Cesare Battisti desafia Bolsonaro e sustenta que não pode ser extraditado

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Battisti diz que existem leis no país que o protegem

Deu na IstoÉ

O ex-militante de extrema esquerda italiano Cesare Battisti desafiou nesta quarta-feira (dia 31) o presidente eleito Jair Bolsonaro, ao afirmar que é um “charlatão”, que não tem o poder de extraditá-lo para a Itália como prometeu.

“Bolsonaro pode dizer o que quiser. Eu estou protegido pela Suprema Corte. Suas declarações são palavras, é um charlatão. Ele não pode fazer isso. Existe justiça e eu, para a justiça, estou protegido”, declarou Battisti ao telejornal da emissora italiana Radio Rai.

PODE FALAR… – “Não estou nada preocupado. Não acho que Bolsonaro queira criar discórdia entre o poder Judiciário e o Executivo. Falar, a gente pode falar o que quiser. Eu não tenho problema”, acrescentou Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália por homicídio.

Bolsonaro e o vice-premiê e ministro do Interior italiano, o ultradireitista Matteo Salvini, trocaram várias mensagens nos últimos meses nos quais sempre fizeram alusão ao caso Battisti.

“Reafirmo aqui meu compromisso em extraditar imediatamente o terrorista Cesare Battisti, amado pela esquerda brasileira, imediatamente em caso de vitória nas eleições”, escreveu Bolsonaro no Twitter em meados do mês. Uma promessa confirmada pelo deputado federal por São Paulo Eduardo Bolsonaro, que no dia seguinte à vitória do pai escreveu que “o presente está chegando” para a Itália, em alusão ao ex-ativista.

EM CANANEIA (SP) -Battisti negou à emissora que queira fugir do Brasil e, segundo a reconstrução do jornal italiano La Stampa, assistiu no domingo à noite à transmissão ao vivo da apuração das eleições em um bar, acompanhado de amigos de Cananeia, no litoral paulista.

Em meados de outubro, em declarações à AFP, Battisti disse estar certo de que Bolsonaro não teria o “poder de decisão” de enviá-lo à Itália.

Battisti, de 63 anos, foi condenado à prisão perpétua por quatro homicídios na década de 1970, dos quais ele se declara inocente. Passou trinta anos foragido entre o México e a França, onde se dedicou a uma bem sucedida carreira de escritor de romances policiais antes de fugir para o Brasil em 2004.

REFUGIADO – Em 2010, a Justiça autorizou sua extradição para a Itália, mas o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu-lhe o estatuto de refugiado político.

Nos últimos anos, Roma multiplicou os pedidos de extradição deste homem, símbolo dos “anos de chumbo” na Itália.

Nova cirurgia é menos arriscada e Bolsonaro ficará poucos dias internado

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Dr. Macedo explica como será feita a última cirurgia 

Cláudia Collucci
Folha

​Prevista para 12 dezembro, a cirurgia de fechamento da colostomia a que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) se submeterá é menos arriscada do que procedimentos anteriores, segundo o cirurgião que o acompanha, Antonio Luiz Macedo. Diz o médico que  os riscos envolvidos são os inerentes a toda cirurgia. “Mas são muito menores do que quando o operei em 12 de setembro, com uma peritonite grave, com grande contaminação, com fístula e obstrução intestinal. Agora os riscos são menores, mas sempre existem riscos em qualquer tipo de cirurgia”, relata.

O fechamento da colostomia —ou reconstrução do trânsito intestinal— consiste em abrir novamente o abdome e religar as alças do intestino grosso para que o trânsito intestinal volte ao normal e o paciente deixe de usar a bolsa coletora de fezes.

ABRIR NOVAMENTE – Macedo diz que, pelo fato de o presidente eleito já ter sido submetido a duas cirurgias anteriores, não será possível fazer o procedimento por meio de técnicas menos invasivas, como a videolaparoscopia ou a robótica.

“Tem que abrir o abdome, achar o coto intestinal grosso que está fechado dentro da barriga, mobilizá-lo, tirar o intestino da parede e fazer uma emenda”, explica. Ele afirma que o tempo cirúrgico é variado. Nessas condições, há chances de terem se formado aderências no intestino, o que pode deixar o procedimento um pouco mais demorado.

RISCOS VARIÁVEIS – A Folha avaliou dez estudos internacionais publicados no PubMed (espécie de biblioteca virtual da área biomédica) sobre os resultados desse tipo de cirurgia. De acordo com os trabalhos, os riscos de complicações são bem variáveis, indo de 2% a 30%. Dependem do perfil do paciente, do hospital e da técnica utilizada.

Pessoas com diabetes, hipertensão e obesidade, por exemplo, têm mais riscos. Entre as complicações mais frequentes estão infecções, hérnias, fístulas (abertura da emenda e extravasamento de conteúdo fecal para fora ou para dentro da cavidade abdominal) e obstruções (fechamento da área da emenda causando dificuldade da passagem do conteúdo fecal).

CINCO A SETE DIAS – Macedo diz que a expectativa é que, após a cirurgia, Bolsonaro fique no hospital de cinco a sete dias. “No momento em que o intestino começar a funcionar [em geral, após dois ou três dias] e que ele possa se alimentar normalmente, nós teremos a possibilidade de liberá-lo para casa.”

Outra alternativa, segundo o médico, é manter o paciente em São Paulo por mais cinco dias até retirar os pontos cirúrgicos, entre o 10º e 12º dia após a operação. “Aí ele será liberado definitivamente.”

Bolsonoro se submeteu à primeira cirurgia em 6 de setembro, data em que foi esfaqueado, e sofreu três perfurações no intestino delgado e uma no intestino grosso.

COLOSTOMIA – Foi feita uma colostomia para isolar as áreas lesionadas da passagem de fezes, diminuindo, assim, o risco de infecções. O intestino foi completamente separado para que uma das pontas ficasse exteriorizada até a pele para a saída de fezes na bolsa coletora.

Em 12 de setembro, ele passou por uma segunda cirurgia de emergência para corrigir uma obstrução intestinal causada por aderência das alças intestinais.

Escola é para ensinar ou educar? Esta é a maior questão, que todos desprezam

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Charge de Ivan Cabral (ivancabral.com)

Antonio Fallavena

Se algo que lamento, é não ter sido professor! Agora não tenho mais tempo. Acredito que seria um bom professor. Não me consideraria um profissional ou trabalhador da área do ensino, mas assumiria como uma missão! A segunda lamentação é ter de ler, ouvi e assistir comentários e posições que beiram a insensatez.

A generalização de qualquer tema, e agora em especial com o levante “escola sem partido”, se não ocorrer correções de rumo, nos levará a lugar nenhum, ou pior, nos levará a lugares piores ainda.

Em primeiro lugar, para opinar (não palpitar) é preciso conhecer e ter vivido períodos em nossas escolas. Falar do que não se conhece, ou seja, “falar pelo que dizem”, não ajuda, mas prejudica.

LUTA DE CLASSES – Agora, virou uma luta de classes e de interesses de alguns setores, bem identificados! O interessante é que, a maioria do magistério não se posiciona contra o projeto, mas sindicatos e alguns partidos, sim!

Os professores conscientes e responsáveis não teme a lei. Esta parcela, certamente a maior do magistério, está calada. Normalmente assim tem se posicionado em relação a quase tudo. Trabalha, tenta cumprir com seus compromissos, mas calada. Não se posiciona. Omite-se.

