Até Faustão, da Rede Globo, ataca a Fifa


Deu no JB Online

O apresentador da Rede Globo Fausto Silva criticou neste domingo (22) a organização e a postura da Fifa com relação à Copa do Mundo e ao governo brasileiro. “O que está dando problema é tudo culpa da Fifa. E eles não assumem e colocam a culpa no governo brasileiro. Veja agora o problema da alimentação em Recife, isso é problema da Fifa. A Fifa que assuma as suas responsabilidades. E o governo as dele. Cada um do seu lado”, disse em seu programa de televisão.

A reação de Faustão vem ao encontro do sentimento do próprio povo brasileiro com relação a esta entidade. Nesta segunda-feira o Brasil joga partida decisiva para a sua classificação, na Copa do Mundo. O povo brasileiro já demonstrou de todas as formas, com passeatas e em pesquisas de opinião, que tem horror à Fifa, porque o povo sabe que o esporte que sempre foi a paixão do Brasil e do brasileiro, hoje é um poder de corrupção.

ESCÂNDALOS

A imprensa mundial revela escândalos de corrupção na Fifa, como a suposta compra do direito de sediar a Copa pelo Catar, ou ainda o aumento secreto do salários de seus dirigentes, revelada pelo Sunday Times. Há um faturamento de mais de 1,5 bilhão de dólares líquidos para a Fifa – o Brasil isentou essa quadrilha de corruptos de qualquer tipo de imposto para que seus diretores tomem vinhos de R$ 15 mil nos restaurantes brasileiros, quando mais da 120 milhões de brasileiros não ganham R$ 15 mil por ano.

A Fifa e seus dirigentes afrontam a nossa pobreza com declarações como a que afirmou que precisamos de um “chute no traseiro”. Humilham a nossa bondade quando os estádios brasileiros, de propriedade do povo e com cadeiras cativas cujos proprietários gastam mais de R$ 2 mil por ano para a manutenção, são confiscados, impedindo a presença de quem tem o direito de assistir aos jogos em suas propriedades.

A Presidente da nação é xingada. Xingamento motivado  por um sentimento de ódio que vive o país contra essa entidade. Enquanto isso, o Presidente de honra da Fifa, belga naturalizado brasileiro, que tantas glórias deu ao Brasil, sofre abandonado por esta entidade que ele fez. Foi obrigado a renunciar por corrupções que não podem ter sido feitas por ele se não houvesse uma quadrilha abaixo dele que pudesse montar o botim do roubo.

DESRESPEITO

O mundo assiste e ironiza a reação do povo brasileiro a esse espetáculo no qual o único vitorioso é uma quadrilha. A Presidente da República, as instituições, a segurança publica são postas à prova por um desrespeito absoluto. A provocação desses senhores faz com que brasileiros se revoltem.

O site desta entidade publica declarações pondo em dúvida a isenção do jogo de segunda-feira, entre Brasil e Camarões. Na verdade, este site devia estar anunciando não o risco de desonestidade patrocinado por qualquer entidade brasileira, mas sim que, por tanta corrupção, um dia seus dirigentes estarão presos.

(Matéria enviada pelo comentarista Paulo Peres)

Macartismo às avessas

João Bosco Rabello
Estadão

O desmentido do ministro Gilberto Carvalho à tese do PT que atribuiu à “elite branca” as vaias e xingamentos à presidente Dilma Rousseff no estádio de futebol, é o retrato mais fiel da inconsistência das construções eleitorais do partido até agora. A queda da presidente nas pesquisas, que reforça o descontentamento permanente do PT com […]

O desmentido do ministro Gilberto Carvalho à tese do PT que atribuiu à “elite branca” as vaias e xingamentos à presidente Dilma Rousseff no estádio de futebol, é o retrato mais fiel da inconsistência das construções eleitorais do partido até agora.

A queda da presidente nas pesquisas, que reforça o descontentamento permanente do PT com sua candidata, lançou o partido na busca errática de narrativas que ajudem a reverter a trajetória descendente na aprovação de governo e candidata.

Já se produziu de quase tudo – da tão efêmera quanto ruim campanha do medo à do ódio, a conspiração da mídia , agora com lista negra de jornalistas subversivos, até a tentativa, ainda em curso de criação de conselhos populares para confrontar o Congresso Nacional.

Todas essas iniciativas cumprem um roteiro perigosamente autoritário, desde o patrulhamento ideológico até a versão esquerdista de impatriotismo utilizada pelo regime militar, nos anos em que o PT fazia oposição, para desqualificar seus críticos.

Lá, como cá, os militares tinham suas listas de subversivos, alguns levados literalmente às masmorras do regime , de onde muitos não voltaram às suas casas.

