3 thoughts on “Charge do Alpino

  1. Mercadante fala a verdade e é desmentido por Mantega.

    O cinismo é do ministro da fazenda registra a idiossincrasia petista.

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    Gasolina: discordância com Mercadante.

    “Não é verdade que as tarifas são represadas”, afirmou Mantega ao ser questionado sobre a entrevista concedida ao jornal Folha de São Paulo pelo ministro da Casa Civil, Aloisio Mercadante – um dos notáveis que, segundo rumores, estaria no páreo para sucedê-lo no Ministério da Fazenda. Nessa entrevista, Mercadante afirmou que o governo tem segurado os preços para não pressionar a inflação. “Preços administrados são preços administrados. Você administra em função do interesse estratégico da economia, dos consumidores. Não há necessidade de ser repassado imediatamente”, ele disse ao jornal

    Mantega argumenta que a gasolina tem tido, em média, dois reajustes por ano e normalmente acima da inflação. Alinhar os preços do combustível ao preço internacional não é simplesmente fazer uma correção pela inflação, explicou. Em momentos de desvalorização cambial fica difícil fazer o alinhamento do preço doméstico com o internacional. Segundo ele, no reajuste dos preços da gasolina em abril de 2013 houve um alinhamento com os valores internacionais. No entanto, a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) no mês seguinte de reduzir a política de estímulos monetários causou nova turbulência, com reflexo na taxa de câmbio, desalinhando os preços.

    Ele indicou que um novo aumento nos preços da gasolina ainda está distante. “Não falo em aumento de preço, não se deve anunciar aumento, deve-se fazer”, afirmou, acrescentando que a decisão tem efeito no mercado.

    (Transcrito do Diário do Comércio)

  2. Campanha do PT anuncia tormenta eleitoral

    Cientistas políticos avaliam que o vídeo do PT com o mote “Não Podemos Voltar Atrás” – que começou a ser veiculado na noite de terça-feira – se vale de um tom radical, pela primeira vez nessa pré-campanha, para estancar as quedas de popularidade de Dilma Rousseff e iniciar de vez uma campanha dura.

    “Quando a gente dá um passo para frente na vida, precisa saber preservar o que conquistou. Não podemos deixar que os fantasmas do passado voltem e levem tudo o que conseguimos com tanto esforço. Nosso emprego de hoje não pode voltar a ser o desemprego de ontem. Não podemos dar ouvido a falsas promessas. O Brasil não quer voltar atrás”, diz o narrador do filme de 1 minuto e 1 segundo.

    O comercial petista lembra a estratégia do PSDB durante a campanha presidencial de 2002, quando o tucano José Serra era o adversário do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ocasião, o PSDB convidou a atriz Regina Duarte para dizer que as conquistas do governo Fernando Henrique Cardoso, como o controle da inflação, poderiam ser perdidas caso Lula vencesse. Na peça, ela dizia: “Eu estou com medo”. À época, o PT respondeu dizendo que “a esperança” venceria “o medo”.

    EMBATE DURO

    Se em 2002 a novidade e o risco seriam o PT, agora o mesmo partido luta para permanecer no poder. Este pleito reservará embates duros, contrastando com as duas campanhas passadas, avalia o consultor político André César, para quem os ganhos do governo petista se perderam. Para ele, é preciso esperar para ver a reação da população ao vídeo, que pode considerar o tom muito agressivo.

    APELO EMOCIONAL

    O pequeno filme mostra imagens de forte apelo emocional, caso de uma criança indo às lágrimas ao olhar para ela mesma no passado miserável e um executivo se vendo num dia de chuva desempregado e com a sola do sapato furada. “É um exemplo claro de que essa campanha será uma campanha dura, pesada, que nós não assistimos nas últimas campanhas presidenciais. O “Lulinha Paz e Amor” é passado. O medo só mudou de cara. O medo de 2002 era o PT, a novidade era o PT, havia receio do mercado financeiro, medo da instabilidade econômica, a gente vê isso no vídeo da Regina Duarte. Agora, o medo é tirar o PT do governo, e colocar a oposição, seja ela Aécio Neves ou Eduardo Campos, mas a mensagem é a mesma. O PT, nas três eleições que venceu, começou como uma novidade, teve ganhos, e essas novidades acabaram. A população está aí frente a escândalos de corrupção. É uma estratégia que não mostra o que você tem de proposta, mas sim para mostrar o que o outro tem ruim. Joga com o medo, mas temos que ver se a recepção vai ser boa, ou se vão achar que foi agressivo demais”, afirma César.

    Para o cientista político da UnB João Paulo Peixoto, o governo teve que “apelar”, a fim de conseguir mudanças enérgicas nas pesquisas. “A presidente Dilma tem enfrentado sucessivas quedas de popularidades e o PT tem que, digamos, apelar. É um sinal de fraqueza, quase desespero, para recuperar as pesquisas”.

    “Os fantasmas do passado fazem referência ao governo Fernando Henrique. Já é um radicalismo que pode dar o tom, com certeza, a partir de agora”, diz David Fleischer, professor emérito de ciência política da Universidade de Brasília (UnB).

    De acordo com a página do PT no Facebook, que divulgou a peça, o conteúdo aborda “as ações sociais dos governos Lula e Dilma e sua repercussão na melhoria de vida das pessoas”.

    (Transcrito do Diário do Comércio)

  3. “Para o cientista político da UnB João Paulo Peixoto, o governo teve que “apelar”, a fim de conseguir mudanças enérgicas nas pesquisas. “A presidente Dilma tem enfrentado sucessivas quedas de popularidades e o PT tem que, digamos, apelar. É um sinal de fraqueza, quase desespero, para recuperar as pesquisas”. (destaquei)

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