Cavendish acha que o escândalo pode quebrar a Delta. Cabral está inconsolável.

Carlos Newton

O empresário Fernando Cavendish, presidente da Delta Construções, negou em entrevista exclusiva à Mônica Bergamo, publicada na Folha, afirma que, com o escândalo, a Delta vai “quebrar”. A empreiteira é a que mais recebe recursos do governo federal desde 2007.

A Delta, como se sabe, está no centro do escândalo do empresário-bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, envolvendo grande número de  políticos, mas Cavendish alega que nem conhece os governadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Agnelo Queiroz (PT-DF), que aparecem nas gravações feitas pela Polícia Federal.

O Ministério Público faz a acusação da “sociedade oculta” com base em grampos e relatórios que mostram Demóstenes negociando verbas para obra em Anápolis (GO) e condicionando a liberação à contratação da Delta. Mas Cavendish nega, ao afirmar que o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) não é sócio oculto da empresa.

Quem está inconsolável com a situação de Cavendish é o governador Sergio Cabral, seu amigo de fé, irmão, camarada e ex-concunhado. Afinal, ainda faltam mais de dois anos de governo, tantas obras a fazer… Mas na verdade as preocupações do governador são mais no campo afetivo, porque se a Delta quebrar, logo aparece outra empreiteira compreensiva para ocupar seu lugar. É só consultar as páginas amarelas do Código de Ética.

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