MESMO MÉTODO

Não há diferença no método, apenas na consecução: quem discordava dos militares era comunista e merecia ser calado; quem discorda do PT e de seu projeto, é de direita reacionária e merece a mordaça das patrulhas.

É de se perguntar o que fariam os autores da lista macartista tupiniquim, se tivessem o poder das armas e a força da ditadura. Como lá, aqui também se tenta a censura à imprensa, sobre o pretexto da regulamentação da mídia.

É de se perguntar, como se materializaria esse controle, senão nos moldes dos censores em redações, como no passado sem liberdades.

A lista do vice-presidente do PT, Alberto Cantalice, é um estímulo a uma militância que já se mostrou, em diversas ocasiões, capaz de tudo, pelo que foi apelidada pelo líder maior, o ex-presidente Lula, de “aloprada”.

É uma lista com uma dezena de jornalistas de grande evidência e profissionalismo reconhecido, mas a ameaça é a todos os que atuam com independência. Se tivesse sido concebida e divulgada às vésperas da morte do cinegrafista Santiago Andrade, o que poderia dizer hoje o PT e seu vice-presidente sobre o episódio?

A oposição, a intelectualidade e as entidades representativas de classe  não se manifestaram a respeito do episódio, que se reveste de gravidade inédita.

Existe para o PT, mais que jornalistas que desagradam ao partido: existem profissionais que precisam ser expostos à sanha de sua militância e desqualificados pelo exercício livre da crítica – não só o bem maior da democracia, mas também a essência da profissão.

ROTEIRO AUTORITÁRIO

Nesse roteiro autoritário, o Supremo Tribunal Federal é político, por isso seu presidente deve ser constrangido nas ruas, o Congresso Nacional não está à altura de seu trabalho, por isso deve ser substituído por conselhos populares, a imprensa conspira contra o governo, por isso deve ser censurada, e a população de um estádio que vaia a presidente é uma “elite branca” que precisa ser eliminada.

Informa O Globo  (20/06) que apenas 25% dos jovens com 16 anos, cujo voto é facultativo, tiraram o título de eleitor, o que não chega a ser uma tragédia, mas revela a alienação política, em grande medida decorrente da cooptação financeira de entidades sindicalistas e estudantis, caso da União Nacional dos Estudantes.

De promover a alienação da juventude, pela censura imposta à força, os militares também foram acusados pela oposição, da qual fazia parte o PT, muito embora ausente dos principais movimentos que resgataram a democracia, entre os quais a eleição de Tancredo Neves e a Constituinte de 88.

Nesse diapasão, se viáveis de materialização, os sonhos petistas o condenariam à solidão, pois não restaria pedra sobre pedra das edificações democráticas.

O partido reage da pior forma ao declínio do modelo que escolheu para governar, que exclui todos aqueles que pensam diferente de seu ideário – que, a essa altura, não se sabe mais o que seja.

Pesquisas sigilosas contratadas pelo Planalto são ilegais

Virgilio Tamberlini

Se até o prestador de serviços Ibope, que foi contratado pela Presidência da República sem licitação, já está dando segundo turno, imaginem a situação. Não é à toa que o padrão Cantalice entrou no desespero…

O site Transparência Política mostra que o governo federal firmou dois contratos avaliados em R$ 6,4 milhões para realizar pesquisas de opinião pública até as vésperas da campanha eleitoral de 2014. Firmados com o Ibope Inteligência e Virtú Análise, os contratos preveem sigilo indefinido dos temas, perguntas e resultados das pesquisas, contrariando a Lei de Acesso à Informação (LAI).

A Secretaria de Comunicação da Presidência declarou que as pesquisas serão divulgadas três meses após o governo recebê-las. De acordo com o ouvidor-geral da União, José Eduardo Romão, o sigilo contraria o órgão federal responsável pela transparência, a Controladoria-Geral da União (CGU). ”A informação é pública, mesmo que o contrato estabeleça que a informação é sigilosa. No momento em que a empresa repassa a informação para órgão público, essa informação torna-se pública”, diz ele.

O Ibope ficou responsável pelas pesquisas quantitativas e telefônicas, ao valor de R$ 4,6 milhões. O Virtú Análise, contratada por R$ 1,8 milhão, cuida das pesquisas qualitativas. Os dois institutos disseram que cláusulas de sigilo são comuns nesses tipos de contrato.

Com gestão péssima e suspeita, o Postalis (fundo de pensão dos funcionários dos Correios) pode perder R$ 371 milhões

Deu em O Tempo

O fundo de pensão dos funcionários dos Correios (Postalis) diz na Justiça que pode perder integralmente os R$ 371 milhões em aplicações que fez entre os anos de 2006 e 2008 em fundo de investimentos no exterior. Chamado Sovereign, o fundo era gerido pela Atlântica – empresa acusada de fraudes e de ter investido dinheiro do fundo em títulos de baixa qualidade de crédito.