Já com os pais, pelo menos a parcela que ainda assim podemos classificar como tal, desorganizados, desinformados, omissos, apenas esperam que fatos dolorosos não aconteçam com seus filhos. Enquanto for com os filhos dos outros …

DESESTÍMULO – Poucos são os que reagem e/ou se posicionam com as condições físicas, morais e temporais de participar de qualquer debate ou enfrentamento. E quando o fazem, rapidamente são desestimulados a comparecer às escolas.

Não falo pelo que leio, escuto ou assisto. falo pela presença e trabalho desempenhados ao longo dos últimos 29 anos! Opinar sobre o projeto “Escola sem partido” sem conhecer o processo todo – no mínimo procurando entender o que ocorreu na escola nas últimas três décadas; analisando, sem exacerbações, as razões e os motivos que o levaram a tais debates nos dias atuais, tudo isso necessita de maiores cuidados e atenções nas conclusões e busca de soluções.

A escola merece isto, notadamente a escola pública, tão necessária e, ao mesmo tempo, tão abandonada por quase todos.

PAPEL DA ESCOLA – E a grande e primeira discussão, que precisa ser enfrentada pela sociedade, é aquela que diz respeito ao verdadeiro papel que deve desempenhar a maior, mais valiosa e mais necessária instituição de um país, que é a escola.

Aqui encontramos o nosso “calcanhar de Aquiles”. Pergunto: afinal, a escola é para escolarizar (ensinar) ou para educar? Concluo: se for para educar, o estado não poderá ser laico! Na minha infância, brincávamos de escola. Faz muito, sociedade e governantes, brincam com a escola!

Carvalhosa aplaude a indicação de Moro e declara que “Lula é um bandido”

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Carvalhosa está entusiasmado com a nomeação do juiz Moro

José Carlos Werneck

O jurista Modesto Carvalhosa afirmou, em entrevista ao Jornal da Manhã, nesta sexta-feira, que “ninguém é mais capacitado” para combater a corrupção e o crime organizado no Ministério da Justiça do que o juiz federal Sérgio Moro, que aceitou convite do presidente eleito Jair Bolsonaro.

O renomado jurista e professor aposentado da USP ressaltou que “tudo é um risco” para o futuro da Operação Lava Jato e salientou que o Brasil “já está cansado” do discurso do PT.

ENTUSIASMO – “Essa nomeação é uma providência extraordinária, porque cria um critério de nomeação não política para o ministério que vai cuidar tanto da corrupção como do crime organizado”, disse o professoraposentado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. “Ninguém é mais capaz para fazerisso do que o próprio Moro”, dizendo estar “entusiasmado” com a indicação.

Em seu entender, o destino da Operação Lava Jato, que consagrou Sergio Moroé incerto. “Pode ser que o indicado a substituto efetivo seja alguma pessoa não tão habilitada ou interessada. Não deixa de haver risco de ser nomeado um juiz que não tem competência”, afirmou, ressalvando:“Preocupado, não estou, no momento”.

“LULA É BANDIDO” – Discorrendo a respeito das críticas da Oposição à nomeação do magistrado, Modesto Carvalhosa foi enfático dizendo que o posicionamento do Partido dos Trabalhadores “já encheu a paciência de todo mundo”.

Assinalou que na quinta-feira os petistas anunciram que pediriam que a condenação de Lula seja anulada, por atuação política do juiz. “A nação brasileira está cansada desse discurso do PT. O Lula é um bandido”, disse Modesto Carvalhosa, sem meias palavras.

Brasil é importante demais para se alinhar à política externa de outros países

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Prestígio da diplomacia brasileira é reconhecido e indiscutível

Roberto Nascimento

O Brasil tem um conceito de país conciliador no cenário das nações. Mantém relações diplomáticas baseadas no respeito as diferenças e na soberania das nações. Os diplomatas e militares brasileiros são considerados os melhores conciliadores dentre a elite das nações, tanto assim o é que foram enviados em missões de paz no Iraque, no Oriente Médio, na Ásia e nas Américas, em missões de paz, sempre com êxito.

Há quase 70 anos, o Brasil vem desempenhando um importante papel na história das operações de paz. Entre 1948 a 2015, o país participou de 50 missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), o que corresponde a 70% de todas as missões aprovadas.

DIPLOMACIA – Os presidentes brasileiros discursam em primeiro lugar na abertura dos trabalhos da Assembléia-Geral das Nações Unidas no mês de setembro. O presidente dos EUA discursa em segundo lugar. Os capacetes azuis brasileiros são respeitadíssimos quando enviados para mediar conflitos ao redor do mundo. Enfim, trata-se de um legado importantíssimo, o qual devemos manter, pois é uma tradição brasileira e motivo de orgulho para o nosso povo.

São tantos os luminares da diplomacia, que vou citar alguns de memória, como Barão do Rio Branco, Oswaldo Aranha, Afonso Arinos de Mello Franco, Gibson Barbosa, Azeredo da Silveira, Sérgio Amaral, dentre outros. O pragmatismo em política externa foi a tônica no Império, na República Velha e na Nova República, o que tem garantido uma boa relação com praticamente todos os demais países.

Nessa toada, o Brasil é grande o suficiente para seguir sua própria política externa sem alinhamento automático com nenhuma nação, principalmente os Estados Unidos de Trump ou qualquer que seja o presidente, Democrata ou Republicano.

QUADRO ATUAL – Por exemplo, o atual governo dos EUA vem implementando uma política de confronto econômico com a China, sobretaxando produtos chineses e impondo sanções aos governos da Rússia e do Irã. Ora, o Brasil tem sido contemplado com investimentos do governo chinês em variadas áreas da infraestrutura nacional, na área do petróleo, do agronegócio, da siderurgia, portos e aeroportos. A China importa soja, carne de boi, carne de frango e carne suína, além de ser o nosso maior importador de minério de ferro. Hoje temos superávit comercial com os chineses e déficit comercial com os americanos. Então pergunto: Qual a vantagem de se alinhar com Trump em detrimento do líder máximo da China, Xi Jinping?

PRAGMATISMO, SEMPRE – O ideal é a manutenção do relacionamento cordial e empresarial com as duas potências econômicas e militares do globo terrestre, em favor do Brasil.

O mesmo raciocínio serve para o Oriente Médio, mantendo-se as boas relações com Israel e com todos os países árabes. É o que a diplomacia americana e europeia vem fazendo ao longo dos séculos. Vejam o caso emblemático da Líbia e da Arábia Saudita: Duas ditaduras reconhecidas por gregos e troianos. Pois bem, liderados pelos EUA de Obama e com apoio da França, da Inglaterra, da Itália e da Holanda, fomentaram a insurreição dos rebeldes líbios, através do envio de armas e do apoio logístico dos drones assassinos, até derrubarem e matarem o ditador Kadaffi e seu filho no deserto, em fuga para o Sudão.

Porém, em relação ao reino saudita, os EUA e os países europeus quedam-se inertes, pois são dependentes do petróleo da Arábia Saudita e da exportação de armas e aviões de guerra para os sauditas. São pragmáticos ou não?

