Centro-direita depende de aproximação entre Alckmin, MDB e Maia

Da esq. para a dir., o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o presidente da República, Michel Temer, e o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, no Palácio da Alvorada, em Brasília, em março de 2017

Maia, Temer e Meirelles não conseguem decolar

Leandro Colon
Folha

Desoladora é a pesquisa Datafolha para os dois possíveis candidatos do governo à Presidência. Michel Temer, que flerta com a possibilidade de reeleição, apresenta um teto de 2%. O seu ex-ministro Henrique Meirelles, que deixou há pouco a Fazenda, tem mísero 1%. Ambos são apontados como as apostas do MDB para disputar o Planalto em outubro. Recentemente, no ato de filiação de Meirelles ao partido, os emedebistas aproveitaram para inflar o nome de Temer.

Ficará difícil para a sigla definir quem será o candidato presidencial entre os dois se o critério de decisão for o desempenho em pesquisa. Nem Temer nem Meirelles dão sinais de fôlego eleitoral. Até a ideia de o ex-ministro da Fazenda ser vice do atual presidente soa a delírio sob perspectiva de intenção de voto.

SEM CHANCES – Se tem uma coisa de que o MDB entende (e muito) é expectativa de poder. É custoso acreditar que uma legenda de alta penetração nos rincões do país embarcará em uma candidatura à Presidência incapaz de ser competitiva e ter força de crescimento político-eleitoral.

Em cenário parecido se encontra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Fracassaram nas ruas seus movimentos desde o começo do ano para tentar alavancar uma pré-candidatura presidencial.

Assim como Meirelles, o deputado aparece com 1%. Não surtiu efeito fora da Câmara, ao menos até agora, a aproximação dele com os partidos do fisiológico “centrão”.

APROXIMAÇÃO – O trio Temer, Meirelles e Maia é posicionado na centro-direita do espectro político. O Datafolha indica que a centro-esquerda se mexe razoavelmente e o principal candidato “puro” de direita, Jair Bolsonaro (PSL-RJ), continua bem colocado.

O tucano Geraldo Alckmin, único da centro-direita de certo modo competitivo, tem dificuldades para crescer. Parece inevitável uma aproximação entre Alckmin, Temer, Meirelles e Maia para que a centro-direita tenha chances reais de vitória.

3 thoughts on “Centro-direita depende de aproximação entre Alckmin, MDB e Maia

  1. ninguém com um mínimo de experiência política neste país acredita em pesquisa desta data falha.
    portanto, comentários baseados na mesma são inócuos e não condizem com a realidade.
    Sinto muito.

  2. Vai tudo pro fundo do poço eleitoral, abraçados, até porque, enquanto golpistas é o mínimo que merecem. Até parece que não têm memória, não se lembram que o Lula foi eleito na condição de último biscoito do pacote partidário apodrecido ?

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