O processo foi aberto no fim de 2013 pelo Postalis contra a gestora brasileira de recursos Atlântica, que não tem mais registro na CVM, e contra seu então diretor geral Fabrizio Dulcetti Neves. Trata-se de um processo judicial que corre na justiça paulista e tem o único objetivo de interromper a prescrição do caso. “Não temos a comprovação do prejuízo”, disse o Postalis em nota. A decisão de pedir ressarcimento por perda de capital ainda não foi tomada porque a fundação negocia um acordo com o administrador do fundo Sovereign, o BNY Mellon.

NA CONTA DOS SEGURADOS…

A perda de R$ 371 milhões representa mais de 5% do patrimônio do plano Benefício Definido da Postalis e não há provisões para ela. Isso significa que o prejuízo pode parar direto nas contas de 80 mil contribuintes que depositam sua poupança para aposentadoria neste plano.

O tamanho do buraco é desconhecido e esta é a primeira vez que, em um documento oficial, o fundo admite a perda total do que foi aplicado, ou de boa parte dele – sem contar o rendimento que poderia ter obtido em cinco anos. Só a correção da inflação faria o valor chegar a quase R$ 500 milhões. “Foram praticadas fraudes e operações contrárias ao regulamento do fundo que podem resultar em perdas de grande parte ou de todo o capital investido”, diz o fundo no processo judicial.

APLICAÇÕES LIVRES

Segundo as regras de mercado, os fundos de investimentos têm um gestor e um administrador. Uma das funções do administrador – neste caso, o BNY Mellon – é analisar as aplicações do gestor, verificando se o regulamento do fundo está sendo seguido. Com base no papel do administrador, o conselho quer que o Postalis processe judicialmente o BNY Mellon.

“Mas a diretoria (do Postalis) diz que está tentando um acordo com ele para evitar a Justiça”, afirma o representante dos funcionários no conselho do Postalis, José Rivaldo da Silva.

A perda do capital poderia se dar pelo fato de que a Atlântica trocou os títulos da dívida externa brasileira que estavam no fundo por outros investimentos que não estavam programados. De acordo com o processo, todo o dinheiro teria sido aplicado em ativos privados sem o consentimento do Postalis.

 

Dilma contra Dilma

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Não restam dúvidas entre os petistas de que a presidente Dilma Rousseff dará a largada na disputa por mais quatro anos no Palácio do Planalto muito mais fraca do que em 2010, quando o Brasil saboreava os ganhos de um crescimento espetacular — 7,5% — e a inflação ainda estava em níveis toleráveis.

Nos três anos e meio de governo, ninguém mais enfraqueceu a candidata Dilma do que a própria Dilma. Ela conseguiu destruir a fama de gerentona, de excelente gestora, e também pôs em risco os pilares da estabilidade econômica — metas de inflação, câmbio flutuante e ajuste fiscal. Eles permitiram a seu antecessor e mentor, Lula, executar políticas sociais que resultaram na ascensão social de quase 40 milhões de pessoas à classe média.

Por ter comandado a Casa Civil no governo Lula, liderando a elaboração do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e colocado na rua o Minha Casa, Minha Vida, marqueteiros encarregados da campanha presidencial de 2010 difundiram, de forma eficiente, a imagem de que, eleita, Dilma daria uma eficiência nunca vista à máquina pública. Um ano depois de empossada, porém, o que se viu foi exatamente o contrário. Um governo emperrado, sem projetos e pouco amigável ao capital.

FRAGILIDADES SE AGIGANTARAM

O tempo foi passando e as fragilidades de Dilma se agigantaram. Sem capacidade para delegar, a presidente instalou, no Palácio do Planalto, a política do medo, do grito. Ninguém de sua equipe foi capaz de enfrentá-la e contrapor ideias. Esse quadro de paralisia se consolidou porque a presidente optou por auxiliares pouco capacitados para os cargos. Na escolha, prevaleceram os acordos políticos, em vez de competência.

Tal opção não teria provocado tanto estrago se Dilma não houvesse decidido mudar as bases que garantiram a estabilidade do país. Apoiada em um elevado índice de aprovação popular, ela decidiu adotar uma nova matriz econômica, que levaria o país ao tão sonhado juro real de 2% ao ano. Ao mesmo tempo que abria os cofres e reduzia o superavit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública), o governo passou a forçar a alta do dólar a fim de estimular a indústria e as exportações.

Mesmo com os efeitos inflacionários das duas medidas, a presidente capturou o Banco Central, que passou a cortar a taxa básica de juros (Selic). Em outubro de 2012, os juros chegaram o piso de 7,25% ao ano, para alegria do Palácio do Planalto, já elencando o feito como uma das bandeiras políticas a serem apresentadas durante a campanha à reeleição. A certeza era de que, com a nova matriz, o Produto Interno Bruto (PIB) deslancharia.

