Estratégia da campanha de Alckmin começou errada e está difícil corrigir

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Investir contra Temer é um dos maiores erros de Alckmin

Willy Sandoval

Apesar da simpatia que eu sempre declaro ao governador Alckmin pelos seus resultados razoáveis no governo de São Paulo (razoáveis para padrão de excelência, mas excelentes quando comparado a outros governadores, como por exemplo, Rio de Janeiro e Minas Gerais), o fato é que a campanha do tucano para a Presidência só vem fazendo besteiras. Erros táticos e estratégicos.

Alckmin se esquece de que, quando venceu por duas vezes o governo do Estado no primeiro turno e quando lançou o então candidato João Dória para a prefeitura, que também venceu no primeiro turno, o principal mote da campanha foi a imagem de ser o antiPT.

FICOU O VÁCUO – Não enxergou desde sempre que deveria se lançar como o antiPT. Esse vácuo foi ocupado por Bolsonaro. A estratégia de atacar Bolsonaro e Temer é a maior estupidez por parte de sua campanha. É difícil, mas é possível, sim, defender algumas medidas de Temer.

Podemos afirmar, por exemplo, que se a Dilmanta continuasse na Presidência, o país com certeza estaria numa posição muito pior do que está.

COVARDIA – Não entendo o medo que o Alckmin tem de atacar os principais responsáveis pela atual situação do país, que são exatamente os petralhas e os esquerdopatas que os apoiavam. Alckmin não percebe que as pessoas costumam perdoar muitos erros, até incompetencia e até mesmo roubalheira, mas dificilmente perdoam covardia.

Bolsonaro tem coragem de bater duro no PT. Ciro Gomes, apesar de tomar mais uma porrada dos petralhas, tem coragem de defendê-los. No c aso de Alckmin, fica muito mal para sua campanha atacar Bolsonaro e Temer e ficar com medo de bater no PT. Talvez seja tarde para consertar a situação, mas se não o fizer, com certeza não vai chegar ao segundo turno.

Radicalização política e ataque a Bolsonaro preocupam as Forças Armadas    

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Ministro da Defesa critica o clima de intolerância na campanha

Tânia Monteiro
Estadão

O ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, disse ao Estado, após o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL-RJ) ter sido esfaqueado em campanha, estar “muito preocupado com a crescente intolerância” no País. Para Silva e Luna, essa intolerância está causando “apreensão a todos que têm responsabilidade com a garantia da estabilidade das instituições, da lei e da ordem”.

O general participou nesta quinta-feira, 6, de uma reunião com os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para tratar de orçamento das Forças Armadas. Durante o encontro, os comandantes foram informados do ataque a Bolsonaro e sobre a evolução do estado de saúde do candidato.

ACIRRAMENTO – A avaliação foi de que há um “acirramento dos ânimos” e uma preocupação de como será conduzido o processo eleitoral daqui para a frente, com a possibilidade de aumento da violência. Eles, no entanto, apenas acompanharão a evolução dos fatos.

“Vamos só acompanhar”, declarou o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, ao sair da reunião e seguir para o Quartel General do Exército, para participar de uma outro encontro, por videoconferência, com os demais generais do Alto Comando da Força, convocado pela manhã para tratar de temas administrativos. O comandante reconheceu, no entanto, que o tema central do encontro seria o ataque a Bolsonaro e o acirramento dos ânimos.

PREOCUPAÇÃO – O general Villas Bôas afirmou ao Estado que ficou “muito preocupado” com este episódio que classificou como “inadmissível”. O comandante afirmou que pediria aos generais do Alto Comando que acompanhem “mais de perto o nível de insegurança nas campanhas e a possibilidade de crescer a violência no País”.

Para ele, este episódio deverá “repercutir em todo o processo eleitoral e deve gerar mais instabilidade”, mas ressaltando que “pode aumentar o nível de tensão”.

Atentado a Bolsonaro força os adversários campanhas a redirecionar as estratégias

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Alckmin vai diminuir ou até parar os ataques a Bolsonaro

Gerson Camarotti
G1 Brasília

Diante da comoção gerada pelo atentado contra o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, as campanhas decidiram reposicionar estratégias. Neste momento, a ordem é retirar ataques ao candidato Jairo Bolsonaro e adotar um discurso de conciliação nacional.

Num primeiro momento, a avaliação é a de que Bolsonaro terá um protagonismo na disputa, colocando o ex-presidente Lula em segundo plano. Até então, a estratégia do PT de sustentar a candidatura de Lula estava monopolizando as atenções da corrida presidencial.

Efeito positivo – O episódio envolvendo Bolsonaro deve também ter um efeito positivo ao candidato do PSL. O ambiente de solidariedade nacional ajudará a diminuir a rejeição ao candidato. Segundo o Ibope desta semana, a rejeição a Bolsonaro atingiu 44%.

Outro efeito imediato, é sentido na campanha do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, que não só retirou do ar a propaganda de desconstrução da imagem de Bolsonaro, como agora terá que dosar o novo tom da campanha.

Alguns candidatos apostavam no tempo de televisão para alavancar suas candidaturas em contraponto a Bolsonaro, que tinha poucos segundos. Mas, diante da tragédia, o candidato do PSL passa a ocupar todos os noticiários do país. A questão do tempo passou a ser um fator secundário neste momento de comoção nacional. A ordem das campanhas passa a ser mergulhar, para só depois de passado esse momento de impacto, testar novas estratégias.

A violência política atual teve alguns paraninfos que precisam ser conhecidos

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Sem derramar sangue, não haverá redenção, disse Bené

Celso Serra

No ano passado (29 de maio de 2017), parlamentares, lideranças petistas e professores de Direito se reuniram no Seminário “Estado de Direito ou Estado de Exceção”,  evento promovido pela Fundação Perseu Abramo, órgão de formação e mantido pelo PT – Partido dos Trabalhadores, provavelmente com dinheiro do fundo partidário, isto é, dinheiro do povo brasileiro.

O “Seminário” foi filmado e suas imagens (vídeos)  – que até hoje podem ser vistos na internet (é só acessar o Youtube) –  mostram uma platéia composta por militantes partidários e um comando no qual, sob a direção da deputada Benedita da Silva, foram discursando, entre outros, os senadores Roberto Requião, Gleisi Hoffmann, o procurador Claudio Fonteles, o governador Flávio Dino e o deputado Carlos Zaratini.

INTOLERÂNCIA – As palavras do senador Roberto Requião e da deputada Benedita da Silva, que a seguir grafarei, não parecem provas de tolerância, urbanidade e amor ao próximo.

O senador Roberto Requião, valentemente, bradou: “… o  que, então, estamos esperando para cruzar o rio, para jogar a cartada decisiva de nossas vidas? Senhores e senhoras, universitários aqui presentes. Convençam-se. Não há mais espaço para a conversa e para os bons modos.”

