Chanceler defende o Itamaraty das críticas de Maia ao servilismo na visita de Pompeo a Roraima

Mike Pompeo, secretário de Estado dos EUA, vai a Roraima discutir a  Venezuela - Antropofagista

Araújo e Pompeo, sem usar máscaras – dois irresponsáveis

Deu no Correio Braziliense
Agência Estado

O Itamaraty reagiu neste sábado (19/9) às críticas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), à rápida passagem por Roraima do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo. Nas três horas em que esteve em Boa Vista, ao lado do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o chefe da diplomacia americana endureceu o discurso contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que foi chamado de “narcotraficante”.

Para o chanceler brasileiro, quem se preocupa com a parceria do governo brasileiro com a Casa Branca nessa questão é “quem teme a democracia”.

CRÍTICAS DE MAIA – De acordo com Rodrigo Maia, a visita do secretário de Estado ao Brasil, a apenas 46 dias da eleição presidencial americana, não condiz com a “autonomia” da política externa brasileira.

O presidente da Câmara também considerou a passagem de Pompeo uma afronta à tradição da política externa e da defesa brasileiras.

Na avaliação de Araújo, porém, o povo brasileiro “tem apego profundo pela democracia e o regime Maduro trabalha permanentemente para solapar a democracia em toda a América do Sul”.

NOTA DO ITAMARATY – “Não há autonomia e altivez em ignorar o sofrimento do povo venezuelano ou em negligenciar a segurança do povo brasileiro. Autonomia e altivez há, sim, em romper uma espiral de inércia irresponsável e silêncio cúmplice, ou de colaboração descarada, a qual, praticada durante 20 anos frente aos crescentes desmandos do regime Chávez-Maduro, contribuiu em muito para esta que é talvez a maior tragédia humanitária já vivida em nossa região. A triste história da diplomacia brasileira para a Venezuela entre 1999 e 2018 constitui exemplo de cegueira e subserviência ideológica, altamente prejudicial aos interesses materiais e morais do povo brasileiro e a toda a América Latina”, escreveu Araújo, em nota divulgada pelo Itamaraty.

“Muito me orgulho de estar contribuindo, juntamente com o Secretário de Estado Mike Pompeo, sob a liderança dos presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, para construir uma parceria profícua e profunda entre Brasil e Estados Unidos, as duas maiores democracias das Américas. Só quem teme essa parceria é quem teme a democracia”, prosseguiu o ministro, alegando que as críticas de Maia se baseiam em “informações insuficientes e em interpretações equivocadas”.

OPERAÇÃO ACOLHIDA – Araújo destacou que os Estados Unidos já doaram US$ 50 milhões para a Operação Acolhida (que busca cuidar dos venezuelanos que cruzam a fronteira para chegar ao Brasil) e que, no dia de ontem, o Secretário Mike Pompeo anunciou a doação de mais US$ 30 milhões para essa Operação.

“Trata-se de quantia vultosa, tendo em vista que o governo brasileiro já dispendeu 400 milhões de dólares com a Operação Acolhida. Os EUA já dedicaram igualmente quantias expressivas para ajudar no acolhimento de imigrantes e refugiados venezuelanos na Colômbia e em outros países. Brasil e Estados Unidos, portanto, estão na vanguarda da solidariedade ao povo venezuelano, oprimido pela ditadura Maduro”, ressaltou o chanceler brasileiro.

CRÍTICAS A MADURO – Em Boa Vista, na última sexta-feira, Pompeo e Araújo se uniram para criticar o regime chavista. “Ele (Maduro) não é apenas um líder que destruiu seu país numa crise com as proporções mais extraordinárias na história moderna, ele também é um narcotraficante que envia drogas ilícitas aos EUA e aos americanos todos os dias”, disse o secretário de Estado americano na ocasião.

Em março, o Departamento de Justiça dos EUA acusou formalmente o líder chavista de “narcoterrorismo”. De acordo com os promotores, Maduro lidera um cartel em conjunto com guerrilheiros colombianos para “inundar os EUA de cocaína”. Na ocasião, o governo americano ofereceu US$ 15 milhões (cerca de R$ 80 milhões) como recompensa por informações que levem à prisão do presidente venezuelano.

