Certo, certo. No entanto…

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Uma nomeação que só interessa a esses dois…

Percival Puggina

As únicas pessoas interessadas na posse de Cristiane Brasil no Ministério do Trabalho são ela mesma e seu pai Roberto Jefferson. Um caso de família. A incompatibilidade entre a parlamentar e a pasta não se estabeleceu em virtude de estar respondendo a ações trabalhistas, pois essa é uma quase incontrolável fatalidade nacional. O que a desacredita para a função é a natureza das reclamatórias e da condenação que já sofreu. O presidente Temer mantém a indicação por dever de ofício: o PTB é importante para a base do governo no Congresso e não convém desagradar seu principal líder. Então, certo, certo. É bom que Cristiane Brasil suma e não assuma.

No entanto, essa é uma decisão da fração política da pirâmide do poder. As revelações surgidas não constituem pauta para o Poder Judiciário fora do âmbito em que já tramitam – a Justiça do Trabalho.

LIMINAR – A Constituição é muito clara ao afirmar que nomeação e exoneração de ministros de Estado são atos de competência exclusiva do presidente da República. Trata-se de um dos muitos preceitos onde a única “leitura conforme a Constituição” é a que se faz na própria Constituição. Ao avocar a si o poder de vetar a nomeação de um ministro de Estado, o magistrado empurrou sua cerca para além da divisa natural, institucional.

Temos visto sucessivos e excessivos exemplos desse tipo de comportamento para não ficarmos preocupados quando ele se manifesta. Em grau de recurso, o desembargador do TRF2, por sua vez, não examinou o mérito da questão; apenas disse não haver no caso “manifesto interesse público”. É de interesse público, sim, Excelência. Ninguém quer um governo de juízes.

ASSÉDIO – Muito pertinente o protesto das atrizes e dos atores que se vestiram de preto na entrega do troféu Globo de Ouro em Los Angeles. São verossímeis os relatos que nos últimos meses desabaram sobre o mundo hollywoodiano contando histórias de assédio e de carreiras construídas entre as câmeras e as camas. Simetricamente, se afigura igualmente verossímil que alguém busque nos microfones a fama que não obteve nas telas. Imagino que nem metaforicamente alguém seja prudente pôr a mão no fogo pela sanidade dos bastidores do mundo do cinema. Então, certo, certo. Como dizem as militantes do movimento, “Time’s up!”.

No entanto, não posso deixar de conceder razão a Catherine Deneuve quando condena o estupro e a violência contra a mulher, mas denuncia um feminismo muito em voga, que converte o homem num malfeitor potencial e toda tentativa de sedução em assédio.

Temos visto sucessivos e excessivos exemplos desse feminismo socialmente nocivo. Ele é bem qualificado pela escritora iraniana radicada na França, Abnousse Shalmani, em matéria do jornal El país: “O feminismo se transformou em um stalinismo com todo seu arsenal: acusação, ostracismo, condenação”.

FALSO FEMINISMO – Essa definição se encaixa no feminismo que vejo promovendo manifestações públicas nas ruas de nosso país; feminismo grosseiro, nudista, apelativo, feio como o diabo, expressando repulsa a tudo que seja masculino (misandria). Então, certo, certo. Catherine tem razão.

No entanto, é preciso reconhecer que ela e suas amigas, no manifesto que assinam, põem foco no que denominam liberação sexual, que não se tem revelado benéfica, dada a dissolução que provoca nos laços familiares, respondendo diretamente por altíssima e crescente quantidade de famílias monoparentais das quais sumiu a figura paterna.

Então, certo, certo. Prudência, moderação, justo discernimento, bom senso, limites, são virtudes e qualidades sempre necessárias e de benéficos resultados.

7 thoughts on “Certo, certo. No entanto…

  1. O Puggina está para a direita hidrófoba assim como o Boff está para a esquerda delirante.
    São extremos radicais e conservadores de um mesmo sistema apodrecido.
    Vão acabar se esbarrando de costas.

  2. Todas as situações de assédio até agora trazidas à tona, são de homens contra mulheres, mas, me intriga muitíssimo o porque das feminazis guardarem a sete chaves os assédios das lésbicas para com a “donzelinhas” desprotegidas, frágeis e inocentes.
    Ora, as moçoilas não tinham a menor idéia, onde estavam se metendo? Não sabiam que esse ambiente é um convite à devassidão?
    Claro que sabiam, que para ingressar nos polpudos ganhos, a regra obrigatória era entrar no exclusivíssimo clube da libidinagem (até os anjos sabem disso).
    A quem interessa este intrigante silêncio?
    Há muita sujeira por trás disto.
    Ou as lésbicas poderosas nunca assediaram as incautas virgens?
    Me parece que este é um plano bem arquitetado pra tirar um pouco o poder dos homens dos altos cargos e do comando. Descobriram que esta é a melhor forma de desedtabilizá-los.
    O coitadismo chegou a Hollywood!
    Há algo de muito estranho no reino da Dinamarca.
    Simples assim.
    Atenciosamente.

  3. Bela matéria do percival, mostrando aos desequilibrados as razões de decisões sábias e as necssidades de sermos duros e inteligentes em favor do Brasil e da sociedade.

    Os cães ladram, e tudo ocorre naturalmente am favor do bem maior, não nos convém sermos mesquinhos em nada.

    Parabéns Percival, pelas palavras sábias e corajosas, algo que faz a diferença nessa imprensa esquerdista e sem condições mínimas para defender as causas nacionais.

  4. Tal pai, tal filha, são iguais, até em falcatruas, teve um bom professor, deveria ter vergonha e desistir desta nomeação forjada no palácio do planalto, uma vergonha sem limites, o pai ex-condenado pelo mensalão, continua seus intentos perto do poder. esta é nossa justiça, para quem estava muito doente, ele parece bem sadio.

  5. Percival se esqueceu do princípio da moralidade.

    Aconselho-o a ler o art. 37 da Carta da República, nossa Lei Maior.

    Lá está escrito que a administração pública reger-se-á pelos princípios da legalidade, impessoalidade, MORALIDADE, publicidade e eficiência.

    Não há, de fato, nenhum artigo positivando a impossibilidade de nomeação par Ministro do Trabalho de uma pessoa que explorou o trabalho de dois humildes colaboradores.

    À lei, em sua forma abstrata, não cabe prever, com pormenores, todas as situações da vida. Por isso mesmo prevalecem os princípios.

    Quem não tem princípios não respeita o outro. E princípios existem para serem observados. A começar pelas pessoas naturais, mas se estendendo às corporações e, principalmente, ao Estado, pela administração pública, por meio dos seus governantes e executores de suas políticas.

    Por último, vale ressaltar que na queda de braço entre a lei posta e os princípios estes vencem.

    Não é por outra razão que existem leis inconstitucionais. Raramente o são por violação explícita de norma constitucional. Os legisladores não são tão burros. Normalmente, violam os preceitos constitucionais mais caros a um país que se pretende constituir como nação. E tais preceitos, na maior parte das vezes, se encontram ocultos nas dobras de uma Carta Constitucional.

    Entre aqueles princípios do art. 37 da CF/88, talvez o maior, o mais precioso, o mais fulgurante e de maior relevo para a constituição de uma pátria, seja o da MORALIDADE, porquanto sem ele a aparente legalidade falece ante a flagrante ilegitimidade.

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