ERRO DE DILMA – Não podemos cometer agora o mesmo erro da presidente Dilma, que se intrometeu nos assuntos internos do Paraguai, quando do impeachment do presidente “bispo Lugo”, a ponto de suspender o Paraguai do Mercosul, com o apoio da Cristina Kirchner. Uma incomensurável bola fora da bacia.

Trazer para o nosso colo os problemas internos de outros países só prejudicará os negócios comerciais, que temos com todas as nações, gerando desemprego e déficits comerciais.

Presidente Bolsonaro terá um longo caminho a percorrer para superar a crise

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Charge do Pelicano (Arquivo Google)

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro promete “recuperar” o país e recolocá-lo entre as grandes nações do mundo. Procurou passar esperança, sobretudo aos jovens, e se compromete a pacificar o país, perigosamente mergulhado em um clima de radicalização. É na economia, porém, que o presidente eleito terá que centrar fogo.

Por mais que os brasileiros que votaram nele tenham elegido o combate à corrupção como prioridade, se ele não conseguir retirar o país do atoleiro, da recessão profunda iniciada em 2014, dificilmente conseguirá atender às expectativas.

HAVERÁ COBRANÇA – Os brasileiros, daqui por diante, vão cobrar uma reação forte da atividade econômica. Há quase 13 milhões de desempregados. Outros 14 milhões dizem que não ganham o suficiente para fechar as contas do mês. São os subempregados. Mais de 4,5 milhões de brasileiros simplesmente desistiram de procurar trabalho. São os desalentados.

O problema se agrava porque o governo não tem condições de promover políticas para incentivar a economia, pois está com as contas públicas em frangalhos. Entre 2008 e 2009, o então presidente Lula conseguiu enfrentar, com sucesso, o terremoto provocado pelo estouro da bolha imobiliária norte-americana justamente usando a folga de caixa para fazer o que os especialistas chamam de política anticíclica. Mas Bolsonaro está de mãos atadas, porque terá que lidar com um deficit público monstruoso.

REGRA DE OURO – Quando tomar posse, já terá que enfrentar um rombo previsto de R$ 139 bilhões. Além disso, há o risco de o governo descumprir a tal regra de ouro, que o impede de se endividar para pagar gastos correntes, como salários de servidores e aposentadorias e pensões. Para não descumprir a regra de ouro, terá que arrumar mais de R$ 250 bilhões.

A gravidade da situação fiscal está, inclusive, na base da desconfiança que atormenta o país. Sem perspectiva de melhora nas contas públicas, os investidores, que poderiam ampliar seus negócios para ofertar empregos, mantêm o pé no freio. Na melhor das hipóteses, as contas só voltarão ao azul em 2025.

PREVIDÊNCIA – O ponto crucial para a melhora das contas públicas é a reforma da Previdência. Sobre esse quesito, o futuro governante mudou o discurso várias vezes. Primeiro, defendeu as mudanças e jogou a culpa pelo deficit do sistema previdenciário no colo dos servidores públicos, chamados por ele de “marajás”. Depois, disse que a reforma não era tão urgente. Agora, já cogita encampar o projeto que o presidente Michel Temer enviou ao Congresso.

Ou seja, a euforia que ainda reina entre os eleitores aos poucos se transformará em desconfiança, se as tão propaladas mudanças não vierem no ritmo da ansiedade do país. Por esse prisma, o presidente eleito ainda é uma grande incógnita. Assim, quanto mais rápido divulgar sua equipe econômica e explicitar que caminho seguirá na economia, menor será a chance de errar.

Árabes reforçam alerta de retaliação comercial caso Brasil transfira a embaixada

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Bolsonaro parece desconhecer os números das exportações

Míriam Leitão
O Globo

Diplomatas brasileiros voltaram a receber alertas de colegas árabes sobre a intenção do novo governo de transferir a embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. O país sofrerá retaliação comercial dos parceiros caso confirme a transferência. Na quinta-feira passada, o presidente eleito Jair Bolsonaro defendeu a mudança de endereço mais uma vez.

O Oriente Médio compra 5,3% de todo o valor exportado pelo Brasil, especialmente carnes. Nos últimos 12 meses, o país embarcou US$ 11,6 bilhões para os países da região. O saldo está positivo em US$ 7,7 bilhões.

A participação de Israel, no entanto, é bem modesta. As exportações foram de apenas US$ 256 milhões, ou 0,14% do total. O Brasil registra déficit de US$ 527 milhões com os israelenses em 12 meses.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Diante desses números, que são altamente elucidativos, a Tribuna da Internet insiste na indagação: qual será a vantagem, para o Brasil, ao apoiar Israel contra os países árabes? Não seria mais interessante (e proveitoso) manter a neutralidade, conforme determina a Constituição, aquela que Bolsonora prometeu cumprir, em múltiplas etapas de sua carreira? (C.N.)

Moro já prepara pacote legislativo contra a corrupção e o crime organizado

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Moro sabe exatamente o que deve fazer como ministro

Cleide Carvalho
O Globo

O juiz Sergio Moro , que na quinta-feira aceitou ser ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro (PSL), já prepara um pacote de medidas legislativas anticorrupção e contra o crime organizado. A ideia é apresentar propostas ao Congresso em fevereiro, tão logo sejam empossados os deputados federais eleitos.

A atuação de Moro na Lava-Jato dá sinais das mudanças legislativas que ele deve propor. Por várias vezes, ele manifestou a necessidade de uma emenda à Constituição para garantir que um condenado cumpra a pena após ter a sentença confirmada pela segunda instância. Segundo ele, isso evitaria que uma nova composição do Supremo Tribunal Federal (STF) possa mudar o entendimento sobre o tema.

SEGUNDA INSTÂNCIA – No Supremo, o atual entendimento, de que um réu pode começar a cumprir pena após ser condenado na segunda instância, foi decidido em outubro de 2016 numa votação apertada — seis votos a cinco. O presidente do STF, Dias Toffoli, deve pautar o assunto no primeiro semestre do ano que vem, e ministros da Corte já declararam mudança de posição, o que pode provocar um placar diferente nesse novo julgamento.

Em março, Moro chegou a defender que a emenda para garantir a prisão em segunda instância deveria ser cobrada dos presidenciáveis:

— Pode-se cobrar qual é a posição dos candidatos em relação a essa impunidade. Pode-se, por exemplo, se restabelecer (a execução provisória da pena) por meio de uma emenda constitucional — disse o juiz em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura.

70 PROPOSTAS – O pacote, que começou a ser estudado por Moro ontem, deve incorporar algumas das 70 propostas legislativas para o combate à corrupção reunidas por Transparência Internacional e Fundação Getúlio Vargas (FGV) em um documento que Moro leu no avião, durante a viagem entre Curitiba e Rio, antes da reunião com o presidente eleito anteontem.

Para ser aprovada, uma emenda à Constituição precisa do apoio de três quintos dos parlamentares, tanto na Câmara como no Senado, em dois turnos de votação. A previsão é que o governo Bolsonaro não encontre dificuldade para aprovar suas propostas, pelo menos nos primeiros meses. O PSL tem a segunda maior bancada da Câmara, com 52 parlamentares — atrás apenas do PT, com 56. A estimativa é que o novo governo tenha o apoio de 250 a 300 parlamentares.