A plateia foi ao delírio. Aplaudiu ruidosamente e começou a gritar à plenos pulmões: “Se muda, se muda, imperialista! A América Latina será toda socialista!”.

A nobre deputada Benedita da Silva vociferou:  “Quem sabe faz a hora e faz a luta. A gente sabe disso. E na minha Bíblia está escrito que sem derramamento de sangue não haverá redenção. Com a luta e vamos à luta, com qualquer que sejam as nossas armas!”

APLAUSOS DE PÉ – O seleto público foi ao orgasmo múltiplo psicológico e a aplaudiu de pé. Essa reunião não ocorreu em nenhum hospício e os evangelizadores indutores eram componentes do Congresso Nacional.  Agravando a situação, a iniciativa do evento, segundo o portal PT na Câmara, foi de sua bancada de deputados federais, sendo a organização de responsabilidade de seu órgão de formação política.

Além disso, também podemos encontrar na internet (Youtube) vários discursos do notório “dono do PT”, atualmente residente em Curitiba-PR, incitando populares – notadamente de baixa escolaridade e reduzida formação intelectual – a comportamento agressivo , na base do “nós contra eles”.

CASO BOLSONARO – Com todos esses fatos antecedentes não é difícil entender a agressão com uma faca sofrida pelo candidato Jair Bolsonaro em Juiz de Fora, por criminoso que, em passado recente, como noticiado pela mídia, era militante do PSOL, partido político com as mesmas origens do Partido dos Trabalhadores, sendo, por muitos brasileiros, considerado um singelo “puxadinho do PT”.

A violência política atual teve paraninfos.

Rotina no Supremo: negado mais um pedido de Lula para suspender decisão do TSE

Celso de Mello rejeita mais um dos incontáveis recursos

José Carlos Werneck

O decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello, rejeitou nesta quinta-feira o pedido dos advogados de Lula para suspender a decisão do Tribunal Superior Eleitoral que indeferiu a candidatura do ex-presidente. Segundo o ministro, não é possível suspender a decisão porque o recurso apresentado contra a medida ainda não chegou efetivamente no STF.

Tentando subverter o rito processual, os advogados de Lula apresentaram um pedido de liminar para tentar derrubar a decisão do TSE. Foram apresentados dois argumentos principais: o de que o risível e surrado entendimento de um comitê da ONU, que Lula deve concorrer e também o de que a lei assegura a ele disputar “sub judice” até uma decisão final sobre sua candidatura.

PARECER – “A ausência, no caso, do necessário juízo de admissibilidade do recurso extraordinário impede a instauração da jurisdição cautelar do Supremo Tribunal Federal”, ressaltou magnificamente o ministro na decisão. “Em face do exposto, não conheço do pleito”.

Em bem fundamentada decisão, de 11 páginas, Celso de Mello entendeu ser “prematuro” o pedido de liminar antes da chegada do recurso, asseverando que o pedido de suspensão dos efeitos da decisão do TSE deve ser feito à presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

“Vê-se, desse modo, que a tutela de urgência postulada pelo ora requerente tem, neste momento, como legal destinatária a Presidência do E. Tribunal Superior Eleitoral, que poderá, desde logo, tal seja o seu douto entendimento, apreciar, em tempo oportuno, sem qualquer possibilidade de prejuízo ao ora interessado, o pleito cautelar em questão”, destacou.

TENTATIVAS – O pedido dos defensores de Lula foi protocolado na tarde de ontem e é a terceira tentativa em menos de 24 horas de manter a campanha do já agora ex-candidato petista à Presidência da República.

Esse pedido estava associado ao recurso apresentado na noite de terça ao TSE, que, em julgamento na semana passada, rejeitou o registro da candidatura de Lula por 6 votos a um com base na Lei da Ficha Limpa.

Caberá à presidente do tribunal, Rosa Weber, decidir se envia ou não para o Supremo analisar o caso. Rosa Weber informou que seguirá o rito e, antes de dar andamento ao caso, pediu parecer de quem rejeitou a candidatura de Lula e do Ministério Público.

A defesa do ex-presidente tentava acelerar uma possível decisão do STF contra a decisão do TSE, já que o trâmite processual, previsto em lei, pode demorar.

Antes o ministro Luiz Edson Fachin havia rejeitado um outro pedido dos advogados de Lula para suspender a inelegibilidade em razão da condenação determinada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, no processo referente ao triplex do Guarujá.

O RECURSO – Os advogados insistem que cabe ao STF avaliar se a decisão do comitê da ONU de pedir ao Brasil para garantir os direitos de Lula suspende sua inelegibilidade.

Para eles,”há inúmeras matérias constitucionais articuladas” no recurso. “Assim, a palavra final sobre a candidatura de Lula deve ser dada por este Supremo Tribunal.”

Autor do atentado é insano e diz ter agido por motivos pessoais, a mando de Deus

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Fanático religioso, Adélio de Oliveira já teve surto psicótico

Deu na Folha

Responsável por ter esfaqueado o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), Adelio Bispo de Oliveira, 40, afirmou que a ação foi feita por motivos pessoais e declarou que o agrediu a mando de Deus, segundo informações da Polícia Militar. Em depoimento na delegacia, Oliveira afirmou que saiu de casa com uma faca escondida para acompanhar a comitiva, já com a ideia de utilizá-la contra o deputado.

Oliveira foi filiado ao PSOL de Uberaba (MG) de 2007 a 2014 e em julho visitou escola de tiro de Santa Catarina frequentada por dois filhos do candidato, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ).

HÁ REGISTRO – A assessora da “.38 Clube e Escola de Tiro” Julia Zanata, que é mulher de um dos donos da empresa, disse que há registro da ida de Bispo em 5 de julho deste ano.

“Ele [Adélio Bispo de Oliveira] foi uma vez. Toda vez que tu vai, tem um cadastro. Ele só foi uma vez lá, dia 5 de julho. O Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro são associados do clube e frequentadores assíduos. Está todo mundo do clube abalado”, disse Zanata.

A “.38 Clube e Escola de Tiro” –o nome é uma referência ao calibre do revólver 38″– diz ser “referência no país em treinamento de tiro policial e combate urbano”.

DESCONEXO – Uma sobrinha de Oliveira afirmou à Folha que o tio mudou seu comportamento nos últimos três anos. Jussara Ramos disse que ele já havia tido um episódio de surto, falava palavras desconexas e ficava dias preso no quarto.  

“Foi um susto. A gente não entendeu o que aconteceu com ele. Ele mudou muito nos últimos anos, não falava coisa com coisa”, disse, por telefone.