COLEÇÃO DE PIBINHOS

O saldo, contudo, foi mais inflação e uma coleção de pibinhos. Em 10 dos 41 meses da administração Rousseff, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) estourou o teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 6,5%. E é bem possível que, entre junho e agosto, mais uma vez o limite de tolerância seja rompido. Quanto ao PIB, há previsões de que o resultado deste ano seja inferior a 1%.

Não bastassem os equívocos ao defender a nova matriz econômica, Dilma, em seu isolamento, criou ruídos enormes no meio empresarial e semeou a desconfiança. Deixou explícito a sua contrariedade contra o lucro, ponto básico para a sustentação de qualquer negócio. Amarrou o quanto pôde o processo de concessão de rodovias, portos, aeroportos e rodovias à iniciativa privada. E só se rendeu à privatização porque o país corria o sério risco de parar, inclusive na Copa do Mundo, por falta de infraestrutura.

Será uma grande surpresa se o Brasil não for o primeiro do grupo.

Fred

Tostão
O Tempo
Se a seleção brasileira vencer, só perderá o primeiro lugar se o México golear a Croácia. México e Croácia devem fazer uma partida equilibrada. Há ainda um raríssimo risco de tragédia, de o Brasil ser eliminado. Teria de perder para Camarões, e a Croácia empatar com o México.

Chile e Holanda farão um jogaço para definir quem será o primeiro do Grupo B e quem será o adversário do Brasil nas oitavas. Não há favorito. Pode prevalecer a garra sul-americana. No Grupo C, há uma grande indefinição sobre quem será o segundo, atrás da Colômbia. A Grécia, teoricamente, o time mais fraco no início da competição, tem chances de se classificar. Basta vencer a Costa do Marfim. As chances do Japão são pequenas.

No Grupo D, a Costa Rica, a grande surpresa, tem grande chance de ser a primeira, se vencer a desclassificada Inglaterra, o que é provável. Basta empatar. A Itália joga pelo empate, contra o Uruguai. Será que os uruguaios vão, novamente, se superar e ter uma atuação heroica? No Grupo E, a França confirmou sua força. É um time organizado, forte fisicamente e com vários excelentes jogadores. A França pode ocupar o lugar da Espanha, entre os favoritos, na frente da Holanda. A Suíça, apesar da goleada sofrida para a França, tem muito mais chances do que o Equador de ser a segunda colocada.

No Grupo F, a Bósnia for bastante prejudicada pela arbitragem. Teve anulado um gol legítimo, e o jogador nigeriano cometeu falta antes de dar o passe para fazer o gol. As chances da Nigéria são agora maiores para se classificar ao lado da Argentina.

No forte Grupo G, a Alemanha corre riscos. Escrevi a coluna antes do jogo de ontem, entre Estados Unidos e Portugal. No Grupo H, a Bélgica confirmou que tem uma boa seleção e que pode ir mais longe. A Rússia é uma decepção. Se se classificar, será porque o grupo é muito fraco.

Há ainda várias indefinições.

O amor, na expressão de Aurélio Buarque de Holanda

 

O crítico literário, lexicógrafo, filólogo, professor, tradutor e ensaísta alagoano, Aurélio Buarque de Holanda (1910-1989), também usou as palavras para nos brindar com este belo soneto “Amar-te”.

AMAR-TE

Aurélio Buarque de Holanda
Amar-te – não por gozo da vaidade,
Não movido de orgulho ou de ambição,
Não a procura da felicidade,
Não por divertimento à solidão.

Amar-te – não por tua mocidade
– Risos, cores e luzes de verão –
E menos por fugir à ociosidade,
Como exercício para o coração.

Amar-te por amar-te: sem agora,
Sem amanhã, sem ontem, sem mesquinha
Esperança de amor, sem causa ou rumo.

Trazer-te incorporada vida fora,
Carne de minha carne, filha minha,
Viver do fogo em que ardo e me consumo.

        (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Empresários querem saber o que Dilma pretende no segundo mandato

Vicente Nunes
Correio Braziliense

A gestão de Dilma Rousseff foi  marcada pela interferência pesada do governo na economia. Além de segurar os reajustes dos combustíveis, minando o caixa da Petrobras, mudou, unilateralmente, os contratos de energia elétrica para reduzir as tarifas. Parte da conta caiu no colo do Tesouro Nacional, que foi obrigado a dar um socorro de mais de R$ 12 bilhões às distribuidoras. Outra parcela será bancada pelos consumidores, porque a conta está ficando mais cara. Por causa do represamento das tarifas públicas, a inflação projetada para 2015 é de 7%.