ALTERAÇÕES – Em 2015, Moro foi à Comissão de Constituição e Justiça do Senado argumentar a favor de alterações no Código de Processo Penal que seriam feitas por meio de um projeto de lei. A principal era a prisão preventiva de condenados por crimes hediondos (tráfico de drogas, tortura, terrorismo, corrupção ativa ou passiva, peculato e lavagem de dinheiro) a partir de decisão de um tribunal de segunda instância.

Além disso, Moro se mostrou favorável a decretar a prisão preventiva de condenados em segunda instância por outros crimes — desde que a pena fosse maior que quatro anos de prisão — a não ser que houvesse garantias de que o réu não voltaria a praticar novas infrações e não iria fugir.

Essas duas sugestões foram encampadas pela Associação dos Juízes Federais (Ajufe) e reunidas no projeto de lei do Senado 402/2015. Até hoje não votado, o texto foi assinado pelos senadores Roberto Requião (MDB-PR), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Álvaro Dias (Podemos-PR).

RECURSOS DEMAIS – O projeto de lei da Ajufe prevê ainda que os recursos feitos por réus aos tribunais superiores — STF e Superior Tribunal de Justiça (STJ) — só podem suspender a prisão preventiva caso os ministros entendam que a questão pode resultar em absolvição, anulação da sentença ou substituição da pena por restritiva de direitos. O objetivo da medida seria diminuir o caráter protelatório dos recursos.

Para ter Moro em seu governo, Bolsonaro concordou em aumentar a área de atuação do Ministério da Justiça. Além de setores como a Secretaria Nacional de Política sobre Drogas, a Rede de Laboratórios contra Lavagem de Dinheiro e a própria Polícia Federal, Moro deve comandar também a Controladoria Geral da União (CGU) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identifica movimentações suspeitas no sistema financeiro nacional.

A importância de Confúcio na China, um país ligado ao Brasil desde o Império

Imagem relacionadaAntonio Carlos Rocha

Os primeiros imigrantes chineses chegaram ao Brasil logo depois da Abolição da Escravatura. Grupos de trabalhadores daquele imenso país vieram trabalhar nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, principalmente, e uns poucos se aventuraram por outros estados, chegando inclusive a Pernambuco.

Maiores detalhes sobre o assunto o leitor encontra no ótimo livro: “A China no Brasil – Influências, Marcas, Ecos e Sobrevivências Chinesas na Sociedade e na Arte Brasileiras”, tese de doutorado de José Roberto Teixeira Leite na Unicamp, Universidade de Campinas, 320 páginas, dezenas de fotos e ilustrações.

VISTA CHINESA – D. Pedro II era um apaixonado pela cultura chinesa, filosofia e arte. Entre outras, mandou construir no alto da Floresta da Tijuca, um mirante que existe até hoje, sendo um belo cartão postal da cidade maravilhosa, aVista Chinesa. Nosso Imperador chegou a visitar aquele país, depois caiu, ou seja, foi derrubado pela Proclamação da República.

Coincidência ou não, décadas depois o então vice-presidente João Goulart, também visitou a China. Ao voltar, tornou-se presidente e logo depois foi derrubado. Para quem gosta de superstições, eis aí uma boa reflexão.

Torço, faço votos que o Presidente eleito, Bolsonaro, mantenha esta amizade centenária e até estreite os laços de amizade comercial.

CONFÚCIO E A CHINA – Ainda sobre a China, estou lendo o magnífico livro do jornalista dos EUA, Michael Schumann, correspondente da revista Time em Pequim já há vários anos. E por ser um sinólogo respeitado, tem algumas obras publicadas sobre assuntos da região onde vive e trabalha. Um de seus livros foi traduzido em nosso país: “Confúcio e o Mundo que Ele Criou – a História e o Legado do Filósofo que mais influenciou a China e o Leste Asiático”.

Podemos dizer que a China hoje não é mais comunista. Na verdade é confucionista, cada vez mais.

IMPÉRIO DO CENTRO – E isto me faz lembrar que, nos ano 1970, quando a antiga Rede Manchete passou uma série de reportagens sobre este longínquo país. Um amigo, praticante da Rosacruz e revisor do antigo Jornal do Brasil impresso, me disse: “A sabedoria chinesa multimilenar logo vai ultrapassar/superar as bases filosóficas ocidentais do comunismo. Lá eles tem muitas filosofias: confucionismo, budismo, taoísmo e outros importantes pensadores como Lao Tse, os estudos multimilenares da acupuntura e a chamada Medicina Tradicional Chinesa.”

“China, o Império do Centro” era o título do seriado documental. O “centro” é uma alusão ao Caminho do Meio de Buda, evitando-se os extremos.

Dito e feito, no livro em questão, o autor nos mostra que os dirigentes chineses trataram de elevar o Patriarca Confúcio a um pedestal grandioso, que cada vez mais tem a admiração, o estudo e a pesquisa, não apenas em seu país, mas em países próximos do continente asiático.

A obra em questão, ao longo de 384 páginas, nos fala do Confúcio homem, ser humano, pensador, sábio, Confúcio e os seus diálogos com os reis, as elites, os pobres. Depois, em um segundo capítulo, tem Confúcio como pai, como professor influenciando a pedagogia moderna e até um Confúcio machista.

O terceiro capítulo nos mostra a descoberta de Confúcio pelos pesquisadores na área da administração de empresa. Gestores e empreendedores estão descobrindo o Confúcio empresário, o Confúcio político e até um Confúcio comunista, sendo um comunismo mais próximo do humanismo, sem as violências conhecidas. Um comunismo de centro, um comunismo democrático, uma social democracia.

Ora, se existe esse manancial de possibilidades com um único “gênio” do Oriente, não há porque importar os teóricos e discutíveis políticos do Ocidente.

Voltaremos ao assunto.

Tese da ‘Escola Sem Partido’ esbarra no Supremo, que vai decidir este mês

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Charge do Kayser (Arquivo Google)

Mônica Bergamo
Folha

O STF (Supremo Tribunal Federal) julgará no fim do mês propostas que criam a “Escola Sem Partido”. A ideia encontra resistências e deve ser derrubada pelo plenário da corte. O STF já suspendeu liminarmente duas leis de estados e municípios que versam sobre a “doutrinação ideológica”. Em um dos casos, o ministro Luís Roberto Barroso afirmou que a norma era “inconsistente do ponto de vista acadêmico e evidentemente violadora da liberdade de ensinar”.

Segundo ele, a lei evidenciaria ainda “o propósito de constranger e de perseguir aqueles [professores] que eventualmente sustentem visões que se afastam do padrão dominante”.

SEM DEBATE – Disse ainda que “a permanente preocupação do professor quanto às repercussões políticas de seu discurso em sala de aula” o levaria a “deixar de tratar de temas relevantes”, desencorajando o debate entre alunos e comprometendo o “desenvolvimento do pensamento crítico”.

A lei seria “tão vaga e genérica” que poderia “se prestar à finalidade inversa: a imposição ideológica e a perseguição dos que dela divergem”.

CENSURA PRÉVIA – Já o ministro Marco Aurélio Mello diz que “qualquer postura que a priori implique em obstáculo à troca de ideias, às discussões, é censura prévia”, vedada pela Constituição. O julgamento está marcado para o dia 28.

