Celso de Mello, agente provocador, impõe constrangimento às Forças Armadas e ao governo

Ministro Celso de Mello deixará o STF em 2020 | ND

Celso de Mello tenta mostrar quem é que manda hoje neste país

Percival Puggina

“(…) e, redesignada nova data para seu comparecimento em até 05 (cinco) dias úteis, estarão sujeitas, como qualquer cidadão, não importando o grau hierárquico que ostentem no âmbito da República, à condução coercitiva ou ‘debaixo de vara'”disse o ministro Celso de Mello, em sua intimação a três ministros fo governo Bolosnaro.  A forma desrespeitosa como o ministro Celso de Mello tratou as testemunhas arroladas por Sérgio Moro, destacadas figuras do governo e do Parlamento, entre elas três oficiais generais, é de uma grosseria que desqualifica a autoridade que emitiu a ordem.

 Desconhecer o intuito provocador dessa redação exige um cérebro com dependências para alugar. O ministro usou de seu poder para alertar às instituições sobre quem é que manda e não pede. Para testá-las ao limite.

IMPOR CONSTRANGIMENTO – Valeu-se das autoridades mencionadas, integrantes dos outros dois poderes da República ,para, num mero ato de ofício, impor constrangimento às Forças Armadas e ao Congresso, e pôr a opinião pública nos eixos dele ministro.

É conhecido o desagrado dos ministros do Supremo com as apreciações feitas a alguns deles em manifestações de vulto nacional que refletem rejeição à instituição STF.

Emergem desses eventos de rua, aqui ou ali, de modo episódico e esparso, anseios não democráticos. É indiscutível, porém, que cidadãos na rua, expondo seu sentir e seu querer, estão exercitando a democracia em uma dimensão que lhe é essencial e que deveria cobrar juízo de quem escuta.

BANDIDOS DE VERDADE – Celso de Mello, inequivocamente, tratou as autoridades convocadas como se fossem bandidos. Em relação aos bandidos de verdade, aliás, o próprio STF ditou regras restritivas à condução coercitiva. Ele, no entanto, aplicou, em acréscimo, o arcaísmo “debaixo de vara”, usado no Código Criminal do Império, quase dois séculos atrás. Então, vara era vara mesmo, que intimida, cutuca e machuca.

A ordem foi e persiste como afronta. O ministro atirou sobre o que viu para acertar em todos aqueles cujas opiniões e manifestações o desagradam. Quando novembro vier ele vai embora, tarde. Sem deixar saudades. A nação não se sente servida.

31 thoughts on “Celso de Mello, agente provocador, impõe constrangimento às Forças Armadas e ao governo

  1. A será que neste país, general, ou ex-general, é uma divindade que está acima de tudo e de todos, até da Justiça ? Verdade seja dita, Justiça seja feita. Justiça tem que ser igual para todos, seja general, seja marechal, seja almirante, seja lá o que for, foi arrolado como testemunha, foi intimado, tem que comparecer, sob pena de condução coercitiva, ou “debaixo de vara”, a menos que tenha uma boa justificativa aceita pela Magistrado competente, é a regra para todos. Não tem nada de afrontoso por parte do Magistrado no caso, afrontoso será se as testemunhas não comparecerem ao ato.

      • Talvez seja pelo fato de a sua condenação ter sido extremamente duvidosa, embora não me pareça nenhum anjinho e nem isento de alguma culpa.

      • Caro Gregório,
        Primeiro de tudo: ele estava Preso provisório

        Segundo, a regra do anacrônico artigo 295 do Código de Processo Penal prevê condição de prisão especial para as pessoas indicadas em seus incisos. E pasme. Não indica presidente nem ex-presidente. Mas está lá de quase tudo. Seria isso uma aberração, então, que o bom senso considerou extender para o presidente e ex-presidente.
        Interpretação razoável.

  2. Tenta não senhor Percival Puggina.
    Depois que eles “acabaram” com o pacote anticrime do então MJ, determinaram a prisão só depois do transito em julgado; pintaram e bordaram com os anseios da maioria dos eleitores do Bolsonaro que tinha como uma das bandeiras o combate a corrupção; ficou patente de quem manda são eles; criando até muito problema na esteira da Lei de abuso de autoridade.
    PS: Tudo isto conseguido com os acordos do PR com os “demônios” para garantir seu clã.
    Não venha agora; o PR dar uma de defensor da legalidade e legitimidade.