A expectativa dos investidores é de que, candidata formal, e com a aprovação do governo despencando, Dilma adote agora um discurso mais favorável aos investimentos produtivos. E, sobretudo, indique qual será a equipe econômica a partir de 2015, caso saia vitoriosa das urnas.

Os donos do dinheiro reconhecem que, recentemente, já de olho das eleições, o governo começou a mudar o discurso. Reempacotou medidas a fim de estimular a indústria. Mas, no entender deles, ainda é pouco para reverter a onda de desconfiança que nocauteou o PIB.

OBRAS NA CAMPANHA

A Secretaria de Relações Institucionais convocou representantes de todos os ministérios para uma reunião no Palácio do Planalto com uma pauta bem clara: a lista de obras a serem inauguradas neste ano.

O governo quer fazer barulho nas cerimônias, ainda que só com a presença dos ministros de cada pasta — candidata à reeleição, a presidente Dilma Rousseff não poderá aparecer nos eventos a partir de julho.

Sociedade não controla as misteriosas coligações

Carla Kreefft

O que acontece em meio às articulações para montagem das coligações, neste período pré-eleitoral, é um mistério. De longe, é natural pensar que promessas de cargos e de espaços nos governos eleitos é a negociação mais comum. Mas, certamente, essa é uma visão correta, mas muito rasteira. As negociações vão muito além deste lado visível.

Os partidos têm interesses que nem sempre são externados. A necessidade de fazer caixa para campanha, de organizar as diversas instâncias partidárias e, principalmente, de criar condições internas de sucesso nos futuros pleitos abrem possibilidades de negociações diversas e, nem sempre, completamente lícitas.

SEM TRANSPARÊNCIA

Episódios como o do mensalão, embora tenha sido punido, não estão eliminados da política brasileira. E isso acontece porque os partidos ainda possuem ferramentas muito eficientes para se manterem escondidos. A transparência é algo que passa bem longe dessas instituições.

Os mistérios que rondam as legendas brasileiras são muitos. O maior deles, certamente, diz respeito à aplicação dos recursos recebidos pelo poder público, o Fundo Partidário. Ninguém nem órgão algum fiscaliza efetivamente essa verba, que tem origem nos impostos pagos pelos cidadãos brasileiros. O fundo, que foi criado para permitir a organização e aprimoramento dos partidos, é invariavelmente destinado às campanhas eleitorais.

Mas como as legendas também possuem outras fontes de renda – como doações de pessoas físicas e jurídicas –, fica impossível saber como o fundo é aplicado, já que ele se mistura a todas as outras receitas do partido em uma espécie de caixa único. Daí surge uma nova pergunta, como essas doações podem ser submetidas a algum controle social?

A resposta não é fácil. É necessário lembrar que as doações diretas para a legenda é uma maneira comum de esconder os nomes daqueles que estão contribuindo para as campanhas.

TUDO MUITO CONVENIENTE…

Ao doar para o partido, o doador tem seu nome conhecido, mas do caminho entre a sigla e o candidato, a verba perde seu carimbo de origem. Tudo isso é muito conveniente para o candidato e para o generoso doador. Na prestação de contas do candidato, a única informação que será encontrada é o registro do repasse do partido. Não sabendo quanto e quem doou, o eleitor fica totalmente impossibilitado de acompanhar se seu candidato está a serviço de seu financiador ou se representa mesmo a sociedade.

Com toda essa liberdade para atuação, os partidos ficam muito à vontade para negociar suas alianças mais do ponto de vista financeiro e pragmático do que programático. Sendo assim, não há como exigir coerência política das coligações que estão se formando agora para a disputa de outubro. (transcrito de O Tempo)

 