E Marco Aurélio não aceita a declaração de Barroso de que o STF, unido em temas de direitos humanos, diverge no combate à corrupção por causa de “muitos laços históricos difíceis de se desfazerem”. Diz ele: “O processo, para mim, não tem capa. Tem conteúdo”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
–  O Supremo vai detonar essas teses obscurantistas, que tentam jogar o Brasil num retrocesso medieval. Pena que o tribunal não aja com o mesmo rigor para mandar prender os criminosos após condenação em segunda instância, tentando colocar o Brasil de volta à Idade Média na punição de criminosos de elite, ou de “zelites”, como diz Lula da Silva, que confia no Supremo para ser libertado. (C.N.)  

Bolsonaro desfaz erros diplomáticos contra Israel, cometidos pelos petistas

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Bolsonaro deve se ligar a Israel sem agredir os palestinos

Celso Serra

Israel é um país com pequeno espaço territorial, cerca de 27.800 km². Foi criado em 1948, e até hoje não esquece o papel fundamental do Brasil na Assembleia Geral da ONU, presidida pelo embaixador Oswaldo Aranha, quando foi aprovada a “Partilha da Palestina”.  Decorridos setenta anos de existência, o povo de Israel ainda não pode alcançar o seu mais desejado objetivo: viver em paz com seus primos e vizinhos.

Atualmente, a população de Israel é estimada, segundo seu governo, em cerca de 8.910.800 pessoas. Aproximadamente, 74,5% são judeus israelenses, 21% são árabes e o restante 4,5% são de diversas nacionalidades.

DESENVOLVIMENTO – Israel é considerado um dos países mais avançados em desenvolvimento social, econômico e industrial. Apesar dos escassos recursos naturais, foi pioneiro em biotecnologia agrícola, irrigação por gotejamento,  solarização dos solos,  reciclagem de águas de esgoto para uso agrícola e utilização do enorme reservatório subterrâneo de água salobra do Negueve.

O país é um dos líderes mundiais em conservação da água, energia geotérmica e em alta tecnologia, além de atuar com altíssima eficiência e produtividade no desenvolvimento de softwarescomunicações e ciências da vida. É uma das nações mais desenvolvidas economicamente, ocupando posição de destaque no nível de investimentos em pesquisas e em centros de desenvolvimento. A economia de Israel é superior ao somatório de todos os seus vizinhos. A utilização de computadores é uma das maiores do planeta. O país possui a maior proporção do mundo de títulos universitários em relação a população. Em Israel são elaborados mais estudos científicos per capita que qualquer outro país do mundo.

DEMOCRACIA – O país, apesar de todos os óbices criados por seus vizinhos, possui o maior Índice de Desenvolvimento Humano do Oriente. Podem escolher seus governantes democraticamente, enquanto os muçulmanos vivem sob ditaduras. A população feminina vive em total liberdade, enquanto nos países muçulmanos as mulheres são submissas e, em alguns deles, submetidas a castigos brutais, podendo até a chegar a morte por apedrejamento.

Os judeus jamais fizeram lavagem cerebral de crianças em locais de treinamento militar, ensinando a elas como se explodir para matar o maior número de “infiéis” e até de muçulmanos. Os judeus jamais explodiram bombas em restaurantes da Europa ou Igrejas. Não existe nenhum judeu que tenha destruído uma Igreja. O Estado judeu é hoje um país moderno, democrático e inovador. Um verdadeiro abismo separa a qualidade de vida e a contribuição para o bem da Humanidade, produzidas pelos israelenses, quando comparadas com todos os países limítrofes.

RELACIONAMENTO – Como se percebe, um bom relacionamento entre Brasil e Israel seria muito bom para ambos. Como se relacionou com Israel os governos petistas Lula e Dilma? Lula visitou Israel e se recusou a colocar uma coroa de flores no túmulo do “pai” do sionismo, Theodor Herzl. Um ato de total despreparo e má educação que causou forte mal-estar e constrangimento a todos os judeus. Para completar a agressão, Lula aceitou colocar flores (e colocou) no túmulo do ex-presidente palestino Yasser Arafat, na Cisjordânia, considerado terrorista por muitos israelenses.

No governo Dilma Rousseff, a relação diplomática entre Brasil e Israel foi abalada. Em 2014, durante um conflito entre o grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza e Israel, em ato até hoje considerado inusitado, o então ministro das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, chamou de volta ao país para “consultas” o embaixador em Tel Aviv, Henrique Sardinha Filho. Reagindo a esse ato, o então porta-voz da chancelaria de Israel, Yigal Palmor, chamou o Brasil de “anão diplomático”.

CREDENCIAIS – Mais um ato de agressão a Israel foi consumado dois anos depois, ou seja, em agosto de 2015, o governo Dilma Rousseff recusou as credenciais do candidato ao cargo de embaixador de Israel em Brasília, Dani Dayan. O pretexto teria sido o fato de que Dayan ter liderado, de 2007 a 2013, o Conselho Yesha (representante dos 500 mil colonos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental). O que o Brasil tinha com isso?

Jair Bolsonaro, ainda deputado, visitou Israel em 2016. Foi recebido pelo presidente do Parlamento de Israel, Yuli Edelstein. Naquela ocasião, Bolsonaro afirmou que, se fosse eleito presidente, sua primeira visita oficial seria a Israel. “O ciclo do PT está chegando ao final e peço a Deus que eles tenham consciência e que saiam sem prejudicar mais ainda o Brasil”, disse Bolsonaro à Folha.

Binyamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, em conversa telefônica com Bolsonaro para parabenizá-lo pela vitória nas eleições, disse que pretende comparecer em sua cerimônia de posse em 1° de janeiro de 2019. Se comparecer, Netanyahu será o primeiro premiê israelense a visitar o Brasil desde a criação de Israel em 1948. 

GRANDE AMIZADE – Na mesma conversa telefônica com Bolsonaro, Netanyahu convidou o presidente eleito a visitar Israel e disse ter a certeza que a eleição dele “levará a uma grande amizade entre nossos povos e ao estreitamento dos laços entre o Brasil e Israel. Aguardamos sua visita a Israel”, segundo comunicado oficial.

Bolsonaro, em sua conta no Facebook, registrou a conversa com Netanyahu, afirmando que os “laços de amizade se traduzirão em acordos onde nossos povos serão os maiores beneficiados”.  Um bom e mútuo sinal de relacionamento sadio, sem as tartufices e atos de má educação que caracterizaram os governos dos petistas Lula e Dilma contra Israel.  Deus protegerá a união.T

“O sol vai esconder a estrela ardente que reflete a luz dos teus olhos…”

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Antunes, um dos poetas do Clube da Esquina

Paulo Peres

Site Poemas & Canções

O compositor mineiro Murilo Antunes, no lirismo da letra de “Nascente”, restabelece a suavidade, chegando mansa, macia, através do amanhecer que envolve olhares, contemplação, paixão e desejos ardentes. A música deu título ao LP Nascente, gravado por Flávio Venturini, em 1982, pela EMI-Odeon.

NASCENTE
Flávio Venturini e Murilo Antunes

Clareia
Manhã
O sol vai esconder
A clara estrela
Ardente
Pérola do céu
Refletindo
Teus olhos
A luz do dia a contemplar
Teu corpo
Sedento
Louco de prazer
E desejos
Ardentes

Kassab anuncia que defenderá a manutenção da Telebras como uma estatal

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Kassab diz que a privatização precisa ser discutida

Laís Lis
G1 — Brasília

O ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab, afirmou nesta quinta-feira (1º) que vai defender junto ao próximo governo a importância de manter a Telebras como uma estatal. A empresa foi recriada para viabilizar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), com o objetivo de levar serviço de internet banda larga para áreas pouco atrativas para o setor privado.