    • Enquanto não se colocar na cadeia dois ou tres do stf , e isso tem amparo legal, segundo Modesto Carvalhosa e Ives Gandra martins, dois dos maiores juristas brasileiros, essa gente vai abusar do poder para sempre e fazer de nós seus reféns.

  3. CN,
    Queria ver este juizeco de m…, ter a coragem de fazer isto em 68. Remeti um e-mail para o gabinete deste crápula, no ano passado, dizendo quem ele é.
    Não deve ter lido, pois tem 222 áulicos para lamber- lhe o saco.
    É um desclassificado, prolixo, pedante e enfadonho.
    No lugar destes boçais , porque boçais de idéias, deveriam estar o Ives Gandra Martins e o Modesto Carvalhosa, para dar um nível melhor àquele lupanar.
    Que asco !
    São , quase todos , uns canalhas que não mais terão coragem de sair às ruas, por falta absoluta de caráter, e de coragem, moral e física.
    Uma casta nefasta e, até corrupta, que infesta o Brasil.

  4. Parabéns Percival, excelente análise. Quem é este juiz de merda, representante do STF que defende bandidos e solta criminosos a torta e direita para coagir pessoas honradas dssta forma. É o fim dos tempos mesmo.

  5. O Estatuto dos Militares proibe o uso do título militar na situação em que se encontram o assessores “militares” do presidente, porque eles estão na reserva.
    Esses assessores, a quem o senhor se refere tão reverencialmente, são pagos para exercerem as suas funções. Portanto, considere-os como qualquer servidor temporário, perante a lei. Ou a lei privilegia os de verde?
    A continuar essa encenação, o brasileiro comum vai ter que genuflectir quando se referir a esse tipo privilegiado de gente.
    Chega, meu senhor, nós brasileiros já vivemos fudidos e o senhor ainda quer que nos tornemos submissos?! Isso é humilhação inconcebível e inaceitável!

    • Pois é. Aonde chegamos em termos de submissão. É degradante, eita Puggina gauchão como eu!, pensarmos que a res publica é de um só poder. Votei nele e hoje, embora não me arrependa pois não havia opção, admito que não podia ser pior.

      Minha tese de inviabilidade de nação, cada vez mais se torna real.

  6. Testemunhas arroladas por Sérgio Moro (?)

    Ah, me desculpe! Mas o Sr. Percival precisa se informar melhor!!!

    Quem arrola testemunhas são as partes numa AÇÃO.

    No caso, não existe Ação onde a parte autora arrola suas testemunhas, nem Defesa Prévia, onde o acusado apresenta as suas.

    O que fez o ex-ministro é narrar os acontecimentos em sede de oitiva onde a autoridade colhe informações.
    Em sua narrativa certamente procurou descrever a realidade – o mais próximo possível que a memória humana permite.

    Em decorrência dos acontecimentos narrados, a autoridade pode determinar diligências para ouvir, ou nao, outras pessoas citadas.

    Não foi desrespeitosa determinação do ministro pois, como o mesmo frisou em sua decisão, em síntese, a lei vale para todos, e as testemunhas, antes de qualquer qualificativos que ostentem na vida pública, são cidadãos.

  7. Aliás, só mais uma constatação. É que o Percival omitiu, propositadamente, passagens da decisão no Ministro Celso de Mello.
    Preferiu selecionar parte do parágrafo para tecer sua ofensiva ao integrante do STF.

  8. Esse vagabundo do Carvalhosa se refere como Suprema Casa da Mãe Joana por conta da roupa suja televisionada, sendo a única Corte no mundo que confere essa publicidade aos julgamentos, do plenário…

    Então cumpre a pergunta:

    E que transparência tem os militares?
    Se na Ditadura, a Imprensa não era livre.
    As decisões na Ditadura como na Caserna nos dias de hoje, são fechadas.

  9. Respeito Percival, mas discordo de sua consideração de que os ministros convocados a depor estão sendo desrespeitados.
    A lei é para todos, e quando não aplicada o pior acaba ocorrendo como a soltura do bandido luiz Inácio.

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