Cesar Maia denuncia mais um negócio imobiliário de Eduardo Paes no Rio

Em seu blog, o ex-prefeito Cesar Maia faz marcação cerrada a seu sucessor Eduardo Paes, que entrou na política apadrinhado por ele e hoje é seu arquiinimigo. Maia denuncia o estranho e curioso resultado da licitação do Parque Olímpico.

“Só um consórcio (Andrade Gutierrez, Odebrecht, Carvalho Hoskens) participou. Se é um bom negócio, por que outros não se interessaram? Se é um mau negócio, por que esse consórcio de empresas experimentadas entrou? O valor estimado – e não demonstrado – das obras é de 1 bilhão e 400 milhões de reais. Valor virtual para efeito de avaliação.

O consórcio vencedor tem a concessão de 800 mil m² para construir e vender apartamentos, casas, lojas e escritórios. Não foi apresentado cálculo de valor potencial. A área total do condomínio Novo Leblon, na Barra, com amplas áreas de esporte e lazer, são 500 mil m² para 5 mil unidades habitacionais. Um apartamento no Novo Leblon vale pelo menos uns 500 mil reais e uma casa uns 2 milhões de reais. Valor potencial de vendas para uma área de 800 mil m², uns 6 bilhões de reais.

A prefeitura ainda entrará com 525 milhões de reais em médio prazo. As obras serão iniciadas assim que as obras do novo autódromo em Deodoro forem iniciadas.

Que haja máquinas de calcular para especialistas e interessados avaliarem.

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PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE

Cesar Maia também ataca o descaso de Eduardo Paes com a área da Saúde e transcreve uma entrevista do Arcebispo de São. Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer à Folha de SP, nos seguintes termos:

“A saúde vai muito mal no Brasil. É, o SUS, foi muito mal avaliado. Não basta que poucos tenham condições de ter acesso a ótimos hospitais. É uma questão de fraternidade, solidariedade, levantar a questão, reclamar, mostrar a situação real nos grotões do país, nas periferias das grandes cidades. E não é só isso. A saúde pública vive um processo de terceirização, de comercialização. Refiro-me por exemplo às OSs. Na medida em que se terceiriza os serviços de saúde, vira comércio, eles acabam sendo submetidos às leis de mercado. Isso pode comprometer o atendimento dos pacientes. Saúde é um bem público, um direito básico, fundamental. Impostos são recolhidos para esse fim”, denuncia Dom Odilo.

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