Na quarta-feira (31), o jornal “Valor Econômico” informou que uma das propostas da equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro é extinguir a Telebras.

IMPORTÂNCIA – “O que eu sei é que está sendo discutido. Se me ouvirem, eu vou mostrar a importância que a Telebras tem para o Brasil. Eu tenho certeza absoluta que, como é um governo bem-intencionado, um governo que vai procurar o melhor para o povo brasileiro, eles vão entender que o serviço que a Telebras está prestando e que vai prestar, nenhuma outra instituição pública ou privada prestará”, disse Kassab.

O ministro Gilberto Kassab fala durante evento no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, em fevereiro de 2018 — Foto: Marcelo Brandt/G1 O ministro Gilberto Kassab fala durante evento no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, em fevereiro de 2018 — Foto: Marcelo Brandt/G1

SATÉLITE – O ministro citou, por exemplo, que a operação da parte civil do primeiro satélite brasileiro está sob o comando da estatal. A Telebras será responsável pela oferta de banda larga para instituições públicas, escolas e entidades sociais.

Kassab destacou que as conversas com o governo eleito começarão semana que vem, quando se inicia efetivamente o governo de transição.

“Vamos ter a oportunidade de transmitir nossas impressões e apoiar os novos ministros para que eles possam iniciar o trabalho e não ter paralisação em nenhum projeto, para cada um poder tirar o maior proveito”, disse.

ASTRONAUTA – O atual ministro elogiou a escolha do astronauta Marcos Pontes para a pasta de Ciência e Tecnologia. Kassab também comentou a iniciativa do presidente eleito de colocar a educação superior sob a responsabilidade do MInistério da Ciência e Tecnoloia. Segundo Kassab, a medida “tem lógica”.

“Eu acredito que possa dar certo. Até porque o Ministério da Educação terá sua atuação ampliada, somando o Esporte e a Cultura”, disse. Segundo ele, a parte de inovação está estreitamente ligada ao ensino superior.

Kassab afirmou que a indicação do secretário de Radiodifusão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Moisés Queiroz Moreira, para a vaga que será aberta com a saída do atual presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros, já está feita e ocorreu antes da eleição de Bolsonaro. O ministro disse, no entanto, que acha lógico que as próximas vagas que forem abertas nas agências reguladoras tenham suas indicações negociadas com a equipe de transição do novo governo.

Embaixador que assessora Rodrigo Maia é mais um candidato ao Itamaraty

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Bolsonaro ainda não escolheu seu ministro do Exterior

José Carlos Werneck

Segundo reportagem de Igor Gielow, na Folha, o embaixador Hélio Ramos assessor do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, surgiu como o mais novo postulante ao cargo de chanceler do governo de Jair Bolsonaro. Na última terça-feira, ele publicou um artigo, em coautoria com o embaixador Marcelo Dantas, que foi lido no Itamaraty como uma carta de intenções. No texto, Hélio Ramos sugere um caminho a ser seguido presidente eleito, no que diz respeito à Política Externa.

Outros nomes são cotados para titular do Ministério das Relações Exteriores, mas, segundo alguns observadores, Ramos tem bom cacife para disputar a Pasta.

PADRINHO – Ramos tem um padrinho político que tem se aproximado do presidente eleito, pelo fato de que o DEM pode ajudar e muito o PSL a encaminhar as pautas do futuro Governo na Câmara dos Deputados.

O artigo de Helio Ramos sugere uma “equipe coesa e fiel” e, ao tratar de temas espinhosos como política ambiental, diz que é necessário proteger o país de “ingerência externa”.

Dizem que o conteúdo do texto impressionou favoravelmente o presidente eleito, que manifestou desejo de retirar o Brasil dos acordos climáticos firmados em Paris.

CAPITAL POLÍTICO – A reportagem da Folha diz que o texto de Ramos enfatiza que o capital político do país, acumulado ao longo de anos no setor, “não pode ser desperdiçado” e defende uma visão mais conservadora do próximo governo com relação à política externa.

Critica o que chama de “pedaladas diplomáticas” que, no seu entender vinham acontecendo desde a década de 1990, porque o Brasil assume posições progressistas em foros multilaterais que são contra sua legislação, fazendo com que a diplomacia tente imprimir esses compromissos no debate político do País.

O texto faz referência clara à defesa da liberação do aborto, advogando que essa prática tem de ser coibida, mas salienta que isso precisa ser feito com extrema cautela, dentro da agenda de direitos humanos, consciente da imagem, interna e externa, de Bolsonaro como um opositor dos ativistas desta área.

FLEXIBILIDADE – Concordando com o pensamento dos seguidores de Jair Bolsonaro, o texto diz que o Brasil precisa ter mais flexibilidade na negociação de acordos bilaterais com países desenvolvidos.

A equipe de Bolsonaro, até o momento, não bateu o martelo para a escolha de um nome para viabilizar as mudanças pretendidas e prometidas por ele.

O Ministério das Relações Exteriores foi a única instituição de Estado citada pelo presidente eleito em seu discurso da vitória.    O Itamaraty precisa, no entender do presidente eleito “ser libertado” da influência que os oito anos da nefasta política imprimida pelo chanceler Celso Amorim por ordem do presidente, para quem Luiz Inácio Lula da Silva é “Nosso Guia”.

FORA DO EIXO – No período de 2003 a 2010, o Itamaraty preconizou aproximação de países fora do eixo tradicional da diplomacia com EUA e membros da União Europeia. Uma reversão se ensaiou no governo da presidente Dilma Rousseff e se consolidou com Michel Temer .

Conta pontos para o assessor especial de Rodrigo Maia, ele ter servido em países de grande peso como os EUA, onde ocupou o posto Cônsul-Geral em Miami, já que Jair Bolsonaro colocou as relações com país chefiado por Donald Trump como a principal prioridade, no que diz respeito à política exterior de seu Governo.

As apostas para o Itamaraty não tem nomes solidamente definidos. Ernesto Fraga Araújo, diretor para Estados Unidos e Canadá, é dos poucos diplomatas graduados que fez campanha aberta a favor de Bolsonaro, mas nunca chefiou uma Embaixada, o que entre alguns de seus pares poderia diminuir suas  chances.

NA DISPUTA – O jornalista Igor Gielow, que é editor de política da Folha, diz que outro diplomata lembrado é o embaixador Luiz Fernando Serra, que era o embaixador em Seul, quando em fevereiro Bolsonaro visitou a Coreia do Sul. e os que torcem por seu nome dizem que de o pré-candidato ficou impressionado com o embaixador e com o tratamento que lhe foi dispensado. Serra retornou ao Brasíl e no momento está sem posto.

Resta a hipótese, atualmente a mais provável, de encontrar-se uma solução política. Caso isso aconteça haveriam nomes para todos os gostos, começando pela competentíssima Ana

Amélia, do PP do Rio Grande do Sul, que foi candidata a vice na chapa do tucano Geraldo Alckmin. Além de ter feito uma impecável atuação no Senado Federal ela foi lembrada por ser mulher, ruralista e gaúcha, o que teoricamente a aproximaria do Mercosul, Bloco que os apoiadores de Bolsonaro consideram um entrave para o desenvolvimento da política externa brasileira.

