da Economia (conforme declarado nos EUA, onde se encontra hoje). A resposta das forças de mercado foi avassaladora, a Petrobrás caiu mais de 7% hoje.

Pressionado pela greve o governo tomou a pior decisão possível, retirando praticamente todos os tributos em cima de um combustível totalmente inadequado em termos ambientais, subsidiando assim até mesmo playboyzinhos com suas pick-ups e peruas SUV a diesel, para que possam desfilar imponentes pelas ruas e avenidas das grandes e pequenas cidades do país..

TEM DE SER CARO – O principal motivo para essas infelizes decisões, foi a situação insustentável de milhares de caminhoneiros autônomos. Digo já de antemão, que o diesel tem sim que ser bem caro como em boa parte dos países civilizados do mundo, que incentivam cada vez mais o uso de veículos elétricos e até mesmo os EUA tornou o pró-alcool deles muito mais eficiente do que o nosso, graças a nossa já tradicional incompetência e irresponsabilidade governamentais.

Sim, o diesel tem que ser caro mesmo, principalmente com a tributação principal sendo feito através de um tributo como a CIDE, que terá uma função arrecadatória para fundos especiais a serem criados e também um tributo arrecadatório.

E aí como é que fica a situação dos milhares de caminhoneiros autônomos esmagados num regime de livre concorrência por tributos altos, por pedágios, pela manutenção dos caminhões castigados pelas péssimas condições de muitas estradas, pela carga muitas vezes desumanas de trabalho, etc, etc…

MINHA SUGESTÃO – Fico até surpreso de não ter visto ninguém até o momento lançar alguma proposta mais inteligente para minorar o sofrimento dessa importantissima classe tão sofrida. Pois vai aqui minha sugestão:

– Criação de uma espécie de bolsa caminhoneiro autônomo. Já existe uma estrutura parecida com o bolsa familia. Basta o caminhoneiro abrir uma conta na CEF ou no BB, provar o gasto com o diesel e com pedágios em seus fretes contratados, e teria o total ou uma parte de seus gastos cobertos pelo Governo Federal.

– Isso poderia ser feito inclusive com recursos da CIDE.

– Mas não deveria valer para transportadoras e para frotas, pois esse pessoal tem todas as condições de passar seus custos para os contratantes, bem diferente da desprotegida classe dos caminhoneiros autônomos. Talvez pudéssemos incluir também os perueiros escolares, cada caso poderia ser estudado, mas nunca beneficiando grandes transportadoras e frotas de grandes empresas.

Não ganho nada propondo ideias como essa, mas vou ficar feliz se menos passarem a ser discutidas. Afinal de contas, o governo com milhares de assessores e “aspones”, é incapaz de propor qualquer coisa razoável, está sempre reagindo mal e, pressionado, acaba tomando as piores decisões.

A vida dura da avó da primeira-dama, numa favela a 40 km do Palácio da Alvorada

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Dona Maria Aparecida mora sozinha com um filho que é deficiente

Deu na Veja

Maria Aparecida Firmo Ferreira, 79 anos, é cardíaca, sofre de Parkinson, locomove-se com dificuldade e mora num casebre na favela Sol Nascente, dominada pelo tráfico de drogas. Aposentada, a avó da primeira-dama divide seu tempo entre cuidar de um filho deficiente auditivo, ir ao posto de saúde buscar remédios e conversar com os vizinhos. De acordo com a Veja, ninguém, ou quase ninguém da vizinhança, sabe que ela é avó de Michelle Bolsonaro.

Aparecida, como é conhecida no bairro, diz que faz mais de seis anos que ela não vê a neta que ajudou a criar. A avó não foi convidada para a posse, nem ela nem sua filha, mãe de Michelle, Maria das Graças.

É MINHA NETA – Um pastor da igreja que frequenta tentou intermediar um encontro com o presidente Bolsonaro, mas ela rejeitou. “Aprendi que só vamos a pessoas importantes quando somos convidados. É minha neta, cresceu lá em casa, mas agora ela é a primeira-dama.”

“Além disso, se eu chegar assim (diz apontando para as próprias roupas), posso ser destratada, e isso vai me magoar. Eu não tenho roupa, sapato, nada disso, para frequentar esses lugares”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGSe é verdadeira a notícia, não somente a primeira-dama é insensível, como também Bolsonaro está em falta, pois alega ser defensor da família, mas não convidou a sogra nem a mãe dela para a posse. (C.N.)

Procuradoria nega ter recebido informações de Odebrecht sobre “o amigo do amigo”

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“Crusoé” exibiu o e-mail citando “o amigo do amigo de meu pai”

Renato Souza
Correio Braziliense

A Procuradoria-Geral da República (PGR), informou, por meio de nota, nesta sexta-feira (12), que não recebeu informações repassadas por Marcelo Odebrecht que indicam que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, é citado em mensagens de e-mail trocados pelo delator com outros executivos da empreiteira.

O site “O Antagonista” informou que teve acesso a um documento, enviado a Força-Tarefa da operação Lava-Jato, em que Marcelo diz que o codinome “amigo do amigo do meu pai” era utilizado para se referir ao ministro do Supremo. O apelido aparece em e-mails trocados por Marcelo Odebrecht com Adriana Maia e Irineu Meirelles, também integrantes da direção da empresa na época dos fatos.

 DIZ O E-MAIL – Uma das mensagens seria referente ao ano de 2007, quando Toffoli era chefe da Advocacia-Geral da União no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na mensagem, Odebrecht pergunta aos demais executivos se eles “fecharam com o amigo do amigo do meu pai”. Procurado pela PF, ele disse que outros esclarecimentos podem ser dados por outro executivo.

“Amigo do amigo de meu pai se refere a José Antonio Dias Toffoli. A natureza e o conteúdo dessas tratativas, podem ser podem ser devidamente os esclarecidos por Adriano Maia, que as conduziu”, disse Marcelo Odebrecht por escrito.

NOTA OFICIAL – No posicionamento, assinado pela Secretaria de Comunicação da PGR, a entidade diz que não recebeu nenhuma informação do tipo dos procuradores do Paraná ou do delegado que conduz o caso.

“Ao contrário do que afirma o site O Antagonista, a Procuradoria-Geral da República (PGR) não recebeu nem da Força-Tarefa Lava Jato no Paraná e nem do delegado que preside o inquérito 1365/2015 qualquer informação que teria sido entregue pelo colaborador Marcelo Odebrecht em que ele afirma que a descrição “amigo do amigo de meu pai” refere-se ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli”, diz o texto. 

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Acontece que o site “O Antagonista” exibiu a imagem do e-mail citando “o amigo do amigo de meu pai”. O que pode ter acontecido é a força-tarefa da Lava Jata ainda não ter enviado essa documentação à Procuradoria-Geral da República, contendo a confirmação feita por Marcelo Odebrecht. Vamos aguardar a resposta de “O Antagonista”. (C.N.)