De acordo com a sobrinha, o suspeito de esfaquear o presidenciável era missionário da igreja evangélica, não falava muito de política e a família não sabia da filiação ao PSOL. “Ele sempre foi muito discreto na questão política, nunca relatou nada em relação a isso. Ele só falava que queria um mundo melhor, é o que todo mundo quer, né?”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, o sujeito não somente é fanático religioso, como também insano e sujeito a surtos psicóticos. (C.N.)

Radicalismo político desperta sentimentos realmente descontrolados e irracionais

Jair Bolsonaro, que já recebe visitas, faz o sinal “positivo”

Carlos Newton

Quando surgiu a primeira notícia sobre o esfaqueamento de Jair Bonsonaro, nesta quinta-feira à tarde, postei aqui uma matéria da revista IstoÉ que terminava com informação tranquilizadora de um de seus filhos, o deputado Flavio Bolsonaro (PSL-RJ), que é candidato ao Senado no Rio. Ele postou nas redes sociais que o pai sofreu o atentado em Juiz de Fora, uma estocada com faca na região do abdômen. “Graças a Deus, foi apenas superficial e ele passa bem. Peço que intensifiquem as orações por nós!”, escreveu.

Em sequência a esta informação positiva sobre o estado de saúde dele, redigi uma Nota da Redação, nos seguintes termos: “O radicalismo político desperta paixões verdadeiramente descontroladas e irracionais. Não se deve pregar a violência, como Bolsonaro fez no Acre, dizendo que ia ‘fuzilar a petralhada’. Estamos entrando uma nova era sinistra, em matéria de política”.

Em nenhum momento defendi ou justifiquei o agressor. Apenas lamentei que o candidato fizesse declarações deste nível em sua campanha, porque “o radicalismo político desperta paixões verdadeiramente descontroladas e irracionais”.

VALE O ESCRITO – O que escrevi nem foi uma opinião, foi uma simples constatação. Bolsonaro lidera com folga a eleição, não deveria continuar fazendo esse tipo de declaração pública. Em 1915, o senador Pinheiro Machado, o “condestável” da Velha República, fazia declarações assim contra os rivais dizendo que eles iriam assassiná-lo. Em entrevista ao jornalista João do Rio, disse ele: “Morro na luta. Matam-me pelas costas, são uns ‘pernas finas’. Pena que não seja no Senado, como César…”

Pois foi exatamente o que aconteceu, em 8 de setembro de 1915, quando foi apunhalado pelas costas por um cidadão chamado Manso de Paiva, que disse ter agido “por vontade própria”.

VIOLÊNCIA POLÍTICA – São abundantes os exemplos de violência causada por radicalismo político, como a morte do governador paraibano João Pessoa em 1930, a tiros; o assassinato do major Rubens Vaz, em 1954, também a tiros; e a morte do senador José Kairala em 1963, atingido por uma bala perdida de Arnon de Mello (pai de Fernando Collor), que atirou em Silvestre Péricles no plenário do Senado, atingiu o parlamentar acreano, que era suplente de José Guiomard e no dia seguinte deixaria o mandato.

Os senadores alagoanos Arnon de Mello e Silvestre Perícles foram presos em flagrante. Mesmo tendo o homicídio ocorrido perante testemunhas, ficaram presos pouco tempo e foram inocentados pelo Tribunal do Júri de Brasília.

Na política estadual e municipal, a violência é ainda mais comum. Em 1993, o então governador paraibano Ronaldo Cunha Lima atirou à queima-roupa no ex-governador Tarcísio Buriti, num restaurante. Os tiros atingiram a boca e o tórax de Buriti, que sobreviveu ao atentado. Cunha Lima foi processado, tinha foro especial e o Supremo jamais o condenou. Isto é Brasil.

BOLSONARO – Quanto ao candidato Bolsonaro, devo confessar que nem de longe o considero o pior candidato. Apoio muitas teses dele, como o maior rigor no combate aos criminosos, sem benefícios de redução de pena. Sou favorável à ordem para o policial alvejar quem estiver portando fuzil. E defendo ardorosamente o direito de cada homem de bem possuir armas, como ocorre na Suíça, que tem a população mais armada do mundo.

E vou além. Dependendo de quem ficar contra ele no segundo turno, posso até votar nele. Com tenho escrito aqui, não há nada tão perto do comunismo democrático do que a carreira militar, que defende a ordem, a meritocracia, a disciplina, a garantia de assistência médica e educação gratuita para todos, a igualdade de oportunidades e a redução das desigualdades sociais. Pensem nisso, pois o comunismo moderno pode ser praticado em ordem unida, pela força do voto.

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P.S. 1 –
Quanto aos fanáticos que defendem aqui no blog a morte dos comunistas, tenho pena de vocês, não sabem o que estão dizendo.

P.S. 2 – Daqui a pouco escreverei sobre o significado eleitoral do atentado ao candidato do PSL. (C.N.)

“Quando é que vamos parar de falar de Lula?” – pergunta o novo presidente do STJ

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Noronha diz que até dezembro o STJ julga recursos de Lula 

Bernardo Bittar
Correio Braziliense

O ministro João Otávio de Noronha, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), criticou o parecer de dois integrantes do comitê da Organização das Nações Unidas (ONU) que trata sobre a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “O Judiciário não pode se curvar. Não somos uma colônia. Quem julga os processos que envolvem o povo brasileiro é a Corte do Brasil”, afirmou ontem, durante café da manhã com jornalistas. O documento do comitê da ONU, emitido a pedido do PT, diz que o país deve respeitar o direito de Lula — preso por corrupção passiva e lavagem de dinheiro — de se candidatar novamente à Presidência da República.

Além de reprovar a tentativa de interferência das Nações Unidas nas eleições brasileiras, Noronha disse que a discussão sobre a candidatura do petista tem tomado o espaço que poderia ser destinado ao debate de propostas para o pleito.

NOVA AGENDA – “Quando é que vamos parar de falar de Lula? Precisamos começar a falar da retomada do país. Precisamos reassumir uma nova agenda”, frisou. O ministro ressaltou que não julga processos pela capa, mas que deve dar celeridade aos eventuais recursos sobre o ex-presidente que chegarem ao STJ.

“A expectativa é de que as questões envolvendo o ex-presidente Lula sejam julgadas até dezembro. Esse tipo de processo deverá ser analisado pelo ministro Félix Fischer (relator da Lava-Jato no tribunal), que mantém rigorosamente os prazos dos processos em seu gabinete”, apontou. O presidente do STJ negou que houvesse algum tipo de competição em torno de casos polêmicos, que dão publicidade a quem os julga. “

Juiz tem que falar pelos autos”, disse, antes de assumir que existe briga de egos e politização entre magistrados brasileiros.