A “elite” e os outros mais

Heron Guimarães

Enquanto a Copa rola, impressionantemente melhor do se imaginava, tanto na organização como nos confrontos entre os times que foram travados até aqui, os políticos vão planejando suas ações para entrar de cabeça na disputa eleitoral a partir de 14 de julho se a seleção brasileira for até a final, marcada para um dia antes, porém a antecipação é certa caso Felipão e seus comandados não consigam superar as limitações que apresentam dentro das quatro linhas.
Com os nomes colocados e as alianças definidas, terá início a disputa propriamente dita. O fim do torneio internacional, porém, não anulará as consequências do belo e intenso “circo” montado pela Fifa com o questionável subsídio do poder público brasileiro.
Se antes era certo imaginar que uma competição desse nível ajudaria o PT a se perpetuar no poder (certamente dessa forma pensava Lula ao forçar a barra para trazer o Mundial para cá), os dias de hoje, porém, não permitem a ninguém dizer que a estratégia deu certo.
Da mesma forma, se antes a vitória do Brasil no futebol significava uma situação mais cômoda para a presidente Dilma Rousseff no desenvolvimento de sua campanha, atualmente, com tudo o que se tem visto, isso também não é tão certo assim.
VERDADE PELA METADE
Como gosta de dizer Lula, as vaias e os palavrões contra Dilma foram desferidos pela “elite” e espalhadas pela maldade da imprensa. O ex-presidente não está de todo errado. Ao rever os vídeos, é fácil perceber que a “elite” a que se refere Lula reproduziu o som que se iniciou nas áreas VIPs do Itaquerão. É uma verdade, mas dita pela metade, pois, ao mesmo tempo, black blocs e outros “sem-Copa” quebravam os centros das capitais e as lojas dos patrocinadores do Mundial.
Conhecido pelo petismo fanático, o ministro Gilberto Carvalho acabou indo de encontro ao seu líder. Foi o primeiro a levantar a voz para dizer que as vaias não são “somente da elite”. Os “repetidos discursos” (não seriam fatos?) que rotulam o PT como um partido corrupto estariam se impregnando na sociedade, “descendo como gotas de uma elite, passando pela classe média e chegando aos meios populares”.
CANTO DA SEREIA
Carvalho talvez tenha captado o verdadeiro sentimento da sociedade. Afastando-se do viés de sua análise e substituindo algumas palavras, o canto da sereia, mesmo sendo entoado pela mesma voz rouca de Lula, anda desafinando. O resultado é mais uma queda de popularidade do governo Dilma, que se aproxima cada vez mais dos 26% de aprovação com que FHC deixou seu governo.
O PT, entre quatro paredes, pergunta-se o que fazer. Mas a compreensão do que virá pela frente é tarefa dificílima. O Brasil, ficando com o título da Copa, agrada à tal “elite”, que lota estádios e vaia a presidente. Com a derrota, o discurso de quem sai para as ruas e apronta quebradeiras irá encontrar um símbolo a mais para externar a raiva latente, aumentando o sentimento geral de insatisfação com o país. O mau humor ou bom humor da sociedade, neste momento, é a maior incógnita para o PT. (transcrito de O Tempo)

 

Está feia a coisa: PDT gaúcho faz convenção estadual e ignora candidatura de Dilma

Polibio Braga

Nem um só orador referiu-se a Dilma Roussef durante a Convenção do PDT no sábado em São Borja. Entre os que não falaram na candidata e usaram da palavra estão: Vieira da Cunha, candidato a governador; Lasier Martins, candidato a senador; Romildo Bolzan Júnior, presidente estadual do PDT; Afonso Mota, ex-secretário do governo Tarso Genro; Carlos Lupi, ex-ministro de Dilma e presidente nacional do PDT; e José Fortunati, prefeito de Porto Alegre.

Na verdade, o PDT do Rio Grande do Sul decidiu liberar seus filiados no quesito eleição presidencial, apesar de o partido estar coligado ao PT nacionalmente . E o candidato do PDT gaúcho ao Senado, jornalista Lasier Martins, falou mal do PT da primeira até a última palavra na convenção estadual do PDT.

Os 3 mil convencionais gostaram do discurso.

 

Está complicado editar o blog da Tribuna da Internet, talvez tenhamos de dar uma parada

Carlos Newton

Não gosto de ficar reclamando, mas está ficando difícil editar a Tribuna da Internet, porque o servidor atual demonstra não ter condições de abrigar um blog que tenha grande número de leitores. A todo momento a conexão cai, aparece a imagem de um crocodilo com a inscrição 500 ERROR, como se estivéssemos cometendo algum erro, e assim não conseguimos editar as reportagens e artigos a tempo e a hora.

O resultado é que a qualidade do blog está caindo e o número de leitores também, porque nem todos têm simpatia pelo crocodilo, digamos assim.

Vejam a troca de e-mails entre nosso colega Yuri Sanson e a equipe do HostGatot:

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From: yurisanson@hotmail.com
To: suporte@hostgator.com.br
Subject: RE: [#CDV-861894]: Lentidão e erro 500
Date: Fri, 20 Jun 2014 16:58:24 -0300

Então a lentidão é relativa ao número de acessos?
Pois bem, esperamos por 15 a 20 mil visitas DIÁRIAS.
Caímos para 5 mil desde que VOCÊS modificaram o servidor, sem nenhum pedido, e dizendo que era uma boa coisa a ser feita.

Gostaria de saber se vocês podem ou não prestar o serviço para um BLOG (UM SIMPLES BLOG!) que tenha acesso 20 mil diários, e qual o plano indicado para isso, para 20 mil acessos diários em um SIMPLES BLOG.

No aguardo!

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Date: Fri, 20 Jun 2014 12:23:59 -0300
Subject: [#CDV-861894]: Lentidão e erro 500
From: suporte@hostgator.com.br
To: yurisanson@hotmail.com

Boa Tarde Yuri

É um site que possue um volume grande de acessos, e o erro 500 que ocorre em alguns momentos não é causado pela falta de recurso, mas por um limite imposto no servidor para que o site não consuma todos os recursos no mesmo.