DIREITOS HUMANOS – Ao rebater as críticas de Rodrigo Maia, Araújo destacou que, na condição de ministro das Relações Exteriores, se sente na obrigação de reiterar o Artigo 4º da Constituição Federal, que coloca a “prevalência dos direitos humanos” entre os princípios que devem orientar as relações internacionais do Brasil.

“Absolutamente nada no posicionamento do Brasil contra a ditadura de Maduro e em favor de uma Venezuela livre fere qualquer dos princípios do Artigo 4º da Constituição. Muito pelo contrário, nossa atuação descumpriria a Constituição se fechássemos os olhos à tragédia venezuelana”, escreveu o chanceler.

“O legado da tradição diplomática brasileira não inclui a indiferença aos nossos vizinhos. No caso presente da Venezuela, uma tal indiferença seria imoral e colocaria em risco a segurança dos brasileiros”, argumentou.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO atual chanceler brasileiro parece sofrer de um problema na coluna vertebral. Como todos sabem, Araújo não pode ver uma autoridade norte-americana que vai logo se curvando. Deveria fazer tratamento, urgentemente, para se postar de forma mais digna quando está representando o Brasil. (C.N.)

5 thoughts on “Chanceler defende o Itamaraty das críticas de Maia ao servilismo na visita de Pompeo a Roraima

  1. VEJAM A CRUELDADE DOS EUA PELO MUNDO: NO VIZINHO PERU

    Guerra suja’ da Chevron para encobrir ‘Chernobyl da Amazônia’

    https://br.sputniknews.com/americas/2020091916096528-guerra-suja-da-chevron-para-encobrir-chernobyl-d

    NA GUERRA DO IRAQUE

    Câncer como arma: a guerra radioativa de Poppy Bush contra o Iraque

    https://www.google.com/amp/s/revistaopera.com.br/2019/01/09/cancer-como-arma-a-guerra-radioativa-de-poppy-bush-contra-o-iraque/%3famp

    NA INTERVENÇÃO DA IUGOSLÁVIA

    Ademais, Atualmente, travando uma guerra nos moldes “convencionais”, os norteamericanos podem destruir uma nação, insidiosamente, e sem gerar grandes impactos na comunidade internacional. Mísseis antitanques, com núcleo de urânio empobrecido ou exaurido, ao se chocarem com seus alvos (tanque de guerra) disseminam partículas radioativas pelo ambiente, cenário da batalha. Vários militares italianos, servindo a ONU, na IUGOSLÁVIA foram acometidos de leucemia.
    https://istoe.com.br/41966_SINDROME+DOS+BALCAS/

  2. O Botafogo só precisava mostrar esse videio onde o Bozo mostra que é um escravo a favor dos interesses norte-americanos:

    AL GORE: “Estou preocupado com a Amazônia”

    MILICIANO: “Quero explorar os recursos da Amazônia com os EUA”

    AL GORE: ???? “Não entendi o que você quer dizer”

    As viagens q o CONDENADO fez foram pra isso: VENDER A AMAZÔNIA.

    https://twitter.com/GCasaroes/status/1297923397012389890

    E olha que o Al Gore é do Partido Democrata, que segundo essa cambada que hoje está no poder no Brasil diz que esse partido norte-americano é de esquerda!

    Bem, o Bozo mostra que para ele não importa se é Republicano ou Democrata quem está no poder nos States. O Bozo vai lamber as bolas do mesmo jeito.

  3. A ditadura venezuelana tem provocado problemas por todo o Brasil.
    Em um município próximo onde moro, existe um frigorífico da JBS, onde o governo federal já despejou mais de um mil venezuelanos.
    O problema é que uns duzentos trabalham no tal frigorífico, mas todos contingente de estrangeiros, é obrigação da prefeitura a dar saúde, transporte, educação e infra estrutura para que vivam conforme o padrão da população da região, e isso tem saído caro e comprometido a política do bem estar da população nativa.

  4. A Venezuela é um exemplo do modo de operação da esquerda assassina, reunida no Foro de São Paulo para sabotar os regimes democráticos sul-americanos. Os marxistas tresloucados são especialistas em criar problemas para vender soluções.

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