Diplomata palestino prefere a embaixada brasileira em Jerusalém Oriental

Conflito enorme à vista: Bolsonaro diz que vai transferir embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém

Crianças sacodem a bandeira palestina na casa abandonada

Camilla Venosa
Correio Braziliense

Ao comentar a intenção do presidente eleito Jair Bolsonaro de transferir a embaixada brasileira em Israel para Jerusalém, o embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, disse confiar no equilíbrio por parte do novo governo federal, que toma posse no próximo 1º de janeiro.

“Não perdemos a esperança de que vai existir bom senso por parte do novo governo. Essa mudança seria uma afronta às resoluções da ONU e ao direito internacional. É um tema delicado”, afirmou Alzeben ao Correio.

EXEMPLO DOS EUA – Bolsonaro anunciou a intenção de seguir o exemplo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e mudar a embaixada de cidade, reconhecendo assim Jerusalém, alvo de disputa entre israelenses e palestinos, como capital do Estado judaico. Alzeben alegou não acreditar que o Brasil vá contrariar acordos internacionais. “O ponto de vista palestino é o ponto de vista da ONU, que redige as regras do convívio internacional”, ressaltou.

O embaixador disse também acreditar que ainda é possível manter diálogo com Bolsonaro e chegar a uma solução que também contemple o ponto de vista palestino. “Temos dois meses para conversar e estabelecer nosso ponto de vista. Existem duas Jerusaléns. Vemos com bons olhos que a embaixada do Brasil em Israel fique na Jerusalém Ocidental e que a embaixada brasileira na Palestina fique na Jerusalém Oriental”, que consideramos como capital da Palestina.

Mais cedo, Alzeben chegou a duvidar da intenção de Bolsonaro, divulgada primeiro pelo jornal Israel Hayom. “Eu não posso ter como fonte um país que reprime o meu povo, que não permite que tenhamos o nosso território. São fake news de Israel para criar polêmica”, disse, antes de se convencer que Bolsonaro realmente dera as declarações ao jornal israelense.

Reforma previdenciária de Armínio Fraga recebe críticas de general Mourão

O general Hamilton Mourão, eleito vice-presidente

Mourão aponta erro sobre aposentadoria de militares

Mônica Bergamo
Folha

A reforma previdenciária de Armínio Fraga, entregue à equipe de Jair Bolsonaro, já recebe críticas de um dos principais quadros do novo governo: o general Hamilton Mourão, eleito vice-presidente.  Mourão tomou conhecimento dos pontos que afetariam os militares por meio da Folha. “Esse troço não funciona”, disse ele sobre a possibilidade, por exemplo, de os integrantes das Forças Armadas se aposentarem mais cedo, aos 45 anos.

Pela proposta de Fraga, os militares que assim o fizessem não mais receberiam 100% do salário que tinham na ativa, mas sim 40%.  “Com 45 anos [o militar] nem chegou a coronel. Como vai mandá-lo para casa?”, questiona Mourão. “É preciso conhecer as especificidades da carreira”, segue.

BEM MAIS - A ideia posta à mesa por representantes das Forças Armadas desde 2016, quando a reforma da previdência passou a ser discutida, é outra: aumentar o tempo de permanência de seus membros na ativa, de 30 para 35 anos.

Assim, menos gente entra na carreira, gerando economia. “E simbolicamente ficamos mais próximos [dos civis, que pela proposta hoje no Congresso se aposentariam aos 65]”, diz Mourão.

Além disso, as pensionistas passariam a pagar contribuição para o sistema de aposentadoria, o que hoje não ocorre. Em compensação, os militares continuariam a receber o salário integral depois de passarem para a reserva.

PREOCUPAÇÃO – O PT está preocupado com a possibilidade de o juiz Sergio Moro direcionar órgãos como a CGU (Controladoria Geral da União) para fazer devassas nas administrações anteriores do partido, criando fatos negativos para a legenda nos próximos anos.

 “Eu fui muito criticado por não utilizar o ministério nem para proteger amigos nem para perseguir inimigos. Mas hoje, sinceramente, temo que isso possa ocorrer”, diz o ex-ministro José Eduardo Cardozo, verbalizando o receio de outros dirigentes da legenda.

NA LISTA – O nome de Maria Inês Fini, presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), circulava como opção para o MEC (Ministério da Educação) no governo de Bolsonaro.

Além da experiência como educadora, ela tem boa relação com setores militares, em especial com o general Augusto Heleno, futuro ministro da Defesa.

“Se eu errar, o PT vai voltar ao poder”, diz Bolsonaro, que critica também FHC  

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Bolsonaro disse que vai cobrar resultados aos ministros

Denise Rothenburg
Correio Braziliense

Em entrevista exclusiva, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, avisa que seus ministros terão carta branca para nomear seus secretários, diretores das delegacias regionais e por aí vai. “O que estou cobrando dos ministros é produtividade”, diz ele, sentado na pequena varanda improvisada na entrada de sua casa, com uma mesa redonda de madeira transformada em cenário para a entrevista à Rede Vida de Televisão, com tempo cronometrado: 15 minutos. “Precisa de terno? Não, né?”, pergunta ele, à vontade com a camisa de manga curta amarela, uma das cores da sua campanha, e calça jeans

As críticas, agora, não se restringem ao PT. Ao falar da importância que dará ao Ministério da Defesa, Bolsonaro emenda com uma crítica direta ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O simples fato de colocar um general de quatro estrelas (Augusto Heleno) para ocupar o posto, diz, dará aos militares garantia de um assento em reunião ministerial: “A criação do Ministério da Defesa foi para tirar os militares da mesa ministerial”, acusa. O presidente eleito garante que as Forças Armadas, “o último obstáculo para o socialismo”, serão chamadas a participar da concepção de políticas públicas e propostas em várias áreas do governo.

Durante a campanha, o foco na segurança púbica foi muito grande. O governador do Rio de Janeiro fala em atiradores de elite. É por aí que temos de encarar o crime no Brasil?
A forma de engajamento do Exército Brasileiro no Haiti era exatamente essa. Elemento armado com um fuzil passa a ser um alvo. Temos vivenciado aqui no Rio momentos parecidos, verdadeiro bonde de pessoas armadas com fuzil. Como enfrentar esse tipo de gente? Não vai ser com flores nem com “entregue suas armas”. Agora, estamos numa área urbana. Numa troca de tiro aqui, o efeito colateral seria desastroso. O que eu defendo é uma retaguarda jurídica para o policial ou para o homem das Forças Armadas, uma vez em operação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem). Que não se preocupe com uma possível condenação na frente por estar cumprindo a missão. E, para o cidadão comum, tenhamos também garantia da posse de arma de fogo, levando-se em conta o referendo de 2005. Dois terços da população decidiu pelo direito de comprar armas e munições. Então, o presidente ou quem quer que seja não tem o direito de frustrar essa vontade popular. Obviamente, a posse de armas de fogo com alguns critérios. Ficha criminal, estar em dia com a Justiça, exame psicológico, exame prático e o registro da arma passa a ser definitivo e não temporário, como é no momento.