Isso é o que está causando a lentidão no mesmo.

Alterei o plugin de cache que estava sendo utilizado, abaixo um comparativo usando o gtmetrix

http://gtmetrix.com/compare/IuyyBUSF/UzIRhc10/OWGUJZkt/eOip1mW4

Atenciosamente,

Alex V.
Equipe de Suporte
HostGator Brasil
www.hostgator.com.br

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RESUMO DA ÓPERA

Parece que não há solução a dar, salvo abandonar o crocodilo, que está de crocodilagem conosco, e mudar de hospedeiro, para voltar aos 20 mil acessos diários. Isso significa que teremos de ficar fora do ar por algum tempo (talvez alguns dias). Mas a gente avisa.

Aécio ganha apoio do Solidariedade e diz que governo de Dilma é tão ruim que até o PT quer mudá-lo

B-CMRU2

Deu em O Tempo

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse, ontem, que o governo da presidente Dilma Rousseff é “tão ruim que até o PT quer mudá-lo”. O tucano aproveitou a coincidência de receber o apoio do Solidariedade (SDD) em São Paulo no mesmo horário em que os petistas realizavam convenção nacional, em Brasília, para criticar a sua principal adversária na corrida eleitoral.

Em sua mais difícil disputa presidencial desde 2002, o PT adotará o slogan “Mais Mudanças, Mais Futuro”, e Dilma deve reforçar o discurso de que só quem fez no passado tem credibilidade para fazer mais de agora em diante.

“Sabe qual é a palavra que mais se fala hoje na convenção do PT? É mudança! A constatação que eu faço é que esse governo é tão ruim que até o PT quer mudá-lo”, afirmou Aécio Neves, aplaudido pelo novos aliados.

 

Desmonte da máquina pública terá de ser demorado

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Técnicos do governo que conhecem muito bem as entranhas da máquina pública garantem que, caso a oposição vença as eleições em outubro próximo, o futuro presidente da República levará pelo menos dois anos para desmontar a estrutura de poder montada pelo PT. “Indicados pelo partido estão espalhados por todas as áreas. Mesmo nos níveis mais baixos de salário, eles estão presente, a despeito de não terem capacitação para o cargo”, enfatiza um servidor do Ministério do Planejamento. “Trata-se de um aparelhamento sem precedentes”, completa.

Sinal amarelo

O julgamento do mensalão acendeu o sinal amarelo nas grandes empresas, preocupadas com os crimes de gestão temerária e fraudulenta. Com a Lei Anticorrupção em vigor, as companhias acenderam o alerta máximo. Pesquisa do escritório Vinhas e Redenschi Advogados demonstra que os crimes financeiros impactam em quase 50% da reputação corporativa, um problemão para a imagem das firmas. A seguir, aparecem a perda financeira e o rompimento das relações de negócio.

Corrupção em alta

A corrupção em empresas privadas avança a passos largos, a despeito do fraco crescimento do país. Nota-se que 64% dos subornos e corrupção são de natureza interna, sendo que 35% dos funcionários trabalham há mais de seis anos na empresa prejudicada e muitos têm cargo de média gerência.

Seguros para executivos 

Os investimentos em seguros para proteger executivos de acusações de fraude e de roubo pularam de R$ 8 bilhões, em 2012, para R$ 11 bilhões no ano passado. Foram analisadas 232 companhias com ações na bolsa de valores e, desse total, 81%, segundo a KPMG, revelaram os respectivos montante.

 

Os legados da Copa que os candidatos não percebem

Cristovam Buarque

Ainda é cedo para saber qual legado da Copa ficará entre todos que foram prometidos, mas é possível saber que um ficará: a percepção popular da corrupção nas prioridades. Faz anos, descobrimos a corrupção no comportamento dos políticos, mas ainda não tínhamos consciência da corrupção nas prioridades da política.

Horrorizamos-nos com o roubo de dinheiro público levado para o bolso de políticos, mas ainda não nos horrorizávamos com o desperdício de prioridades que desviam dinheiro sacrificando os interesses da população e do futuro. É muito possível que seja descoberto roubo de dinheiro público durante as obras da Copa, mas desde já é possível perceber que houve desvio de outras finalidades mais úteis ao futuro do país e ao bem-estar da população de hoje. Um exemplo é o estádio de cerca de R$ 2 bilhões em Brasília.

Foi preciso fazermos a Copa para descobrirmos que desviar dinheiro para prioridades menos importantes é também roubo: mesmo se não houver apropriação privada do dinheiro público.