AUMENTO SALARIAL – Questionado sobre o orçamento do Judiciário, que deve ser impactado pelo aumento de 16,3%, o ministro previu dificuldade de realocar verbas para o pagamento do reajuste. Ele disse, porém, que vai cumprir a lei, mas terá de pensar como fazê-lo sem criar um passivo. “A inadimplência não fica bem para a Justiça.”

A remuneração de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) é de R$ 33,7 mil. Com o aumento, passa a ser R$ 39,2 mil. O acréscimo terá impacto nos contracheques dos magistrados de todo o país, cujos vencimentos são calculados proporcionalmente ao dos ministros da Suprema Corte.

REFORMA – A reforma do Judiciário foi tratada por Noronha como algo palpável, necessária para o bom funcionamento da instituição. “Precisamos redefinir o papel e a competência do STF, do STJ, do TST (Tribunal Superior do Trabalho). Precisamos reavaliar como colocaremos a Justiça para funcionar de maneira mais eficiente.”

As ideias do ministro, entretanto, não devem aumentar os gastos do já oneroso sistema judiciário. “Temos de colocar as pessoas no lugar certo. Aumentar a produtividade sem fazer concurso. Um monte de juiz e de servidor está nos lugares errados. Precisamos parar de crescer”, ponderou. Para ele, houve no passado uma expansão, com instalação de varas federais em lugares onde não havia demanda para isso. A única maneira de realizar esses feitos, defendeu, é pelo desenvolvimento de um trabalho meticuloso, em equipe. O mandato dele dura até 2020.

TRF da 4ª Região remete processo de Lula ao exame do Superior Tribunal de Justiça

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Maria de Fátima Labarrère aceitou o recurso da defesa

José Carlos Werneck

O Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, em Porto Alegre, enviou nesta quinta-feira ao Superior Tribunal de Justiça o processo do triplex do Guarujá , em que o ex-presidente Lula recorre contra a sentença que o condenou a 12 anos e um mês de prisão.

A remessa do processo ao STJ, em Brasília, foi determinada pela vice-presidente do TRF-4, desembargadora federal Maria de Fátima Freitas Labarrère. Ela havia suspendido o envio dos autos em 20 de julho, depois de pedido de reconsideração feito pelos advogados do ex-presidente.

CANCELAMENTO – Os advogados pediram para cancelar a remessa do processo ao STJ, determinada inicialmente por ela em 29 de junho, após julgamento de outro recurso. “Tendo em vista que não é de interesse do recorrente a remessa de cópia do presente processo à Corte Superior, reconsidero a decisão”, entendeu, à época a desembargadora.

A remessa dos autos 5046512-94.2016.4.04.7000, que trata do processo do triplex do Guarujá, foi efetivada às 12h11 desta quinta-feira, segundo consta do processo eletrônico do TRF-4. A decisão de envio saiu no dia 21 de agosto, assinada eletronicamente pela desembargadora.

O ex-presidente foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro nesse processo em 24 de janeiro.

UNANIMIDADE – Os desembargadores da 8.ª Turma Penal do TRF-4, a segunda instância da Lava Jato de Curitiba, o condenaram por unanimidade e ele foi preso no dia 7 de abril e encontra-se em uma cela especial na sede da Polícia Federal, em Curitiba. Seus advogados recorreram da condenação e em 22 de junho a vice-presidente do TRF-4 aceitou o recurso especial para ser analisado pelo STJ e negou admissibilidade ao recurso extraordinário, que seria analisado pelo Supremo.

A desembargadora deferiu uma das contestações da defesa no pedido de admissibilidade do recurso especial, a que alegava que foi atribuída a Lula responsabilidade de reparar a totalidade dos valores indevidos que teriam sido dirigidos ao PT. Conforme os advogados, estaria sendo pedida uma indenização maior que os limites imputados ao próprio réu.

Em decorrência dessa condenação, confirmada em segundo grau em órgão colegiado, Lula teve o registro de sua candidatura à Presidência negado no Tribunal Superior Eleitoral, no último dia 31, por estar inelegível, como determina a Lei da Ficha Limpa.

 

Próximas horas de Jair Bolsonaro serão de luta contra infecção no intestino

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Jair Bolsonaro ficará internado durante 15 dias, pelo menos

Thuany Motta

Jair Bolsonaro, candidato à Presidência pelo Partido Social Liberal (PSL), não será transferido para o hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, nesta quinta-feira (6). O líder nas pesquisas para a presidência realizou cirurgia de emergência na Santa Casa de Juiz de Fora, onde foi esfaqueado durante campanha nesta tarde.

A situação de Bolsonaro inspira cuidados. Quem acompanhou o deputado de perto diz que ele entrou muito mal no hospital. Ele foi atacado por um homem com uma faca de cozinha, que atingiu o seu intestino.

As últimas informações apontam que Bolsonaro ainda corre risco de sepse (infecção). A sua idade, 63 anos, torna o quadro ainda mais grave.

ILEOSTOMIA – Bolsonaro saiu da sala de cirurgia com ileostomia, processo no qual se exterioriza o cólon na parede abdominal, formando um novo trajeto e local para a saída das fezes.

Após o procedimento, o paciente utiliza uma bolsa especial para que suas fezes sejam coletadas.

Mais cedo, durante a operação, os médicos contiveram uma hemorragia e realizaram uma transfusão de sangue em Bolsonaro.

REGIÃO DELICADA – De acordo com a médica Hilma Nogueira, coloproctologista do Hospital Madre Teresa, esse tipo de ferimento é perigoso.

“O grande problema é que, quando os intestinos delgado ou grosso são rompidos, as fezes são espalhadas para dentro do abdome, podendo causar infecção no organismo”, afirma.

Hilma explica o processo cirúrgico nessas situações. “Limpamos todo o local, até não ter mais a presença das fezes. Em seguida, costuramos o corte e desviamos o caminho das fezes para uma bolsa, que serve com intestino. O paciente costuma usar a bolsa por dois ou três meses”, diz.

Segundo a coloproctologista, se não houver complicações, a recuperação não é demorada. “Ele deve levar até quinze dias para ser liberado do hospital e mais 15 dias para que possa voltar aos compromissos de campanha”, pontua.

Advogados de Lula e do PT enfim estão esgotando suas últimas cartadas

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Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Merval Pereira
O Globo

A realidade deve se impor nos próximos dias e a máquina propagandística do PT terá que carregar Haddad ao segundo turno. Por enquanto, essa confusão toda não o tem beneficiado. Ele cresceu dentro da margem de erro na pesquisa do Ibope divulgada ontem, e Ciro é quem mais ganhou o espólio do lulismo órfão de seu líder. Com isso, empatou com Marina, enquanto Alckmin moveu-se pouco, dentro da margem de erro. Marina manteve sua posição, mas foi a única que não cresceu, o que acende uma luz amarela.