O senhor disse que o ministro Sérgio Moro terá liberdade para nomear secretários e cargos dentro do Ministerio da Justiça e da Segurança Pública. A mesma carta branca será dada a outros ministros?
O que estou cobrando dos ministros é produtividade. Igual ao Paulo Guedes: sentei à mesa com ele. Quando eu falei que não entendia de economia, pensei que a imprensa fosse levar para o lado da minha humildade, e é verdade. Ou será que eu tenho que entender de medicina para nomear o ministro da Saúde? Então, é inflação baixa, dólar compatível para exportação-importação, a taxa de juros, é não aumentar a dívida interna, que está chegando próxima a R$ 4 trilhões, não aumentar a carga tributária. Perguntei: é possível? Ele falou: é. Bem, ele é uma pessoa renomada dentro e fora do Brasil. Nunca integrou governo nenhum. Nós temos que acreditar nele. Não temos alternativa, porque, como está o Brasil, a tendência é quebrar, é se transformar numa Grécia. Então, essa carta branca ele tem.

O ministro Marcos Pontes cuidará também do ensino superior, deixando o Ministério da Educação só com o ensino médio e fundamental?
Essa é a ideia: as universidades têm que produzir. Você pega as 200 melhores universidades do mundo, o Brasil não está nesse bolo. As nossas universidades têm que produzir mais. O que falta aí? O que acontece em grande parte com a total independência dos reitores? É um inchaço de funcionários. É uma missão difícil para ele. Mas nós temos que começar a mudar essas coisas e ele tem competência, no meu entender, e retaguarda e liderança para isso. Quero ver qual a produtividade deles. A mesma coisa quando se fala em educação no Brasil. Vamos abolir a filosofia do Paulo Freire. Não deu certo. Em 13 anos de PT, dobrou-se o gasto com educação e a qualidade diminuiu. Então, é sinal de que está dando errado.Se estivesse dando certo, seguiríamos nessa linha.

Como o senhor tratará os partidos de oposição?
Tenho falado o seguinte: se alguém tiver alguém melhor que o Paulo Guedes, que o Heleno, que o Moro, apresente. Nós vamos discutir. Quero o melhor para o Brasil. Tenho conversado muito com os parlamentares, antes inclusive de entrar em campanha. Ultrapassamos em 120 o número de parlamentares na reta final, tivemos o apoio das bancadas da agricultura, evangélica. Então, temos tudo para ter um pacotão de medidas no início do mandato, que o Congresso venha a aprovar sem maiores percalços. A não ser os partidos tradicionais de esquerda que, ao que parece, vão fazer oposição pela oposição, como sempre fizeram ao longo dos 28 anos que em estou dentro da Câmara.

O senhor já disse que quer votar alguma coisa da reforma da Previdência neste ano, mas ouvimos de muitos parlamentares que esse Congresso perdeu a legitimidade para aprovar emenda constitucional, porque a renovação foi de 47%. O que dá para aprovar, se é que dá para aprovar alguma coisa?
Vou ver o último relatório, analisar o que dá para brigar para que seja votado, ou que podemos tirar. O que eu tenho dito para todo mundo é que alguma coisa tem que ser aprovada. Tem que dar um passo, por menor que seja. Já facilita a vida de quem vai assumir no início do ano que vem.

A estrutura do seu governo está sendo montada para pelo menos três ministérios fortes. Queria saber sobre a Defesa. O que será agregado de funções novas?
A intenção da criação do Ministerio da Defesa, no fim do milênio passado, era tirar os militares da mesa ministerial, no governo Fernando Henrique Cardoso. Tirar da mesa porque os militares presentes ali incomodavam os ministros, alguns ministros, de Fernando Henrique Cardoso, que nunca demonstrou qualquer respeito para conosco. Tanto é que nosso sucateamento se agravou muito no governo FHC e continuou em parte no governo Lula. É uma questão de revanchismo, aquilo, até mesmo a criação da comissão de desaparecidos, a Comissão da Verdade. O objetivo de bater nos militares é que, na verdade, nós somos o último obstáculo para o socialismo. Então, é na intenção ideológica o que vinha sendo feito. A mudança agora começa com um general de quatro estrelas à frente dele.

O senhor já fechou o número de ministérios? Fica em 15 mesmo?
No máximo 17, porque talvez Agricultura e Meio Ambiente não se fundam. A gente quer o melhor. Sempre houve uma briga entre esses dois ministérios, com o Meio Ambiente sofrendo pressões de ONGs internacionais, gente de fora. A questão de licenças ambientais. Vai você querer fazer uma pequena central hidrelétrica na sua fazenda, vai levar 10 anos para ter a licença. Isso tem que acabar. Essa briga, essa forma xiita de procedimento por parte do Ministério do Meio Ambiente, tem que deixar de existir. Hoje em dia, parte dos fiscais, não são todos, chega numa propriedade e arranja uma multa para cima do produtor rural. Isso tem que deixar de existir. Uma das ideias seria a fusão, mas como estou vendo que está dando uma certa reação, até mesmo por parte do homem do campo, a tendência é manter os dois ministérios. Mas quem vai indicar o ministro do Meio Ambiente será o senhor Jair Bolsonaro.

O senhor já disse que haverá mudança na politica externa, para colocar o Itamaraty sem amarras ideológicas. O senhor vai fechar embaixada em Cuba, na Venezuela?
Olha, respeitosamente, qual o negócio que podemos fazer com Cuba? Vamos falar de direitos humanos? Pega uma senhora que está aí de branco, que veio no programa Mais Médicos. Falei “senhora” porque não sei se ela é médica, não fez programa de revalidação. Pergunta se ela tem filhos. Já perguntei. Tem dois, três, estão em Cuba. Não vêm para cá. Isso para uma mãe, não é mais que uma tortura? Ficar um ano longe dos filhos menores? Quem vem para cá de outros países ganha salário integral. Os cubanos ganham aproximadamente 25% do salário. O resto vai para alimentar a ditadura cubana? Foi acertado há quatro anos, quando Dilma era presidente, que se alguém pedisse exílio seria extraditado. Dá para manter relações diplomáticas com um país que trata os seus dessa maneira? Queremos o Mais Médicos? Podem continuar. Revalida, salário integral e traz a família para cá. Eles topam? Queremos reciprocidade. Embaixada da Venezuela: o embaixador já veio para cá, a embaixada já foi desativada, não temos mais contato. Agora, veio no governo do Michel Temer, porque no governo do PT… Essa decisão teria que ter sido tomada há mais tempo: chamar o embaixador, conversar.

O senhor anuncia mais algum ministro nesta semana?
Não tenho pressa. Você não pode anunciar o Zé hoje e amanhã dizer “não é mais você”. Tem que ter plena certeza, porque o que está em jogo é a minha credibilidade e a vida dele. Ele vai falar o que para os amigos, para a família? “Olha, ele me convidou e deu agora um cartão vermelho pra mim”? Talvez essa semana a gente anuncie mais um.

O senhor vai desfilar em carro aberto na posse?
Vou seguir religiosamente a orientação das inteligências, Polícia Federal, Abin, Exército. Vou seguir essas orientações aí, porque estou sendo um governo completamente diferente dos outros e desagradando muita gente. Conseguimos entrar na máquina para quebrá-la. E só quebraremos comigo vivo. A intenção da criação do Ministério da Defesa, no fim do milênio passado, era tirar os militares da mesa ministerial, no governo Fernando Henrique Cardoso. (…) O objetivo de bater nos militares é que, na verdade, nós somos o último obstáculo para o socialismo”