SEM FAZER AS CONTAS

A população brasileira – tolerante com a desigualdade social, com forte preferência pelo presente, habituada ao uso do artifício histórico da inflação para financiar os gastos, e submetida à manipulação facilitada pela pouca educação, mesmo entre aqueles com nível de instrução superior – não costumava fazer as contas de quanto custava cada obra nem o que poderia ter sido feito de diferente.

Com os sucessivos escândalos, como os atuais da Petrobras e do metrô de São Paulo, a população tinha despertado sua indignação contra a corrupção no comportamento dos políticos, mas não tinha percebido a corrupção implícita nas prioridades definidas por eles, mesmo os honestos.

CORRUPÇÃO

A Copa permitiu visualizar a corrupção nas prioridades, ao mostrar que o dinheiro que poderia ser usado na educação, na saúde, na segurança e no sistema mais amplo de mobilidade urbana foi desviado para obras definidas pela Fifa. Mesmo quando em nome da Copa se faz um BRT para levar torcedores ao novo campo de futebol, as pessoas se perguntam por que não se tomou essa decisão antes e independentemente da Copa e por que não usar o dinheiro dos estádios para fazer mais obras que facilitem a mobilidade.

Esse é, certamente, um legado da Copa. Mas parece que os políticos ainda não perceberam. As pesquisas mostram que os candidatos a presidente estão caindo na preferência dos eleitores. Provavelmente não perceberam que o imaginário do eleitor mudou graças à Copa. Agora, os que votam querem saber quais são as prioridades de cada candidato para o futuro do Brasil, mas os presidenciáveis prometem apenas novos comportamentos, pequenos ajustes na economia, unidos nas mesmas prioridades. Não prometem novas nem dizem quais das atuais prioridades serão substituídas.

Um legado da Copa é a percepção da corrupção nas prioridades; outro é descobrir que os candidatos estão sendo incapazes de perceber essa novidade.

 

Quem é trouxa levante a mão

João Gualberto Jr.
A eleição deste ano já é diferente: nem precisou começar a campanha para ter a certeza de que estão nos fazendo de trouxa. Não dá para saber se somos nós que amadurecemos e ficamos mais céticos ou se é a cara de pau que se emprega com maior desfaçatez e pressa.

Enquanto Uruguai x Costa Rica não começava, deu tempo de assistir à convenção do PT de Minas Gerais e aliados pela TV Assembleia. O encontro sacramentou a candidatura de Fernando Pimentel ao governo. Perante a claque numerosa, o ex-prefeito desancou a administração do Estado dos últimos 12 anos. Disse que, enquanto o país crescia e se desenvolvia durante a gestão petista no Planalto, Minas, governada pelo PSDB, perdia o bonde. Ele acusou os últimos governadores de, por exemplo, não terem conseguido diversificar a economia mineira, ainda dependente de café e minério de ferro.

Mas as propagandas do governo de Minas não são tão positivas? Não nos vendem a impressão de vivermos numa espécie de Suíça tropical? Nossos alunos não são os que se alfabetizam mais cedo e com mais facilidade? Não são campeões da matemática? O candidato do PT diz que não: bastaria conversar com um professor. Curioso.

MESMA ESTRATÉGIA

Quando o senador Aécio Neves parte para o ataque contra o governo Dilma, como opositor, utiliza-se da mesma estratégia. A palavra mágica é “eficiência”, que, segundo o tucano, garantiu ao governo de Minas uma capacidade maior de se desenvolver do que a obtida nacionalmente nos últimos 12 anos. Aécio quer vender ao eleitorado uma imagem paquidérmica da administração federal: inchada, lenta e (o antônimo mágico) ineficiente. Contra a incapacidade de crescer, promete dinamismo, menos impostos, menos ministérios e lustra sua gestão e a de Anastasia como vitrine, que Pimentel agora apedreja. Quem tem razão?

Para início de conversa: candidatos discursam para passar a certeza de que todos os erros e acertos coletivos são consequências da administração pública. Os esforços da iniciativa privada não contam? A conjuntura internacional, a depender do sentido das correntes de ar, não propulsiona otimismo ou pessimismo inclusive em quem governa?

Em segundo lugar, se a gestão estatal é tão essencial assim na vida das pessoas, convém lembrar que sua atuação, muitas vezes, é compartilhada. Na saúde, na educação e na assistência social, por exemplo, as políticas não funcionam bem sem as devidas contrapartidas da União, dos Estados e dos municípios.

Então, se um programa dá certo ou errado, por que o sucesso (ou o fracasso) deve ser creditado só a um partido? Ficamos perdidos no meio desse fogo cruzado, e resultados estatísticos oferecem possibilidades de leitura ao gosto do freguês. Nessa nossa política binária, há sempre um lado que mente ou os dois que omitem. O circo de balelas e bravatas já está armado com três meses de antecedência. E, durante esse tempo, como diria o Gaspari, somos todos Eremildos. Aqui procês, oh! (transcrito de O Tempo)