O dado importante é que a rejeição a Bolsonaro aumentou muito, desafiando as avaliações técnicas de que um candidato com 40% ou mais de rejeição não se elege. Bolsonaro está bem acima dessa marca, e crescendo. Pode significar que suas chances de vencer no segundo turno estão diminuindo.

GOLPE JUDICIAL – Uma estranha sensação de tentativa de golpe judicial ficou no ar com a sucessão de recursos que a defesa do ex-presidente Lula fez nas últimas 24 horas contra a sua inelegibilidade decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), baseados na tese de que a recomendação do Comitê de Direitos Humanos da ONU tem que ser obedecida, dando a Lula o direito de concorrer à presidência da República mesmo preso em Curitiba.

Os advogados de defesa foram ardilosos ao encaminhar o recurso de tal maneira que ele caiu automaticamente com o ministro responsável (prevento) da Lava Jato, Edson Fachin. Isso porque ele foi o único voto favorável à tese da defesa, surpreendendo seus colegas de tribunal no TSE.

 

FACHIN NEGOU – Como é impensável que o voto e o recurso estivessem previamente combinados entre as partes, a artimanha não teve efeito, porque o ministro Edson Fachin simplesmente encontrou outros argumentos e mandou arquivar o pedido de Lula, sem entrar no mérito.

Há também a decisão do plenário do TSE, na mesma sessão, de que candidato impugnado não está sub judice e, portanto, recursos apresentados depois da negativa do registro da candidatura não significam a liberação do condenado para concorrer enquanto aguarda as decisões do TSE ou do STF, como acontecia anteriormente, dando margem a muita incerteza jurídica.

FORA DA URNA – Na mesma decisão, o TSE determinou que o nome e a foto de Lula não podem aparecer nas urnas eletrônicas na eleição de outubro, e o prazo para apresentar o candidato substituto foi reduzido. Pela legislação eleitoral, os partidos têm até o dia 17 deste mês para mudar a chapa. O PT recebeu dez dias de prazo para indicar seu candidato a presidente.

A disputa interna no PT para definir a estratégia nesses próximos dias, até o dia 11, está mais acirrada do que se pensa. Por incrível que pareça, há quem defenda o boicote às eleições presidenciais. Isso porque o prazo do PT, que podia ir até além do dia 17 com esses recursos infindáveis, até conseguir colocar seu nome na urna eletrônica a partir do dia 20, encurtou-se tremendamente.

SEM CHANCE – O STF já rejeitou habeas corpus e liminares, e é de quase zero a chance de a maioria do plenário mudar de posição. A única chance de Lula deixar de ser ficha-suja, além de uma improvável liminar com base no Comitê dos Direitos Humanos da ONU – que o novo presidente do Superior Tribunal (STJ) João Otávio de Noronha classificou de “absurdo” e “opinião de pareceristas” -,   é que o julgamento do TRF-4 seja anulado, o que também é improvável.

Esses recursos são a última cartada de Lula. Ou melhor dizendo, devem ser a última cartada. Do jeito que as coisas vão, é sempre arriscado acreditar na letra fria da legislação.

Desdobramentos podem ser tão graves quanto o atentado contra Bolsonaro

O ferimento chegou a atingir o intestino do candidato do PSL

Ascânio Seleme
O Globo

Concordo com todos, o atentado contra o candidato Jair Bolsonaro foi um ato abominável. Foi um desrespeito à liberdade de escolha dos cidadãos, atentou contra a democracia, e pode institucionalizar a intolerância na campanha eleitoral. O agressor está preso e vai ser punido de acordo com a lei.

Mas não se pode esconder que autor do golpe agiu de acordo com as premissas do candidato agredido. Um dia antes, Bolsonaro havia dito num palanque no Acre que queria ter uma arma na mão para “metralhar os petralhas”, referindo-se obviamente aos candidatos, militantes e simpatizantes do PT.

USO DA FORÇA – Desde o começo da campanha, e mesmo antes dela, o candidato do PSL prega o uso da força para obter resultados que lhe pareça adequados. Defende a tortura como método de investigação policial e elogia torturador. E prega o uso de arma de maneira indiscriminada como forma de defesa pessoal.

Mesmo assim, é direito dele, cidadão, deputado e candidato a presidente da República, defender as teses que bem entender. Agredi-lo em razão de suas ideias é agredir a opinião, a liberdade de expressão, ambas defendidas pela Constituição.

Tão grave quanto o atentado podem ser seus possíveis desdobramentos. O medo agora é de possíveis reações dos seguidores de Bolsonaro que concordam com as teses do candidato.

MUDA TUDO – É importante que a polícia esclareça rápida e inequivocamente as razões que motivaram o agressor, se existe mais alguém por trás do ato.

De qualquer modo, a campanha mudou radicalmente desde a tarde de hoje. As imagens do atentado são fortíssimas. Jair Bolsonaro, inequivocamente, é a vítima e como vítima poderá se beneficiar politicamente do atentado. Vamos ouvir o que dirá quando sair do hospital.

Meu palpite é que vai pregar a paz.

O discurso de Marcito em 1964 e a guerrilha africana do médico David Lerer

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Márcio Moreira Alvezs, ao ser recebido na volta do exílio

Sebastião Nery

Desço no aeroporto de Portella de Sacavém, em Lisboa, em 1977. Passo no Hotel Phenix, deixo a mala, ligo para Marcio Moreira Alves, exilado lá. Atende outro:

– Nery, aqui é o David.

– David Lerer, o guerrilheiro africano?

– Cheguei hoje de Angola. Quase fui fuzilado lá. E você? O que é que está fazendo aqui?

– Passei uns meses na Espanha, cobrindo as eleições da Constituinte, vou na próxima semana a Paris e Moscou. Estou indo para aí agora mesmo.

Dez minutos e o taxi me deixava na Rua Sant’Ana em Lapa, onde ouvi a mais extraordinária história de guerra e política vivida por um brasileiro no exílio. Fiquei comovido:

– David, arranja um gravador e vamos começar a escrever um livro.

Começamos. Eu bebia vinho e perguntava, esmiuçava, David bebia vinho e contava. Depois de quatro horas de gravação, David empacou:

– Não dá mais, Nery. As feridas ainda estão frescas demais. Mais para a frente a gente continua.

VINHOS E BACALHAUS – Passei uma semana revendo amigos, Marcito, Irineu Garcia, Moema Santiago, toda a colônia brasileira exilada, e perambulando com David pelas velhas ruas, entre vinhos e bacalhaus, arrancando dele, sem gravador, pedaços de suas fantásticas histórias. Viajei, David começou a dar aulas na Faculdade de Medicina de Lisboa, esperando o fim do exílio.

Em abril de 1975, eu tinha chegado a Lisboa para ver as eleições da Constituinte, contratado pela Editora Francisco Alves para escrever meu livro “Portugal, um Salto no Escuro”. O roteiro foi o mesmo que repeti dois anos depois, em 1977. Descer no aeroporto de Sacavem, deixar a mala no velho hotel Phenix, seguir para a casa de Marcio Moreira Alves, que, naqueles tempos de ditadura, era a verdadeira embaixada do Brasil em Lisboa.

Uma semana depois, Marcito, David Lerer, César Mesquita, o diretor- editor da “Francisco Alves”, eu e Vera Mata Machado, cortamos Portugal de ponta a ponta, leste-oeste, norte-sul.

Mortos na áfrica – Em Santiago do Cacem, pequena vila branca do Baixo Alentejo, encravada nas vertentes da Serra de Grandola, eu vi, uma tarde, no cemiteriozinho de túmulos nus, Marcito e David contemplarem longo tempo as cruzes com os nomes de vários filhos do lugar, meninos do povo “mortos em combate em África”. Os dos ricos iam para Paris e Madrid.

Marcito, como eu, também estava pesquisando para seu livro “Os Soldados Socialistas de Portugal”, publicado primeiro em Lisboa.

Em geral a imprensa cometeu dois graves erros com ele. Primeiro destacou apenas o pequeno discurso de 2 de setembro no “Pinga Fogo” da Câmara, protestando contra a invasão da Universidade de Brasília e o fechamento da Universidade da Bahia.

O grande discurso dele, que ninguém tirará da história do Congresso brasileiro, foi o do dia 12 de dezembro, na sessão de tentativa de cassação de seu mandato, quando ele mostrou o que era: um valente, lúcido, orador primoroso, lembrando ao Congresso que a ditadura não estava interessada apenas em cortar o seu pescoço, mas em dar o primeiro passo para decepar o parlamento inteiro e o judiciário. E foi o que aconteceu.

CARREIRA – O segundo erro é ver o Marcito apenas como um jovem jornalista brilhante, talentoso e prematuro que já aos 18 anos cobria a guerra do canal de Suez para o “Correio da Manhã”, aos 22 ganhava o Premio Esso no tiroteio da Assembleia de Alagoas e em 1966 se elegeu deputado federal.

Muito mais do que isso, ele foi um intelectual atento, culto, estudioso e bravo que, nos primeiros anos da ditadura, teve a coragem de ser o primeiro a denunciar as torturas, não apenas no “Correio da Manhã”, mas nas vitrines das livrarias com o seu desafiador “Torturas e Torturados”, que obrigou Castelo Branco a enviar aos quartéis, numa missão factóide e fraudulenta, o general Geisel, que voltou dizendo que não havia tortura.

A universal sabedoria ensina que a melhor forma de se conhecer um homem é na prisão, no exílio ou no jogo. Não conheci Marcito na prisão. Mas eu o vi em Paris e Lisboa, discretamente, silenciosamente, ajudando exilados que chegavam sem ter o que comer. Era um elegante e um bom.

Bolsonaro ameaçou “fuzilar a petralhada” e acabou sendo esfaqueado em Juiz de Fora

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro (de camiseta amarela), após ser esfaqueado durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), nesta quinta-feira, 06.

Bolsonaro foi conduzido ao hospital , mas o ferimento foi leve

Constança Rezende
IstoÉ

Após confusão em Juiz de Fora (MG), a agenda de Jair Bolsonaro (PSL) é interrompida depois de o candidato ser esfaqueado. O presidenciável foi levado para o hospital. Antes do ataque, tumultos, tensão e bate-boca marcaram a visita do presidenciável ao hospital filantrópico da Associação Feminina de Prevenção e Combate ao Câncer (Ascomcer) e também num almoço com o candidato em um hotel em Juiz de Fora, Minas Gerais, nesta quinta-feira, dia 6.

Pacientes idosos em tratamento contra a doença tiveram dificuldade para entrar na unidade, devido a um cordão de isolamento feito por integrantes de um movimento conservador da cidade. Vestidos de preto, eles se diziam policiais e afirmavam fazer “segurança voluntária” do candidato.

Um de seus filhos, o deputado Flavio Bolsonaro (PSL-RJ), que é candidato ao Senado, postou nas redes sociais que o pai sofreu o atentado em Juiz de Fora, uma estocada com faca na região do abdômen. “Graças a Deus, foi apenas superficial e ele passa bem. Peço que intensifiquem as orações por nós!”, escreveu.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO radicalismo político desperta paixões verdadeiramente descontroladas e irracionais. Não se deve pregar a violência, como Bolsonaro fez no Acre, dizendo que ia “fuzilar a petralhada”. Estamos entrando uma nova era sinistra, em matéria de política. (C.N.)

Para doar dinheiro ao museu, banqueiros exigem demissão do reitor da UFRJ

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Banqueiros acham que este reitor não tem competência

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Os banqueiros que estiveram nesta quarta-feira (05/09) com o presidente Michel Temer foram claros: estão, sim, dispostos a darem dinheiro para a reconstrução do Museu Nacional, mas só o farão se o governo demitir o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher. Acham que ele não tem competência para tocar um projeto tão importante.

Estavam presentes no encontro, além do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, os comandantes do Banco do Brasil, do Itaú Unibanco, do Bradesco, da Caixa Econômica Federal, do Santander, do BTG Pactual e do Safra.

SEM RASGAR DINHEIRO – Foi uma conversa amigável, mas firme. Os banqueiros não aceitam rasgar dinheiro. Para eles, o ideal seria entregar a administração do Museu Nacional a uma Organização Social (OS), o que o comando da UFRJ repudia, pois considera esse modelo uma espécie disfarçada de privatização, quando, na verdade, não é.

Os banqueiros citaram uma lista de exemplos de instituições que recebem dinheiro do mercado financeiro, são administradas por OS e estão em padrão de Primeiro Mundo. Temer ficou de analisar a posição dos possíveis doadores.

A maior preocupação da UFRJ nos últimos anos foi inchar seu quadro de pessoal. Tornou-se uma grande cabide de emprego, que consome mais de 80% do orçamento. Sem dinheiro para outras atividades, o patrimônio sob gestão da universidade está se deteriorando. O quadro mais dramático é o do Museu Nacional destruído por um incêndio no domingo (02/09).

Na corrida ao Planalto, o maior inimigo de Jair Bolsonaro é ele mesmo

Jair Bolsonaro

Rejeição a Bolsonaro aumentou acima da margem de erro

Bernardo Mello Franco
O Globo

A nova pesquisa do Ibope trouxe duas notícias para Jair Bolsonaro. A primeira é boa: ele se consolidou como o grande beneficiário da prisão de Lula. Com o veto judicial ao ex-presidente, o capitão marcha sozinho na liderança. Ele tem 22% das intenções de voto. É quase o dobro de Marina Silva e Ciro Gomes, que dividem o segundo lugar com 12%.

A outra notícia é desanimadora para Bolsonaro: a sua rejeição disparou. Há duas semanas, quando Lula ainda aparecia na pesquisa, 37% dos entrevistados rechaçavam o capitão. Agora o índice chegou aos 44%. Para cada eleitor disposto a votar no candidato do PSL, há outros dois que não admitem votar nele de jeito nenhum. Isso significa que o maior inimigo de Bolsonaro passou a ser ele mesmo.

DE LAVADA – Nas simulações de segundo turno, o capitão perde de lavada para quase todos os adversários. Se a eleição fosse hoje, Ciro, Marina ou Alckmin o venceriam com facilidade. Bolsonaro só aparece em empate técnico com Fernando Haddad, que ainda não começou a fazer campanha como cabeça de chapa. O petista ostenta uma vantagem: sua rejeição é de 26%.

A repulsa a Bolsonaro cresceu com o bombardeio de Alckmin. O capitão, que gosta de simular tiros com os dedos, tem sido fuzilado a cada comercial do adversário. É uma guerra assimétrica. O tucano é dono de um latifúndio no horário eleitoral. O candidato do nanico PSL mal aparece na TV.

EMPACADO – A má notícia para Alckmin é que sua campanha continua empacada. Ele oscilou positivamente, mas segue na casa de um dígito. O único candidato a subir acima da margem de erro foi Ciro, o que indica que o PT já demorou demais a admitir que seu candidato será Haddad. Agora é preciso observar os efeitos da campanha petista para colar o ex-prefeito ao padrinho.

Para não dizer que tudo são espinhos para os tucanos, Alckmin terminou o dia com um presente inesperado. Michel Temer ressurgiu das cinzas e divulgou um vídeo com ataques ao ex-governador. O marqueteiro do PSDB é competente, mas não poderia bolar uma propaganda melhor.

Alckmin revida ataque de Temer: “O problema não são os ministros, é o presidente”

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Temer não tem liderança nem legitimidade, diz Alckmin

Silvia Amorim
O Globo

O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, reagiu nesta quinta-feira às declarações do presidente Michel Temer e disse que o problema do governo não são os ministros, mas o próprio presidente. Temer divulgou dois vídeos em suas redes sociais em que diz que o PSDB e partidos aliados ao tucano fazem parte do seu governo, inclusive ocupando ministérios.

– O problema do governo Temer não são os ministros. É o presidente, que não tem a liderança que precisa ter, nem a legitimidade – afirmou Alckmin, na manhã desta quinta-feira, durante sabatina organizada por “Estadão” e Faap na capital paulista.

REFORMAS – Em outro momento do debate, Alckmin foi questionado se gostaria que Temer tentasse fazer as reformas no final do governo para ajudar o sucessor. Sua resposta foi irônica:

– O presidente Temer está de mal comigo, né?

Na noite desta quarta-feira, Temer divulgou, no Twitter, um vídeo em que criticou a propaganda eleitoral de Alckmin. As propagandas feitas pelo tucano criticam a atuação dos governos Dilma e Temer em áreas como saúde, educação, segurança e emprego.

Com o mote “O Brasil de Dilma e Temer é assim”, as peças dizem, por exemplo, que o país tem 13 milhões de desempregados e que metade dos jovens abandonam a escola no Ensino Médio.

FALSIDADES – No primeiro vídeo, Temer afirmou que Alckmin diz “falsidades” e ressaltou que diversos aliados do tucano foram ministros de áreas criticadas por ele.

– Se você vier a ganhar essa eleição, essa base será a sua base governamental – disse o presidente.

Na manhã desta quinta-feira, Temer voltou a atacar Alckmin em outro vídeo, citando a participação de políticos do PSDB em seu governo, como José Serra e Bruno Araújo.

Faz parte da estratégia de Alckmin distanciar sua imagem da de Temer. Alguns adversários têm usado a participação do PSDB no governo federal para desgastar o tucano.

VOTO ÚTIL – Alckmin, colocou em prática, nesta quinta-feira, a estratégia pelo voto útil contra um segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e um candidato do PT. A tática estava sendo cogitada por sua equipe para ser adotada se a campanha de ataques a Bolsonaro no horário eleitoral não surtisse efeito. Aliados defendiam que se esperassem duas semanas de propaganda na TV para avaliar a eficácia da estratégia.

Pesquisa Ibope divulgada na quarta-feira mostrou ontem que Bolsonaro não perdeu eleitores nesses primeiros dias de horário eleitoral. Pelo contrário. O deputado crescer dentro da margem de erro, de 20% para 22%

PASSAPORTE – “ Bolsonaro é o passaporte para o PT. Ele não é o anti-PT. O PT bate em mim o tempo todo e poupa o Bolsonaro. Tudo que eles (petistas) querem é o Bolsonaro no segundo turno” – afirmou o tucano, ainda durante a sabatina.

Segundo a pesquisa Ibope, há hoje um empate técnico entre Bolsonaro e Fernando Haddad, vice do ex-presidente Lula, num eventual segundo turno. Em sondagens anteriores, Bolsonaro vencia o PT. No Ibope, Alckmin cresceu dentro da margem de erro, de 7 para 9%.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGOs dois – Temer e Alckmin – se merecem. Trata-se de uma briga em famiglia. (C.N.)

Polícia Federal conclui investigação que incrimina Temer, Moreira, Padilha e Skaf

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Relatório da PF denuncia cúpula do governo por corrupção

Aguirre Talento e Bela Megale 

O Globo

A Polícia Federal (PF) concluiu inquérito que apurava um acerto de R$ 10 milhões do presidente Michel Temer com executivos da Odebrecht, e apontou indícios de que o emedebista cometeu os crimes corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O relatório final, que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, também acusa o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) dos mesmos crimes e Moreira Franco (Minas e Energia) de corrupção passiva.

O candidato do MDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, é acusado do crime de caixa dois por ter recebido dinheiro da Odebrecht não registrado na prestação de contas de sua campanha em 2014.

VELHO AMIGO – Segundo o relatório, Temer recebeu, por meio do coronel João Baptista Lima, seu amigo, um total de R$ 1,4 milhão da empreiteira. A PF rastreou diálogos telefônicos em que Lima conversa com entregadores de dinheiro da Odebrecht sobre encontros e reuniões, que os investigadores apontam serem códigos para as entregas. Em um dos diálogos, Lima inclusive reclama dos valores: “A última, a da sexta-feira, em que foi entregue ao Silva (seu funcionário) as atas, elas não foram iguais às atas anteriores, né? Ficou um pouco abaixo”.

O relatório da PF afirma: “Apontar, em sede indiciária, as seguintes condutas relevantes e sua correspondente subsunção, em tese, à lei penal: (…) Michel Miguel Elias Temer Lulia recebeu, em razão da função, por intermédío de João Baptista Lima Filho, em São Paulo/SP,R$ 500.000,00 em 19/03/2014, R$ 500.000,00 em 20/03/2014 e R$ 438.000,00 em 21/03/2014, totalizando R$ 1.438.000,00, decorrentes da solicitação dirigida por Moreira Franco a executivos da ODEBRECHT, além de ser o possível destinatário dos valores recebidos por José Yunes em 04/09/2014, em seu escritório de advocacia, fatos que, somados ao invariável emprego de dinheiro em espécie e de pessoas interpostas, espelham as condutas insculpidas no artigo 317 do Código Penal e no artigo 1° da lei 9.613/98″.

MOREIRA E PADILHA – Moreira Franco é acusado de pedir R$ 4 milhões à empreiteira, enquanto Eliseu Padilha é acusado de ter recebido cerca de R$ 3 milhões. Também foram imputados crimes ao assessor de Padilha Ibanez Ferreira, ao ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ) e seu operador Altair Alves Pinto, a Duda Mendonça, ao coronel Lima e ao advogado José Yunes.

O ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, relatou em sua delação que esteve em um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial de Temer, no qual ficou selado um repasse de R$ 10 milhões ao MDB nas eleições de 2014 – parte do dinheiro teria sido embolsado pelos políticos e outra parte abasteceria a campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo naquele ano, apontam as investigações.

NO RASTRO – Com base em diversas diligências investigativas, a PF traçou o caminho do dinheiro e confirmou ao menos parte das entregas aos políticos, como por meio do reconhecimento de locais feitos pelos entregadores da Odebrecht.

Agora, o material será enviado à Procuradoria-Geral da República, que decidirá se apresenta nova denúncia contra Temer e os demais personagens. O presidente já foi alvo de duas denúncias movidas com base na delação da JBS, mas o Congresso suspendeu a abertura da ação penal contra ele.

TEMER NEGA – Em nota, Temer informou que “a investigação se mostra a mais absoluta perseguição ao presidente, ofendendo aos princípios mais elementares da conexão entre causa e efeito”. O presidente classificou como um “atentado à lógica e à cronologia dos fatos” a conclusão do inquérito.

Temer afirma que o pedido de apoio para campanhas eleitorais, feito no jantar relatado pelos delatores, ocorreu dentro dos ditames legais e que todos os registros foram feitos nas contas do MDB e declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na nota, o presidente afirma ainda que o delegado “sem conseguir comprovar irregularidades nas doações”, aponta pagamentos ocorridos dois meses antes do jantar como provas dos crimes.

TODOS NEGAM – A advogada do coronel Lima, Aline Batista Duarte, afirma “inexistir a prática ou participação de seu cliente em conduta ilícita e cometimento de qualquer irregularidade”. O advogado de Padilha, Daniel Gerber, afirmou que só irá se manifestar após ter acesso aos autos. A assessoria de Skaf informou que “ele nunca pediu e nem autorizou ninguém a pedir qualquer contribuição de campanha que não as regularmente declaradas”.

Moreira Franco informou que “as conclusões da autoridade policial se baseiam em investigação marcada pela inconsistência”. O ministro que não solicitou nada aos executivos da Odebrecht e que a empresa “arrematou a concessão do Galeão por R$ 19,3 bi e não por atendimento de interesses”.

Celso de Mello é o relator do terceiro pedido de Lula para derrubar decisão do TSE

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Logo se saberá se o relator Celso de Mello enxerga longe

José Carlos Werneck

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, foi sorteado, na noite desta quarta-feira, para ser o relator de uma nova petição apresentada pela defesa de Lula, que pretende derrubar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral que indeferiu o registro de sua candidatura, impedindo-o de participar do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão.

Esse último pedido da defesa de Lula faz parte de uma nova ofensiva jurídica do Partido dos Trabalhadores, que tenta viabilizar a candidatura do ex-presidente à Presidência da República. O PT já entrou com recurso extraordinário no TSE e uma outra petição no STF, que ficou com o ministro Edson Fachin, que mandou arquivar a petição na noite desta quarta-feira.

PREVENÇÃO – Para a surpresa e decepção do PT, a nova petição foi distribuída ao decano do STF, ministro Celso de Mello por “prevenção”, por ter sido ele sorteado na última segunda-feira, para relator de um habeas corpus impetrado por uma advogada de Brasília a favor de Lula, que também contestava a decisão colegiada do TSE. O ministro Celso de Mello rejeitou esse habeas corpus, sob alegação de que a advogada não integra a defesa oficial de Lula.

Os pedidos protocolados nas últimas horas pelos advogados de Lula, o que está com Celso de Mello e o que ficou com Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, objetivam garantir a candidatura de Lula à Presidência, mas possuem fundamentações diversas.

No pedido que o ministro Edson Fachin mandou arquivar, a defesa queria acabar com qualquer impedimento à candidatura de Lula à Presidência da República, eliminando os efeitos da condenação no processo do triplex do Guarujá, investigado na Operação Lava Jato.

CONDENAÇÃO – Neste processo, o ex-presidente foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo Tribunal Regional Federal da 4a Região, o que o enquadrou na Lei da Ficha Limpa.

A petição que encontra-se com o ministro Celso de Mello contesta a decisão do plenário do TSE, que por 6 a 1, negou na madrugada do último sábado, o registro da candidatura de Lula julgamento em que apenas Edson Fachin votou a favor do ex-presidente.

Por 5 a 2, o TSE também negou na mesma sessão o direito de Lula aparecer no horário eleitoral na condição de candidato, sendo derrotados nesse ponto Fachin e a presidente do tribunal, ministra Rosa Weber.

TORCIDA – Os correligionários de Lula estavam empenhados e torciam muito para que essa nova petição objetivando derrubar a decisão do TSE ficasse com os ministros Ricardo Lewandowski ou Marco Aurélio Mello.

Em outubro de 2016, o ministro Marco Aurélio concedeu habeas corpus em favor do prefeito afastado de Montes Claros, Ruy Muniz, que teve a candidatura à reeleição rejeitada pela Justiça Eleitoral do estado de Minas Gerais, autorizando que Muniz deixasse a prisão e fizesse campanha no segundo turno da eleição.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A defesa de Lula é pouco eficaz, mas altamente pirotécnica. Os advogados deveriam ser contratados para instalar os fogos de artifício no Réveillon de Copacabana. Produziriam o maior espetáculo da Terra, de fazer inveja a Cecil B. DeMille. (C.N.)